CJE comemora sucesso de missão prospectiva da Fiesp a Dubai

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

Entre 30 de outubro e 1º de novembro, o Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp levou uma delegação de 13 empresas a quatro importantes feiras de negócios em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos: Gulfhost, Yummex, Seafex e Speciality Food.

O grupo, liderado pelo diretor titular do CJE, Luiz Augusto Hoffmann, aproveitou a ida da missão empresarial da Fiesp à China Internacional Import Expo (CIIE), em Shanghai, para uma parada também no Global Islamic Economy Summit, o maior fórum global de economia islâmica, promovido pela Câmara de Comércio de Dubai.

Acompanhado pelos diretores adjuntos do CJE Alex Brunelo, Caio Cordeiro e Roger Apolinário, Hoffmann se reuniu com a prefeita de Turim (Itália), Chiara Apendino, e com o ministro da Economia dos Emirados Árabes Unidos, Sultan bin Saeed Al Mansouri. “Aproveitamos a parada em Dubai para três intensos dias de atividades, com mais de 30 reuniões que resultaram em novos negócios e parcerias com distribuidores da região. Um sucesso”, afirmou o diretor titular.

‘Primeiro resolvam as solicitações, depois ganhem escala’, diz fundador do aplicativo GetNinjas na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Tudo começou quando ele precisou de um pintor de parede. E não achou simples encontrar alguém que trabalhasse bem sem ter que pedir indicação aos conhecidos. Pronto, havia ali uma oportunidade de negócio. Uma ideia que resultou na criação do maior aplicativo para a contratação de serviços do Brasil, o GetNinjas. Para se ter uma ideia, são oferecidos mais de 200 serviços diferentes, em 3 mil cidades brasileiras, com 500 mil profissionais cadastrados. Em 2017, foram solicitados 2 milhões de serviços, movimentando R$ 300 milhões. Essas e outras histórias foram apresentadas pelo criador da ideia, Eduardo L’Hotellier, na reunião do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, na noite desta terça-feira (16/10), na sede da federação, em São Paulo.

O encontro foi coordenado pelo diretor titular do CJE, Luiz Hoffmann.

“No GetNinjas, o usuário pode contratar do pintor ao churrasqueiro, uma costureira, uma manicure, o que for preciso, são mais de 200 serviços oferecidos”, afirmou L’Hotellier.

Para ter acesso a esse banco de dados, o cliente preenche um formulário apontando aquilo que precisa e registrando os seus dados de contato. O profissional que se encaixa na demanda visualiza o pedido e decide se quer atender ou não. “Apresentamos até três profissionais para cada cliente, que faz a sua escolha”, explicou.

Os profissionais, por sua vez, pagam previamente créditos para o aplicativo. Isso em troca dos contatos de clientes aos quais terá acesso, os chamados “leads”.

“Sempre recomendo aos empreendedores de startups: primeiro resolvam as solicitações, depois ganhem escala”, disse L’Hotellier. “As startups cometem erros ao escalar previamente”.

Para concretizar o negócio, o empreendedor e sua equipe desenvolveram seis algoritmos que gerenciam automaticamente o modelo pay-per-lead. “Oferecemos um pacote que minimiza a chance de o profissional não fechar nenhum atendimento”, disse.

De acordo com L’Hotellier, é importante olhar para cada cidade e cada categoria de modo personalizado, mas com base no conhecimento obtido com as praças maiores. “Desenvolvemos a nossa própria estrutura de dados”, explicou.

Desse modo, o GetNinjas já teve mais de 730 mil profissionais contratados desde 2014. “Existe uma tendência de crescimento dessas plataformas, esse é um mercado muito novo”, disse.

Para se ter uma ideia do crescimento do negócio, em 2011, quando foi criada, a empresa tinha três funcionários na equipe, tendo começado a sua operação com um aporte inicial de US$ 700. Em 2012, já eram 12 pessoas, com a obtenção de um investimento de R$ 1,2 milhão. Em 2013, o time pulou para 35 colaboradores, chegando a 80 pessoas e R$ 40 milhões captados em 2015. “Hoje temos mais de 100 pessoas na equipe”, disse.

Alguma dica para os aspirantes ao sucesso? “Lançar o negócio o mais rápido possível”. “Se você não tem vergonha da sua primeira versão, é porque demorou demais para lançar o seu projeto”, disse. “É melhor fazer um protótipo mal feito, mas que funcione”, explicou. “Assim foi conosco, lançamos a melhor versão do aplicativo que nós pudemos lançar naquele momento”.

Segundo L’Hotellier, essa primeira versão do GetNinjas não era “um carro sem motor, mas uma moto”. “Lançamos um skate meio empenado, mas que conseguia sair do ponto A para o ponto B”, disse. “Aquela ação foi a base do nosso crescimento”.

