Marinha do Brasil e setor de calçados discutem na Fiesp estímulo a parcerias

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

O Comitê da Cadeia Produtiva do Couro, Calçados e Componentes (Comcouro) e o Departamento de Defesa (Comdefesa) da Fiesp organizaram um encontro nesta terça-feira (11 de abril), com a Marinha do Brasil para um diálogo de aproximação com o setor calçadista.

A busca pela qualidade do produto inclui a atuação do Senai-SP, que possui referências em processos de tecnologia em P&D e faz parte da Tríplice Hélice.  Nesse sentido, a Marinha irá trabalhar com a indústria nacional e com o Senai, para estabelecer especificações para cada calçado utilizado em situações diferente de trabalho pelos oficiais.

Renato Daracdjian, diretor do Senai unidade Vila Maria, disse que agora o Senai tem a função de fazer esta interface, para de fato levar o melhor produto para a indústria de defesa.

“Este é um momento oportuno para debatermos o que acontece no setor e melhorar os produtos que recebemos”, enfatizou o vice-almirante Helio Mourinho Garcia Junior, diretor de Abastecimento da Marinha.

Segundo Garcia, as Forças Armadas de muitos países compram calçados brasileiros e são atendidos conforme suas especificações. Garcia disse que para a Marinha, que tem sede no Estado do Rio de Janeiro, é muito difícil ter um diálogo com o setor, que tem fabricantes em outros Estados. “Queremos entender onde estamos errando, para melhorar nosso diálogo e, consequentemente, os produtos que recebemos.” De acordo com o almirante, muitas vezes a Marinha recebe os representantes comerciais, e a ideia é estreitar o diálogo e o relacionamento pessoal com os fabricantes.

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Reunião da Marinha do Brasil com o Comcouro e o Comdefesa, da Fiesp, sobre calçados. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Comitê da Cadeia Produtiva do Couro da Fiesp planeja parceria com Forças Armadas para o fornecimento de calçados

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Hora de planejar o ano, unir forças e ir em busca de novas oportunidades. Realizada na tarde desta segunda-feira (06/02), na sede da Fiesp, em São Paulo, a reunião plenária do Comitê da Cadeia Produtiva de Couro, Calçados e Artefatos (Comcouro) da federação destacou algumas metas dos empresários do setor para 2017.

“Temos que aproveitar toda a força nós temos por estarmos nessa casa”, afirmou o coordenador do Comcouro, Samir Nakad.

Entre os planos do comitê, está uma parceria com o Departamento da Indústria da Defesa (Comdefesa), para a tentativa de fornecimento de produtos como calçados masculinos e femininos para a Marinha. “O Comdefesa nos procurou para aproximar as nossas indústrias das Forças Armadas”, disse Nakad. “Vamos organizar uma reunião com representantes dos dois lados”.

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A reunião do Comcouro: fornecimento de calçados masculinos e femininos para a Marinha. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Plenária do Comcouro mostra campanha em defesa do couro da CICB e ações do Senai em inovação e tecnologia

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

A reunião plenária do Comitê da Cadeia Produtiva de Couro, Calçados e Artefatos (Comcouro) da Fiesp realizada nesta terça-feira (15/9) e conduzida pelo seu coordenador, Samir Nakad, teve a participação de Lucia Vivacqua, agente de inovação do Senai-SP. Ela explicou o trabalho da entidade em inovação e transferência de tecnologia. O destaque de sua apresentação foi a explicação sobre o Edital Senai de Inovação, que em sua edição 2015 tem R$ 20 milhões em recursos para fomento de projetos de inovação no Brasil todo. O Senai-SP incentiva as indústrias paulistas a apresentar projetos.

Dividido em três categorias (inovação tecnológica; startups inovadoras; soluções em qualidade de vida e segurança e saúde do trabalhador), o edital fornece até R$ 400 mil por projeto (na forma de utilização da rede Senai). A contrapartida da empresa vai de 5% (no caso de startups) a 100% (estabelecimentos de grande porte).

Segundo Lucia, não houve ainda no edital projetos do setor de couro e calçados. Usou como exemplo hipotético de projeto que poderia ser escolhido um novo tipo de pesponto para calçados de couro.

O Senai oferece uma série de serviços para o setor de couro, como diversos tipos de ensaios em laboratório, criação de desenhos de calçados, confecção de protótipos, desenho digital 3D e impressão 3D de componentes de calçados e artefatos.


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Plenária do Comcouro, com participação de convidados do Senai-SP, Code e CICB. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Usamos Couro

Também convidado para a plenária do Comcouro, Ricardo Michaelsen, coordenador do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), explicou ações recentes para valorização do couro. A proliferação de termos que levam o consumidor a engano, apresentando material sintético com nomes que levam a supor a presença ou características do couro, levou o CICB a lançar a iniciativa Lei do Couro. Entre as medidas tomadas está o monitoramento diário de jornais, revistas, redes sociais e portais de notícias, para identificar e notificar o uso errôneo de termos.

Desde setembro de 2014 são realizadas as Blitze Lei do Couro, com visitas a lojas. Mais de 14 mil estabelecimentos já foram avaliados, e mais de 13 mil infrações pela identificação incorreta de material em roupas e móveis, por exemplo, foram lavradas desde então. Já houve efeitos, segundo Michaelsen, que fala em queda recentemente do número de infrações. A iniciativa chegou a São Paulo no dia 14 de agosto de 2015.

Em maio, a CICB lançou o site Usamos Couro, mote escolhido para a defesa do material. Clique aqui para conhecer a Lei do Couro e o site da iniciativa Usamos Couro.

Oportunidade olímpica

Mário Eugênio Frugiuele, coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code), participou da reunião plenária do Comcouro para apresentar seu comitê e falar sobre oportunidades para a indústria nas Olímpíadas de 2016. Frugiuele informou sobre a realização em 24 de setembro de reunião na Fiesp para disseminar informações a respeito das aquisições que serão feitas para os Jogos. Disse que as compras estão abertas até dezembro, para entrega de produtos ao longo de seis meses. Deu como exemplos de produtos afins às indústrias do Comcouro bolsas e calçados.

Foto: Instituto Europeu di Design fala de economia criativa para Comitê do Couro

Agência Indusnet Fiesp, 

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Reunião do Comcouro nesta segunda-feira (9/2). Foto: Helcio Nagamine


Os membros do Comitê da Cadeia Produtiva de Couro, Calçados e Artefatos (Comcouro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) conheceram na tarde desta segunda-feira (9/2) um projeto de produção de calçados artesanais do Instituto Europeu di Design (IED) com seringueiros do Acre.

Na ocasião, o coordenador de pós-graduação do instituto, Fabiano Pereira, apresentou os resultados da iniciativa AcreLátex Design Lab, que capacitou seringueiros e artesãos de comunidades locais para a produção de calçados que expressem as origens da região. Os produtos, feitos exclusivamente de látex, foram exibidos durante uma exposição do setor em Milão, na Itália.


Retrospectiva 2014 – Design para aumentar competitividade foi destaque do setor

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1545192609Durante o ano de 2014 o Comitê da Cadeia Produtiva do Couro, Calçados e Acessórios (Comcouro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) promoveu encontro com especialistas para buscar melhores opções para ampliar as vendas do setor. Vendas online ou multicanal e otimização logística foram alternativas discutidas em encontro realizado em conjunto com Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil (Comtextil).

Ao longo do ano, a Fiesp apoiou eventos como Senai Mix Design e o Prêmio Francal Top de Estilismo, que apresentou tendências de moda e estilo para calçados e bolsas e revelou talentos criativos. No Salão Inspiramais, além das tendências para as próximas estações, fabricantes e compradores puderam participar de Rodadas de Negócios.

As indústrias paulistas também marcaram presença na Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessórios – Francal, considerada o primeiro grande evento de negócios do setor no país.


NOTÍCIAS DE DESTAQUE EM 2014 


DEZEMBRO

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Comcouro da Fiesp avalia as ações e defesas do setor para 2015. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Em última reunião do ano, Comcouro/Fiesp avaliou algumas propostas de ações para o ano de 2015. Entre os pleitos dos setor que devem ser discutidos pelo Comitê no início do próximo ano estão as implicações do crédito outorgado referente ao Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) repassado aos lojistas e o cálculo do Fator Acidentário Previdenciário (FAP) . >> Leia mais


NOVEMBRO

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Vencedores da edição 2014 do Prêmio Francal Top de Estilismo. Foto: Divulgação

Quatro representantes das escolas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), das cidades de Jaú e Franca, foram agraciados na cerimônia de premiação do 20º Prêmio Francal Top de Estilismo.

A premiação é considerada a principal do gênero na América Latina e há 20 anos promove o design brasileiro e revela talentos no setor calçadista. >> Leia mais


SETEMBRO
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Steinbruch: é necessário adotar soluções de curtíssimo prazo para desafogar a indústria. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Durante encontro com empresários da região de Jundiaí (SP), o então presidente em exercício da Fiesp, Benjamin Steinbruch, avaliou que a exportação é uma das saídas para a indústria brasileira.

No encontro, Steibruch afirmou que uma desvalorização cambial é outra ação importante para facilitar as exportações. >> Leia mais.


JULHO

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A empresária Sandra foi uma das contempladas com as dicas do evento. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

No “Senai Mix Design” foram apresentadas aos empresários as tendências de moda e estilo para a indústria de artefatos de couro e de semi-joias das próximas estações.

A partir de pesquisas das principais tendências globais, o projeto Senai Mix Design Outono/Inverno – 2015, compôs um box compilado de direções criativas que apresentam referências de moda e estilo para a indústria. >> Leia mais


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Jaime Michel: “Pedidos pequenos têm custos de operação maiores”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Em reunião na Fiesp, promovida pelo Comcouro e Comtextil, Jaime Michel, CEO da SDI Logistics, disse que os centros de distribuição e operação têm muito o que fazer.

O especialista destacou que , no cenário atual com a grande variedade de recursos de vendas (por celular, e-mail, redes sociais, lojas online e multicanal), multiplicam-se as formas de vender e comprar.  >> Leia mais


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A Feira internacional Francal é a principal do segmento calçadista

Na maior feira de calçados do País, a Francal, realizada em São Paulo, as indústrias paulistas marcaram presença entre os mais de 800 expositores – fabricantes de calçados de várias partes do Brasil, desde grandes a até pequenos e médios calçadistas, grifes de renome internacional e birôs de moda voltados a produtos de maior valor agregado. >> Leia mais


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Salão Inspiramais Inverno 2015 contou com apoio das entidades da indústria. Foto: DIvulgação

Entidades que integram o Comcouro/Fiesp apoiaram o “Salão de Design Inspiramais Inverno 2015”. O evento foi promovido pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Footwear Components by Brasil e Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), foi criado para reunir especialistas em design de acessórios, fabricantes de matérias-primas, calçados e acessórios. >> Leia mais

FEVEREIRO

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Palestra sobre tendências para a primavera-verão 2014/2015. Foto: Everton Amaro/Fiesp

As macro-tendências de comportamento e consumo destinado às indústrias de vestuário, couro, calçados e joias e bijuterias. foram apresentados em palestra e no conjunto de cindo libros que compõe o box Senai Mix Design. Os pesquisadores e criadores do associaram esses fenômenos naturais e suas interpretações a estamparias, modelagens, tecidos e cores no caderno de inspirações para primavera-verão 2014/15. >> Leia mais.


JANEIRO

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Lançamento do Senai Mix Design na escola Senai do Brás, em São Paulo. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O website do Senai Mix Design foi lançado reunindo informações sobre as tendências para a indústria de vestuário e artefatos de couro para a temporada 2014/2015. >> Leia mais.

No período de 28 de janeiro a 13 de fevereiro foram realizados eventos de lançamento do box Senai Mix Design primavera-verão 2014/2015 em várias cidades. O box de tendências foi disponibilizado para comercialização pela Senai-SP Editora. >> Leia mais


São Paulo tem a semana mais quente em eventos do setor coureiro-calçadista

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Na terça-feira (15/07) iniciou a Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessórios – Francal, a maior feira de calçados do País. O evento acontece no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, até sexta-feira (18).

E nesta quarta-feira (16/07) tem início o Salão de Design e Inovação de Materiais – Inspiramais Inverno 2015, no Centro de Convenções Frei Caneca, até quinta-feira (17).

Ambos eventos contam com apoio e participação das principais entidades do setor e que integram o Comitê da Cadeia Produtiva do Couro, Calçados e Acessórios (Comcouro) da Fiesp.


Sobre os eventos:

Imagem relacionada a matéria - Id: 1545192609Francal – 46ª Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessórios

É a feira de negócios mais importante e rentável do ano para a cadeia coureiro-calçadista. É palco oficial dos lançamentos das coleções primavera-verão, a temporada mais longa para o setor. As coleções apresentam enorme diversidade de modelos e são renovadas constantemente de agosto a março, impulsionando de forma contínua os negócios do varejo nacional no período. Saiba mais


Imagem relacionada a matéria - Id: 1545192609Salão de Design e Inovação de Materiais – Inspiramais Inverno 2015

 O Inspiramais  faz parte do calendário da moda nacional, representando o lançamento oficial dos materiais e produtos em que a indústria de componentes investiu e trabalhou um semestre inteiro, durante todas as etapas do Fórum de Inspirações. É, também, o momento em que os fabricantes de calçados, bolsas, acessórios, vestuário e móveis têm o primeiro contato com as novidades desenvolvidas pela indústria brasileira de componentes para a próxima estação. Cores, formas, composições, possibilidades. Saiba mais.



Indústrias paulistas participam da Francal, a maior feira de calçados do País

Agência Indusnet

Nesta semana – de terça-feira (15/07) a sexta-feira (18/07) – acontece em São Paulo a Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessõrios – Francal,  considerado o primeiro grande evento de negócios do setor no país.

Entre os mais de 800 expositores – fabricantes de calçados de várias partes do Brasil, desde grandes a até pequenos e médios calçadistas, grifes de renome internacional e birôs de moda voltados a produtos de maior valor agregado – as indústrias paulistas marcaram presença.

Segundo dados dos promotores da Feira, nove fabricantes paulistas são de cidades da Grande São Paulo, 22 empresas confirmadas são do importante polo calçadista de Jaú, 14 fabricantes de várias cidades do interior de São Paulo.

Entre os produtos e novidades apresentados na Francal há uma variedade de calçados, bolsas, malas, mochilas, cintos e artefatos de couro, acessórios e bijuterias para atender os diferentes tipos de varejo

A Feira conta com o apoio da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e da Associação Brasileira das Indústrias de Artefatos de Couro e Artefatos de Viagem (Abiacav) e tem a participação de diversos representantes do Cadeia Produtiva de Couro e Calçados e Artefatos (Comcouro) da Fiesp, que integram os principais sindicatos e associações do setor.

Sobre a Feira

Francal – 46ª Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessórios – é a feira de negócios mais importante e rentável do ano para a cadeia coureiro-calçadista. É palco oficial dos lançamentos das coleções primavera-verão, a temporada mais longa para o setor. As coleções apresentam enorme diversidade de modelos e são renovadas constantemente de agosto a março, impulsionando de forma contínua os negócios do varejo nacional no período.

Quando: de 15 a 18 de julho
Horário: 9h às 20h (dia 18, das 9h às 17h)
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi – São Paulo
Mais informações: www.feirafrancal.com.br

‘Os centros de distribuição e operação têm muito o que fazer’, afirma especialista

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Os desafios do comércio de roupas, sapatos e acessórios em tempos de múltiplos canais de vendas foram debatidos, na tarde desta terça-feira (15/07), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista, durante a reunião conjunta  do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário (Comtextil) e do Comitê da Cadeia Produtiva do Couro, Calçados e Artefatos (Comcouro).

O encontro foi coordenado pelo coordenador adjunto do Comtextil, Heitor Alves Filho. E teve como convidado/palestrante o CEO da SDI Logistics, de consultoria para a elaboração de centros de distribuição, Jaime Michel. A empresa atende principalmente os setores de vestuário e calçados.

Segundo Michel, o ambiente atual do comércio, com recursos como as vendas pelo celular, e-mail, blogs, redes sociais e lojas on line, por exemplo, multiplicam as formas de vender e comprar. Por isso o conceito de multi canal, com o atendimento de pedidos comprados de diferentes formas, e a necessidade de otimização do uso dos meios existentes.

“Pedidos pequenos têm custos de operação maiores”, explicou o especialista. “O cliente quer entrega sem taxas, no mesmo dia e com a possibilidade de troca se necessário. Isso pede mais estrutura para garantir essas entregas”, disse. “Os centros de distribuição e operação têm muito o que fazer”.

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Michel: “Pedidos pequenos têm custos de operação maiores”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Poucas unidades

Para Michel, esses desafios ganham ainda mais força no Brasil, já que é preciso ter uma infraestrutura logística que cubra as dimensões do país.

E isso não é tudo: até mesmo atacadistas têm seguido a tendência de fazer pedidos de volumes variados, com poucas peças eventualmente. “Isso aumenta o custo por unidade para promover o atendimento bem direcionado às lojas, com centros específicos de atendimento de pedidos e distribuição híbrida”, explicou.

Daí a tendência de construir centros de distribuição que atendam múltiplos canais de venda com eficiência. “Os pedidos têm ser que ser perfeitos, acertando desde a primeira vez”, afirmou Michel. “É preciso entregar o que o cliente pediu, com a entrega na hora em que ele pediu, conforme todas as especificações. É cada vez maior a customização”.

Nesse cenário, muitas empresas apostam no uso da automação em suas bases para distribuir mercadorias. Mas, lembrou o CEO da SDI Logistics, é preciso considerar vários fatores antes de erguer um centro desse tipo. “Quanto mais automação, menos flexibilidade”, alertou Michel. “É como um carro automático que, quando quebra, não se pode consertar em casa”.

Por esse motivo é necessário considerar custo da mercadoria, o volume de vendas e quanto se pode gastar logisticamente antes de planejar um centro de distribuição mais ou menos automatizado. “São muitas as dificuldades quando esse planejamento não é feito de acordo com o perfil do negócio”, afirmou Michel. “É nossa responsabilidade fazer uma análise do perfil do negócio, avaliar como será o crescimento, entre outras variáveis”.

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A reunião do Comtextil: novos desafios para a distribuição das peças. Foto: Tâmna Waqued/Diário

Para Samir Nakad, indústria brasileira de calçados é bem vista no exterior, mas é preciso eliminar entraves para mantê-la competitiva

Dulce Moraes e Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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Samir Nakad, coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva do Couro, Calçados e Artefatos (Comcouro) da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/FIESP

O empresário Samir Nakad é conhecido da indústria couro-calçadista por seu espírito empreendedor. Iniciou sua indústria aos 19 anos de idade e contribuiu para a formação do polo calçadista da cidade de Birigui, município do noroeste paulista. À frente do Sindicato das Indústrias do Calçado e Vestuário de Birigui (atual Sinbi), ele conseguiu assistir à transformação da cidade em “capital brasileira do calçado infantil”.

Nakad foi vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e hoje é o coordenador titular do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria de Couro, Calçados e Artefatos (Comcouro) da Fiesp, organismo que busca soluções para aumentar a competitividade dos setores coureiro, calçadista e de artefatos, no âmbito de São Paulo e do Brasil.

Em entrevista ao portal da Fiesp, ele afirma que a indústria calçadista brasileira é boa, tem um bom volume de tecnologia, mas é preciso eliminar os entraves à nossa competitividade como a elevada carga tributária e o excesso de burocracia.

Veja a seguir a entrevista concedida ao portal da Fiesp:

Como o senhor avaliaria as conquistas do Comcouro/Fiesp nesses nove anos de existência?

Samir Nakad – A formalização do Comcouro permitiu que o setor tivesse mais acesso ao corpo diretivo da Fiesp e essa aproximação contribui para dotar os polos calçadistas do estado com equipamentos que realmente promovem melhores condições de formação de mão de obra para nossa cadeia. Como resultado, isso gerou condições de maior competitividade para cada um dos polos. Nossas escolas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) foram dotadas de melhores e mais equipamentos. Em algumas cidades foram instaladas novas escolas. Outra conquista foi o Centro de Tecnologia em Design, que é muito importante para a área coureiro-calçadista em Franca e que também serve aos demais polos do estado.

Como o senhor definiria o “antes” e o “depois” do Comcouro?

Samir Nakad – Podemos dizer que o nosso setor amadureceu muito no relacionamento a partir da existência do Comitê, pois passou a ter um único lugar para discutir as necessidades e não é mais aquela “torre de Babel”. Todos falam por meio de uma única entidade e com isso nos tornamos mais fortes. No âmbito estadual, por exemplo, quando se precisa de algo, principalmente na questão tributária, todos buscam o Comcouro e temos ações que beneficiam a cadeia como um todo. No âmbito federal tivemos a Lei dos Portos, que foi a conquista mais recente e que de fato impacta muito nosso setor.

Mas, nesses nove anos houve outras proposituras realizadas e apoiadas pelo Comcouro. Algumas das ações são feitas em conjunto com o Comtextil, pois trabalhamos praticamente os mesmos pontos de vendas e também estamos no mercado da moda.

Nos últimos meses, o setor calçadista passou por um processo de desoneração de tributos. Qual foi o impacto dessas medidas?

Samir Nakad – Realmente tivemos desoneração do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços], principalmente em relação ao estado de São Paulo. Tínhamos conquistado há alguns anos, por intermédio do Comcouro, a redução no cálculo desse tributo. No primeiro momento passamos a aplicar 18% sobre 66% do valor do produto. Com as novas mudanças acabamos tendo ICMS de 7% dentro do estado de São Paulo.

A questão do ICMS nos torna mais competitivo, porque São Paulo é o grande mercado e onde todos – tanto importadores como fabricantes de outros estados – querem vender. Ao reduzir a quantidade de ICMS que recolhemos dos produtos que vendemos, conseguimos maior competitividade.

E quanto à desoneração da folha de pagamento?

Samir Nakad – Foi um ganho essencial para o nosso setor que é intensivo em mão de obra. A indústria calçadista é muito artesanal, necessita de muita mão de obra. Antes, tínhamos que fazer a arrecadação do INSS [tributo do Instituto Nacional do Seguro Social] sobre a folha de pagamento. E a folha do nosso setor tem um peso excessivo. Recolhíamos 20% ao INSS (a parte do empregador) sobre algo que representava 30% em média do montante dos nossos custos. Hoje, recolhemos 1% de INSS sobre o faturamento. Assim a carga com INSS não é tão pesada, pois está atrelada ao faturamento e não à mão de obra, e podemos empregar mais pessoas.

O Brasil já foi grande exportador de calçados. Qual o cenário hoje?

Samir Nakad – Exportamos para o mundo todo, mas com a questão do real sobrevalorizado, temos tido dificuldades. O que vem acontecendo é que a exportação, ano a ano, vem diminuindo em número de pares. Eventualmente, o volume financeiro tem até certo incremento – pequeno, mas tem. Temos fabricado calçados mais caros e com maior valor agregado, mas nada comparado ao volume que já fizemos no passado. Continuamos a vender para os EUA, com certeza. Para o Oriente Médio, muito pouco, pois eles estão comprando da China. Exportamos também para Europa e, claro, sentimos o impacto da crise, pois o calçado é um produto supérfluo e que se pode adiar o consumo.

O calçado brasileiro é bem visto no mundo?

Samir Nakad – Tem acontecido, nos produtos que São Paulo exporta, uma agregação de valor via design, principalmente motivado pelo Senai-SP que tem trazido as inovações e nos ajudado a melhorar os produtos. Há também muito de P&D [pesquisa e desenvolvimento] das empresas de grande porte e o conceito do “calçado do Brasil”, com uma conotação tropical, de bem estar e alegria. E isso faz com que nossos produtos tenham valor agregado lá fora. Existem ainda as exportações sob encomenda em que as grandes redes nos dizem o querem que a gente produza. Mas vejo que há espaço para mais, se conseguirmos colocar o “quê” de calçado brasileiro. Tudo isso nos faz ser bem vistos no exterior.

A indústria de calçados brasileiros sofre muito com a entrada dos importados? O que se tem feito a respeito?

Samir Nakad – Junto com a Abicalçados pressionamos o governo na questão antidumping em relação aos países asiáticos. Conseguimos a majoração dos calçados vindos da China, o que ajudou um pouco. Hoje enfrentamos uma forte concorrência de outros países asiáticos, vizinhos da China que, de certa forma, nos repassam os produtos da China.

A eleição do embaixador Roberto Azevêdo, novo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, poderá ser útil na solução dessas questões?

Samir Nakad – Sempre temos esperança. Foi uma grande novidade, uma alegria. A expectativa é de que haja um entendimento maior de nossos pleitos. Não estamos pedindo nada além. Nós já fomos maiores na fabricação de calçados, tivemos mais indústrias e muito mais gente empregada. E isso está diminuindo.

O Brasil sofre uma concorrência desleal por parte de produtos importados?

Samir Nakad – Sim. Os importados não têm uma carga tributária do tamanho da que temos aqui. Existe toda uma carga tributária a partir do couro, ou a partir do têxtil, ou dos sintéticos e outros produtos que compõem os calçados. Essa carga de tributação vai se somando na cadeia e acaba deixando os produtos caros.

Além disso, se a gente não conseguir desonerar, justamente para poder melhorar a remuneração nas indústrias, estamos fadados a não ter mais colaboradores. Assim, naturalmente, nossa indústria terá que migrar para outros locais. Se não houver uma redução da carga, com o intuito de migrar parte dessas receitas advindas da cobrança de impostos para benefício do trabalhador, corremos o risco de, daqui a 10 ou 15 anos, não estarmos presentes com a mesma pujança.

Quais as próximas batalhas do Comcouro?

Samir Nakad – A próxima batalha do Comcouro é relativa à cobrança do PIS/Cofins. O próprio presidente da Fiesp, Paulo Skaf, está nos ajudando. Mas está sendo uma batalha difícil. Abatemos o PIS e Cofins da matéria-prima, mas não sobre a mão de obra, sobre o marketing e sobre comissão de vendas. O PIS/Cofins era de 3,65%. A lei mudou, há uns oito anos, e, hoje, recolhemos mais de 7%. Essa mudança na sistemática de cobrança nos prejudicou muito. São essas condições estruturais que têm atrapalhado o setor.

E quais os outros entraves para o setor?

Samir Nakad – Nossos principais problemas são a questão tributária e o que chamo de “indústria da maldade” – a burocracia. Existe uma “indústria da maldade” na mente de todos os burocratas do governo, que é uma coisa impossível. Os processos de arrecadação melhoraram muito, ficou tudo eletrônico, mas não se vê redução da máquina estatal nesse âmbito. O presidente Paulo Skaf tem razão quando diz que o problema é da porta para fora. Em pé de igualdade, nós somos muito bons. Nossa indústria é boa, tem um bom volume de tecnologia. Estamos bem. O problema é quanto o governo nos atrapalha. E não é só o governo federal. Também temos problemas no âmbito estadual e municipal.

A indústria paulista se destaca em inovação?

Samir Nakad – Um fator positivo na cadeia é que o Brasil tem uma excelente indústria de máquinas para o setor calçadista, com muita tecnologia. E temos expectativa em ter uma padronização nas nomenclaturas e, com tecnologia, ter um maior controle em todas as etapas da cadeia produtiva.

Como desafios temos a busca de soluções para diminuir os custos, por exemplo, na logística de distribuição dos calçados. Uma caixa de sapato não tem 60% de área ocupada. Se pensarmos num caminhão com volume cúbico, 40% do volume não tem necessidade de existir. Estamos consumindo desnecessariamente mais combustíveis, prejudicamos o meio ambiente, ampliando custos de entrega. Temos que buscar uma forma mais moderna de fazer nossa distribuição, bem como achar solução para o excesso de matéria-prima obsoleta dentro dos nossos polos por conta da sazonalidade das coleções de moda. Enfim, precisamos buscar alternativas viáveis e sustentáveis.

E quanto aos desafios para o futuro?

Samir Nakad – Um desafio que temos que enfrentar é a falta de sucessão dos negócios na indústria calçadista. O governo do Estado já percebeu que essa é uma grande perda para a nação, uma vez que o setor calçadista é um dos poucos que geram emprego aos milhares. É preciso tornar o negócio mais atrativo. Neste mês, vamos a discutir esse assunto em um encontro, em Jaú, no Centro de Inteligência para Indústria do Calçado, recém-criado pelo governo paulista por meio da Fatec. Vamos levar também o pessoal do Comitê da Cadeia Produtiva da Biotecnologia (Combio) da Fiesp.

Rússia e China são mercados que chamam atenção do setor de calçados do Brasil, afirma novo presidente de Abicalçados

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) acompanha um projeto para incursão de 12 empresas no mercado chinês.  Também estão no radar da entidade os mercados russo, norte-americano e francês. A informação é do presidente-executivo da entidade, Heitor Klein.

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Heitor Klein, presidente da Abicalçados, participa da reunião do Comcouro. Foto: Everton Amaro

“Começamos na China há cerca de três anos um trabalho procurando já introduzir algumas de nossas marcas no mercado e percebemos imediatamente uma oportunidade muito grande na para produtos de alto valor agregado”, afirmou Klein em encontro com empresários do setor na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)

“Hoje estamos com 12 empresas nesse processo de inserção na China e essas empresas estão colhendo resultados cada vez mais consistentes e animadores”, completou o presidente-executivo da Abicalçados na reunião do Comitê da Cadeia Produtiva de Couro (Comcouro) da Fiesp.

No caso da Rússia, Klein disse que, depois de duas tentativas com resultados abaixo das expectativas, desta vez há uma percepção de interesse maior por parte de compradores russos.  “A Rússia é um caso típico. Com essa nova tentativa é possível que agora tenhamos alguma coisa mais sustentada ao longo do tempo”, afirmou.

EUA

O presidente da Abicalçados projeta uma recuperação da demanda norte-americana por calçados brasileiros.

“Em 2011, nós exportamos US$236 milhões e no ano de 2012 caímos para US$197 milhões. Mas há um sinal muito claro de que os Estados Unidos da América [EUA] voltem a integrar posições que estamos buscando aqui de uma forma mais intensa do que a gente tinha observado nos últimos anos, essa é uma perspectiva positiva em termos de exportações”, avaliou.

Apesar da crise econômica ainda comprometer a situação financeira na Europa, Klein observou que o consumo de calçados na França tem aumentado e a demanda pelo produto brasileiro acompanhou o crescimento.

“Tivemos US$65 milhões de dólares exportados em 2011, US$75 milhões em 2012. Em termos físicos foram 4,3 bilhões de pares em 2011 e 8 bilhões em 2012”, informou.

