Indústria paulista cria 10 mil empregos em janeiro, mas sinais de recuperação ainda não são claros

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp

A indústria paulista criou 10 mil postos de trabalho em janeiro na comparação com o quadro de funcionários verificado em dezembro, mostrou pesquisa da Fiesp nesta terça-feira (19/02). O destaque do mês foi a contratação de ao menos dois mil empregados pelo setor de Máquinas e Equipamentos. Os números são positivos, mas ainda não mostram com clareza que a esperada recuperação do parque produtivo brasileiro vai acontecer este ano.

A avaliação foi feita pelo diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini, durante apresentação do Nível de Emprego do Estado de São Paulo, levantamento divulgado pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), em coletiva de imprensa.

“Não nos dá nenhum sinal de euforia nem de pânico. Se comparamos o crescimento de janeiro 2013 com outros janeiros, vemos que ele está abaixo daquilo que tem sido nos anos anteriores, portanto, não dá pra afirmar que tenha sido um mês incentivador de uma recuperação que nós esperamos”, explicou Francini.

No acumulado de 2013, considerando ainda apenas o mês janeiro, a indústria paulista gerou 10 mil empregos, com uma variação positiva de 0,38%, mas demitiu 46 mil funcionários nos últimos 12 meses, o equivalente a uma queda de 1,75% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Do total de contratações ocorridas em janeiro, a indústria foi responsável pela criação de 11.835 vagas. Mas o setor de açúcar e álcool abateu o quadro ao eliminar 1.835 vagas, o equivalente a uma queda de 0,07% em comparação com dezembro.

“Tivemos um ano de 2012 um pouco anormal para o setor de açúcar e álcool, já que [a safra] prolongou-se além do tempo que normalmente ocorre e isso fez com que parte dela terminasse de ser colhida ainda no mês de janeiro”, esclareceu Francini. “Então, houve uma queda em função disso, mas ela é sazonal”, completou.

Sinal

O diretor da Fiesp afirmou que os 2.080 empregos criados pelo setor de Máquinas e Equipamentos em janeiro podem ser considerados como um “bom sinal”. Mas ponderou que vale aguardar comportamento do mercado de trabalho da indústria nos próximos meses para confirmar se o setor começa a “se mover de maneira positiva”.

“No final do ano passado, o BNDES já havia informado um aumento do número de consultas para aquisição de máquinas e equipamentos e isso pode ser um sinal de que aqueles comentários feitos na época estejam se fortificando como maior atividade do setor”, disse Francini sobre as contratações do segmento e janeiro. “Vamos aguardar o que o futuro nos reserva.”

A Fiesp estima que o emprego industrial deve encerrar o ano de 2013 com crescimento de 2% com relação a 2011. O prognóstico para o Produto Interno Bruto (PIB) é de uma expansão de 3% este ano.

“O ano de 2012 foi tão terrível. Perdemos quase 60 mil empregos da indústria de transformação de São Paulo. Repetir 2012 seria uma tragédia. Nós não queremos e não esperamos que aconteça isso”, concluiu Francini.

Setores e regiões

Dos setores cuja situação de emprego foi analisada no levantamento, 14 apresentaram efeitos positivos, três fecharam o mês em queda e cinco ficaram estáveis. O emprego no setor de Couros e Fabricação de Artigos de Couro, Viagem e Calçados registrou o crescimento mais expressivo com 3,2% em janeiro versus dezembro, seguido pelo bom desempenho da indústria de Produtos Têxteis, com 1,2%.

Já o emprego no segmento de Fabricação de Coque de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis registrou a queda mais significativa com 5,8% em janeiro contra dezembro. A indústria de Bebidas também encerrou o mês em baixa, com variação negativa de 0,6%.

A pesquisa da Fiesp mostrou ainda que das 36 regiões analisadas, 23 apresentaram quadro positivo, oito ficaram negativas e cinco regiões encerraram o mês estáveis.

Sertãozinho foi a cidade que apresentou a maior alta com taxa de 2,76% em janeiro, impulsionada por Produtos Alimentícios (2,53%) e Máquinas e Equipamentos (7,08%). A região de Franca registrou ganho de 2,49%, sob influência positiva dos setores de Artefatos de Couro e Calçados (4,66%) e Coque, Petróleo e Biocombustíveis (2,80%). Enquanto Araçatuba subiu 2,31%, influenciada por Celulose, Papel e Produtos de Papel (4,87%) e Artefatos de Couro e Calçados (3,36%).

Entre as cidades com desempenho negativo, destaque para São João da Boa Vista, que computou a queda mais expressiva do mês com 1,28%, abatida pelas perdas em Produtos Alimentícios (-8,52%) e Confecções de Artigos do Vestuário (-3,70%). Presidente Prudente fechou o mês com baixa de 0,91%, pressionada pelo desempenho ruim dos setores de Produtos Minerais Não Metálicos (-8%) e Produtos Alimentícios (-0,76%). O emprego em São José do Rio Preto caiu 0,70%, com perdas mais expressivas em Coque, Petróleo e Biocombustíveis (-11,99%) e Confecção de Artigos do Vestuário (-2,49%).

Termina nesta quarta-feira (07/11) prazo de inscrição para Cursos Técnicos do Senai-SP em todo o Estado

Rosângela Gallardo, Agência Indusnet Fiesp

O Senai-SP encerra nesta quarta-feira (07/11) o prazo de inscrições para 33 Cursos Técnicos, totalmente gratuitos, em 72 escolas instaladas em 52 municípios do Estado. No total serão 5.175 vagas, sendo 1.780 na Capital, 939 na Grande São Paulo e 2.456 no interior. As aulas começam no primeiro semestre de 2013.

O objetivo dos Cursos Técnicos do Senai-SP é proporcionar habilitação profissional em áreas tecnológicas específicas do setor industrial. Os cursos, na sua maioria, têm duração de 1.200 horas (equivalente a dois anos).

As inscrições devem ser feitas pela Internet, no endereço www.sp.senai.br/processoseletivo, ou nas escolas que oferecem os cursos pretendidos. Os candidatos interessados nos cursos oferecidos nos períodos da manhã, tarde e integral devem comprovar, até 15 dias antes do início das aulas, ingresso na 2ª série do ensino médio.

Para os interessados nos cursos técnicos do período noturno, o pré-requisito é comprovar a conclusão do ensino médio ou estar matriculado em curso que lhe permita concluí-lo até a data do início das aulas. O valor da taxa de inscrição é de R$ 43,00.

O candidato pode se inscrever para o curso escolhido na 1ª opção em mais de um turno, caso a escola onde pretenda estudar ofereça essa alternativa.

Não serão aceitas inscrições de alunos regularmente matriculados em cursos oferecidos gratuitamente pelo Senai-SP e que pretendam cursá-los simultaneamente.

Os cursos do Senai-SP estão sintonizados com as tendências mais modernas do mercado de trabalho no setor industrial, o que se reflete nos índices de absorção dos formandos. Segundo pesquisa feita com ex-alunos após um ano da conclusão, 86% estavam empregados.

Inscrições:

– Abertas até 21h do dia 7/11/2012, no endereço www.sp.senai.br/processoseletivo.

– Pagar taxa de R$ 43,00, a partir do boleto bancário emitido pela Internet, durante a inscrição.

– A inscrição será efetivada somente após o pagamento do boleto na rede bancária.

Prova:

– Dia 2 de dezembro de 2012 (domingo), com duração de 2h30.

– A prova é composta por 60 questões de múltipla escolha (20 de Língua Portuguesa, 20 de Matemática e 20 de Ciências da Natureza / Física, Química e Biologia), em nível de conclusão da primeira série do Ensino Médio, conforme programa apresentado no site.

– O candidato deve comparecer munido do guia de inscrição (impressa pela Internet no endereço www.sp.senai.br/processoseletivo), cédula de identidade original ou outro documento oficial de identidade que contenha fotografia do candidato, caneta esferográfica azul ou preta, lápis e borracha.

Resultados:

O gabarito será divulgado no endereço www.sp.senai.br/processoseletivo a partir das 14h do dia 3 de dezembro de 2012.

A lista dos aprovados poderá ser aferida no endereço www.sp.senai.br/processoseletivo, a partir das 14h do dia 27 de dezembro de 2012.

Os aprovados na primeira chamada deverão matricular-se nos dias 2, 3 e 4 de janeiro. Os candidatos suplentes, dias 7 de janeiro (2º chamada) e 8 de janeiro (3º chamada).

Mais informações pelo site: www.sp.senai.br ou pelo tel. (11) 3528-2000.

Cursos Técnicos do Senai-SP oferecidos em todo o Estado:

Alimentos; Automação Industrial; Calçados; Cerâmica; Design de Calçados; Design de Móveis; Edificações; Eletroeletrônica; Eletromecânica; Eletrotécnica; Eletrônica; Fabricação Mecânica; Gráfico de Rotogravura e Flexografia; Impressão Gráfica; Impressão Offset; Informática; Instrumentação; Logística; Manutenção Automotiva; Manutenção Mecânica; Mecânica; Mecânica de Precisão; Mecatrônica; Metalurgia; Plásticos; Pré-Impressão Gráfica; Portos; Química; Redes de Computadores; Refrigeração e Climatização; Telecomunicações; Têxtil; e Vestuário.

Parte da solução para a miséria pode estar no agronegócio, afirma 2º vice-presidente da Fiesp no Estadão

Agência Indusnet Fiesp

Em artigo no jornal Estado de S. Paulo nesta quinta-feira (04/10), o segundo vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), João Guilherme Sabino Ometto, diz que o agronegócio pode representar uma das soluções para as cerca de 16 milhões de pessoas que ainda vivem na linha de miséria, segundo dados do próprio governo.

Ometto defende a extensão aos pequenos produtores rurais do acesso a todos os avanços que a tecnologia agrícola propiciou ao setor.

Ele recorda que os avanços tecnológicos no campo tiveram impacto positivo na queda dos preços dos alimentos, “contribuindo para o combate à pobreza, e gerou poupança para financiar o desenvolvimento.”

De acordo com o segundo vice-presidente da Fiesp, a Embrapa e os governos estaduais, por meio dos seus institutos de assistência técnica e extensão rural, têm papel importante para a solução.

Leia o artigo na íntegra no site do Estadão.

No 17º Congresso da Radiofusão, presidente da Fiesp defende flexibilização do horário da Voz do Brasil

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Congresso da Radiodifusão. Foto: Junior Ruiz

Da esq. p/ dir.: Genildo Lins, secretário do Ministério de Serviços de Mídia Eletrônica do MEC; Paulo Skaf, presidente da Fiesp/Ciesp; Geraldo Alckmin, governador de São Paulo; e Rodrigo Neves, presidente da Aesp

Na abertura do 17º Congresso da Radiodifusão do Estado de São Paulo, o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, disse que as entidades apoiam uma das principais reivindicações: a flexibilização do horário de veiculação da Voz do Brasil – conforme propõe o Projeto de Lei 595/03 em tramitação no Congresso.

“Queria dizer a você, Rodrigo [Neves, presidente da Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Aesp)], que nós estamos aliados nesses desafios. O que se está pedindo não é nada radical, é a flexibilização da Voz do Brasil. Isso é interesse das pessoas. Porque chegar 19h e todo mundo ter que ouvir a Voz do Brasil, é uma injustiça. Estamos juntos nessa batalha.”

Skaf comentou ainda outra reivindicação do setor: a destinação dos canais 5 e 6 da TV VHF para o AM brasileiro, com a finalidade de que as emissoras AMs sejam sintonizadas em FM. Uma das justificativas são as crescentes dificuldades enfrentadas pelas emissoras que operam em Onda Média, como o aumento do ruído urbano.

“Eu estava conversando com o secretário e ele me falou que há um Projeto de Lei. Lógico que seria melhor por MP [Medida Provisória], mas há uma disposição do Ministério [das Comunicações]. O governo federal tem maioria nas casas. E se o setor quer, todo mundo quer, é só fazer a coisa andar”, comentou Skaf.

O presidente da Fiesp e do Ciesp ressaltou a importância do veículo de comunicação de massa na vida das pessoas. “O rádio é um grande companheirão. Ele presta serviços na área econômica, cultural, social, política. Tem um papel fantástico.”

Finalizando seu pronunciamento, Skaf citou uma frase de Edgar Roquette-Pinto (1884-1954), considerado o pai da radiodifusão no Brasil, que dizia querer tirar a ciência do domínio exclusivo dos sábios para entregá-la ao povo. E anunciou uma surpresa: “Vamos dedicar uma escola do Sesi-SP, uma moderníssima escola do Sesi-SP, e vamos dar o nome de Roquette-Pinto, em homenagem aos 90 anos de rádio”.

Roquette-Pinto dirigiu a primeira rádio do país, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada em 1922 – atual Rádio MEC.

Fiesp e governo do Estado assinam protocolo de intenções em assuntos internacionais

Agência Indusnet Fiesp

Paulo Skaf, presidente da Fiesp/Ciesp, e Geraldo Alckmin, governador de São Paulo: protocolo de intenções visa sinergia em assuntos internacionais.

Em evento na noite desta segunda-feira (30/07), na sede da entidade, o presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiesp), Paulo Skaf, e o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinaram um protocolo de intenções em assuntos internacionais.

O documento prevê estabelecimento de um grupo de trabalho para viabilizar o desenvolvimento de iniciativas conjuntas de aproximação com o setor empresarial internacional. A iniciativa tem como objetivo promover o Estado paulista como polo econômico e de negócios da América Latina.

De acordo com Paulo Skaf, a importância da parceria é procurar, quando for possível, receber missões internacionais ou organizar missões para o exterior de forma conjunta.

“Tudo isso é muito bom para o Brasil e para o Estado de São Paulo. A base [do protocolo] é buscar essa sinergia e poder apresentar o nosso país, o nosso estado, da melhor forma possível no exterior.”

Segundo Geraldo Alckmin, o protocolo surgiu da percepção de que, sempre que vêm à cidade, delegações estrangeiras fazem visitas ao Palácio Bandeirantes e à sede da Fiesp. “O que nós queremos:  trabalhar de maneira integrada com a Fiesp para missões internacionais, de comércio exterior, de parcerias, de desenvolvimento, e para receber as missões estrangeiras”, explicou o governador, citando missões comerciais já agendadas como a de Portugal, ainda este ano, e outra da Alemanha, no início de 2013.

De acordo com Alckmin, a ideia é trabalhar em conjunto, ressaltando a necessidade de fortalecer o comércio exterior e as exportações. “É muito importante para gerar emprego no Brasil num momento em que a economia enfrenta dificuldades no mundo inteiro.”

Paulo Skaf aproveitou para apresentar ao governador alguns pleitos da indústria como o alongamento do prazo para recolhimento do ICMS, entre outros temas tributários.

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Conheça outros objetivos da Fiesp e do Governo de São Paulo com o protocolo

. Promover a atração de investimentos estrangeiros diretos ao Estado de São Paulo, com foco na agregação de valor e promoção do conteúdo tecnológico;

. Adotar programas comuns para a recepção de delegações estrangeiras e a organização de missões ao exterior;

. Assegurar a troca de informações sobre comércio exterior e investimentos estrangeiros do Estado de São Paulo;

. Realizar estudos de competitividade da indústria paulista com o objetivo de se reunirem dados que possam subsidiar a proposição de políticas públicas com vistas a aumentar a competitividade da indústria localizada no Estado.

Porto de Santos vai além da vocação comercial e ganhará novo impulso com Pré-Sal

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

São Paulo está atrasado quanto ao tema petróleo e gás. E a atividade naval e marítima encontra-se de costas para o Porto de Santos. A crítica foi feita por Luís Antonio Awazu, diretor-presidente da SP Portos, nesta terça-feira (24/04), ao participar dos debates sobre o Complexo Bagres, primeiro projeto a integrar soluções do Porto e do pré-sal no Estado de São Paulo. Awazu cobrou uma plataforma logística eficaz não dependente das rodovias.

Luís Antonio Awazu, diretor-presidente da SP Portos: há deficiencias estruturais e de serviços no porto

Na avaliação do especialista, há deficiências estruturais e de serviços no Porto que é o maior do hemisfério Sul, por onde escoa boa parte da economia brasileira, recebendo 6 mil navios/ano. Uma das deficiências apontadas por Awazu, em encontro com o Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Fiesp, é que se um navio precisar de reparo, será levado para o Rio de Janeiro, o Uruguai ou outro país qualquer. Isto aumenta custos e perda de competitividade.

Apesar de o Brasil ser a 6ª economia mundial, no comércio exterior, o país contribui com apenas 1,2%, e será player importante na produção de petróleo e gás mundial, com previsão de 4,8 milhões a 5 milhões de barris/dia em 2019. “Mas é preciso acabar com o mito de que o Porto de Santos tem somente vocação comercial”, apontou o empresário, para quem o mesmo investimento aplicado no Complexo irá atender tanto navios comerciais quanto as necessidades do pré-sal.

Gargalos à frente

Ao ser questionado pelos membros do Cosema quanto à mão de obra necessária e aos impactos no tráfego de Santos – um município turístico –, o diretor da SP Portos reafirmou que a capacitação realmente é um dos gargalos a ser superado. De acordo com Awazu, há aproximadamente 100 mil pessoas, no Guarujá, vivendo em áreas subnormais. E a proposta é que se criem escolas técnicas no interior do próprio Complexo, que tem capacidade prevista para gerar 14,5 mil empregos diretos e indiretos e massa salarial da ordem de R$ 290 milhões.

No traçado do projeto, estão previstas a construção de perimetrais, para escoar o tráfego, e a modernização ferroviária da MRS Logística, que recebeu investimentos. “Todo açúcar descerá de trem”, exemplificou o diretor da SP Portos. E concluiu: “A proposta é também retirar das ruas os caminhões de fertilizantes. Estes problemas precisam ser resolvidos com gestão de processos”.

Para auxiliar a escoar o tráfego na Baixada, a MRS Logística fez investimentos que resultaram na modernização ferroviária. Estão previstas, ainda, a construção de perimetrais.

Conheça o projeto

O Complexo está instalado na Ilha de Bagres, ao lado da Ilha Barnabé e em frente ao Porto de Valongo. Com capacidade para receber navios até 60 mil toneladas, tem cais acostável potencial de 2.500 metros de extensão. Os investimentos feitos pela iniciativa privada chegam a R$ 2 bilhões.

Em sua infraestrutura de mais de 1,2 milhão de metros quadrados, comportará:

  • Estaleiro para reparo naval;
  • Cluster industrial;
  • Base offshore;
  • Terminais para armazenamento e movimentação de graneis líquidos e fluídos e também sólidos;
  • Área de utilidades;
  • Retroárea.

O projeto também contempla acesso à área continental. Aliás, de acordo com Awazu, este será o primeiro green port, por incorporar conceitos de sustentabilidade, como utilização de água de reúso e captação de água de chuva, além do uso de bicicletas e de ônibus elétricos para locomoção. O projeto também prevê a construção de um terminal retroportuário como apoio às operações na ilha. Está sendo licenciada uma área de 174 mil metros quadrados, em sua fase inicial, que integra um terreno com 1,5 milhão de metros quadrados, em sua totalidade.