Artigo: Como as empresas podem ajudar a atingir as metas globais para desenvolvimento sustentável focalizado na saúde, qualidade de vida e bem-estar

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Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão das entidades da indústria (Fiesp/Ciesp/Sesi/Senai). As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor

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*Por Rosimeire Simprini Padula

O Programa da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançou em 2014 relatório de síntese dos avanços obtidos com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), a partir do qual propôs em 2015 uma agenda mundial com 17 objetivos, para o Desenvolvimento Sustentável (ODS).  A agenda global para o Desenvolvimento Sustentável (DS) inclui 169 metas a serem alcançadas até 2030, e que estimulam ações integradas entre os setores público e privado, exigindo parcerias, e alinhamento das esferas de governo, sociedade civil e empresas.

O plano de ação global para o desenvolvimento sustentável das pessoas e do planeta tem como propósito na ODS 3 “Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todas e todos, em todas as idades”. Neste sentido, inclui como metas redução das taxas de mortalidade nas diferentes etapas do ciclo da vida (infância, adolescência, idade adulta, velhice), acabar com as epidemias (AIDS, hepatite, tuberculose), reduzir a carga de doenças (transmissíveis e não transmissíveis), garantir o acesso aos serviços de saúde, a prevenção e o tratamento adequado às doenças. Aumentar o financiamento, intersetoriais.   Por fim, promover a saúde física, mental, a qualidade de vida, e o bem-estar à população.

Embora as metas da ONU sejam corajosas e desafiadoras, é possível observar avanços conquistados pelo Brasil nos últimos anos.

Houve uma importante redução da mortalidade infantil, avançou na saúde Materna, e no combate a AIDS e outras doenças (IBGE).  Muito embora, ganhos significativos têm sido conseguidos, a maior parte das metas atreladas aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) não foram atingidas, ou foram de maneira incipiente. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, que é um dos mais importantes marcadores de desenvolvimento humano está estagnado desde a 2014 em 0,754 pontos (que inclui – Renda, Educação, e Expectativa de vida). Por isso, o Brasil e, por conseguinte as empresas Brasileiras precisarão se unir para melhorar esses indicadores globais, que já demostram influenciar no ambiente de negócios.

As metas arrojadas do plano de ação para o Desenvolvimento Sustentável para atingir os objetivos de saúde e bem-estar (ODS 3) reforçam a necessidade de uma gestão estratégica das empresas com responsabilidade social.  Ainda que necessária, a legislação é um meio, mas não o gerador de mudanças de comportamento de pessoas e organizações.  Por isso, a consciência das empresas sobre a relevância de seu papel como gerador de mudanças e promotor de saúde, devem ser amplamente estimuladas pelos gestores.  Neste contexto, as empresas, têm um importante papel na promoção da saúde, e na mudança do comportamento das pessoas, e iniciativas voltadas a ambientes de trabalho saudáveis.

A promoção da saúde, é muito mais do que o foco na ausência de doenças. Visa os cuidados integrais a saúde, a formação e capacitação de equipes e da comunidade, de forma a que sejam capazes de transformar sua realidade (Carta de Ottawa,1986).   Não a única, mas uma das principais ações para promover saúde é a educação em saúde, que visa modificar comportamentos de saúde de pessoas e organizações, visando a qualidade de vida, e gerando bem-estar. As mudanças de paradigmas do processo saúde – doença, que já vem sendo amplamente debatido na formação profissionais de saúde, e efetivado pelo Sistema de Saúde (SUS), tanto no âmbito da saúde pública como suplementar. O amplo entendimento pelas pelos gestores empresariais desta da visão ampliada de saúde, contribui para definição da visão estratégica da gestão.

A dificuldade das empresas em atingir estas metas as quais se propõe está evidenciada em pesquisa realizada pela A Associação Paulista de Recursos Humanos e Gestão de Pessoas (AAPSA). Uma pesquisa com 100 empresas sobre saúde corporativa, questionou sobre a importância de promover saúde, e a respeito dos programas existentes. Os resultados permitiram identificar um crescente aumento de gastos com os programas, entretanto, muitos deles voltados para a oferta de planos de saúde, gestão odontológicos, e outros benefícios, muito embora sejam importantes, não promovem de fato saúde, mas auxiliam na gestão de doenças. Além disso, possuem foco individual, não coletivo, participativos e contextualizados.

