No Conselho Superior de Economia da Fiesp, cientista político Carlos Melo faz análise da crise

Agência Indusnet Fiesp

A reunião desta segunda-feira (11/4) do Conselho Superior de Economia da Fiesp (Cosec), presidido por Delfim Netto, teve como tema “O Brasil e seu Labirinto”, com apresentação a cargo do cientista político Carlos Melo, professor do Insper e autor do livro “Collor: o Ator e Suas Circunstâncias”.

Melo analisou a situação do Brasil em caso de impeachment da presidente Dilma Rousseff ou de continuidade do governo atual.

Melo disse que a crise política não cessará se o impeachment for rejeitado. Dilma não conseguirá, por exemplo, recompor maioria na Câmara.

Caso o vice-presidente Michel Temer assuma o Governo, sua experiência na Câmara tende a ser um trunfo, mas Melo lembra que ele vai enfrentar logo de cara uma grande disputa pelos cargos. E não se sabe ainda se Temer tem capacidade de persuasão, necessária para obter apoio.

“Suspeito”, disse Melo, “que hoje as reações na rua ao não impeachment seriam maiores que ao impeachment”.

Na opinião do professor do Insper, é preciso evitar uma escalada de crises, para que o país não vá por um caminho do qual não seja possível escapar. É imperioso pacificar o país e retomar o diálogo, disse.

Reunião do Conselho Superior de Economia da Fiesp com a participação de Carlos Melo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Conselheiro da Fiesp entrega publicação 11º Construbusiness à presidente Dilma

Agência Indusnet Fiesp,

A publicação 11º ConstruBusiness – Antecipando o futuro foi entregue à presidente Dilma Rousseff pelo presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) e membro do Conselho Superior da indústria da Construção (Consic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Claudio Elias Conz.

Ambos participaram da abertura do 21º Salão Internacional da Construção da Feicon Batimat 2015 na terça-feira (10/3), no Pavilhão de Exposições do Anhembi, capital paulista.

Presidente Dilma Rousseff recebe o caderno 11o Construbusiness. Foto: Dilvulgação

 

Segundo o caderno produzido pelo Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, o setor precisa iniciar um novo ciclo de obras e esse novo modelo deve demandar investimentos anuais de R$ 558, 8 bilhões até 2022, o equivalente a R$ 4,5 trilhões pelos próximos sete anos.

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Trinta e cinco coisas que você não sabia sobre o prédio da Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Quem passa pela Paulista e olha, admirado ou curioso, para a construção em forma de pirâmide que ocupa o número 1313 da avenida não imagina que, por trás daquele concreto revestido de alumínio, todos os dias, em média, 3 mil pessoas circulem pela sede da indústria de São Paulo. Funcionários ou visitantes, são pessoas envolvidas com atividades que movimentam a economia do estado mais rico do país, além de levar educação, cidadania, cultura e esporte para industriários ou não.

O prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) é um templo de trabalho, mas também de história. De suas varandas, funcionários mais antigos viram  arranha-céus brotarem na paisagem e carros ocuparem cada vez mais espaço na rua. Pelas salas de reuniões, onde são servidos 250 cafezinhos por dia, já passaram chefes de estado daqui e de fora, personalidades como a argentina Cristina Kirchner e o francês François Hollande, para citar apenas dois nomes.

Abaixo, 35 curiosidades sobre o edifício que completa 35 anos de atividades nesta quarta-feira (27/08). Ou 35 motivos para gostar ainda mais da pirâmide erguida em um dos endereços mais famosos do Brasil.

O PRÉDIO

1) Lá do alto –Tendo como referência a Avenida Paulista, o prédio da Fiesp tem altura de 92 metros.  

A sede da indústria paulista: pirâmide de trabalho e história. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A sede da indústria paulista: pirâmide de trabalho e história. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

2) A outra sede – Antes da mudança para a atual sede, a Fiesp funcionava no chamado Palácio Mauá, no local em que hoje está o Fórum Hely Meirelles, no Centro da capital.

3) Tijolo por tijolo – As obras começaram em agosto de 1970.

4) O maior andar – O maior andar do edifício é o térreo superior, com 2.769 metros quadrados. É lá que ficam a entrada corporativa do edifício e o Centro Cultural Fiesp com a Galeria de Arte do Sesi-SP. Já o menor é o 15º, com 969 metros quadrados.

5) Concurso público – O projeto arquitetônico do edifício foi selecionado em um concurso público, vencida pelo escritório Rino Levi Associados. A ideia era criar uma construção que fosse expressiva e que se tornasse numa referência na Avenida Paulista.

6) Burle Marx – No acesso pelo número 1.336 da Alameda Santos, há um mosaico de 515,68 metros quadrados assinado pelo paisagista e arquiteto Roberto Burle Marx (1909-1994). O trabalho foi feito em parceria com o também arquiteto e paisagista Haruyoshi Ono.

Um tesouro na fachada dos fundos do prédio, por Burle Marx e Haruyoshi Ono. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Um tesouro na fachada dos fundos do prédio, por Burle Marx e Haruyoshi Ono. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

7) Sindicatos e associações – Além da Fiesp, Ciesp, Sesi-SP, Senai-SP e Instituto Roberto Simonsen têm sede no edifício 49 sindicatos e associações da indústria. Essas entidades ocupam o 7º, 8º, 9º e 10º andares.

8 )  Sesi e Senai – Junto com a Fiesp e o Ciesp, o Sesi-SP também se mudou para a Paulista em 1979. Já o Senai-SP veio somente em 2002.

9) Mudança anunciada – Em 26 de agosto de 1979, um dia antes da mudança, as edições dominicais da Folha de S. Paulo e do Estado de S. Paulo divulgaram a abertura da nova sede da Fiesp.

10) Nobel da arquiteturaEm 1998, o edifício passou por uma reforma, com a construção de um mezanino onde foi instalada a Galeria do Sesi-SP. O autor do projeto foi o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, o único brasileiro a ganhar o Pritzker, considerado o “Nobel da arquitetura”, além de Oscar Niemeyer.

11) Corte na laje – Com a mudança no térreo, foi feita a recuperação da distância original entre o asfalto automotivo e a entrada principal do prédio na Paulista. Para conseguir esse efeito, Paulo Mendes da Rocha fez um “corte” da laje do pavimento superior ao passeio público e recuou a laje inferior onde hoje funciona o Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso.

Acesso ao prédio a partir da Paulista: integração com a avenida. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Acesso ao prédio a partir da Paulista: total integração com a avenida. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

12) ‘Rotas de fuga’ – De acordo com o gerente de Serviços de Manutenção da federação, Alberto Batista Passos, o prédio da Fiesp possui duas escadas de rota de fuga isoladas do chamado conjunto administrativo, ou seja, de seu centro, onde ficam as salas. “Existem corredores em todo o perímetro do edifício que direcionam para estas saídas”, explica.

