Reformas são fundamentais para taxa de juros cair para os padrões internacionais

A taxa Selic caiu para níveis historicamente baixos, mas essa queda ainda não foi plenamente percebida nos custos dos empréstimos. São cruciais, portanto, medidas que reduzam o elevado custo do crédito, refletido nos dilatados spreads bancários, há várias décadas entre os maiores do mundo. Para reduzir o alto custo do crédito, é necessário adotar medidas que combatam de fato a baixa concorrência no sistema bancário brasileiro.

Além disso, o avanço das reformas que equacionem o grave desequilíbrio fiscal é crucial para que a taxa Selic recue de forma consistente para níveis condizentes com os padrões internacionais. As expectativas do mercado, capturadas pela pesquisa Focus, apontam para a elevação da Selic de 6,5% para 8,0% em 2019, e o quadro pode ser de aumentos mais drásticos em caso de aumento da incerteza quanto à sustentabilidade das contas públicas.

Seguramente, há muitos outros desafios a enfrentar para a continuidade do processo de retomada do crescimento. Em nossas preocupações, a questão do desemprego deve estar sempre presente; é preciso medidas de estímulo à economia para acelerar o crescimento e, por consequência, a geração de emprego e renda.

José Ricardo Roriz

Presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp

“Custo do crédito para o tomador final continua alto”, afirma Roriz

Agência Indusnet Fiesp

O Banco Central decidiu, na reunião desta quarta-feira (20/6), manter a taxa Selic em 6,5% ao ano, seu menor nível histórico.

No entanto, o custo do crédito para o tomador final, representado pelas empresas e pessoas físicas, continua bastante alto, respondendo muito pouco à redução dos juros básicos e dificultando a retomada do crescimento econômico.

O Banco Central é peça-chave na solução deste problema. Ele deve incentivar a concorrência bancária com a rápida adoção do cadastro positivo, com incentivos às empresas que usam a internet para concessão de crédito – as chamadas fintechs – e com a atração de novos bancos para operar no país.

José Ricardo Roriz Coelho

Presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp.

Sem ação do BC, crédito continua caro, apesar da queda da Selic

Nesta quarta-feira (21 de março), o Banco Central anunciou nova redução da taxa básica de juros, a Selic, que passou a ser de 6,5% ao ano.

Desde outubro de 2016, a Selic caiu 7,75 pontos percentuais, variando de 14,25% ao ano para 6,5% ao ano. O Brasil deixou de ser o campeão dos juros primários, mas isso não adianta muito para as empresas e as pessoas. Quem precisa de crédito continua a pagar juros absurdos.

No cheque especial, a taxa é de 323% ao ano, e no cartão de crédito, 334%. Isso cria dívidas impagáveis. Quem depositou dez anos atrás R$ 100 na caderneta teria hoje R$ 198,03, enquanto uma dívida no cheque especial de R$ 100 também contraída dez anos atrás representaria hoje R$ 4.394.136,97. Mais de quatro milhões de reais!

Ninguém aguenta mais o peso dos juros. O Banco Central tem que agir para derrubar as taxas e reduzir o custo do crédito no Brasil. Chega de engolir o sapo dos juros mais altos do mundo!!!

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp

 

Desemprego alto e inflação baixa exigem corte mais rápido da Selic

Agência Indusnet Fiesp

Mais uma vez o Banco Central cortou em apenas 1 ponto percentual a taxa básica de juros, a Selic, que foi para 8,25%. Com previsão de inflação de 3,31% no fim deste ano, sem dúvida há espaço para cortes mais incisivos da Selic.

A retomada da economia começa a se desenhar, mas ainda de maneira muito lenta. O Brasil tem pressa; os 13 milhões de brasileiros desempregados não podem esperar mais. Está na queda mais rápida da Selic a chave para acelerar o crescimento e a retomada do emprego.

