Fiesp realiza workshop sobre cadeias globais de valor e comércio por valor agregado

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Para debater a realidade brasileira e os avanços internacionais na questão das cadeias globais de valor e o comércio por valor agregado, a Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) realizou nesta quinta-feira (03/04) um workshop sobre o tema.

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Evento contou com diretores do Derex e representantes da OCDE. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Participaram do encontro representantes do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, economistas e membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), órgão internacional que congrega 34 países – o Brasil não está entre os países-membro, mas faz parte do grupo que recebe cooperação da OCDE, por meio de grupos de trabalho e programas.

O diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, fez a abertura do workshop, falando do atual momento da política externa no Brasil, dando como exemplo os encontros “Diálogos de política externa” promovido pelo ministério das Relações Exteriores.

“Um dos consensos que surgiram nesses diálogos é que a sociedade brasileira, hoje, está muito interessada nas questões de política externa e comércio exterior”, afirmou. “Outro consenso é que o comércio exterior brasileiro precisa de uma política estratégica integrada.”

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Thomaz Zanotto: “É preciso entender como as cadeias se aplicam na realidade do Brasil.” Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Segundo Zanotto, o tema das cadeias globais de valor aparece com cada vez mais frequência e intensidade. “É preciso entender como as cadeias se aplicam na realidade do Brasil, país que é forte em insumos e matérias-primas, mas que tem uma grande e diversificada base industrial instalada e um dos mercados internos mais dinâmicos e atrativos do mundo.”

Ainda na abertura, Ken Ash, diretor para comércio exterior e agricultura da OCDE, explicou o trabalho desenvolvido pela organização.

“Diariamente, conversamos com governos e pessoas preocupadas em melhorar o desempenho das políticas internacionais e, ao mesmo tempo, buscamos conversar com as empresas para verificar como as políticas são aplicadas na prática”, disse Ash.

“As economias mundiais estão mais conectadas do que imaginamos. Com a produção cada vez mais fragmentada pelo mundo, precisamos uns dos outros cada vez mais. E as maneiras de fazer essas conexões estão aumentando em número, mas também em complexidade e isso exige uma política moderna, dinâmica e flexível, para que todas as empresas possam obter vantagens nesse mercado global.”