O que as empresas podem fazer para ajudar a atingir as metas de desenvolvimento sustentável focalizado na saúde, qualidade de vida e bem-estar – Criar negócios sustentáveis, inclusivos, que promovam o desenvolvimento das pessoas, e crie oportunidades.  Estimular a verdade, a ética, e o comprometimento com a saúde, trará além de uma grande satisfação para todos, grande prosperidade aos negócios.

*Rosimeire Simprini Padula – É docente do Programa de Mestrado e Doutorado em Fisioterapia (UNICID) orienta pesquisas nas áreas de Saúde Coletiva, Saúde do Trabalhador, Qualidade de Vida, e Ergonomia. É autora de diversos artigos científicos na área; Atualmente é membro da Diretoria do Comitê de Responsabilidade Social da FIESP (CORES); Membro do Corpo editorial do Brazilian Journal of Physical Therapy. Tem pós-doutorado pela Northeastern University (Boston-EUA), Mestrado e Doutorado em Fisioterapia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).


Copom reduz a taxa Selic para 8% ao ano

Agência Indusnet Fiesp

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou na noite desta quarta-feira (11/07), em Brasilia, a redução da taxa Selic para 8% a.a., sem viés.

Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa do BC, votaram pela redução da taxa Selic para 8,00%, de modo unânime, os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini, Presidente, Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques.

Na nota, publicada no site do BC, o Copom afirma que dá seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias.

“O Copom considera que, neste momento, permanecem limitados os riscos para a trajetória da inflação. O Comitê nota ainda que, até agora, dada a fragilidade da economia global, a contribuição do setor externo tem sido desinflacionária”, diz a nota.

Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016 apresenta oportunidades de negócios na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp 

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, recebe, na próxima terça-feira (26/06) às 10h, o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman.

Na pauta, a apresentação do Projeto Rio 2016 e as oportunidades de negócios e patrocínio dos jogos para as indústrias paulistas.Para a reunião foram convidados cerca de 40 empresários dos setores de limpeza, alimentos, vestuário, construção, entre outros.

O objetivo do evento é explicar como as empresas devem fazer para se associarem como patrocinadores ou fornecedores de produtos e serviços para os jogos. Dessa forma, o Comitê espera adquirir R$ 3 bilhões, nos próximos quatro anos.

CEO da Localiza encontra jovens empreendedores da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

CEO e fundador da Localiza – empresa de aluguel de carros –, Salim Mattar é o convidado da quinta Reunião Ordinária de 2012 do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE), da Fiesp.

Na entidade, Mattar falará a um grupo de estudantes e jovens empreendedores na próxima terça-feira (27/06), a partir das 18h45. O encontro acontecerá na sede da Fiesp, na av. Paulista, 1313, 15º andar.

Em 2012, Mattar foi indicado como um dos 50 CEOs de melhor desempenho da América Latina, pela revista Harvard Business Review, além de ser eleito por dois anos consecutivos Best CEO, pela Revista Institucional Investors.

Formado em Administração de Empresas pela Fumec-MG, Salim Mattar, aos 23 anos, empreendeu e, juntamente com seus sócios Antonio Claudio Resende, Eugenio Mattar e Flavio Resende, criou a Localiza Rent Car – na época, um negócio de aluguel de carros em Belo Horizonte com apenas seis fuscas usados e comprados via crédito.

Hoje, depois de 38 anos, a Localiza possui mais de 500 agências em oito países e uma frota de mais de 100 mil carros, com receita de R$ 2,9 bilhões em 2011.


Serviço
Data: 26 de junho de 2012, terça-feira, às 18h45
Local: Espaço Nobre, sede da Fiesp, 15º andar. Av. Paulista, 1313, capital