Primeiro módulo do NAGI-PG agrega novos conhecimentos e experiências ao setor petrolífero, diz representante da Microblau

Marília Carrera, Agência Indusnet Fiesp

Profissionais e empresários participaram ao longo desta terça-feira (29/01), na sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), do primeiro módulo do Núcleo de apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás (NAGI-PG), o qual abordou temas referentes à gestão da inovação, ao planejamento e à gestão estratégica da informação no setor petrolífero.

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Flavio Nakashima, da Microblau

O programa criado pela Fiesp e o Ciesp em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) tem como objetivo treinar, até 2014, 400 empresas para atuam ou desejam atuar no setor. O primeiro módulo de treinamento prossegue em outra sessão no dia 06/02.

Dentre os participantes estava o representante da Microblau – empresa de controle e automação fornecedora indireta da Petrobrás –, Flávio Nakashima, para quem os conhecimentos adquiridos neste módulo inicial são importantes à medida que auxiliam as empresas no desenvolvimento de suas estratégias.

“O foco, aqui, são empresas nacionais de pequeno e médio porte. Saber elaborar uma estratégia e trabalhá-las é um desafio comum para todos”, salientou Nakshima, que também considera enriquecedora a troca de experiências proporcionada pelo NAGI-PG, já que os problemas enfrentados pelas empresas do setor são bastante comuns e o compartilhamento de novos conhecimentos e informações acaba beneficiando todas elas.

“A competição é bastante grande, todos estão pressionados para melhorar os seus processos e custos. Então, é bastante rica essa troca [de experiências] para, no fim, todo mundo conseguir aproveitar oportunidades que estão surgindo, principalmente, nesta área de Petróleo e Gás”, concluiu.

Em seminário sobre Soft Power, Fiesp debate influência do Brasil no sistema internacional

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realiza nesta terça-feira (11/12), às 9h, o seminário Soft Power – A influência do Brasil no Sistema Internacional, com a participação do ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Moreira Franco, e do publicitário Nizan Guanaes.

O evento tem como objetivo examinar a capacidade do Brasil em influenciar ações políticas sem o uso da força ou de outra forma de coerção, mas sim lançando mão de estratégias de cooperação e aproximação com outros países. A ideia é contribuir para a identificação de políticas que o país poderá desenvolver para a obtenção de resultados concretos a partir dessa atuação.

Na ocasião, Franco irá falar sobre a necessidade de criar políticas públicas para aperfeiçoar esse elemento de poder, e Guanaes focará no papel da comunicação no soft-power brasileiro.

Também participarão dos debates e painéis o presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp, embaixador Rubens Barbosa; o correspondente da Newsweek Magazine Internacional, Mac Margolis; o presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes; o diretor da Agência Brasileira de Cooperação, embaixador Fernando José Marroni de Abreu; e o secretário de Planejamento Diplomático do Ministério das Relações Exteriores, embaixador José Humberto de Brito Cruz.

Confira aqui a programação.

Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura da Fiesp realiza primeiro encontro

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

O Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura (Compesca) da Fiesp realizou nesta segunda-feira (30) sua primeira reunião, a fim de traçar estratégias setoriais.

Os participantes destacaram pontos convergentes das áreas ali representadas (pescas esportiva, comercial, aquicultura, comercialização e industrialização), especialmente a construção de políticas públicas para o setor e reforço da imagem do peixe como fonte alternativa de proteína.

Para isso, foram constituídos Grupos de Trabalho em torno de temas macros no intuito de debater questões ambientais e de licenciamento, tributárias, inovação e pesquisa e formação de mão de obra.

Oportunidades

O Brasil conta com cenário favorável: mais de oito mil quilômetros de costa marítima e 13% de toda água doce do planeta para a pesca. As regiões Sul e Sudeste concentram a maioria dos portos nacionais: em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. De acordo com os debatedores, apesar de o País ser altamente competitivo nas Américas, é preciso avançar em questões como licenciamento ambiental e legalização de cultivos para que seu potencial não seja desperdiçado.

Estiveram presentes ao encontro representantes de inúmeras entidades setoriais: Instituto da Pesca, Sindicato dos Armadores da Pesca (Sapesp), Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), Associação Nacional de Restaurantes (ANR), Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA) e o deputado estadual Edson Ferrarini (PTB-SP), da Frente Parlamentar em Defesa da Pesca e Aquicultura.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) enviou dois representantes. A entidade deverá contar com linhas de financiamento a fim de contemplar todos os elos da cadeia, desde a produção da ração até a comercialização do produto.

Histórico

A coordenação do Comitê está a cargo de Roberto Kikuo Imai, presidente do Sindicato da Indústria da Pesca no Estado de São Paulo (Sipesp) e de Helcio Honda (adjunto), diretor do Departamento Jurídico da Fiesp (Dejur).

Criado no dia 14 de abril deste ano, o Comitê conta com a parceria do Ministério da Pesca e da Aquicultura. Após se reunir com empresários e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em São Paulo, a ministra Ideli Salvatti informou que a meta do Ministério é ampliar a produção industrial de pesca e aquicultura dos atuais 1,2 milhão para 7 milhões de tonelada/ano. Mesmo assim, a participação brasileira ainda é tímida frente aos grandes produtores mundiais de pescado, especialmente a China.

Confira as palestras na íntegra: