NOTA TÉCNICA – SECTION 232: MEDIDAS E CONTRAMEDIDAS ENVOLVENDO AS IMPORTAÇÕES NORTE-AMERICANAS DE AÇO E ALUMÍNIO

No dia 1º de março de 2018, o presidente norte-americano anunciou a aplicação de sobretaxas contra as importações de aço e alumínio originárias de todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos por razões de segurança nacional. Inserida em uma investigação amparada pelo procedimento intitulado Section 232, tais medidas entraram em vigor no dia 23 de março, eximindo inicialmente um conjunto selecionado de parceiros comerciais com os quais os norte-americanos iniciaram tratativas bilaterais orientadas à celebração de um acordo.

As sobretaxas aplicadas pelo Estados Unidos foram prontamente revidadas pela China, que aplicou contramedidas na mesma proporção no dia 02 de abril de 2018. À medida chinesa seguiram-se sobretaxas aplicadas por outros países, como Canadá, México e União Europeia, contra as importações norte-americanas. Soma-se a este cenário um conjunto de disputas iniciado no âmbito do Órgão de Solução de Controvérsias (OSC) da Organização Mundial do Comércio (OMC) pelos Estados Unidos e contra o país.

Nesse contexto, o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp elaborou uma Nota Técnica contendo as principais atualizações decorrentes da aplicação das sobretaxas pelos Estados Unidos no âmbito do Section 232, incluindo detalhes a respeito do escopo e da vigência das contramedidas adotadas por um conjunto de países em relação às exportações norte-americanas.

Destaque-se que, visando permitir a inclusão contínua dos desdobramentos envolvendo este assunto, a Nota Técnica será mantida atualizada de forma permanente na presente página.

Para acessar a 4ª edição do documento (disponibilizada em 17/10/18), clique aqui.



Section 232: principais desdobramentos

A área de Defesa Comercial do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (DEREX) da FIESP promove, de modo permanente, o monitoramento de medidas restritivas adotadas em terceiros mercados – em especial, aquelas com impacto sobre as exportações brasileiras.

Nesse contexto, a presente seção visa relatar, por meio da disponibilização de comunicados periódicos, os principais desdobramentos relacionados à aplicação de sobretaxas pelos Estados Unidos contra as importações no âmbito do procedimento intitulado Section 232.

Sob o amparo do Section 232, as autoridades norte-americanas buscam avaliar o impacto das importações sobre a segurança nacional do país. Desde março de 2018, tarifas adicionais foram aplicadas a importações de diversos produtos de aço e alumínio. Além disso, novas investigações foram iniciadas e seguem em curso envolvendo as importações de veículos e de urânio.

Clique abaixo para ler os principais comunicados e documentos publicados pelo DEREX sobre esta matéria.


Notas Técnicas – Section 232

(1) Disponibilizado em 11 de julho de 2017 – Documento contendo detalhes sobre os principais aspectos procedimentais do Section 232

(2) Disponibilizado em 03 de outubro de 2018 (3ª edição) –  Documento contendo as principais atualizações decorrentes da recente aplicação de sobretaxas pelos Estados Unidos no âmbito do Section 232, incluindo detalhes a respeito do escopo e da vigência das contramedidas adotadas por um conjunto de países em relação às exportações norte-americanas


Comunicados

(1) Disponibilizado em 14 de março de 2018 – Anúncio de imposição de sobretaxa contra as importações de aço e alumínio

(2) Disponibilizado em 09 de abril de 2018 – Procedimentos para solicitação de exclusão da sobretaxa

(3) Disponibilizado em 09 de maio de 2018 – Isenção provisória do Brasil para aço e alumínio

(4) Disponibilizado em 06 de junho de 2018 – Início de investigação envolvendo as importações de automóveis e suas partes

(5) Disponibilizado em 12 de junho de 2018 – Isenção permanente do Brasil para aço e estabelecimento de quotas

(6) Disponibilizado em 03 de outubro de 2018(i) Novos procedimentos para solicitação de exclusão em relação às sobretaxas; e (ii) autorização para exclusão de importações originárias de países afetados pela negociação de quotas


Section 301: principais desdobramentos

A área de Defesa Comercial do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (DEREX) da FIESP promove, de modo permanente, o monitoramento de medidas restritivas adotadas em terceiros mercados – em especial, aquelas com impacto sobre as exportações brasileiras.

Nesse contexto, a presente seção visa relatar, por meio da disponibilização de comunicados periódicos, os principais desdobramentos relacionados à aplicação de sobretaxas pelos Estados Unidos contra as importações no âmbito do procedimento intitulado Section 301.

Sob o amparo do Section 301, as autoridades norte-americanas visam avaliar políticas e práticas do governo chinês alegadamente relacionadas à transferência de tecnologia e à violação de direitos de propriedade intelectual dos Estados Unidos. Em decorrência deste procedimento, o governo norte-americano já aplicou, em 2018, sobretaxas contra centenas de produtos originários da China.

Clique abaixo para ler os principais comunicados e documentos publicados pelo DEREX sobre esta matéria.


Comunicados

(1) Disponibilizado em 18 de abril de 2018Conclusão da investigação amparada pelo Section 301

(2) Disponibilizado em 21 de junho de 2018 – (i) Anúncio quanto à data de vigência de sobretaxas norte-americanas contra as importações chinesas (US$ 34 bilhões), com simultânea indicação de aplicação de contramedidas pela China no mesmo montante; (ii) divulgação da consulta pública envolvendo a aplicação de novas sobretaxas pelos Estados Unidos contra a China (US$ 16 bilhões)

(3) Disponibilizado em 13 de julho de 2018Procedimento para solicitação de exclusão em relação às sobretaxas aplicadas pelos Estados Unidos contra a China (US$ 34 bilhões)

(4) Disponibilizado em 16 de julho de 2018Proposta de aplicação de novas sobretaxas pelos Estados Unidos contra um montante de US$ 200 bilhões em importações chinesas

(5) Disponibilizado em 10 de agosto de 2018 – (i) Reafirmação da proposta de aplicação de novas sobretaxas pelos Estados Unidos contra a China (US$ 200 bilhões), com possibilidade de elevação do percentual das tarifas adicionais; (ii) proposta de aplicação de contramedidas pela China (US$ 60 bilhões); (iii) anúncio quanto à data de vigência de novas sobretaxas norte-americanas contra as importações chinesas (US$ 16 bilhões)

(6) Disponibilizado em 27 de setembro de 2018 – (i) Anúncio quanto à data de vigência de novas sobretaxas pelos Estados Unidos (US$ 200 bilhões) e pela China (US$ 60 bilhões); (ii) divulgação do procedimento de exclusão pelos Estados Unidos em relação às sobretaxas aplicadas em agosto de 2018 (US$ 16 bilhões); indicação do procedimento de isenção nos Estados Unidos para as operações consideradas “de minimis”


‘Temos que focar na China e nos Estados Unidos’, diz conselheiro em reunião na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

De olho no presente, mas com foco nas possibilidades do futuro, foi realizada, na manhã desta segunda-feira (18/06), a reunião do Conselho Superior de Estudos Avançados (Consea) da Fiesp. Na pauta, “as oportunidades e desafios para o Brasil: políticas comerciais e reforma tributária do governo Trump e a ascensão da China”.

O encontro foi mediado pelo presidente do conselho, Ruy Martins Altenfelder Silva e teve a participação do presidente em exercício da federação, José Ricardo Roriz Coelho. Também esteve presente o terceiro vice-presidente da casa, Rafael Cervone Netto. Já os palestrantes convidados foram o conselheiro do Consea e professor na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, Marcos Troyo, e o também conselheiro do Conselho Superior de Assuntos Jurídicos e Legislativos (Conjur) Antonio Carlos Rodrigues do Amaral.

“Em março, uma pesquisa de investimento apontava para um crescimento do PIB de 2% este ano”, afirmou Roriz Coelho. “Agora, estamos em 1,5% de estimativa de crescimento”, destacou ao afirmar a importância de debater a economia brasileira e seus rumos.

Primeiro palestrante a se apresentar, Marcos Troyjo começou afirmando que, se extraterrestres chegassem na Fiesp a fim de saber o que de mais relevante acontece no mundo hoje, deveriam ser informados de três pontos em especial.

“Em primeiro lugar a chamada “desglobalização”, que tem como um dos motores a eleição do Donald Trump para a maior economia e potência militar do mundo, os Estados Unidos”, disse. “O segundo ponto é a emergência da China como força econômica e mundial, o que vai representar uma virada na economia internacional nos próximos anos”, explicou.

O terceiro ponto a relatar aos eventuais visitantes do espaço, conforme Troyjo, é o advento da indústria 4.0 na Alemanha, com “uma nova maneira de ver a economia”. “Estamos falando de empresas de tecnologia, que trabalham alinhadas com esse propósito”, disse.

Segundo o professor, a eleição de Trump representou um rompimento na política que vinha sendo observada nos Estados Unidos desde os anos 1940. “Agora, do ponto de vista econômico, temos o chamado trumponomics”, afirmou.

Na prática, isso significa que existe um processo de realinhamento econômico do mundo em curso, o que inclui, tendências como a transformação dos Estados Unidos em um “low cost country” com alta eficiência, um ambiente onde é possível produzir a preços muito baixos. “Para isso, é preciso promover competitividade tributária”, explicou. “Estamos passando agora por guerra tributária com impactos globais”.

Um segundo ponto da trumponomics é o renascimento do investimento em infraestrutura. “Vai ficar mais difícil oferecer pacotes de investimento em infraestrutura para estrangeiros”, disse. “Isso porque o segundo tempo do governo Trump vai ser focado exatamente nessa área”.

China 2.0

O tema da chamada China 2.0, tecnológica e pronta para assumir uma posição de liderança mundial, foi destacado por Troyjo. “Durante muito tempo os chineses administraram a sua moeda artificialmente desvalorizada e mantiveram o custo baixo da mão de obra”, disse. “Essa é a China 1.0, que já não é mais a mesma”, afirmou. “Agora o país direcionou parte importante de seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento, se transformando numa grande receptora de patentes, a segunda maior do mundo”.

E isso pode ser bom para o Brasil. “A ascensão chinesa está promovendo no país um desinteresse em manter atividades de menor valor agregado, que agora estão migrando para o Vietnã e a Índia, por exemplo”, disse.  “Com isso, a economia indiana vem crescendo mais do que a China nos últimos dois anos”.

Mesmo diante desse cenário, o professor destacou que “nenhum dos candidatos a presidente do país tem projeto específico para China, o maior investidor direto no Brasil”. “Não conseguimos nem fazer reforma tributária”.

Tem que bater na porta

Em sua apresentação, Antonio Carlos Rodrigues do Amaral lembrou que em 1978 os Estados Unidos reconheceram a China como um governo legítimo, “recebendo massivos investimentos internacionais na década de 1980”. “Em dezembro de 2001, a China ingressou na OMC”, disse.

Hoje, conforme Amaral, as políticas de Donald Trump “deixam todos perplexos”. ”Ele escolheu a China como adversária principal”.

Diante da disputa, o Brasil pode e deve adotar uma postura mais ativa em busca de oportunidades. “Os Estados Unidos não vão comprar bife da China e vice-versa”, afirmou.  “A China é o nosso maior parceiro comercial, comprou US$ 50 bilhões de dólares do Brasil e vendeu US$ 28 bilhões no ano passado”, disse. “A diferença está na pauta de exportações, vendemos minério de ferro e soja para a China enquanto, para os Estados Unidos, vendemos mais industrializados”.

Assim, é preciso “pensar em uma política para a China”. “Parte substancial dos investimentos desse país são energéticos, uma boa oportunidade para nós”, disse. “Temos que ter uma agenda pé no chão, pragmática, focar na China e nos Estados Unidos”, afirmou. “Ter negociações comerciais com o estabelecimento de metas e uma boa coordenação entre os entes governamentais”.

E tudo isso com a “revisão do ambiente regulatório e das questões tributárias”.

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A reunião do Consea: foco nas oportunidades abertas pela concorrência entre a China e os Estados Unidos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Nota Técnica – Section 232: Restrições norte-americanas às importações de aço por razões de segurança nacional

Em abril de 2017, os Estados Unidos iniciaram uma investigação com o objetivo de avaliar o impacto das importações de aço sobre a segurança nacional do país. No âmbito deste procedimento, intitulado Section 232, o Presidente norte-americano poderá determinar a imposição de restrições às importações de produtos siderúrgicos – o que poderá produzir efeitos sobre o comércio com outros países e, eventualmente, despertar questionamentos quanto à legalidade da medida na esfera multilateral de comércio.

Nesse contexto, o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp elaborou uma Nota Técnica, disponível no menu ao lado, contendo detalhes a respeito da investigação atualmente em curso, bem como dispondo sobre os principais aspectos procedimentais do instrumento e o seu histórico de utilização pelos Estados Unidos.

Diretor do Derex será moderador de painel sobre os EUA e a China no 35º Encontro Nacional de Comércio Exterior

Agência Indusnet Fiesp 

O diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomaz Zanotto, será moderador, nesta quarta-feira (23/11), do painel “Estados Unidos e China: Mercados Especiais, Atenção Prioritária”, do 35º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio de Janeiro.

Para Zanotto, a discussão envolverá as perspectivas de mercados dos Estados Unidos e da China, devendo ser um dos mais importantes do evento. “Estamos em um momento em que vozes protecionistas se levantam, mas o Brasil colocou o comércio exterior na centralidade de sua recuperação econômica”, afirmou. “O comércio global, pela segunda vez desde 2007, está crescendo 1,6%, abaixo dos 2% da economia mundial”, disse.

