Entrevista: Mario Frugiuele explica como estão sendo estruturadas as ações do Code

Dulce Moraes e Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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Mario Frugiuele: Code é um fórum adequado para que aconteça o relacionamento entre essas várias cadeias, categorias e indústrias. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Potência em revelar atletas talentosos, o Brasil virou o centro das atenções mundiais na área esportiva nos últimos anos, com a confirmação da Copa do Mundo da Fifa, realizada entre junho e julho de 2014, e dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Para trabalhar as questões relacionadas ao tema, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criou em 2013 o Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) – um fórum de discussão e promoção de iniciativas visando fortalecimento dessa dinâmica cadeia produtiva, que reúne empresas de diversos setores e segmentos.

Em entrevista ao portal da Fiesp, o 2º diretor secretário da entidade e coordenador do Code, Mario Eugenio Frugiuele, detalha algumas dessas ações e esclarece como a Fiesp põe sua estrutura a serviço do desenvolvimento dessa cadeia produtiva.

Leia, a seguir, a entrevista na íntegra:

***

Como surgiu a ideia de criar o Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto?

Mario Frugiuele – O Comitê foi criado, oficialmente, em abril de 2013, aliás, no mesmo dia da abertura da exposição “Jogos Olímpicos: Esporte, Cultura e Arte”, aqui no Centro Cultural Fiesp, que contou com a presença do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman. Mas as tratativas para sua criação começaram um ano antes. Para nos ajudar, trouxemos o Mauricio Fernandez, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Esporte (Abriesp), e, hoje, diretor adjunto do Code.

Qual foi o desafio inicial encontrado pelo Comitê?

Mario Frugiuele – Com certeza foi o de dimensionar essa cadeia produtiva tão ampla. Quando falamos de cadeia produtiva do esporte, estamos falando de várias setores: têxtil, calçados, de equipamentos esportivos, de produtos farmacêuticos, entre outros. E essa é a amplitude que viemos tentando dimensionar corretamente. E, mais do que isso, tentando fazer com que todas essas áreas se relacionem.

Então, um dos objetivos do Code é criar essa conexão entre os setores?

Mario Frugiuele – Sim, é claro. O Code é um fórum adequado para que aconteça o relacionamento entre essas várias cadeias, categorias e indústrias. A ideia é que possam engendrar e dar encaminhamento a projetos. E o contato é fundamental porque, muitas vezes, se não houver um fórum correto para o debate, simplesmente não se discute o assunto. Essa é a grande ferramenta que a Fiesp põe à disposição das indústrias, de tal maneira que o trabalho se desenvolve e as partes se inter-relacionam.

E como tem sido o trabalho conjunto de setores tão diversos e quais os resultados iniciais desse contato?

Mario Frugiuele – Através dessa inter-relação surgem projetos que serão desenvolvidos dentro do âmbito do Comitê. Criamos comissões para ações e estudos específicos dentro das necessidades que são detectadas por meio desse grande diálogo. Hoje, no Comitê, já foram definidas quatro comissões: Desenvolvimento de Produtos e Marketing Esportivo; Selo de Qualidade e Normatização; Impostos, Incentivos e Legislação Esportiva; e Capacitação Profissional. Todas as comissões são compostas por diretores de sindicatos e de empresas importantes da área. E o interessante é que todo assunto é discutido de forma muito concreta. É a vida real acontecendo.

Que tipos de problemas e situações são discutidos dentro do Comitê?

Mario Frugiuele – Muitas vezes estamos discutindo problemas que afetam vários setores. Em outras, são debatidos assuntos específicos. É curioso mas uma mesa de reunião pode ter o diretor do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil (Comtextil) da Fiesp e o presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). Quando esses dois atores iriam sentar-se numa mesma mesa? Eles podem discutir, por exemplo, um problema com o tecido do maiô de natação. Eles podem verificar juntos como desenvolver esse produto e se este pode ser produzido aqui no Brasil. Ou seja, tudo isso só é possível se você tiver um contato e um relacionamento direto. Desta forma são cortados os caminhos. E isso faz o processo e os custos serem bem menores. É isso o que o Comitê está proporcionando.

No âmbito tributário, como o Code tem atuado?