Especialistas mostram técnicas para geração de lucro pela internet

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

[640x440] Reunião conjunta Comtextil e Comcouro. Mathias Susemihl e Carlos Eduardo Raia. Foto: Julia Moraes

Mathias Susemihl e Carlos Eduardo Raia, da Reweb apontam técnicas de geração de lucro pela internet. Foto: Julia Moraes

A geração de lucro pela internet. Este foi o tema da primeira reunião conjunta dos Comitês da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil e de Couro e Calçados (Comtextil/Comcouro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizada na terça-feira (26/02), na sede da entidade.

Convidados pelos coordenadores Elias Miguel Haddad (Comtextil) e Samir Nakad (Comcouro), os sócios da empresa Reweb, especializada em faturamento pela internet, Carlos Eduardo Raia e Mathias Susemihl, mostraram técnicas para os industriais aumentarem os lucros aproveitando ferramentas pagas e gratuitas, disponíveis na rede mundial de computadores.

“A maioria dos empresários brasileiros ainda utiliza a internet apenas para divulgar o histórico da empresa, através do site institucional, quando o potencial para gerar lucros é altíssimo”, explicou Raia. “O faturamento por e-commerce no Brasil está estimado em mais de R$ 23 bilhões, somente para o ano de 2012.”

Na opinião do diretor da Reweb, o sucesso em lucrar com a internet está baseado em ter um site amigável, um atendimento eficiente e uma entrega rápida, além de marcar presença nas mídias sociais – o que gera indicações e visibilidade para a empresa.

ICMS

[601x318] Reunião Comtextil e Comcouro. Foto: Julia Moraes

Da esquerda para a direita: Ramiro Sanchez Palma, Rafael Cervone Netto, Samir Nakad, Elias Miguel Haddad, Oswaldo de Oliveira Filho, Heitor Alves Filho e Joao Luiz Martins Pereira. Foto: Julia Moraes

Outro tema debatido entre os participantes dos comitês foi a aplicação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para o setor calçadista e de vestuário paulista, que vem sofrendo com a perda de competitividade para indústrias de outros Estados.

Os incentivos fiscais recebidos por indústrias situadas fora do Estado de São Paulo geram uma diferença no preço nominal do produto de 5,63%, se comparado com mercadorias fabricadas aqui.

De acordo com Elias Haddad, foi solicitada, na última semana, à Secretaria da Fazenda, a aplicação de crédito outorgado nas compras de produtos de indústrias paulistas, realizadas por empresas de lucro real.

“Dessa forma, recuperamos um pouco o fôlego”, explicou Haddad. “Foi possível notar que o governo ficou sensibilizado com nosso pedido, principalmente porque o beneficio que a mudança gerará na economia dos setores será maior do que o impacto da renúncia fiscal.

Mais união para ampliar competitividade da cadeia produtiva do couro e calçado

Dulce Moraes, Agência Indusnet

Nesta segunda-feira (8), representantes do sindicatos e associações de fabricantes do setor coureiro-calçadista reuniram-se, na Fiesp, na 3ª reunião ordinária do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria do Couro e Calçado (Comcouro).

José Carlos Brigagão do Couto, coordenador do Comcouro, apresentou a nova estrutura do Comitê e as ações prioritárias que serão realizadas com o apoio de outros departamentos da Fiesp. Entre elas, o levantamento da carga tributária do setor e um mapeamento completo da cadeia produtiva em níveis nacional e estadual, do frigorífico ao curtume, passando por atividades como o design e produção de calçados, até o varejo.

O coordenador ressaltou que, para a consecução desse importante diagnóstico, será necessária a colaboração de todos os Sindicatos com envio das informações de seus setores ao Comitê.

Os impactos dos custos da mão de obra sobre a competitividade da indústria também esteve na pauta do encontro. Brigagão destacou que a desoneração de alguns setores anunciada no Plano Brasil Maior, apresentado pelo governo federal no último dia 2, tem gerado muitas dúvidas nas empresas quanto a sua aplicação.

Luiz Gonzaga, do Departamento Jurídico (Dejur) da entidade, explicou que as medidas anunciadas ainda dependem de regulamentação. “Elas, provavelmente deverão entrar em vigor em 1º dezembro de 2011”. Na avaliação do advogado, este é o momento ideal para que cada setor estude o impacto do plano sobre sua atividade e encaminhe seus pleitos à Fiesp. A partir disso, a federação estudará as medidas viáveis.

Paulo Schoueri, diretor da Central de Serviços (Cser), relembrou que todos os Sindicatos filiados à Fiesp já receberam um resumo do Plano Brasil Maior. E avisou que a Fiesp está à disposição dos Sindicatos para esclarecer dúvidas e tomar as medidas cabíveis em benefício da competitividade da indústria.