O painel será composto por Marcos Caramuru, embaixador do Brasil na China, e Sergio Amaral, embaixador do Brasil nos Estados Unidos. “Eles são os dois melhores e mais experientes diplomatas brasileiros”, destacou Zanotto. “Amaral foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no Governo Fernando Henrique Cardoso, além de presidente do Conselho Empresarial Brasil-China”, disse. “Caramuru foi cônsul-geral em Xangai e, durante um período, atuou como empresário. Ele montou uma consultoria que prestava serviços a empresas brasileiras interessadas em operar na China, mora em Xangai há bastante tempo. É competente, conhece a economia chinesa e as dificuldades de empreender naquele país”, afirmou Zanotto.

Carlos Geraldo Langoni, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e ex-presidente do Banco Central, também estará no painel.

Representando a Fiesp, Zanotto também receberá o Prêmio Destaque do Comércio Exterior 2016, na categoria “Apoio à Exportação”, em reconhecimento às empresas e instituições que se destacaram na área em 2015.

O Enaex é promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e será realizado nos dias 23 e 24 de novembro, no Centro de Convenções Sul América, no Rio de Janeiro. O tema do evento esse ano será “Exportar para Crescer”. Serão dois dias de workshops, painéis e discussões sobre os principais temas ligados ao comércio exterior brasileiro.

Para saber mais sobre o encontro, só clicar aqui.



Robótica muda vidas nas escolas do Sesi-SP

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Ele só queria saber de jogar futebol. E inclusive estava participando de testes para tentar ingressar num time profissional. Tudo mudou quando começou a estudar na escola do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), em Ourinhos, no interior paulista. Ao descobrir a robótica, Luiz Felipe Carvalho descobriu também a sua verdadeira vocação.

“Foi a robótica que definiu a minha carreira”, conta ele, hoje estudante de Engenharia Elétrica na Universidade Tecnológica Federal do Paraná. “Valeu a pena gastar cada minuto do meu tempo com isso, uso o que aprendi na faculdade”, diz. “Tive facilidade com algumas disciplinas por já ter um raciocínio lógico mais desenvolvido, que consegui com os treinos e competições das quais participei na época do Sesi”.

E isso não foi tudo: “Acho que me tornei uma pessoa melhor”, diz Carvalho. “Aprendi a trabalhar em equipe e a falar em público, habilidades que vou levar para a vida”.

Assim como Luiz Felipe, muitas outras crianças e jovens têm e para sempre terão as melhores lembranças em relação à robótica nas escolas do Sesi-SP. Para começar, todas as 172 unidades da rede oferecem a prática para os seus alunos, estimulados a ingressar nas equipes e a participar de competições dentro e fora do Brasil.

Prova desse empenho, sete equipes da instituição ocuparam os sete primeiros lugares no Torneio Nacional da área em 2016, sendo o primeiro lugar do time da unidade de Americana. “Desde o primeiro ano do fundamental os nossos alunos têm vivências de ciência e tecnologia”, explica o assessor da Superintendência do Sesi-SP Mario Eugênio Simões Onofre. “O objetivo é estimular o conhecimento, aprender formas diferentes de estudar matemática e física, por exemplo”.

De acordo com Onofre, entre o primeiro e o quinto ano do ensino fundamental os estudantes já começam a montar blocos e ter acesso a conceitos de mecânica como o uso de alavancas e engrenagens. Uma espécie de ensaio para o ingresso nos times de robótica por quem tiver interesse na área, a partir do sexto ano. “Nossos alunos sabem que podem ir longe caso se empenhem”, afirma.

E eles vão longe sim. Com direito a passaporte carimbado. Somente em 2016, 56 jovens já viajaram para dois campeonatos internacionais: o World Festival, em Saint Louis, nos Estados Unidos, e o Open European Championship, em Tenerife, na Espanha. No país de Barack Obama, a equipe da escola de Americana ficou em primeiro lugar na categoria Trabalho em Equipe, com o grupo de Jundiaí em terceiro em Programação do Robô. Já na Espanha o primeiro lugar geral foi para a unidade do Sesi-SP de Ourinhos, com a equipe de Boituva em primeiro no quesito “Gracious Professionalism” (ou profissionalismo gracioso em tradução livre).

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Sesi-SP, Paulo Skaf, o investimento nas viagens internacionais é prova do empenho da indústria paulista no que se refere à educação. “Sabemos que o momento do país não é fácil, isso atingiu fortemente a indústria de São Paulo. Mas, devido ao resultado extraordinário alcançado por vocês, as sete equipes que conquistaram uma vaga terão a oportunidade de disputar as competições no exterior”, disse Skaf em encontro com os participantes da robótica realizado em São Paulo, em abril.

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Skaf e representantes do Sesi-SP durante encontro com os competidores da robótica: apoio da indústria. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Na ocasião, Skaf ressaltou o esforço da indústria de São Paulo para continuar investindo em educação e pediu aos alunos que se dediquem aos estudos e que assumam o compromisso de ser bons cidadãos. “Sabemos que uma nação forte se faz com bons brasileiros, e isso é o que esperamos de cada um de vocês”, disse o presidente aos estudantes.

Para ajudar a equipe

Vencedor na Espanha, Gabriel de Oliveira Rodriguez, do time de Boituva, tem uma razão ainda mais especial para ter orgulho de seu primeiro lugar. Aos 15 anos, ele descobriu um câncer de testículo. Como já era integrante do time de robótica de sua escola, não quis abandonar os treinos e os planos de participar das competições.

“Eu só queria me cuidar logo, estar bem para ajudar a minha equipe”, diz Rodriguez. “A robótica mudou a minha vida”.

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Gabriel de Oliveira Rodriguez: “A robótica mudou a minha vida”. Foto: Arquivo Pessoal


Com planos de entrar na faculdade de Automação Industrial, ele já viajou para competir em Brasília, em Joanesburgo, na África do Sul, e em Tenerife, na Espanha. “Foram viagens das quais eu vou lembrar para sempre”, conta.

Testemunha desse entusiasmo, a mãe do adolescente, Paula Rodriguez, conta que o seu filho “não teve muito tempo de pensar na doença”. “Quando íamos fazer quimioterapia, em Sorocaba, ele já ficava ansioso querendo voltar para treinar”, lembra. “O foco dele estava na robótica, não no câncer. Sou muito grata ao Sesi-SP”.

Homenageados

Supervisor técnico educacional do Sesi-SP, Ivanei Nunes conta que a trajetória vitoriosa da instituição na área começou em 2007, com a primeira participação em um torneio estadual em 2009. “Em 2013 tivemos o nosso primeiro prêmio importante, com o time de Ourinhos em segundo lugar no World Festival, nos Estados Unidos”, lembra.

