Atividades do Comitê Olímpico do Brasil em debate na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

As perspectivas para o futuro do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e a MP 841/2018 foram debatidas, na tarde desta quarta-feira (20/06), na sede da Fiesp, em São Paulo, na reunião do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) da federação. O encontro foi coordenado pelo diretor titular do Code, Mario Frugiuele.

Vice-presidente do COB, Marco Antonio La Porta Junior apresentou a estrutura do comitê, seus objetivos e metas de trabalho. “Somos um órgão autônomo, com um conselho de administração eleito que toma todas as decisões em nível estratégico”.

Há ainda, segundo Junior, os comitês de assessoramento de gestão. “É sempre um grupo que toma as decisões”, disse. “E a cada dois aos o nosso estatuto é revisto”, explicou. “Queremos fortalecer a imagem do esporte olímpico no Brasil”.

Nesse sentido, o COB “serve para trabalhar o esporte de rendimento, alavancar a atividade”.

Entre outras iniciativas do comitê, Junior citou o programa Time Brasil em Desenvolvimento, do qual faz parte o atleta Thiago Braz, campeão do salto com vara. “Colocamos os atletas em centros de treinamento e damos todo o apoio”, explicou. “São 22 modalidades esportivas contempladas pelo projeto”.

Já o Instituto Olímpico Brasileiro forma profissionais para trabalhar no esporte, apoiando a formação de gestores e atletas, por exemplo. Também destacada, a Academia Brasileira de Treinadores complementa a formação de educadores físicos para trabalhar na preparação dos profissionais de alto rendimento.

Frugiuele destacou que a Fiesp “também trabalha em prol do esporte” e se colocou à disposição para ajudar o trabalho do COB a se desenvolver. “O Code está à disposição de vocês”, disse.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539618030

Junior na reunião do Code: “Queremos fortalecer a imagem do esporte olímpico no Brasil”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Atleta da luta olímpica do Sesi-SP, Aline Silva concorre a prêmio do COB

Agência Indusnet Fiesp

Realizado anualmente, o Prêmio Brasil Olímpico, do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) ganhou uma nova categoria neste ano: Atleta da torcida. Entre os selecionados, Aline Silva, da luta olímpica do Sesi-SP é uma das concorrentes.

Para essa nova categoria, o COB escolheu 12 atletas (seis no masculino e seis no feminino), que repercutiram de forma positiva durante a temporada, marcando o esporte brasileiro em 2014, seja pela performance esportiva, atitudes e condutas, exemplo de superação, conquista inédita ou proximidade e identificação com público.

O vencedor será eleito pela votação popular, pela internet, e levará para casa um prêmio no valor de trinta mil reais.

Para votar em Aline Silva, clique aqui e acesse o site do COB.

Aline Ferreira é eleita melhor atletas de Luta Olímpica de 2011

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Destaque da luta olímpica em 2011, a jovem atleta do Sesi-SP, Aline Ferreira foi recebeu, nesta segunda-feira (19), o Prêmio Brasil Olímpico, concedido pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Durante a solenidade, realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o COB homenageou atletas de 47 modalidades esportivas, com destaque para Fabiana Murer e Cesar Cielo, eleitos os melhores atletas do ano.

Neste ano, Aline conquistou inúmeros títulos nacionais e internacionais, com destaque para medalha de bronze nos Jogos Aberto da Polônia e prata nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México.

Índice de doping positivo é mais elevado em esportes não olímpicos, diz diretor do COB

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539618030

Eduardo De Rose, diretor do Depto. Antidoping do COB

Em 2010 foram realizados mais de 250 mil testes de controle antidoping em todo o mundo, com 1,5% de resultados positivos. Somente no Brasil são feitos seis mil testes de controle por ano, e a categoria que mais apresenta casos de doping é a de esportes não olímpicos, com 17,72% de resultados positivos.

Os dados foram apresentados pelo diretor do Departamento Antidoping do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Eduardo De Rose, com base em informações da Agência Mundial Antidoping (Wada).

No caso dos esportes olímpicos, a taxa de doping é bem mais inferior, de 0,57%. “Isso indica que o atleta brasileiro não tem essa tendência”, disse De Rose, durante palestra realizada nesta terça-feira (30), segundo e último dia do Fórum Internacional de Esporte e Lazer do Sesi-SP, na sede da Fiesp.

Somente em São Paulo, o número de consumidores de esteroide anabólico – hormônio natural ou sintético muito usado para o crescimento muscular – aumentou de 540 mil para 1,2 milhão entre 2001 e 2005, segundo o doutor Marco Michelucci, médico oficial da Fifa e oficial de controle de dopagem da Wada. “E a maior parte desse número vem das academias.”

Às vésperas da Copa em 2012 e, dois anos mais tarde, dos Jogos Olímpicos no Brasil, o assunto doping tem ganhado força entre profissionais das áreas de saúde e educação. No primeiro dia do Fórum, De Rose palestrou sobre as consequências da nutrição esportiva e do doping.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539618030

Marco Michelucci, médico da Fifa e oficial de controle de dopagem da Wada

Na manhã desta terça-feira, o assunto voltou à cena na abertura dos debates com uma mesa sobre as verdades e os mitos do doping.

Ranking

Conforme De Rose, as modalidades que mais realizam controle de doping são: o futebol, atletismo, ciclismo e natação. “E relativamente não são os esportes que mais apresentam resultados positivos. Acontece que quando sai um resultado de doping a mídia explora mais do que em outros esportes.”

Ele acrescentou, no entanto, que os esportes com maior índice de doping positivo são: levantamento de peso com 2,10%, boxe com 1,94%, equestre com 1,66% , tiro com arco com 1,47% e basquete com 1,45%.

O analgésico e o anti-inflamatório não são proibidos pela Wada, mas “certas formulações com analgésico e estimulante são proibidas”, informou De Rose.

No mundo, 70% dos resultados positivos de doping indicam presença de  anabólicos. Já no Brasil, quase 50% dos casos de doping se referem a estimulantes.

Para diretor do COB, disputa e interesses comerciais facilitam entrada do doping nos Jogos

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539618030

Eduardo De Rose, diretor do Depto. Antidoping do COB

O diretor do Departamento Antidoping do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Eduardo De Rose, afirmou nesta segunda-feira (29) que não só a competição entre os países, mas também os interesses comerciais, criaram a entrada do doping nos Jogos Olímpicos.

“Essas duas coisas exigem muito que o atleta ganhe. De um lado há interesse do atleta em representar bem o seu país e de outro, o interesse em vender o seu produto e mostrar um sistema de governo”, disse Eduardo De Rose, que também é membro do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Ele acrescentou que as sanções do esporte ao atleta barrado no exame antidoping não dependem da substância, e sim de quanto determinado componente vai interferir no desempenho ou não, e do grau de culpa e negligência do atleta.

“Há situações em que o atleta não tem culpa; outras em que ele tem culpa mediana e, ainda, outras em que tem muita culpa”, reforçou.

Segundo o diretor do COB, substâncias anabólicas oleosas podem ser detectadas no organismo do atleta até um ano após a suspensão do uso. No caso de anabólico oral, o componente ainda permanece no organismo até três meses depois.