Atividades do Comitê Olímpico do Brasil em debate na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

As perspectivas para o futuro do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e a MP 841/2018 foram debatidas, na tarde desta quarta-feira (20/06), na sede da Fiesp, em São Paulo, na reunião do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) da federação. O encontro foi coordenado pelo diretor titular do Code, Mario Frugiuele.

Vice-presidente do COB, Marco Antonio La Porta Junior apresentou a estrutura do comitê, seus objetivos e metas de trabalho. “Somos um órgão autônomo, com um conselho de administração eleito que toma todas as decisões em nível estratégico”.

Há ainda, segundo Junior, os comitês de assessoramento de gestão. “É sempre um grupo que toma as decisões”, disse. “E a cada dois aos o nosso estatuto é revisto”, explicou. “Queremos fortalecer a imagem do esporte olímpico no Brasil”.

Nesse sentido, o COB “serve para trabalhar o esporte de rendimento, alavancar a atividade”.

Entre outras iniciativas do comitê, Junior citou o programa Time Brasil em Desenvolvimento, do qual faz parte o atleta Thiago Braz, campeão do salto com vara. “Colocamos os atletas em centros de treinamento e damos todo o apoio”, explicou. “São 22 modalidades esportivas contempladas pelo projeto”.

Já o Instituto Olímpico Brasileiro forma profissionais para trabalhar no esporte, apoiando a formação de gestores e atletas, por exemplo. Também destacada, a Academia Brasileira de Treinadores complementa a formação de educadores físicos para trabalhar na preparação dos profissionais de alto rendimento.

Frugiuele destacou que a Fiesp “também trabalha em prol do esporte” e se colocou à disposição para ajudar o trabalho do COB a se desenvolver. “O Code está à disposição de vocês”, disse.

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Junior na reunião do Code: “Queremos fortalecer a imagem do esporte olímpico no Brasil”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Lei Paulista de Incentivo ao Esporte é debatida em reunião do Comitê da Cadeia Produtiva do Esporte da Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O objetivo é aprimorar a à Lei Paulista de Incentivo ao Esporte. E não faltaram ideias para tanto na reunião do Comitê da Cadeia Produtiva do Esporte (Code), realizada na tarde desta quarta-feira (29/03), na Fiesp. O encontro foi coordenado pelo diretor titular do Code, Mario Eugenio Frugiuele. E contou com a presença de convidados como o secretário-adjunto de Esporte, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo, Silvio Garcia Jr, entre outras personalidades.

“Temos duas frentes de atuação em relação à Lei Paulista de Incentivo ao Esporte”, explicou Garcia Jr. “A primeira é o detalhamento da legislação e a modernização dos procedimentos. A segunda envolve uma proposta de alteração do próprio decreto, aprimorando pontos engessados”.

Para colaborar com esse processo, a Fiesp, por meio do Code, apresentou propostas de aprimoramento da lei ao governo estadual. “É preciso profissionalizar o processo, criar uma atividade mais competitiva”, disse Frugiuele. “A qualidade vem com a concorrência”.

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A reunião do Code: aprimoramento da lei estadual de incentivo ao esporte. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Entre as ideias apresentadas pela federação, está abrir espaço para que pessoas jurídicas com fins econômicos e atletas pessoas físicas sejam proponentes de projetos esportivos segundo os critérios da lei,  não apenas associações, ONGs, federações e entidades similares ligadas à área.

Normas

Alvaro Almeida, da diretoria técnica da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), foi outro convidado da reunião. E apresentou o trabalho da associação na segunda parte do encontro do Code.

A ABNT foi criada em 1940 e é uma entidade privada sem fins lucrativos, sendo reconhecida como o único foro nacional de normalização. A entidade trabalha como uma certificadora de produtos, sistemas e serviços, sendo a Fiesp uma de suas apoiadoras.

“A ABNT faz normas”, destacou Almeida. “Mas só atendemos os setores se eles quiserem ser atendidos, se houver muitas partes interessadas”, disse. “Assim, se houver consenso, buscamos atingir a melhor solução técnica possível”.

Dessa forma, a criação de uma norma pela ABNT é baseada em critérios como a simplificação, transparência, representatividade, paridade, voluntariedade, atualização e consenso.

E como é feita, na prática, a elaboração de uma norma? “O fluxo segue a seguinte ordem: demanda, programa de normalização, elaboração do projeto da norma, consulta nacional, análise do resultado da consulta nacional e finalização da norma”, explicou Almeida. “Estamos abertos às colaborações e pedidos de vocês, está tudo bem detalhado em nosso site: www.abnt.org.br”.


‘Olhar o desenvolvimento humano tem a ver com dar opções para as pessoas’, diz coordenadora das Nações Unidas sobre atividade física e desigualdade social

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A oportunidade de envolvimento com atividades físicas e esportivas não é igual para todos. Um cenário que pode e deve ser superado. O assunto foi alvo de debates na reunião plenária do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) da Fiesp, realizado na tarde desta segunda-feira (30/01), na sede da federação. Na ocasião, foram apresentados os avanços do Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional (Pnud), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. O documento é publicado desde 1990 e já apresentou ao mundo indicadores como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

“Em torno de 65% das pessoas no Brasil não praticam atividade física”, explicou a coordenadora do relatório nas Nações Unidas, Andrea Bolzon.

E isso não é tudo: os homens se envolvem 40% mais com as atividades físicas e esportivas (AFEs) que as mulheres. Os jovens, por sua vez, se envolvem 50% mais que os idosos nesse ponto. “Um homem profissional liberal com curso superior tem 6 vezes mais chances que mulher trabalhadora doméstica e com nível de instrução que não supere o ensino fundamental de fazer atividade física”, afirmou Andrea. “Não podemos fechar os olhos para essas desigualdades, temos que pensar o fomento da atividade física nesse contexto”, disse.

É nessa direção que, segundo Andrea, seguem os estudos das Nações Unidas nesse campo. “Olhar o desenvolvimento humano tem a ver com dar opções para as pessoas, ir além da responsabilização do indivíduo e da pedagogia do medo”, explicou. “Será que é por aí que a gente vai ajudar nessa conscientização? Propomos uma discussão que questione esses conceitos, que ofereça oportunidades e pare de fazer com que as pessoas se sintam preguiçosas e culpadas”.

De acordo com Andrea, o fato de a maioria dos projetos de condomínios envolverem a oferta de academias é uma prova de que “esse debate tem valor”. “Até a Fiesp tem um comitê voltado para o esporte”, brincou.

Assim, é preciso “analisar o impacto da atividade física nos campos da saúde, educação e economia”. “Como estão as atividades físicas e esportivas no cenário contemporâneo?”, questionou.

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Andrea: impactos da atividade física na saúde, educação e economia. Foto: Everton Amaro/Fiesp


A reflexão em torno dessas questões envolve uma série de cruzamentos de dados sobre o envolvimento da população com atividades físicas. “Precisamos pensar nas AFEs em relação às cidades, à renda, à violência, às questões de gênero e assim por diante”.

E mais: “temos que relacionar as atividades físicas com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, com a priorização e a definição de conjuntos de metas segundo objetivos estratégicos”, disse.

Prefeitura de São Paulo explica na Fiesp Plano Municipal de Esporte

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

A reunião desta segunda-feira (31/10) do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto da Fiesp (Code) teve a apresentação da minuta do Plano Municipal de Esporte de São Paulo. Sílvia Vidor, analista da Secretaria Municipal dos Esportes (Seme), explicou que a proposta é um documento técnico, elaborado a partir de um processo amplo e democrático, e não o projeto de uma gestão. E pediu a contribuição do Code.

O início do projeto, em 2011, surgiu em cooperação técnica com a Unesco e a Agência Brasileira de Cooperação. Uma consultoria foi contratada para ajudar no trabalho, fazendo a análise de planos de Barcelona, Madri e Amsterdã e do Sistema Nacional de Esporte. Grupos de trabalho com a participação de 19 instituições –incluindo o Sesi-SP- levaram à escolha de 9 temas norteadores, submetidos a consulta pública de 17 a 23 de maio.

Compiladas as sugestões, a equipe gestora chegou a seis eixos temáticos:

esporte como hábito de vida para todos;

esporte de formação e triagem de talentos;

atuação municipal no esporte de alto rendimento;

ampliação e requalificação da rede de equipamentos esportivos municipais e valorização do patrimônio municipal relacionado ao esporte;

desenvolvimento econômico e científico por meio do esporte;

governança e promoção do amplo controle social.

A partir daí foram construídas as metas de curto, médio e longo prazo, usando para isso entrevistas com servidores dos diferentes setores da Seme. As ações devem ser implementadas entre 2017 e 2021.