Paulo Skaf

Presidente da Fiesp e do Ciesp

Skaf: “O Banco Central está com a preocupação errada”

Com queda de apenas 1 ponto percentual na taxa, não há dúvida de que o Banco Central está reduzindo a Selic muito mais devagar do que poderia. Afinal, a inflação está em queda e, hoje, a projeção do mercado é de que encerre 2017 em 3,3%, mais do que 1 ponto percentual abaixo da meta de 4,5%. Além disso, a retomada do crescimento é fraca -segundo o boletim Focus, do próprio BC, o PIB deve crescer apenas 0,33% este ano-, e o emprego não está reagindo. Continuamos com 14 milhões de desempregados.

O BC está com a preocupação errada; a inflação está sob controle. O que o Brasil precisa, no momento, é retomar o crescimento e gerar novos empregos. E isso só vai acontecer com juros mais baixos.

Paulo Skaf

Presidente da Fiesp e do Ciesp

Skaf: Banco Central retarda o processo de retomada da economia e da geração de empregos

Agência Indusnet Fiesp

O Banco Central definiu, nesta quarta-feira (31/05), o novo valor da Selic em 10,25% ao ano, com queda de 1 ponto percentual.

“O Banco Central errou ao não promover corte mais incisivo da taxa de juros, pois as expectativas de inflação tanto para 2017 quanto para 2018 seguem abaixo da meta de 4,5%”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

“Estamos tentando sair da maior crise econômica da história do Brasil e reduzir o desemprego, que já atinge 14 milhões de pessoas. Ao não acelerar a queda dos juros, o Banco Central retarda o processo de retomada da economia e da geração de empregos”, conclui Skaf.

Nota oficial: ‘Além de reduzir a Selic, é preciso aumentar o crédito’, diz Skaf

Agência Indusnet Fiesp 

Nesta quarta-feira (11/01), o Banco Central definiu o novo valor da Selic em 13,0% ao ano, uma queda de 0,75 ponto percentual.

“O corte de 0,75 ponto percentual é um primeiro passo para a retomada do crescimento econômico e para geração de empregos que o Brasil precisa. Além de reduzir a Selic, é preciso aumentar o crédito da economia para que as empresas invistam e as famílias consumam”, afirmou Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

Skaf: Faltou coragem ao BC para um corte maior na Selic

Nesta quarta-feira (19/10) o Copom definiu o novo valor da taxa de juros Selic: 14% ao ano.

“Redução dos juros é sempre bem-vinda, mas a timidez do corte de 0,25 ponto percentual mostra que faltou coragem ao Banco Central para um corte maior da taxa de juros”, afirmou Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

Em janeiro de 2016 a inflação anual era de quase 11%, e a Selic era de 14,25% ao ano, ou seja, tínhamos uma taxa de juros real de 3,85% ao ano. A expectativa para os próximos 12 meses é de inflação de 5%, o que eleva a taxa de juros real para 9% ao ano.

“O Banco Central do Brasil não se preocupa com os 12 milhões de desempregados. Isso é lamentável!”, concluiu Skaf.

Skaf: Manutenção da Selic mostra que o BC não acredita na velocidade das reformas

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, criticou a decisão tomada pelo Banco Central nesta quarta-feira (20/7) de manter a taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano.

“Parece que o BC não acredita que os ajustes da economia serão mais “céleres” do que o esperado pelo mercado”, afirma. “O efeito dessa decisão será aumentar ainda mais a capacidade ociosa e o desemprego.”

A taxa de juros real no Brasil é a maior do mundo, quase três vezes maior que a segunda colocada, que é a Rússia.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp

Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – Ciesp

“O que o governo conseguiu até agora foi virar a indústria de ponta-cabeça”, diz Skaf ao comentar a alta da Selic em plena recessão

Agência Indusnet Fiesp,

Nesta quarta-feira (3/6) o Comitê de Política Monetária, Copom, divulgou o novo valor da Selic, a taxa básica de juros da economia: 13,75%, com aumento de 0,5 ponto percentual.  O Banco Central elevou a Selic em 6,5 pontos percentuais, o maior ciclo de alta dos juros desde a adoção do Regime de Metas, em 1999. 