13) 11 bustos – Onze empreendedores inspiram quem passa pelo 11º andar. A homenagem consiste em 11 bustos de nomes importantes para a economia de São Paulo e do Brasil. São eles: Horacio Lafer, José Ermirio de Moraes, Raphael de Souza Noschese, Morvan Dias de Figueiredo, Jorge Street, Roberto Simonsen, Francisco Matarazzo, Armando de Arruda Pereira, Antonio Devisate, Theobaldo de Nigris e Nadir Dias de Figueiredo.

14) Mais luz – Outro mérito apontado na elaboração da sede da indústria paulista está no fato de que a inclinação em direção ao topo pudesse garantir mais luz à construção. Uma preocupação pouco comum nos anos 1970.

15) Agora em agosto –Em sua mais recente reforma, concluída em agosto de 2014, em seus andares inferiores, foi aberta a área de recepção com o objetivo de separar a área corporativa do acesso ao Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso.

16) Pelo 99 – No chamado andar intermediário, acessado como 99 pelo elevador e ocupado pelo  Sesi-SP, trabalham 355 pessoas. De acordo com o gerente de Serviços de Manutenção da Fiesp, Alberto Batista Passos, o piso tem área total de 2.143 metros quadrados.

O andar intermediário, no qual trabalham 355 pessoas. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O andar intermediário da construção, no qual trabalham 355 pessoas. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

17) Ralador de queijo – A cobertura metálica que reveste o prédio é chamada de “brize-soleil”, sendo feita de alumínio. O revestimento rendeu ao prédio um apelido carinhoso: “ralador de queijo”.

18) Estacionamentos – Juntos, os quatro subsolos de estacionamento da casa têm capacidade para 367 veículos, vagas compartilhadas por todas as instituições que funcionam no prédio.

19) Novela e Copa –Marco da arquitetura paulistana, a construção foi destacada na abertura da novela em Amor à Vida”, exibida em 2013 e 2014 no horário das 21h, na Rede Globo, e no vídeo produzido pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) apresentando São Paulo como uma das cidades que sediaram a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.  

O DIA A DIA 

20) Um café, por favor – Todos os dias, são servidos 250 cafezinhos nas reuniões realizadas no prédio.

Café servido nas reuniões do prédio: 250 xícaras por dia. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Café servido nas reuniões realizadas no prédio: 250 xícaras por dia. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

21) De plantão – A cada madrugada, de domingo a domingo, uma equipe fica de plantão trabalhando com a manutenção preventiva e corretiva do prédio, cuidando de pontos como o sistema de ar-condicionado e o quadro elétrico, por exemplo. Ao todo, 190 pessoas trabalham na administração do edifício, como seguranças, bombeiros, recepcionistas e oficiais de manutenção, entre outros profissionais.

22) Funcionários –Trabalham no prédio mais de 1.900 pessoas, considerando a Fiesp, Instituto Roberto Simonsen, Ciesp, Sesi-SP e Senai-SP.

23) Os elevadores – Os sete elevadores da casa fazem 12,6 mil viagens por dia. Os pisos mais solicitados são o térreo, o primeiro subsolo e o quarto andar.

24) 172 câmeras – O trabalho de monitoramento dos andares foi reforçado, em 2014, com a instalação de 172 câmeras que gravam em alta definição.

25) Receita e Junta Comercial – No prédio são oferecidos serviços variados para os empresários. Entre eles, um posto de atendimento da Receita Federal e outro da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp).

26) Reciclar é preciso – Desde janeiro, todo o lixo orgânico gerado pelo restaurante do Espaço Eventos, do 16º andar, está sendo processado para o uso, nos jardins das escolas do Sesi-SP, como adubo. Por enquanto, o material está armazenado no quarto subsolo. Por falar no assunto, 29,5% de todo o lixo produzido no edifício é reciclado. Para se ter uma ideia, a média de reciclagem na cidade de São Paulo é de menos de 10%.

O primeiro subsolo, no qual há postos de atendimento da Receita Federal e da Jucesp. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O acesso pela Alameda Santos, com postos de atendimento da Receita Federal e da Jucesp. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

AS PESSOAS

27) Pelas catracas –As catracas do prédio registram, em média, 3 mil acessos de pessoas nos chamados dias úteis. Por mês, são 66 mil acessos, mais que a população de cidades do interior paulista como Vinhedo, Penápolis e Andradina, por exemplo.

28) O homem por trás do nome – Empresário que dá nome ao prédio, Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho foi presidente da Fiesp entre 1980 e 1986, sendo hoje presidente emérito da entidade. A escolha de seu nome foi tomada em decisão da diretoria da federação.

29) De Bachelet a Berlusconi – O mundo passou, e ainda passa, por aqui: entre 2004 e agosto de 2014, nada menos que 67 chefes de estado estiveram na Fiesp. Entre eles, nomes como a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, Michelle Bachelet (Chile), Álvaro Uribe (Colômbia), Shimon Peres (Estado de Israel), Silvio Berlusconi (Itália) e François Hollande (França).

Hollande, um dos 67 chefes de estado que visitaram a Fiesp entre 2004 e 2014. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Hollande, um dos 67 chefes de estado que visitaram a Fiesp entre 2004 e 2014. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

30) Sempre haverá uma solução – Em 29 de maio de 2013, o economista Muhammad Yunus, prêmio Nobel da Paz em 2006, fez sucesso em palestra realizada durante reunião extraordinária do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp. “Não importa o tamanho do problema, sempre haverá uma solução simples para resolvê-lo”, disse Yunus na ocasião.

Yunus: sucesso na reunião extraordinária do Comitê de Jovens Empreendedores. Foto: Junior Ruiz/Fiesp

Yunus: sucesso na reunião extraordinária do Comitê de Jovens Empreendedores. Foto: Junior Ruiz/Fiesp

 

31) Os presidentes – Desde a sua inauguração, em 1979, a sede da indústria paulista recebeu muitos presidentes brasileiros. Entre eles, João Baptista de Oliveira Figueiredo, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

A ARTE

32) Na fachada – Uma das principais atrações do edifício, a Galeria Digital, que consiste em uma plataforma de transmissão de obras interativas em movimento e estáticas na fachada da construção, foi inaugurada em dezembro de 2012. Até agora, foram exibidas 51 obras no espaço como parte integrante de mostras, além de 23 vídeos artísticos e comemorativos independentes. De acordo com a agente de Atividades Culturais do Sesi-SP, Luciana Paulillo, o sistema é acionado por meio de um computador que transmite as imagens para a Galeria formada por lâmpadas de led. De modo geral, os vídeos interativos são exibidos até as 22h. Já aqueles que ficam passando de modo ininterrupto ficam no ar até as 6h.