Metas e ações ficaram em consulta pública de 5 a 16 de outubro. Houve 272 comentários e 99% de aprovação, explicou Sílvia. Agora são aguardadas contribuições para que o plano vire lei.

Mario Frugiuele, coordenador do Code, ressaltou a importância do planejamento no esporte. “Ter um trabalho organizado, pensando nas necessidades atuais e pensando no futuro, é importantíssimo.”

Na abertura da reunião, Frugieuele destacou a importância da atividade física, entre outros fatores porque há o aumento da expectativa de vida dos brasileiros e o envelhecimento da população.

Outra apresentação durante a reunião do Code, relacionada ao tema da saúde, foi feita por Rogério Tavares, da Valle/Ampag, que explicou o Valle Esportes, cartão de incentivo à prática esportiva corporativa. Ideia é estimular quem não tem o hábito de praticar atividade física. A empresa define quantos e quais colaboradores receberão o benefício, a partir de R$ 100 por mês, valor que pode ser usado em qualquer estabelecimento que aceite a bandeira Visa. Há um programa de acompanhamento e motivação, que gera relatórios para a empresa, mostrando a evolução dos funcionários.

O uso do Valle Esportes, disse Tavares, pode permitir à empresa reduzir o FAP (Fator Acidentário de Prevenção) do Seguro de Acidente de Trabalho, devido à Previdência Social, com o reenquadramento de sua alíquota multiplicadora.

Victor Hajjar relatou a participação do Code na audiência pública da comissão de juristas responsável pela elaboração de anteprojeto para a Lei Geral do Desporto.

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Reunião do Code em que foi apresentada minuta do Plano Municipal de Esporte de São Paulo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Reunião do Code tem visita surpresa de medalhistas paralímpicos do Sesi-SP

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

A reunião plenária do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto da Fiesp (Code) desta quarta-feira (28/9) teve como surpresa para seus participantes a visita de dois medalhistas paralímpicos do Rio 2016 que integram a equipe do Sesi-SP. Janaína Petit Cunha, medalhista de bronze no vôlei feminino sentado nos Jogos Paralímpicos do Rio, explicou que foi atleta olímpica. Profissional do Pinheiros, sofreu um acidente que a impediu de continuar jogando. “Com o apoio do Sesi-SP voltei a sorrir e a gostar de jogar.” Disse que estava com muita vontade de ganhar medalha no Rio e afirmou que é graças ao Sesi-SP que existe o vôlei sentado no Brasil. Mario Frugiuele, coordenador do Code, destacou a importância dada ao esporte por Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Sesi-SP. O Brasil, afirmou, precisa do tipo de motivação demonstrada pelos atletas paraolímpicos.

Medalha de prata no revezamento 4x100m no atletismo nos Jogos Paralímpicos do Rio, Renato Nunes da Cruz lembrou que o esporte paraolímpico é recheados de exemplos de dor e superação. Formado como eletricista de instalação no Senai-SP, trabalhando no Metrô de São Paulo quando foi atingido por uma peça de 400 kg, acidente que levou à amputação de sua perna esquerda. Estimulado por um maratonista, começou a caminhar, depois correr. Encontrou o Sesi-SP (“ou o Sesi-SP me encontrou”) e se tornou um atleta de alto rendimento. Recordista brasileiro nos 100m e 200m rasos, declarou-se muito feliz por ter passado pelo Senai-SP e agora ser atleta do Sesi-SP.

Luis Claudio Marques, gerente de Esportes do Sesi-SP, fez a apresentação dos atletas paralímpicos. Disse que 14 atletas do Sesi-SP competiram em 4 modalidades e conquistaram 11 medalhas. Frisou a importância da oportunidade e do apoio para os atletas. Também nos Jogos Olímpicos competiram 14 atletas do Sesi-SP.

Mario Frugiuele, presidente do Code, agradeceu a presença dos atletas e pediu que integrassem a mesa e mostrassem suas medalhas.

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Renato Cruz e Janaína Petit Cunha (com uniforme do Sesi-SP) participaram de reunião do Code. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Na sequência da reunião, Victor Hajjar fez uma apresentação sobre os Jogos Paralímpicos, destacando sua organização.

Maureen Flores, pesquisadora que foi gerente de Sustentabilidade nos Jogos do Rio, falou sobre Inovação no Esporte. Frisou que falaria sobre negócios, sobre o que chega ao mercado. Falou sobre pesquisa a respeito do tema, em que estudou casos da Austrália, Brasil, Holanda e Espanha. Dela resultaram recomendações para a formulação de políticas públicas, recomendações para geração de conhecimento sobre inovação no esporte e recomendações para o modelo de negócios do sistema esportivo.

Maureen defendeu a necessidade de desenvolver um ecossistema digital para o esporte e listou desafios para o Brasil, que incluem a falta de cultura de exportação entre as startups – Frugiuele destacou que o câmbio irreal impede a venda no exterior.

Delegação da Holanda mostra na Fiesp experiência de estímulo ao esporte

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

A participação de uma delegação da Holanda na reunião desta quarta-feira (23/3) do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto da Fiesp (Code) mostrou o interesse do país pelo mercado brasileiro de produtos esportivos e representou mais um passo na aproximação entre os dois países. A Holanda tem produção de 6 bilhões de euros (perto de R$ 25 bilhões) por ano ligada ao esporte e estrutura exemplar de incentivo à prática esportiva. Mario Frugiuele, diretor do Code, lembrou que as ações da Fiesp buscam estimular a indústria e ressaltou a importância da presença da delegação para fornecer informações sobre experiências europeias.

John van de Laar, do Orange Sports Forum, (consórcio holandês de esportes e inovação, destacou que a Holanda é o sexto maior exportador do mundo, e um PIB da indústria do esporte de 6 bilhões de euros por ano. Também disse que a Holanda é muito eficiente na produção de medalhas, ocupando o primeiro lugar relativo (considerando investimento/resultado).

O Fórum Orange, explicou, surgiu da crença de que o compartilhamento de conhecimento e a cooperação representam o caminho para o sucesso da indústria do esporte na Holanda.

Em relação ao Brasil, destacou a discrepância entre esportes mais praticados e mais assistidos na TV. Disse que o país está entre os que são considerados interessantes como mercado e demonstrou interesse em saber como trabalhar com o Brasil, conhecendo os planos de negócios que funcionam aqui.

Van de Laar começou sua apresentação com a exibição de vídeo mostrando como Holanda e Brasil se conectam via esporte. Provando que os holandeses são bons perdedores, incluiu vitória brasileira sobre os holandeses no vôlei de praia.

Também participou Maaike Romijn, do programa Sport Innovator, que falou sobre a agenda da Holanda no esporte, destacando o duplo desafio que a área representa, porque pode ter grande impacto na reputação do país, e o exemplo pode levar à melhora na qualidade de vida. Seu foco também é o compartilhamento de dados e de tecnologia, entre governo e empresas e entre elas.

Kamiel Maase destacou a existência de 27 mil clubes esportivos na Holanda, acessíveis, tocados por voluntários, sendo muito bem organizados, sendo cerca de 7.000 de futebol. Há 70 a 75 federações, ligados à organização guarda-chuva olímpica, e um ministério de saúde, esporte e bem-estar.

Eduardo  Giacomazzi, Coordenador adjunto do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria da Fiesp (BioBrasil), disse que a Holanda, país com o qual trabalha em bioeconomia, dá exemplos de como integrar setores. Apoio à internacionalização e ao desenvolvimento de pequenas empresas também é forte no país. Combinação de consórcios é algo em que se tem trabalhado com a Holanda. Lembrou que a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) já tem consórcio estabelecido com a Holanda na área de biotecnologia (B-Basic), em modelo que pode ser estendido para outras áreas. Outras agências brasileiras poderiam ser envolvidas. OSF poderia ter um pé em São Paulo também.

Carlos Eduardo Negrão, da Fapesp, lembrou o programa de financiamento a fundo perdido para pequenas empresas. Novidade é possibilidade de expandir para o esporte. Citou dois dias de encontro muito interessante na Fapesp, começando na parte científica, mas se expandindo para a inovação. Há, disse, uma grande oportunidade de estímulo com os Jogos Olímpicos. “Espero muito que a gente possa evoluir e tenha várias propostas” no esporte. “Queremos muito essas propostas da iniciativa privada.”

Ana Bacellar, diretora de marketing do comitê paraolímpico, disse que há muito a aprender com a Holanda. Lembrou que o país investe muito em tecnologia, ciência, saúde e planejamento estratégico. Luiz Garcia, responsável por relações internacionais e institucionais, convidou a delegação holandesa a conhecer o centro de treinamento paraolímpico a ser inaugurado em maio, com investimento em conhecimento.