Mario Frugiuele – O Comitê já realizou algumas reuniões e palestras sobre o tema. No final do ano passado, representantes da Secretaria de Esporte do Estado vieram à Fiesp para dialogar com os membros do Comitê sobre subsídios e incentivos fiscais. Veio também o representante da Receita Federal para falar do que está sendo elaborado e o que vai sair para a área de esportes em termos federais. Isso tudo a gente divulga, além do fato que, através do Comitê, os participantes têm contato aberto com os órgãos municipais, estaduais e federais. Neste ano, enviamos também um ofício para o Ministério da Fazenda solicitando a diminuição de IPI [Imposto Sobre Produtos Industrializados] em vários produtos de praticamente toda a cadeia do esporte. Houve uma reunião em Brasília (DF) com o secretário da Receita em que, juntamente com o Departamento Jurídico (Dejur) da Fiesp, colocamos o nosso pleito. Na ocasião, foi comentado que deveríamos iniciar esse processo não de uma forma global, mas por setores que fossem mais importantes e assim, gradativamente, vamos solicitando e conseguindo essas reduções. Então, já temos uma posição, por parte do Poder Público, de como essas reduções possam ser feitas. O que se subentende que existe uma aceitação, a priori, da redução de IPI em produtos esportivos.

Como o Code pretende contribuir para o desenvolvimento das empresas brasileiras que atuam no segmento esportivo? 

Mario Frugiuele – Primeiro, precisamos desenvolver produtos nacionais aptos para a formação de atletas olímpicos. Hoje, temos uma dificuldade de conseguir fornecedores nacionais para esportes de alto rendimento. E a indústria nacional, em muitos casos, ainda não tem produtos adequados para esse tipo de treino. Pretendemos desenvolver esses produtos dentro de um mínimo de possibilidade de utilização, para que a indústria nacional possa fornecer para ao menos uma parcela desse mercado. É importante se questionar: o que falta para indústria nacional chegar perto? Eu posso fazer um produto tecnologicamente não tão avançado, mas posso usar isso em clubes? Creio que pode haver um meio termo no caminho da formação do atleta. E esse meio termo é o início nas escolas e nos clubes esportivos. A indústria tem que se adequar a isso e deve saber quais as necessidades dos mais variados esportes. Esse é o trabalho do Comitê: aproximar essas situações e fazer essa possibilidade de adequar produtos que existem ao nível necessário. E queremos também desenvolver missões comerciais internacionais e levar nossas empresas para fora. Dentro da comissão de Marketing Esportivo já estamos estudando rodadas de negócios nacionais e internacionais com a Apex-Brasil [Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos] e Sebrae [Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas], e capacitação da indústria com o Senai [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial].


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Reuniões plenárias do Comitê de Desporto juntam representantes de diversos setores da indústria, de governos e das entidades do esporte. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Nesse sentido, é importante uma aproximação com as confederações e outras instituições que estabelecem os critérios de qualidade e requisitos técnicos dos produtos, correto?

Mario Frugiuele – Sim. O Code promove essa integração com clubes, instituições de ensino, o próprio Sistema S e o setor público. Para nos desenvolver nisso é preciso haver uma integração entre todos esses elementos. Com a comissão de Selo de Qualidade e Normatização, o Code teve um diálogo inicial com a ABNT [Associação Brasileira de Normas Técnicas], a USP [Universidade de São Paulo] e outras entidades regulamentadoras. Estão sendo debatidos temas como padronização por cadeia produtiva, material esportivo, prestação de serviço, máquinas e equipamentos, entre outros.

O Code tem feito alguma proposição de mudanças nas leis relacionadas ao esporte

Mario Frugiuele – Temos estudado com atenção vários temas como a Lei de Incentivo Estadual, o ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços], a estrutura da Lei de Incentivo Municipal, impostos sobre os produtos esportivos. Todo esse trabalho envolve vários departamentos da Fiesp, como o Departamento Jurídico (Dejur), departamentos especializados como os de Meio Ambiente (DMA), Infraestrutura (Deinfra), Indústria da Construção (Deconcic), da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi). Todos os departamentos participam dos trabalhos e discussões do Comitê e, dependendo do foco de uma reunião, convocamos esses departamentos e os trabalhos com as comissões são desenvolvidos junto com eles. Também participam outros Comitês de Cadeia Produtiva como o Comcouro e o Comtextil, que fazem parte dessa transversalidade que é o esporte. O setor público está também sempre presente nessas discussões e há também participação de muitos representantes das empresas do setor.