A Galeria Digital da Fiesp: para deixar a Paulista mais iluminada. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A Galeria Digital da Fiesp: para deixar a Paulista mais iluminada. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

33) As produções – Um dos principais espaços culturais da Paulista, o Teatro do Sesi-SP já recebeu 45 peças adultas e 32 voltadas para jovens. No Espaço Mezanino, foram 20 peças, num total de 97 produções no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso.

34) Exposições – Na Galeria de Arte do Sesi-SP, já foram realizadas 76 exposições.

35) O último prêmio – Foi no Teatro do Sesi-SP, no dia 1º de abril de 2014, que o cantor Jair Rodrigues, falecido em 08 de maio deste ano, recebeu o seu último prêmio. Ele foi escolhido o melhor ator coadjuvante no 10º Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema, por sua atuação no filme “Super Nada”, de Rubens Rewald e Rossana Foglia.

Jair Rodrigues na cerimônia de entrega do 10º Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema, em abril. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Jair Rodrigues na cerimônia de entrega do 10º Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema, em abril. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Fiesp assina memorando de entendimento com o governo da China em Brasília

Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) assinou, nesta quinta-feira (17/07), em Brasília, no Distrito Federal, em cerimônia no Palácio do Planalto, na presença dos presidentes da China, Xi Jinping, e do Brasil, Dilma Rousseff, memorando de entendimento com a China Overseas Development Association  (Coda). Participou do evento o diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da federação, Thomaz Zanotto, entre outros convidados.

A Coda é uma organização social chinesa sem fins lucrativos que ajuda no desenvolvimento de empresas da China no exterior. Isso sob a supervisão direta da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), principal órgão do governo chinês responsável pelo planejamento e administração da economia do país.

A cerimônia na capital federal foi às 11h do dia 17 de julho, com a assinatura do memorando. A iniciativa foi resultado de visita institucional da Fiesp à China em abril de 2014, quando os representantes da federação se reuniram com a NDRC em Pequim. Assim, o documento foi assinado entre Thomaz Zanotto e o chairman da Coda, Zhang Guobao.

 

Zanotto (à esquerda na mesa) assina o memorando na presença dos presidentes Xi Jinping e Dilma Rousseff, ao centro. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Zanotto (à esquerda na mesa) assina o memorando na presença dos presidentes Xi Jinping e Dilma Rousseff, ao centro. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

 

O objetivo da medida é promover a cooperação entre as partes para fomentar e intensificar investimentos entre os dois países, principalmente em projetos nas áreas de infraestrutura, construção, energia, recursos naturais, agronegócio e manufatura.

Essas formas de cooperação poderão incluir o compartilhamento de informações sobre projetos de interesse, a elaboração de estudos e proposição de políticas públicas e outras ações para facilitar a formação de parcerias entre empresas brasileiras e chinesas.

Na avaliação de diretor da Fiesp, PNPC representa uma iniciativa ímpar no país

Agência Indusnet Fiesp

José Ricardo Roriz Coelho: desafio, agora, é atrair empresas e pesquisadores para as plataformas do conhecimento a serem lançadas. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), afirma que o anúncio do Programa Nacional de Plataformas do Conhecimento (PNPC), instituído em decreto assinado na quarta-feira (25/06) pela presidente da República, Dilma Rousseff, é ambicioso por tentar resolver um problema de difícil solução e antigo do país.

Segundo Roriz, o  programa representa uma iniciativa ímpar no país não só pelo montante de recursos que se espera investir – mais de R$ 20 bilhões em 10 anos –, mas também porque considera aspectos operacionais capazes de fazer a diferença no sucesso do programa.

Para ele, o governo federal foi realista, uma vez que o desafio tecnológico é grande. Nesse sentido, o programa terá desta vez uma perspectiva de longo prazo para desenvolvimento dos projetos; destaque de áreas estratégicas e onde o Brasil já possui relevância científica e tecnológica; criação de um sistema de avaliação por metas para continuidade do funding dos projetos; e, o principal, a exigência de que ao final das etapas da pesquisa e desenvolvimento (P&D) se tenha produtos e/ou processos inovadores que atendam às necessidades do país.

O desafio, agora, na análise de Roriz, é atrair empresas e pesquisadores para as plataformas do conhecimento a serem lançadas. “Por isso, é importante garantir uma fonte estável para os recursos e definir melhor quais serão os mecanismos de incentivo, como, por exemplo, se haverá incentivo fiscal, linhas de subvenção econômica ou de financiamento reembolsável a taxas mais favoráveis, dentre outras modalidades de apoio.”

Retrospectiva 2013 – Fiesp reforça contatos internacionais e apoio aos exportadores

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

“O Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex)  se empenhou para dar encaminhamento à agenda de competitividade e inserção internacional da indústria brasileira. Acredito que cumprimos o nosso papel”, analisou Roberto Giannetti da Fonseca, diretor-titular do departamento, sobre o desempenho da área em 2013.

Ao longo do ano, o Derex realizou 220 reuniões, dentre elas, 56 seminários, que contaram com a presença de sete chefes de estado, de governo e autoridade real, 15 ministros, sete governadores e 37 embaixadores.

De acordo com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, 2013 trouxe grandes desafios para o Derex que “desempenhou um importante papel na coordenação da ampla agenda internacional e de comércio exterior da Fiesp. Em sintonia com o objetivo de fortalecimento da indústria, o departamento intensificou os contatos internacionais da entidade”.

Além disso, o departamento esteve envolvido em muitas outras iniciativas, que contaram com autoridades de grandes países.

Encontro Econômico Franco-Brasileiro

Em dezembro, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu a visita da presidente Dilma Rousseff e do presidente da França, François Hollande. Os dois participaram do Encontro Econômico Franco-Brasileiro.

Dilma afirmou durante o evento que um futuro acordo entre o Mercosul e a União Europeia vai contribuir para o potencial “ainda inexplorado” de intercâmbio comercial entre o Brasil e a Europa. Ela acrescentou que o Mercosul e os parceiros brasileiros estão prontos para fazer uma “oferta comercial”.

“Esperamos que a troca de ofertas se realize em janeiro”, afirmou. O evento também contou com o presidente da federação, Paulo Skaf.

Skaf, Hollande e Dilma no Encontro Econômico Franco-Brasileiro, realizado na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Skaf, Hollande e Dilma no Encontro Econômico Franco-Brasileiro, na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Já Hollande afirmou que a França espera dobrar o intercâmbio monetário com o Brasil até 2020. “Quero ver maiores investimentos franceses no Brasil, que já são elevados, em torno de dois bilhões de euros”, disse.  “Desejo, também, multiplicar o investimento brasileiro na França”, acrescentou o presidente da nação europeia.

Para Skaf, é fundamental que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia prospere. O pre3sidente da Fiesp destacou a importância da França enquanto “uma das fundadoras da União Europeia” e uma das nações “líderes do grupo” para o fechamento de um acordo comercial entre os dois blocos de países. “Uma posição francesa favorável vai fazer uma grande diferença”.

31º Encontro Econômico Brasil-Alemanha

Dilma e Paulo Skaf também participaram do 31º Encontro Econômico Brasil-Alemanha, ao lado do presidente da Alemanha, Joachim Gauck.

Na ocasião, Dilma reiterou o interesse em aprofundar parcerias estratégicas com a nação germânica e aumentar a reciprocidade de comércio entre os dois países.

“Esse encontro, com líderes da indústria e da economia dos dois países, é uma grande ponte entre a maior nação econômica da América Latina e a maior nação do ponto de vista econômico da Europa”, enfatizou Gauck.

Para Gauck, o evento reúne pessoas importantes para que a relação entre os dois países se consolide. “São testemunhas e atores da amizade entre Brasil e Alemanha, porque puderam conviver com os bons frutos dos contatos entre os dois países desde o início”, afirmou.

Skaf afirmou que o Brasil deve aprender com modelo alemão que fortalece pequenas e médias empresas. “O modelo alemão das pequenas e médias empresas é muito importante e devemos trazê-lo para o Brasil e aprender com ele”, afirmou Skaf. Segundo ele, as PMEs representam 66% do Produto Interno Bruto (PIB) alemão. “Estudos mostram que uma das razões para a resistência à crise da Alemanha é graças à política de pequena e média empresa”, completou.

Expo 2020

Ao longo de 2013, a Fiesp apoiou a candidatura da cidade de São Paulo para receber a Expo 2020 – terceiro maior evento internacional em termos de impacto cultural e econômico, atrás apenas da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos.

As cidades concorrentes, além de São Paulo, foram: Dubai (Emirados Árabes Unidos); Ecaterimburgo (Rússia) e Izmir (Turquia).

Em novembro, Dubai foi escolhida como a cidade-sede.

Roberto Azevêdo visita Fiesp

Em maio, o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o embaixador Roberto Azevêdo, se reuniu com Paulo Skaf e outros representantes do setor produtivo.

No encontro, representantes do agronegócio e da indústria de transformação falaram sobre negociações internacionais como a Rodada de Doha e incremento da participação da indústria brasileira como competidora no mercado global.

Segundo Azevêdo, o principal desafio levantado durante a reunião foi a inserção da indústria brasileira no mundo.

“Toda conversa foi exatamente em imaginar como melhorar a competitividade da indústria e como fazer que esse seja o caminho que vamos traçar daqui para frente”, afirmou o diretor da OMC.

Necessidade de reformulação da OMC

Para o embaixador Rubens Barbosa, a OMC precisa passar por reformulação. A opinião foi dada durante reunião do Conselho de Comércio Exterior em dezembro.

Segundo Barbosa, o problema atual da OMC não é isolado. “O multilateralismo como um todo vive uma crise geral”, afirmou Barbosa.

A sobrevivência da Organização Mundial do Comércio (OMC) é importante, mas a instituição precisa passar por mudanças, opinou o dirigente.

Acordo entre Mercosul e União Europeia

Acordo entre Mercosul e UE só acontece se houver vantagens para o Brasil, afirmou o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC )Daniel Godinho na Fiesp.

O governo brasileiro decidiu avançar nas negociações da proposta de acordo comercial do Mercosul com a União Europeia (UE), mas ainda falta muito para que o acesso ao mercado europeu seja garantido, disse ele.

Visitas de autoridades e missões empresariais

Japão

Ao menos 80 empresários japoneses visitaram a sede da Fiesp no dia 30 de janeiro, para um encontro com Paulo Skaf. Em pauta, o incremento das relações comerciais entre o Japão e o Brasil.

Representantes de empresas japonesas estiveram na sede da Avenida Paulista para discutir temas como competitividade, tarifas de importação, infraestrutura e processos jurídicos.  O encontro culminou na apresentação de uma ampla proposta de acordo de parceria econômica entre os países, liderada pelas entidades industriais de ambas as partes.

Nova Zelândia

Primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, encontrou-se com o presidente da entidade, Paulo Skaf, e com o prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad.

Na ocasião, Skaf concedeu medalha da Ordem do Mérito Industrial ao premiê da Nova Zelândia.

O comércio entre Brasil e Nova Zelândia tem muito espaço para expansão, afirmou o 2º vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, na ocasião.

“O Brasil, que atualmente é uma das maiores economias do mundo, não está nem um pouco satisfeito em ser o 47º principal parceiro comercial da Nova Zelândia. Queremos avançar e temos certeza que esse é também o objetivo dos senhores”, disse Ometto.

Pensilvânia, Estados Unidos

Em abril, o governador Thomas Corbett, do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, visitou a entidade para conversar com o empresariado local. No encontro, Corbett apresentou as oportunidades de investimentos existentes na região e as possibilidades de cooperação entre o estado e empresas brasileiras.

Thomas Corbett apresentou as vantagens competitivas da Pensilvânia na Fiesp. Foto: Julia Moraes/Fiesp

 

Novo decreto antidumping

O Derex presta assistência técnica aos sindicatos no combate às práticas desleais no comércio exterior e na interlocução de seus interesses perante o governo.  Também busca contribuir para a formulação de políticas públicas que defendam a indústria brasileira em face de irregularidades nas importações, bem como o acesso a mercados.

Dentre as principais ações promovidas pela área em 2013, destaca-se a publicação do “Guia antidumping”, visando apresentar ao público empresarial os principais aspectos relativos ao mecanismo antidumping.

O documento foi inserido no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio exterior (MDIC) para consulta e solicitado pela Receita Federal para disponibilizar aos seus servidores. O trabalho foi precedido de uma consulta pública na qual a Fiesp coordenou uma manifestação com entidades do setor privado para alterar a principal regra relativa às medidas antidumping.

Para aprofundar o conhecimento sobre a questão, a Fiesp promoveu o seminário “Novo Decreto Antidumping: mudanças e impactos”, em setembro.

Para Felipe Hees, diretor do Departamento de Defesa Comercial (Decom) do ministério, o decreto é uma etapa na evolução da defesa comercial no Brasil, afirmou durante o seminário “Novo Decreto Antidumping: mudanças e impactos”.

195 mil certificados de origem

A Área de Certificado de Origem, cujo objetivo é fornecer aos exportadores um dos principais documentos nos processos de vendas externas, beneficiando os empresários com a redução ou isenção do imposto de importação nos países com os quais o Brasil possui acordos de comércio, foi outra área que conquistou ótimos resultados em 2013.

Foram cerca de 195.000 processos de certificação, permanecendo a Fiesp como a maior prestadora de serviço deste produto no Brasil.