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L’Hotellier: “Lançamos um skate meio empenado, mas que conseguia sair do ponto A para o ponto B”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

‘Oitenta por cento dos nossos pensamentos são antigos’, diz filósofa indiana em visita à Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Preetha Krishna é daquelas pessoas capazes de acalmar, com poucas palavras, qualquer um que dela se aproxime. Isso porque não falta coerência entre o que ela fala e faz em nome de um mundo mais sereno e feliz. Indiana, ela é filósofa e uma das fundadoras da escola de filosofia e meditação O&O Academy, sediada em Chennai, no Sul da Índia. Isso além de ser uma das mentes por trás da One Humanity Care (OHC), iniciativa de caridade, e da World Youth Change Makers (WYCM), focada em ações de apoio à juventude. Sua apresentação sobre estresse e infelicidade na plataforma TEDx, disponível no YouTube, já teve mais de 1,8 milhão de visualizações. Nesta segunda-feira (03/09), Preetha esteve em São Paulo para fazer uma palestra na reunião do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp. E concedeu a entrevista abaixo, na qual fala sobre conexão, sofrimento e beleza.

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Preetha: “As pessoas estão querendo viver de modo diferente, buscam o extraordinário”. Foto: Everton Amaro/Fiesp


O mundo está mudando e as pessoas estão mais preocupadas com temas como qualidade de vida e saúde mental. Pensando nisso, como você ajuda os empreendedores com o seu trabalho?

Definitivamente, o mundo está mudando. Vejo nas minhas viagens por tantos países que as pessoas estão querendo viver de modo diferente, que buscam o extraordinário. As pessoas estão cansadas de tanto estresse. Meditação, por exemplo, antes era uma prática limitada a uma pequena parcela da sociedade. O estresse virou uma epidemia do século 21. Nesse cenário, a nossa missão na  O&O Academy é oferecer oportunidades para que os empreendedores possam lidar com todos os desafios sem abrir mão da beleza e de uma vida em paz. Ensinamos práticas que levam a esses objetivos. Se olharmos ao nosso redor, vemos tantas experiências de medo, insegurança, raiva e solidão no trabalho e na família. Mas podemos ter a experiência da transcendência, acessar outras possibilidades, voltar à vida, viver o momento. É um processo profundo de transformação e consciência: mudamos e aceitamos as mudanças.

Como os empreendedores podem ser mais livres do que são hoje?

Vivemos sob a lógica equivocada de que é preciso estar sempre com medo para sermos ativos, para estarmos alertas. Como se fosse preciso ser agressivo. Agora, há outros modos de ver as coisas, a perspectiva da beleza, de uma vida mais calma e harmônica.

Você pode citar alguns exemplos reais nesse sentido? Contar histórias que já acompanhou?

Certa vez, um empresário chegou até nós depois de ter perdido centenas de milhares de dólares, sentindo-se muito estressado e pensando que a vida tinha acabado. Estava quebrado e sem paixão alguma pelo trabalho. Esse homem viveu um processo muito profundo de mudança, viu o mal que estava fazendo a si mesmo ao se ver daquele modo, como um mestre das finanças. Uma imagem que ele não conseguia mais encontrar, um sentimento que o fazia ter ataques de pânico frequentes à noite. Para resumir, ele ficou conosco por duas semanas, não queria mais ir embora. Quando decidiu partir, já tinha um novo propósito para seguir, estava livre dos medos do passado. Essa é a história real de Michael Novogratz, CEO da Galaxy Investment Partners, de investimentos em startups. Ele é considerado um dos nomes mais influentes do mercado de criptomoedas e fala abertamente sobre essa fase de sua vida, sobre a jornada poderosa pela qual ele passou na Índia.

Você fala muito em ir além dos limites. Mas como isso é possível?

Somos limitados pelas nossas emoções, pelos estágios de sofrimento pelos quais passamos, pelos nossos medos, pela nossa raiva. Eu diria que nós passamos 90% do nosso tempo vivendo esses processos limitantes. E mais: 80% dos nossos pensamentos são antigos, são ideias que já temos. Se pensamos no velho na maior parte do tempo, como vamos mudar de postura? Desse modo, não é possível se libertar do passado. O nosso trabalho é trazer as pessoas desse estágio de sofrimento para a vida diante da beleza e do novo. Ficar preso assim não é bom para ninguém.

Você cita bastante o conceito de “criador consciente” em seu trabalho. Como agir dessa forma?

Os criadores conscientes são aqueles indivíduos que estão fugindo do estágio de sofrimento, aqueles que pensam no todo, que não separam as esferas de sua vida, que buscam o equilíbrio em tudo. O bem-estar não pode ser fragmentado, não existe de forma separada. Daí vem o sentimento de conectividade, de saber que tudo está interligado.