Como é  o relacionamento do Code com o governo?

Mario Frugiuele – Sempre que detectamos uma necessidade, conversamos diretamente com as autoridades. Em março, por exemplo, convidamos para a reunião plenária do Code o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e na ocasião sugerimos a criação de uma comissão ou câmara que pudesse envolver outros ministérios na discussão e na solução de entraves na área do esporte. Este ano fomos convidados para uma reunião interministerial que se realizou em setembro, na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), com a presença dos ministros Aldo Rebelo (Esporte) e Mauro Borges (MDIC), além de representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Nesta reunião foi resolvida a criação da Câmara Setorial da Indústria, Comércio e Serviços de Esporte e Atividades Físicas, com a finalidade de subsidiar o Ministério do Esporte em assuntos de sua competência. A câmara setorial foi criada oficialmente em outubro, por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União. E o Code faz parte dessa câmara. Assim, com ações como esta, conseguimos uma interação rápida e correta com o governo.

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Ministro Aldo Rebelo (à esquerda) e Mario Frugiuele durante reunião do Comitê do Desporto da Fiesp em março deste ano. Foto: Everton Amaro/Fiesp


No ano passado foi criado também o Conselho Superior do Desporto. Como é a interação entre Comitê e Conselho? 

Mario Frugiuele – Os Comitês têm uma função diferente dos Conselhos. O Conselho é mais estratégico e trabalha os macro temas, ou seja, é foro de discussão mais amplo. No caso do Comitê também há discussões sobre os temas do desporto, mas o foco é no dia a dia e se desenvolve uma ação. Vale a pena destacar que essa formulação estrutural de como a Fiesp deve funcionar foi estabelecida com a vinda do presidente Paulo Skaf, que definiu a criação de Comitês, Conselhos, Departamentos, Comitês Temáticos. A implantação desse modelo de organização, idealizado pelo presidente, facilitou de maneira exemplar a gestão de todos esses processos e todas as áreas, que ficaram muito bem definidas. O interessante é que novos Comitês são criados, pois não é um processo estático. Aliás, essa estrutura vai se moldando para atender novas necessidades, de forma ágil e no pulso da indústria.

A criação do Conselho do Desporto é fruto dessa visão?

Mario Frugiuele – Sim. Ele é mais uma prova dessa dinâmica da Fiesp. No Comitê detectamos a necessidade de discutir mais profundamente determinados temas. E para tal seria necessário um agente da área do esporte com uma visão mais profunda do esporte. Então, o Comitê percebeu a necessidade de um Conselho. Para liderar esse Conselho foi feito um convite ao Emerson Fittipaldi, uma figura que dispensa apresentações. Ele tem uma visão de voluntariado e é uma figura querida nacional e mundialmente. O Conselho está se estruturando e esperamos que a vinda do Emerson traga também a expertise de outros expoentes do esporte do Brasil e do exterior. O Comitê vai colaborar e terá muito a aprender com esse Conselho. Essa é a vantagem de ter uma estrutura que não é fixa e que vai se remodelando e se aperfeiçoando. E a credibilidade da Fiesp é muito importante para isso. É um chamariz e um polo de atração de pessoas de bem que querem colaborar com o país.

O Code vai participar no final deste ano de uma grande feira relacionada ao assunto no Brasil?

Mario Frugiuele – Uma das entidades participantes do Code, a Abriesp, realizará no final de 2014 um grande evento que se chamará SportBusiness. O Code estará presente neste evento realizando com o Ciesp [Centro das Indústrias do Estado de São Paulo] rodadas de negócios tanto internacionais como locais. O Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex) vem realizando ações no sentido de divulgar e trazer interessados para essas rodadas, inclusive com reuniões que têm a presença de representantes de câmaras de comércio de diversos países.

Como se dará a contribuição das entidades da indústria paulista para estimular a cultura esportiva no Brasil?

