Delegação empresarial da Fiesp e do Ciesp faz balanço de missão à China

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

Após dez intensos dias de atividades e prospecção de negócios em uma das cidades mais influentes da China, Shanghai, a maior delegação de empresários da história da Fiesp e do Ciesp à China fez um balanço da missão à primeira feira com foco em importação de produtos do país, a China Internacional Import Expo (CIIE).

Segundo estimativas do governo chinês, a feira somou US$ 57,8 bilhões em negócios, 3.617 empresas expositoras de 172 países ou regiões, 570 produtos, tecnologia e serviços apresentados, além de 800 mil visitantes, entre compradores e público externo.

O 2º vice-presidente da Fiesp e chefe da comitiva, José Ricardo Roriz, considerou a CIIE um marco para as relações comerciais entre Brasil e China, além de uma importante oportunidade para que o país se apresente aos chineses e ao mundo como um fornecedor de produtos de maior valor agregado. “A China já é o maior parceiro comercial dos brasileiros, temos agora que diminuir a distância cultural entre os dois países. Dificilmente encontraremos um mercado tão complementar ao Brasil quanto a China”, defendeu. Roriz contou ainda que muitos empresários fecharam acordos de intenção e prospectaram novos clientes durante a missão.

Além do direcionamento à prospecção de mercado, a agenda proporcionou aos empresários diferentes momentos de networking com representantes chineses. No total, 20 empresas brasileiras participaram de 60 reuniões durante a rodada de negócios organizada pelo Bank of China na feira. Já o encontro de negócios com a província de Jilin contou com a participação de 40 empresas, 80 representantes chineses e a assinatura de um memorando de entendimento entre a Fiesp e a província. Por fim, 29 empresas brasileiras participaram da rodada de negócios da província de Hunan, em 58 reuniões.

De São Paulo, o diretor executivo do grupo MasterInt, Victor Mellão, foi uma das histórias de sucesso citadas por Roriz. Representante de 11 fornecedores brasileiros, o empresário assinou um memorando de entendimento com a província de Yunnan, localizada na região Sul da China, para exportar US$ 3 milhões até 2020. “Saímos da CIIE com diversas negociações e termos de compromisso. No caso de Yunnan, nossos produtos caíram no gosto do consumidor local, que é conhecido pela valorização da qualidade de vida e consumo de alimentos saudáveis”, explicou.

Na SMartins Projetos Internacionais, representante de cinco marcas brasileiras em Shanghai, a diretora Sara Martins também fechou um contrato US$ 1 milhão por ano em vendas de mel para a marca Vida Natural. “Nosso acordo nos deixou muito satisfeitos, foi a melhor negociação da história da empresa até o momento, um supersucesso”, comemorou.

Também paulista, a empresa Sabor das Índias fechou um acordo de fornecimento de mais de 600 toneladas de pimenta, de acordo com o diretor comercial Gustavo Aquino. Já a marca santista Café Floresta firmou um contrato com uma cadeia de lojas para venda de café torrado em grão.

A ACS Global, por sua vez, empresa gaúcha especializada em transporte nacional e internacional de cargas, encontrou na China um importante parceiro para o auxílio de clientes brasileiros que queiram ganhar mercado no país. “Já conhecíamos a empresa, mas só nos encontramos pessoalmente em Shanghai. Selamos uma parceria de complementação de serviços envolvendo China, Estados Unidos e Canadá”, explicou o diretor Fabrício Marques da Silva. Esse novo parceiro deve oferecer suporte para serviços de entrega, armazenagem e distribuição, também para e-commerce, segundo Silva. A diretora de Relações com o Mercado da ACS, Ana Klein, contou que muitos negócios brasileiros têm início, mas não são concretizados na China por falta de um parceiro que dê suporte frente às barreiras burocráticas do mercado chinês, principalmente envolvendo registro de marcas. 

O presidente do catarinense DOT Digital Group, Luiz Alberto Ferla, também comemorou um acordo para o desenvolvimento de uma plataforma digital de educação à distância para uma instituição chinesa de capacitação em negócios. “Os jovens chineses serão um dos maiores mercados consumidores do mundo nos próximos anos. Como uma empresa de educação e tecnologia quisemos ver de perto esse mercado para traçar a melhor estratégia para a nossa empresa”, disse.

O presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sampapão), Antero José Pereira, ficou impressionado com o forte interesse dos chineses por novos produtos. “Não esperava ver o desenvolvimento de um mercado consumidor como vi em Shanghai, sedento por novidades estrangeiras”, afirmou.

Do Sindicato da Indústria de Esquadrias e Construções Metálicas do Estado de São Paulo (Siescomet), o presidente Domingos Moreira Cordeiro frisou o intenso uso da tecnologia entre os chineses, jovens e mais idosos, e a forte organização das províncias chinesas com parceiros internacionais. “As províncias locais trabalham com metas claras de negócios e geração de empregos, cada uma sabe quais seus setores prioritários e países de cobertura”, assinalou. 

Para Roberto Imai, diretor titular adjunto do Departamento do Agronegócio (Deagro) da Fiesp e empresário da área de pescados, o Brasil tem muito o que aprender com a organização chinesa. “A feira foi um importante aceno do governo chinês sobre como será a abertura comercial do país ao mundo, pudemos perceber a grandiosidade do mercado consumidor que se apresenta para a indústria brasileira”, completou.

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Empresários durante rodada de negócios do Bank of China durante a CIIE Foto: Mayara Baggio/Fiesp

Foco em competitividade

Parceira da Fiesp na missão prospectiva à CIIE, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu que os empresários brasileiros busquem neste momento pós-feira uma análise madura de seus portfólios, com foco em competitividade. Na avaliação da analista de Política e Indústria da gerência de Serviços de Internacionalização da CNI, Ludmila Carvalho, durante a feira de importação promovida pelo governo da China, os participantes brasileiros tiveram oportunidade de conhecer as principais exigências do mercado chinês. “Não é um mercado fácil, mas agora os empresários podem afinar suas estratégias de internacionalização e se preparar melhor para atender as exigências dos chineses”, afirmou.

Nesta “lição de casa” que deve ser feita, segundo a analista, os empresários deverão checar informações como certificações exigidas pelos chineses, questões tributárias, tipo de embalagem, traduções de documentos e produtos, além do desenvolvimento de ideias, serviços e produtos inovadores que caiam no gosto do mercado chinês. “Existem várias entidades brasileiras ofertando serviços de internacionalização, o importante é estarmos alinhados e trabalharmos de forma conjunta para colocar o empresário no centro desse atendimento, fortalecendo cada vez mais seus processos de internacionalização”, completou.

