Fiesp promove encontro empresarial Brasil-Hungria para incrementar fluxo de comércio bilateral

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

Apesar de o Brasil ser o segundo maior parceiro comercial da Hungria na América Latina – perdendo apenas para o México –, o fluxo bilateral em termos absolutos é pouco expressivo: US$ 417,3 milhões. Em 2011, as exportações húngaras cresceram 55%, já as importações registraram um aumento de 29%.

Com a intenção de melhorar ainda mais esses índices, o secretário de Estado do Ministério da Economia da Hungria, Kristóf Szatmáry, desembarca na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na terça-feira (13/11), às 9h, para promover o Primeiro Encontro Empresarial Brasil-Hungria.

Essa é a segunda vez que a Fiesp promove uma rodada de negócios com a Hungria. Em 2007, na primeira edição do evento, estiveram presentes nove empresas húngaras e doze empresas brasileiras, totalizando vinte reuniões. Os setores envolvidos foram construção, imobiliário, moveleiro, metais leves, plásticos e marcenaria.

Desta vez, esperam-se empresas dos setores de serviços, bebidas não alcóolicas, construção, têxtil, pesquisa e desenvolvimento, T.I., produtos eletroeletrônicos (voltados para a divulgação e propaganda de produtos) e autopeças.

Além de Szatmáry, outros 40 empresários compõem a comitiva. Entre as dezessete empresas húngaras convidadas, destaque para uma fabricante de bebidas energéticas com projetos avançados para instalação de plantas industriais em São Paulo.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), os setores de peles (33%), máquinas e aparelhos mecânicos (16%) e pastas de madeira (11%) totalizaram 60% da pauta de exportações brasileiras à Hungria. Nas importações, o setor de máquinas representou metade das compras brasileiras, seguido pelo de veículos, incluindo tratores (17%).

Ainda durante o Encontro Empresarial, o secretário húngaro irá homenagear o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, com a entrega da Ordem do Mérito Húngara, em reconhecimento por esforços realizados em busca de aproximação e intensificação dos laços comerciais.

Na Globo News, Skaf fala sobre comércio bilateral com a Argentina

Agência Indusnet Fiesp

Paulo Skaf, presidente da Fiesp/Ciesp. Foto: Junior Ruiz

Paulo Skaf, presidente da Fiesp/Ciesp, fala à Globo News. Foto: Junior Ruiz

Após encontro com o secretário de Comércio Interior da Argentina, Guillermo Moreno, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, comentou para a equipe de reportagem do Jornal das Dez, da Globo News, sobre o comércio bilateral com o parceiro argentino e questões como protecionismo, as quais sempre permearam a pauta de negócios entres os dois países.

“Existem mais barreiras nas exportações brasileiras, sem dúvida nenhuma, nós sabemos disso. Num ano em que eles estão com crise, com preocupação com a falta de dólar, é natural quererem intensificar as barreiras, porém, nós vamos fechar o ano com um superávit comercial de US$3 bilhões, então, o Brasil não deixou de vender”, disse Skaf.

“Nosso esforço é para poder vender mais para Argentina, mas temos que comprar mais também, para buscar o melhor equilíbrio, porque, caso contrário, sempre vamos ter dificuldades nas relações comerciais com eles”, concluiu o presidente da Fiesp.

A Argentina é o terceiro maior comprador de produtos brasileiros enquanto o Brasil é o parceiro comercial número 1 do país vizinho. As exportações brasileiras para a Argentina, no entanto, caíram 18% entre janeiro e agosto, parcialmente, por conta da crise financeira internacional.

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Fiesp e governo esloveno firmam entendimento para cooperação mútua

Nina Proci, Agência Indusnet Fiesp

Com o objetivo de estreitar relações comerciais com o Brasil, o vice-primeiro-ministro do Desenvolvimento Econômico e Tecnológico da Eslovênia, Radovan Zerjav, esteve nesta terça-feira (19/06) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), acompanhado por autoridades e empresários de seu país.

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Na Fiesp, governo esloveno discute oportunidades de negócios

A comitiva eslovena foi recebida pelo diretor-titular-adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Newton de Mello. Durante a reunião, Mello e o diretor de Relações Internacionais da Câmara de Comércio da Eslovênia, Ales Cantarutti, assinaram um memorando de entendimento entre a Fiesp e o governo esloveno.

“Existe muito campo para cooperação e desenvolvimento mútuo”, destacou Newton de Mello, acrescentando que os dois países podem trocar experiências na área tecnológica, além do intercâmbio técnico-científico.

Radovan Zerjav disse que saiu satisfeito e otimista do encontro: “Fico contente. Hoje estamos provando que a distância não é empecilho para estreitar relações entre Brasil e Eslovênia”.

Também participaram do encontro o diretor-geral do Departamento de Turismo e Internacionalização do ministério do Desenvolvimento Econômico e Tecnologia da República da Eslovênia, Marjan Hribar; a embaixadora da República da Eslovênia para o Brasil, Milena Smit; e o diretor da Investe São Paulo, Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade, Sérgio Rodrigues Costa.

Rodada de negócios

Após o encontro, empresários eslovenos participaram de uma rodada de negócios com representantes brasileiros dos setores de energia, eletrônico, tecnologia da informação, bancário, farmacêutico, químico e automotivo. No total, mais de 50 empresas trocaram informações sobre produtos e serviços oferecidos por elas.

Com aproximadamente 2 milhões de habitantes, a Eslovênia é um país europeu que faz fronteira com quatro países: Áustria, Hungria, Croácia e Itália. Sua capital é Liubliana.

Ministro da Economia de Portugal quer mais investimentos brasileiros em seu país

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

Em visita à Fiesp, na manhã desta segunda-feira (19/09), o ministro da Economia de Portugal, Álvaro Santos Pereira, falou sobre o interesse do país em atrair investimentos brasileiros, especialmente aqueles relacionados aos projetos de privatizações de estatais portuguesas.

Presidente da Fiesp, Paulo Skaf, recebe o ministro de Economia de Portugal, Álvaro Santos Pereira. Foto: Junior Ruiz

Presidente da Fiesp, Paulo Skaf, recebe o ministro de Economia de Portugal, Álvaro Santos Pereira

“Queremos diminuir o peso da economia estatal e abrir a economia para as empresas brasileiras”, declarou Pereira. “Para nós, o Brasil é muito importante – somos irmãos na língua e na história –, por isso faz sentido aumentarmos a parceria econômica”, completou.

As oportunidades de investimentos para os brasileiros estão, principalmente, no setor de construção civil e nas estatais, já que o governo português irá privatizar neste ano a EDP e GALP, empresas do setor de energia. Para o ano que vem está prevista a venda, ao setor privado, da companhia aérea TAP e da operadora aeroportuária, ANA.

Segundo o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, este é um bom momento para se investir no país. “Lá em Portugal as coisas não estão caras, porque eles passam por uma fase de crise, diferente do Brasil, que está com os ativos supervalorizados”, avaliou.

“Além disso, o país é uma boa plataforma para os mercados europeu e africano, e os empresários brasileiros ainda podem contar com a facilidade de se ter língua e cultura semelhantes”, completou Skaf.

Sobre a possibilidade de a crise econômica afetar a estabilidade e o ingresso de investimentos estrangeiros, Pereira disse que “nas crises existem grandes oportunidades”, principalmente no que tange a melhoria dos processos político e econômico.

“É muito importante ressaltar que nós iremos levar a cabo mudanças relevantes nos níveis de capital de giro, trabalhista e de investimentos. Também iremos aumentar a celeridade de decisão sobre projetos, para que as empresas que tenham a intenção de investir em Portugal consigam uma resposta rápida sobre as condições de negócios”, revelou.

Comércio bilateral

O comércio entre Brasil e Portugal apresentou crescimento médio de 10% ao ano, durante os últimos seis anos, saindo de US$ 1,2 bilhão para US$ 2,1 bilhões. Apesar dos superávits brasileiros se manterem durante o período, as importações portuguesas cresceram mais que o dobro das exportações brasileiras para o país europeu, respectivamente 20% contra 8%, o que diminuiu a assimetria comercial.

Dos produtos brasileiros exportados, 61,3% se concentram nos setores de:

  • Combustíveis minerais (32,9%);
  • Sementes e frutos oleaginosos (18,7%);
  • Açúcares e produtos de confeitaria (9,7%).Já as importações concentram-se nos setores de:
  • Gorduras e óleos animais ou vegetais (23,3%);
  • Peixes e crustáceos (14,7%);
  • Máquinas e aparelhos mecânicos (8,9%).


Relações institucionais

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo sempre se preocupou em estreitar relações com Portugal e, assim, promoveu diversos eventos e missões para promover os laços comerciais.

Entre eles estão a Missão Empresarial à Feira Alimentária (Lisboa, 2003); o Encontro Empresarial Brasil – Portugal (São Paulo, 2008) e a Visita do Primeiro Ministro de Portugal, José Sócrates (São Paulo, 2010).