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Mario Frugiuele: Code estará presente no SportBusiness. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Mario Frugiuele – Um dos integrantes do Code é o diretor da Divisão de Esportes do Sesi-SP [Serviço Social da Indústria de São Paulo], Alexandre Pflug. Ele é a ponte de interação do Comitê com o Sistema Sesi e Senai.  Tanto o Sesi-SP como o Senai-SP [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo] têm como foco a educação. Mas a educação integral só se completa com o esporte, que cria bons hábitos e disciplina. Sendo assim, o esporte faz parte do processo educativo e faz parte do foco das entidades da indústria. Aqui em São Paulo tem se realizado uma verdadeira revolução na área de educação no Sesi-SP e Senai-SP, principalmente no Sesi-SP com a implantação de educação em tempo integral.  O Sistema Sesi-SP de Ensino está sendo oferecido para a rede pública dos municípios paulistas. É um sistema já provado, de qualidade e vencedor. E o Sesi-SP também desenvolveu o Programa Atleta do Futuro, de formação esportiva para crianças e jovens, que já tem mais de 280 convênios firmados com prefeituras de todo o estado. E é dessa forma que podemos contribuir para se ter uma nação vencedora em qualidade de vida, pois o esporte, a saúde e a educação fazem parte da qualidade de vida. Os focos de atuação do Sesi-SP (esporte, saúde, qualidade de vida e educação) se complementam.

Isso trará algum reflexo direto às indústrias?

Mario Frugiuele – Sim, com certeza. Tanto o Sesi-SP como o Senai-SP são entidades que fazem parte do sistema sindical brasileiro que oferecem serviços para a indústria, beneficiando os trabalhadores das indústrias e suas famílias. Essa é uma forma de passar para a sociedade conhecimento, educação e qualidade de vida. O Sesi-SP está tratando do futuro das pessoas. E quem trata o futuro não tem que se preocupar com o passado. O foco é a prevenção para a saúde, visando manter a qualidade de vida.

>> Ministério do Esporte cria Câmara Setorial; Fiesp tem assento com coordenador do Comitê do Desporto

Ministério do Esporte cria Câmara Setorial; Fiesp tem assento com coordenador do Code

Agência Indusnet Fiesp

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Mario Frugiuele: um dos representantes do setor produtivo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Em portaria publicada no início deste mês no Diário Oficial da União, o Ministério do Esporte criou a Câmara Setorial da Indústria, Comércio e Serviços de Esporte e Atividades Físicas. A finalidade do organismo – com representantes dos setores produtivo e esportivo, da sociedade civil e do governo – é subsidiar a pasta em assuntos de sua competência.

Um dos representantes do  setor produtivo é o coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) e segundo diretor secretário da entidade da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Mario Eugenio Frugiuele.

Também integram a Câmara, entre outras organizações, representantes dos comitês olímpico e paralímpico, das confederações de futebol, vôlei, atletismo, basquete, e dos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A portaria foi assinada pelo ministro Aldo Rebelo, que participou de uma reunião do Code em março deste ano.

>> Comitê do Desporto da Fiesp pede apoio a Aldo Rebelo para fortalecimento da indústria brasileira

Cadeia produtiva do esporte está no caminho certo, afirma coordenador do Code

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Frugiuele: Code é instrumento benéfico para toda a cadeia produtiva do país. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) se reuniu no fim da tarde desta quarta-feira (24/09), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). No encontro foram debatidas as demandas da cadeia produtiva e informadas as principais ações realizadas pelo comitê.

Para o coordenador do Code, Mario Eugenio Frugiuele, há avanços nas demandas da cadeia produtiva do esporte.

“O esporte é uma área que cria emprego, um grande negócio que gera investimento, que distribui renda. E isso tem que ser visto. É um momento positivo para que a cadeia produtiva consiga resultados interessantes. As coisas estão acontecendo, tendo resultados. O esporte está no caminho certo”, afirmou.

Frugiuele ainda ressaltou a importância do Code como instrumento benéfico para toda a cadeia produtiva com abrangência nacional. “Estamos criando, através do comitê, uma ferramenta, um fórum que o setor pode utilizar. Temos força e poder de sensibilizar, com credibilidade”, disse.

Modernizar a tributação

Um dos temas debatidos pelos membros do comitê da Fiesp durante o encontro foi o posicionamento do governo federal ao analisar um pleito do Code: a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para os segmentos e setores que integram a cadeia produtiva, visando aumentar a competitividade em relação a produtos importados, que são manufaturados em condições econômicas mais favoráveis nos seus países de origem.