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Reunião do Code com participação de delegação da Holanda. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Na Fiesp, Ministério das Cidades explica oportunidades para o esporte em projetos de revitalização de áreas públicas

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

Foi dado o primeiro passo no relacionamento entre o Ministério das Cidades e o Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), durante a reunião plenária do comitê nesta segunda-feira (22/2), na sede da entidade. Moisés Moreira, assessor do ministro Gilberto Kassab, do Ministério das Cidades, comentou o projeto de revitalização de áreas públicas do ministério e sua relação com o esporte.

De acordo com ele, o Ministério das Cidades e o Ministério do Esporte enxergam uma grande oportunidade em projetos por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. O Ministério das Cidades, explicou Moreira, tem 3 grandes secretarias: de Habitação, Mobilidade Urbana e Saneamento. A maioria das obras que são realizadas por meio do Ministério tem algumas áreas que ficam ociosas e que poderiam receber recursos para a construção de praças públicas e praças esportivas, o que o objeto do contrato não contempla.

“Portanto, o Ministério das Cidades vê uma grande possibilidade para orientar os municípios que necessitam dessas obras, identificando quais seriam essas localidades, em parceria com o Ministério do Esporte. Acredito que essa possa ser uma grande porta para atender essa demanda que o poder público não vem conseguindo atender”, comentou o assessor. Moreira disse ainda que considera muito importante associar o esporte à prevenção e à saúde. “Atrelar projetos dessa natureza com o setor privado é uma ferramenta fundamental e de grande utilidade pública”, frisou.

Arialdo Boscolo, presidente da Federação Nacional de Clubes (FNC), comentou que a instituição está diretamente vinculada ao esporte, tendo como uma das missões acompanhar todos os procedimentos de realização esportiva dentro do Congresso Nacional. “Nós temos muitas frentes de discussão, hoje há uma preocupação no Ministério dos Esportes sobre como será o dia seguinte à realização dos jogos olímpicos e paraolímpicos, já que nos últimos anos realmente houve uma atenção muito especial do Governo Federal em função desses grandes eventos que foram realizados no Brasil ou com campeonatos sul-americanos, pan-americanos e a Copa do Mundo”.

Boscolo explicou que a preocupação é sobre o que será do segmento esportivo quando o ciclo de grandes competições e eventos internacionais terminar. “Há certa temeridade de que depois que os Jogos Olímpicos acabarem, o esporte perca muita visibilidade. E consequentemente perca recursos. Então, o grande legado que seria a realização de tantos eventos internacionais seria justamente a gente ter a solidificação de um ministério atuante, de programas atuantes”, disse.

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Reunião plenária do Code, com a participação de representante do Ministério das Cidades. Foto: Everton Amaro/Fiesp


O coordenador do Code, Mario Eugenio Frugiuele, defende a reestruturação do esporte no Brasil. Ele apontou problemas de gestão na área, que, de acordo com ele, deveria ter uma visão mais moderna e mais aberta. “Existe a necessidade de mudanças estruturais, não é com uma movimentação conjuntural, de um detalhe, que as coisas vão se resolver. É necessária uma discussão adulta e pragmática para se desenvolver o esporte no Brasil.”

“A iniciativa privada tem procurado se posicionar de maneira mais efetiva, e nós acreditamos que com entendimento e com uma conscientização de quem manda, que é o eleitor, que é o cidadão brasileiro, a tendência é que as coisas vão melhorando gradativamente, mas isso é um processo”, afirmou.

Dário Jorge Giolo Saadi, secretário de Esportes da prefeitura de Campinas, também esteve presente na reunião e comentou sobre o trabalho da Secretaria para capacitar entidades esportivas e ter projetos aprovados nas leis de incentivo, com banco de projetos e mantendo com a regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de Campinas para possíveis parcerias e apoio aos projetos.

Code planeja evento na Fiesp para esclarecimento sobre Lei de Incentivo ao Esporte

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

A reunião plenária do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizada nesta quarta-feira (28/10), voltou a debater o assunto da Lei de Incentivo ao Esporte, com o objetivo de trocar ideias e tirar dúvidas sobre o tema.

Mario Eugenio Frugiuele, coordenador do Code, explicou a necessidade de discussão do assunto, já que apesar de haver verba para investimentos e projetos já existentes, as empresas não estão sendo sensibilizadas sobre esse tipo de investimento e desconhecem detalhes da Lei.


Comitê de Desporto da Fiesp planeja evento sobre Lei de Incentivo ao Esporte. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Comitê de Desporto da Fiesp planeja evento sobre Lei de Incentivo ao Esporte. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Frugiuele disse ainda que há a possibilidade de um evento para esclarecer às empresas sobre a Lei de Incentivo, que pode ser realizado ainda em novembro, com o apoio do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) e da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude (SELJ).

“Neste evento que pretendemos fazer na casa, vamos tentar buscar empresas que são patrocinadoras do esporte dentro dessa modalidade do incentivo, mostrando ao empresariado as informações que eles não estão a par, além de divulgar a facilidade desse investimento”, disse Frugiuele.

O principal entrave, de acordo com Livia Galdino da Cruz, secretária adjunta da SELJ, é a falta de conhecimento das empresas sobre a Lei de Incentivo ao Esporte. “As empresas conhecem muito bem o Proac (Programa de Ação Cultural), mas quando a gente fala do esporte, além do desconhecimento, as empresas imaginam que devem aportar ou para o Proac ou para o esporte, quando na verdade são independentes”, afirmou.

Segundo o Ministério do Esporte, a Lei de Incentivo ao Esporte (Lei 11.438/2006) permite que empresas e pessoas físicas invistam parte do que pagariam de Imposto de Renda em projetos esportivos aprovados pelo Ministério do Esporte. As empresas podem investir até 1% desse valor e as pessoas físicas até 6% do imposto devido.

Comissão de Estudo do Sistema Nacional do Esporte

Outro assunto discutido na reunião foi a criação da Comissão de Estudo do Sistema Nacional do Esporte, com foco nas ações que o Code deve realizar. José Montanaro, assistente técnico de esportes do Sesi-SP, comentou que o objetivo dessas discussões é buscar informações e apresentar propostas para que o Sistema Nacional de Esportes contemple de forma eficaz e exequível a educação física escolar. No Brasil, a educação física é facultativa do 1º ao 5º ano.

“O grande legado que a gente pode contribuir é valorizar o esporte como ferramenta educacional e valorizar também os professores. Quando falamos de esporte, pensamos no alto rendimento, no craque, no atleta. Mas essas pessoas foram filtradas desde sua primeira aula de educação física, lá no primeiro ano. E se a criança perde esse desenvolvimento ali, ela não recupera mais”, disse Montanaro.

Montanaro defendeu uma política nacional do esporte que seja duradoura, independente de governos e que seja na esfera municipal, estadual e federal. “O que o nosso projeto de esporte aqui do Sesi mais quer é formar o cidadão, e para isso precisamos conseguir com a política nacional do esporte algo que seja perene e atenda o Brasil todo.”

Comitês do Desporto e da Indústria Têxtil se reúnem na Fiesp

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

Representantes do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) e do Comitê da Cadeia da Indústria Têxtil (Comtextil), ambos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), se reuniram na terça-feira (16/6) para discutir meios de aproximação para alavancar o crescimento da indústria nos dois setores.

“O Comitê é de alta importância para a Fiesp e foi uma orientação do próprio presidente Paulo Skaf”, afirmou Frugiuele, coordenador do Code.

Ele justificou que a cadeia produtiva do esporte está atrelada ao setor têxtil de várias formas, seja na demanda por calçados ou outros equipamentos esportivos.

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Reunião conjunta dos comitês da Indústria Têxtil e do Desporto. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Frugiuele também afirmou que o futebol continua exercendo maior influência enquanto os demais esportes ainda não recebem a atenção devida. Em função disso, ele acredita que é importante utilizar as Olimpíadas para despertar o interesse em outras modalidades. ” Se conseguirmos semear a cultura do esporte, ele cresce e a indústria cresce junto”, analisou.

Elias Miguel Haddad, coordenador do Comtextil, considerou positiva a iniciativa do encontro, e lembrou que, mesmo em um momento de crise, é possível descobrir pontos positivos. “Vamos produzir ações que permitam esse crescimento. Aliar conhecimentos e obter resultados”.

Frugiuele explicou que, além do Comitê, existe um Conselho formado por atletas de destaque, que deverão atuar como uma força de sensibilização para as áreas pública e privada. O coordenador defende uma ação conjunta com a troca de informações e experiências. “Precisamos trazer o Comtêxtil para nossa massa de pressão de incentivo ao esporte”, disse.