A Fiesp atuou como federação articuladora das ações brasileiras nesta missão prospectiva, que foi um projeto realizado no âmbito da Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN) por meio do convênio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em caráter nacional.

Antes do embarque da delegação, a Fiesp promoveu seminários sobre o ambiente de negócios chinês, os hábitos e tendências de consumo locais, exigências regulatórias e técnicas, alternativas de logística e armazenamento de produtos, moedas utilizadas nas negociações etc.

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Delegação da Fiesp e do Ciesp com os ministros Aloysio Nunes, Marcos Jorge e Blairo Maggi durante o início das atividades em Shanghai na semana passada Foto: Mayara Baggio/Fiesp

Evento destaca as barreiras ao comércio exterior na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp            

Foi realizado, na tarde desta terça-feira (31/07), na sede da Fiesp, em São Paulo, o roadshow “Small Business Without Barriers” (Pequenos Negócios Sem Barreiras, em tradução livre). O evento foi organizado pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da federação, tendo contado com a participação do diretor titular da área, Thomaz Zanotto, e do diretor adjunto, Antonio Bessa.

Durante o evento, a gerente de Política Comercial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Constanza Negri, destacou que as barreiras às empresas podem ser solucionadas em nível bilateral, regional ou multilateral, por meio de negociações, acordos e no âmbito da OMC. “Essas barreiras têm aumentado nos últimos anos”, disse. “Temos entraves tarifários reduzidos, mas sempre com o surgimento de outros”.

Constanza explicou que a CNI começou, em 2014, um trabalho mais estruturado sobre barreiras. Isso inclui ações de monitoramento e investigação junto ao governo, para depois trabalhar para remover esses obstáculos. “Houve ainda a criação de um manual de barreiras para os empreendedores, com muitos exemplos e textos didáticos e acessíveis”.

Em 2017, a CNI desenvolveu um projeto de ensino à distância sobre o assunto. “A sensibilização quanto ao tema é permanente”, disse. “Esse é um processo que ganha força com a ajuda das entidades como as federações de indústrias”.

Ela apresentou ainda um panorama da situação das diferentes barreiras aos empreendedores presentes. Com dicas de como lidar com as exigências legais e a própria burocracia. “O primeiro passo é conhecer as barreiras”, disse.

“Não fiquem com dúvidas, perguntem que nós vamos sempre tentar ajudar”.

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O roadshow: informação sobre as barreiras para orientar os empresários. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Roriz participa de Encontro Nacional da Indústria

Agência Indusnet Fiesp

O presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, José Ricardo Roriz, acompanhado por vários presidentes e representantes dos sindicatos filiados à Fiesp, participou do 11º Encontro Nacional da Indústria (Enai), em Brasília, realizado nos dias 3 e 4 de julho. Organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Enai é a convenção do setor industrial brasileiro. Neste evento, foram discutidos assuntos estratégicos como a quarta revolução industrial, competitividade, inovação tecnológica, educação e produtividade, e contou com mais de 2000 participantes nos dois dias do encontro.

Organizado desde 2006, reúne empresários, sindicatos e federações de indústria, quando lideranças empresariais se encontram para alinhar e validar posicionamentos, com foco nas ações para o desenvolvimento da indústria nacional e sua competitividade, além de aproveitar para alinhar um comprometimento com as lideranças políticas atuais e futuras.

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Roriz na abertura do Enai, em Brasília. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Fiesp leva empresários à Summer Fancy Food, em Nova York

Carla Emiliana Rossetti, Agência Indusnet Fiesp

Entre 28 de junho e 4 de julho, 18 empresas brasileiras participaram da mais importante feira de alimentos e bebidas especiais das Américas, a Summer Fancy Food, em Nova York. Em ação coordenada pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp pelo quarto ano consecutivo, em parceria com a Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), os empresários conheceram produtores, distribuidores e importadores do chamado ‘fancy food sector’, que concentra alimentos gourmet, regionais, orgânicos e naturais.

Em seminário com o cônsul comercial do Brasil em Nova York, ministro Roberto Ardenghy, o adido agrícola do Brasil nos Estados Unidos, Luiz Caruso, e o gerente do escritório da Apex-Brasil em Miami, Fernando Spohr, foram detalhados aos participantes os serviços de suporte das representações diplomáticas brasileiras locais, além do funcionamento do mercado norte-americano de alimentos e bebidas, suas tendências de consumo e possíveis canais e acesso e distribuição de produtos. Em 2017, a feira contou com 2,6 mil expositores de 57 países, 180 mil produtos e 23 mil visitantes.

A fundadora da My Sweet Brigadeiro, Paula Barbosa, e o dono da Sweet Corner Bakeshop, Rodolfo Gonçalves, compartilharam suas trajetórias de negócios nos EUA, contando sobre os desafios de adaptar produtos genuinamente brasileiros ao gosto norte-americano e de empreender em um cenário de forte concorrência.

Made in Brazil

O pavilhão brasileiro foi composto por diversas empresas que participaram da feira em anos anteriores, dando continuidade aos processos de internacionalização de suas marcas e produtos. Foram os casos da Guacira, que participou do evento em 2015, e da Alphabee, que esteve na edição de 2017.

Na avaliação de Davi e Piero de Sá, da Alphabee, a missão os auxiliou a entender o mercado norte-americano e a realizar as mudanças necessárias para a adaptação de seu produto, o mel, para o acesso a este mercado. Um dos exemplos citados por eles foi a mudança do nome da empresa nos EUA. Originalmente Isis Mel, a empresa teve que criar um outro nome para os negócios nos EUA, a Alphabee, devido à referência ao grupo terrorista islâmico ISIS. Atualmente, trabalham com nomes distintos para diferentes mercados.

De olho no futuro

Na feira, um espaço dedicado a imaginar os hábitos de consumo em 2043 chamou a atenção dos empresários brasileiros. O ‘Future Market’ trouxe ideias como a rastreabilidade da carne de frango com tecnologia de ‘blockchain’ e a adaptação de processos industriais de transformação de alimentos para uma experiência ‘homemade’, como moagem dos grãos de trigo e outros cereais em casa, seguindo a tendência de garantir alimentos frescos e sem conservantes.

Com foco na divulgação de produtos inovadores e incentivo ao empreendedorismo, aproximadamente 80 startups também tiveram a oportunidade de expor seus produtos no evento, por meio de incubadoras. Neste sentido, uma startup de sucos naturais que trabalha apenas com itens que seriam descartados, frutas e vegetais “fora do padrões”, mas em perfeito estado de consumo, serviu como exemplo de inovação admirada pela missão brasileira. O objetivo da startup em questão foi reduzir o impacto dos mais de 30 milhões de toneladas de alimentos que viram lixo nos EUA todos os anos.

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No total, 18 empresas brasileiras participaram da missão aos Estados Unidos. Foto: Divulgação/Fiesp

Manual – Uso racional de Água no setor industrial

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Manual de Uso Racional de Água no Setor Industrial

Manual elaborado em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e apoio do Centro Internacional em Reúso de Água (CIRRA/USP). O manual oferece subsídios e ferramentas para que o setor industrial possa ampliar a adoção de boas práticas de reutilização e reúso de água.

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‘Setor industrial quer usar menos água’, destaca coordenador da CNI em seminário na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Taí uma questão que diz respeito a todos. Tanto que motivou um debate sobre os Desafios do Gerenciamento Integrado dos Recursos Hídricos, realizado na tarde desta terça-feira (21/03), na sede da Fiesp, em São Paulo, durante o seminário “Mudança do clima e segurança hídrica: reflexos e impactos para a sociedade”.

Coordenador da Rede de Recursos Hídricos na Confederação Nacional da Indústria (CNI), Percy Soares Neto, destacou que o setor tem uma atuação na área em todos os estados, num “debate contínuo sobre as políticas hídricas do país”. “O setor industrial quer colaborar com essas políticas e, ao mesmo tempo, ser mais eficiente e usar menos água, usando fontes alternativas de abastecimento”, disse.

Segundo Neto, a CNI criou uma “agenda positiva para a água”.

Consultora sênior de Risco Socioambiental do Santander, Silvia Chicarino falou sobre como o recurso é tratado no banco. “Fazemos uma análise do quanto a água impactaria o nosso negócio, uma agência não funciona sem água”, disse. “Avaliamos as nossas operações e fazemos a gestão de risco socioambiental em nossa carteira de crédito”.

Bióloga de formação, Silvia disse que o Santander quer entender como os seus clientes lidam com os riscos a que estão expostos, incluindo o socioambiental.

O mais atingido

Secretária adjunta da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Monica Ferreira do Amaral Porto destacou que a água talvez seja o recurso mais facilmente atingido por problemas climáticos.

“Uma política de gestão de recursos hídricos se apoia em dois pilares: o da cooperação e o da articulação”, disse.

Segundo Monica, é muito difícil tomar decisões sobre incertezas. “É enorme o desafio da gestão de recursos hídricos hoje”, afirmou.  “Abriu-se um leque totalmente novo diante do risco de desabastecimento em 2014 e 2015”.

Também representante do poder público, o secretário de Estado do Meio Ambiente de São Paulo, Ricardo Salles, lembrou que a questão ambiental “envolve aspectos intangíveis”. “É difícil avançar numa discussão sem decidir que valor maior será preservado, mas temos um corpo técnico qualificado para isso”.

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O debate sobre o gerenciamento de recursos hídricos, realizado nesta terça-feira (21/03). Foto: Everton Amaro/Fiesp


De acordo com Salles, é responsabilidade do administrador público decidir em prol do interesse coletivo.

Ele citou ainda o Projeto Nascentes, reconhecido nos Estados Unidos como uma das mais inovadoras iniciativas de reflorestamento do mundo. “Passamos da meta e hoje temos 4.960 hectares em restauração no presente momento no estado”, afirmou. “O governador também pediu a criação de novas unidades de conservação e segurança hídrica”.

O debate foi moderado pelo vice-presidente da Fiesp e diretor titular do Departamento de Meio Ambiente da federação, Nelson Pereira dos Reis.




Nota oficial – Sesi e Senai

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) vê com extrema preocupação os movimentos do presidente da CNI, Robson Andrade, para aceitar supostos acordos com o governo em que o Sesi e o Senai abririam mão de recursos que custeiam seus importantes serviços.

Consideramos ser nossa obrigação defender nossos alunos, seus familiares, professores, funcionários, atletas e artistas do Sesi e do Senai, assim como os trabalhadores da indústria e os importantes serviços que essas entidades prestam à sociedade brasileira.

O Sesi e o Senai são reconhecidos por sua eficiência e pelo ensino de qualidade que prestam a milhões de alunos de todo o país. Se concordarmos com essas iniciativas, estaremos sacrificando os melhores investimentos. Os investimentos nas pessoas.

Repudiamos, portanto, supostos acordos e esperamos o apoio dos companheiros das federações da indústria, do comércio, do transporte e da agricultura de todo o país para manter a integridade dos importantes serviços que o Sistema S presta ao Brasil.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo

Estudo mede impacto de projeto para facilitar comércio exterior na retomada das exportações da indústria

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado na quinta-feira (13/8) na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) projeta crescimento da participação dos produtos industriais nas exportações brasileiras com a adoção de medidas de facilitação do comércio exterior. Segundo o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Lucas Ferraz, consultor do estudo, as exportações brasileiras de produtos industrializados teriam crescimento de 10,3% em 2017 e continuariam em forte evolução, subindo 26,5% em 2030 com a adoção das medidas previstas no programa do governo federal “Portal Único de Comércio Exterior”.

O programa prevê redução de 13 para 8 dias no prazo médio de exportação. Para as importações, o prazo médio nas aduanas brasileiras cairia de 17 dias para 10. As medidas propostas permitiriam redução anual de custos de US$ 23 bilhões na importação e exportação, com base nos dados de comércio de 2013.

O estimulo à formação bruta de capital graças ao Portal Único deve ter efeito positivo sobre o PIB brasileiro. Em 2017, quando o programa estiver concluído, o PIB deve ser 1,19% maior do que seria sem essas medidas de facilitação do comércio. Em 2030, o PIB cresce 2,53% sobre o cenário base. O impacto das medidas beneficia por tabela a Argentina, com crescimento de 0,79% de seu PIB em 2030.

Lucas Ferraz, professor da FGV, em road show na Fiesp sobre facilitação de comércio. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Lucas Ferraz, professor da FGV, em road show na Fiesp sobre facilitação de comércio. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Ferraz explica que a facilitação do comércio deve reverter a tendência de “primarização” da pauta brasileira de exportações (o aumento da competitividade relativa de produtos primários sobre os de maior valor agregado). Graças à redução de custos aduaneiros e à diminuição dos atrasos nas aduanas, espera-se crescimento acentuado das exportações, com estímulo à maior participação de bens industrializados nas exportações, em especial da indústria de transformação. Já em 2017 elas devem crescer 10,3%. Em 2030, o crescimento estimado é de 26,5%, sempre em relação ao cenário base sem o Portal Único.