Presidente da Fiesp defende relação recíproca com os Estados Unidos

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp

Durante encontro nesta segunda-feira (21) com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Gary Locke, e o presidente do Eximbank norte-americano, Fred Hochberg, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, voltou a defender uma relação recíproca do comércio bilateral entre os dois países.

Uma das preocupações da Fiesp são os subsídios distorcidos que a Casa Branca concede aos seus agricultores. Para Paulo Skaf, essa assistência ao setor agrícola prejudica a competitividade internacional – especialmente com o Brasil, por ser um dos maiores produtores agrícolas do mundo.

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Gary Locke, secretário de Comércio dos Estados Unidos

Gary Locke ressaltou que assuntos como esse só poderão ser resolvidos em negociações multilaterais de comércio, no caso a Rodada Doha, paralisada desde 2008, por falta de consenso entre Brasil, Estados Unidos e Índia.

Skaf argumentou que novas propostas para Doha não podem anular os avanços conquistados, especialmente nos temas agrícola e industrial. “Os Estados Unidos reconhecem que precisam flexibilizar mais sua abertura agrícola. No entanto, espero que as negociações sejam retomadas com base no texto de 2008, sem nenhuma surpresa”, disse o presidente da Fiesp.

Financiamento

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Fred Hochberg, presidente do Eximbank

Pouco antes do encontro com Gary Locke, Paulo Skaf conversou com o presidente do Eximbank – equivalente ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) –, Fred Hochberg, que anunciou financiamento de US$ 1 bilhão para empresas brasileiras envolvidas em projetos da Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

Este dinheiro deverá ser utilizado para a compra de produtos dos Estados Unidos ou serviços de empresas norte-americanas. Além deste valor, o Eximbank vai emprestar US$ 2 bilhões para que a Petrobras contrate empresas ou compre produtos norte-americanos. Um empréstimo de US$ 300 milhões à companhia aérea Gol também já foi aprovado.

O presidente do Eximbank disse que o Brasil está entre os nove países que o banco considera prioritários para receber investimentos. Na lista, além do País, aparecem a China, Índia, México, Turquia, Indonésia, Colômbia, África do Sul e Nigéria. “Esperamos que esses financiamentos façam com que as empresas brasileiras alcancem um nível mais elevado na relação bilateral”, disse Hochberg, que também se reuniu com empresários dos dois países.

Fiesp organiza seminário para ampliar relações com Uruguai

Elcio Cabral, Agência Indusnet Fiesp

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Os presidentes Paulo Skaf (Fiesp/Ciesp) e José Mujica (do Uruguai) durante encontro na sede da federação

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, recebeu na manhã desta segunda-feira (14), o presidente da República Oriental do Uruguai, José Alberto Mujica Cordano, para o encontro empresarial realizado na sede da entidade.

O foco do encontro são as oportunidades de integração produtiva e comércio bilateral. Além do presidente uruguaio, também compareceram ao evento empresários e os ministros de Economia, Relações Exteriores, Indústria e da Agricultura. Do lado brasileiro, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, além de empresários de distintos setores.

Na abertura do primeiro painel, “Brasil-Uruguai: Integração Econômica e Oportunidades de Negócios”, o diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca, chamou atenção para o isolamento do Mercosul.

“O Mercosul permanece muito isolado em si mesmo. Os acordos de livre comércio com outras regiões do mundo, com outros países importantes, são poucos. Algumas tentativas foram feitas, especialmente com a União Europeia. Mas o fato é que o Mercosul tem uma baixa atividade do ponto de vista de acordo comerciais firmados”, afirmou Giannetti.

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Luis Almagro, ministro das Relações Exteriores do Uruguai

Luis Almagro, ministro das Relações Exteriores da República Oriental do Uruguai, lembrou que o Brasil é o maior parceiro comercial de seu país. As vendas de produtos do vizinho para Brasil é superior à soma das importações feitas por Argentina, China e Estados Unidos. Além disso, o Brasil é o principal vendedor de produtos para o Uruguai.

Almagro ainda destacou a importância da indústria paulista, responsável, em 2010, por 39,5% das exportações brasileiras para o Uruguai – o Brasil exportou cerca de US$ 1,5 bilhão, e São Paulo respondeu por pouco mais de US$ 600 milhões.

“As relações de São Paulo com o Uruguai estão acima das de muitos países”, disse o ministro Almagro, e completou: “O Brasil é o país que mais investe no Uruguai”.