Em 28 de maio, o IBGE divulgou queda do PIB de 0,2% no primeiro trimestre de 2015. Os dados indicam continuidade da retração econômica no segundo trimestre: a indústria teve queda de 1,2% em abril, e o desemprego, medido pela PNAD/IBGE, subiu para 8% no mesmo mês.

A definição técnica de recessão é a ocorrência de crescimento negativo por dois trimestres seguidos. No primeiro trimestre do ano o crescimento do PIB foi negativo, e já é consenso no mercado que o segundo também será.

Mesmo assim, na terça-feira (2/6), em Paris, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que “a gente vai virar a nossa produção industrial”.

“Com essa política, o que o governo conseguiu até agora foi virar a indústria de ponta-cabeça, e não há nenhum sinal de virada com esta alta dos juros”, afirma Paulo Skaf, presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

“O governo brasileiro não precisa mais subir os juros, muito menos aumentar impostos. Precisa, sim, promover forte diminuição de gastos para atingir o equilíbrio fiscal e retomar o crescimento da produção e do emprego”, diz Skaf. “Sem demanda e sem crédito não há razão para um juro tão alto.”

O governo anunciou na semana passada um contingenciamento de R$ 69,9 bilhões das despesas aprovadas no orçamento, porém gastará mais de R$ 450 bilhões em juros.

“É um absurdo”, finaliza Skaf.

Federação das Indústrias do Estado São Paulo 
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo

Steinbruch: ‘Brasil precisa de uma política econômica que promova o crescimento’

Nota oficial

O Comitê de Política Monetária  (Copom) do Banco Central (BC) divulgou nesta quarta-feira (16/07) a manutenção da taxa básica de juros, a taxa Selic, em 11% a.a.

Para Benjamin Steinbruch, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a manutenção da taxa Selic nesse patamar mantém o risco da economia brasileira, que ingressa na recessão.

Um amplo conjunto de indicadores mostra que a atividade está fraca na maioria dos setores. A produção industrial no segundo trimestre será, muito provavelmente, o quarto trimestre consecutivo de queda, configurando um quadro recessivo na indústria de transformação. Nos demais setores, como o de comércio e serviços, indicadores mostram que o pessimismo e a morna atividade prevalecem.

“A confiança do empresariado não é uma simples questão de humor. Sua base é formada no crescimento das vendas, capacidade de produção, desempenho do mercado. Quando a demanda enfraquece e não se vê possibilidade de reversão no curto prazo, a confiança diminui e o investimento se retrai”, afirma Steinbruch.

“É preciso reduzir a taxa de juros para estimular a demanda da economia, os investimentos produtivos e recolocar o país na rota do otimismo. O Brasil precisa de uma política econômica que promova o crescimento, crie rendas e gere empregos”, conclui o presidente da Fiesp.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)

>> Ciesp: manutenção da Selic em 11% a.a. enfraquece a economia e derruba ainda mais a produtividade 

Fiesp: ‘Não basta interromper o ciclo de alta de juros, é necessário reduzi-los’

Agência Indusnet Fiesp

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou nesta terça (28/05) a manutenção da taxa Selic em 11% a.a, decidindo pela estabilidade após acumular alta de 3,75 p.p desde abril de 2013.

Para a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), a manutenção da taxa Selic neste patamar será prejudicial à retomada das atividades. Indústria, comércio e serviços já sentem a redução do volume de vendas, e nem a proximidade do início da Copa traz reversão deste processo.

“A manutenção da taxa de juros em patamar tão elevado diante de uma economia em desaceleração e um crescimento anêmico mostra como a política monetária está descolada da realidade do Brasil. Não basta interromper o ciclo de alta de juros, é necessário reduzi-los, de forma urgente e decidida para que o país volte a crescer num ritmo vigoroso e sustentável, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

“A inflação já dá sinais de recuo. E a política econômica deve buscar o investimento, a produtividade e a manutenção de empregos. E esse juro é contra esses objetivos”, concluiu  Skaf.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)

Nota oficial: Brasil precisa de um plano de longo prazo e menos juros

Nota oficial

Nesta quarta-feira (02/04), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central definiu novo aumento para a taxa Selic. Com a alta de 0,25 pp, o novo valor da taxa Selic passa a ser de 11 % a.a.

Para a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), mais uma vez não existem fatores que justifiquem mais uma elevação dos juros.

“A economia segue em marcha lenta, e nova alta de juros só servirá para retardar ainda mais a retomada, com o agravante de que os juros estão subindo e as expectativas de inflação não caem”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

“O Brasil só trabalha no curto prazo, não há gestão, estratégia. O país precisa deixar de lado o improviso. Precisamos de um plano focado no crescimento econômico, controle dos gastos de custeio, investimento em infraestrutura, educação de qualidade e reforma tributária. O Brasil precisa de um plano de longo prazo e menos juros”, conclui Skaf.

Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)

Nota oficial Fiesp/Ciesp: a atividade econômica está esfriando

Nesta quarta-feira (26/02) o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central definiu novo aumento para a taxa Selic, desta vez de 0,25pp. O novo valor da taxa Selic passa a ser de 10,75 % a.a.

Para a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), não existem fatores que justifiquem mais uma alta dos juros. “A atividade econômica está esfriando e, pelo visto, teremos mais um ano de crescimento abaixo da média mundial. Este novo aumento dos juros, embora menor que os anteriores, dificulta ainda mais a retomada”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

“Estes meros 0,25pp, que a princípio parecem inofensivos, implicarão em gastos adicionais de juros de mais de R$ 5 bilhões de reais por ano, valor suficiente para construir 500 escolas e 100 hospitais.”

Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)

‘Selic em 10,50%a.a impede retomada da indústria’, diz Paulo Skaf

Nota oficial

Nesta quarta-feira (15/01) o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central  abriu o ano de 2014 definindo novo aumento de 0,5pp, assim o novo valor da taxa Selic passa a ser de 10,50 % a.a.

Para Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), o Copom mais uma vez errou. Em 2013 o crescimento da indústria não foi capaz de compensar o encolhimento de 2,5% do ano anterior.

Mas não é só a indústria que sofre. Segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de vendas do comércio varejista ampliado cresceu 3,4% no acumulado de janeiro a outubro de 2013, taxa bastante inferior à expansão de 8,5% registrada em igual período de 2012.

“Com este novo aumento da taxa Selic, 2014 começa mal, indicando que a esperada retomada da indústria ficará para depois. O Brasil não pode esperar. Precisamos nos libertar da política exclusiva de aumento de juros e ter como novo foco o crescimento econômico. A inflação precisa ser contida, mas é necessário buscar alternativas para combatê-la que não penalizem tanto a atividade econômica e a vida das empresas e das pessoas”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)

Fiesp/Ciesp: Selic em 10% ao ano é equivocada

Nota oficial

Nesta quarta feira (27/11) o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central definiu o novo valor da Taxa Selic em 10% ao ano, com aumento de 0,5pp.

Para a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), trata-se de um aumento equivocado, pois em 2013, enquanto os países emergentes devem registrar crescimento de 4,5%, o Brasil registrará um crescimento próximo de 2,5%.  “Isso é muito menos do que precisamos”, diz Paulo Skaf, presidente das entidades.

“Essa política econômica já não funciona mais. Se queremos resultados diferentes, precisamos fazer diferente. O Brasil precisa de um novo foco na política econômica: maior controle dos gastos, mais investimento público, mais concessões e menores taxas de juros. Só assim voltaremos a ter o crescimento que a sociedade demanda e merece”, completa Skaf.

Nota oficial: aumento da taxa de juros prejudica a retomada da atividade, diz Paulo Skaf

Nota oficial

Em sua reunião desta quarta-feira (09/10) o Comitê de Política Monetária (Copom) definiu o novo valor da taxa Selic em 9,5% aa, aumento de 0,5pp.

Para a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), o Banco Central continua errando ao aumentar a taxa de juros, pois a inflação está dentro do intervalo da meta e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) aponta um resultado negativo neste terceiro trimestre.

Além disso, após anos de valorização cambial retirando a competitividade do produto brasileiro, conseguimos alcançar uma taxa de câmbio que afeta menos a produção nacional.

“Este novo aumento da taxa de juros vem prejudicar o momento propício à retomada da atividade. O estímulo à produção nacional dado pela desvalorização cambial será anulado pelo aumento da taxa de juros. É hora de baixar juros e aumentar o investimento público direto e em concessões, para voltarmos a crescer”, afirmou Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) 

Nota oficial: ‘não é hora de subir os juros’, diz Paulo Skaf sobre decisão do Copom de elevar Selic para 9%

Nota oficial 

Em sua reunião de hoje (28/08), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central definiu o novo valor da taxa Selic em 9%a.a., com aumento de 0,5p.p. Para a Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), o Banco Central errou novamente, já que o aumento dos juros continuará dificultando a retomada da economia, que se encontra em um “quadro letárgico”, como define, Paulo Skaf.

“A indústria vai crescer menos de 2% em 2013 e não conseguirá compensar a retração de 2,5% do ano passado. O comércio, que no primeiro semestre do ano passado cresceu 7%, este ano chegou com dificuldades aos 3,7%. E o volume de criação de empregos do Caged registrou o pior julho desde 2003. Não é hora de subir os juros”, disse ele.

“A economia brasileira está parando e, com essa medida, o Banco Central pode precipitar uma recessão, gerando desemprego e redução de renda. Isto tira ainda mais a competitividade do Brasil e o que já não estava bom pode ficar ainda pior. Há muito tempo pedimos mudanças na política econômica, na direção de maior controle de gastos e menos uso da taxa de juros”, afirmou Skaf.


Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)

Copom eleva taxa Selic para 9% ao ano

Agência Indusnet Fiesp

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou, nesta quarta-feira (28/08), a decisão de elevar a taxa Selic para 9% a.a., sem viés. Foram oito votos favoráveis à elevação, em decisão unânime. É a quarta reunião seguida do Copom em que é adotada a decisão de elevar a taxa básica de juros.

De acordo com nota divulgada pelo Banco Central sobre o assunto, o Copom “avalia que essa decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano”.

Votaram pela elevação da taxa Selic para 9% a.a. os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques.

Vídeo: confira o INDestaque, resumo do que aconteceu na Fiesp entre 24/06/2013 e 12/07/2013

Agência Indusnet Fiesp

Entre outros assuntos, o boletim da última quinzena destaca as visitas do presidente da Catalunha, Artur Mas i Gavarró, e da ministra do Meio Ambiente, Transportes, Energia e Comunicações da Suíça, Doris Leuthard, além da conquista inédita de sete medalhas por parte dos alunos do Senai-SP no WorldSkills 2013, na Alemanha.

Na última quinzena, os grupos de trabalho da Fiesp sobre direito ambiental, direito tributário e direito regulatório realizaram encontros  enquanto especialistas debateram a norma ISO 26000 durante reunião do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema).

O Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp trouxe para seu encontro na última quinzena a jornalista Ana Paulo Padrão e a empresária Patrícia Meirelles. Enquanto o programa Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás (Nagi PG) realizou módulos de capacitação no interior de São Paulo.

Veja todos os acontecimentos da quinzena 24/06/2013 a 12/07/2013: