Entrevista: Sylvio Gomide fala sobre a inovação na indústria

Por Karen Pegorari Silveira

Na minha visão, a sobrevivência das empresas caminha juntamente com a inovação e a inovação é fundamental para as empresas, principalmente nos dias atuais, porque é nela que se encontram as respostas para os problemas e os desafios existentes.

E a inovação não precisa ser somente no produto ou no serviço em si, ela pode estar também na forma pela qual a empresa se relaciona com seus colaboradores, com seus fornecedores e, especialmente, com seus clientes.

Essas são apenas duas das reflexões do nosso entrevistado do mês, o diretor titular do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp – o CJE, Sylvio Gomide.

Leia na íntegra a entrevista:

O que você entende por inovação e por que acredita ser importante para as empresas nos dias de hoje?

Sylvio Gomide – Na minha visão, a sobrevivência das empresas caminha juntamente com a inovação. A inovação é fundamental para as empresas, principalmente nos dias atuais, porque é nela que se encontram as respostas para os problemas e os desafios existentes, inclusive no que se refere aos novos modelos de negócio, ao produto que será fabricado e ao serviço que será oferecido. A inovação pode estar no produto ou no serviço em si, mas também na forma pela qual a empresa se relaciona com seus colaboradores, com seus fornecedores e, especialmente, com seus clientes.

Existem organizações que são conservadoras e sentem medo de mudanças. Qual sua recomendação para alterar esse quadro ou qual o primeiro passo?

Sylvio Gomide – Toda e qualquer forma de inovação está, automaticamente, relacionada com investimento em pesquisa e desenvolvimento de novidade/ metodologia. A forma pela qual as empresas podem começar a inovar é por meio de parcerias com entidades de classe, como a Fiesp e o Sebrae, e, principalmente, com universidades e faculdades. Importante mencionar que a parceria empresa – universidade/faculdade deverá ser específica, determinada, isto é, de acordo com o core business do empreendedor e da respectiva área acadêmica. Por exemplo, uma empresa do setor de agronegócio – que produz fertilizantes – deverá buscar parceria com universidades/ faculdades que tenham, na grade curricular, o ensino e a pesquisa no agronegócio, mais especificamente no produto que é o fertilizante.

Dando o primeiro passo para inovar através de parcerias, as empresas acabam por adotar um meio que requer menos investimentos (em comparação com a criação e a manutenção de um Centro/ Departamento de P&D) e que, com o passar do tempo, melhor convence os seus gestores e seus funcionários a respeito da importância da inovação para fins não somente de competitividade, mas também de sobrevivência no mercado.

Você acredita que os jovens empreendedores já estão buscando soluções inovadoras para seus negócios? Como um jovem empreendedor pode saber se sua start up é inovadora?

Sylvio Gomide – Sim. Faz parte da nova geração empreendedora optar por produtos e serviços inovadores. Isso é um fenômeno cultural. O principal indicador de que esse movimento está ocorrendo é justamente a revolução tecnológica pela qual estamos passando, e que traz consigo a inovação. É o que se depreende do crescente número de aplicativos desenvolvidos e de produtos e serviços voltados para a tecnologia. Um exemplo disso é o aplicativo “Waze”, criado para gerar economia de tempo e de dinheiro aos seus usuários e que acaba também revertendo outros investimentos para a própria empresa.

O empreendedor pode saber se a sua startup é inovadora por meio da pesquisa de mercado. Utilizando a Internet, o empreendedor poderá pesquisar e validar se a solução inovadora que oferece (produto ou serviço) já existe em outros países, os custos envolvidos, se tem sido aceito ou não pelo mercado etc.

Quais são os principais desafios para a inovação no Brasil? Pode citar exemplos de indústrias brasileiras ou empreendedores brasileiros que são casos de sucesso em inovação?

Sylvio Gomide – Os principais desafios para a inovação no Brasil são a burocracia, a falta de incentivos e, não menos relevante, o levantamento de dados governamentais atualizados a respeito da inovação em si – quem são as empresas inovadoras, os setores industriais que mais demandam inovação, os percentuais de investimento, os programas e os incentivos existentes que promovem a inovação etc. Esses são diferenciais muito relevantes, principalmente quando comparamos a inovação nos EUA e na Europa.

Dentre os casos de sucesso em inovação, cito a empresa Natura, que inovou não apenas no seu produto, mas também no modelo de negócio que adota, transformando as suas consultoras em microempreendedoras, com a venda “porta a porta”; a empresa DryWash, que através do seu braço industrial (indústria química), oferece ao mercado um material que permite a lavagem a seco de veículos de forma eficiente e sustentável, reduzindo o consumo de água e respeitando o meio-ambiente; a empresa Osklen, que cria vestuário para moda feminina e masculina, utilizando matérias-primas recicláveis; e a indústria da cana–de-açúcar que desenvolveu o etanol para atender a indústria automobilística, substituindo os derivados do petróleo, reduzindo a emissão de gases poluentes e mitigando o efeito estufa.

Quais são os impactos possíveis e desejados sobre a estrutura industrial brasileira de conceitos e práticas como os da economia verde e da economia criativa?

Sylvio Gomide – A revolução da indústria brasileira e mundial passa pelos conceitos e pelas práticas da economia verde e da economia criativa. Os impactos são infinitos, como, por exemplo, aqueles gerados com o desenvolvimento do etanol pela indústria da cana-de-açúcar, atendendo a indústria automobilística, e a sua adoção pelos consumidores, como alternativa aos combustíveis derivados do petróleo. Outro exemplo dos impactos gerados pela adoção de referidos conceitos e práticas pelas empresas é o caso de sucesso da empresa Eco-X, que é uma das mais completas usinas de processamento e reciclagem de resíduos do Brasil. Viabilizando o descarte adequado dos resíduos gerados pela construção civil, a Eco-X acaba por contribuir efetivamente com a preservação do meio-ambiente, gerando produtos reciclados de alta qualidade (como areia, brita e pedrisco) a preços substancialmente inferiores, mas com a mesma qualidade final.

Nossa função é reinventar o futuro digital, diz CIO da Renault em evento na Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Angelo Figaro Egido, CIO da Renault na América Latina: internet estará cada vez mais presente nos carros do futuro. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Empreendedores e profissionais ligados à inovação e tecnologia se reuniram na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na noite desta terça-feira (09/09). Em discussão, formas de pensar a inovação e a aplicação de novas tecnologias em empresas

O evento, realizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE), é preparatório para a 3ª edição do Hackathon, que ocorre neste mês.

“A terceira edição do Hackathon terá foco diferente da segunda edição”, explicou Cristiano Miano, diretor titular adjunto do CJE. “Queremos trazer pessoas inovadoras, um público multidisciplinar.”

Para Angelo Figaro Egido, CIO da Renault na América Latina, um dos convidados do encontro, o principal desafio dos empreendedores é reinventar o futuro digital. Egido apresentou exemplos do setor automobilístico para mostrar que há espaço para ideias e tecnologias novas. “Não há soluções empacotadas, elas estão aí para serem criadas. A arquitetura padrão será a mobile e a cloud”, opinou.

Em sua visão, as mudanças que ocorrem no mercado de automóveis, como a utilização cada vez maior de carros elétricos, com tecnologia embarcada, é uma “excelente” oportunidade para pessoas e empresas que saibam “sair da caixa”. “O carro servirá de hot spot, terá capacidade de interação com semáforos, sensores de movimentos. A internet estará cada vez mais presente nos carros do futuro e os custos de componentes e sensores não param de cair”, disse.

Tudo está mudando

Fabio Croitor: futuro está reservado para quem “não briga por capacidade produtiva, mas por inovação e capacitação contínua. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Em seguida, o diretor do Media Solution Center para a América Latina da Samsung Electronics, Fábio Croitor, explicou como a multinacional se prepara para se tornar cada vez mais uma empresa inovadora. Segundo ele, a Samsung começa a migrar para uma área de produção de conteúdo e inovação.

“Tudo está mudando. A forma como interagimos com o mundo. O esporte está mais próximo do espectador, mudamos a maneira como pagamos a conta, e como consumimos conteúdos digitais.”

Para ele o futuro está reservado para quem “não briga por capacidade produtiva, mas por inovação e capacitação contínua”.

Para se ajustar a esse mundo de rápidas transformações, a Samsung criou no Brasil o Ocean, um centro de treinamento a capacitação orientado a universitários e desenvolvedores. “[O centro] oferece conteúdo complementar ao currículo acadêmico e introduz temas relacionados a negócios e empreendedorismo. O objetivo é tornar a Samsung reconhecida como atuante na comunidade de desenvolvedores, além de aumentar o conhecimento da marca”, explicou.