Você acha que nós, brasileiros, somos um povo aberto a todos esses conceitos?

Absolutamente. Sinto os brasileiros muito receptivos, abertos a novos modos de viver.

Festival de Empreendedorismo da Fiesp mostra como transformar ideias em negócios

Agência Indusnet Fiesp 

Uma boa ideia pode virar uma empresa. E de forma quase instantânea. Essa é uma das atrações do FestEmp, o Festival de Empreendedorismo da Fiesp. Com a presença esperada de mais de 5.000 pessoas no domingo (06/05) e segunda-feira (07/05), na sede da Fiesp, na avenida Paulista, o FestEmp vai ter múltiplas atrações, todas gratuitas.

O objetivo do FestEmp, organizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp (CJE), é dar ao público uma nova perspectiva em relação ao futuro do empreendedorismo no Brasil, com um olhar para mudanças inovadoras. E, claro, fazer com que projetos saiam do papel. Dá até para tirar no mesmo dia o CNPJ.

O encontro inclui consultorias, atividades ligadas a arte e cultura e imersão sobre temas atuais. Grandes empresários e executivos de sucesso contarão para jovens empreendedores e público em geral suas histórias de sucesso, compartilhando os desafios, tropeços e visões de negócio. Uma das mensagens é que vale a pena não desistir, mesmo em momentos de crises.

Durante o domingo, participam dos painéis Alexandre Pellaes, pesquisador e palestrante sobre novos modelos de liderança e práticas de gestão compartilhada; Marc Tawill, diretor do Instituto Capitalismo Consciente Brasil e conselheiro do Gaia; João Pacífico, fundador do Grupo Gaia; Daniel Mendez, presidente e fundador da Sapore, dentre outros.

Já na segunda-feira, entre os palestrantes estão Marcelo Cherto, presidente do Grupo Cherto; Benny Goldenberg, sócio de Paola Carosella no grupo que gere o Mangiare, Arturito e a rede de empanadas La Guapa; Camila Farani, um dos “tubarões” do Shark Tank Brasil; Robinson Shiba: sócio diretor da TrendFoods, considerado o maior grupo especializado em fast-food; João Appolinário: fundador da Polishop; Caito Maia fundador da loja Chilli Beans.

Além dos casos inspiradores de empreendedores renomados, o Festemp terá workshops com temas atuais e cada vez mais vitais aos negócios, como a tomada de decisões e a gestão de tempo. Ao todo são 21 painéis, com mais de 50 palestrantes, com temas que vão desde o impacto das cidades inteligentes no seu negócio até o Investimento Inteligente: Caminhos para empreender com a indústria.

As grandes atrações do Congresso

Abertura de empresa: Os potenciais empreendedores poderão tirar dúvidas na hora e até tirar no mesmo dia seu CNPJ, o registro de empresa. Para isso o Sebrae disponibilizará seis carros de atendimento.

Espaço 360° com realidade Virtual: O público viverá experiências inesquecíveis, com um mundo virtual. Pixel Virtual e Arte Battle são as responsáveis pelas atividades interativas.

Batalha Artística: Serão duas disputas, em que os artistas participantes terão 30 minutos para produzir uma obra de arte, a partir de telas em branco, e ganhar aprovação da plateia.

Food Trucks: Local para relaxar e aproveitar uma deliciosa refeição. Durante o evento consultores também estarão disponíveis para esclarecer dúvidas de quem deseja abrir seu food truck ou apenas conhecer esse mercado.

Música: Os DJs Felguk, Jason Salles e Reezer farão um grande show de encerramento no palco Fiesp, de frente para a avenida Paulista.

Confira toda a programação do evento no site:

http://hotsite.fiesp.com.br/FestEmp

Serviço

Festival de Empreendedorismo da Fiesp – FestEmp

Data: 6 de maio, das 9h às 17h, e 7 de maio, das 9h às 18h

Local: Edifício-sede da Fiesp.

Endereço: Avenida Paulista, 1313. São Paulo

‘Existem muitas oportunidades e com investimento relativamente baixo’, afirma presidente da Abradi em debate no 1º Fórum Digital Mídias Sociais e suas Ferramentas da Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Diante de consumidores multiconectados, participativos e bem informados, só resta aos empreendedores trabalhar com planos de comunicação que tenham valor e relevância. A dica, do presidente da Associação Brasileira dos Agentes Digitais (ABRADI), Marcelo Sousa, foi dada em debate sobre a evolução das mídias sociais e seu papel no mercado digital brasileiro. Isso como parte das atividades do 1º Fórum Digital Mídias Sociais e suas Ferramentas, realizado na sede da Fiesp, em São Paulo, nesta segunda-feira (16/04).