Dentre as ações do Code, o destaque está nas reivindicações junto aos governos federal e estadual para a questão de renúncia fiscal e redução de impostos específicos, e um trabalho com objetivo de trazer uma feira de esporte para o Brasil, assim como já existe em outros países do mundo.

(Com informações do Sindicato da Indústria de Malharias e Meias do Estado de São Paulo –  Simmesp)

Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto apresenta grupos de trabalho

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

O coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (CODE), Mário Frugiuele, apresentou na tarde desta quarta-feira (27/5) os Grupos de Trabalho (GTs) criados pelo comitê para discutir os principais problemas e temas que afetam o setor.

“São cinco grupos interligados, abertos a todos os conselheiros que queiram participar”, explicou. “Os interessados podem nos enviar currículos e nos dizer por que têm interesse em participar. Queremos discussões de qualidade que gerem ações práticas eficazes.”

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Reunião do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto na Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Conheça os grupos:

GT 1 – Selo de qualidade de normalização
É constante a preocupação do setor quanto à invasão de empresas internacionais que não atendem às normas brasileiras. O uso inadequado de produtos ou equipamentos fora dos padrões de qualidade pode prejudicar a saúde dos atletas, por isso este grupo trabalhará, no curto prazo, na elaboração de normas para pisos esportivos, caderno de recomendações com descritivos, manutenção e indicações de uso. A médio prazo, desenvolverá programas de certificação e selo de qualidade e, por fim, o grupo vai atuar na elaboração de normas específicas para artigos esportivos.

GT 2 – Desenvolvimento Estratégico 1
Discutirá compras governamentais de infraestrutura, material e serviço esportivo, dando ênfase às compras realizadas por órgãos governamentais, clubísticos, Sistema S e terceiro setor. Temas como portal de compras, licitações e consórcios também serão de responsabilidade desta equipe.

GT 3 – Impostos
A alta incidência de impostos em produtos considerados “supérfluos” pelo governo pode inibir a produção nacional e a prática profissional de alguns esportes no Brasil. Pleitear a desoneração do ICMS (de 25% para 18%) incidente sobre raquetes e bolas de tênis, por exemplo, é uma das ações do GT 3. O grupo ainda atua pela redução de alíquotas do IPI incidente sobre 70 itens de equipamento esportivo e na defesa dos interesses da indústria brasileira estabelecida na Zona Franca de Manaus.


GT 4 – Desenvolvimento Estratégico 2
Os conselheiros envolvidos neste grupo terão o desafio de propor ações que favoreçam a indústria brasileira no intercâmbio de tecnologia com outros países, participação em feiras e rodadas de negócios, além de estimular a capacitação da cadeia produtiva nacional e internacional, desenvolver projetos para games e de compradores e imagem do Brasil no exterior.


GT 5 – Incentivos
Com auxílio deste grupo, o CODE pretende enviar à Presidência da República pleito com sugestões de aprimoramento da Lei Nacional de Incentivo ao Esporte (Lei nº 11.438/2006). Entre elas estão a prorrogação dos incentivos da lei após o ano-calendário 2015, por prazo indeterminado, a exemplo da lei de fomento à atividade audiovisual, aumento do limite de redução para 4% do imposto devido em relação à pessoa jurídica e aumento do limite de dedução para 9% do imposto devido em relação à pessoa física. Outra proposta é que seja reconhecida, pela legislação, a figura do profissional responsável pela intermediação para obtenção dos patrocínios ou doações de que trata a lei.

Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto realiza sua última reunião de 2014

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Na tarde desta segunda-feira (08/12) foi realizada a última reunião do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com a presença do ministro Vilmar Coutinho Júnior, da assessoria Internacional do Ministério do Esporte, e do ex-piloto de Formula Indy, Luiz Garcia Júnior, membro do Comitê Paralímpico Brasileiro.

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Ministro Vilmar Coutinho Júnior (segundo da esquerda para a direita): Câmara Setorial terá sucesso desde que a indústria participe efetivamente. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


No encontro foram apresentados detalhes do convênio firmado entre a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Cômitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio-2016.

Cristiano Antônio da Silva, representante da CNI, destacou que ainda há oportunidades para que as indústrias se candidatem como fornecedoras para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos que acontecerão no Rio, em 2016. “Dos R$ 3 bilhões disponíveis ainda há R$ 1 bilhão disponíveis para contratação até o mês de maio”, afirmou.

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Cristiano da Silva, da CNI. “Ainda há R$ 1 bilhão disponíveis para contratação até o mês de maio”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Segundo Silva, as oportunidades principais são para as indústrias dos setores gráfico, alimentício, madeira e móveis, metal-mecânico, construção e vestuário. As empresas interessadas devem fazer o seu cadastro no site http://portaldesuprimentos.rio2016.com e, desta forma, estarão previamente habilitadas para o processo seletivo que é realizado pelo setor de suprimentos do Comitê.

Silva explicou também que o Sebrae também fez um acordo para a capacitação das micro e pequenas indústrias, de maneira que elas também possam participar do processo.

Câmara Setorial do Esporte

O coordenador do Code, Mario Frugiuele, destacou que a recente instalação da Câmara Setorial da Indústria, Comércio e Serviços do Esporte significa uma das conquistas para a cadeia produtiva. “O Code fará parte dessa Comissão que, com certeza, terá bons frutos. É um ponto a favor para o esporte ter essa Comissão Interministerial com a participação da iniciativa privada”, afirmou Frugiuele.

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Mario Frugiuele: Câmara Setorial significa uma das conquistas para a cadeia produtiva. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O ministro Vilmar Coutinho Júnior também comentou sobre a instalação da Câmara Setorial, que terá a coordenação do próprio Ministério do Esporte, mas com a participação de outros ministérios como o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Coutinho explicou que a constitucionalidade da Câmara ainda está sendo composta mas, paralelamente, deverão ser levantadas as reivindicações das indústrias para serem apresentadas à Câmara.

“A Câmara terá sucesso e poderá fazer um bom trabalho desde que a indústria consiga , de fato, aproveitar esse fato de forma efetiva e trazer as ideias”, afirmou Coutinho, sugerindo que as propostas sejam discutidas previamente e apresentadas de forma mais concreta para garantir mais celeridade.

Momento de oportunidade

Mauricio Fernandez, coordenador adjunto do Code, ressaltou a necessidade de sensibilizar e capacitar as indústrias diante das oportunidades que se apresentam, tanto os Jogos Olímpicos e Paralímpicos como o crescente mercado de esportes no país. “É preciso chacoalhar e acordar a indústria para as oportunidades. O dinheiro existe, é real, mas a gente tem uma dificuldade enorme de despertar a indústria para as oportunidades”, afirmou, destacando a importância da realização de rodadas de negócios.

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Luiz Garcia Junior, do Comitê Paralímpico Brasileiro: "Brasil vive um momento de oportunidade para o esporte". Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Luiz Garcia Júnior, do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), comentou que os bons resultados obtidos por atletas brasileiros, como a equipe de natação, não são por acaso. “Mais recentemente, desde quando o Brasil conquistou o direito de sediar os Jogos, tem muito mais recursos sendo colocados em projetos, tanto lá no CPB como nas diversas Confederações. Então, os atletas estão tendo uma preparação melhor também”.

Garcia Júnior afirma que a palavra-chave hoje é oportunidade. “Estamos em um momento de oportunidades no esporte, como a gente nunca teve aqui no país. É um momento de oportunidade para a indústria, comércio, serviços e para as diversas áreas envolvidas. A indústria pode e deve se qualificar. A gente tem condições, sim, de fazer equipamentos a nível de serem homologados internacionalmente”, declarou.

Entrevista: Mario Frugiuele explica como estão sendo estruturadas as ações do Code

Dulce Moraes e Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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Mario Frugiuele: Code é um fórum adequado para que aconteça o relacionamento entre essas várias cadeias, categorias e indústrias. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Potência em revelar atletas talentosos, o Brasil virou o centro das atenções mundiais na área esportiva nos últimos anos, com a confirmação da Copa do Mundo da Fifa, realizada entre junho e julho de 2014, e dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Para trabalhar as questões relacionadas ao tema, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criou em 2013 o Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) – um fórum de discussão e promoção de iniciativas visando fortalecimento dessa dinâmica cadeia produtiva, que reúne empresas de diversos setores e segmentos.

Em entrevista ao portal da Fiesp, o 2º diretor secretário da entidade e coordenador do Code, Mario Eugenio Frugiuele, detalha algumas dessas ações e esclarece como a Fiesp põe sua estrutura a serviço do desenvolvimento dessa cadeia produtiva.

Leia, a seguir, a entrevista na íntegra:

***

Como surgiu a ideia de criar o Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto?