Em sua visão, as empresas não devem apenas inovar, devem se aproximar das pessoas. “Inovação não é laboratório, é trabalhar de mãos dadas com todos aqueles ligados à tecnologia”, opinou.

Conectividade não basta

Jacques Chicourel, gerente de Inovação e Head de Internet of Things da Telefônica Vivo: vender tecnologia e conectividade vai virar commodity. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Para Jacques Chicourel, gerente de Inovação e Head de Internet of Things da Telefônica Vivo, não basta vender tecnologia e conectividade. “Virará commodity”, obsevou.

A real preocupação das empresas que pensam a inovação a sério deverá ser criar capacidade de coletar dados, utilizando sensores baratos, menores e com baixo consumo de energia. Durante sua fala, Chicourel destacou as atividades que a empresa cria para fomentar a inovação. “Buscamos facilitar a adoção de tecnologia da Internet of Things (IoT) por empresas e usuários finais de maneira simples e fácil”, disse.

Para ele um dos principais desafios para o mercado da IoT é a reconfiguração do setor. “Mercado está se reconfigurando. Ideias de valores estão em serviços e Big Data”, indicou.

Luis Leão, engenheiro de Inovação: futuro é sobre a cada vez maior conectividade entre carros, geladeiras e relógios. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Em seguida, demonstrou como os objetos estarão cada vez mais conectados, resultando em uma interação diferente de tudo que já vimos.

“Hardwares são criados para tentarmos usar nossos recursos de maneiras mais inteligentes.  O futuro é sobre a cada vez maior conectividade entre carros, geladeiras, relógios…”, concluiu.

>> Veja como foi o primeiro “Esquenta dos Gurus” para o Hackathon

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‘Trabalhe e trabalhe para que aconteça’, diz 2º colocado no Acelera Startup da Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Não foram apenas os palestrantes do Acelera Startup as principais atrações dos dois dias de evento de empreendedorismo, em maio deste ano. Júnior Valverde, idealizador d do Carrega+, ficou rapidamente conhecido entre os competidores do concurso realizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Sempre que faltava uma tomada e o celular de algum participante começava a indicar falta de bateria, Júnior era rapidamente procurado.

Ele e sua criação fizeram sucesso não apenas entre os empreendedores que participaram do Acelera, como também foram bem acolhidos pela banca que escolheu os vencedores do concurso. Tanto que o jovem empreendedor ficou com a segunda colocação na disputa.

Júnior: oportunidade de negócios divulgada ainda durante a competição. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Júnior: oportunidade de negócios divulgada ainda durante a competição. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

O Carrega+, uma empresa criada para produzir carregadores portáteis de celulares e tablets, leva em consideração a necessidade de quem precisa ter à sua disposição um dispositivo móvel durante o dia todo.

Confira abaixo a entrevista com o empreendedor:

Fiesp – O que representou para você, como empreendedor e criador do Carrega+, ter o seu projeto entre os três melhores do Acelera Startup?

Júnior – Isso nos trouxe ainda mais certeza de que a nossa ideia é realmente inovadora. Nos mostrou que valeu a pena. Fora o reconhecimento pessoal, o Acelera trouxe para a Carrega+ muita credibilidade no mercado. Além de abrir portas importantes para quem está começando.

O que você pensa sobre o atual estágio da cultura empreendedora brasileira? Estamos muito atrás dos países mais desenvolvidos do mundo neste quesito?

Acredito que o novo conceito de empresa, o “Startup”, vem alavancando uma geração de empreendedores. Esse espírito de inovar e ter seu próprio negócio vem aumentando a cada dia e as novas tecnologias nos possibilitam pensar “fora da caixa”, transformando uma ideia em negócios.

Como o Acelera Startup ajuda pessoas inovadoras a tornarem suas ideias reais para o mercado?

O Acelera tem um ótimo conceito de projeto. A maior banca de investidores da América Latina, com um suporte aos premiados digno da Fiesp.  O CJE aproxima e indica parceiros e novos clientes para que o seu projeto possa ganhar corpo, e no momento exato, transformar aquele “namoro” com um investidor em casamento.

Você esperava que seu projeto conquistasse a colocação que conseguiu? Por que?

Estava confiante, pois durante o concurso acabei conhecendo inúmeras pessoas que estavam com falta de bateria nos celulares. A necessidade das pessoas nos proporcionou uma visibilidade e um marketing direto. As pessoas falavam, “Olha, aquele é Junior, ele salvou minha vida! Se precisar carregar seu celular ele tem as soluções.”

Que dica você daria para um empreendedor que gostaria de seguir seus passos?

Sonhe, acredite. Trabalhe, trabalhe e trabalhe para que aconteça. Nada nem ninguém tornará seu sonho realidade a não ser você mesmo.

Quais são as maiores dificuldades do empreendedor brasileiro?

Acredito que a falta de apoio e de dinheiro. Existe uma forte burocracia para os jovens se capitalizarem e poderem trabalhar pelo seu próprio negócio. Sua empresa lhe exigirá tempo integral, muitas vezes demora para vir um retorno. Não é todo mundo que aceita correr grandes riscos, trocar o certo pelo incerto.

 

‘Desenhe um caminho executável e siga nele até o fim’, diz vencedor do Acelera Startup

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Ele não acreditava que poderia vencer a edição de 2014 do Acelera Startup, concurso promovido em maio pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).  Mas o empreendedor Murilo Canova Zeschau, diretor geral da empresa incubada Brastax Tecnologias de Saneamento com Microalgas, superou não apenas sua própria expectativa como outros 150 projetos inscritos para conquistar o primeiro lugar na competição.

O projeto idealizado pelo jovem empreendedor e por outros três oceanógrafos de Santa Catarina desenvolve tecnologias sustentáveis de saneamento para tratamento de efluentes gerados durante o abate de aves. O processo proposto inova nos métodos de saneamento, garantindo a purificação do efluente, além de gerar economia de água.

Com a ideia, os quatro estudantes esperam neutralizar os volumes gerados dos efluentes líquidos originados no processo industrial do abate.

Zeschau: cultura empreendedora começa a crescer no Brasil. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Zeschau: cultura empreendedora começa a crescer no Brasil. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Após quase três meses da conquista, Zeschau, para quem a cultura empreendedora brasileira começa a crescer, conta que o projeto já começa a atrair a atenção de clientes em todo o país.

Confira abaixo a entrevista completa com o vencedor do Acelera.

Fiesp – O que representou para você, como empreendedor, ter o seu projeto escolhido como o melhor no concurso Acelera Startup?

Zeschau – Primeiramente a satisfação pessoal de ter conquistado o primeiro lugar. Nada melhor do que se esforçar muito para atingir um objetivo e obter o máximo. Como empreendedor, ter sido vencedor do maior evento de investidores-anjo do Brasil faz você se sentir mais confiante no que diz respeito à apresentação do seu negócio, principalmente utilizando o modelo de “pitch” (apresentação rápida), algo tão difícil de produzir de maneira eficaz. Também foi possível estabelecer um networking amplo com atores importantes na cena startup, principalmente investidores e consultores de negócios.

Na sua opinião, qual o atual estágio da cultura empreendedora brasileira? Estamos muito atrás dos países mais desenvolvidos do mundo neste quesito?

Entendo que no Brasil estamos na fase de estruturação da cultura de ecossistema de startups, mais especificamente na fase exponencial de crescimento desta área, adotando algumas práticas que já dão certo em países mais desenvolvidos. Por exemplo, nos EUA a universidade e as empresas andam juntas. Aqui ainda temos um modelo de parceria que não é tão ligado. Mas os avanços estão ocorrendo de maneira muito rápida, e, ano a ano, podemos perceber principalmente um aumento no número de eventos ligados ao empreendedorismo. Também existe um aumento no número de instituições que apoiam o setor das startups, e com isso acabam por aparecer mais recursos para estas empresas nascentes.

Como o Acelera Startup ajuda pessoas inovadoras a transformarem suas ideias em algo real para o mercado?

O evento tem dimensão nacional, trazendo profissionais e empreendedores de diferentes estados para participar. Este encontro por consequência já faz com que sejam criadas parcerias e possíveis sociedades, sendo esse o principal objetivo do concurso. Desta forma, os projetos ou ideias que estão no concurso acabam por encontrar um caminho de viabilização para operar em pouco tempo, devido ao auxílio dos investidores. No mesmo sentido, o reconhecimento que o Acelera nos trouxe fez o projeto alcançar níveis nacionais que não esperávamos tão cedo. Por exemplo: um abatedouro de aves da Bahia entrou em contato conosco para entender melhor a nossa proposta, ou seja, já temos um potencial cliente.

Você esperava que seu projeto conquistasse a colocação que conseguiu?

Sinceramente, não. Nossa startup participou deste evento em 2013, e na ocasião, não ficamos nem entre os dez melhores projetos/ideias. Em 2014 estávamos mais estruturados em todos os sentidos técnicos e gerenciais, o estágio de maturação do projeto evoluiu muito em um ano. Com isso, estávamos mais confiantes, mas, mesmo assim, foi uma surpresa obter o primeiro lugar no Acelera Startup, considerando o alto nível de todos os projetos que estavam concorrendo, com empreendedores qualificados.

Que dica você daria para um empreendedor que gostaria de seguir seus passos?

Desde que iniciamos nosso projeto, em 2012, acabamos entrando em áreas específicas nas quais não somos especialistas. A equipe de sócios é formada por quatro oceanógrafos, com isso sempre tivemos que buscar entender assuntos fora da nossa área. Desta forma, deixo a mensagem para os empreendedores sempre buscarem derrubar barreiras imaginárias que criamos e que, na realidade, não existem. Se você quer algo, desenhe um caminho executável e siga nele até o fim, com muito esforço. Nossa equipe trabalha mais que 12 horas por dia, inclusive em alguns finais de semana e feriados. Acreditamos que isso realmente faz a diferença, então o conselho maior seria trabalhar muito.

Como foi a trajetória do projeto desenvolvido desde o primeiro dia até a vitória do concurso?

A Brastax iniciou suas atividades em 2012, a partir do sonho de quatro acadêmicos do curso de oceanografia de implementar a primeira fazenda de microalgas em escala comercial do Brasil. Com isso foi criado um grupo de estudos, com foco na produção de uma microalga em função do seu alto valor agregado e de suas diversas utilidades. Com o avanço nas pesquisas, foi identificado seu potencial como integrante de um sistema otimizado de biorremediação de ambientes poluídos e sua utilização para o melhoramento de carne de aves. Os esforços foram então direcionados para o saneamento de efluentes de abatedouros avícolas, os quais em alguns casos geram milhões de metros cúbicos deste resíduo, bem como seriam potenciais clientes para a compra da microalga produzida para alimentação das aves da própria produção, visto o benefício nutricional e antioxidante gerado para estes animais. Através de testes exploratórios realizados pela Brastax, foi comprovado o potencial de utilização da microalga neste tipo de resíduo, bem como de altos teores de produção do antioxidante de interesse, a astaxantina, determinando assim a missão da empresa.

Quais são, na sua avaliação, as maiores dificuldades do empreendedor brasileiro? 

Acredito que o maior desafio esteja relacionado ao encontro das fontes de recursos, visto que esta cultura de busca por investidores para startups é bastante nova, tornando difícil o mapeamento e a obtenção de fomento. Também acredito que temos características de “fazedores”, ou seja, partimos logo para a execução. No meu ponto de vista, realizar um planejamento mais estruturado faz com que os projetos sejam melhor desenvolvidos e com isso atinjam o sucesso da empresa. Dito isso, sempre procuro tirar um tempo para refletir sobre o projeto de maneira mais ampla, para traçar novas estratégias.

 

Vencedores do Acelera se reúnem com investidores na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A tarde desta quinta-feira (22/05) foi de troca de ideias e bons contatos entre empreendedores e investidores na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Em encontro promovido pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da instituição, dois dos vencedores da última edição do concurso Acelera Startup se reuniram com representantes e sócios de empresas de investimentos. O objetivo era simplesmente conversar, apresentar modelos de negócios, falar, ouvir, considerar possibilidades futuras de negócios.

“O nosso objetivo é linkar empreendedores e investidores”, explicou o diretor do CJE e coordenador do Comitê de Investimento e Inovação do grupo, Bruno Ghizoni da Silva. “O investimento-anjo é um casamento e hoje saímos dos cinco minutos de apresentação do Acelera para uma conversa mais aprofundada, que foi a ignição desse relacionamento.”

Para o segundo colocado no Acelera, o sócio-fundador da Carrega+, de dispositivo móvel de carregamento de baterias de celular, Júnior Valverde, “só os ‘toques’ dos investidores já foram diferenciais”.

“Gostei de ouvir que preciso usar as necessidades do mercado ao mesmo tempo em que ofereço inteligência”, explicou.

A reunião com os vencedores do Acelera e os investidores na Fiesp: boas possibilidades. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A reunião com os vencedores do Acelera e os investidores na Fiesp: possibilidades. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Com três meses de atividades e sede em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, a Carrega+ oferece quatro tipos de carregadores portáteis, um dos quais tem duração de 22 horas. Os produtos podem ser oferecidos para a locação para eventos de empresas, ou mesmo para a distribuição como brindes em formatos variados, como latinhas ou até bolas.

Além disso, Valverde é o mais novo integrante do CJE. Sem falar nos contatos com potenciais parceiros e investidores já acertados no encontro desta quinta-feira (22/05).

Catapultado

Terceiro colocado do Acelera, Rubens Benbassat, sócio-fundador da Banheiro 360º, de construção de toaletes em espaços reduzidos, disse se sentir “catapultado” (jogado para o alto) depois de participar do concurso. “Agora começo a afinar as conversas, possibilidades de investimento são abertas”, explicou.

Além dos contatos com investidores combinados na reunião na Fiesp, Benbassat também já foi alvo de sondagens “de fora”.

Cultura empreendedora

Sócio e CEO da Project One, de investimentos, Ricardo Sodré diz que vem prontamente quando convidado pelo CJE para encontros do tipo porque quer “espalhar a cultura empreendedora”.

“Os empreendedores têm que aprender a validar suas ideias, entender o negócio”, afirmou. “É importante criar experimentos. Para ter retorno, tem que testar o produto no mercado.”

Sodré informou ainda que vai apresentar os dois projetos vencedores do Acelera para outras empresas e investidores.

O mesmo será feito por Eduardo Cortez, representante da Cedrom Assessoria e da PayyCom, de tecnologia de recuperação de créditos. “Gostei bastante do que vi”, disse. “A gente não consegue ter esse contato mais aprofundado durante o Acelera. Me comprometi a apresentar as ideias para outras empresas.”

Aos empreendedores interessados em fazer contato para discutir suas ideias de negócios com o CJE, Ghizoni da Silva diz que é possível procurar o Comitê de Investimento e Inovação do grupo nos e-mails cje@fiesp.com.br e pamela.merique@fiesp.com.br ou no telefone (11) 3549-4695.

Faltam projetos para o Brasil, diz fundador da Totvs no Acelera Startup

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Ernesto Haberkorn, da Totvs, recomenda ter experiência profissional em grandes empresas antes de partir para a criação de um negócio próprio. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Dinheiro não falta no Brasil, o que falta mesmo é projeto, afirmou Ernesto Haberkorn, sócio fundador da Totvs e diretor da TI educacional, nesta quarta-feira (07/05), durante painel do Acelera Startup, evento promovido pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Haberkorn foi o convidado para dar dicas sobre empreendedorismo e gestão para os participantes do evento, que prossegue por mais um dia (08/05) na sede da instituição. E, durante sua exposição, lembrou sua evolução profissional.

“Antes de tudo, você precisa fazer o que gosta. Assim nunca terão problemas”, brincou Haberkorn, no início de sua participação.

O empresário também ressaltou a importância da tecnologia tanto para gestão empresarial como para a criação de novos negócios. “A Tecnologia da Informação (TI) e a tecnologia de software são sinônimos de eficiência e sempre serão aceitos, se funcionarem.”

Sobre a evolução profissional, o empresário ressaltou a necessidade de o empreendedor ter experiência profissional em grandes empresas antes de partir para a criação de um negócio próprio. “Nas empresas, aprendemos a ser corporativos, a cumprir prazos, a tratar orçamentos, a respeitar hierarquia”, explicou.

Iaconelli: capacidade pessoal do empreendedor é avaliada pelos investidores. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Segundo ele, para investir, inovar e empreender são necessários atributos como inteligência, e, principalmente, liderança. Além disso, Haberkorn destacou a importância de saber dividir seus sonhos com outros empreendedores. “Às vezes dividir é multiplicar.”

Em seguida, Maria Rita Spina Bueno, diretora-executiva da Anjos do Brasil, e André Iaconelli, representante da Harvard Angels, falaram sobre a importância dos investidores-anjo para a evolução de um plano de negócios. O investimento-anjo é o investimento efetuado por pessoas físicas com seu capital próprio em empresas nascentes com alto potencial de crescimento,

“Investidores-anjo são muito mais que apenas agentes que colocam capital em um projeto. Um projeto tem que ter valor agregado”, disse Maria Rita.

Segundo Iaconelli, muitas vezes o investidor-anjo não analisa apenas a ideia inovadora, mas, sim, a capacidade pessoal do empreendedor.