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Helcio Honda: “Hoje, o esporte é uma necessidade, um conceito de saúde. Importante levar essa adequação ao governo, com essa necessidade de modernizar a tributação”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Segundo Hélcio Honda, diretor titular do Departamento Jurídico (Dejur) da Fiesp, a solicitação do comitê não deverá ser deferida neste ano.

“É preciso fazer um filtro, uma identificação em relação a itens mais prioritários”, informou Honda. “Importante fazer uma depuração, uma triagem, através de uma discussão setorial, para trabalhar com um espectro menor de produtos a ter a carga tributária reduzida”, sugeriu.

Em alguns casos, disse Honda, a redução deve acontecer por isonomia tributária; em outros, pelo aumento de competitividade. Segundo o diretor-titular do Dejur da Fiesp, é importante que o setor continuar a buscar a adequação e a modernização da tributação.

“Hoje, o esporte é uma necessidade, um conceito de saúde. Importante levar essa adequação ao governo, com essa necessidade de modernizar a tributação”, disse Honda.

Reunião com ministérios em Brasília

Outro tema debatido entre os membros do comitê foi a reunião realizada em Brasília entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e o Ministério do Esporte, com participação do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que contou com a participação de membros da Fiesp.

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Mauricio Fernandez: demandas levadas à Brasília darão força e consistência para a cadeia. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

De acordo com Marcos de Castro Lima, chefe do escritório da Fiesp de Brasília, a cadeia produtiva do esporte, até então, não estava sendo tratada como um “produto econômico”.

Em sua visão, o esporte “estava sendo analisado apenas em relação aos grandes eventos, à discussão de eventos, infraestrutura, desempenho de atletas”.

Lima informou que durante a reunião, que contou com a participação de Aldo Rebello, Ministro do Esporte, foram criados simbolicamente dois organismos: um conselho no âmbito do Ministério do Esporte e uma Câmara Setorial no âmbito do MDIC.  “É um ponto inicial para que o governo passe a tratar o esporte como um fator para o desenvolvimento econômico”, analisou Lima.

Para ele, a Fiesp precisa encaminhar um documento para reforçar que há interesse da entidade em participar do conselho e da câmara setorial. “Precisamos, para isso, criar uma pauta consensual entre os elos da cadeia.”

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Paulo Vieira: setor precisa estar preparado para enfrentar um debate no Congresso Nacional. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Mauricio Fernandez, coordenador adjunto do Code, também participou do encontro em Brasília. “Conseguimos colocar a indústria do esporte como uma plataforma. Essas demandas levadas à Brasília darão força e consistência para a cadeia. Temos planos sólidos e um projeto para ser desenvolvido para todas os seguimentos da cadeia”, afirmou Fernandez. “Foi uma reunião muito positiva”, concluiu.

Para Paulo Vieira, coordenador do Ministério do Esporte, o setor “precisa estar preparado para que possa enfrentar um debate no Congresso Nacional de maneira mais unificada”.

Outro ponto destacado por Vieira é a importância da permanência de uma pasta para cuidar do esporte no próximo governo federal. “A continuidade de uma pasta especifica para o setor do esporte é uma bandeira imprescindível. Esporte não é mais coadjuvante”.

Vilmar Coutinho, assessor especial do Ministro do Esporte, também participou do encontro.

Rodadas de Negócios em dezembro

Outro ponto destacado pelos membros do comitê foi a reunião do comitê com o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp e com câmaras de comércio internacionais para divulgação de rodadas de negócio a ser realizado em dezembro.

Segundo Vladimir Guilhamat, diretor titular adjunto do Derex/Fiesp, o objetivo das rodadas é identificar que tipos de empresas querem vir ao Brasil.

“Buscamos empresas com qualidade que querem fazer parcerias, joint-ventures, e realizar transferências de tecnologia, consolidando novos mercados e oportunidades”, informou.

>> Reunião na Fiesp apresenta ‘Sports Business 2014’ para câmaras de comércio estrangeiras 

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Reunião do Comitê do Desporto da Fiesp tratou dos avanços e das demandas do setor. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Emerson Fittipaldi: é preciso união para ajudar o Brasil com o esporte

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

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Emerson Fittipaldi: esporte independe da política, da raça, da religião e do poder econômico. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Um encontro para a união para o futuro do esporte brasileiro. Assim definiu Emerson Fittipaldi sobre a reunião celebrada na manhã desta segunda-feira (31/03) na sede entidade, com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e integrantes do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

No encontro, o ex-piloto de Fórmula 1 e atual presidente do Conselho Superior do Desporto da Fiesp enfatizou a importância do esporte na vida das pessoas, principalmente nas comunidades onde jovens e crianças estão envolvidas com drogas e coisas erradas.