Brasil e Mercosul estão prontos para fazer oferta comercial à União Europeia, afirma Dilma em encontro na Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A presidente Dilma Rousseff afirmou, na manhã desta sexta-feira (13/12), que um futuro acordo entre o Mercosul e a União Europeia vai contribuir para o potencial “ainda inexplorado”  de intercâmbio comercial entre o Brasil e a Europa. Ela acrescentou que o Mercosul e os parceiros brasileiros estão prontos para fazer uma “oferta comercial”.

“Esperamos que a troca de ofertas se realize em janeiro”, afirmou a presidente ao participar do Encontro Econômico Franco-Brasileiro, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista, na manhã desta sexta-feira (13/12).  O evento também contou com o presidente da federação, Paulo Skaf, e o presidente da França, François Hollande.

Segundo Dilma, há um desequilíbrio no intercâmbio comercial entre a França e o país, “em detrimento do Brasil”. Assim, o comércio com os franceses precisa ser elevado a um nível de qualidade e equilíbrio.  De acordo com a presidente, o volume de trocas comerciais entre Brasil e França soma cerca de US$ 10 bilhões “mas é necessário dizer que poderia ser muito maior porque temos em nossas economias potencial para tanto”.

Dilma na Fiesp: troca de ofertas comerciais prevista para janeiro de 2014. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Dilma na Fiesp: troca de ofertas comerciais prevista para janeiro de 2014. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Dilma acrescentou que “outro passo importante” seria dar continuidade às negociações no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). A presidente mais uma vez comemorou o acordo firmado no início de dezembro em reunião ministerial da OMC, em Bali, na Indonésia, que desbloqueou a Rodada de Doha, cujas negociações estavam paralisadas desde 2008.

O acordo global foi o primeiro na história do órgão. “Realizamos progressos expressivos, sobretudo no que se refere ao acordo sobre facilitação de comércio e a declaração sobre eliminação de subsídios agrícolas”, afirmou Dilma.

Conhecido como Doha Light, o acordo determina o compromisso de reduzir os subsídios às exportações agrícolas, com a ajuda ao desenvolvimento, prevendo isenção crescente das tarifas alfandegárias para os produtos provenientes de países menos desenvolvidos, e a facilitação de intercâmbios, que pretende reduzir a burocracia nas fronteiras.

Investimento

Dilma afirmou que quer estimular “especialmente” empresas francesas a aumentarem seus investimentos no Brasil.

“A presença de empresas francesas é muito importante para o Brasil e muitas delas são parcerias do governo brasileiro em projetos de desenvolvimento”, afirmou. Ela citou o recente contrato 1,25 bilhão de euros assinado com a companhia francesa de energia Areva para a conclusão da construção de um reator de Angra 3, no Rio de Janeiro.

Segundo ela, a França possui um estoque de US$ 35 bilhões investidos no país.

“O Brasil é e continuará sendo uma opção segura e atraente para investidores de quaisquer países. Os fundamentos macroeconômicos brasileiros são sólidos, nosso endividamento líquido permanece baixo, em torno de 35% do Produto Interno Bruto (PIB), nossas reservas internacionais correspondem a US$ 376 bilhões e mantemos nosso compromisso com a estabilidade e o controle de inflação que, aliás, fechará em 2013 dentro da meta pelo decimo ano consecutivo”, afirmou.

Na Fiesp, presidentes do Brasil e da França recebem medalha Ordem do Mérito Industrial

Agência Indusnet Fiesp 

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, entregou a Ordem do Mérito Industrial São Paulo, mais relevante comenda da entidade, à presidente da República Dilma Rousseff e ao presidente da França, François Hollande, durante a abertura do Encontro Econômico Franco-Brasileiro, na manhã desta sexta-feira (13/12), na sede da entidade. O evento contou com a presença de ministros franceses, embaixadores e empresários.

“Eu felicito à Fiesp e ao Paulo Skaf pela organização desse encontro e aproveito para dizer que muito me honrou ganhar esta homenagem, porque é uma grande medalha representando a indústria brasileira”, afirmou Dilma.

 

François Hollande, presidente da França, recebe a Ordem do Mérito Industrial das mãos de Paulo Skaf. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A Ordem do Mérito Industrial foi criada em abril de 2007 e já condecorou autoridades como o presidente e o vice-presidente da República nos mandatos de 2003 a 2010, Luiz Inácio Lula da Silva e José de Alencar, respectivamente; a atual presidente da Argentina, Cristina Kirchner; e Michelle Bachelet, presidente do Chile no mandato de 2006/2010, entre outras personalidades brasileiras e mundiais.

Dilma assina decreto que permite funcionamento da Embrapii

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, anunciou, na manhã desta terça-feira (03/09) que a presidente Dilma Rousseff assinou nesta segunda (02/09) um decreto que estabelece a Associação Brasil de Pesquisa e Inovação Industrial (Emrapii) como uma organização social. A informação foi dita na abertura do 5º Congresso Nacional de Inovação da Indústria, no Centro de Convenções WTC Sheraton, na capital paulista. O evento é organizado pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

“A partir de agora podemos prosseguir como contrato de gestão que está sendo preparado para colocarmos a Embrapii em funcionamento”, afirmou Raupp.

No mês passado, o Conselho de Administração da Embrapii confirmou a eleição do engenheiro João Fernando Gomes de Oliveira como diretor-presidente da entidade.

Raupp em sua apresentação no congresso, ao lado do ministro Fernando Pimentel: mais competitividade. Foto: Divulgação

Raupp (à esquerda), ao lado do ministro Fernando Pimentel: mais competitividade no país. Foto: Divulgação

 

Para a CNI, a criação da Embrapii deve fortalecer um novo ciclo de políticas de investimentos públicos em uma fase pré-competitiva do processo de inovação, uma medida decisiva para o desenvolvimento tecnológico da indústria.

Com a assinatura do decreto pela presidente Dilma, a Embrapii poderá receber recursos públicos e, ao mesmo tempo, ter agilidade administrativa para aplicação do dinheiro, explicou Raupp.“Um aspecto da Embrapii que merece consideração é a questão da burocracia zero”, afirmou o ministro.

O Congresso

Centenas de empresários e autoridades se reuniram nesta terça-feira (03/09), no 5º Congresso Nacional de Inovação da Indústria, para discutir caminhos para criar melhores políticas públicas e parcerias para estimular a inovação no país.

Em seu discurso de abertura no evento, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, afirmou, no entanto, que “a importância desse congresso não é só discutir as condições para tonar a indústria mais inovadora, mas também levar exemplos às empresas do que a inovação é capaz de fazer pela indústria”.

“Essas parcerias entre os grandes empresários e o governo brasileiro tem dado frutos significativos”, concluiu.