Em valores absolutos, o adicional no saldo da balança comercial da indústria de transformação começa em US$ 2,18 bilhões, em 2018, e chega a US$ 13,43 bilhões em 2030.

A apresentação, feita pelo professor Lucas Ferraz, foi parte do road show Promovendo Iniciativas de Facilitação do Comércio, realizado em São Paulo pela Fiesp, CNI e pela Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios.

Estratégia
Ferraz destacou que o estudo mostra o caráter estratégico das políticas de facilitação de comércio para a competitividade da indústria de transformação no Brasil. O pesquisador apresentou dados do custo representado pelos atrasos – que chega a ser mais significativo que o representado por impostos. Segundo a FGV, os atrasos representam custo adicional médio de 13,04% nas exportações, em razão de fatores como necessidade de aumentar estoques e depreciação econômica.

“Tempo é sinônimo de qualidade”, destacou Ferraz. Quanto maior o atraso nas entregas, menor a predisposição a pagar por determinado volume comprado, explicou. Citando estudo acadêmico, o professor da FGV disse que cada dia em trânsito custa entre 0,64% e 2,1% do valor da carga comercializada.

E o Brasil é pródigo em atrasos. Além da burocracia, há filas em rodovias, portos e aeroportos. Ferraz citou números de levantamento feito em conjunto com a Fiesp que mostram as desvantagens logísticas brasileiras. A proporção de estradas asfaltadas é baixa, o custo do frete é alto, e o tempo nas aduanas é elevado.

Curso de capacitação de inventário de Gases de Efeito Estufa tem segunda edição

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizou em 18 e 19 de maio a capacitação para elaboração de inventários de Gases de Efeito Estufa (GEE).

O curso foi ministrado pela equipe do Centro de Sustentabilidade da FGV (GVces) e voltado a empresas. Trata-se de uma forma de as organizações colaborarem na minimização dos impactos globais das mudanças do clima.

O objetivo principal do curso se concentrou na elaboração de inventários corporativos e suas diretrizes de acordo com as especificações do Programa Brasileiro GHG Protocol. As regulamentações existentes em São Paulo, sobre emissões, utilizam o GHG como metodologia.

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Ferramenta do GHG Protocol auxilia empresas na construção da política climática do país. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O inventário corporativo também é uma ferramenta de apoio para a tomada de decisão em uma economia de baixo carbono e oferece oportunidade de novos negócios para as empresas. Sua implementação traz melhorias internas como redução de emissões, economia de recursos, otimização de processos e aumento de eficiência.

Durante o treinamento, representantes do Programa Brasileiro apresentaram os princípios de contabilização e elaboração de inventários, além de seus limites organizacionais e operacionais. A parte prática se concentrou na apresentação da ferramenta de cálculo, além de exercícios, relato das emissões e como fazer o registro público.

A especialista da área de mudança do clima da Cetesb, Josilene Ferrer, esclareceu dúvidas sobre a Decisão de Diretoria n. 254/2012, que trata dos critérios de elaboração do inventário de emissões de GEE no Estado de São Paulo e dos 27 setores que obrigatoriamente devem reportar as suas emissões.

Ferrer frisou que a ferramenta GHG está em harmonia com o ISO 14.064, padrão internacional atrelado à Gestão de GEE, que se baseia nos seguintes princípios: relevância, integridade, consistência, transparência e exatidão. O objetivo é internalizar a cultura de monitoramento e auxiliar a construir uma política climática no país, segundo a participante.

Os inventários devem ser entregues à Cetesb em meados do segundo semestre deste ano, os obrigatórios e os espontâneos.

CNI debate na Fiesp norma de responsabilidade socioambiental com o setor financeiro

Agência Indusnet Fiesp

Representantes da indústria brasileira e do setor financeiro debateram na terça-feira (28/04) a política de responsabilidade socioambiental para as instituições financeiras. A conclusão das duas partes é de que esta é uma discussão fundamental para a competitividade do setor produtivo. O assunto foi debatido durante a primeira reunião do ano da regional Sul-Sudeste do Conselho Temático de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Coema) da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.

Para o secretário-executivo do Coema e gerente-executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Shelley Carneiro, a Resolução 4.327/2014, do Banco Central, que cria diretrizes para o estabelecimento e a implementação da Política de Responsabilidade Socioambiental (PRSA) pelas instituições financeiras, precisa ser aplicada sem aumento da burocracia. Na avaliação dele, é fundamental que os bancos padronizem suas análises, assim como as empresas estruturem cada vez mais suas ações de sustentabilidade.

“Estamos começando a discutir o assunto, que é complexo. De um lado, o setor industrial tem as suas preocupações, com a ideia de que esta legislação venha somar e não diminuir a nossa competitividade. De outro lado, o setor financeiro pode ter um problema em ter como parceiro uma empresa que não atende os aspectos ambientais e sociais. Existem interesses de um e de outro. É isso que estamos tentando interligar, para nos ajudar mutuamente, e trazer um modelo que seja realmente útil para o setor industrial”, destacou Carneiro.

De acordo com Antônio Marcos Guimarães, assessor do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central, a resolução não significa um risco novo para o setor produtivo, mas uma oportunidade para empresas que têm responsabilidade ambiental. Ele afirmou que a análise de crédito com base na responsabilidade socioambiental leva em conta aspectos de relevância, que é o grau de exposição ao risco socioambiental, e da proporcionalidade, que compreende a natureza da instituição e a complexidade de suas atividades. “As instituições devem demonstrar como consideram os riscos socioambientais no processo de gerenciamento das diversas modalidades de risco a que estão expostas”, detalhou.

A superintendente de Sustentabilidade do Banco Santander, Linda Murasawa, frisou que quanto mais boas práticas a empresa comprovar, mas baixo o risco para o banco e maior a chance de um financiamento para o projeto. O diretor de Relações Institucionais da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Mario Sérgio Vasconcelos, disse, por sua vez, que o setor financeiro tem lutado para obter uma base de dados pública para a PRSA. “As questões socioambientais inserem-se, em definitivo, no dia a dia dos negócios, contribuindo para a viabilização do desenvolvimento sustentável”, afirmou Vasconcelos.

