Em última reunião do ano, Compesca da Fiesp faz retrospectiva e traça objetivos para 2013

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Skaf (à direita) participou da última reunião do ano do Compesca e ganhou de presente um Daruma, amuleto japonês, para o qual, seguindo a tradição, fez um pedido: a desoneração do ICMS para a indústria do pescado. Foto: Ayrton Vignola

Sob a coordenação de Roberto Kikuo Imai, os membros do Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e Aquicultura (Compesca) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) se reuniram na tarde desta sexta-feira (14/12) para fazer um balanço do ano e estabelecer metas para 2013.

“Em outubro [deste ano], nós tivemos o lançamento do plano-safra da pesca e aquicultura, um marco fundamental para o setor”, ressaltou Imai, citando o programa do Ministério da Pesca e Aquicultura que prevê investimentos de R$ 4,1 bilhões para a modernização da pesca. “Talvez, a pesca e aquicultura nunca tiveram tantos recursos disponíveis. Agora cabe a nós saber o utilizar da melhor forma possível”, salientou.

O coordenador-adjunto do Compesca, Hélcio Honda, também destacou o plano-safra como “uma questão fundamental para trazer o desenvolvimento. O ministério está se pautando por uma vertente ascendente”.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, participou da última reunião do ano do Comitê e declarou: “Quero parabenizar vocês porque foi uma luta. Eu me lembro do primeiro encontro, quando nós conversamos e as coisas foram caminhando. Graças a vocês todos, parecem que as coisas desengessaram”.

2013

Como metas para o próximo, o Compesca espera auxiliar na elaboração de um planejamento estratégico com o objetivo tornar o setor mais competitivo. No próximo ano, o Comitê deve concentrar esforços para estimular inovação e mecanismos como o financiamento para revitalizar a indústria do pescado.

Entre os motivos de entrave para a competitividade da indústria do pescado, Imai destacou a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). “Uma das coisas que ainda não conseguimos resolver nesses dois anos foi a questão do ICMS. O nosso objetivo é equalizar o peixe com outras proteínas animais, que são zero”, afirmou o coordenador. Segundo ele, atualmente é cobrada uma alíquota de 7% para peixe e 12% para moluscos e crustáceos.

Daruma

No final do encontro, Paulo Skaf recebeu de presente do Compesca um Daruma, amuleto japonês. Quem o recebe deve fazer um pedido e pintar o olho esquerdo do amuleto, originalmente em branco, e, quando o pedido se realizar, pintar o seu olho direto. Aderindo à tradição, Skaf fez um pedido: a desoneração do ICMS para a indústria do pescado.