Clube C6 de Comércio Internacional se reúne para discutir desenvolvimento urbano

Alice Assunção,  Agência Indusnet Fiesp

Desde quinta-feira (26/06), o Clube C6, formado pelas Câmaras de Comércio e Indústria de Londres, Paris, Berlim e Moscou, tem se reunido na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista. No encontro deste ano, o principal tema do grupo é o desenvolvimento urbano das grandes cidades do mundo.

A primeira parte da reunião desta sexta-feira (27/06) foi conduzida pelo diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomaz Zanotto. Até o fim do dia, o grupo deve apresentar um projeto que demonstre como o setor privado tem contribuído e pode continuar contribuindo para superar os desafios econômicos, sociais e ambientais das cidades.

Anfitrião, Zanotto explicou aos membros do C6 que a Fiesp não lida apenas com os problemas conjunturais que afetam a indústria, mas milita em causas como a redução da elevada de taxa de juros, o que repercute em todas as atividades da economia brasileira.

Os representantes do C6 com Zanotto (ao centro): superação de desafios econômicos e sociais. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Os representantes do C6 com Zanotto (ao centro): superação de desafios econômicos e sociais. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

“Nós temos confrontado o governo contra as elevas taxas de juros também”, disse Zanotto. Ele acrescentou ainda que a federação possui dois objetivos primordiais: “um é ser um representante independente dos negócios, mas, por outro lado, somos responsáveis pelo maior sistema de ensino financiado pelo setor privado”, disse ao citar as ações do Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria de São Paulo (Senai-SP) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

Problemas, problemas

Segundo Zanotto, os maiores problemas de conjuntura econômica e social estão nas metrópoles. Em sua avaliação, não há consenso “para resolver os grandes problemas das cidades, por isso a Fiesp acredita que reuniões como essas são muito importantes”.

Representante britânico, o CEO da Câmara de Comércio e Indústria de Londres, Colin Stanbridge, afirmou na reunião que, para superar gargalos como o de transporte público, principal pauta de reclamações em cidades desenvolvidas, é necessário integrar todos os responsáveis pelos diferentes modais do sistema em uma única discussão.

“Integrar todas as chefias do transporte público, juntar esses chefes e discutir para o bem estar nas cidades. É ótimo fazer isso”, garantiu Stanbridge.

O chefe de Comércio de Londres também afirmou que a economia do Reino Unido, e de Londres, vai bem, “mas há temores de superaquecimento, sobretudo do mercado imobiliário”.

Ainda na lista dos desafios, Stanbridge citou a expansão das malhas metroviária e ferroviária de Londres.

“Transporte sempre é um problema. Temos um bom sistema, mas precisamos de mais linhas [de metrô]. Temos as ferrovias, que também precisamos expandir, mas é um assunto muito delicado por conta de questões como poluição, barulho e custo”, explicou.

Metas para o Brasil

No caso do Brasil, o coordenador de mobilidade urbana do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), Renato Boareto destacou que os desafios para melhorar a mobilidade urbana de cidades como São Paulo está na definição de metas e planos para linhas de trem e metrô. Segundo ele, essas medidas incluem questões ambientais, redução do consumo de energia e de emissão de gases poluentes e aspectos de segurança de seus operadores.

Durante a sua apresentação para o grupo, Boareto avaliou ainda que o transporte da região metropolitana é “muito confuso, sem coordenação”.

Nesta tarde, os membros do C6 devem apresentar soluções para desenvolvimento urbano de suas cidades.

Também participaram da reunião na manhã desta sexta-feira (27/06), o presidente da Associação das Câmaras de Comércio e Indústria da Alemanha, Eric Schweitzer, Jan Eder, CEO da Associação das Câmaras de Comércio e Indústria da Alemanha, Sergei Shimakov, vice-presiednte da Câmara de Comércio e Indústria de Moscou, Wang Chaoyang, diretor-geral do Sub-Conselho para a Promoção do Comércio Internacional de Pequim e Yuan Xiaokun, gerente de projetos do Sub-Conselho.