Mario Frugiuele – O Comitê foi criado, oficialmente, em abril de 2013, aliás, no mesmo dia da abertura da exposição “Jogos Olímpicos: Esporte, Cultura e Arte”, aqui no Centro Cultural Fiesp, que contou com a presença do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman. Mas as tratativas para sua criação começaram um ano antes. Para nos ajudar, trouxemos o Mauricio Fernandez, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Esporte (Abriesp), e, hoje, diretor adjunto do Code.

Qual foi o desafio inicial encontrado pelo Comitê?

Mario Frugiuele – Com certeza foi o de dimensionar essa cadeia produtiva tão ampla. Quando falamos de cadeia produtiva do esporte, estamos falando de várias setores: têxtil, calçados, de equipamentos esportivos, de produtos farmacêuticos, entre outros. E essa é a amplitude que viemos tentando dimensionar corretamente. E, mais do que isso, tentando fazer com que todas essas áreas se relacionem.

Então, um dos objetivos do Code é criar essa conexão entre os setores?

Mario Frugiuele – Sim, é claro. O Code é um fórum adequado para que aconteça o relacionamento entre essas várias cadeias, categorias e indústrias. A ideia é que possam engendrar e dar encaminhamento a projetos. E o contato é fundamental porque, muitas vezes, se não houver um fórum correto para o debate, simplesmente não se discute o assunto. Essa é a grande ferramenta que a Fiesp põe à disposição das indústrias, de tal maneira que o trabalho se desenvolve e as partes se inter-relacionam.

E como tem sido o trabalho conjunto de setores tão diversos e quais os resultados iniciais desse contato?

Mario Frugiuele – Através dessa inter-relação surgem projetos que serão desenvolvidos dentro do âmbito do Comitê. Criamos comissões para ações e estudos específicos dentro das necessidades que são detectadas por meio desse grande diálogo. Hoje, no Comitê, já foram definidas quatro comissões: Desenvolvimento de Produtos e Marketing Esportivo; Selo de Qualidade e Normatização; Impostos, Incentivos e Legislação Esportiva; e Capacitação Profissional. Todas as comissões são compostas por diretores de sindicatos e de empresas importantes da área. E o interessante é que todo assunto é discutido de forma muito concreta. É a vida real acontecendo.

Que tipos de problemas e situações são discutidos dentro do Comitê?

Mario Frugiuele – Muitas vezes estamos discutindo problemas que afetam vários setores. Em outras, são debatidos assuntos específicos. É curioso mas uma mesa de reunião pode ter o diretor do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil (Comtextil) da Fiesp e o presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). Quando esses dois atores iriam sentar-se numa mesma mesa? Eles podem discutir, por exemplo, um problema com o tecido do maiô de natação. Eles podem verificar juntos como desenvolver esse produto e se este pode ser produzido aqui no Brasil. Ou seja, tudo isso só é possível se você tiver um contato e um relacionamento direto. Desta forma são cortados os caminhos. E isso faz o processo e os custos serem bem menores. É isso o que o Comitê está proporcionando.

No âmbito tributário, como o Code tem atuado?

Mario Frugiuele – O Comitê já realizou algumas reuniões e palestras sobre o tema. No final do ano passado, representantes da Secretaria de Esporte do Estado vieram à Fiesp para dialogar com os membros do Comitê sobre subsídios e incentivos fiscais. Veio também o representante da Receita Federal para falar do que está sendo elaborado e o que vai sair para a área de esportes em termos federais. Isso tudo a gente divulga, além do fato que, através do Comitê, os participantes têm contato aberto com os órgãos municipais, estaduais e federais. Neste ano, enviamos também um ofício para o Ministério da Fazenda solicitando a diminuição de IPI [Imposto Sobre Produtos Industrializados] em vários produtos de praticamente toda a cadeia do esporte. Houve uma reunião em Brasília (DF) com o secretário da Receita em que, juntamente com o Departamento Jurídico (Dejur) da Fiesp, colocamos o nosso pleito. Na ocasião, foi comentado que deveríamos iniciar esse processo não de uma forma global, mas por setores que fossem mais importantes e assim, gradativamente, vamos solicitando e conseguindo essas reduções. Então, já temos uma posição, por parte do Poder Público, de como essas reduções possam ser feitas. O que se subentende que existe uma aceitação, a priori, da redução de IPI em produtos esportivos.

Como o Code pretende contribuir para o desenvolvimento das empresas brasileiras que atuam no segmento esportivo? 

Mario Frugiuele – Primeiro, precisamos desenvolver produtos nacionais aptos para a formação de atletas olímpicos. Hoje, temos uma dificuldade de conseguir fornecedores nacionais para esportes de alto rendimento. E a indústria nacional, em muitos casos, ainda não tem produtos adequados para esse tipo de treino. Pretendemos desenvolver esses produtos dentro de um mínimo de possibilidade de utilização, para que a indústria nacional possa fornecer para ao menos uma parcela desse mercado. É importante se questionar: o que falta para indústria nacional chegar perto? Eu posso fazer um produto tecnologicamente não tão avançado, mas posso usar isso em clubes? Creio que pode haver um meio termo no caminho da formação do atleta. E esse meio termo é o início nas escolas e nos clubes esportivos. A indústria tem que se adequar a isso e deve saber quais as necessidades dos mais variados esportes. Esse é o trabalho do Comitê: aproximar essas situações e fazer essa possibilidade de adequar produtos que existem ao nível necessário. E queremos também desenvolver missões comerciais internacionais e levar nossas empresas para fora. Dentro da comissão de Marketing Esportivo já estamos estudando rodadas de negócios nacionais e internacionais com a Apex-Brasil [Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos] e Sebrae [Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas], e capacitação da indústria com o Senai [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial].


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Reuniões plenárias do Comitê de Desporto juntam representantes de diversos setores da indústria, de governos e das entidades do esporte. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Nesse sentido, é importante uma aproximação com as confederações e outras instituições que estabelecem os critérios de qualidade e requisitos técnicos dos produtos, correto?

Mario Frugiuele – Sim. O Code promove essa integração com clubes, instituições de ensino, o próprio Sistema S e o setor público. Para nos desenvolver nisso é preciso haver uma integração entre todos esses elementos. Com a comissão de Selo de Qualidade e Normatização, o Code teve um diálogo inicial com a ABNT [Associação Brasileira de Normas Técnicas], a USP [Universidade de São Paulo] e outras entidades regulamentadoras. Estão sendo debatidos temas como padronização por cadeia produtiva, material esportivo, prestação de serviço, máquinas e equipamentos, entre outros.

O Code tem feito alguma proposição de mudanças nas leis relacionadas ao esporte

Mario Frugiuele – Temos estudado com atenção vários temas como a Lei de Incentivo Estadual, o ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços], a estrutura da Lei de Incentivo Municipal, impostos sobre os produtos esportivos. Todo esse trabalho envolve vários departamentos da Fiesp, como o Departamento Jurídico (Dejur), departamentos especializados como os de Meio Ambiente (DMA), Infraestrutura (Deinfra), Indústria da Construção (Deconcic), da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi). Todos os departamentos participam dos trabalhos e discussões do Comitê e, dependendo do foco de uma reunião, convocamos esses departamentos e os trabalhos com as comissões são desenvolvidos junto com eles. Também participam outros Comitês de Cadeia Produtiva como o Comcouro e o Comtextil, que fazem parte dessa transversalidade que é o esporte. O setor público está também sempre presente nessas discussões e há também participação de muitos representantes das empresas do setor.

Como é  o relacionamento do Code com o governo?

Mario Frugiuele – Sempre que detectamos uma necessidade, conversamos diretamente com as autoridades. Em março, por exemplo, convidamos para a reunião plenária do Code o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e na ocasião sugerimos a criação de uma comissão ou câmara que pudesse envolver outros ministérios na discussão e na solução de entraves na área do esporte. Este ano fomos convidados para uma reunião interministerial que se realizou em setembro, na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), com a presença dos ministros Aldo Rebelo (Esporte) e Mauro Borges (MDIC), além de representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Nesta reunião foi resolvida a criação da Câmara Setorial da Indústria, Comércio e Serviços de Esporte e Atividades Físicas, com a finalidade de subsidiar o Ministério do Esporte em assuntos de sua competência. A câmara setorial foi criada oficialmente em outubro, por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União. E o Code faz parte dessa câmara. Assim, com ações como esta, conseguimos uma interação rápida e correta com o governo.

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Ministro Aldo Rebelo (à esquerda) e Mario Frugiuele durante reunião do Comitê do Desporto da Fiesp em março deste ano. Foto: Everton Amaro/Fiesp


No ano passado foi criado também o Conselho Superior do Desporto. Como é a interação entre Comitê e Conselho? 

Mario Frugiuele – Os Comitês têm uma função diferente dos Conselhos. O Conselho é mais estratégico e trabalha os macro temas, ou seja, é foro de discussão mais amplo. No caso do Comitê também há discussões sobre os temas do desporto, mas o foco é no dia a dia e se desenvolve uma ação. Vale a pena destacar que essa formulação estrutural de como a Fiesp deve funcionar foi estabelecida com a vinda do presidente Paulo Skaf, que definiu a criação de Comitês, Conselhos, Departamentos, Comitês Temáticos. A implantação desse modelo de organização, idealizado pelo presidente, facilitou de maneira exemplar a gestão de todos esses processos e todas as áreas, que ficaram muito bem definidas. O interessante é que novos Comitês são criados, pois não é um processo estático. Aliás, essa estrutura vai se moldando para atender novas necessidades, de forma ágil e no pulso da indústria.

A criação do Conselho do Desporto é fruto dessa visão?

Mario Frugiuele – Sim. Ele é mais uma prova dessa dinâmica da Fiesp. No Comitê detectamos a necessidade de discutir mais profundamente determinados temas. E para tal seria necessário um agente da área do esporte com uma visão mais profunda do esporte. Então, o Comitê percebeu a necessidade de um Conselho. Para liderar esse Conselho foi feito um convite ao Emerson Fittipaldi, uma figura que dispensa apresentações. Ele tem uma visão de voluntariado e é uma figura querida nacional e mundialmente. O Conselho está se estruturando e esperamos que a vinda do Emerson traga também a expertise de outros expoentes do esporte do Brasil e do exterior. O Comitê vai colaborar e terá muito a aprender com esse Conselho. Essa é a vantagem de ter uma estrutura que não é fixa e que vai se remodelando e se aperfeiçoando. E a credibilidade da Fiesp é muito importante para isso. É um chamariz e um polo de atração de pessoas de bem que querem colaborar com o país.

O Code vai participar no final deste ano de uma grande feira relacionada ao assunto no Brasil?

Mario Frugiuele – Uma das entidades participantes do Code, a Abriesp, realizará no final de 2014 um grande evento que se chamará SportBusiness. O Code estará presente neste evento realizando com o Ciesp [Centro das Indústrias do Estado de São Paulo] rodadas de negócios tanto internacionais como locais. O Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex) vem realizando ações no sentido de divulgar e trazer interessados para essas rodadas, inclusive com reuniões que têm a presença de representantes de câmaras de comércio de diversos países.

Como se dará a contribuição das entidades da indústria paulista para estimular a cultura esportiva no Brasil?

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Mario Frugiuele: Code estará presente no SportBusiness. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Mario Frugiuele – Um dos integrantes do Code é o diretor da Divisão de Esportes do Sesi-SP [Serviço Social da Indústria de São Paulo], Alexandre Pflug. Ele é a ponte de interação do Comitê com o Sistema Sesi e Senai.  Tanto o Sesi-SP como o Senai-SP [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo] têm como foco a educação. Mas a educação integral só se completa com o esporte, que cria bons hábitos e disciplina. Sendo assim, o esporte faz parte do processo educativo e faz parte do foco das entidades da indústria. Aqui em São Paulo tem se realizado uma verdadeira revolução na área de educação no Sesi-SP e Senai-SP, principalmente no Sesi-SP com a implantação de educação em tempo integral.  O Sistema Sesi-SP de Ensino está sendo oferecido para a rede pública dos municípios paulistas. É um sistema já provado, de qualidade e vencedor. E o Sesi-SP também desenvolveu o Programa Atleta do Futuro, de formação esportiva para crianças e jovens, que já tem mais de 280 convênios firmados com prefeituras de todo o estado. E é dessa forma que podemos contribuir para se ter uma nação vencedora em qualidade de vida, pois o esporte, a saúde e a educação fazem parte da qualidade de vida. Os focos de atuação do Sesi-SP (esporte, saúde, qualidade de vida e educação) se complementam.

Isso trará algum reflexo direto às indústrias?

Mario Frugiuele – Sim, com certeza. Tanto o Sesi-SP como o Senai-SP são entidades que fazem parte do sistema sindical brasileiro que oferecem serviços para a indústria, beneficiando os trabalhadores das indústrias e suas famílias. Essa é uma forma de passar para a sociedade conhecimento, educação e qualidade de vida. O Sesi-SP está tratando do futuro das pessoas. E quem trata o futuro não tem que se preocupar com o passado. O foco é a prevenção para a saúde, visando manter a qualidade de vida.

>> Ministério do Esporte cria Câmara Setorial; Fiesp tem assento com coordenador do Comitê do Desporto

Ministério do Esporte cria Câmara Setorial; Fiesp tem assento com coordenador do Code

Agência Indusnet Fiesp

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Mario Frugiuele: um dos representantes do setor produtivo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Em portaria publicada no início deste mês no Diário Oficial da União, o Ministério do Esporte criou a Câmara Setorial da Indústria, Comércio e Serviços de Esporte e Atividades Físicas. A finalidade do organismo – com representantes dos setores produtivo e esportivo, da sociedade civil e do governo – é subsidiar a pasta em assuntos de sua competência.

Um dos representantes do  setor produtivo é o coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) e segundo diretor secretário da entidade da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Mario Eugenio Frugiuele.

Também integram a Câmara, entre outras organizações, representantes dos comitês olímpico e paralímpico, das confederações de futebol, vôlei, atletismo, basquete, e dos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A portaria foi assinada pelo ministro Aldo Rebelo, que participou de uma reunião do Code em março deste ano.

>> Comitê do Desporto da Fiesp pede apoio a Aldo Rebelo para fortalecimento da indústria brasileira

Cadeia produtiva do esporte está no caminho certo, afirma coordenador do Code

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Frugiuele: Code é instrumento benéfico para toda a cadeia produtiva do país. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) se reuniu no fim da tarde desta quarta-feira (24/09), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). No encontro foram debatidas as demandas da cadeia produtiva e informadas as principais ações realizadas pelo comitê.

Para o coordenador do Code, Mario Eugenio Frugiuele, há avanços nas demandas da cadeia produtiva do esporte.

“O esporte é uma área que cria emprego, um grande negócio que gera investimento, que distribui renda. E isso tem que ser visto. É um momento positivo para que a cadeia produtiva consiga resultados interessantes. As coisas estão acontecendo, tendo resultados. O esporte está no caminho certo”, afirmou.

Frugiuele ainda ressaltou a importância do Code como instrumento benéfico para toda a cadeia produtiva com abrangência nacional. “Estamos criando, através do comitê, uma ferramenta, um fórum que o setor pode utilizar. Temos força e poder de sensibilizar, com credibilidade”, disse.

Modernizar a tributação

Um dos temas debatidos pelos membros do comitê da Fiesp durante o encontro foi o posicionamento do governo federal ao analisar um pleito do Code: a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para os segmentos e setores que integram a cadeia produtiva, visando aumentar a competitividade em relação a produtos importados, que são manufaturados em condições econômicas mais favoráveis nos seus países de origem.

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Helcio Honda: “Hoje, o esporte é uma necessidade, um conceito de saúde. Importante levar essa adequação ao governo, com essa necessidade de modernizar a tributação”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Segundo Hélcio Honda, diretor titular do Departamento Jurídico (Dejur) da Fiesp, a solicitação do comitê não deverá ser deferida neste ano.

“É preciso fazer um filtro, uma identificação em relação a itens mais prioritários”, informou Honda. “Importante fazer uma depuração, uma triagem, através de uma discussão setorial, para trabalhar com um espectro menor de produtos a ter a carga tributária reduzida”, sugeriu.

Em alguns casos, disse Honda, a redução deve acontecer por isonomia tributária; em outros, pelo aumento de competitividade. Segundo o diretor-titular do Dejur da Fiesp, é importante que o setor continuar a buscar a adequação e a modernização da tributação.

“Hoje, o esporte é uma necessidade, um conceito de saúde. Importante levar essa adequação ao governo, com essa necessidade de modernizar a tributação”, disse Honda.

Reunião com ministérios em Brasília

Outro tema debatido entre os membros do comitê foi a reunião realizada em Brasília entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e o Ministério do Esporte, com participação do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que contou com a participação de membros da Fiesp.

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Mauricio Fernandez: demandas levadas à Brasília darão força e consistência para a cadeia. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

De acordo com Marcos de Castro Lima, chefe do escritório da Fiesp de Brasília, a cadeia produtiva do esporte, até então, não estava sendo tratada como um “produto econômico”.

Em sua visão, o esporte “estava sendo analisado apenas em relação aos grandes eventos, à discussão de eventos, infraestrutura, desempenho de atletas”.