Foto: programa de capacitação para inventários corporativos em GEE

Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) ofereceram ao longo desta quarta-feira (05/11) um programa de capacitação em inventários corporativos e Gases de Efeito Estufa (GEE) para diretores, gerentes, coordenadores e técnicos ligados ao setor industrial. A oficina também será realizada nesta na quinta-feira (06/11) na sede da Fiesp.

O objetivo é preparar empresas para a elaboração de um inventário de Gases de Efeito Estufa, o primeiro passo para se estabelecer um processo de gestão de emissões.

Na oficina foram apresentadas as diretrizes para elaboração e publicação de inventários corporativos de GEE, conforme especificações do Programa Brasileiro GHG Protocol. O foco principal é a identificação e descrição da metodologia e terminologias normalmente utilizadas na elaboração do inventário.

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Primeiro dia da oficina de capacitação em inventários corporativos e Gases de Efeito Estufa. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Fiesp e CNI abrem inscrições para capacitação para inventários corporativos em GEE

Agência Indusnet Fiesp

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) oferecem um programa de capacitação em inventários corporativos e Gases de Efeito Estufa (GEE).

O objetivo é preparar empresas para a elaboração de um inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE), o primeiro passo para se estabelecer um processo de gestão de emissões.

Nessa oficina serão apresentadas as diretrizes para elaboração e publicação de inventários corporativos de GEE, conforme especificações do Programa Brasileiro GHG Protocol. O foco principal é a identificação e descrição da metodologia e terminologias normalmente utilizadas na elaboração do inventário.

O público-alvo são diretores, gerentes, coordenadores e técnicos ligados ao setor industrial. A capacitação será dada por equipe técnica do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas-EAESP.

Serviço

Programa de Capacitação em Inventários Corporativos de Gases de Efeito Estufa (GEE)
Dias: 5 e 6 de novembro, das 8h30 às 18h
Local: avenida Paulista, 1313, sala 1120, 11º andar
Inscrições: gratuitas e limitadas – inventario@cni.org.br

CNI começa novo mandato; presidente da Fiesp é o primeiro vice-presidente

Agência Indusnet Fiesp

Reeleito por unanimidade, o empresário Robson Braga de Andrade iniciou na terça-feira (28/10), em Brasília, o segundo mandato como presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A eleição foi realizada no dia 13 de maio deste ano, concorreu apenas a chapa de consenso, encabeçada por Andrade. O mandato é de quatro anos.

Com mandato de quatro anos, que vai até 2018, a nova direção da CNI tem como primeiro vice-presidente o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

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Foto da posse da diretoria da CNI 2014/2018. Foto: Miguel ‚ngelo


O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep), Francisco Gadelha, é o diretor financeiro, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Jorge Côrte Real, assume como diretor secretário.

Skaf defendeu a união do setor produtivo em torno de propostas para o crescimento do país. “É unir para defender aquilo que realmente interessa ao país. O que nós queremos é o emprego, é o desenvolvimento, é a inovação, é a educação através do Senai e do Sesi. A agenda da indústria é uma agenda saudável para o Brasil”, afirmou.

Discurso de posse de Andrade

No discurso de posse, o presidente da CNI disse que mesmo com a indústria passando por grandes dificuldades, foi mantido um diálogo com o Congresso Nacional e o governo em defesa das propostas para o crescimento do Brasil.  Andrade falou ainda sobre a importância do Fórum Nacional da Indústria, com mais de 60 associações setoriais, fortalecendo a união entre os empresários e apoiando propostas da CNI.

A Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) também foi destacada por Andrade. “A MEI passou a fazer com que a inovação seja uma estratégia de desenvolvimento e de crescimento da indústria brasileira, e não apenas uma ação pontual”, garantiu.

Andrade encerrou o discurso falando do desafio para os próximos anos. “É hora de fazer o Brasil voltar a crescer. Reconhecemos as dificuldades que nós e os governos teremos pela frente, desde o câmbio até a alta carga tributária. Mas tenho certeza de que a CNI será uma grande aliada dos governos estadual e federal na busca por alternativas para o crescimento do país. Precisamos de mais competitividade e vamos trabalhar muito com o Congresso em busca do desenvolvimento.”

Eleito em 2010 para o primeiro mandato como presidente da CNI, Robson Braga de Andrade presidiu a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) também por dois mandatos.

Empregador tem que conhecer a importância da segurança no trabalho

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O seminário “FAP-RAT-NTEP: Efeitos na Gestão Empresarial”, realizado na manhã desta segunda-feira (29/09), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), reuniu especialistas para discussão de direitos trabalhistas na indústria.

Para Rafael Kieckbusch, especialista em Política e Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o entendimento sobre o Fator Acidentário de Prevenção (FAP), os Riscos de Acidente do Trabalho (RAT) e o Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP) é importante, uma vez que afeta todas as empresas, empregados e segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

“É preciso entender o processo de regulação e responsabilidade social”, disse.

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Rafael Kieckbusch: com o e-Social muitas empresas terão que revisitar seus processos para atender a demanda. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Segundo ele, os temas estão diretamente ligados à saúde das indústrias. “Estão ligados à produtividade do trabalho, que cresceu 0,9% de 2006 a 2011.”

Na visão de Kieckbusch, o aumento da produtividade ocorre com expansão de renda e emprego. “Grande desafio é aumentar a produtividade, qualificação e inovação. O que depende da legislação trabalhista e questão previdenciária”, informou.

Para ele, “o empregador tem que conhecer a importância da segurança no trabalho e oferecer o instrumento para que ela ocorra”.

Além dessas questões, o especialista abordou temas ligados aos riscos ambientais do trabalho, benefícios previdenciários, atividades de riscos, aposentadoria especial, afastamento temporário e nexos técnicos.

Outro desafio apontado pelo especialista é o e-Social, mecanismo que vem com o propósito de unificar o envio de informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais, relativas a contratação e utilização de mão de obra onerosa, com ou sem vínculo empregatício, por canal digital único.

Com o mecanismo, segundo ele, muitas empresas terão que revisitar seus processos para atender a demanda.

“Empregadores precisam estar atentos a esses modelos de regulação”, alertou.

Acesse as apresentações disponibilizadas pelos palestrantes do seminário “FAP, RAT, NTEP – Efeitos na Gestão Empresarial”


Reintegra de 3% passa a valer para setor exportador a partir de outubro

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresenta medidas em curso para indústria brasileira. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou na manhã desta segunda-feira (29/09) algumas medidas em curso para impulsionar o setor manufatureiro do país. Entre elas, a antecipação do Reintegra, iniciativa que devolve aos exportadores parte de impostos pagos, para o último trimestre deste ano. A restituição passaria a valer a partir de 2015.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, a antecipação do Reintegra, cujo o retorno foi anunciado há semanas por Mantega, para este ano “permite no curto prazo que possamos ser mais assertivos com relação a exportação”.

Mantega reiterou que a pasta ainda trabalha para aperfeiçoar o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras, o Reintegra.

“Incluímos novos setores como o de etanol, celulose e açúcar e vamos continuar em breve fazendo novas mudanças. Hoje temos um câmbio melhor e temos também o Reintegra, que dá perspectiva melhor para as empresas”, afirmou o ministro.

Mantega também confirmou a injeção de R$ 200 milhões no Proex Equalização, programa de financiamento às exportações, ainda este ano. O aporte estava sendo avaliado pelo governo até então.

“Fizemos uma suplementação de R$ 175 milhões há mais ou menos 15 dias e agora mais esse volume”, assegurou.

Comissões e burocracia

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Mantega: governo está desenvolvendo portal único de comércio exterior. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Também estão sendo criadas duas comissões para avaliar problemas causados pela legislação tributária e questões trabalhistas como a Norma Regulamentadora 12 (NR-12), que prevê a segurança no ambiente de trabalho em máquinas e equipamentos.

“Queremos examinar os problemas estabelecidos pela legislação vigente e evitar que novos surjam. Esse é um grupo vai funciona logo. O setor privado vai levantar quais as principais leis que têm causado dificuldades, controvérsias. Isso é muito importante e dá mais segurança jurídica às operações”, disse Mantega.

O governo também está se esforçando para diminuir a burocracia nas operações de exportação e importação por meio de um portal único de comércio exterior ainda em desenvolvimento, disse o ministro.

“Esse portal vai facilitar a vida de todos e vai unificar todos os órgãos envolvidos no processamento de importação e exportação. Nós temos uma meta final: reduzir o prazo total das operações de importação de 13 para oito dias e de exportação de 17 para 10 dias”, confirmou.

Avaliação da indústria

Para o presidente da Fiesp, as medidas já em curso apresentadas pelo ministro Mantega – sobretudo a antecipação do Reintegra e a desvalorização do Real sobre o dólar – são boas para o setor e podem ajudar a indústria a escoar o seu acumulado estoque no curto prazo.

“Pedimos para que, dentro da possibilidade, o governo nos propusesse algo a mais para principalmente atender o curto prazo, ou seja, para tentar reduzir os estoques que foram formados na indústria”, afirmou Steinbruch.

Após a reunião, Steinbruch disse que “foi bom e é claro que sempre pode ser melhor. Mas a evolução e a sequência de reuniões vêm sendo muito produtivas”.

Mantega se reuniu com diversas lideranças de empresas esta manhã na Fiesp. Além de Steinbruch, também compôs a mesa principal o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, o segundo vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, e o presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Rafael Cervone Netto, entre outros.

Duas semanas antes, no dia 15 de setembro, as entidades haviam se reunido com o ministro da Fazenda. Na ocasião, a principal medida anunciada foi a volta do Reintegra de 3%.

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Steinbruch: medidas já em curso apresentadas pelo ministro Mantega são boas para o setor e podem ajudar a indústria a escoar o seu acumulado estoque no curto prazo. Na imagem, à direita, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Após encontro na CNI, Guido Mantega anuncia medidas para estimular exportação

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, teve na tarde desta segunda-feira (15/09) uma reunião com 23 representantes do setor produtivo no escritório da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) na Vila Olímpia, zona sul da capital paulista – entre os participantes, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, e o presidente da CNI, Robson Braga Andrade.

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Benjamin Steinbruch, presidente da Fiesp; Robson Braga de Andrade, presidente da CNI; Guido Mantega, ministro da Fazenda; e Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do conselho de administração do Grupo Gerdau e presidente do conselho superior do Movimento Brasil Competitivo. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Após a reunião, Mantega anunciou em coletiva de imprensa três medidas que, segundo ele, visam dar mais competitividade às indústrias brasileiras e diminuir a incerteza jurídica quanto ao sistema tributário.

A primeira medida é a extensão para todas as empresas de um crédito fiscal de 9% já em vigor para empresas de construção, de serviços, de alimentos e de bebidas que atuam no exterior. “Nós fizemos um estudo e chegamos à conclusão que esse benefício pode ser estendido para todas as empresas do setor manufatureiro que atuam no exterior e todas elas terão uma competitividade maior”, disse Mantega, explicando que a medida será implementada em outubro por meio de decreto, em complemento à Medida Provisória  627.

O ministro da Fazenda observou que na prática essas empresas pagarão menos imposto e poderão usar 9% do crédito. “Se elas pagarem 25% de imposto, com 9% dá 34% e elas não pagarão nada para o fisco brasileiro. Normalmente é de 20%, 25% o tributo sobre a renda que é cobrado sobre o lucro no exterior. Com isso, estamos dando um equilíbrio entre empresas brasileiras e estrangeiras.”

A segunda medida é relativa à lei que instituiu o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra), iniciativa que devolve aos exportadores parte dos impostos pagos.

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Mantega: agenda para discutir imperfeições nas legislações tributária e trabalhista. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Mantega disse que fica estabelecido que as alíquotas serão definidas a cada ano e em 2015 o percentual salta dos atuais 0,3% para uma alíquota única de 3% – percentual que empresas produtoras e exportadoras de manufaturados, de modo horizontal, poderão apurar de crédito sobre a receita de exportação. “Nós definimos que para o ano de 2015 a alíquota de crédito será de 3% do valor faturado pela empresa”, informou o ministro.

Ele ressaltou que esse crédito vale somente para as exportações do setor manufatureiro. “O setor de commodities vai muito bem, não precisa desse crédito. Dessa maneira, para todo o setor exportador da indústria manufatureira, foi facultado esse crédito de 3% que vai baratear o custo da empresa, que poderá ficar mais competitiva.”

Outra medida anunciada por Mantega é o estabelecimento de uma agenda, em articulação com a CNI, com a finalidade de reduzir a insegurança jurídica em torno de questões tributárias e trabalhistas. “Organizamos uma pauta em que os empresários, juntamente com o governo, vão levantar imperfeições que existem na legislação, dubiedades na legislação, e que dá essa insegurança jurídica.”

Pela manhã, Mantega participara do 11º Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), evento coordenado pela Escola de Economia da FGV-SP em parceria com a Fiesp, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e o Instituto Estudos Desenvolvimento Industrial (Iedi). Na ocasião, garantiu que o Brasil não vive uma recessão e que tem condições para retomar o crescimento nos próximos anos.

Pouco antes de sua palestra, o presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch, havia declarado estar angustiado com as perspectivas da economia brasileira e observou que o cenário já afeta todos os setores. “A indústria, talvez, seja o caso mais particular, que se antecipou, mas na verdade o desconforto e o descontentamento está presente em tudo.”

>> Exportação é uma das saídas para a indústria, diz presidente da Fiesp ao comentar medidas do governo


Desonerações não vão acabar

Na coletiva de imprensa, ao comentar o encontro com representantes das empresas, Mantega disse que foi discutida a estratégia para a indústria nos próximos anos. “Nesse cenário de crise é preciso habilitar as empresas do setor manufatureiro para ter posição melhor no cenário internacional e também uma posição maior no mercado interno. O que tivemos nesse período de crise é que a indústria teve desempenho pior porque perdeu parte do mercado”, ponderou.

Segundo ele, o ambiente econômico adverso vai se dissipar e a indústria precisa ter um lugar importante. “A crise está acabando e Brasil tem que estar preparado para ocupar espaço em novo ciclo de exportações. Estamos juntos nesse processo.”

O ministro informou haver resgatado na reunião com empresários algumas das medidas adotadas pelo governo desde 2011. “Fizemos, por exemplo, medidas de redução de tributos. E esta é uma demanda do setor manufatureiro. Outra demanda é que tenham condições de crédito para investimento equiparado àquilo que existe no cenário internacional.  Lá fora a indústria paga 2%, 3% de juros, se tanto, para obter crédito para comprar maquinas e equipamentos. E nós procuramos fazer a mesma coisa no Brasil. Com o programa PSI [Programa BNDES de Sustentação do Investimento], nós reduzimos a taxa de juros, demos condições para que a indústria pudesse fazer investimento, adquirir máquinas e equipamentos a um custo mais baixo.”

Mantega disse que o governo não vai acabar com a política de desonerações fiscais e que vai manter as desonerações de Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre investimentos e material de construção. “É o que a indústria quer”, assinalou. “Nós aceleramos essa desoneração por causa da crise, porque a concorrência ficou muito mais aguda. Temos que dar condições para as empresas brasileiras serem competitivas lá fora. O que eles me disseram é que eles querem manutenção desses instrumentos”, afirmou, observando que não é possível promover uma desoneração de uma só vez. “Tem que fazer de forma gradual.”

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Ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante reunião com empresários no escritório da CNI, em São Paulo. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Juros, reforma tributária e crédito

Mantega disse ainda que mais recentemente houve uma elevação da taxa de juros para combater a inflação. “Mas isso é algo passageiro porque na verdade nós temos que continuar mantendo a inflação sob controle e manter as condições fiscais.”

Segundo ele, parte dos problemas da indústria é que também o mercado interno diminuiu por causa da política monetária mais restritiva. “Isso é passageiro porque o Brasil tem um mercado consumidor que só se amplia. O salário real continua crescendo, portanto, a massa salarial continua crescendo. Passageiramente houve uma redução de demanda por falta de crédito por causa do enfrentamento da inflação por conta da seca, da turbulência internacional”, disse Mantega, afirmando que o próximo ajuste é realizar uma política monetária mais flexível.

O ministro informou que os empresários pediram que o governo continue se ampliando o programa de concessões. “Isso coincide com o desejo do governo com a diminuição de gargalos que temos na infraestrutura.”

Mantega disse ainda o governo avançou na reforma tributária, mas no atual momento eleitoral é muito difícil evoluir ainda mais. “Avançamos no IPI e temos que avaliar no PIS e Cofins”, disse Mantega, afirmando que o governo quer fazer mais reformas.

Com relação à restrição de crédito o ministro ressaltou que é preciso criar condições para que os bancos voltem a se interessar pelo crédito, lembrando como medida recente o anúncio do recolhimento compulsório dos bancos para elevar a disponibilidade de crédito. “Teremos volta gradual do crédito”, disse, otimista.

Na coletiva, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, comentou as medidas anunciadas. “No mundo inteiro todos os países procuram preservar sua capacidade manufatureira. É para fazer que nossa indústria possa fazer mais, ser competitiva, participar tanto do mercado externo como do interno”, defendeu Andrade.

Workshop para sindicatos debaterá a NR-01 de Prevenção em Segurança e Saúde

Agência Indusnet Fiesp

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) promove na sexta-feira (19/09), das 9h às 18h, em Brasília (DF), um workshop sobre a “Norma Regulamentadora nº 01 (NR-01) – Prevenção em Segurança e Saúde no Trabalho”.

A finalidade do workshop é de esclarecer a proposta colocada em consulta pública do texto básico técnico da NR-01 do Ministério do Trabalho e Emprego, bem como a formulação de posicionamento empresarial sobre os impactos e aplicabilidade da norma.

O evento, que acontece no auditório do 15o andar do Ed. Roberto Simonsen, é destinado a representantes das federações de indústrias, sindicatos empresariais, associações, empresas e departamentos Regionais do Serviço Social da Indústria (Sesi) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

Confirmações de presença devem ser feitas para o e-mail: lucas.lima@cni.org.br. As vagas são limitadas de acordo com a capacidade do auditório.

Serviço

Evento: Workshop sobre a “Norma Regulamentadora nº 01 (NR-01) – Prevenção em Segurança e Saúde no Trabalho”
Data: 19/09 (sexta-feira)
Horário: de 9h às 18h
Local: auditório do 15o  andar do Ed. Roberto Simonsen – SBN Quadra 1 Bloco C, Brasília (DF)

Foto: presidente da CNI visita Benjamin Steinbruch na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, realizou uma visita nesta sexta-feira (22/08) ao presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, na sede da entidade.

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Steinbruch e Andrade conversam na Fiesp. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

CNI e Senai apresentam nova edição da Olimpíada do Conhecimento

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Departamento Nacional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) apresentaram na manhã desta quinta-feira (31/07), no hotel Tivoli, em São Paulo, em coletiva de imprensa, a edição 2014 da Olimpíada do Conhecimento.

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O embaixador da Olimpíada, Luciano Huck, com alguns dos alunos que irão participar da competição. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Maior competição de educação profissional das Américas, a Olimpíada do Conhecimento chega à oitava edição a partir de 31 de agosto, data da solenidade da abertura, com atividades até 7 de setembro, quando estão programadas as cerimônias de premiação e encerramento, na cidade de Belo Horizonte (MG). A disputa contará com mais de 800 competidores e deve atrair cerca de 300 mil visitantes no ExpoMinas, na capital mineira.