Paulo Skaf: Fiesp vai trabalhar para derrubar veto que mantém adicional de 10% do FGTS

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse nesta segunda-feira (05/08) que a entidade vai procurar sensibilizar deputados e senadores, que voltam de recesso nesta terça (06/08), pela derrubada do veto da presidente Dilma Rousseff ao Projeto de Lei Complementar (PEC) nº 200/2012.

O PEC, criado com a finalidade de extinguir com os 10% adicionais de multa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pagos pelas empresas em casos de demissão sem justa causa, foi vetado pela presidente Dilma no dia 25 de julho.

“Vamos trabalhar, a partir de amanhã (06/08), para a derrubada desse veto. Vamos tentar sensibilizar o Congresso sobre a importância de ser derrubado o veto e ser retirado esse adicional de 10% que só onera. A empresa paga, o trabalhador não recebe e fica adicionado, para ser exato, R$ 2,7 bilhões no meio daquele volume de R$ 1,6 trilhão de impostos”, disse Skaf durante a abertura do 14º Encontro Internacional da Energia da Fiesp.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, durante a abertura do 14º Encontro de Energia. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Skaf lembrou que a finalidade original da contribuição extra – criada em 2001 para compensar os prejuízos na conta do FGTS gerados pelo fracasso dos planos Verão e Collor – já foi cumprida. “A finalidade para que foi criado [o adicional] deixou de existir. E os 10% continuam a existir”, destacou o presidente da Fiesp.

No dia 25 de julho, quando a decisão de Dilma foi publicada no Diário Oficial da União, a Fiesp divulgou nota oficial afirmando que o veto “não contribui para o crescimento do país nem para as mudanças que o Brasil necessita neste momento”.

“É importante frisar que esse adicional não tem relação com a multa rescisória de 40% sobre o saldo do FGTS em caso de dispensa sem justa causa, que continua a ser pago normalmente e é um direito conquistado pelo trabalhador brasileiro”, ressalta a nota.

No Diário de S. Paulo, Paulo Skaf defende o fim da multa de 10% do FGTS

Agência Indusnet Fiesp

Nesta segunda-feira (22/07), o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, escreveu, em artigo no jornal Diário de S. Paulo, sobre o Projeto de Lei Complementar nº 200/2012, aprovado na Câmara dos Deputados e agora nas mãos da presidenta Dilma Rousseff, a quem cabe sancionar o projeto, que extingue os 10% de multa do FGTS pagos pelas empresas em casos de demissão sem justa causa.

De acordo com Skaf, a contribuição extra, criada em 2001, veio para compensar os prejuízos na conta do FGTS gerados “pelo fracasso dos planos Verão e Collor” e já “deveria ter acabado há muito tempo”, afinal, já cumpriu o seu objetivo: “as empresas continuam tendo de recolher a taxa diretamente para o caixa do governo. Somente no último ano as empresas desembolsaram mais de 2,7 bilhões de reais”.

Em seu texto, o presidente da Fiesp e do Ciesp argumentou que a extinção dos 10% do FGTS “trará alívio para as empresas de todos os setores da economia e de todos os portes”. E mais: “num país em que o cidadão é penalizado com uma carga tributária elevadíssima, é preciso pôr um ponto-final nas cobranças indevidas, que encarecem ainda mais o custo de produzir no Brasil, desestimulam o emprego e freiam os investimentos”.

Para ler o artigo na íntegra, só conferir abaixo.

Nota oficial: presidente Dilma acerta em vetar pontos na MP dos Portos, afirma presidente da Fiesp e do Ciesp

Nota oficial

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) apoiam a decisão corajosa da presidente Dilma Rousseff em vetar os pontos que desvirtuavam o melhor ambiente competitivo instituído pela MP 595/2012.

“Os vetos são positivos, porque reestabelecem os princípios originais da MP. Isso garante o choque de competição e ampliação dos serviços portuários que o Brasil necessita”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

Segundo Skaf, o veto para a prorrogação de contratos foi fundamental. “O Brasil precisa de leilões por menor tarifa, que foram instituídos pela medida, e para isso precisamos o mais rápido possível de licitação nos terminais de contratos vencidos”, enfatiza.

Para as entidades, esse é o primeiro passo para ampliar a oferta de operadores, promovendo maior concorrência e a consequente redução de tarifas portuárias. “Com investimentos previstos na ordem de 50 bilhões de reais para os próximos cinco anos é possível dobrar a capacidade portuária brasileira. Com isso, também duplica a oportunidade de emprego. É um ganho para os 200 milhões de brasileiros”, ressalta Skaf.

Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) 

Foto: autoridades participam da abertura solene do 31º Encontro Econômico Brasil-Alemanha

Agência Indusnet Fiesp 

A presidente da República, Dilma Roussef, o presidente da Alemanha, Joachim Gauck, e os presidentes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paulo Skaf e Robson Braga de Andrade;  junto a autoridades brasileiras e alemãs, reuniram-se na tarde desta segunda-feira (13/05), para a abertura solene do 31º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA 2013), que aconteceu no WTC, em São Paulo.

Na ocasião, a orquestra Bachiana do Sesi-SP interpretou os hinos da Alemanha e do Brasil,  regida pelo maestro João Carlos Martins.

Autoridades na solenidade oficial de abertura do Encontro Econômico Brasil-Alemanha. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Na foto, da esquerda para a direita:

1 – [encoberto] Robson de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
2 – Fernando Haddad, prefeito de São Paulo
3 – Helena Chagas, ministra-chefe da Comunicação Social da República Federativa do Brasil
4 – Harald Braun, secretário-executivo do Ministério Federal dos Negócios Estrangeiros da da República Federal da Alemanha
5 – Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior da República Federativa do Brasil
6 – David Gill, secretário-executivo e chefe do gabinete presidencial da República Federal da Alemanha;
7 – Geraldo Alckmin, governador do Estado de São Paulo
8 – Joachim Gauck, presidente da República Federal da Alemanha
9 – Dilma Rousseff, presidente da República Federativa do Brasil
10 – Antonio Patriota, ministro das Relações Exteriores da República Federativa do Brasil
11 – Anne Ruth Herkes, secretária de Estado do Ministério da Economia e Tecnologia da República Federal da Alemanha
12 – Aloizio Mercadante, ministro da Educação da República Federativa do Brasil
13 – Hans-Jürgen Beerfeltz, secretário-executivo do Ministério Federal de Cooperação Econômica da República Federal da Alemanha
14 – Guilherme Afif Domingos, ministro da secretaria da Micro e Pequena Empresa da República Federativa do Brasil
15 – Ulrich Grillo, presidente da Confederação das Indústrias Alemãs (BDI)
16 – Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)

Programa Ciências sem Fronteiras prevê ao menos 10 mil vagas para brasileiros na Alemanha, diz Dilma Rousseff

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Os presidentes Joachim Gauck (Alemanha) e Dilma Roussef (Brasil), na abertura do EEBA 2013, em São Paulo. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O programa “Ciências sem Fronteiras”, lançado pelo Ministério da Educação em 2011, deve oferecer 10 mil vagas para brasileiros em universidades alemãs até 2014, informou nesta segunda-feira (13/05) a presidente da República, Dilma Rousseff.

“Para nós, a Alemanha é fonte de inspiração. A troca de experiência tem profundo significado em nossas economias”, afirmou a presidente ao participar do 31º Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2013.

Em quatro anos de programa, o “Ciências sem Fronteiras” deve oferecer 100 mil bolsas para intercâmbio, aluno de graduação e pós-graduação. Com esse incentivo, o governo federal espera atrair pesquisadores do exterior para estabelecer parcerias com pesquisadores brasileiros.

“Nossa presença testemunha a importância do relacionamento entre Brasil e Alemanha. A história evidencia o sucesso diplomático entre as duas nações”, afirmou a governante.

O encontro

Ao menos dois mil empresários participaram do primeiro dia de palestras do 31º Encontro Brasil-Alemanha, que prossegue nesta terça-feira (14/05) e que, pela primeira vez, recebeu a visita dos dois chefes de Estado dos respectivos países.

O encontro é promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias da Alemanha (BDI).

Dilma pede ao presidente alemão mais parcerias e reciprocidade entre Brasil e Alemanha

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Ao encontrar-se reservadamente com o presidente da Alemanha, Joachim Gauck, durante o 31º Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2013, a presidente da República, Dilma Rousseff, reiterou o interesse em aprofundar parcerias estratégicas com a nação germânica e aumentar a reciprocidade de comércio entre os dois países.

A presidente Dilma Rousseff encontra-se com o presidente da Alemanha, Joachim Gauck. Foto: Everton Amaro/Fiesp

No ano de 2012, a Alemanha foi o quarto maior parceiro comercial do Brasil e o principal na União Europeia. “O Brasil tornou-se recentemente o quinto maior investidor externo na Europa, com crescente presença na Alemanha. Cerca de 1.600 empresários alemães estão no Brasil; em torno de 50 empresários brasileiros estão hoje na Alemanha”, afirmou a presidente Dilma Rousseff. “Isso é algo a comemorar principalmente no que se refere à novidade da participação de empresários brasileiros na Alemanha.”

Outro assunto tratado no encontro, segundo Dilma, foi o aumento do fluxo de comércio e investimento entre o Brasil e a Alemanha. Entre outras sugestões, a presidente chamou atenção para o estímulo à exportação de produtos brasileiros manufaturados.

“É importante também intensificar nosso intercâmbio comercial ampliando a participação de bens de maior valor agregado na pauta de exportações brasileiras, além de estimular parceria entre as pequenas e médias empresas dos dois lados, fomentando investimentos e parcerias societárias, as quais são um dos vetores da cooperação bilateral”, defendeu Dilma Rousseff.

Para o presidente da Alemanha, Joachim Gauck, a abertura do evento “é um belo dia para as relações bilaterais”. O chefe de Estado alemão disse que na reunião com Dilma foram discutidas as políticas de governo do Brasil. “Não conversamos apenas sobre assuntos econômicos, mas também sobre as prioridades do trabalho do governo da presidente. O que nos impressiona é a pequena taxa de desemprego”, afirmou Gauck.

Direitos humanos

A presidente Dilma Rousseff aproveitou o encontro para pedir ao governo alemão acesso a eventuais arquivos da Alemanha sobre direitos humanos que possam contribuir para as apurações da Comissão da Verdade instalada pelo governo brasileiro.  “Manifesto a minha admiração ao presidente Gauck por sua defesa aos direitos humanos. Pedi a ele acesso a arquivos que eventualmente beneficiem os trabalhos da Comissão da Verdade”, disse.

Ativista dos direitos humanos, o presidente alemão Joachim Gauck elogiou a criação da Comissão da Verdade e afirmou que enfrentar o passado é garantia fundamental para o desenvolvimento social.  “Trata-se de enfrentar o passado. E eu sou perito na matéria. Manifesto meu respeito pelo fato de a presidente Dilma Rousseff ter instituído a Comissão da Verdade. É importante apurar a verdade para devolver dignidade às vitimas”, afirmou.

Após ajudar a conduzir a revolução pacífica que derrubou a Alemanha Oriental comunista, Gauck lutou para assegurar que o povo tivesse acesso ao vasto arquivo de fichas pessoais, mantido pela a polícia secreta, após a reunificação, em 1990.

Sobre o EEBA

O 31ºEncontro Empresarial Brasil-Alemanha é realizado em parceria pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e Federação das Indústrias Alemãs (BDI).

Logística: criação da EPL é revolucionária, afirma diretor de Infraestrutura da Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Carlos Cavalcanti: 'Floresceu o marco regulatório para logística e transportes no Brasil'. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A principal mudança no setor de infraestrutura do Brasil é a criação da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) – estatal do governo federal nascida em agosto de 2012.

A análise é de Carlos Cavalcanti, diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Segundo ele, era uma reivindicação antiga da Fiesp a implementação de um organismo para estruturar o processo de planejamento de logística no país, integrando rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias.

“Agora você tem uma autoridade de planejamento que planeja rodovia, ferrovia, hidrovia. Está começando [os trabalhos]. Quem sabe no final do ano que vem a EPL solte o primeiro plano logístico. Porque é muito difícil –[antes] precisa mapear”, explica Cavalcanti. “Mas isso é a coisa mais revolucionária”, afirma.

O diretor da Fiesp pondera que vai levar tempo para que o sistema de transportes do país vivencie os efeitos positivos da criação da EPL e do Programa de Investimentos em Logística, pacote do governo que, na primeira fase, prevê a aplicação de R$ 133 bilhões na reforma e construção de rodovias federais e ferrovias.

“Quem sabe qual é o volume de carga que as companhias estão transportando nas rodovias e nas ferrovias? Quando é que ferrovia e rodovia vão ficar prontas em seis meses? Essas coisas em infraestrutura não são assim [tão rápidas]”, disse Cavalcanti. “O que importa é que mudou. Floresceu o marco regulatório para logística e transportes no Brasil.”

Cavalcanti também mostra otimismo com as mudanças no sistema ferroviário. “A eficiência de quando o projeto começar é muito maior porque é do setor privado. Daqui para frente as coisas tendem a ser melhores.”

Encontro de Logística

A Fiesp realiza nos dias 6 e 7 de maio a oitava edição do Encontro de Logística e Transportes. Entre temas como a integração logística da América do Sul, empresários, especialistas e representantes de governo devem discutir os desafios do país para o setor e como colocar em prática o Plano de Investimentos em Logística, anunciado pela presidente Dilma Rousseff em agosto de 2012.

Visite a página do evento para saber mais informações: 8º Encontro de Logística e Transportes da Fiesp

Dilma Rousseff e presidente alemão Joachim Gauck participam do maior evento de negócios entre Brasil e Alemanha

Agência Indusnet Fiesp

Os presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e da Alemanha, Joachim Gauck, estarão com empresários dos dois países no mais importante evento da agenda bilateral Brasil e Alemanha. Promovido em parceria entre a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), sua congênere BDI e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O Encontro Empresarial Brasil – Alemanha (EEBA), ocorre nos dias 13 e 14 de maio, na capital paulista. São esperados dois mil empresários, aproximadamente, no evento.

O EEBA reúne desde a sua primeira edição, em 1974, autoridades governamentais e lideranças empresariais de ambos os países, para discutir a ampliação de investimentos, novas formas de cooperação e o fortalecimento do fluxo de comércio entre as duas nações.

Dados de 2012 apontam que exportações brasileiras para a nação germânica somaram US$ 7,27 bilhões (valor ainda considerável ante a diminuição de 19,5% em relação ao ano anterior), enquanto as exportações alemãs foram de US$ 14,2 bilhões.

Em sua 31ª edição, o evento deste ano foi moldado sob o lema “Cooperação Brasil-Alemanha para a Competitividade”, e a programação conta com painéis sobre parcerias entre setor público e privado – em ambos os países – e workshops para debater desafios relacionados às megacidades, entre eles: como agregar valor à matéria-prima, a gestão de megaprojetos e desafios do setor de energia.

Além destes, serão discutidos temas relacionados à inovação e pesquisa, à interação entre pequenas e médias empresas brasileiras e alemãs e à cooperação na área de saúde. O EEBA também engloba a realização da “40ª edição da Comissão Mista de Cooperação Econômica Brasil-Alemanha”, de cunho governamental.

Inscrições

O Encontro Empresarial Brasil – Alemanha é dirigido a empresários que possuam negócios ou tenham interesse em conhecer empresas alemãs com know how e expertise em tecnologia e inovação. Ou ainda gestores e diretores de pequenas e médias empresas que buscam inserção no mercado internacional.

A inscrição no evento é gratuita e pode ser realizada através do site www.eeba2013.com.br. Mais informações pelo telefone (11) 3549-4499.

Dilma Rousseff e Joachim Gauck confirmam presença no Encontro Empresarial Brasil-Alemanha 2013

Agência Indusnet Fiesp

Dilma Rousseff (Brasil) e Joachim Gauck (Alemanha) estão confirmados

A presidente da República Dilma Rousseff e o chefe de estado alemão, o presidente Joachim Gauck, têm presença confirmada no 31° Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA 2013).

O evento, que será realizado no Centro de Convenções World Trade Center, em São Paulo (SP), nos dias 13 e 14 de maio, é promovido em parceria entre a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), sua congênere BDI e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A inscrição é gratuita, e os empresários que a efetivarem poderão fazer parte de rodadas de negócios, nas quais serão discutidas parcerias em grandes projetos de infraestrutura, energia, inovação e saúde. A credencial também dá acesso a painéis que tratarão sobre parcerias estratégicas bilaterais, fundamentais para a competitividade dos dois países.

Os interessados em participar do evento devem preencher a ficha de interesse no site oficial do 31° Encontro Econômico Brasil-Alemanha.

Para saber mais sobre o evento e conhecer a programação completa, acesse o site do EEBA no Portal da Indústria.

Benjamin Steinbruch: desonerações feitas pelo governo devem ser saudadas por uma questão de coerência

Agência Indusnet Fiesp

No jornal Folha de S.Paulo desta terça-feira (09/04), o 1º vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, publicou artigo criticando os “patrulheiros” que apenas contestam as medidas promovidas pela presidenta Dilma Rousseff sob alegação de que são “um alívio temporário”.

Para Steinbruch, não só as desonerações, mas também a redução do preço da energia, têm um efeito muito importante na redução do Custo Brasil e no aumento da competitividade do produto brasileiro.

Ele comenta que outras desonerações que estão por vir devem beneficiar mais setores: “A desoneração das folhas de pagamento, por exemplo, era uma antiquíssima reivindicação não só dos empresários mas de toda a sociedade. Na legislação anterior, inflexível, quanto mais pessoas as empresas empregassem, mais taxadas elas eram. Essa injustiça está sendo corrigida e já há mais de 40 setores desonerados. Outros 14 passarão a receber o benefício a partir de 2014”.

Para ver o artigo na íntegra, clique aqui.

 

Fiesp apoia essência da MP que visa modernizar os portos, diz Skaf em encontro com Dilma

Agência Indusnet Fiesp

Cumprindo agenda em Brasília (DF), o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, foi recebido em audiência nesta quarta-feira (27/02) pela presidente da República, Dilma Rousseff.

[640x440] Paulo Skaf em Brasília. Foto: Junior Ruiz

Paulo Skaf (na imagem, durante coletiva de imprensa) convidou Dilma Rousseff para um almoço na Fiesp no mês de março. A data ainda será definida de acordo com a agenda da presidente da República. Foto: Junior Ruiz

No encontro, Skaf disse que a Fiesp está ao lado do governo para apoiar a modernização dos portos. “A posição da Fiesp é de pensar na modernidade do Brasil”, explicou o presidente em coletiva à imprensa logo após a audiência, assinalando que a entidade apoia a essência da Medida Provisória 595/12.

O texto da MP cria um novo marco regulatório para o setor portuário e estabelece critérios para as concessões de terminais à iniciativa privada.

>> Leia também: Em discurso, Dilma reconhece pioneirismo da Fiesp na luta pela redução das tarifas de energia

Skaf convidou Dilma para um almoço na Fiesp no mês de março, em data a ser definida de acordo com a agenda da presidente da República. Aproveitou para apresentar a ferramenta on-line que permite o cálculo do desconto na conta de luz, instrumento desenvolvido pela Fiesp para que a população possa fiscalizar seus direitos. Disse ainda que, além da questão e energia, o Brasil precisa combater a burocracia e comentou o desempenho da economia em 2012 não foi bom, mas que sua expectativa para 2013 é de um crescimento da atividade econômica e industrial entre 2,5% e 3%.

Ao falar com a imprensa, o presidente da Fiesp informou que Dilma mostrou disposição de prosseguir reduzindo custos e impostos, visando aumentar a competitividade do país.

Na opinião de Skaf, o governo deveria incluir nas desonerações da folha de pagamentos os setores de manufaturas, têxtil e de alimentos e bebidas – esta última, ressaltou, por beneficiar diretamente o consumidor.

Ministros

Depois de participar da 40ª Reunião Ordinária do Pleno do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), Paulo Skaf teve encontros com os ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Celso Amorim (Defesa).