Fabiana Saad, mediadora do painel, André Iaconelli, Maria Rita Spina Bueno e Eduardo Grytz. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Fiesp realiza o maior evento em empreendedorismo do Brasil nos dias 7 e 8 de maio

Agência Indusnet Fiesp

Reconhecido como o principal evento de empreendedorismo e investimento-anjo do Brasil, o “Concurso Acelera Startup”, organizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), será realizado nos dias 7 e 8 de maio, na sede da entidade, em São Paulo. O objetivo é fomentar o empreendedorismo e a inovação, atraindo o maior número de participantes e de investidores-anjo para a geração de negócios.

O evento é aberto e gratuito para empreendedores que tiverem suas ideias, projetos ou startups selecionados na primeira fase de avaliação. Os interessados devem fazer a inscrição até o dia 23 de abril de 2014, diretamente na página do evento: http://www.fiesp.com.br/acelera.

Na edição anterior, em 2013, como parte integrante do Festival do Empreendedorismo (Festemp), foram avaliados mais de 1.000 projetos inscritos. Desses, 350 projetos/startups acabaram selecionados para participarem de um exclusivo processo de aceleração, com palestras, mentorias e avaliações de investidores. Mais de 50 investidores-anjo formaram a maior banca do país, com um montante total de investimento disponível em torno de R$ 500 bilhões. Somando as três edições anteriores (2011, 2012 e 2013), o evento já gerou investimentos-anjo de mais de R$ 1 milhão.

Aceleração de negócios

Dividido em dois dias de atividades, o “Concurso Acelera Startup” vai destacar ações que estimulem o empreendedorismo e o aumento da rede de inovação no Brasil. O primeiro dia será dedicado à capacitação dos empreendedores e ao aprimoramento dos negócios por meio de palestras e mentorias.

O segundo dia terá como foco a avaliação de 150 negócios por investidores-anjo. Eles selecionarão os dez melhores, que terão a oportunidade de realizar apresentações de curta duração (no formato “pitch”, em poucos minutos), no palco central do Acelera, para o público presente e para a banca de investidores. O potencial de investimento em projetos/startups gira em torno de R$ 1,5 milhão.

As inscrições de ideias, projetos e/ou startups acontecem até esta quarta-feira (23/04), pelo endereço: http://www.fiesp.com.br/acelera. Em caso de dúvidas, basta entrar em contato pelo e-mail: cje@fiesp.org.br.

Serviço

Evento: 4º Concurso Acelera

Datas: 07 e 08 de maio de 2014

Horário: das 07:30h às 20h, em ambos os dias

Local: Edifício-sede da Fiesp

Endereço: Avenida Paulista, 1.313 – São Paulo/SP

Site: http://www.fiesp.com.br/acelera

Fiesp promove palestra sobre como obter sucesso com aplicativos mobile

Agência Indusnet Fiesp 

O Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realiza, nesta terça-feira (04/02), a palestra “Como ter sucesso com aplicativos mobile & bate-papo preparatório do 2º Hackathon”, com  Bruno Yoshimura, Kenzo Tomiaga e Marina Miranda. Durante o encontro, eles contarão sua trajetória de sucesso profissional.

A ideia da palestra é mostrar cases de sucessos de aplicativos, bem como preparar futuros participantes da prova Hackathon, que acontecerá na Fiesp, entre os dias 14 e 16 de março. Trata-se de um desafio que propõe a criação, durante três dias, de um aplicativo gratuito para dispositivos móveis. Programadores, designers, hackers e cientistas da computação deverão criar um sistema que solucionará problemas na área de segurança pública. O objetivo é fomentar o conhecimento tecnológico e o espírito empreendedor daqueles que ousam ser desafiados.

Bruno Yoshimura é fundador do Kekanto, a mais famosa rede social do boca a boca on-line, em que você troca opiniões sobre lugares e serviços. Kenzo Tomiaga é criador do primeiro aplicativo mobile de pagamento biométrico facial do mundo e criador do Saffe e Facewallet e Marina Miranda é criadora da Conferência de Crowdsourcing e de Crowderfounding no Brasil e especialista em tendências econômico-técnico-mercadológicas. Já Robert William Velasquez Salvador será o mediador do encontro. Ele é empreendedor dos setores imobiliário, tecnológico e da inovação, além de diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia (DECOMTEC-FIESP).

“Acho muito importante trazermos convidados que possam mostrar oportunidades de empreendedorismo para nossa mesa de discussões e, principalmente, que possam dar dicas de como executar um bom projeto durante a nossa 2ª edição do Hackathon. Certamente teremos um excelente encontro com os palestrantes”, enfatiza o diretor do CJE”, Sylvio Gomide.

Serviço
Palestra: “Como ter sucesso com aplicativos mobile & bate-papo preparatório do 2º Hackathon”
Data e horário: 04 de fevereiro, terça-feira, às 18h45
Local: Edifício-sede da Fies (Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César)

Vencedores do Acelera Startup comemoram disputa e começam a ser procurados por investidores

Giovanna Maradei e Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Uma capina elétrica, um software para ajudar na inclusão social de crianças autistas e um programa para estimular as vendas diretas foram os vencedores do Acelera Startup, uma das atividades mais disputadas do Festival de Empreendedorismo (Festemp), realizado nos dias 25 e 26 de setembro, no Anhembi, na capital paulista.

A iniciativa teve 300 projetos selecionados pelos membros do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Desses, os dez melhores tiveram a chance de vender seu negócio a uma banca de investidores por meio do formato “elevator pitch”, ou seja, de forma rápida, no tempo de uma conversa de elevador. Vencido o desafio, os campeões já colhem os frutos de seu trabalho. E começam a conversar com investidores.

Primeira colocada na disputa, a Sayyou Brasil está começando as suas operações agora e atualmente tem quatro sócios e quatro funcionários, com sede na capital paulista. A empresa desenvolveu um equipamento chamado capina elétrica. Do que se trata? De uma peça que, acoplada ao trator, capina o campo sem o uso de outro tipo de energia além da própria energia mecânica vinda do movimento do veículo. “É uma alternativa ao uso de produtos químicos para a capina”, explica Sérgio de Andrade Coutinho Filho, um dos sócios-diretores da Sayyou. “Uma alternativa limpa e com custo reduzido”, diz ele.

Paulo Skaf com os vencedores do Acelera Startup, no Anhembi, em setembro. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Paulo Skaf com os vencedores do Acelera Startup, no Anhembi, em setembro. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Para o empreendedor, fez toda a diferença ter participado do Acelera. “Não esperávamos ganhar, vimos muitos projetos bons na seleção”, diz. “Já fomos procurados por investidores interessados na nossa ideia e estamos conversando com alguns fundos de investimento”.

Lá do Recife

O projeto que ficou em segundo lugar no Acelera do Festemp surgiu durante pesquisa para uma dissertação de mestrado no Centro de Estudos Avançados do Recife (Cesar), na capital pernambucana. Foi quando o responsável pela iniciativa, Eraldo Guerra, começou a pensar no desenvolvimento de um software que ajudasse crianças autistas a se desenvolverem, o Can Game. “Acho que não escolhi o tema, mas o tema me escolheu, não foi nada premeditado”, diz. “Entre tantos temas, foi o autismo que me conquistou”.

Guerra explica que o programa foi desenvolvido por meio de uma proposta interdisciplinar voltada para alunos do ensino médio. “É muito bom empreender algo que possa beneficiar a sociedade”, explica.

Sobre a participação no Acelera, o empreendedor diz que essa foi uma experiência “única”. “Fiz excelentes contatos, aprendi bastante e espero ter projetos todos os anos para participar do evento”, afirma. “Valeu a pena cada momento, mesmo que o ar condicionado estivesse tão forte”, brinca.

Depois da vitória, Guerra explica que já existem interessados “colaborando de alguma forma”. “Acredito que em um espaço curto de tempo iremos atingir os nossos objetivos”.

Para vender mais

Terceiro colocado no Acelera, o Contatix consiste num software desenvolvido para aumentar a produtividade das empresas que trabalham com vendas diretas, por sinal um setor de atuação muito forte no Brasil. A iniciativa ajuda na comunicação com os clientes, identificando oportunidades nas redes sociais, por exemplo.

A ideia é oferecer um sistema simples, que possa ser usado pelo maior número possível de usuários. Segundo informações da empresa, o objetivo principal é ser simples o suficiente para que qualquer pessoa possa usar e poderoso o suficiente para que grandes usuários possam extrair o melhor da solução.

No último dia do Festemp (26/09), as três empresas vencedoras receberam os cumprimentos do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, no Anhembi.