Após as disputas, segundo Nunes, todos os estudantes são recebidos e homenageados na sede do Sesi-SP e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). “A robótica é uma atividade enraizada na rede”, diz. “A vontade de participar e vencer atinge a todos”.

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Foto: Cônsul Geral dos Estados Unidos, Dennis Hankins, se reúne com empresários na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp,

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu na manhã desta quinta-feira (2/7)  o Cônsul Geral dos Estados Unidos em São Paulo, Dennis Hankins. O diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), Thomaz Zanotto, conduziu o encontro.

Na Fiesp, Hankins acompanhou as visitas do prefeito de Los Angeles, Antonio Villaraigosa, em novembro de 2012, do conselheiro-geral da Representação de Comércio dos Estados Unidos, Timothy Reif, em maio de 2014, do subsecretário adjunto do Comércio Internacional dos Estados Unidos, Kenneth E. Hyatt, em agosto de 2014, e  do ministro conselheiro da Embaixada norte-americana em Brasília, Andrew Bowen, em outubro do ano passado. O Cônsul também participou do encontro de empresários com o governador da Georgia, Nathan Deal.

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Cônsul Geral dos EUA em São Paulo durante reunião com empresários na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp



Foto: representante do Tesouro Americano participa de reunião na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

O diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Thomaz Zanotto, recebeu na manhã desta segunda-feira (08/12) a visita do secretário assistente adjunto para o Hemisfério Ocidental do Tesouro Americano, Michael Kaplan.

O objetivo do encontro foi apresentar a atuação da Fiesp, discutir a atual situação econômico-financeira e perspectivas para a indústria brasileira.

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Thomaz Zanotto e Michael Kaplan discutem perspectivas para a economia brasileira. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Representantes de Miami-Dade discutem oportunidades de negócios com o Brasil

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Comissário do condado de Miami-Dade, Jose Pepe Diaz. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O comissário do condado de Miami-Dade e presidente da International Trade Consortium, José Pepe Diaz, chegou à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) acompanhado de uma delegação de mais de 20 representantes da região no sul da Flórida para falar de oportunidade de negócios entre Brasil e Estados Unidos (EUA).

“Quando falamos com o Brasil é como falarmos com a nossa família porque muitos brasileiros estão fazendo de Miami sua segunda casa”, afirmou Diaz ao abrir o seminário “Oportunidade de Negócios no condado de Miami-Dade”.

O diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), Thomaz Zanotto, participou da abertura o encontro e acentuou que o estreitamento da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos é “um dos principais objetivos dessa federação”.

“Essa visita acontece em um bom momento. Espero que façam da Fiesp a casa de vocês e descubram novos negócios”, afirmou Zanotto, acrescentando que pelo menos 27 mil estudantes brasileiros estão nos EUA por meio de diversos programas de incentivo a estudo, entre eles o Ciência sem Fronteira.

O vice-presidente de Desenvolvimento Econômico Internacional do Beacon Council, agência de fomento ao investimento de Miami, Mario Sacasa, acompanhou o comissário Diaz na missão.

Segundo Sacasa, o objetivo da agência é orientar investidores estrangeiros na região. “Somos as pessoas certas para isso”, completou.  O Beacon Council oferece serviços de identificação de local, pesquisa personalizada, acesso a contatos de negócios, incentivo dos negócios, assistência e programas de financiamento, licenciamento e assistência regulatória, formação e recrutamento de mão de obra.

O chefe da Unidade de Desenvolvimento Econômico do Comércio Exterior do Condado de Miami-Dade e do Departamento de Recursos Econômicos, Jimmy Nares, também acompanhou a missão e apresentou um vídeo sobre a infraestrutura e as facilidades de instalar uma empresa na região.

“Formamos uma pequena área no sul da Flórida, mas temos 80% de todo o fluxo de comércio internacional do estado”, afirmou Nares.

De acordo com Eric Olafson, diretor do Porto de Miami – conhecido como Portões das Américas –, mais de uma dúzia das principais companhias de carga marítima operam no local.

Em 2013, o Porto de Miami movimento de quase US$ 16 bilhões em exportações e importações do Brasil.

Olafson espera buscar parcerias com empresas brasileiras para cobrir a demanda por serviços de alimentação, por exemplo, de mais de 15 linhas de cruzeiro estabelecidas no porto. “Esperamos trabalhar com brasileiros para aumentar o nosso tráfego de cruzeiros.”

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Diretor de Comércio Exterior da Fiesp, Thomaz Zanotto. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A diretora-executiva da Autoridade de Desenvolvimento do Centro de Miami, Alyce Robertson, chamou atenção durante o seminário para investimentos na indústria da arte na região central do condado.

“A arte é um aspecto muito importante do Centro de Miami. Atualmente movimenta pelo menos US$ 1 bilhão em todo o condado”, informou.

O diretor do Departamento de Aviação do Condado de Miami-Dade, Gregory Owens, e o presidente do Greater Miami Convention and Visitors Bureau, William Talbert, também fizeram apresentações sobre as instalações do Aeroporto Internacional de Miami e a indústria de turismo da região.

Veja como foi a Agenda Especial de Segurança Fiesp realizada em Atlanta (EUA)

Agência Indusnet Fiesp

O Departamento de Segurança (Deseg) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) organizou, de 29 a setembro a 03 de outubro, a Agenda Especial de Segurança Fiesp na cidade de Atlanta, nos Estados Unidos.

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Delegação conheceu estratégias de segurança utilizadas em locais de infraestruturas críticas. Foto: Divulgação

Durante o evento, cerca de 27 participantes fizeram uma série de vistas técnicas direcionadas ao uso de novas tecnologias em locais de infraestruturas críticas, com o objetivo de apresentar os conhecimentos para empresários brasileiros do setor.

Veja abaixo alguns dos locais visitados durante a semana:

Aeroporto Hartsfield-Jackson

Com mais de 635.000 m² e 94 milhões de passageiros por ano, o aeroporto Hartsfield-Jackson pode ser considerado o maior do mundo em relação ao movimento de passageiros e conta com mais de 1.800 câmeras integradas para garantir a segurança de seus usuários.

O grupo visitou o centro de controle e comando do local e recebeu explicações dos responsáveis pelas diferentes áreas de atuação, assim como uma demonstração dos equipamentos do esquadrão antibomba, da unidade móvel da polícia aeroportuária e dos caminhões de combate a incêndios da equipe de bombeiros.

Turner Field – Baseball Stadium

Com uma das operações de segurança mais complexas do mundo para a época, o estádio de Baseball Turner Field, foi palco dos jogos olímpicos de 1996 e também alvo de um atentado a bomba que resultou na morte de duas pessoas.

A visita teve foco na apresentação das metodologias e esquemas utilizados para a proteção dos VIPs que estiveram presentes na arena durante o ocorrido.

