Ministério do Planejamento destaca importância de investimentos em infraestrutura para setor da construção no Brasil

Marília Carrera e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Em palestra ministrada durante o Construbusiness 2012 – 10º Congresso Brasileiro da Construção – evento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta segunda-feira (03/12) –, a chefe da Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Esther Dweck, apontou as vantagens da captação de investimentos para a indústria da construção no Brasil.

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Esther Dweck: 'Crescimento da indústria da construção vem se consolidando pelo consumo e pelo mercado interno'. Foto: Julia Moraes

De acordo com ela, o setor no país é puxado, principalmente, pelos investimentos em edificações, em montagem industrial e em obras de infraestrutura. “A capacidade de mobilizar recursos é essencial para garantir as obras de infraestrutura”, afirmou ao ressaltar que os investimentos cresceram ao longo dos tempos, devido à capacidade da cadeia produtiva da construção em reter o capital que recebe.

Esther Dweck destacou que o crescimento da indústria da construção vem se consolidando pelo consumo e pelo mercado interno, cujo papel é ampliar a demanda e a capacidade de investimentos em diversos setores da indústria nacional.

“O Brasil virou um país de oportunidades. E um dos objetivos do segmento da construção é desenvolver-se de forma sustentável, estabelecendo uma aliança entre novos empregos, aumento da produção, gestão de recursos naturais e competitividade, o ponto central do “ciclo virtuoso” do setor no país”, enfatizou a palestrante.

Ela frisou a importância das colaborações do governo federal para a indústria da construção no Brasil, estendendo-as ao âmbito dos transportes; da energia, ressaltando aqui a necessidade de sua universalização, qualidade e custo acessível; e do eixo social e urbano, como exemplo, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“O PAC é uma nova maneira de pensar como os programas de infraestrutura precisam ser feitos”, sublinhou, destacando a importância do planejamento de outros os fatores que condicionam a melhoria dos projetos de construção no país, como visão de futuro, articulação intersetorial, pactuação federativa e parcerias do setor privado.

Segundo a chefe de Assessoria Econômica, o PAC inovou como novo processo de gestão de monitoramento, ampliação da participação do setor privado e ampliação dos mecanismos fiscais, de financiamentos e garantias e qualificação de mão de obra.

Esportes

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Elder Vieira destacou importância de o governo criar um ambiente propício para acelerar o desenvolvimento econômico e diminuir as desigualdades sociais. Foto: Julia Moraes

O gerente de projetos do Ministério do Esporte, Elder Vieira, lembrou a importância de o governo federal criar um ambiente propício para acelerar o desenvolvimento econômico e diminuir as desigualdades sociais. E destacou nesse sentido o papel do Ministério dos Esportes, que investe em infraestrutura esportiva de alto rendimento e de esporte e lazer social.

Como exemplo prático, citou a construção da Arena Corinthians, o Itaquerão. “Este é um investimento que impulsiona os demais investimentos na região”, afirmou Vieira, ao citar o desenvolvimento da região do bairro de Itaquera, zona leste de São Paulo. “Além dos empresários, a prefeitura e o governo do Estado também investem, principalmente nas áreas de educação e cultura”, explicou.

Vieira elencou outros projetos do Ministério do Esporte, como as praças de esporte e cultura e os centros de treinamentos de alto rendimento. “Esse tipo de investimento gera empregos e colabora com a melhoria da mobilidade da cidade, ressignificando o espaço público e impulsionando o desenvolvimento social de um município”, afirmou.

O gerente de projetos explicou que tudo isso vai “redimensionando e repensando o espaço urbano”. E concluiu: “É dessa maneira que o Ministério do Esporte, em conjunto com os demais ministérios do governo federal, propicia a ambiência para que se manejem os elementos de desenvolvimento social por parte da sociedade”.

Secretária nacional da Habitação fala de desenvolvimento urbano e qualidade de vida

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

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Inês Magalhães, secretária nacional da Habitação do Ministério das Cidades. Foto: Julia Moraes

Durante o Construbusiness 2012 – 10º Congresso Brasileiro da Construção, que aconteceu na manhã desta segunda-feira (03/12), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a secretária nacional da Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães,  enfatizou que os números apresentados na abertura do evento expressam fortemente o esforço que o governo federal vem fazendo em relação à questão da habitação no Brasil.

De acordo com o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, o programa Minha Casa, Minha Vida completou a entrega de um milhão de moradias este ano e o governo deve superar a meta de três milhões de moradias até 2014.

Inês Magalhães explicou que, uma vez atingida a meta de contratação do programa, este passa a focar no tema da sustentabilidade na indústria da construção: “Olhamos para esse assunto como a qualidade de vida urbana”.

Segundo a secretária, o grande desafio do Ministério das Cidades é fazer com que o Minha Casa, Minha Vida se torne mais do que um instrumento importante do direito a moradia.

“O programa deve ser um instrumento da qualidade de vida urbana e da melhoria da sustentabilidade nas nossas cidades”, enfatizou. Para tanto, citou a importância da iniciativa privada: “Estamos trabalhando junto com o setor privado e as respostas têm sido muito positivas”.

Além disso, a secretária destacou a importância do poder público municipal, que em sua visão, tem um papel fundamental. “É o município que tem a obrigação e a competência constitucional de legislar sobre o uso do solo. Construir o Minha Casa, Minha Vida sem o apoio da Prefeitura é impossível”, afirmou.

Qualidade de vida

No desafio de construir uma agenda socioambiental, o Ministério enxerga a questão da habitação como um instrumento fundamental para diminuição da desigualdade social, visando melhoria da qualidade de vida.

Inês Magalhães destacou o investimento da indústria da construção em capacitação da mão de obra e melhoria da capacidade. “A oferta de habitação do Minha Casa, Minha Vida, em termos da contribuição daquilo que é gerado de moradia todo ano, corresponde a quase 30% da oferta de moradia regular no país”, disse.

De acordo com a secretária, é possível vislumbrar a possibilidade de que, através do programa, o Brasil atenda a uma parte muito expressiva de sua demanda, gerada por seu crescimento e pela formação de novas famílias. “O programa se consolida como um componente fundamental para essa oferta”, concluiu.