Luciano Huck: ‘Estou orgulhoso de ser Embaixador da Olimpíada do Conhecimento’

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Uma das atrações da coletiva de imprensa da Olimpíada do Conhecimento 2014, que aconteceu na manhã desta quinta-feira (31/07), no Hotel Tivoli, em São Paulo, foi a presença do apresentador Luciano Huck, embaixador da edição 2014 da competição.

“Para mim, a Olimpíada está indo muito além da minha função de apresentador, mas sim de uma pessoa que se apaixonou por esse projeto e que acredita na educação profissionalizante como uma ferramenta de educação de qualidade mais bacana”, afirmou Huck ao enfatizar que acredita que a educação é a única ferramenta capaz de transformar o país.

Luciano Huck: é preciso fortalecer a imagem da formação profissionalizante. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Durante o evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em que atuou como mestre de cerimônias, Huck disse que abraçou o projeto quando entendeu que, além da competição em si, havia conteúdo e muitas histórias a serem exploradas. “Estou orgulhoso de ser Embaixador da Olimpíada do Conhecimento.”

Na opinião do apresentador, as formações acadêmica e a técnica não são excludentes, mas sim complementares. Por isso, ele acredita que é preciso fortalecer a imagem da formação profissionalizante.

“Somando forças na Olimpíada do Conhecimento e com as histórias por trás dela, podemos inspirar e impactar muita gente pelo Brasil afora. Este é o começo de um círculo virtuoso˜, concluiu Huck.

Para diretor do Senai Nacional, educação profissional ‘ainda é uma realidade de poucos’

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Há um paradoxo entre a opinião da sociedade brasileira em relação à formação profissional e a realidade da participação efetiva neste tipo de ensino.  A opinião é de do diretor geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Rafael Lucchesi, durante a coletiva de imprensa que apresentou a Olimpíada do Conhecimento 2014, na manhã desta quinta-feira (31/07), no Hotel Tivoli, em São Paulo.

“Atualmente, apenas 6% dos jovens brasileiros, até 25 anos, cursam educação profissionalizante, enquanto que nos países desenvolvidos este número é de 35%”, afirmou Lucchesi.

Lucchesi:“O desafio é importante: temos que treinar e qualificar milhões de trabalhadores que estão na indústria e milhões de jovens que estarão amanhã na indústria”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Essa porcentagem, segundo ele, representa apenas 10% da população brasileira, contra 48% da população de países desenvolvidos.

“Países como Finlândia, França, Alemanha, entre outros, possuem índices extremamente elevados, o que influencia fortemente na produtividade do trabalho”, destacou.

Mas  o que chama atenção é que pesquisas realizadas pelo Senai indicam que a população brasileira aprova o ensino profissionalizante. “Atualmente, 90% da sociedade brasileira reconhece que o ensino técnico cria oportunidades no mercado de trabalho”, destacou Lucchesi, ao acrescentar que 82% acreditam que ensino profissional melhora a remuneração.

Para ele, isso é um paradoxo.  “A educação profissional emancipa oportunidades de carreira estável e inserção no mercado de trabalho. É um diferencial importante.”

Competitividade

Durante sua apresentação, Lucchesi falou sobre a agenda da CNI apresentada aos candidatos à presidência da República, nesta quarta-feira (30/08).

“Um item fundamental nesta agenda é a produtividade”, disse, acrescentando que a produtividade média de um trabalhador brasileiro corresponde a 20% da apresentada, em média, por um trabalhador dos Estados Unidos.

De acordo com ele, a indústria se moderniza, investe, adota equipamentos mais modernos e isso modifica o perfil do trabalhador. “O desafio é importante: temos que treinar e qualificar milhões de trabalhadores que estão na indústria e milhões de jovens que estarão amanhã na indústria”, disse.

“A indústria brasileira, para avançar e gerar empregos, precisa ser forte e competitiva”, concluiu.

Olimpíada do Conhecimento

Lucchesi: Olimpíada existe para repensar o nosso sistema educacional e redimensionar sonhos para a grande maioria da população brasileira. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Segundo o diretor geral, o Senai está absolutamente comprometido com o ensino profissional.

“Em 2010, tínhamos dois milhões de matrículas e houve um enorme esforço para ampliar a capacidade de formação de pessoas. Encerraremos 2014 com quatro milhões de alunos matriculados em todo o país”, disse.

Na opinião de Lucchesi, o Senai vem ao encontro com uma indústria que se moderniza e se amplia.

“O Brasil é um dos poucos países emergentes com um parque industrial amplo. Por isso a necessidade de estabelecer padrões de excelência técnica para estimular a produtividade da indústria brasileira, a fim de torná-la mais competitiva.”

Nesse sentido, o diretor geral enxerga a Olimpíada do Conhecimento com um papel fundamental.

“A competição é de uma significância maior, no sentido de cidadania, de equidade social. Ela existe para repensar o nosso sistema educacional e redimensionar sonhos para a grande maioria da população brasileira. Não há nada mais dignificante do que isso”, afirmou.

Parceria internacional

Para o diretor geral do Senai, a parceria com o WorldSkills é muito importante. “Nós temos aprendido muito com padrões de excelência da WorldSkills e isso é fundamental para assegurar a competência técnica que o Senai tem”, disse.

“Nossa meta é trabalhar em todas as 48 ocupações da WorldSkills. E nosso objetivo é que, na soma das medalhas e dos pontos, possamos alcançar a primeira colocação”, afirmou.

Na opinião de Lucchesi, o Senai e o Brasil são fundamentais para o conceito da etapa internacional. “O Brasil, representado pelo Senai, é uma grande força dentro da WorldSkills”, encerrou.