Fiesp pede investimento de R$ 3 trilhões em habitação para os próximos doze anos

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp

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José Carlos de Oliveira Lima, diretor-titular do Deconcic . Foto: Marcel Santana

Para atender às demandas de habitação dos próximos anos e reduzir o déficit habitacional de 6 milhões de moradia, o Brasil precisará investir cerca de R$ 3 trilhões até 2022, conforme estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas, a pedido do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp.

O estudo mostrou que o País precisará aportar, em média, R$ 259 bilhões por ano, até 2022, com a construção de novas moradias e reformas. Isso equivale a 5,8% do Produto Interno Brasileiro (PIB).

Para se ter uma ideia, em 2009, o País bateu recorde de valores financiados e, mesmo assim, como explica a Fiesp, o investimento habitacional de R$ 131 bilhões, chegou a apenas 4,2% do PIB.

De acordo com a Fiesp, este valor seria suficiente para zerar as moradias inadequadas, como favelas e cortiços, e reduziria o déficit habitacional para 1,5%. Para os próximos doze anos, os cálculos FGV apontam para um volume médio de mais de R$ 12 bilhões a cada ano. Seguindo essa tendência, o Brasil chegaria em 2022 com um aporte anual de mais de R$ 333 bilhões.

Desafio

Na avaliação do diretor do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, José Carlos de Oliveira Lima, essa produção requer o empenho de cinco itens: mão de obra, produtividade, capital, matérias de construção e terrenos.

“Atrair um contingente de 3 milhões de jovens será um desafio que deve vir acompanhado, necessariamente, por um aumento da produtividade da mão de obra de 3% ao ano”, disse o dirigente da Fiesp, nesta segunda-feira (29), durante a 9ª edição do Construbusiness.

Crédito habitacional

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Miriam Belchior, coordenadora do PAC. Foto: Marcel Santana

O estudo da FGV ainda mostra que a necessidade de crédito habitacional crescerá no ritmo de 9,4% ao ano. No entanto, as fontes utilizadas hoje pelo setor serão insuficientes, o que, como a aponta a FGV, demandará novas fontes de financiamento. De acordo com a Fiesp, os recursos para os subsídios deverão ser assegurados para o atendimento das necessidades das famílias de menor renda.

A coordenadora do PAC e futura ministra do Planejamento, Miriam Belchior, assumiu compromisso em avançar com projetos habitacionais. “Tanto o PAC 2 quanto a segunda etapa do Minha Casa, Minha Vida estão com recursos previstos para serem executados e, no caso de habitação, mais de dois milhões de unidades habitacionais”, informou.

Construbusiness

O Construbusiness foi criado em 1997, com periodicidade bienal, passando a anual em 2008. Nos últimos anos ganhou força para mudar situações problemáticas do País.

O Seminário funcionou como alavanca para a elaboração de projetos importantes anunciados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), voltado às obras de infraestrutura, e o Programa Minha Casa, Minha Vida, de habitação.

Por mais de uma década, tradicionalmente, o Construbusiness reúne, por intermédio da Fiesp, mais de 100 entidades do setor de construção com representatividade em âmbito nacional e, ainda, 34 sindicatos ligados ao estado de São Paulo.

Para ver a íntegra dos estudos clique nos links abaixo: