Senai-SP lança livro com dicas de construção e reforma

Agência Indusnet Fiesp

A Senai-SP Editora lançará o livro “Fazer é pensar – construindo casas e móveis”, do economista e especialista em educação Claudio de Moura Castro, nesta terça-feira (02/09), no auditório da Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, em São Paulo. O evento terá bate-papo com o autor e Fernando Rossetti, que foi diretor-executivo do Greenpeace Brasil (2013-2014) e repórter de educação de 1990 a 1999 na Folha de S.Paulo, às 19h, com entrada livre, e sessão de autógrafos.

A obra é um relato sobre os prazeres e desafios de consertar e reformar casas e móveis. Em alguns momentos, o livro pode ser entendido como um curso ou manual de marcenaria para engenheiros, arquitetos e qualquer pessoa que precisa encarar os desafios da construção. Apaixonado por ferramentas e trabalhos manuais, o autor declara que utilizar suas próprias mãos nessas empreitadas é uma maneira de estimular a inteligência.

Claudio mostra que há a necessidade de aprender a fazer um conjunto de reparos em casa e serviços do cotidiano, quando coisas quebram ou precisam ser ajustadas. “Com um mínimo de investimento em aprender, muitos desses trabalhos podem ser feitos em menos tempo do que normalmente levamos para procurar, encontrar, chamar, atender, esperar e pagar alguém para executar a tarefa”, diz o autor, segundo o qual vale a pena aprender e ter o prazer de conseguir vencer alguns desafios como: o prego não entortou, o quadro não caiu e o martelo não bateu no dedo.

O livro é uma excelente opção para quem gosta de dar um toque personalizado em sua casa, no apartamento ou nos móveis da sala, da cozinha, do banheiro e do quarto, ou para quem precisa reformar a casa e não pode gastar muito.

O livro de Claudio de Moura Castro: dicas de reforma e construção. Foto: Reprodução

Claudio de Moura Castro nasceu no Rio de Janeiro, em 1938. Graduado em Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais, em 1962, é colunista da revista “Veja”.

A editora 

Criadas em sintonia com a missão do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) de difundir o conhecimento e a cultura, as editoras das duas casas têm a proposta de preencher uma lacuna editorial existente nas diversas áreas de educação e ensino profissionalizante em que o Senai-SP atua, e busca difundir, de forma planejada e sistematizada, o conhecimento produzido pelo Sesi-SP nas áreas de Cultura, Educação, Esporte, Nutrição, entre outras, assim como identificar oportunidades que possam contribuir para o enriquecimento dessas áreas.

Desde sua criação, em 2011, as duas editoras já publicaram mais de 200 títulos.

Serviço

Fazer é pensar – construindo casas e móveis
Editora: Senai-SP
Autor: Claudio de Moura Castro
Valor: R$ 59,00

 

 

 

Educação profissionalizante é tema de debate no estande da Senai-SP editora

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Claudio de Moura Castro e Walter Vicioni, durante debate na 22ª Bienal Internacional do Livro

Quem visitou neste sábado (18/08) o estande da Senai-SP editora, na Bienal do Livro, teve a oportunidade de conhecer as experiências de quem tem décadas de estrada na educação profissional.

Walter Vicioni, diretor regional do Senai-SP e superintendente do Sesi-SP, e Cláudio de Moura Castro, economista e assessor do Grupo Positivo, foram os convidados para uma mesa-redonda sobre o ensino profissionalizante brasileiro durante a 22ª Bienal Internacional do Livro, no Anhembi, em São Paulo.

Ao relatar suas viagens a diversas partes do mundo, incluindo Sri Lanka e Irã, Cláudio de Moura Castro comparou os estilos de ensino profissionalizante destes locais com os do Brasil. Contou ainda algumas histórias de alunos e de professores, e das relações nos ambientes de trabalho.

Em uma das passagens, o economista afirmou que existe a ideia de que no trabalho  intelectual não se usa as mãos e de que no trabalho manual não se usa a inteligência. “Isso está errado. Se fosse em uma linha de montagem, seria outro caso. Mas o trabalho manual qualificado tem uma dimensão de uso de inteligência tão grande quanto ou maior do que grande parte dos trabalhos administrativos; é preciso tomar decisões o tempo todo”, exemplificou Castro, ressaltando a importância da formação profissional correta como a do Senai.

Vicioni, por sua vez, afirmou que a competência diligente da entidade é intrínseca: “Os formados pelo Senai primam por fazer as coisas bem feitas, com amor e profissionalismo. Muitas pessoas têm diploma, mas não sabem fazê-las; outras só têm experiência sem formação. E no Senai se aprende fazendo”.

Entre outros casos de aprendizagem, Walter Vicioni lembrou de quando era diretor da Escola Senai-SP Suíço-Brasileiro. Ao formar uma turma em 1976, parte dos alunos foram selecionados para um estágio em uma empresa.

Ao receber um telefonema da dirigente da companhia, Vicioni foi informado de que lá havia um ‘problema’: no final do expediente, os alunos requisitaram vassouras para deixar seus postos de trabalho prontos e limpos para o dia seguinte, e a empresa não as possuía. “Para a diretora foi um ‘bom problema’, pois ela viu que além de os aprendizes serem aplicados no trabalho, eram também no dia a dia”, lembrou o diretor do Senai-SP.

Pesquisador irrequieto

Após o debate, Claudio de Moura Castro lançou seu livro "Aventuras de um pesquisador irrequieto", da Senai-SP editora

Após o debate aconteceu o lançamento do livro Aventuras de um pesquisador irrequieto, de Cláudio de Moura Castro, publicado pela Sesi-SP editora. Pesquisador há 40 anos, ele contou que gosta muito de se aventurar pelo mundo, seja a pé, de barco ou avião.

“Muitos dos meus hábitos de pesquisador vazam para as aventuras, que também têm dimensão de pesquisa. E a pesquisa existe quando você tem uma pergunta que corre o risco de a resposta não estar certa”, explicou Castro, que emendou: “A condução da pesquisa tem seus riscos, desafios perigosos até: antropólogos já foram comidos por canibais”.

Claudio de Moura Castro disse não ter vivido tantos apuros, mas aventuras sim. Em 1968, ao fazer uma tese de doutorado, precisava fazer o levantamento de todas as casas da cidade onde realizava a pesquisa. “Fui ao aeroclube da cidade e consegui um piloto. Sobrevoamos a cidade em um Paulistinha [avião monomotor, de pequeno porte] e, com metade do corpo para fora do avião, fotografei a cidade. Depois ampliei as fotos e fiz o trabalho”, lembrou o pesquisador aventureiro.

Walter Vicioni participa de mesa de debate sobre educação profissional na Bienal do Livro

Agência Indusnet Fiesp

Dois especialistas com reconhecida trajetória na área educacional e forte atuação no ensino profissionalizante brasileiro, o diretor regional do Senai-SP e superintendente do Sesi-SP, Walter Vicioni Gonçalves, e o economista e especialista em educação Cláudio de Moura Castro, debatem a realidade de educação profissional, neste sábado (19/08), às 15 horas, no estande da Sesi-SP Editora (Rua E-80), na 22ª Bienal Internacional do Livro.

A atuação e trajetória do Senai-SP ao longo de 70 anos de existência será um dos destaques da mesa.

Após o encontro haverá o lançamento do livro Aventuras de Um Pesquisador Irrequieto, escrito por Cláudio de Moura Castro e que integra o catálogo de lançamento da editora da indústria paulista.

Cláudio de Moura Castro critica Ensino Médio e educação profissional

Agência Indusnet Fiesp 

O modelo do Ensino Médio e a estrutura da educação profissional do País foram duramente criticados pelo economista Cláudio de Moura Castro, um dos convidados do painel sobre educação, que encerrou a programação do Congresso da Indústria 2009, realizado pela Fiesp e o Ciesp nesta segunda-feira (29), em São Paulo.

Na avaliação de Castro, os estudantes brasileiros matriculados no ensino regular sofrem com o excesso de conteúdo. “Isso ocorre porque temos um único tipo de escola para essa faixa de jovens, diferentemente do que ocorre na Europa e nos Estados Unidos, onde há diferentes formatos de colégios, que contemplam perfis variados de alunos”.

Outro mal endêmico, na opinião do economista, é a interdisciplinariedade das matérias. “Não conseguimos resolver nos bancos escolares até que ponto as diferentes disciplinas se conectam ou são independentes”, enfatizou.

A educação profissional também foi alvo de avaliações negativas do economista. A observação mais dura recaiu sobre o Ministério da Educação (MEC), que, em sua opinião, deixa de punir os cursos que não preparam os alunos para a prática do trabalho.

“As publicações acadêmicas são excessivamente valorizadas, e muitos dos docentes em atividade não têm nem ideia do que é o mundo empresarial porque nunca saíram do ambiente escolar”, ressaltou Castro.

Para finalizar, ele afirmou que o MEC se tornou uma “corporação de ofício” voltada a proteger a produção intelectual. “Nada contra as pesquisas, mas nem metade dos mestrandos e doutorandos são absorvidos pelas universidades, o que revela saturação deste tipo de profissional.”

Busca da excelência

Walter Vicioni, superintendente operacional do Sesi-SP, destacou as metodologias específicas criadas pelo Sesi-SP e o Senai-SP, tanto na busca da excelência da educação básica quanto do ensino profissionalizante.

“Por muito tempo, o Sesi-SP apoiou a universalização do acesso à educação, mas, no momento atual, a entidade tem como foco a busca da excelência da educação básica”, explicou. Em razão desta meta, a entidade desenvolveu competências para os conteúdos obrigatórios, para a cultura empreendedora, a inclusão digital e o acesso à ciência.

“Em nossa diretriz educacional, professores e alunos atuam juntos para a construção de uma carreira, pois acreditamos que a educação é um grande instrumento de mobilidade social”, ressaltou Vicioni.