APRESENTAÇÕES: PORTO DE SANTOS: OS IMPACTOS DIRETOS NA COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA

O Seminário Porto de Santos: Os impactos diretos na competitividade da indústria, ocorreu no dia 30 de agosto na FIESP. O evento teve por objetivo promover um debate sobre os desafios, oportunidades e melhorias do Porto de Santos e como os temas relacionados impactam a competitividade da indústria.

Confira abaixo as apresentações realizadas durante o evento.

Programa

09h30    Apresentação do Porto de Santos, estatísticas, operação e metas.

• José Alex Botelho de Oliva, Presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo – CODESP

10h00       Painel I: Dificuldades e entraves das operações no Porto de Santos

• José Di Bella Filho, Diretor Presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários – ABTP

• Sérgio Paulo Perrucci de Aquino, Presidente Executivo da Federação Nacional dos Operadores Portuários – FENOP

• Bayard Freitas Umbuzeiro Filho, Presidente da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados – ABTRA

• Elson Isayama, Vice-presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo – SINDASP

11h00    Painel II: Planos de ações e apoio ao investimento, infraestrutura e segurança no Porto de Santos, com visão na celeridade e excelência de sua operação

• José Carlos Medaglia Filho, Secretário Especial Adjunto da Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos

• Mario Povia, Diretor Geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ

13h30    Painel III: Modelos e Referências Internacionais: eficiência operacional, no controle aduaneiro, proteção da fronteira e estatísticas de volumes dos Estados Unidos e da União Europeia

• Silvio Aquino, Diretor de Facilitação do Comércio da Embaixada do Reino Unido

• Anderson Fagundes, Diretor de Segurança Portuária da Associação Brasileira de Profissionais de Segurança – ABSEG

14h30    Painel IV: Planos e programas para modernização dos processos e simplificação das operações no Porto de Santos.

• Reinaldo Angelini, Chefe do Serviço de Gestão e Infraestrutura Aduaneira da Receita Federal do Brasil

15h30  Painel V: Programas de melhorias dos acessos ao Porto de Santos

• Fernando Simões Paes, Diretor Executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários – ANTF

• Rui Klein, Diretor Superintendente da Ecovias

 16h30   Soluções SENAI em gestão e tecnologia para o Setor Portuário.

• Getúlio Rocha Junior, Diretor da Escola SENAI Santos

16h50    Encerramento

Lançamento do Observatório do Porto de Santos

Considerações Finais

Especialistas pedem união de forças para melhorar acesso ao Porto de Santos

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544610849

Osvaldo Barbosa. Foto: Alberto Rocha/Fiesp

Principal terminal por via marítima do país, o Porto de Santos foi tema do painel “Caos logístico e o acesso ao Porto de Santos”, realizado nesta quinta-feira (22/05), no último dia da Semana de Infraestrutura (L.E.T.S.). O debate teve a mediação de Martin Aron, diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Representante da Companhia de Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Osvaldo Barbosa, apresentou as ações da empresa para dinamizar o fluxo de carga, eliminando gargalos e outros problemas detectados.

“O Porto de Santos vem fazendo investimentos, mesmo com alguns problemas, como o da dragagem de aprofundamento de 15 metros, para possibilitar navios maiores, mas o contrato com a empresa foi rompido sem que se atingisse os 15 metros. Mas será feita uma nova licitação”, contou.

“O canal também foi alargado para 220 metros, para facilitar a entrada e saída de navios ao mesmo tempo, entre outros projetos em execução e em andamento, a maioria dependendo de licenças ambientais”, disse Barbosa, que também destacou o sistema de agendamento de cargas, o que, segundo ele, trouxe uma situação mais equilibrada para o terminal.

Segundo ele, além das ações da Codesp, é preciso que todos os envolvidos exijam outras ações, como a construção do ferroanel e de uma nova estrada para a Baixada Santista.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544610849

Guilherme Quintella. Foto: Alberto Rocha/Fiesp

Guilherme Quintella, presidente da Contrail, falou dos pontos positivos e negativos do Porto de Santos. “A parte boa é porque o Brasil, desde 1860, sempre enfrentou a transposição da Serra do Mar com o melhor da engenharia disponível à época”, afirmou.

Além disso, temos no acesso ao Porto de Santos hoje, estradas concessionadas de primeiro mundo, caso do complexo Imigrantes, como a Rodovia Anchieta”, disse Quintella, que também ressaltou como positivo o reequipamento das concessionárias ferroviárias que acessam o Porto de Santos.

A parte ruim, para o executivo, é que o sistema rodoviário atual é tão bom que está saturado.

Ele sugere que haja um esforço para a realização de três grandes projetos de grande interesse de São Paulo: recapacitação do acesso para o Porto de Santos, tanto no trecho da América Latina Logística (ALL) como no da MRS Logística, segregação de carga e passageiros na região metropolitana do estado – o que inclui a criação do ferroanel –, e o trem intercidades para transporte de passageiros.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544610849

José Gonçalves. Foto: Alberto Rocha/Fiesp

Trazendo o ponto de vista da indústria, José Geraldo Gonçalves, gerente da MCassab, acredita que o vem sendo feito hoje no Porto de Santos é relevante, mas ainda insuficiente para aumentar a velocidade e o escoamento das cargas.

Para mudar a situação atual, precisamos trabalhar em outras frentes. O Brasil não pode ocupar uma posição tão significante no ranking mundial da burocracia nos portos”, disse Gonçalves, que citou o Portal Único de Comércio Exterior como uma ação positiva para melhorar a fluidez das operações.

“Precisamos pensar em toda a simplificação de procedimentos de importação e exportação para otimizar a cadeia. Não adianta, por exemplo, implantar o Porto 24 horas, sem aumento de efetivo ou sem simplificação dos processos.”

L.E.T.S.

A Semana da Infraestrutura da Fiesp (L.E.T.S.) representa a união de quatro encontros tradicionais da entidade: 9º Encontro de Logística e Transporte, 15º Encontro de Energia, 6º Encontro de Telecomunicações e 4º Encontro de Saneamento Básico.

O evento acontece de 19 a 22 de maio (segunda a quinta-feira), das 8h30 às 18h30, no Centro de Convenções do Hotel Unique, em São Paulo.

Mais informações: www.fiesp.com.br/lets


Soluções para os entraves logísticos em Cubatão e Santos em debate na Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Os entraves logísticos de Cubatão e as demandas do Porto de Santos foram tema do último painel da 8ª edição do Megapolo Cubatão – Fórum para o Desenvolvimento do Polo Industrial, realizado nesta quarta-feira (04/12), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Durante o encontro, Carolina Lembo, gerente do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, ressaltou a necessidade de superar os entraves logísticos da região através do investimento em infraestrutura moderna e projetos de integração.

Segundo ela, os atuais entraves vistos na região de Cubatão e Santos causam prejuízos milionários. “A saturação das rodovias que ligam a cidade de Cubatão a Santos estrangula o potencial de crescimento da cidade”, analisou. “Os congestionamentos contribuem para e existência de um caos logístico”, analisou.

Carolina: “Os congestionamentos contribuem para e existência de um caos logístico”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Carolina: “Congestionamentos contribuem para a existência de caos logístico”. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Carolina apontou algumas saídas para a situação. Uma das soluções listadas pela gerente é a criação de um novo acesso ferroviário ao Porto.  Outra possibilidade para a solução do caos logístico seria a construção de um túnel que ligasse Santos e o Guarujá.

Além disso, segundo ela, uma maior utilização dos 180 quilômetros de rios navegáveis poderia ajudar a desafogar a alta demanda do local.

Crescimento do Porto de Santos

Em seguida, o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Renato Barco, ressaltou a necessidade de modernização do Porto de Santos. “O porto necessita de uma rede de infraestrutura complexa para atender as demandas do país”, afirmou.

Barco informou que a previsão de movimentação de carga no Porto de Santos em 2014 é de R$ 230 milhões de toneladas. “No fim de 2014 devemos atingir 121 milhões de toneladas, segundo estudos recentes”, disse.

Para Barcos, as dificuldades de escoamento da produção na região santista dá-se devido a problemas de mobilidade, uma vez que o porto tem capacidade para movimentar essa quantidade prevista de carga.

O presidente da Codesp acredita que a construção de pátios reguladores e uma nova ligação da Rodovia Cônego Domenico Rangoni à Rodovia Santos Dumont possam contribuir para solucionar os gargalos do maior porto do país.

É preciso acelerar execução de projetos de infraestrutura para expandir produção agrícola, defende executivo da SLC Agrícola

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544610849

Aurélio Pavinato. Foto: Luis Benedito/Fiesp

O agrobusiness é um setor fundamental para a economia brasileira como alicerce da balança comercial. Mas a deficiência de infraestrutura logística e de transportes prejudica a alta produtividade das fazendas. A visão é  do CEO da SLC Agrícola, Aurélio Pavinato, ao participar  na tarde desta segunda-feira (06/05)do 8º Encontro de Logística e Transportes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“A produção cresceu muito mais do que a capacidade de escoamento nos últimos dez anos. E o déficit de estrutura no país provoca um preço menor da commodities”, explicou Pavinato no painel “Setor portuário: o eterno problema da acessibilidade”.

Segundo ele, o país tem grande dificuldade de escoar sua produção. “O Brasil é o futuro principal exportador de comida do mundo, pois tem um grande potencial de expansão, já que a  demanda de soja no mundo cresce 5% ao ano”, explicou.

“É preciso acelerar a execução dos projetos de infraestrutura para expandir a produção agrícola e atender a demanda do mercado internacional”.

Na visão de Pavinato, um dos principais problemas é a dependência do transporte rodoviário – “muito longo e muito caro” – para que a produção chegue aos portos. “Os Estados Unidos têm uma distância muito semelhante ao Brasil, entre a produção e o escoamento, mas eles são muito mais competitivos do que nós porque esse transporte é quase que totalmente ferroviário”, explicou.

Outro problema é a armazenagem. “Temos capacidade para armazenar apenas 75% da produção, quando o ideal, de acordo com a FAO [Food and Agriculture Organization, organismo das Nações Unidas], seria capacidade de armazenas 120%”, alertou.

Novos investimentos

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544610849

Renato Barco. Foto: Luis Benedito/Fiesp

O diretor-presidente do Controle de Segurança dos Portos do Estado de São Paulo (Codesp), Renato Barco, explanou os planos de reformas e melhorias para a modernização do porto de Santos e de sua região.

Segundo Barco, o porto de Santos movimenta 25,8% da balança comercial do país. O container, por ser considerado carga de alto valor agregado, concentra as atenções. “A principal origem dos containeres é dos estados de Minas Gerais e de São Paulo, onde se imagina que em 2024 a movimentação atual deva  triplicar”.

Barco destacou diversos investimentos importantes que estão sendo feitos na região, incluindo o chamado “Cais da Copa”, obra em pleno desenvolvimento e que não será voltada apenas para terminais de passageiros, mas também ajudará no escoamento da safra. “Esse cais terá 1.300 metros de extensão e 15 metros de profundidade, o que permitirá que, além de navios de passageiros, atraquem navios comerciais de até 14 metros”.

São Sebastião

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544610849

Casemiro Tercio. Foto: Luis Benedito/Fiesp

O diretor-presidente do porto de São Sebastião, Casemiro Tércio Carvalho, acredita que o principal problema da infraestrutura está no planejamento.

“Não se faz planejamento portuário pensando na cadeia da infraestrutura como um todo”, afirmou ao defender que o binômio hidrovia e ferrovia é a solução para que o porto de Santos atinja as metas de escoação da safra. “A hidrovia é o modal mais sustentável e mais barato. Não da para escoar a produção agrícola sobre pneus”, afirmou.

Sobre as obras no porto de São Sebastião, o diretor-presidente está otimista: “Este é um sonho que ainda não se desenvolveu, principalmente pelo acesso. A Rodovia dos Tamoios está em obras, com previsão de entrega do trecho norte. A previsão é de que 2017 seja um bom prazo para entregar o complexo viário de acesso à cidade”, informou.

“O objetivo não é ser um grande porto, mas sim ser um porto modelo, de referencial de indicativos positivos”, concluiu.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544610849