Georgia World Congress Center – Security Facilities

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Grupo da Fiesp conhece o complexo de eventos da cidade. Foto: Divulgação

Acompanhados pelo responsável pela segurança do complexo de eventos da cidade, o grupo da Fiesp teve a oportunidade de conhecer os bastidores e locais restritos de um dos cinco maiores complexos de eventos dos EUA.

Com mais de um 1,2 milhão de m², o complexo conta com um centro de comando e controle próprio com câmeras integradas ao posto de polícia local, onde uma equipe dedicada faz o acompanhamento das imagens para intervenção em atitudes suspeitas.

Atlanta Police Department / 911 Operation Shield

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Policial de Atlanta apresenta o sistema de atendimento de ligações. Foto: Divulgação

O centro de comando e controle da Polícia de Atlanta possui 51 posições de atendimento a ligações para serviços de emergência alternados em turnos de oito horas para atender a população de aproximadamente 500 mil pessoas.

Com 92% das ligações atendidas em até 10 segundos, as prioridades são despachadas antes de dois minutos e meio, o que inibe de forma visível a atuação dos criminosos.

Um dos projetos de maior sucesso na área de segurança da cidade é denominado “Operation Shield”, ou “Operação Escudo”. Trata-se de um centro de comando e controle adicional que integra as câmeras de segurança do setor privado com a vigilância da polícia local. As empresas possuem a oportunidade de oferecer seus links de imagens em tempo real para a polícia.

All(n) 1 Security Services

Recebidos pela CEO da empresa All (n) 1 Security Services, Mary Parker, o grupo do Deseg realizou reunião com os representantes da empresa parceira Avigilon. Os

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Ricardo Lerner, diretor titular do Deseg, em reunião com a CEO da All (n) 1 Security Services, Mary Parker. Foto: Divulgação

participantes puderam avaliar o desempenho dos equipamentos de monitoramento de alta resolução, que contam com lentes ultra potentes capazes de identificar alvos suspeitos em distâncias impressionantes.

Com softwares de reconhecimento facial e algoritmos de mudança de cenário, a empresa utiliza tecnologias de ponta capazes de identificar e diferenciar automaticamente veículos e indivíduos no quadro de foco das câmeras, disparando alarmes programados pelo cliente de acordo com suas necessidades.

Outros eventos

Além das visitas, o grupo organizou um jantar com todos os participantes da Agenda Especial, em que os empresários tiveram a oportunidade de trocar experiências e realizar networking com possíveis parceiros de negócios no Brasil.

Foto: Fiesp apresenta suas atividades para governador do estado de Utah

Agência Indusnet Fiesp

Gary Herbert, governador do estado de Utah (EUA), foi recebido pelo diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), Thomaz Zanotto, na manhã desta sexta-feira (07/11) para um café da manhã na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Conhecer a atuação da Fiesp é um dos objetivos da visita da delegação norte-americana, que contou com a presença do cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Dennis Hankins.

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Gary Herbert e Thomaz Zanotto em reunião na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Embargo americano sobre Cuba deve acabar em breve, prevê diretor da Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Empresários com interesse em investir em Cuba se reuniram na tarde desta terça-feira (23/09), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), para conhecer oportunidades surgidas com a implementação da nova lei de investimento estrangeiro no país caribenho, que entrou em vigor no primeiro semestre deste ano.

Para o diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomaz Zanotto, que coordenou o encontro, Cuba passa por alterações importantes, que representam oportunidades para empresas brasileiras que queiram projetar sua presença no mercado da Bacia do Caribe.

Segundo ele, o embargo comercial dos Estados Unidos sobre o país deve acabar em breve. O fato pode tornar Cuba um importante polo comercial, em sua visão.

Zanotto: Cuba como porta para o Brasil no Mar do Caribe. Foto: Hélcio Nagamine

Zanotto: Cuba como porta para o Brasil no Mar do Caribe. Foto: Hélcio Nagamine

“Há 30 anos, a China abriu a economia. Empresários que acreditaram nisso tiveram resultados excepcionais. Entendo que isso já está acontecendo em Cuba”, opinou.

Na visão do diretor da Fiesp, Cuba tem atrativos interessantes para empresas e indústrias brasileiras que queiram ingressar na região. “Cuba tem particularidades, 11 milhões de pessoas com educação e saúde, um mercado consumidor em potencial”.

De acordo com Zanotto, a presença comercial brasileira na região é fraca. Ele ressaltou a necessidade de o país investir em mercados estrangeiros. “O Brasil precisa voltar a exportar, uma vez que o mercado interno dá sinais de saturação. Investir agora em Cuba é uma oportunidade única”, analisou.

Clima de transparência

Com a Lei de Investimento Estrangeiro, que entrou em vigor no primeiro semestre deste ano, Cuba espera atrair capital internacional. E o Brasil é um dos alvos. “A promoção do investimento exterior é uma ação de conotação estratégica”, explicou René Capote Forzate, cônsul comercial de Cuba em São Paulo, um dos participantes do encontro.

“A lei busca atrair investimento estrangeiro para desenvolvimento econômico interno do país, estimulando consumo do mercado interno e bem estar social”, reforçou Capote Forzate.

Segundo o cônsul comercial de Cuba em São Paulo, Cuba espera ganhar a confiança de investidores com um clima de transparência, regras claras e incentivos, em um ambiente que favorece o investimento, com incentivo fiscal, estabilidade política e recursos humanos qualificados.

Para Vladimir Guilhamat, diretor titular adjunto do Derex, as mudanças das leis dão garantias de investimento. “Empresas brasileiras precisam participar desses processos para participar desses mercados emergentes. O Brasil tem dificuldades de atingir esses locais”, observou.

Nélida Hernandez Carmona, cônsul geral de Cuba em São Paulo, também participou do encontro.

Nova lei cubana busca atrair investimentos estrangeiros. Foto: Hélcio Nagamine

Nova lei cubana busca atrair investimentos estrangeiros. Foto: Hélcio Nagamine

Presidente da Fiesp recebe participantes de torneio de lançamento de foguetes

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, recebeu, na tarde desta sexta-feira (15/08), um grupo de alunos do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) que, com o apoio da entidade, participaram, entre os dias 25 e 29 de junho, do Intercollegiate Rocket Engineering Competition (Irec), competição internacional de criação de foguetes realizada em Green River, cidade do estado de Utah, nos Estados Unidos.

Na ocasião, depois de ouvir uma exposição dos alunos sobre a participação brasileira e assistir a um vídeo que registrou o exato lançamento do foguete, Steinbruch disse que a Fiesp vai apoiar o desenvolvimento de um novo projeto em 2015, recomendando uma parceria com a unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) em São José dos Campos, especializada em aeronáutica.