‘Festemp representa uma oportunidade única para os jovens empreendedores’, diz diretor da Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Disposto a “mergulhar” no Pavilhão de Exposições Parque do Anhembi, na capital paulista, nos dias 25 e 26 de setembro, o diretor titular do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Sylvio Gomide, não vê a hora de o Festival de Empreendedorismo (Festemp) chegar. Iniciativa da Fiesp e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), o evento  terá palestras e atividades diversas voltadas para a educação empreendedora, como programas de capacitação, rodadas de negócios e debates.

De acordo com Gomide, o Festemp representa uma oportunidade única para os jovens empreendedores. E isso principalmente por meio de atividades como o Acelera Startup. Do que se trata? De uma ação em uma chamada “arena de aceleração” a fim de selecionar os 300 melhores projetos de negócios. Após quatro fases de educação e capacitação, os inscritos com as dez melhores ideias terão a chance de apresentar o seu negócio a uma banca de investidores. “Recebemos em torno de mil projetos para o Acelera”, diz.

Além disso, explica o titular do CJE/Fiesp, os empreendedores receberão mentoria (orientação) por um time formado por alguns dos maiores empresários brasileiros, o que inclui o próprio presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Gomide: “Vamos desmistificar a Fiesp”, diz diretor titular do CJE na federação. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Sylvio Gomide: “Vamos desmistificar a Fiesp”, diz diretor titular do CJE na federação. Foto: Julia Moraes/Fiesp

 

Segundo Gomide, na soma do potencial de investimentos dos investidores que formam a banca do Acelera, tem-se um montante de R$ 0,5 trilhão.

Outro destaque do Festemp apontado pelo diretor é o fato de o evento oferecer informação de alta qualidade, por meio das palestras com personalidades renomadas, e, ao mesmo tempo, vivências práticas. “Quem for ao Festemp vai ver tudo acontecer na prática”, anuncia.

Entre os palestrantes do evento estão nomes como o presidente do Grupo Boticário, Artur Grymbaum, o fundador do site Netshoes, Marcio Kumruian, o presidente do Linux Internacional, Jon Maddog Hall, o fundador da rede de lojas de chocolate Cacau Show, Alexandre Tadeu da Costa e a jornalista Renata Fan, primeira mulher a apresentar uma mesa redonda diária na TV aberta no Brasil. E isso para citar apenas alguns dos 53 confirmados.

Ao convidar os jovens empreendedores a participar do festival, o diretor titular do CJE lembra que não faltarão oportunidades nas salas e corredores do Pavilhão de Exposições Parque do Anhembi. “Se você tem uma ideia, vai conseguir transformá-la em realidade nesses dois dias de Festemp”, diz.

Outras atividades

O evento terá ainda ações como o Jovem Executivo, iniciativa que teve 320 inscritos. Destes, 100 candidatos foram selecionados na primeira fase online, sendo que 30 foram escolhidos durante uma maratona de coach e treinamentos, com o apoio da Arezza, na Fiesp. O prêmio? A oportunidade de ser entrevistado por alguns dos 100 maiores representantes de Recursos Humanos das empresas e participar de palestras exclusivas durante o Festival.

Já o Hackathon, que tem o apoio da Intel, teve 150 inscritos e, destes, 100 participarão de uma maratona de 15 horas reunindo programadores, designers e demais profissionais ligados à tecnologia da informação a fim de criar um aplicativo gratuito de apoio aos empreendedores. Para o primeiro lugar, a Faculdade de Tecnologia da Informação (FIAP) oferecerá um “VIP Pass”  (bolsa de estudos vitalícia) para qualquer curso e em qualquer ano, desde que a pessoa passe no vestibular. Os participantes que apresentarem a melhor solução móvel terão ainda como benefícios a divulgação do aplicativo criado no Hackathon pelos parceiros da Fiesp, a divulgação de aplicativos Android previamente desenvolvidos pelos membros da equipe, contato com Investidores, cursos da Impacta (com vales de R$ 1.000,00) e passes para a CampusParty, entre outros mimos.

Há ainda o Happy Business, que teve 826 inscritos, sendo 200 os vencedores para participar de uma festa com a presença de grandes empreendedores, empresários e investidores. O objetivo é confraternizar no momento final do Festival e propor redes de networking aos convidados. Para concorrer à entrada, bastava responder a pergunta “Por que devo ser selecionado (a) para o Happy Business?” O evento é exclusivo para aqueles que forem selecionados pelo site.

O Festival reunirá startups, empreendedores, executivos, universitários, free lancers e pesquisadores. O foco é a formação de novos líderes, além de refletir sobre a cultura empreendedora. Quem quiser apenas assistir à programação pode se inscrever gratuitamente inclusive nos dias do evento. Para saber mais, acesse: www.festemp.com.br.

Festival de Empreendedorismo da Fiesp encerra inscrições para maratona de atividades

Agência Indusnet Fiesp

As inscrições para o Festival de Empreendedorismo (Festemp) do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) foram encerradas nesta semana com saldo positivo. O evento, que é realizado pela Fiesp e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), promete agitar o Pavilhão de Exposições Parque do Anhembi, na capital paulista, nos dias 25 e 26 de setembro, com palestras e atividades diversas voltadas para a educação empreendedora, programas de capacitação, rodadas de negócios e debates.

O Jovem Executivo é uma dessas atividades e teve 320 inscritos. Destes, 100 candidatos foram selecionados na primeira fase online, sendo que 30 foram escolhidos durante uma maratona de coach e treinamentos, com o apoio da Arezza, na Fiesp. O prêmio? A oportunidade de ser entrevistado por alguns dos 100 maiores representantes de Recursos Humanos das empresas e participar de palestras exclusivas durante o Festival.

Já o Acelera Startup teve 950 inscritos. A ação será realizada em uma arena de aceleração a fim de selecionar os 300 melhores projetos de negócios. Após quatro fases de educação e capacitação, os inscritos com as dez melhores ideias terão a chance de apresentar o seu negócio a uma banca de investidores em curtíssimo prazo, com a duração de uma conversa de elevador, num método chamado de “elevator pitch”. Além disso, receberão mentoria por um time formado por alguns dos maiores empresários brasileiros. Os projetos ainda podem receber ajuda de um ou mais investidores para realizar a ideia.

O Hackathon, que tem o apoio da Intel, teve 150 inscritos e, destes, 100 participarão de uma maratona de 15 horas reunindo programadores, designers e demais profissionais ligados à tecnologia da informação a fim de criar um aplicativo gratuito de apoio aos empreendedores. Para o primeiro lugar, a Faculdade de Tecnologia da Informação (FIAP) oferecerá um “VIP Pass”  (bolsa de estudos vitalícia) para qualquer curso e em qualquer ano, desde que a pessoa passe no vestibular. Os participantes que apresentarem a melhor solução móvel terão ainda como benefícios a divulgação do aplicativo criado no Hackathon pelos parceiros da Fiesp, a divulgação de aplicativos Android previamente desenvolvidos pelos membors da equipe, contato com Investidores, cursos da Impacta (com vales de R$ 1.000,00) e passes para a CampusParty, entre outros mimos.

Happy Business

Há ainda o Happy Business, que teve 826 inscritos, sendo 200 os vencedores para participar de uma festa com a presença de grandes empreendedores, empresários e investidores. O objetivo é confraternizar no momento final do Festival e propor redes de networking aos convidados. Para concorrer à entrada, bastava responder a pergunta “Por que devo ser selecionado (a) para o Happy Business?” O evento é exclusivo para aqueles que forem selecionados pelo site.

O Festival reunirá startups, empreendedores, executivos, universitários, free lancers e pesquisadores. O foco é a formação de novos líderes, além de refletir sobre a cultura empreendedora. Quem quiser apenas assistir à programação pode se inscrever gratuitamente inclusive nos dias do evento. Para saber mais, acesse: www.festemp.com.br.

Palestras são destaque no Festival de Empreendedorismo da Fiesp, nos dias 25 e 26 de setembro

Agência Indusnet Fiesp

Palestras inspiradoras esperam os participantes do Festival de Empreendedorismo (Festemp) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O evento, organizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da entidade e programado para os dias 25 e 26 de setembro no Pavilhão de Exposições Parque do Anhembi, em São Paulo, vai reunir empresários e especialistas de diferentes áreas. Estarão presentes nomes como o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, o presidente do Grupo Boticário, Artur Grymbaum e o fundador do site Netshoes, Marcio Kumruian, entre outros.

Quer mais? Então saiba que também estarão presentes o presidente do Linux Internacional, Jon Maddog Hall, o fundador da rede de lojas de chocolate Cacau Show, Alexandre Tadeu da Costa e a jornalista Renata Fan, a primeira mulher a apresentar uma mesa redonda diária na TV aberta no Brasil.

Outro nome de destaque é o empreendedor Rodrigo Rocha Loures, fundador da Nutrimental, a primeira empresa do país a criar a categoria de barras de cereais, com a marca Nutry. Loures também é Presidente do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Fiesp.

Para mais informações, como a grade completa de palestras do Festemp, só clicar aqui.

Criatividade dos jovens mudará o mundo, afirma prêmio Nobel Muhammad Yunus em evento na Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Muhammad Yunus: microcrédito nasceu de uma ideia simples. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Não importa o tamanho do problema, sempre haverá uma solução simples para resolvê-lo. Com essa frase, o economista Muhammad Yunus, prêmio Nobel da Paz em 2006, começou sua palestra na manhã desta quarta-feira (29/05), diante de um público superior a 900 presentes, em reunião extraordinária do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Durante o encontro, que contou com a presença do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e do diretor titular do CJE, Sylvio Gomide, o bengalês falou da força dos negócios sociais como transformadores da sociedade e relembrou sua luta contra a extrema pobreza em Bangladesh.

“Tudo o que fiz foi encarar de maneira simples os problemas que se apresentavam”, disse Yunus, relembrando os primórdios do Grameen Bank, banco que fundou para oferecer microcrédito para milhões de famílias pobres de Bangladesh.

No encerramento do evento, Paulo Skaf classificou a exposição de Mohammed Yunus como uma verdadeira aula a todos os empreendedores e empresários brasileiros. “A importância de dar oportunidade para as pessoas e valorizar as boas ideias foi exaltada nesta manhã”, disse.

Skaf afirmou que, infelizmente, no Brasil, não basta uma boa ideia como a de Yanus para mudarmos a realidade. “Precisamos ter duas ideias no Brasil, uma para criar o negócio e uma para enfrentar o impressionante sistema burocrático brasileiro. Mas isso faz parte de nossa luta”, lamentou.

Sylvio Gomide disse que poucos “realmente mudaram o mundo” como Yunus. “A presença dele sempre foi um sonho desde a criação do comitê. Sua visão serve de exemplo e modelo para todos os jovens empreendedores brasileiros”, afirmou o diretor titular do CJE.

O Grameen Bank

Muhammad Yunus, Paulo Skaf e Sylvio Gomide. Foto: Everton Amaro/Fiesp.

 

Em 1976, Yunus, então professor universitário, percebeu as dificuldades de pessoas carentes em obter empréstimos na aldeia de Jobra. Por não possuírem garantias, os bancos recusavam-se a emprestar pequenas quantias à população, e, nas raras ocasiões em que conseguiam crédito, pessoas acabavam sendo taxadas com juros altos.

Diante de um cenário desfavorável para as camadas mais pobres do país asiático, Yunus resolveu emprestar dinheiro de seu próprio bolso. Sem qualquer garantia. Hoje, o Grameen Bank atende mais de oito milhões de pessoas, com taxa de recuperação de 98,85%, sendo procurado principalmente por mulheres pobres.

“O microcrédito nasceu de uma ideia simples. Quando comecei, pensava apenas em resolver o problema de uma pequena vila ao lado da universidade onde lecionava”, relembrou ao falar da iniciativa que mudou a situação de milhões de pessoas..

Segundo Yumus, seu trabalho, que classifica como negócio social, mudou, de fato, a situação social e econômica de milhares de pessoas. “Com os empréstimos, milhares de mulheres começaram a ter algum tipo de posse. Isso mudou o status delas nas famílias e na sociedade. Elas se tornaram livres, começaram a comprar casas próprias. Seus filhos mudaram, passaram a frequentar escolas. E isso mudou a geração seguinte”, contou.

Ao falar sobre o problema do crescimento do desemprego entre jovens, Yunus se dirigiu aos muito jovens presentes na plateia. “Vocês não são buscadores de empregos. Vocês dão empregos, os criam, porque vocês têm o dom de ter ideias. É a criatividade de vocês que mudará o mundo”, disse.

Negócio social

Muhammad Yunus: ''Acredito que podemos criar um mundo sem que haja uma única pessoa pobre. E vocês podem fazer isso criando negócios sociais. ' Foto: Everton Amaro/Fiesp

Durante sua fala, o bengalês também destacou a missão de um negócio social – muito diferente de um negócio que visa apenas o lucro. “Em um negócio social não queremos tirar dinheiro de ninguém. O negócio solidário funciona assim: tudo para o outros, nada para mim.”

“Não vivemos para ganhar dinheiro. O dinheiro não é nosso hábito, nossa chave, nosso vício. Não somos isso. E quem assim pensa interpreta a humanidade de maneira errada. Somos muito mais, queremos conquistar muito mais que apenas dinheiro. Somos naturalmente solidários. Lucrar pode até dar felicidade. Mas fazer os outros felizes é uma experiência de ‘superfelicidade’”, garantiu Yanus.

Ao encerrar sua exposição, o bengalês fez questão de se direcionar aos empresários e autoridades na plateia do Teatro Sesi-SP.

“Vocês decidirão: negócio de lucro ou negócio social. Acredito que podemos criar um mundo sem que haja uma única pessoa pobre. E vocês podem fazer isso criando negócios sociais em suas pequenas vilas, assim como eu fiz no passado. É chegado o momento de recriarmos o sistema. Um mundo sem desemprego: se nós imaginarmos isso, eu te garanto, isso acontecerá. Vamos imaginar e vamos buscar”, encerrou, antes de ser aplaudido de pé pelo público.

Paulo Skar e Muhammad Yunus em encontro no gabinete da presidência da Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Agenda: mulheres apresentam nesta terça (23/04) cases de empreendedorismo em reunião na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

O Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realiza, na terça-feira (23/04), uma reunião ordinária com as empreendedoras bem sucedidas Carolina Ruhman Sandler, Cristiana Arcangeli, Lalá Rudge e Sônia Regina.

Durante o encontro, estas mulheres vão contar como fizeram do seu negócio um case de sucesso. “Acho muito importante trazermos temas como estes para nossa mesa de discussões. Vamos abordar dados como a taxa de empreendedorismo por oportunidade das mulheres, que subiu de 39% em 2002, para cerca de 65% em 2012. Isso significa que menos mulheres têm aberto um negócio por necessidade, e que aumentou a motivação por empreendedorismo”, enfatiza o diretor-titular do CJE, Sylvio Gomide.

Outras estatísticas serão discutidas durante a reunião, dentre elas, a participação feminina em cargos de liderança que vem aumentando, sendo 24% dos cargos mais elevados das empresas, como CEOs e presidentes, já pertencem a mulheres. Em funções como coordenação, elas já ocupam 64% dos postos de trabalho. “Tudo isso porque a taxa de sobrevivência é maior para os empreendimentos criados pelas mulheres”, conclui Gomide.

Serviço
Reunião Ordinária CJE – Mulheres Empreendedoras
Data/Horário: 23 de abril, terça-feira, a partir das 18h45
Local: Teatro do Sesi-SP (Avenida Paulista, 1313)

Ética, liderança e empreendedorismo são temas de seminário promovido pelo CJE da Fiesp

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

Diante de um público entusiasmado, o Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em parceria com a Intento, realizou na noite de quarta-feira (27/02), na sede da entidade, o Seminário Ética e Liderança.

Com o objetivo de debater inspirações para mudanças nas empresas, o evento contou com a presença da presidente do Grupo Fulll Jazz, Christina Carvalho Pinto; do fundador da Temenos (líder mundial em softwares para bancos), George Koukis; e do vereador do município de São Paulo Ricardo Young.

Da esquerda para a direita: George Koukis, fundador da Temenos; José Camargo, vice-presidente da Fiesp; Christina Carvalho Pinto, presidente do Grupo Fulll Jazz; Ricardo Young, vereador do município de São Paulo; Sylvio Gomide, diretor do CJE/Fiesp; e Tom Coelho, diretor-titular do NJE/Ciesp. Foto: Talita Camargo/Fiesp

Para o diretor-titular do CJE da Fiesp, Sylvio Gomide, esse evento é um convite para debater e refletir sobre esse tema. “Ética e empreendedorismo são temas que têm muito a ver com a agenda do CJE e estamos sempre atentos com as novidades no Brasil e no mundo”, afirmou Gomide ao falar sobre a presença de George Koukis.

Gomide explicou que o formato do evento, em que cada palestrante contou com um tempo de apenas 15 minutos para falar sobre ética e expor suas experiências, teve o objetivo de proporcionar uma dinâmica mais prática, concentrando-se em valores para fazer emergir um novo empreendedorismo.

Christina Carvalho Pinto questionou qual a base de valores que guia as pessoas em posição de comando. “Qual o processo que temos que fazer para mudar essa nova liderança?” Para ela, o Brasil é um país de alma jovem e por isso é preciso falar sobre integridade. “As sementes que estão sendo plantadas aqui e agora vão germinar no mundo inteiro”, afirmou.

Koukis: "Acreditei no sucesso da minha empresa e é por isso que ela deu certo." Foto: Talita Camargo/Fiesp

George Koukis relatou sua história pessoal e destacou a origem humilde de sua família, lembrando que depois de casado, mudou-se para Austrália, onde cresceu profissionalmente e ganhou muito dinheiro, mas, num investimento arriscado, perdeu tudo. “Essa foi a única vez na minha vida que eu quis fazer dinheiro, que tive esse objetivo específico. E perdi tudo. Hoje penso em melhores inovações, melhores tecnologias e melhores pessoas”, afirmou ao ressaltar que, quando perdeu tudo, não se desesperou. “Disse para minha esposa: ‘viemos ao mundo sem nada e hoje não temos nada novamente, mas não se preocupe: vamos reconstruir’”.

Koukis diz que hoje compreende que o mundo não é sobre como arrancar dinheiro das outras pessoas, mas sim sobre como ajudar e tornar a vida delas melhor. “Crimes são cometidos todos os dias, nas mais diversas esferas: florestas devastadas, corrupções politicas, entre outros. Temos que pensar que o que fazemos deve ser bom para o outro, ser bom para o mundo”, afirmou. “Você pode olhar através da sociedade e entender a sociedade sustentável”, explicou.

“Acreditei no sucesso da minha empresa e é por isso que ela deu certo”, afirmou referindo-se à criação da Temenos, empresa líder mundial em softwares para bancos. O empresário explicou que durante a crise financeira mundial, em 2008, ele não demitiu nenhum funcionário. “Fiz um acordo de redução de salário, incluindo o meu e, ao final do ano, contratamos 1.200 novos funcionários”.

Para ele, o capital humano é responsabilidade da empresa, pois os funcionários são seres humanos, que têm vida e família. “Não demito pessoas, exceto as que são desonestas ou preguiçosas. E para essas eu digo: ‘vocês não pertencem a esta empresa; não estou aqui para alimentá-los, mas para dar a vocês uma oportunidade’”, afirmou.

O empresário acredita que o sucesso está relacionado à liberdade. “Você deve viver sem medo, sem culpa, sem emoções negativas. Assim, descobrirá um mundo de liberdade de viver e se tornará responsável por suas ações”. E completou: “assim você se torna invencível. Nada e nem ninguém poderá te atingir”.

Ao concluir, Koukis questionou: “qual é o seu propósito nesse mundo? Quando você expressa o que há dentro de você, não pode se cegar. Não podemos ser egoístas”, finalizou.

Na base da confiança

Ricardo Young, vereador do município de São Paulo, durante o Seminário 'Ética e Liderança'. Foto: Talita Camargo/Fiesp

O vereador do município de São Paulo Ricardo Young acredita que o mundo atual é baseado em relações humanas de desconfiança e isso não é bom. “A palavra confiança e muito importante, porque o ato de confiar significa que você dá ao outro a responsabilidade da relação, sem mesmo antes cobrar do outro isso”, afirmou.

Para ele, a confiança gera relações de qualidade – as que permanecem, independentemente de todo o resto. “As relações de qualidade, pautadas pela confiança, são relações sem medo. E essas são as relações mais preciosas que podemos ter em nossas vidas”, completou.

O Seminário 'Ética e Liderança', promovido pelo CJE/Fiesp, lotou o auditório do 15º andar da entidade. Foto: Talita Camargo/Fiesp

O vereador acredita que a sociedade atual é egoísta, em um cenário no qual a desconfiança vem em primeiro lugar. “Pelo pressuposto de desconfiança, não estabelecemos relações de qualidade, mas sim, de medo. E, portanto, elas precisam ser reguladas pelas instituições, que também são guiadas pela desconfiança, que produzem os resultados que já conhecemos. E isso resulta num mundo e numa sociedade insustentável sob o ponto de vista econômico, social, dos valores”, afirmou.

Ao concluir, Young citou a Carta da Terra, uma carta que contem todos os valores éticos que podem orientar uma sociedade que acredita na interdependência. “Já tentamos a arrogância, a desconfiança e o individualismo e estamos onde estamos. Que tal apostarmos agora na confiança, na interdependência e entendermos as limitações que temos como espécie humana?”, concluiu.

CJE recebe empreendedores de sucesso em palestra na Campus Party 2013

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Na noite desta quinta-feira (31/01), durante a Campus Party 2013, o diretor-titular do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Sylvio Gomide, mediou o Talk Show Empreendedor. O convidado a apresentar o painel com o seu case de sucesso foi o sócio-fundador da Dry Wash, Lito Rodriguez.

Lito Rodrigues, sócio-fundador da Dry Wash, durante palestra na Campus Party 2013. Foto: Mauren Ercolani

 

Rodriguez declarou que a ideia inicial de se criar Dry Wash não era com o intuito de diminuir o impacto ambiental ou preservar o meio ambiente, pois  na época nem se falava em sustentabilidade. “O objetivo de lavar carro sem água era lavar o carro onde estava”. Porém, segundo o empreendedor sempre houve preocupação social: “nos preocupamos em valorizar a mão de obra”.

A tecnologia foi um elemento  importante para o crescimento da Dry Wash. “Criamos um sistema, um software, com o objetivo de  que permitisse que nosso aproveitamento fosse acima da média do mercado, que produzir um resultado mais significativo e crescermos efetivamente”, explicou.

Ao concluir, Rodriguez relacionou o sucesso da empresa ao investimento em tecnologia da informação: “Não é a toa que a empresa cresce mais de dois dígitos todos os anos”, afirmou.

Transformando sonhos em ideias

Público durante o Talk Show Empreendedor, promovido pelo CJE/Fiesp, na Campus Party 2013

 

“O mais importante não é o design, é a ideia”, afirmou o sócio-fundador da Soap (State of the Art Presentations), Joni Galvão, que também participou do Talk Show, contou ao público,  através de sua história pessoal, como chegou ao sucesso profissional.

Galvão ensinou que não existe história sem protagonista e ela deve sempre ser estruturada por meio daa própria história de quem a está contando. “Qual é a coisa que só você pode fazer por você e que ninguém pode copiar?”, indagou. E logo respondeu: “É a sua própria história. Essa é a única coisa que só você pode contar por você”.

“Nós ajudamos os clientes a terem boas performances em suas apresentações por meio da ambição de acabar com as apresentações chatas e trazer emoções a elas, como no cinema”, explicou.

Ao relatar como montar uma boa apresentação, Galvão enfatizou a necessidade de dividir a história em atos, destacando algumas etapas importantes no processo, como: introduzir o personagem; apresentar o desejo; deixar uma marca; contar histórias verdadeiras; criar conexão emocional com a audiência, sempre com relevância; conquistar a atenção; gerar entendimento; conquistar a adesão; agregar conflito; apresentar as forcas antagônicas; e, finalmente, criar uma solução para o dilema.

Joni Galvão, sócio-fundador da Soap, em palestra na Campus Party 2013

 

“Uma apresentação é uma conversa um a um, como um bate-papo. É preciso esquecer os paradigmas de que não se pode colocar a mão no bolso, ou não pode passar na frente do slides durante a apresentação: pode sim. É um bate-papo”, afirmou.

Para ele, a apresentação precisa deixar uma marca para que não seja esquecida. “Histórias pessoais, com relevância, têm muito mais interesse do que histórias sobre casos aleatórios de sucesso”, explicou.

Galvão destacou que o objetivo de toda apresentação, mesmo que for apenas de uma ideia, é a adesão. “Numa apresentação, você compra a atenção da sua audiência o tempo todo, mas você precisa sustentar isso”, alertou. Para ele, uma crise pode significar perigo ou oportunidade: “O dilema deve saciar a emoção da audiência, e você tem que sair com credibilidade”.

Ao concluir, o fundador da Soap lembrou: “uma apresentação e um negocio precisam ter o equilíbrio: o lado da emoção e o lado da razão”.

Acessibilidade digital nas favelas e tema de palestra do CJE na Campus Party 2013

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Claudia Raphael, coordenadora estadual da Cufa-SP). Foto: Talita Camargo

O paradigma existente entre acessibilidade e comunidade foi o tema da palestra ministrada pela coordenadora estadual da Central Única das Favelas de São Paulo (Cufa-SP), Claudia Raphael, que aconteceu na tarde dessa quinta-feira (31/01), no estande do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Campus Party 2013, na capital.

A coordenadora citou a favela da Paraisópolis – a segunda maior favela de São Paulo  com 120 mil habitantes e onde é sediada a Cufa – que não tem direito a internet de qualidade. “Ainda precisamos recorrer as lan houses, que também tem uma conexão lenta”, explicou. Claudia reconhece que a acessibilidade digital esta crescendo em números, mas está longe da ideal. “Temos wi-fi para acessar serviços públicos, mas não é o suficiente”, afirmou.