Lima informou que durante a reunião, que contou com a participação de Aldo Rebello, Ministro do Esporte, foram criados simbolicamente dois organismos: um conselho no âmbito do Ministério do Esporte e uma Câmara Setorial no âmbito do MDIC.  “É um ponto inicial para que o governo passe a tratar o esporte como um fator para o desenvolvimento econômico”, analisou Lima.

Para ele, a Fiesp precisa encaminhar um documento para reforçar que há interesse da entidade em participar do conselho e da câmara setorial. “Precisamos, para isso, criar uma pauta consensual entre os elos da cadeia.”

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Paulo Vieira: setor precisa estar preparado para enfrentar um debate no Congresso Nacional. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Mauricio Fernandez, coordenador adjunto do Code, também participou do encontro em Brasília. “Conseguimos colocar a indústria do esporte como uma plataforma. Essas demandas levadas à Brasília darão força e consistência para a cadeia. Temos planos sólidos e um projeto para ser desenvolvido para todas os seguimentos da cadeia”, afirmou Fernandez. “Foi uma reunião muito positiva”, concluiu.

Para Paulo Vieira, coordenador do Ministério do Esporte, o setor “precisa estar preparado para que possa enfrentar um debate no Congresso Nacional de maneira mais unificada”.

Outro ponto destacado por Vieira é a importância da permanência de uma pasta para cuidar do esporte no próximo governo federal. “A continuidade de uma pasta especifica para o setor do esporte é uma bandeira imprescindível. Esporte não é mais coadjuvante”.

Vilmar Coutinho, assessor especial do Ministro do Esporte, também participou do encontro.

Rodadas de Negócios em dezembro

Outro ponto destacado pelos membros do comitê foi a reunião do comitê com o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp e com câmaras de comércio internacionais para divulgação de rodadas de negócio a ser realizado em dezembro.

Segundo Vladimir Guilhamat, diretor titular adjunto do Derex/Fiesp, o objetivo das rodadas é identificar que tipos de empresas querem vir ao Brasil.

“Buscamos empresas com qualidade que querem fazer parcerias, joint-ventures, e realizar transferências de tecnologia, consolidando novos mercados e oportunidades”, informou.

>> Reunião na Fiesp apresenta ‘Sports Business 2014’ para câmaras de comércio estrangeiras 

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Reunião do Comitê do Desporto da Fiesp tratou dos avanços e das demandas do setor. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Reunião apresenta ‘Sports Business 2014’ para câmaras de comércio estrangeiras

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Na manhã desta quinta-feira (11/09), representantes de câmaras de comércio de vários países tiveram a oportunidade de conhecer as oportunidades relacionadas ao maior evento brasileiro voltado aos gestores e negócios do esporte, o Sports Business 2014, que acontecerá entre os dias 3 e 5 de dezembro, no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo.

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Reunião foi promovida pelo Comitê de Desporto e Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp

No encontro, promovido pelo Comitê da Cadeia do Desporto (Code) e o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), foi detalhada toda a programação do evento.

A reunião contou com a presença do ministro da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério do Esporte, Vilmar Coutinho, além de representantes da Associação Brasileira da Indústria do Esporte (Abriesp), do Sebrae-SP e das Câmaras de Comércio da Bulgária, Espanha, Israel, Angola, Irã, Iraque, África, Itália e França.

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Vilmar Coutinho: oportunidade única para a cadeia do esporte no Brasil. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Vilmar Coutinho observou que esse é o momento mais que oportuno para o esforço de estimular a cadeia do desporto no Brasil. “Essa é a década do esporte para o Brasil”, afirmou, destacando os vários eventos esportivos sediados no país nos últimos anos.

“Se a cadeia do esporte no Brasil não aproveitar este momento — onde os olhos do mundo esportivo estão voltados para o Brasil — para lançar-se e se fortalecer, vai ser difícil que uma oportunidade, tão boa como essa, volte a se apresentar em um curto espaço de tempo.”

Coutinho relembrou que para os Jogos Olímpicos de 2016 os produtos deverão atender a exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI) e, portanto, há ainda a possibilidade de as empresas internacionais que já tenham essa certificação encontrem no Sports Business as boas oportunidades de parcerias com empresas brasileiras.

Parcerias internacionais

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Vladimir Guilhamat: evento traz oportunidades para joint-ventures. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O diretor titular adjunto do Derex/Fiesp, Vladimir Guilhamat, também enfatizou que o evento traz oportunidades para união e joint-ventures entre as empresas.

“E isso não é só para as Olimpíadas. Mas, de maneira geral, pode aumentar o comércio entre os países e as empresas”, destacou, agradecendo o apoio das câmaras de comércio quanto a divulgação das rodadas de negócios que serão realizadas dentro do Sports Business 2014.

Mauricio Fernandes, coordenador adjunto do Code/Fiesp e presidente da Abriesp, concordou que o momento atual é muito sensível.

Segundo ele, o Brasil tem sido o alvo de empresas internacionais nesse período tão necessário em termos de desenvolvimento de tecnologia que o Brasil precisa receber. “Queremos receber empresas estrangeiras que possam dividir o seu know how e tecnologia e, consequentemente, distribuir produtos dentro de uma gama necessária para melhorar o produto nacional.”

Negócios transversais

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Maurí­cio Fernandez: “Queremos receber empresas estrangeiras que possam dividir know how e tecnologia.” Foto: Everton Amaro/Fiesp

Maurício Fernandes ressaltou que já vêm sendo realizados road shows, pelo interior do estado de São Paulo, com o intuito de sensibilizar as indústrias para essas oportunidades. “O primeiro foi na cidade de Valinhos mas até dezembro acontecerão outros quatro encontros.”

O coordenador também destacou o trabalho de articulação realizado entre os diversos comitês de cadeia produtivas da Fiesp, com o apoio de sindicatos e associações de indústrias e as regionais do Centro das Indústrias do Estado São Paulo (Ciesp).

“Os comitês da Fiesp são importantes pois o esporte é transversal e atinge várias cadeias produtivas”, afirmou, pontuando que para o Sports Business foram enfocados três segmentos: material esportivo, têxtil e infraestrutura.

Toda a programação para o Salão do Esporte Sports Business 2014 já está disponível no site do evento www.sportsbusiness.com.br.


Para ministro do Esporte, é preciso enxergar as oportunidades que a Copa proporciona

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

É importante mudar a visão pessimista diante dos grandes eventos esportivos que o Brasil sedia entre 2014 e 2016, afirmou na manhã desta segunda-feira (31/03) o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, durante reunião do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Todos os países querem acolher e sediar os Jogos Olímpicos e a Copa. Nenhum evento é capaz de reunir tanto interesse como esses dois eventos”, enfatizou o titular da pasta.

A estimativa é que a competição tenha 40 bilhões de telespectadores, dos quais três bilhões somente na final da Copa. Com esses números em mente, o ministro disse que é momento do Brasil se questionar de que modo pode tirar melhor proveito desses dois empreendimentos.

“A projeção é de que só a Copa do Mundo possa gerar 3,6 milhões de empregos e acrescentar ao PIB [Produto Interno Bruto] do Brasil 0,4% até 2019. E que pode atrair investimentos privados na ordem R$ 3,4 para cada R$ 1 de investimento público firmado”, disse Rebelo, citando um estudo da empresa de consultoria Ernst Young e da Fundação Getúlio Vargas.

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Imagem do Brasil

Para Aldo Rebelo, o desempenho nos esportes pode ajudam a projetar a imagem e a influência do país. “Foi o caso do Emerson [Fittipaldi, presente na reunião] que ajudou a projetar o Brasil no automobilismo, do Pelé com o futebol, e outros astros em outras modalidades.”

O ministro citou o estudioso francês Pascal Boniface, autor do livro “A Terra é Redonda como uma Bola: Geopolítica do Futebol”, para quem um país precisa ter três condições básicas (território, população e governo) e uma seleção nacional de futebol se quiser entrar na geopolítica mundial.

“Os maiores objetivos da China são: classificar a seleção chinesa para uma Copa do Mundo, sediar uma Copa do Mundo e ganhar uma Copa do Mundo. E nós já fizemos tudo isso. Somos o único a participar de todas as Copas, somos o país que teve o maior astro do futebol. Sempre fomos grandes protagonistas. E nas Olímpiadas também temos alcançado destaque.”

Caminhos para o país

Como a Copa e os Jogos Olímpicos podem gerar efeito curador e permanente nos negócios e na economia do Brasil? Como integrar o esforço no sentido de dar dinamismo aos negócios do esporte? Quais são as ações que devem ser adotadas?

Segundo o ministro, a iniciativa do Comitê de Desporto da Fiesp em buscar respostas a essas perguntas é pioneira e constitui um importante passo para o Brasil.

