Uma ideia bem executada vale mais do que uma campanha publicitária, afirma fundador do site Veduca

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

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Carlos Souza, fundador do site Veduca. Foto: Everton Amaro

Democratizar o acesso à educação de alta qualidade, por meio da divulgação de aulas das principais universidades do mundo como Harvard, Columbia, MIT, USP e Yale, para a população brasileira e os habitantes de países em desenvolvimento. Com este propósito, o engenheiro de aeronáutica, Carlos Souza, desistiu do mercado financeiro e apostou no nicho de mercado na área de educação, com a criação do site Veduca.

O case foi apresentado durante o Pocket Jovem Empreendedor 2012 – Inovação por Minuto, realizado nesta segunda-feira (26/11) pelo Comitê dos Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“O meu sonho era ter um negócio que não visasse apenas ao lucro, mas que de alguma forma mudasse a vida das pessoas”, contou Souza.

Com apenas nove meses de vida, o site Veduca reúne cinco mil vídeo-aulas das 13 principais universidades do mundo – traduzidas para o português –, que abordam 21 temas diferentes, contabilizando mais 1,1 milhão de visitas. Resultados estes, que segundo o empreendedor, foram obtidos sem o auxilio de campanhas publicitárias: “Durante todo esse período nós investimos 0% em publicidade. Isso mostra que uma boa ideia, bem executada, vale mais do que uma campanha publicitária. Ela ganha força no boca a boca”, enfatizou.

Oriundo de uma família de educadores, Souza explicou aos jovens empresários que a ideia de criar uma plataforma educacional nada mais é do que a concretização de um sonho. No seu entendimento, projetos que facilitem o acesso dos estudantes brasileiros ao conhecimento de alta qualidade contribuem para o crescimento econômico e social do país.

“O Brasil tem um atraso educacional muito grande, a gente está sempre nas últimas posições nos rankings educacionais. A revolução na educação que está acontecendo agora, graças à tecnologia, é uma oportunidade que nós temos de acelerar a resolução deste atraso educacional”, avaliou.