Para a coordenadora, a classe C esta na moda pelo crescimento do seu poder de consumo, mas ela acredita que também há a ascendência de jovens conectados na rede.  “Será que existe um direcionamento para que os jovens, esse grande elemento transformador, use a internet não só para o lazer, mas para ter benefícios com essa ferramenta?”, questionou.

Público no estande do CJE durante palestra na Campus Party 2013. Foto: Talita Camargo

‘Tuitaço’

Claudia explicou que a Cufa se utiliza muito das redes sociais para atingir objetivos comuns em busca de melhorias para as comunidades em todo o pais. “Fazemos o chamado ‘tuitaço’, que são tuites organizados na rede, em um determinado horário, para o Brasil inteiro movimentar-se em prol de uma determinada campanha.

Case de sucesso

A coordenadora estadual da Cufa-SP apresentou na Campus Party a Rede Cufa Brasil Internet, uma rede que atua em favelas de todo o país, em mais de 400 cidades e em todas as capitais. “É a única rede nacional formada por pessoas da comunidade e para a comunidade”, concluiu.

Diretor do CJE/Fiesp participa da abertura da Campus Party 2013

Sylvio Gomide, diretor do CJE, na abertura da Campus Party 2013. Foto: Caio Lopes

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

“Isso aqui não é um evento ou uma palestra: isso aqui é uma imersão”, afirmou o diretor-titular do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Sylvio Gomide, em meio ao clima descontraído e de muita euforia de centenas de jovens geeks, ao participar da solenidade de abertura da Campus Party 2013 – o maior evento de inovação tecnológica, Internet e entretenimento eletrônico em rede do mundo -, na noite desta segunda-feira (28/01), no Anhembi, na capital paulista.

“Os jovens empreendedores têm um papel importante em servir como ponte para transformar as grandes ideias dos ‘campuzeiros’ em realidade”, afirmou Gomide, ressaltando que  essa é uma característica da geração Y. “Essa nova geração quer fazer diversas coisas ao mesmo tempo e é importante ter foco no trabalho e no negócio”.

Para o diretor do CJE, esse evento é uma chance de realizar grandes negócios, já que observar a perspectiva de inovação e ambição é uma característica do empreendedor. “Com uma ideia bem feita e oportunidade, que é o que estamos vendo aqui, com certeza a chance de viabilizar um projeto é muito maior”, explicou.

Estande do CJE na Campus Party 2013. Foto: Caio Lopes

“Esse evento de hoje, que é o maior do mundo, voltado pra área de empreendedorismo, é totalmente inovador, desde os perfis dos participantes à montagem dos estandes e o formato do evento, com palestras na madrugada, com pessoas acampando aqui e virando a noite para fazerem negócios e interagir, sempre em busca de inovação tecnológica”, afirmou.

Gomide lembrou a importância do CJE em participar deste evento ao destacar que uma de suas missões é buscar novidades para a Fiesp, e mostrar para a indústria quais são as novas tendências e as novas formas de se fazer negócio. “Independentemente do setor e área de atuação, sabemos que é uma tarefa nossa trazer toda e qualquer novidade”, afirmou.

“Participar de um evento tão diferente e inovador quanto esse é um divisor de águas para o CJE”, afirmou o diretor, ao explicar que a ideia é que essa participação na Campus Party seja um piloto para poder aplicar a dinâmica nos próximos eventos do CJE, sempre buscando inovação, principalmente com a utilização da tecnologia.

Networking

Na visão de Sylvio Gomide, esse evento é uma excelente oportunidade de networking devido seu formato inovador. “A forma de interação é diferenciada, pois escutamos muito aqui como as pessoas se conectam em rede. Além disso, o fato de as pessoas virar a noite e acampar aqui é um símbolo muito  grande”, afirmou ao ressaltar que este não é um evento tradicional como outro qualquer. “O fato de estar aqui o tempo todo faz as pessoas esquecerem do relógio, dos compromissos, e podem, por exemplo, ter uma ideia às três da manha, logo após uma palestra que assistiu na madrugada”, complementou.

Nova maneira de fazer negócios

Abertura da Campus Party 2013. Foto: Caio Lopes

O diretor do CJE falou sobre a nova tendência em se fazer negócios, que fogem aos tradicionais padrões conhecidos por todos. “O Google e o Facebook usam esse novo modelo para chegar a uma ideia, fugindo de padrões normais de trabalho”, exemplificou. “É uma uma tendência: não tem mais horário para entrar e sair, horário de almoço etc. É um recado que vai contra as leis trabalhistas, mas é uma forma muito mais democrática de se fazer negócios”, concluiu.

A programação desta edição do evento está focada no empreendedorismo e, ao longo da semana, o CJE terá atividades gratuitas em seu estande no evento, localizado na Zona Expo, ao lado do Espaço Inclusão Digital. Para conferir a programação completa do CJE no evento, clique aqui.

A Campus Party vai até sábado (02/02) no Pavilhão do Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1 – São Paulo). Mais informações sobre a feira no link www.campus-party.com.br/2013/index.html

 

CJE participa da Campus Party 2013

Agência Indusnet Fiesp

O Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) estará presente na Campus Party 2013, o maior acontecimento tecnológico do mundo, que acontece de 28 de janeiro a 03 de fevereiro, no Anhembi Parque, zona norte de São Paulo.

Além de possuir um stand no evento, o CJE realizará um bate-papo sobre empreendedorismo no dia 31/01, quinta-feira.

Sobre a Campus Party

Criada há 16 anos na Espanha, o evento atrai anualmente geeks, nerds, empreendedores, gamers, cientistas e muitos outros criativos que se reúnem para acompanhar centenas de atividades sobre inovação, ciência, cultura e entretenimento digital.

Ao longo de cinco dias, palestras, debates e oficinas fazem da Campus Party uma experiência única porque, neste período, ela se transforma no principal ponto de encontro das mais importantes comunidades digitais do país. São momentos em que é possível interagir, compartilhar conhecimento, produzir novidades e, através de seus palcos, acompanhar e analisar as principais tendências de um universo onde inovar é a palavra mágica.

Para mais informações sobre o evento, clique aqui.

 

Serviço:
Campus Party – http://www.campus-party.com.br/2013/index.html
Data: de 28 de janeiro a 3 de fevereiro de 2013
Local: Anhembi Parque
Endereço: Av. Olavo Fontoura, 1209,  São Paulo, SP

 

Pocket Empreendedor: ‘52% dos empreendedores no Brasil têm menos que 34 anos’, afirma diretor-titular do CJE

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Sylvio Gomide: o jovem empreendedor é uma pessoa visionária, rápida e que se preocupa com a gestão dos negócios e das pessoas

A constatação de que mais da metade dos empreendedores brasileiros se constitui de jovens foi o principal motivo que levou o Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) a realizar o primeiro Pocket Empreendedor 2012 – Inovações por minuto, disse na manhã desta segunda-feira (26/11) o diretor-titular do CJE, Sylvio Gomide, ao abrir o evento que acontece até o final do dia na sede da entidade.

“Durante a organização deste Pocket, ouvimos a opinião do público, buscamos influências no exterior e descobrimos que 52% dos empreendedores no Brasil têm menos que 34 anos”, informou Gomide. “O que isso vai representar para o Brasil daqui a 10 anos? Como nosso país estará?”, questionou.

O diretor citou uma pesquisa divulgada em 1925 pela Universidade de Chicago, segundo a qual o tempo médio de concentração do ser humano era de 50 minutos. Há 10 anos, lembrou, a mesma universidade realizou uma nova pesquisa e identificou que esse tempo caiu para apenas seis minutos.

“O que as empresas fizeram para se adequar a essa realidade? Criaram um ambiente de trabalho mais descolado, onde cada funcionário é uma espécie de empreendedor”, explicou Gomide, ao ressaltar que o jovem empreendedor é uma pessoa visionária, rápida e que se preocupa com a gestão dos negócios e das pessoas. Motivo pelo qual, segundo ele, o Pocket Empreendedor 2012 do CJE da Fiesp conta com uma grade bem atualizada.

“É exatamente por isso que pensamos esse evento com palestras de 18, 30 e 50 minutos, de forma bem dinâmica”, ressaltou, explicando que, das 13h às 14h, os empreendedores presentes poderão apresentar suas empresas em até três minutos. “Você tem que estar preparado para vender e falar sobre sua empresa em qualquer lugar e em pouco tempo”, encorajou Gomide.

Voltado para empreendedores, estudantes e pessoas da sociedade que independentemente de classe social ou ocupação sejam capazes de se engajar e difundir as ideias para uma sociedade melhor, o Pocket traz convidados relevantes do mundo dos negócios, das redes sociais, da academia, da música, entre outros.