Modelo econômico da China pressiona Brasil a identificar oportunidades de negócios

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A expansão econômica da China, que chegou a ostentar dois dígitos, deve apresentar um crescimento entre cinco e seis por cento pelos próximos anos, projetou o especialista em mercados asiáticos Arthur Kroeber, da consultoria Dragonomics. E, segundo ele, o novo modelo de crescimento chinês sinaliza dificuldades para o Brasil que, nos últimos anos, se escorou nas exportações de commodities ao país em meio a elevados preços internacionais.

“O problema é a composição desse crescimento, que vai ser muito diferente da composição do crescimento passado”, disse Kroeber em palestra organizada pelo Conselho Empresarial Brasil-China na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sobre um novo modelo chinês que se baseia na expansão da classe média e no consumo interno.

Kroeber afirmou ainda que o Brasil precisa encontrar novas frentes de comércio bilateral com a China para compensar as perdas com o fim do boom dos preços de commodities.

“A principal mensagem para o Brasil deve ser realista. O enorme benefício que o país desfrutou principalmente na década passada não voltará”, disse o especialista.

“O ponto chave é identificar novas oportunidades na mudança da estrutura da demanda chinesa e descobrir de onde vocês podem tirar proveito”,  alertou o especialista a empresários e representantes do setor privado, no encontro na Fiesp.

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Arthur Kroeber, especialista em mercados asiáticos da Dragonimics. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


O diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomaz Zanotto, reiterou que a nova demanda chinesa por produtos manufaturados pode ser uma oportunidade para o Brasil.

“Entendemos que a China entra em uma nova fase de seu desenvolvimento e vai se tornar um grande importador não apenas de bens primários. Isso é oportunidade para a indústria brasileira”, afirmou Zanotto no início do encontro.

A reunião foi conduzida pelo presidente da Seção Brasileira do Conselho Empresarial Brasil-China, e embaixador Sergio Amaral.

Subsecretária de Comércio dos EUA visita Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

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Subsecretária-adjunta de produção do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Chandra Brown. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A subsecretária-adjunta de Produção do Departamento de Comércio dos Estados Unidos da América (EUA), Chandra Brown, visitou na manhã  desta terça-feira (13/05) a sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Ela foi recebida pelo diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da entidade (Derex), Thomaz Zanotto.

Também participaram do encontro o vice-cônsul comercial dos Estados Unidos em São Paulo, Thomas Hanson, o conselheiro comercial do Consulado dos Estados Unidos na capital paulista, Steve Knode, e o diretor-adjunto do Derex, Antonio Bessa. O objetivo da visita foi discutir oportunidades de parceria entre Brasil e Estados Unidos para estimular a produção industrial brasileira.

“Acredito que a maior dificuldade não está em empresas de grande porte. O que eu ouço mais e realmente estou tentando ajudar são as empresas pequenas e médias”, afirmou Chandra. “Eu realmente apreciaria trazer missões comerciais com universidades porque elas podem ser muito inovadoras”, completou.

Segundo dados do Derex, o Brasil é o nono principal parceiro comercial dos Estados Unidos. A corrente de comércio entre os dois países chegou a US$71,1 bilhões em 2013.

Câmara de Comércio Exterior: comércio do Brasil com os EUA não está afetado

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Os canais de comércio do Brasil com os Estados Unidos continuam abertos apesar dos casos de espionagem envolvendo a nação norte-americana e o seu parceiro comercial mais importante do Mercosul, afirmou nesta terça-feira (15/04) o secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), André Alvim de Paula Rizzo.

“É uma relação tranquila no meu modo de ver. Há um problema pontual, mas em outra esfera”, afirmou o secretário, ao participar da reunião do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Em sua avaliação, Rizzo afirmou que o mal-estar gerado entre os dois países afeta outros lados, “mas estamos tentando separar comércio de diplomacia”.

Mesmo com a relação “tranquilamente administrável”, o secretário acredita que o Brasil ainda está longe de alcançar um acordo de comércio bilateral com os Estados Unidos.

“Até evoluir para um acordo vai demorar, mas o comércio está sendo feito sem problemas. Estamos com dificuldade de vender, comprando muito e vendendo pouco, mas isso é do jogo e também da nossa estrutura interna”, afirmou Rizzo.

Rizzo, ao microfone: “Estamos tentando separar comércio de diplomacia”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Rizzo, ao microfone: “Estamos tentando separar comércio de diplomacia”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Em janeiro deste ano, os EUA exportaram US$3,5 bilhões para o Brasil e importaram US$ 2,27 bilhões, segundo informações do Departamento de Comércio norte-americano.

Rizzo acredita que o único mal-estar gerado na relação do Brasil com os Estados Unidos foi o cancelamento da viagem à nação norte-americana por parte da presidente Dilma Rousseff. A decisão foi motivada pela divulgação de documentos relevados pelo ex-técnico da Agência de Segurança Nacional (NSA) Edward Snowden que mostraram que os EUA monitoraram comunicações de cidadãos brasileiras e da presidente.

“Houve o cancelamento da viagem, mas isso não está refletindo no campo econômico”, afirmou.

Mercosul e acordos

Ao apresentar as ações da Camex para os membros do Coscex da Fiesp, Rizzo afirmou que discutir se o Mercosul, bloco econômico do Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina, continua ou acaba é decisivo.

“O Brasil teve vantagem durante todos os 20 anos de acordo do Mercosul com relação aos seus parceiros e discutir hoje se vai ser para mais ou para menos, se acaba ou se fica como está é uma questão crucial”, disse o secretário.

Sobre possíveis acordos bilaterais com países da Europa e outras nações, Rizzo afirmou que “o mercado interno brasileiro está na pauta de todos os países do mundo”.

“Se eu falar que quero acordo com o Japão ele vai querer, com Canadá eles vão querer”, afirmou. “Quem não quis foi o México. Marcamos a primeira rodada que ocorreria em de 2011 e, faltando mais ou menos 10 dias, o México revogou”, lembrou o secretário. “Não foi falta de interesse do Brasil, essa era a nossa pauta e seria um acordo bem amplo”, reiterou.

‘Fórum Brasil-Estados Unidos’ debate produtividade da indústria e acordos comerciais

Alice Assunção e Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

As possibilidades de crescimento da indústria nacional, com mais comércio entre o Brasil e os Estados Unidos, estiveram no centro das discussões do “Fórum Brasil-Estados Unidos”, organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na manhã desta quinta-feira (06/06). O evento foi mediado pelo diretor-titular-adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Mário Marconini.

Os debates contaram com a participação de nomes como o coordenador de Pesquisa Econômica Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getúlio Vargas, Armando Castellar; o sócio da Tandem Global Partners e ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Paulo Vieira da Cunha; e o professor emérito da Universidade de Columbia (em Nova York) e da Universidade da Califórnia, Albert Fishlow.

Também participaram o embaixador e presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Rubens Barbosa,  a diretora do Center for Hemispheric Policy da Universidade de Miami, Susan Kaufman Purcell e o analista sênior especialista em América Latina da Eurasia Group em Washington, João Augusto de Castro Neves, entre outros.

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Fórum Brasil-Estados Unidos: acordos a partir da iniciativa privada. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Abrindo os trabalhos, Armando Castellar apontou um crescimento de 2,4% para o PIB brasileiro em 2013. Por outro lado, o desempenho da indústria deve ser melhor do que o registrado em 2012. “O comércio vai ter um ano mais difícil muito por conta do mercado de trabalho. Algo que ainda não é muito discutido, o crédito ao consumidor basicamente parou de crescer em termos reais”, observou Castellar.

Também dentro da discussão sobre a indústria, Albert Fishlow destacou a importância de elaboração de uma estratégia de crescimento a partir da produtividade. Autor do livro “O novo Brasil”, país ao qual dedica parte de seus estudos há mais de 40 anos, o professor disse ser equivocada a intenção de resgatar a indústria nacional dos anos 70, sendo mais eficiente, hoje, investir na produtividade industrial com avanços em tecnologia. “O único país que mantém a importância do setor industrial do passado é a Alemanha”, afirmou.

“Estados Unidos, Inglaterra, França… a participação do setor industrial começou a baixar nesses países e não me parece relevante a ideia de evitar isso simplesmente dando subsídios, aumentando tarifas e retomando políticas que foram usadas no passado”, explicou.

Segundo o professor, alterar a composição da indústria não significa recuperar uma participação no Produto Interno Bruto (PIB) perto de 28%, marca alcançada no auge do setor manufatureiro nos anos 1980. “O setor industrial precisa aumentar sua produtividade de maneira regular. Isso é a base do crescimento”.

A necessidade de sermos mais produtivos também foi defendida por Paulo Vieira da Cunha. “A produtividade aqui é baixa e falta estratégia para estimular o investimento”, explicou. “Não é apenas apertar o cinto um pouco. Precisamos aumentar a produtividade do investimento brasileiro”, completou.

Mais comércio

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Embaixador Rubens Barbosa: é preciso identificar oportunidades de melhorias e, depois, pedir ao governo para sacramentá-las sem barreiras. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Na segunda parte do “Fórum Brasil-Estados Unidos”, tiveram destaque as apresentações sobre o comércio entre os dois países. Para Rubens Barbosa, o interesse em incrementar o comércio bilateral entre as duas nações não tem partido de órgãos de relações internacionais e de comércio exterior de ambos os governos.

“Os interesses concretos de parceria estão vindo, por exemplo, do US Brasil Business Council e de empresas americanas que vêm aqui pra tratar de defesa”, afirmou Barbosa. “Ou a gente identifica esses interesses concretos para que haja uma solda e depois vem o governo e concretiza, ou não vamos sair do lugar”, afirmou o embaixador.

De acordo com Barbosa, não há necessidade de esperar um acordo oficial de cooperação bilateral para discutir o tema e remover obstáculos concretos ao comércio de ambos os países. “São barreiras burocráticas. O acordo de comércio virá um dia. Hoje, sem nenhum acerto de garantia de investimento ou de bitributação, o nosso comércio com os Estados Unidos está em torno US$ 60 bilhões.”

O embaixador acredita que o empresariado está no caminho certo, de buscar objetivamente facilidades para aumentar o comércio entre Brasil e EUA. E reforça que o mais apropriado no momento é “identificar as oportunidades concretas que existem e pedir depois ao governo para sacramentá-las sem barreiras.”

As iniciativas que partem do setor privado também foram destacadas por João Augusto de Castro Neves. “Num cenário como esse, no qual o governo vai enfrentar mais desafios econômicos, precisar de mais recursos e investimentos, é importante começar a buscar mais o setor privado, ajustar uma proposta que atraia o setor privado”.

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Susan Kaufman. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Em sua apresentação, Susan Kaufman Purcell fez algumas ponderações sobre os acordos comerciais firmados hoje. “Infelizmente, o Brasil tem vizinhos conflituosos no que diz respeito ao comércio”, afirmou. Na avaliação da diretora do Center for Hemispheric Policy da Universidade de Miami, uma solução para o país alcançar novos acordos de comércio com os países desenvolvidos seria deixar o Mercosul. “Não digo que não há oportunidades comerciais e econômicas com o Mercosul. Só acho que o acordo regional é um entrave aos esforços do país em se tornar mais competitivo”, concluiu.

Desconto maior na conta de luz aumentará economia de R$ 720 bilhões para R$ 945 bilhões nos próximos 30 anos

Nota Oficial

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) consideram o anúncio da presidente Dilma Rousseff em seu pronunciamento oficial na noite de ontem (23/01), quando ela anunciou novos índices de redução para a conta de luz e garantiu que eles serão implantados, um passo importante para que o Brasil possa recuperar sua competitividade.

Os novos índices de 18% para o consumidor e até 32% para a indústria e comércio, foram elogiados pelo presidente das entidades, Paulo Skaf. “Toda a sociedade ganha com isso. Reduzindo as contas de luz, os custos de produção serão reduzidos também, e bilhões de reais vão movimentar a economia. A medida beneficia todos os setores da sociedade, e atinge diretamente o bolso de cada brasileiro.”

Para Skaf, o pronunciamento da presidente reforça o compromisso assumido em setembro do ano passado, quando foi anunciada a redução de custos da energia. “Dilma tem mostrado sensibilidade, e suas ações concretas apontam a preocupação do governo com a competitividade do país. Todo mundo usa energia, todos os produtos precisam de energia para serem produzidos, todos os serviços consomem energia. Ao reduzir a conta de luz, o benefício é de todos.”

A redução das contas de luz de todos os brasileiros foi tema da campanha “Energia a Preço Justo”, liderada pela Fiesp e Ciesp nos últimos dois anos por meio de abaixo-assinado, campanha nos jornais, revistas, rádio e TV, e a mobilização do Congresso, do governo e da sociedade em torno do tema.

“Ganhamos a guerra contra aqueles que desejavam manter uma das contas de luz mais caras do mundo. Assim, não era possível crescer”, afirmou Skaf. “Esta é uma vitória de todos nós, brasileiros.”

Panorama China

O Panorama China é um relatório de acompanhamento da conjuntura econômica chinesa, bem como de fatos relevantes com potencial de impacto sobre a economia do país. O estudo é realizado pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex).

Empresários brasileiros e turcos se encontram na Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Vice-presidente da Fiesp, Elias Haddad (à direita) recebe delegação de Istambul. Foto: Everton Amaro


Ao receber empresários e autoridades de Istambul, na última terça-feira (28/08) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o vice-presidente da entidade, Elias Miguel Haddad, falou sobre o comércio bilateral entre e Brasil e Turquia e uma meta de elevar o volume de negócios para US$ 10 bilhões. Em quatro anos, o volume de comércio entre Brasil e Turquia chegou a US$ 3 bilhões.

O grupo liderado por Levent Çolakoglu, membro do Conselho da Associação de Exportadores de Istambul, esteve no Brasil para a 26ª Feira Internacional de Produtos, Suprimentos e Acessórios para Escritórios, Papelarias e Escola, que terminou nesta quinta-feira (30/08).

Um dos assuntos da pauta da reunião na Fiesp foi a realização de uma missão do setor têxtil e de confecções à Turquia possivelmente em novembro de 2012.

Roberto Giannetti na GloboNews: ‘Brasil protagoniza mudanças nas regras multilaterais da OMC’

Agência Indusnet Fiesp

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Roberto Giannetti, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp

Em entrevista ao programa Conta Corrente, da Globonews, o diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca, afirmou que, apesar da guerra cambial provocada por outros países, o Brasil está sendo muito corajoso em relação às mudanças de regras multilaterais da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O diretor falou à imprensa logo após o Seminário “Impactos do Câmbio sobre o comércio internacional”, realizado na manhã desta terça-feira (24/07), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“A guerra cambial, desvalorização provocada direta ou indiretamente por outros países, é um problema que continua, e é um problema que nós temos que evoluir numa mudança de regras multilaterais da Organização Mundial do Comércio, para que a gente possa melhorar, evoluir, aprimorar essas regras e evitar que essa situação evolua de forma negativa para a economia mundial. Eu acho que o Brasil está sendo muito corajoso, protagonista dessas mudanças, e eu acho que é um trabalho que nós vamos continuar apoiando, defendendo”, afirmou Giannetti.

FGV usa ‘observatório de câmbio’ para calcular desalinhamentos cambiais

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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Vera Thorstensen, professora e pesquisadora da EESP/FGV

Ao contrário de Suíça e Brasil, os Estados Unidos sempre passam a imagem de país com moeda estável, e isso não é verdade, segundo Vera Thorstensen, professora e pesquisadora da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EESP/FGV).

Durante o semimário “Impactos do câmbio sobre o comércio internacional”, realizado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta terça-feira (24), Vera informou que a FGV acaba de lançar o Observatório da Taxa de Câmbio. A ferramenta tem como objetivo estimar uma taxa de câmbio de equilíbrio para diversos países, a partir de metodologias alternativas existentes na literatura, para avaliar a robustez dos resultados.

“Agora podemos mostrar o que o FMI [Fundo Monetário Internacional] esconde – e não apenas os dados dos países que permitem”, afirmou a pesquisadora da FGV, ao explicar que o sistema é extremamente sofisticado na verificação de moedas, valorizadas ou não.

“Esta é uma das metodologias. E o que queremos mostrar é que quem estava desvalorizado, valorizou, e vice-versa; o jogo do comércio varia conforme o passar do tempo”. De acordo com Vera, nesta avaliação, os Estados Unidos atualmente estão com o câmbio mais desvalorizado que o da China.

Durante sete anos em que o Brasil esteve com a moeda valorizada, segundo a professora, o país anulou completamente a defesa que tinha na área de tarifa e os direitos que negociou na Organização Mundial do Comércio (OMC). “Isso é o que foi feito nos últimos oito anos, quando valorizou sua tarifa”, apontou.

Os países com câmbio valorizado, como o Brasil, apontou a pesquisadora, reduzem ou mesmo anulam os direitos tarifários negociados na OMC. Já os países com câmbio desvalorizado (EUA, Índia, China) subsidiam exportações.

“Desalinhamentos cambiais significativos e persistentes afetam a eficiência dos instrumentos de política comercial negociados na OMC. Portanto, devem ser por ela regulados”, sublinhou Vera Thorstensen.

Alan Garcia, ex-presidente do Peru, fala na Fiesp sobre comércio e investimentos

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp 

Bitributação, acordos de promoção e proteção de investimentos. Estes são os temas do seminário “Comércio e Investimentos Brasil-Peru”, que acontece nesta sexta-feira (25/05), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com a presença do ex-presidente do Peru, Alan Garcia.

Esta é sexta vez que Alan Garcia visita a Fiesp. Em 2008, a entidade, em parceria com o governo peruano, realizou a “Expo Peru”, evento que reuniu cerca de mil empresários e contou com a participação do então presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

Em 2011, o Brasil recebeu cerca de US$ 141 milhões em investimentos diretos provenientes do Peru. Já os investimentos brasileiros em território peruano somaram US$ 60 milhões. Durante o seminário desta sexta-feira, serão apresentados cases de empresas brasileiras que tiveram sucesso em negociações com aquele país.

Confira aqui a programação. 

Corrente de comércio entre Brasil e Argentina bate recorde de US$39,6 bi em 2011

Agência Indusnet Fiesp 

Em 2011, a corrente de comércio entre Brasil e Argentina registrou recorde de US$ 39,6 bilhões, aumento de 17% em relação ao ano anterior. O saldo foi positivo para o Brasil, que apresentou superávit de US$ 5,8 bilhões.

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O produto brasileiro com maior participação no mercado de importados da Argentina é o automóvel (16%) que também é a mercadoria que o Brasil mais importa do país vizinho, como mostra a tabela abaixo:

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Acredita-se que a tendência da política comercial na Argentina, para este ano, é de agravamento das medidas de controle sobre o comércio e da escalada do protecionismo com o objetivo de resguardar a indústria doméstica e manter o superávit comercial.

Skaf: Indústria e comércio devem se unir contra altos impostos

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp 

Na solenidade de abertura do 27º Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados, promovido pela Associação Paulista de Supermercados (Apas), o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, chamou a atenção dos empresários e representantes do poder público presentes ao citar a competitividade como palavra-chave no panorama atual do segmento varejista. “É o que vai fazer a diferença no século 21, e para isso é preciso que a indústria e o comércio estejam de mãos dadas para lutar pela redução dos altos impostos”, afirmou.

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp, e Geraldo Alckmin, governador do Estado de São Paulo, na Apas 2011

Skaf sinalizou que, seja na inovação ou no campo tributário, o setor industrial tem feito “um tremendo esforço para aumentar 0,5% de competitividade, enquanto se paga 17% de impostos na cesta básica no Brasil, contra 5% no mundo”. Estas taxas, segundo ele, afetam mais as famílias que têm renda mensal de até 2 mil reais.

O líder empresarial disse ainda que a inovação deve ser adotada como cultura pelas novas gerações: “Ela é o diferencial da nossa concorrência, e só a união entre os setores fará com que os problemas fiquem menores”, aferiu Skaf.

Maior prazo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou a ampliação, em 30 dias além do limite, para o pagamento do ICMS, exclusivamente para os negócios fechados durante a feira, que segue até o dia 12 de maio no Expo Center Norte.

“Essa parceria entre a Apas e o Procon mostra entendimento da lei do Código do Consumidor, e a vontade de ambas as partes de que o consumidor não seja lesado e que tenha seus direitos preservados”, concluiu Alckmin.

Ministro da Indústria e Comércio da Índia vem à Fiesp, nesta quinta-feira (2/8)

Agência Indusnet Fiesp,

O governo indiano pediu à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para mobilizar os empresários brasileiros a prestarem mais atenção na Índia como mercado em forte ascensão. O ministro indiano da Indústria e Comércio, Jyotiradity Scindia, estará na entidade nesta quinta-feira (2), às 9h, com cerca de 20 empresários de seu país.

A Fiesp já listou mais de 30 empresas nacionais que confirmaram interesse em oferecer oportunidades em máquinas e equipamentos, energia, alimentação, mineração, veículos e serviços.

Em sua primeira visita ao Brasil, o ministro quer ampliar a plataforma de negócios entre os dois países. Embora não esteja oficialmente na pauta do encontro, o acordo entre a Índia e o Mercosul deverá roubar um tempo da reunião.

O acordo entre o País e o bloco sul-americano ainda é muito restrito e só oferece algumas preferências tarifárias. No ano passado, por ocasião da visita da presidente da Índia, Pratiba Devisingh Patil, ao Brasil, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi taxativo em dizer que triplicaria as trocas comerciais entre os dois países.

De acordo com a Fiesp, os esforços para atingir os US$ 10 bilhões de comércio precisam ser mais agressivos. Em 2008, o volume negociado foi de US$ 4,6 bilhões; 2009 fechou com 5,6 bilhões.

Fiesp aplaude medidas anunciadas pela Câmara de Comércio Exterior

Agência Indusnet Fiesp,

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebe com satisfação a decisão do Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex), divulgada nesta terça-feira (17), que viabiliza a aplicação de mecanismos para coibir práticas evasivas às medidas antidumping e compensatórias em vigor, também conhecidas como “circunvenção”.

Muito embora a previsão de referidos mecanismos tenha sido incluída na legislação brasileira em setembro de 2008, sua concreta utilização estava condicionada à pendente regulamentação pelo governo federal.

Nesse contexto, a Fiesp atuou com grande empenho perante o governo para assegurar a efetiva aplicação desses instrumentos e, por consequência, reparar os graves prejuízos sofridos pelo setor privado brasileiro em razão da “circunvenção”.

A regulamentação anunciada nesta terça-feira, portanto, significa importante avanço para preservar a eficácia das medidas de defesa comercial aplicadas em favor da indústria brasileira.

Espera-se que, após quase 23 meses, estejam presentes as condições para corrigir com celeridade os contundentes indícios de “circunvenção” identificados em casos como escovas para cabelos, pedivelas para bicicletas, calçados, dentre inúmeros outros.

Além do avanço registrado atualmente, a Federação ainda vislumbra desafios relevantes para garantir a devida proteção da indústria doméstica contra práticas desleais de comércio, como por exemplo o fortalecimento da estrutura dos órgãos que atuam nesta atividade.

Em especial, a Fiesp entende necessário assegurar ao Departamento de Defesa Comercial (Decom) do MDIC e às aduanas os recursos necessários para o pleno desempenho de suas funções.

Apenas em um contexto de efetivo combate às ilegalidades no comércio internacional a indústria brasileira terá condições de competir em termos de igualdade com as importações, cada vez mais crescentes. A Fiesp está engajada em perseguir esse importante objetivo.

Mudanças climáticas vão influenciar o comércio no mundo

Lucas Alves, de Copenhague, Dinamarca, Agência Indusnet Fiesp

O meio ambiente se tornou tema transversal a todos os processos produtivos há aproximadamente 15 anos, influenciando de maneira evolutiva e impactando os acordos de comércio internacional.

As decisões que deverão ser tomadas na Cúpula do Clima, que a Organização das Nações Unidas (ONU) realiza até o dia 18 em Copenhague, Dinamarca, poderão causar perdas de níveis concorrenciais aos países.

Na palestra que a Fiesp realiza nesta terça-feira (15), às 16h30, hora local de Copenhague (13h30 no horário de Brasília), no Espaço do Brasil na COP15, o diretor de negociações da entidade, Mário Marconini, discute como o setor produtivo poderá ser afetado pelas metas de redução das emissões de gases de efeito estufa e seu impacto nos negócios.

“A falta de diálogo entre a OMC e a UNFCC (para a sigla de Convenção das Partes das Nações Unidas em Mudanças Climáticas) continua a ser um grande abismo que pode contribuir para o aumento do protecionismo”, avalia.

Outra preocupação apontada por Marconini e que será levada ao debate desta terça é que os países desenvolvidos poderão usar a crise financeira e o regime de mudança climática como desculpas para promover ajustes de fronteira, tarifas e subsídios.

“Novos estudos e pesquisas devem ser produzidos a fim de esclarecer as relações entre as alterações climáticas e o comércio mundial”, defende.

Segundo ele, a Fiesp entende que os regimes de mercado são mais eficientes e transparentes para a redução das emissões de gases de efeito estufa e representam menor custo de adaptação do que a criação de tributação através de instrumentos jurídicos.