“A meu ver, o desenho institucional dessa ação deve reunir os ministérios do Esporte, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, das Relações Exteriores, a Apex [Agência Brasileira de Promoção de Exportações], o setor produtivo, as entidades relacionadas à cadeia produtiva do esporte, as entidades e confederações ligadas ao esporte e nossos representantes nos organismos internacionais”, afirmou.

O passo seguinte, segundo o ministro, é, a partir daí, construir um caminho para remover os obstáculos ao crescimento e a consolidação do setor no país.

Rebelo também considerou importante realizar estudos para se detectar o quanto representa o PIB do esporte nacional e qual o tamanho da economia do esporte no Brasil na economia mundial.

“Os cálculos que são realizados, por aproximação, para o futebol nos apresenta uma tragédia. O PIB do esporte estaria mais de 30% nas mãos dos ingleses, pouco mais de 20% na mão dos alemães, entre 15 e 20% para a Espanha e nós estaríamos lá embaixo, no degrau de 2%. Então, esse país, que é um grande protagonista dentro de campo, tem essa posição.”

Sobre as críticas contra a Copa

Aldo Rebelo fez críticas aos setores da imprensa que tentam desqualificar o Brasil por sediar a Copa do Mundo. “Há poucos dias, um editorial do jornal Folha de São Paulo citou que a Copa do Mundo no Japão ajudou a recuperar a economia daquele país e a colocá-lo como protagonista na Ásia.”

Ele afirmou que não há motivos para se questionar se o Brasil é capaz de realizar a Copa, ressalvando que os projetos dos estádios são tecnicamente mais simples do que outras obras realizadas por essas construtoras e que os aeroportos terão capacidade acima da demanda projetada – os aeroportos militares, de acordo com o ministro, estão à disposição para algumas operações.

Com relação à possibilidade de violência durante os eventos, Rebelo reconheceu  que o tema preocupa, mas que esse tipo de problema não é exclusividade do Brasil, citando os incidentes na estação de trem durante os últimos Jogos de Inverno e os sequestros de atletas nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972.

“Nós vamos fazer esses dois eventos com as virtudes e os defeitos no nosso esforço da construção nacional”, concluiu.

Ministro do Esporte Aldo Rebelo participa de reunião de comitê na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, participa nesta segunda-feira (31/03), às 10h30, em São Paulo (SP), de reunião plenária do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Na pauta da reunião, a política de fomento à indústria do esporte, desoneração fiscal da cadeia produtiva do desporto, exportação e Lei de Incentivo ao Esporte.

Comitê da Cadeia do Desporto dá ‘pontapé inicial’ para atividades de 2014 e 2015

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Na primeira reunião plenária de 2014 do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizada no final da tarde desta quarta-feira (26/02), foram apresentados os resultados iniciais dos Grupos de Trabalhos do Comitê e os projetos em desenvolvimento neste primeiro semestre.

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Primeira Reunião Plenária do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto em 2014. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Na abertura do encontro, o coordenador do Code, Mario Eugenio Frugiuele, agradeceu os esforços dos membros do Comitê, que previamente estiveram reunidos para discutir projetos e soluções de melhorias para o desenvolvimento da cadeia produtiva do desporto.

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Mario Frugiuele, coordenador do Code. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Ele expressou suas expectativas de que esse dinamismo, próprio do Comitê, continue a trazer ainda mais resultados para a cadeia produtiva. “Estamos num ano de Copa do Mundo; depois teremos Olimpíadas, e o esporte está ‘na boca do povo’. Espero que seja um bom ano para todos os que trabalham na área do desporto e que possamos, juntos, realizar um bom trabalho.”

Frugiuele apresentou um novo membro do comitê, o empresário Olavo Fontoura Vieira, coordenador da Confederação Brasileira de Desportos da Neve (CBDN).

Fontoura ressaltou a participação do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi-2014, na Rússia. “Para um país que não tem neve, tivemos um relativo sucesso. Conseguimos formar e levar 15 atletas para disputar esses Jogos Olímpicos em Sochi, neste ano. Esse é um resultado da dedicação das associações ligadas a esses esportes”.

Lei Municipal de Incentivo

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Procurador do Município Mauricio Tonin. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O procurador do município de São Paulo, Mauricio Morais Tonin, representando o secretário municipal de Esportes, Celso Jatene, falou sobre a recente lei municipal sancionada. “A lei que criou o incentivo ao esporte, e que foi aprovada no ano passado, é uma grande conquista para a cidade. Até porque era inaceitável que a maior e mais rica cidade do país não tivesse um mecanismo como esse de incentivo fiscal voltada à área esportiva.”

Tonin esclareceu que o prefeito de São Paulo assinou neste ano o decreto que regulamenta a Lei de Incentivo Fiscal para o Esporte na cidade e que, nos próximos dias, serão criadas as comissões, dentro da Secretaria, para analisar os projetos beneficiados com esses incentivos. 

Pleitos da Fiesp

Ari Mello, integrante da Comissão de Impostos e Incentivos ao Esporte do Code/Fiesp, comentou que o grupo se colocou à disposição da Secretaria Municipal para colaborar na regulamentação da Lei.

A Comissão também avaliou a possibilidade de pleitos relativos a incentivos e impostos estaduais e federais, os quais já estão em análise no Departamento Jurídico da Fiesp.

Normalização de Produtos

Dentro da Comissão de Normatização e Normalização foi debatida a necessidade de fomentar a adequação dos produtos nacionais nos padrões de qualidade e a ampliar a discussão sobre as normas já pré-estabelecidas vinda do exterior.

Um trabalho conduzido pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) junto ao Ministério do Esporte foi apresentado e será avaliado para estender aos demais setores da cadeia produtiva.

Marketing Esportivo

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Mauricio Fernandes, coordenador adjunto do Code/Fiesp. Foto: Everton Amaro/FIESP

Ao apresentar os projetos do Comitê de Marketing Estratégico do Code, o coordenador adjunto do Comitê, Mauricio Fernandez, antecipou como será o ritmo dos projetos para 2014 e 2015. “Será uma agenda bem intensa, para arregimentar mais pessoas e trazer mais resultados.”

Entre os projetos está a realização de um road show, evento que percorrerá várias cidades em São Paulo e grandes capitais, como Rio de Janeiro e Brasília. Tais encontros, que podem contar com o apoio do setor público, terão uma programação dinâmica para atender o interesse de diversos públicos: pequenas e médias empresas ligadas ao esporte, lojistas, profissionais do esporte, associações esportivas e prestadores de serviços.

Para o final de 2014 está sendo planejado um grande congresso em São Paulo, voltado aos negócios do esporte.

Fazem parte ainda da programação do Code a realização de rodadas de negócios nacionais e internacionais e a promoção de prêmios com o intuito de valorizar e estimular a competitividade das indústrias do setor.

Portal Fiesp abre espaços dedicados a mais duas cadeias produtivas

Agência Indusnet Fiesp

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Página no portal da Fiesp dedicada a cadeia produtiva do desporto

A partir desta segunda-feira (02/12), duas importantes cadeias produtivas – a do Desporto e a do Papel, Gráfica e Embalagem – ganham canais exclusivos de informações no portal da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A iniciativa faz parte da ampliação do portal, desenvolvendo páginas específicas para a atuação da Fiesp em diversas áreas de atuação, setores e cadeias produtivas.

Em março, o Portal Fiesp já havia lançado a página dedicada ao tema da “Biotecnologia”. Em junho  foi a vez das cadeias produtivas de “Couro, Calçados e Acessórios” e da  “Pesca e Aquicultura” terem espaços dedicados à divulgação de informações de seus setores.  No mês de julho, foram inauguradas as páginas relativas ao setores de  “Mineração”, “Têxtil e Confecções” e, em setembro, a cadeia produtiva do “Petróleo e Gás”.

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Página dedicada aos temas relacionadas a indústria gráfica, de papel e embalagem

A estrutura das duas novas seções seguem o formato das demais páginas do portal da Fiesp, com ênfase em iniciativas da Fiesp, em particular as dos respectivos Comitês de Cadeia Produtiva.

As páginas funcionam de modo integrado ao portal da Fiesp, reunindo notícias, material multimídia, conteúdos de referência e a agenda de eventos relacionados a esses segmentos – realizados ou apoiados pela Fiesp. A funcionalidade do portal permite atualizações constantes.

Como acessar

Na homepage do portal Fiesp (www.fiesp.com.br), clique, no menu no alto da página, em “Áreas de Atuação” e escolha na lista “Cadeias Produtivas” um dos itens disponíveis:

>> Desporto

>> Papel, Gráfica e Embalagem