Benjamin Steinbruch: país precisa de menos radicalismo e mais moderação nos prognósticos econômicos

Agência Indusnet Fiesp

Em sua coluna quinzenal no jornal Folha de S. Paulo, o 1º vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, fala da repercussão nos meios econômicos sobre o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre, uma expansão de 1,5%, segundo apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Foi uma boa surpresa, sem dúvida, mas será que esse ritmo deve se manter? Vivemos o terceiro trimestre, que mostra indicadores muito ruins para a indústria, uma queda de produção de 2% em julho, decorrente em grande parte da atividade fraca no setor de veículos. Há um comportamento irregular na indústria, com alternância de meses bons e ruins”, comenta Steinbruch.

“Da boa surpresa do PIB do segundo trimestre e da observação das previsões de um ano atrás, tira-se pelo menos uma lição, a de que ninguém pode se considerar dono da bola de cristal, especialmente num cenário influenciado por grandes e imprevisíveis interferências da crise global”, acrescenta o 1º vice-presidente da Fiesp.

Steinbruch encerra o texto afirmando que o país precisa de menos radicalismo e mais moderação. “Não faz sentido, por exemplo, incorporar torcida a favor ou contra crescimento ou inflação em prognósticos econômicos.”

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544443419

Folha de S. Paulo: Steinbruch acredita que verdadeiro ano novo está relacionado ao crescimento industrial

Agência Indusnet Fiesp

Em coluna publicada no jornal Folha de S. Paulo, nesta terça-feira (15/01), o 1º vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, afirmou que um ano novo de verdade para o Brasil está relacionado ao maior crescimento econômico do país.

“Um verdadeiro próspero ano novo para todos os brasileiros significa um ano de crescimento econômico maior do que o singelo 1% de 2012. Uma expansão mais forte, com inflação baixa, é inadiavelmente necessária para que não se perca o bom momento vivido pelo país em matéria de emprego – o índice de desemprego é um dos mais baixos da história, de 4,9%”, afirma Steinbruch no texto.

Para Steinbruch, a prosperidade do ano depende de uma redução drástica no custo dos financiamentos na economia. “O Banco Central cortou em 2012 a taxa básica de juros para os atuais 7,25% ao ano, o nível mais baixo da história e menos de dois pontos percentuais acima da inflação. Foi um grande avanço, mas infelizmente não acompanhado por uma redução na mesma proporção nos custos do crédito tanto para a pessoa física quanto para a jurídica”, afirmou.

Para ler a coluna na íntegra, clique aqui.