Outra sugestão do presidente da Fiesp é o envolvimento da Embraer no projeto. “A única coisa é que vamos ter que ganhar”, brincou Steinbruch, que incubiu o  diretor titular do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, Sylvio Gomide, de cuidar dessa articulação.

ITA-Fiesp

No encontro, os jovens explicaram como foi a participação do ITA-Fiesp (nome dado ao foguete brasileiro) na disputa que reúne estudantes da área de engenharia aeroespacial de vários países.

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Os estudantes com Gomide, à esquerda, e Steinbruch ao centro: apoio da Embraer e do Senai-SP. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


O foguete foi totalmente construído e idealizado pelos estudantes, que, juntos, formam um grupo de 22 participantes. Doze eles viajaram para os EUA. São alunos dos cursos de engenharia aeronáutica, eletrônica e aeroespacial da instituição, de anos variados e idades entre 19 e 27 anos.

O artefato chegou a uma altura de mais de 3.000 metros, mas apresentou uma falha no sistema de abertura do paraquedas. Com o choque após queda livre, a cápsula de 2,07m sofreu severas avarias. E foram perdidos todos os sistemas eletrônicos que registraram os dados do lançamento do foguete.

De acordo com um dos integrantes da equipe, Raphael Ribeiro, o plano para 2015 é de que a cápsula tenha duas aberturas, uma para um paraquedas menor (que abre depois que a máquina atinge o ápice) e outra para um maior (que dispara quando o foguete está a aproximadamente 500 metros do solo). Na avaliação deles, o fato de o foguete ter chegado um pouco mais alto do que o normal, a uma velocidade estimada em 700 km/h, pode ter contribuído para danificar o dispositivo que aciona o paraquedas. Outra mudança é a substituição de pólvora para gás na propulsão.

Respondendo a uma pergunta do presidente da Fiesp, os alunos disseram que, em 2015, pretendem modificar a estrutura da cápsula para torná-la mais resistente a adversidades como a aceleração e umidade. A ideia, ainda, é poder fazer mais testes, visando a correção de falhas antes da competição.

Foto: Fiesp recebe secretário de Comércio Exterior dos EUA

Agência Indusnet Fiesp

O Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu nesta terça-feira (12/08) a visita do secretário adjunto de Comércio Exterior do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Paul Piquado.

Acompanhado pelo cônsul comercial dos Estados Unidos em São Paulo, Everett Wakai, e de seu assessor, Rhyan Rhodes, o secretário foi recebido pelo diretor titular do Derex, Thomas Zanotto, e aproveitou o encontro para conhecer a área de atuação da Fiesp, bem como discutir sobre estratégias de comércio internacional e oportunidades de cooperação entre Brasil e Estados Unidos.

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Secretário Paul Piquado é recebido por Thomas Zanotto. Foto: Everton Amaro

Subsecretária de Comércio dos EUA visita Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

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Subsecretária-adjunta de produção do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Chandra Brown. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A subsecretária-adjunta de Produção do Departamento de Comércio dos Estados Unidos da América (EUA), Chandra Brown, visitou na manhã  desta terça-feira (13/05) a sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Ela foi recebida pelo diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da entidade (Derex), Thomaz Zanotto.

Também participaram do encontro o vice-cônsul comercial dos Estados Unidos em São Paulo, Thomas Hanson, o conselheiro comercial do Consulado dos Estados Unidos na capital paulista, Steve Knode, e o diretor-adjunto do Derex, Antonio Bessa. O objetivo da visita foi discutir oportunidades de parceria entre Brasil e Estados Unidos para estimular a produção industrial brasileira.

“Acredito que a maior dificuldade não está em empresas de grande porte. O que eu ouço mais e realmente estou tentando ajudar são as empresas pequenas e médias”, afirmou Chandra. “Eu realmente apreciaria trazer missões comerciais com universidades porque elas podem ser muito inovadoras”, completou.

Segundo dados do Derex, o Brasil é o nono principal parceiro comercial dos Estados Unidos. A corrente de comércio entre os dois países chegou a US$71,1 bilhões em 2013.

Câmara de Comércio Exterior: comércio do Brasil com os EUA não está afetado

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Os canais de comércio do Brasil com os Estados Unidos continuam abertos apesar dos casos de espionagem envolvendo a nação norte-americana e o seu parceiro comercial mais importante do Mercosul, afirmou nesta terça-feira (15/04) o secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), André Alvim de Paula Rizzo.

“É uma relação tranquila no meu modo de ver. Há um problema pontual, mas em outra esfera”, afirmou o secretário, ao participar da reunião do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Em sua avaliação, Rizzo afirmou que o mal-estar gerado entre os dois países afeta outros lados, “mas estamos tentando separar comércio de diplomacia”.

Mesmo com a relação “tranquilamente administrável”, o secretário acredita que o Brasil ainda está longe de alcançar um acordo de comércio bilateral com os Estados Unidos.

“Até evoluir para um acordo vai demorar, mas o comércio está sendo feito sem problemas. Estamos com dificuldade de vender, comprando muito e vendendo pouco, mas isso é do jogo e também da nossa estrutura interna”, afirmou Rizzo.

Rizzo, ao microfone: “Estamos tentando separar comércio de diplomacia”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Rizzo, ao microfone: “Estamos tentando separar comércio de diplomacia”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Em janeiro deste ano, os EUA exportaram US$3,5 bilhões para o Brasil e importaram US$ 2,27 bilhões, segundo informações do Departamento de Comércio norte-americano.

Rizzo acredita que o único mal-estar gerado na relação do Brasil com os Estados Unidos foi o cancelamento da viagem à nação norte-americana por parte da presidente Dilma Rousseff. A decisão foi motivada pela divulgação de documentos relevados pelo ex-técnico da Agência de Segurança Nacional (NSA) Edward Snowden que mostraram que os EUA monitoraram comunicações de cidadãos brasileiras e da presidente.

“Houve o cancelamento da viagem, mas isso não está refletindo no campo econômico”, afirmou.

Mercosul e acordos

Ao apresentar as ações da Camex para os membros do Coscex da Fiesp, Rizzo afirmou que discutir se o Mercosul, bloco econômico do Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina, continua ou acaba é decisivo.

“O Brasil teve vantagem durante todos os 20 anos de acordo do Mercosul com relação aos seus parceiros e discutir hoje se vai ser para mais ou para menos, se acaba ou se fica como está é uma questão crucial”, disse o secretário.

Sobre possíveis acordos bilaterais com países da Europa e outras nações, Rizzo afirmou que “o mercado interno brasileiro está na pauta de todos os países do mundo”.

“Se eu falar que quero acordo com o Japão ele vai querer, com Canadá eles vão querer”, afirmou. “Quem não quis foi o México. Marcamos a primeira rodada que ocorreria em de 2011 e, faltando mais ou menos 10 dias, o México revogou”, lembrou o secretário. “Não foi falta de interesse do Brasil, essa era a nossa pauta e seria um acordo bem amplo”, reiterou.

Prefeito de Atlanta se reúne com empresários na Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O prefeito de Atlanta, capital da Georgia, Kasim Reed, se reuniu com diretores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e com empresários na manhã desta terça-feira (08/04). A pauta do encontro foi o estreitamento das relações comerciais entre São Paulo e a capital do estado mais populoso dos Estados Unidos.

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Prefeito da cidade de Atlanta, Kasim Reed, na Fiesp. Foto: Everton Amaro/FIESP

“Estamos aqui porque acreditamos no futuro do Brasil e principalmente no de São Paulo, entendemos de forma clara porque vocês são a sétima economia do mundo e viemos aqui compreendê-los”, afirmou Reed ao iniciar uma rápida apresentação sobre a cidade e as possibilidades de negócios oferecidas por lá. Mais cedo, Reed e sua comitiva, entre eles o diretor da Delta Airlines no Brasil, Luciano Macgno, se reuniram com diretores da Fiesp.

A reunião e o seminário foram conduzidos pelo diretor de Negociações Internacionais do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Mario Marconini. O cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Dennis Hankins, também participou dos encontros.

“Tivemos a oportunidade de conversar um pouco com o prefeito e eu acredito que ter um representante de uma cidade tão poderosa quanto Atlanta é realmente importante para nós”, disse Marconini.

Marconini: bons contatos com Atlanta. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Marconini: bons contatos com a poderosa Atlanta. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Segundo ele, a objetivo do encontro é “explorar algumas possibilidades para facilitar oportunidades de negócio entre as duas cidades”.

O vice-presidente da Câmara Metropolitana de Comércio de Atlanta (Metro Atlanta Chamber), Jorge Fernandez, apresentou, durante o seminário, oportunidades de negócios para empresários paulistas na cidade norte-americana.

“Em Atlanta possuímos fortes negócios em tecnologia da informação para saúde, tecnologia móvel, processamento de transações financeiras, software de segurança para Internet e em mídia digital”, afirmou. “Inclusive a Georgia é o quarto estado dos Estados Unidos para a produção de filmes”.

Segundo Fernandez, o estado da Georgia exportou para o Brasil US$ 1,6 bilhão em 2013, uma vez que o país ficou em sétimo lugar como principal destino para as exportações de produtos do estado norte-americano. “Nossa missão é elevar o posicionamento do Brasil”, afirmou o vice-presidente da câmara.

Aviação

Presente nos dois encontros, o diretor da Delta Airlines no Brasil, Luciano Macgno reforçou a parceria da companhia aérea, com sede em Atlanta, com a Gol.

“Estamos fazendo muita coisa com a Gol, em qualquer ponto do Brasil você pegar um voo da Gol com conexão com a Delta, com o mesmo bilhete. E esperamos fazer mais”, afirmou Macgno.

Segundo ele, a companhia opera 42 voos non stop entre Brasil e Estados Unidos por semana.

Finlandeses discutem integração externa, produtos transgênicos e educação na Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A integração do Brasil e do Mercosul com os mercados da União Europeia e dos Estados Unidos foi um dos principais temas da reunião entre representantes da indústria paulista e membros do parlamento finlandês na manhã desta segunda-feira (27/01).

Durante o encontro com membros do Comitê de Relações Exteriores do Parlamento, cônsul e embaixador da Finlândia, o diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Thomaz Zanotto, afirmou que “para que a indústria e a economia brasileiras sejam competitivas de novo, temos que tentar alcançar acordos com países da Europa e também com os Estados Unidos”.

Zanotto apresentou a Agenda de Integração Externa, um documento enviado à Brasília em meados do ano passado com a posição da Fiesp sobre a relações econômicas internacionais do Brasil. “O Brasil deveria se engajar mais em acordos regionais de comércio. Temos pressionado o governo nesse aspecto”, afirmou Zanotto.

A reunião com os finlandeses na Fiesp nesta segunda-feira (27/01): mais acordos  Foto: Everton Amaro/Fiesp

A reunião com os finlandeses na Fiesp nesta segunda-feira (27/01): mais acordos Foto: Everton Amaro/Fiesp


Os empresários também questionaram a posição da entidade sobre o cultivo de alimentos transgênicos e sobre a  educação no país.  Segundo o diretor do Derex, “a maior barreira que o Brasil precisa ultrapassar é a da qualidade da educação”.

O presidente do Comitê de Relações Exteriores do Parlamento finlandês, Timo Soini, o embaixador da Finlândia no Brasil, Jari Luoto, e a cônsul-geral honorária da Finlândia em São Paulo, Jan Jarne, participaram da reunião.

Retrospectiva 2013 – Fiesp reforça contatos internacionais e apoio aos exportadores

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

“O Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex)  se empenhou para dar encaminhamento à agenda de competitividade e inserção internacional da indústria brasileira. Acredito que cumprimos o nosso papel”, analisou Roberto Giannetti da Fonseca, diretor-titular do departamento, sobre o desempenho da área em 2013.

Ao longo do ano, o Derex realizou 220 reuniões, dentre elas, 56 seminários, que contaram com a presença de sete chefes de estado, de governo e autoridade real, 15 ministros, sete governadores e 37 embaixadores.

De acordo com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, 2013 trouxe grandes desafios para o Derex que “desempenhou um importante papel na coordenação da ampla agenda internacional e de comércio exterior da Fiesp. Em sintonia com o objetivo de fortalecimento da indústria, o departamento intensificou os contatos internacionais da entidade”.

Além disso, o departamento esteve envolvido em muitas outras iniciativas, que contaram com autoridades de grandes países.

Encontro Econômico Franco-Brasileiro

Em dezembro, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu a visita da presidente Dilma Rousseff e do presidente da França, François Hollande. Os dois participaram do Encontro Econômico Franco-Brasileiro.

Dilma afirmou durante o evento que um futuro acordo entre o Mercosul e a União Europeia vai contribuir para o potencial “ainda inexplorado” de intercâmbio comercial entre o Brasil e a Europa. Ela acrescentou que o Mercosul e os parceiros brasileiros estão prontos para fazer uma “oferta comercial”.

“Esperamos que a troca de ofertas se realize em janeiro”, afirmou. O evento também contou com o presidente da federação, Paulo Skaf.

Skaf, Hollande e Dilma no Encontro Econômico Franco-Brasileiro, realizado na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Skaf, Hollande e Dilma no Encontro Econômico Franco-Brasileiro, na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Já Hollande afirmou que a França espera dobrar o intercâmbio monetário com o Brasil até 2020. “Quero ver maiores investimentos franceses no Brasil, que já são elevados, em torno de dois bilhões de euros”, disse.  “Desejo, também, multiplicar o investimento brasileiro na França”, acrescentou o presidente da nação europeia.

Para Skaf, é fundamental que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia prospere. O pre3sidente da Fiesp destacou a importância da França enquanto “uma das fundadoras da União Europeia” e uma das nações “líderes do grupo” para o fechamento de um acordo comercial entre os dois blocos de países. “Uma posição francesa favorável vai fazer uma grande diferença”.

31º Encontro Econômico Brasil-Alemanha

Dilma e Paulo Skaf também participaram do 31º Encontro Econômico Brasil-Alemanha, ao lado do presidente da Alemanha, Joachim Gauck.

Na ocasião, Dilma reiterou o interesse em aprofundar parcerias estratégicas com a nação germânica e aumentar a reciprocidade de comércio entre os dois países.

“Esse encontro, com líderes da indústria e da economia dos dois países, é uma grande ponte entre a maior nação econômica da América Latina e a maior nação do ponto de vista econômico da Europa”, enfatizou Gauck.

Para Gauck, o evento reúne pessoas importantes para que a relação entre os dois países se consolide. “São testemunhas e atores da amizade entre Brasil e Alemanha, porque puderam conviver com os bons frutos dos contatos entre os dois países desde o início”, afirmou.

Skaf afirmou que o Brasil deve aprender com modelo alemão que fortalece pequenas e médias empresas. “O modelo alemão das pequenas e médias empresas é muito importante e devemos trazê-lo para o Brasil e aprender com ele”, afirmou Skaf. Segundo ele, as PMEs representam 66% do Produto Interno Bruto (PIB) alemão. “Estudos mostram que uma das razões para a resistência à crise da Alemanha é graças à política de pequena e média empresa”, completou.

Expo 2020

Ao longo de 2013, a Fiesp apoiou a candidatura da cidade de São Paulo para receber a Expo 2020 – terceiro maior evento internacional em termos de impacto cultural e econômico, atrás apenas da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos.

As cidades concorrentes, além de São Paulo, foram: Dubai (Emirados Árabes Unidos); Ecaterimburgo (Rússia) e Izmir (Turquia).

Em novembro, Dubai foi escolhida como a cidade-sede.

Roberto Azevêdo visita Fiesp

Em maio, o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o embaixador Roberto Azevêdo, se reuniu com Paulo Skaf e outros representantes do setor produtivo.

No encontro, representantes do agronegócio e da indústria de transformação falaram sobre negociações internacionais como a Rodada de Doha e incremento da participação da indústria brasileira como competidora no mercado global.

Segundo Azevêdo, o principal desafio levantado durante a reunião foi a inserção da indústria brasileira no mundo.

“Toda conversa foi exatamente em imaginar como melhorar a competitividade da indústria e como fazer que esse seja o caminho que vamos traçar daqui para frente”, afirmou o diretor da OMC.

Necessidade de reformulação da OMC

Para o embaixador Rubens Barbosa, a OMC precisa passar por reformulação. A opinião foi dada durante reunião do Conselho de Comércio Exterior em dezembro.

Segundo Barbosa, o problema atual da OMC não é isolado. “O multilateralismo como um todo vive uma crise geral”, afirmou Barbosa.

A sobrevivência da Organização Mundial do Comércio (OMC) é importante, mas a instituição precisa passar por mudanças, opinou o dirigente.

Acordo entre Mercosul e União Europeia

Acordo entre Mercosul e UE só acontece se houver vantagens para o Brasil, afirmou o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC )Daniel Godinho na Fiesp.

O governo brasileiro decidiu avançar nas negociações da proposta de acordo comercial do Mercosul com a União Europeia (UE), mas ainda falta muito para que o acesso ao mercado europeu seja garantido, disse ele.

Visitas de autoridades e missões empresariais

Japão

Ao menos 80 empresários japoneses visitaram a sede da Fiesp no dia 30 de janeiro, para um encontro com Paulo Skaf. Em pauta, o incremento das relações comerciais entre o Japão e o Brasil.

Representantes de empresas japonesas estiveram na sede da Avenida Paulista para discutir temas como competitividade, tarifas de importação, infraestrutura e processos jurídicos.  O encontro culminou na apresentação de uma ampla proposta de acordo de parceria econômica entre os países, liderada pelas entidades industriais de ambas as partes.

Nova Zelândia

Primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, encontrou-se com o presidente da entidade, Paulo Skaf, e com o prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad.

Na ocasião, Skaf concedeu medalha da Ordem do Mérito Industrial ao premiê da Nova Zelândia.

O comércio entre Brasil e Nova Zelândia tem muito espaço para expansão, afirmou o 2º vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, na ocasião.

“O Brasil, que atualmente é uma das maiores economias do mundo, não está nem um pouco satisfeito em ser o 47º principal parceiro comercial da Nova Zelândia. Queremos avançar e temos certeza que esse é também o objetivo dos senhores”, disse Ometto.

Pensilvânia, Estados Unidos

Em abril, o governador Thomas Corbett, do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, visitou a entidade para conversar com o empresariado local. No encontro, Corbett apresentou as oportunidades de investimentos existentes na região e as possibilidades de cooperação entre o estado e empresas brasileiras.

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Thomas Corbett apresentou as vantagens competitivas da Pensilvânia na Fiesp. Foto: Julia Moraes/Fiesp


Novo decreto antidumping

O Derex presta assistência técnica aos sindicatos no combate às práticas desleais no comércio exterior e na interlocução de seus interesses perante o governo.  Também busca contribuir para a formulação de políticas públicas que defendam a indústria brasileira em face de irregularidades nas importações, bem como o acesso a mercados.

Dentre as principais ações promovidas pela área em 2013, destaca-se a publicação do “Guia antidumping”, visando apresentar ao público empresarial os principais aspectos relativos ao mecanismo antidumping.

O documento foi inserido no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio exterior (MDIC) para consulta e solicitado pela Receita Federal para disponibilizar aos seus servidores. O trabalho foi precedido de uma consulta pública na qual a Fiesp coordenou uma manifestação com entidades do setor privado para alterar a principal regra relativa às medidas antidumping.

Para aprofundar o conhecimento sobre a questão, a Fiesp promoveu o seminário “Novo Decreto Antidumping: mudanças e impactos”, em setembro.

Para Felipe Hees, diretor do Departamento de Defesa Comercial (Decom) do ministério, o decreto é uma etapa na evolução da defesa comercial no Brasil, afirmou durante o seminário “Novo Decreto Antidumping: mudanças e impactos”.

195 mil certificados de origem

A Área de Certificado de Origem, cujo objetivo é fornecer aos exportadores um dos principais documentos nos processos de vendas externas, beneficiando os empresários com a redução ou isenção do imposto de importação nos países com os quais o Brasil possui acordos de comércio, foi outra área que conquistou ótimos resultados em 2013.

Foram cerca de 195.000 processos de certificação, permanecendo a Fiesp como a maior prestadora de serviço deste produto no Brasil.