> Luciano Huck: ‘Estou orgulhoso de ser Embaixador da Olimpíada do Conhecimento’

> Para diretor geral do Senai Nacional, educação profissional ‘ainda é uma realidade de poucos’ no Brasil
Para o presidente da CNI, Robson Braga, a grande importância de um evento como a Olimpíada do Conhecimento é a oportunidade de os jovens mostrarem o seu talento para os empresários.

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Robson Braga: objetivo é que Brasil conquiste a primeira colocação na WorldSkills 2015” Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

“Na Olimpíada, está cheio de ‘olheiro’ da indústria, que buscam os melhores talentos e procuram aqueles que podem fazer a diferença na indústria e em alguma atividade empresarial”, disse Braga no evento que contou com a presença do diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Rafael Lucchesi, e o apresentador  Luciano Huck – nomeado embaixador da competição.

“Eu tenho certeza de que faremos da Olimpíada do Conhecimento 2014 a maior de todas, e preparar os jovens para a etapa internacional, pois nós temos um único objetivo: sermos os primeiros colocados na WorldSkills 2015”, acrescentou, referindo-se ao torneio considerado o campeonato mundial no setor.

Entre as dezenas de convidados do evento  estavam a diretora regional do Senai-SP, Débora Cypriano Botelho; o diretor técnico do Senai-SP, Ricardo Terra; e o diretor de relações externas do Senai-SP e vice-presidente do WorldSkills, Roberto Spada.

Mudança de cultura

Em seu discurso, Braga destacou a importância da educação profissional para a indústria. “Há alguns anos, nós da indústria achávamos que se atualizar era uma questão de ter máquinas modernas e preparadas, processos estruturados e uma gestão competente. Hoje, temos certeza absoluta que tudo isso é importante. Mas se não tivermos profissionais capacitados que, muito mais que preparação técnica, tenham comprometimento com a indústria e com o desenvolvimento da nação, não vamos dar o salto de qualidade e competitividade que precisamos”.

Além da necessidade constante de inovação, segundo o presidente da CNI, a indústria convive com exigência dos consumidores, que buscam produtos de melhor qualidade e com preços mais competitivos.

“O Senai não prepara apenas bons profissionais, competentes e preparadas do ponto de vista de tecnologia para trabalhar na indústria; mas prepara o cidadão brasileiro e pessoas comprometidas com o setor da indústria brasileira e com o desenvolvimento do país”, afirmou Braga.

“Os alunos do Senai são pessoas que podem transformar o Brasil em uma grande nação, inserida num contexto mundial cada vez mais competitivo”, destacou.

Hoje, conforme números apresentados na coletiva, o Senai chegou à  marca de 4 milhões de matrículas em todo o Brasil, atraindo jovens entre 16 aos 21 anos, inscritos nos diversos cursos da instituição.

“Hoje, 67% dos cursos oferecidos pelo Senai são gratuitos”, informou o presidente da CNI ao destacar que o objetivo é que os jovens saiam do Senai como “cidadãos que possam contribuir para esse desenvolvimento”.

Braga destacou ainda o programa da Região Amazônica, onde há dois navios do Senai para atender os jovens que moram nas cidades ribeirinhas e não têm como estudar.

“Há 24 mil vagas para que esses jovens também possam participar de alguma atividade industrial”,  afirmou, assinalando que esses navios oferecem uma série de atividades profissionalizantes para proporcionar dignidade e melhorar a qualidade de vida.

Braga ressaltou que é a indústria brasileira quem contribui com recursos financeiros para que o Senai possa participar dessa qualificação.  Um retorno positivo, avaliou, já que, “85% dos jovens que fazem algum curso no Senai saem empregados na indústria brasileira ou em alguma atividade econômica do país”.

“A grande maioria dos nossos jovens são muito valorizados. Todo país forte e rico tem uma indústria forte e competente”, disse.

Programação especial

Paralelo à Olimpíada do Conhecimento haverá uma série de eventos sobre educação e tecnologia. Entre eles, “Uma profissão, uma escolha (01/09); “Festival Internacional de Robótica FLL” (02 a 04/09), “Brasil Fashion” (03 e 04/09), “Exposição Indústria do Futuro”(03 a 06/09), Inova Senai (03/09) e “Praça do Conhecimento”(23/08 e 24/08 e 30/08 e 31/08).

Fiesp recebe lançamento de livro de Albano Franco

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

O empresário e advogado Albano Franco, de 73 anos, lançou na noite desta segunda-feira (26/05), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o livro “Minha trajetória na Confederação Nacional da Indústria: contra a recessão e pelo desenvolvimento”, livro em que conta os 14 anos (1980-1994) que ele foi presidente da CNI.

No coquetel, Franco autografou livros em um evento que contou com a presença do presidente da Fiesp, Paulo Skaf; e do 1º e 2º vice-presidentes da entidade, Benjamin Steinbruch e João Guilherme Sabino Ometto.

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Albano Franco com Paulo Skaf: “Fiesp é uma trincheira do desenvolvimento industrial” , disse o ex-presidente da CNI. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


“Agradeço a honra de o presidente Paulo Skaf ter aberto as portas para que eu pudesse lançar meu livro na sede da Fiesp, uma entidade que é trincheira do desenvolvimento industrial”, disse Franco à reportagem enquanto autografava livros para empresários, diretores da Fiesp e dirigentes sindicais.

Skaf disse que não teve o privilégio de lidar com Franco quando ele comandava a CNI, mas que posteriormente ouviu falar tratar-se de um grande presidente, que liderava as pessoas e era admirado pelos funcionários, e que, ao conhecê-lo, percebeu que aquele homem carismático que lutava pela indústria do Brasil era alguém “extraordinário”.

“Vim aqui parabenizá-lo não só pelo livro, mas pelo grande exemplo que ele é”, afirmou Skaf após receber um exemplar com uma dedicatória.

Steinbruch revelou que Albano é um amigo de muitos anos. “Tenho muito carinho por ele. É um homem de sucesso é um exemplo para nós.”

“Para mim é muito importante. É um grande empresário que lutou não só na política empresarial, mas na política nacional”, disse Ometto. “Essa ligação dele com a Fiesp muito nos honra.”

Outro que fez questão de cumprimentar Albano foi o jurista Nelson Jobim, ex-ministro da Defesa e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal. “Conheço Albano há 30 anos. Foi um empresário de grande visão nacional e principalmente um amigo dos amigos. Sergipe deve muito a ele”, resumiu Jobim.