“Todos nós, nesta sala, temos a missão de levar futuro aos campeões e futuros atletas brasileiros e dar chance para que a tantos jovens, aqui no Brasil, possam entrar no esporte”, afirmou.

Fittipaldi comentou que, se quiser subir na tabela de classificação dos Jogos Olímpicos, o Brasil precisa dar chance a milhões de potenciais atletas nos próximos 20 ou 30 anos. “Meu sonho é que nas Olimpíadas de 2024, o Brasil esteja, pelo menos, na frente da Austrália, em termos de medalha e participação”, declarou.


Poder de transformação

“O esporte tem a força de mudar o mundo”. A frase de Nelson Mandela (1918-2013), líder da luta contra o apartheid e ex-presidente da África do Sul, foi relembrada por Emerson Fittipaldi durante o evento.

Segundo ele, essa mesma frase norteia a Laureus World Sports Academy, entidade que mantem projetos no mundo inteiro em comunidades sem condições financeiras para pratica do esporte.

“O esporte independe da política, da raça, da religião, do poder econômico. É uma coisa maravilhosa para os atletas. Por isso, acho que todos nós aqui temos que ajudar o Brasil com o esporte.”

Fittipaldi também criticou setores da imprensa que desvalorizam a realização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no Brasil.

“Nós sabemos historicamente que as chances de outra Olimpíada e Copa aqui no Brasil serão daqui a 60 anos. Temos que lutar para conseguirmos, até as Olimpíadas, pelo menos, mudar essa visão.”

>> Comitê do Desporto da Fiesp pede apoio a Aldo Rebelo para fortalecimento da indústria brasileira

Comitê da Cadeia do Desporto dá ‘pontapé inicial’ para atividades de 2014 e 2015

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Na primeira reunião plenária de 2014 do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizada no final da tarde desta quarta-feira (26/02), foram apresentados os resultados iniciais dos Grupos de Trabalhos do Comitê e os projetos em desenvolvimento neste primeiro semestre.

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Primeira Reunião Plenária do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto em 2014. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Na abertura do encontro, o coordenador do Code, Mario Eugenio Frugiuele, agradeceu os esforços dos membros do Comitê, que previamente estiveram reunidos para discutir projetos e soluções de melhorias para o desenvolvimento da cadeia produtiva do desporto.

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Mario Frugiuele, coordenador do Code. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Ele expressou suas expectativas de que esse dinamismo, próprio do Comitê, continue a trazer ainda mais resultados para a cadeia produtiva. “Estamos num ano de Copa do Mundo; depois teremos Olimpíadas, e o esporte está ‘na boca do povo’. Espero que seja um bom ano para todos os que trabalham na área do desporto e que possamos, juntos, realizar um bom trabalho.”

Frugiuele apresentou um novo membro do comitê, o empresário Olavo Fontoura Vieira, coordenador da Confederação Brasileira de Desportos da Neve (CBDN).

Fontoura ressaltou a participação do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi-2014, na Rússia. “Para um país que não tem neve, tivemos um relativo sucesso. Conseguimos formar e levar 15 atletas para disputar esses Jogos Olímpicos em Sochi, neste ano. Esse é um resultado da dedicação das associações ligadas a esses esportes”.

Lei Municipal de Incentivo

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Procurador do Município Mauricio Tonin. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O procurador do município de São Paulo, Mauricio Morais Tonin, representando o secretário municipal de Esportes, Celso Jatene, falou sobre a recente lei municipal sancionada. “A lei que criou o incentivo ao esporte, e que foi aprovada no ano passado, é uma grande conquista para a cidade. Até porque era inaceitável que a maior e mais rica cidade do país não tivesse um mecanismo como esse de incentivo fiscal voltada à área esportiva.”

Tonin esclareceu que o prefeito de São Paulo assinou neste ano o decreto que regulamenta a Lei de Incentivo Fiscal para o Esporte na cidade e que, nos próximos dias, serão criadas as comissões, dentro da Secretaria, para analisar os projetos beneficiados com esses incentivos. 

Pleitos da Fiesp

Ari Mello, integrante da Comissão de Impostos e Incentivos ao Esporte do Code/Fiesp, comentou que o grupo se colocou à disposição da Secretaria Municipal para colaborar na regulamentação da Lei.

A Comissão também avaliou a possibilidade de pleitos relativos a incentivos e impostos estaduais e federais, os quais já estão em análise no Departamento Jurídico da Fiesp.

Normalização de Produtos

Dentro da Comissão de Normatização e Normalização foi debatida a necessidade de fomentar a adequação dos produtos nacionais nos padrões de qualidade e a ampliar a discussão sobre as normas já pré-estabelecidas vinda do exterior.

Um trabalho conduzido pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) junto ao Ministério do Esporte foi apresentado e será avaliado para estender aos demais setores da cadeia produtiva.

Marketing Esportivo

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Mauricio Fernandes, coordenador adjunto do Code/Fiesp. Foto: Everton Amaro/FIESP

Ao apresentar os projetos do Comitê de Marketing Estratégico do Code, o coordenador adjunto do Comitê, Mauricio Fernandez, antecipou como será o ritmo dos projetos para 2014 e 2015. “Será uma agenda bem intensa, para arregimentar mais pessoas e trazer mais resultados.”

Entre os projetos está a realização de um road show, evento que percorrerá várias cidades em São Paulo e grandes capitais, como Rio de Janeiro e Brasília. Tais encontros, que podem contar com o apoio do setor público, terão uma programação dinâmica para atender o interesse de diversos públicos: pequenas e médias empresas ligadas ao esporte, lojistas, profissionais do esporte, associações esportivas e prestadores de serviços.

Para o final de 2014 está sendo planejado um grande congresso em São Paulo, voltado aos negócios do esporte.

Fazem parte ainda da programação do Code a realização de rodadas de negócios nacionais e internacionais e a promoção de prêmios com o intuito de valorizar e estimular a competitividade das indústrias do setor.

‘Prática esportiva representa 1,9% do PIB brasileiro’, afirma professor da FGV durante reunião da Comissão da Cadeia Produtiva do Desporto da Fiesp

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

A reunião do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizada no início do mês (03/07), contou com uma palestra do professor da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-Rio), Istvan Karoly Kasnar.

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Reunião do Comitê de Desporto da Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Na ocasião, Kasnar apresentou pesquisa sobre o crescimento da prática esportiva no Brasil. “Procuramos compreender a evolução do esporte no país e analisamos oito modalidades para compreender seus ciclos de vida e em que estágio se encontram, a fim de chegar a uma série de práticas e políticas de decisões”, explicou.

De acordo com o professor, essa pesquisa mostrou que os principais recursos financeiros do Brasil para o esporte advêm de duas fontes: orçamento público e o próprio indivíduo. Para ele, para entender melhor a participação do cidadão na prática esportiva brasileira, seria necessário estudar a fundo a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). “Essa seria a melhor maneira de fazer uma projeção do gasto esportivo no Brasil”, explicou.

A pesquisa projetou que, em 2010, a prática esportiva representava 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o que significa R$ 72 bilhões. “Podemos chegar a valores cada vez maiores”, afirmou professor ao acrescentar que o esporte no Brasil é um setor dinâmico: “nos últimos dez anos, teve um crescimento médio de 5,77%”. E completou: “num processo comparativo com os Estados Unidos, onde esse valor chega a 3,2% do PIB, nossos números ainda são baixos”.

Apesar do cenário positivo, Kasnar alerta para o fato de que esses números são uma ‘subestimativa’, pois, segundo ele, o mapeamento do setor esportivo no Brasil é muito complicado. “Esse é um setor que cresce acima da média e evolui com firmeza, mas é preciso tomar cuidado, pois é uma área que possui características muito diferentes internamente”.

Com base nessa pesquisa, o professor afirmou que, no ano 2000, o futebol representava 62% total do movimento financeiro de prática esportiva no Brasil, seguido pelo vôlei, com 17%, e pelo basquete, com 8%.

Na opinião de Kasnar, embora o esporte coletivo seja diferente do individual, eles possuem muitos denominares em comum. “Há uma diferença colossal entre a prática esportiva profissional, amadora e, também, na indústria envolvida.”

Em sua apresentação, o professor detalhou que, além das modalidades profissionais e amadoras, o universo econômico da prática esportiva engloba a produção de artigos esportivos, como uniformes, sapatos, redes, entre outros, além de diversos serviços especializados, como mídia e jornalismo, agências de jogadores para o exterior, administração de clubes, eventos, arenas, gestão e manutenção de quadras e  academias de ginástica, entre muitos outros. “O mundo esportivo é muito amplo e requer cuidado para entender como funcionam suas práticas.”

Grandes eventos

Na opinião de Kasnar, boa parte das atividades esportivas está associada aos megaeventos da área que têm o Brasil como sede, desde os Jogos Pan-Americanos (2007), passando pela recente Copa das Confederações (2013), incluindo a Copa do Mundo (2014) e os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro (2016). “Há uma maior conscientização em relação à necessidade da prática esportiva, pois se criou a relação forte entre qualidade de vida, bem-estar e esporte. É normal que num processo de crescimento de megalópoles, a população passe a praticar algum tipo de esporte, seja pela saúde, seja pela sociabilidade, ou outros motivos”, explicou.

Segundo a apresentação do professor, em 2008, 61% da chamada classe alta – com renda familiar acima de R$ 4.500,00 – praticava exercícios por afirmarem saber que lhes fazia bem à saúde. “Isso significa que ainda há 39% deste nicho a ser conquistado”, afirmou. Já na classe baixa – com renda familiar inferior a R$ 980,00 –, esse índice era de 42%. No quesito da prática de esporte por diversão e lazer, a classe baixa representou 63%, contra 54% da classe alta. “Existe um potencial de expansão bastante significativo”, acrescentou.

Futebol

Na opinião do professor da FGV, o futebol é um esporte de massa, para as massas e com as massas. “E o único esporte que mobiliza o brasileiro a ser pautado a uma ascensão social. É um caso excepcional no setor esportivo do país, com poderes monopolistas de resultados”, afirmou, acrescentando que o futebol, no Brasil, já saiu do status de esporte para ser considerado oficialmente um patrimônio publico. “É um patamar que os outros ainda não alcançaram”, disse.

Kasnar explicou que a separação do futebol nas análises do setor já é um assunto em pauta, mas que a situação ainda é complexa, pois envolve diversos setores, como regulamentação e legislação. “Ainda há muito que fazer”, concluiu.

Esporte, indústria e educação

O professor da FGV destacou a importância da reunião para dar uma visão empresarial ao mundo do esporte, com a ajuda da indústria. “Esse é um passo importante para uma melhor conscientização dessa relação. Percebemos muitas conexões desse mercado esportivo com a indústria brasileira”, afirmou, mencionando, em seguida, cadeias produtivas relacionados à beleza e à cultura no Brasil. “Isso nos ajuda a compreender como o brasileiro enxerga a atividade esportiva”, completou.

O coordenador-adjunto do Code e presidente da Associação Brasileira da Indústria do Esporte (Abriesp), Mauricio Fernandez, concorda. “O setor esportivo envolve diversas cadeias produtivas como saúde, turismo, projetos sociais, terceiro setor, direito esportivo, etc.”, afirmou, ressaltando a oportunidade de marcado para as pequenas e médias empresas. “Existe uma demanda das pequenas e médias empresas que querem diferenciar seus investimentos. É preciso de uma melhor análise setorial para que elas sejam mais efetivas no viés de produção”,

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Mario Eugenio Frugiuele: vincular o esporte à educação é caminho para mudança de panorama.Foto: Everton Amaro/Fiesp

Para o coordenador-adjunto do Code e 2º diretor-secretário da Fiesp, Mario Eugenio Frugiuele, ainda existe um mercado muito grande nesse setor a ser explorado no Brasil. “A mudança de comportamento dos jovens, com o sedentarismo infantil, por exemplo, pode afetar o setor. Na cultura brasileira, o esporte não é fundamental, não faz parte da vida, pela própria situação de desenvolvimento. Essas são variantes fundamentais para analisar a mudança de comportamento”, afirmou.

Na opinião de Frugiuele, uma solução seria vincular o esporte à educação, a fim de criar um legado de cultura do esporte. Mas ressaltou: “Para isso, será preciso uma mudança estrutural nas escolas”, finalizou.