“Nós, os brasileiros, somos o segundo povo do mundo com mais tempo gasto em redes sociais: quatro horas por dia”, disse Sousa. “Até os anos 1990 os anunciantes tinham controle das informações, elas chegavam até o consumidor”, afirmou. “Hoje o consumo é anárquico, com várias mídias disputando a atenção das pessoas”.

Nesse contexto, ganhou força a figura do consumidor participativo, aquele que interfere na mensagem e cria o conteúdo junto com a empresa que o publica. “É o comentário positivo ou negativo no post, o que transforma a mensagem”, explicou Sousa. “Nesse caso, é preciso descobrir como posso interferir, conduzir as coisas para que essa pessoa testemunhe a meu favor”.

Assim, as possibilidades para os empreendedores nas redes sociais envolvem monitoramento, uso como canal de atendimento e patrocínio de posts, entre outras. “Recomendo a realização de campanhas pequenas e muito segmentadas”, disse Sousa.

Mas, antes de começar a usar as redes sociais para alavancar o negócio, é preciso definir antes os objetivos, ter uma estratégia prévia. “Se quero consolidar imagem de marca e sou uma loja de carnes, posso oferecer conteúdo sobre como fazer churrasco, por exemplo”, disse. “Uma forma de virar referência é se apropriar de um assunto que tenha a ver com o negócio”.

E tudo isso “colocando energia nas redes onde o seu público está”. “O Instagram é mais voltado para imagem, sendo o LinkedIn para indicado para artigos técnicos, por exemplo”, disse. “Por isso é importante pensar em como se comunicar, que linguagem usar”.

Sem deixar a qualidade cair

De acordo com Sousa, outro ponto a ser considerado é ter frequência na publicação de informações, levar novidades para os consumidores. “Mas nem por isso podemos deixar a qualidade cair”, explicou. “É melhor estar presente uma vez por semana com um assunto relevante do que se comprometer com dia e horário e ser obrigado a produzir qualquer coisa”.

Mais uma dica para ganhar espaço nas redes sociais: “vídeos são três vezes mais compartilhados do que texto”.

Outra recomendação feita pelo publicitário é prestar atenção à solução corporativa no WhatsApp, que está para chegar ao Brasil. “Existem muitas oportunidades e com investimento relativamente baixo”, disse Sousa. “Há luz no fim do túnel”.

Participante do mesmo debate, o Diretor acadêmico na Digital House Brasil e professor de Marketing Digital na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Edney Souza, reforçou a importância de estar atento à comunicação. “Ninguém deve gerar uma imagem negativa da sua empresa”, disse. “Melhor seguir a lógica do trate bem e seja bem tratado”.

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O debate sobre a evolução das mídias sociais e seu papel no mercado digital brasileiro: oportunidades. Helcio Nagamine/Fiesp

‘É preciso entregar conteúdo bom’, diz executivo do Estadão no 1º Fórum Digital Mídias Sociais da Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Bem-vindos ao mundo digital. Ao lugar onde qualquer empreendedor ou empresa precisa estar para atrair clientes. Oportunidades não faltam. Para apresentar algumas delas, foi aberto, na manhã desta segunda-feira (16/04), o 1º Fórum Digital Mídias Sociais e suas Ferramentas, na sede da Fiesp, em São Paulo. O evento, que vai até o final do dia e inclui palestras e workshops, foi organizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da federação.

“As novas tecnologias podem impulsionar negócios”, afirmou o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, na abertura do fórum.

“A estimativa é de que 92% das empresas estejam hoje nas redes sociais para engajar suas marcas e alavancar as vendas”, destacou Luiz Hoffmann, diretor titular do CJE.

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Roriz Coelho no fórum: “As novas tecnologias podem impulsionar negócios”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


A primeira apresentação do evento ficou a cargo do diretor de Projetos Especiais do jornal O Estado de S. Paulo, Luis Fernando Bovo, responsável pelas estratégias digitais do periódico. Isso envolve ainda o chamado MediaLab, serviço de atendimento a empresas na área, com projetos customizados.

“O mundo digital impactou a vida de todo mundo, até o modo como nos relacionamos uns com os outros”, disse Bovo. “Tiramos fotos de qualquer lugar, há um excesso de conteúdo sendo produzido”.

O executivo lembrou que, há dez anos, o consumo de informação se dava em ambientes controlados como TV, rádio, jornal ou revista. “Não tinha muito como fugir disso”, afirmou. “Hoje é comum dizer que lemos alguma coisa, mas não sabemos mais onde foi”.

De acordo com Bovo, para atender os clientes é preciso estar “em todo lugar”. ‘Tem que ter site, Instagram, Twitter, Facebook, Google”, explicou. “E estar disponível o tempo todo”.

Para isso, é importante “Identificar como as pessoas estão consumindo o seu conteúdo”. “O cliente sabe reconhecer a relevância e gosta disso”.

Nessa linha, um ponto fundamental é a adaptação do que é comunicado em cada canal de distribuição. “Não basta replicar o mesmo conteúdo em todos os canais: copiar e colar do Facebook no Instagram, por exemplo”.

Segundo Bovo, “o Facebook ajuda muito no tráfego, consegue atrair público e é útil para fazer vídeos e transmissões ao vivo”. “O Twitter é focado no tempo real, no que está acontecendo no momento”, disse. “Já o Instagram é útil para mostrar bastidores, curiosidades, como fotos da festa junina do Estadão ou da visita do Fabio Porchat à redação”, explicou. “É preciso destacar ainda o YouTube para vídeos e lembrar que, no  WhatsApp, dá para se soltar um pouco mais, usar uma linguagem mais informal”.

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Bovo: importância de estar em todos os canais. com conteúdos diferenciados. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


E por falar em informalidade, o executivo lembrou que é importante entrar no mundo dos clientes, falar como eles falam nas redes sociais. E citou alguns exemplos adotados no Estadão, como usar a expressão “Migo, seu loko” num post de uma reportagem com o pré-candidato à presidência  Jair Bolsonaro. Ou ainda introduzir uma postagem sobre a possível criação de um terno com estampa de Romero Britto com a frase “Apenas Parem”. “É preciso saber usar esses recursos”, disse. “A linha entre a brincadeira e a ofensa pode ser tênue, mas vale a pena usar esse recurso”.

Mais dicas de recursos usados pelo Estadão para alavancar a sua presença nas redes sociais:  “produzimos vídeos, reportagens multimídia, infográficos animados, podcasts, áudios sobre demanda, curadoria de redes sociais, quiz, listas e galerias”. “Temos novas ferramentas o tempo todo”, disse. “Alguém do seu lado tem a solução para o seu problema, basta procurar”, explicou. “Vídeo era caro de fazer E agora sobram ferramentas para a produção de imagens”.

Lado A, Lado B

Bovo lembrou aos empreendedores que é preciso “estar atento aos conteúdos importantes”. E citou algumas ações adotadas pelo jornal nesse campo. “Oferecemos o nosso carro-chefe, que é conteúdo de qualidade”.

Assim, para atrair o público jovem e que não lê a versão impressa do periódico, foram adotadas estratégias como a criação do “Blog dos Colégios”, com conteúdo produzido por um grupo de escolas,  dentro do site de O Estado de S. Paulo.

Já o site Fera oferece informações sobre esportes com foco no público entre 13 e 18 anos.

Há ainda a página “Lado A, Lado B”, na qual dois garotos comentam notícias no canal do Estadão no YouTube. E o E+, site de cultura que não tem base na versão impressa do veículo. “São produtos pensados para atrair jovens, que vêm para ler sobre assuntos de interesse deles”.

“Analisem tudo, é possível obter a informação que vocês quiserem nas redes sociais”, disse Bovo. “Isso ajuda a tomar decisões, dá para ver até ver a hora do dia em que as pessoas se manifestam mais, saber sobre o que elas estão falando”, afirmou. “É preciso entregar conteúdo bom”.

Transformação acelerada

Empreendedorismo para todos foi o tema da palestra de Marcos de Moraes, CEO da Lua.Net. Moraes tem histórico de sucesso no mundo dos negócios, tendo como principais empreendimentos o portal de internet Zip Net, nos anos 90, e, mais recentemente, a cachaça Sagatiba.

Moraes se disse um brontossauro da internet, tendo investido na rede desde a década de 1990. “Vim dividir com vocês a visão do impacto que me causa a percepção de que as mudanças causadas pela internet continuam. E-commerce já está velho. O impacto das coisas que virão será avassalador.” A mudança está ocorrendo cada vez mais rápido, disse. “Precisamos aprender a pensar exponencialmente.”

Comércio é feito da mesma maneira desde a Babilônia, disse. Vários funis dificultam o processo. Depois de superados os obstáculos, há um novo problema. “E aí vem a burocracia. É um milagre que haja empreendedorismo no Brasil”, afirmou. “Isso é incompatível com o que está acontecendo por aí.” Exemplo é de aviões que podem ter peças fabricadas na hora.

Como uma empresa média consegue comercializar seu produto? Moraes falou sobre a plataforma que criou, a Lua.net, pensando no empreendedor vendedor. “Apostamos nas pessoas que fazem das tripas coração e não conseguem fechar as contas no fim do mês.” A ideia é simplificar ferramentas não disponíveis “para essas pessoas incrivelmente empreendedoras”.

A Lua faz uma curadoria das participantes e permite à pessoa se tornar uma revendedora. A partir de junho será possível cadastrar online produtos, calculando impostos, comissões e margens. Depois haverá área para serviços também.

Com mediação da especialista em mídias sociais Carla Falcão, a palestra Os 3 pilares que estão guiando o sucesso dos negócios digitais foi feita por Guilherme Valgas, gerente de Marketing na Samba Tech, reconhecida como uma das empresas mais inovadoras do mundo. Especialista em marketing digital, branding e lançamento de produtos, Valgas destacou que estamos na era do vídeo. Até 2020 82% do tráfego na internet será de vídeos. Como usá-los para criar produtos inovadores?

A resposta está em oferecer conteúdo de qualidade, não massificado, relevante, no sentido de transformar a vida de quem está consumindo. “Entenda sua audiência”, recomendou. Em relação ao uso de redes sociais para alavancar negócios, recomendou aos empreendedores ter foco em uma delas, para ter atuação ótima.

Valgas explicou o funcionamento da plataforma Samba Play, criada para a venda de conteúdo na Internet. Faz o gerenciamento dos pagamentos e a segurança para que só tenha acesso quem compra o produto.

‘O trabalho em equipe ainda é o melhor’, diz Ferruccio Lamborghini em reunião do Comitê dos Jovens Empreendedores na Fiesp

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

Ele sabe que ter nascido um Lamborghini foi um privilégio e tanto. Em suas palavras, “uma oportunidade em 7 milhões”. E se esforça, todos os dias, para fazer valer o sobrenome. “Carrego a grande responsabilidade de fazer o melhor por tudo que foi deixado pelo me avô”, disse Ferruccio Lamborghini, vice-presidente da italiana Tonino Lamborghini, na reunião com o Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, na noite do último dia 10 de abril. O evento foi realizado na sede da federação, em São Paulo.

Ferruccio fez questão de contar em detalhes a história da família e falar sobre o seu DNA empreendedor. Isso destacando as marcas e produtos associados à tradição e ao estilo italiano.

O empresário disse que, apesar de ter sido criado na cultura agrícola, seu avô, de quem herdou também o primeiro nome, gostava muito de mecânica. “Quando foi chamado para a 2ª Guerra Mundial, ele furtou os manuais dos tanques que vieram dos Estados Unidos para estudar”, contou. “Leu tudo em tempo recorde e enterrou os materiais. Por isso se ofereceu para trabalhar com mecânica na época”.

Quando acabou a Guerra, já com a família, o avô teve a sorte de comprar um lote dos carros que não voltaram para os EUA.  Para isso, teve a ajuda do bisavô de Ferruccio, que emprestou o dinheiro para tanto. Foi a partir daí que Lamborghini começou a fazer tratores com os motores dos tanques. Logo depois contratou uma série de engenheiros de renome para construir os seus veículos.

Na época, a maior parte da elite circulava com automóveis da marca Ferrari. Incomodado com o sistema de embreagem dos carros da montadora, Ferruccio avô decidiu encontrar Enzo Ferrari, o presidente da marca, para reclamar do problema, sugerindo inclusive modificações.

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Ferruccio Lamborghini ao microfone: inspiração que vem do avó. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Ferruccio neto conta que a recepção de Enzo não foi das melhores. “Ele falou para o meu avô que ele só sabia dirigir tratores”, contou. “Muito ofendido, meu avô decidiu que montaria um carro para competir com a Ferrari”, disse. “Pouco tempo depois, apresentou seu primeiro protótipo, o 350 GTV, que se transformou no primeiro carro de produção da Automobili Lamborghini”, explicou. O carro fez bastante sucesso e foi produzido entre 1964 e 1968.

Segundo o empresário, de 1966 a 1988 vários lançamentos como Lamborghini Miura, Lamborghini Islero, Espada, Islero, Jarama, Urraco e Countach foram sucesso de vendas e arrancaram suspiros mundo afora.

Crise nos negócios

De acordo com Ferruccini, a empresa começou a passar por dificuldades financeiras numa época em que os carros esportivos começaram a ser mal vistos. Em 1981, a marca foi vendida para os irmãos Mimram. Foi quando surgiu a Lamborghini Jalpa, um veículo off-road.

Em 1987, a marca norte-americana Chrysler comprou a Lamborghini e, além do substituto do Countach, começou a preparar um motor para equipar carros de Fórmula 1. A estreia nesta competição automobilística ocorreu em 1989, mas nunca foi bem-sucedida. Desde 1998 a Lamborghini pertence ao grupo Volkswagen.

Um dos mais jovens Lamborghini é o Huracán, que chegou em 2014 para substituir o Gallardo. O modelo traz uma nova tecnologia que é os chassis híbrido, feito de carbono e alumínio.

Ídolo

“Quero visitar o Morumbi, o cemitério onde está enterrado o meu ídolo Ayrton Senna”, disse. Ferruccio lembrou do tempo em que a Lamborghini investiu na Fórmula I. “Sem dúvida, Ayrton foi um exemplo. Seria uma honra se tivéssemos tido a oportunidade de tê-lo na equipe”.

Para os jovens empreendedores, o empresário deixou algumas dicas de sucesso. “O trabalho em equipe ainda é o melhor”, disse. “A curiosidade é fundamental”. E, por fim: nunca se sinta apagado”.

“O que sustenta o país não são os grandes, e sim os pequenos empreendedores”, diz Chieko Aoki

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

“Seja intenso. Tenha ambição de fazer o melhor, que os resultados aparecem”, afirmou Chieko Aoki, presidente do grupo Blue Tree Hotels, durante reunião ordinária do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp (CJE), nesta terça-feira (18 de julho).

Formada em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), com cursos em Administração em Tóquio e de Administração Hoteleira na Cornell University, nos Estados Unidos, Chieko Aoki fundou a sua empresa em 1992. Em 1997, lançou a bandeira Blue Tree Hotels.  Ela abriu a reunião falando que um dos conselhos que daria para os empreendedores é o de ser diferente. “Temos que oferecer coisas diferentes para sermos lembrados como marca”, enfatizou.

A empresária tem como missão consolidar a rede como a mais conceituada operadora brasileira de hotéis, com reconhecimento pela alta qualidade, elegância e estilo próprio de serviços. “Aumente o patamar de exigência. Almejar algo melhor é como comprar a melhor joia, que tem um valor inigualável”, disse.

Ela lembrou das suas passagens em vários lugares do mundo, como Estados Unidos, Ásia e Europa. Falou da sua atuação como diretora de marketing e de vendas do Caesar Park São Paulo e, depois, como presidente da Caesar Park Hotels & Resorts e da mais antiga e tradicional companhia hoteleira dos Estados Unidos, a Westin Hotels & Resorts. Segundo ela, apesar de todas as grandes passagens em refinados hotéis, é importante entender um mandamento: o melhor não vem necessariamente do maior. “Exemplo disso foi o café da manhã mais marcante, que tomei em um hotel de pequeno porte no Vietnã. Foi servida uma banana, um café e uma baguetinha. Inesquecível pelo saber e simplicidade”.

Outra dica de Aoki é seguir o coração, não agir por impulso. “Confie na sua voz interna e na sua intuição”. Ela conta que por meio da cerimônia do chá japonês aprendeu lições inesquecíveis e que são fundamentais em um negócio: esforço, dedicação, humildade e perfeição. “O cliente deve ser o foco mais importante. Isso se chama desapego”, enfatizou.

Uma das preocupações da empresária é em formar uma equipe de excelência. De acordo com Aoki, liderar é guiar a equipe para superar a própria expectativa de expandir. “Quando um cliente liga dizendo que esqueceu um carregador de celular no quarto, por exemplo, nossa obrigação é encontrar, e não dizer que vai procurar. Pode ter certeza que para o cliente faz a diferença não justificar, atender prazos e solucionar”, alertou.

Não espere a chuva chegar. Antecipe para onde o vento vai soprar. Esta é uma das boas lições para uma empresa dar certo, segundo a empresária. “É preciso enxergar oportunidades antes dos outros, se quiser ser notado”. Ela também disse aos participantes que a gratidão também é a alma do negócio. Lembrar de agradecer cada grão é uma das atividades diárias de Aoki.

Aprofundar relações humanas e criar laços é outra dica valiosa. “É importante criar relações profundas com os clientes”. Aoki usou como exemplo as passagens dos turistas que estiveram no Brasil por conta das Olimpíadas e que saíram daqui muito felizes com a recepção que tiveram. “Certamente muitos voltaram e continuam mantendo contato de amizade conosco. Isso é estar a serviço dos outros. O que sustenta o país não são os grandes, e sim os pequenos empreendedores”, concluiu.

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Chieko Aoki durante palestra na Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Mauricio de Sousa: “Nunca quis ser maior, mais importante ou melhor que ninguém!”

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

“Sou do tempo em que o gibi era malvisto”, afirmou o cartunista e empresário brasileiro Mauricio de Sousa durante a reunião ordinária do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp (CJE) no dia 24 de novembro, na sede da entidade.

O cartunista foi convidado pela Fiesp para dividir sua história de sucesso em um encontro que rendeu muita inspiração aos participantes. Ele criou a “Turma da Mônica” e vários outros personagens de história em quadrinhos. É membro da Academia Paulista de Letras, ocupando a cadeira nº 24. É o mais famoso e premiado autor brasileiro de história em quadrinhos.

“Meu pai fazia gibi todos os dias para mim. Ele quem plantava as historinhas na minha cabeça. Já minha mãe me alfabetizou aos 3 anos e desde então não parei mais de ler”, relatou. Filho de poetas, passou parte de sua infância em Mogi das Cruzes, desenhando e rabiscando nos cadernos escolares.

Ele contou que ganhou o primeiro gibi (o Guri), todo amassado e faltando páginas, de um senhor no posto de gasolina. A partir daí achou que podia desenhar. “Nesta fase, tudo que fazia era muito primitivo. Fui evoluindo, fazendo cópias dos gibis que chegavam nas minhas mãos. Cresci e ainda na escola, resolvi que queria ser desenhista. Mas a leitura era o que me inspirava para criação de histórias com heróis.”

Aos 17 anos começou a procurar emprego em Mogi das Cruzes (SP). Desenvolveu várias técnicas e, então, resolveu ir para capital paulista para tentar trabalho no jornal Folha de S.Paulo. Ele procurou o editor de criação e mostrou seu material, mas saiu do encontro desmotivado.

“Ele disse que o desenho não era para mim e que não teria sucesso. Saí da sala desmotivado e, passando pela redação, um jornalista me chamou e viu o meu material. Disse que precisava melhorar minha apresentação e me ofereceu uma vaga para a extinta profissão de copidesque (corretor de textos).

Depois de muitos testes, foi contratado como repórter policial. “Me lembro que fui comprar uma capa e chapéu e me vesti como um personagem. Era hilário, mas era um jeito de minimizar minha timidez. Depois de um tempo as pessoas começaram a reconhecer meu trabalho.”

Em 1959, quando ainda trabalhava como repórter policial, criou seu primeiro personagem – o cãozinho Bidu. A partir de uma série de tiras em quadrinhos com “Bidu e Franjinha”, publicadas semanalmente na Folha da Manhã, Mauricio de Sousa iniciou sua carreira. Nos anos seguintes criou diversos personagens – Cebolinha, Piteco, Chico Bento, Penadinho, Horácio, Raposão, Astronauta etc. Em 1970, lançou a revista da “Mônica”, com tiragem de 200.000 exemplares, pela Editora Abril.


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Mauricio de Sousa arrancou risos durante sua participação na reunião do CJE. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Propagando seu trabalho

Mauricio procurou aprender como montar um esquema de distribuição de histórias em quadrinhos. Quatro anos depois, já vendia para 400 jornais. “Foi aí que fiz uma campanha de nacionalização das histórias em quadrinhos e acabei sendo chamado de comunista. Entrei na lista negra de todos os jornais de São Paulo, inclusive a própria Folha de S.Paulo, que me mandou embora.”

Segundo ele, depois de um tempo, o jornal Tribuna da Imprensa (RJ) começou a comprar as tirinhas, e a Folha o convidou para voltar a trabalhar. “É claro que voltei muito orgulhoso”, brincou. E foram 29 anos nesta parceria.

O empresário criou um estúdio com 70 funcionários para ajudar a manter o esquema de publicações. “Foi muito difícil no começo ter de aceitar outros profissionais fazendo meus personagens. Cheguei a pegar nas mãos de muitos deles, para que o traço fosse o mais parecido possível.”

Ele explicou que se não fosse esta ação, seria esmagado pela concorrência estrangeira e certamente não teria evoluído com novos trabalhos. “De lá pra cá, nos atualizamos o tempo todo. Já somos mais 400 profissionais e ainda acredito que mais resultados positivos virão”, enfatizou.

Memórias

“Agora estou na fase de escrever minhas memórias. Tem tanta coisa para contar que provavelmente vocês vão entender minha vida em vários volumes.”

De acordo com Mauricio, apesar de todo o esforço para conquistar as coisas, nunca imaginou que daria errado. “Sempre acreditei que a minha história daria certo. Nunca quis ser maior, mais importante ou melhor que ninguém! Até porque sou bem baixinho”, finalizou, arrancando muitas risadas.

‘A escola terá de ousar para ensinar melhor’, diz superintendente do Sesi-SP em Congresso do CJE

Rosângela Gallardo, Agência Fiesp Indusnet

Para atender às novas necessidades do mundo do trabalho no século XXI, educadores e instituições de ensino precisarão ousar. A opinião é unanimidade entre os especialistas da área de educação reunidos hoje no Congresso do Conselho dos Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp para apresentar iniciativas inovadoras na área. O evento foi realizado ao longo desta terça-feira (01/11), na sede da federação, em São Paulo.

“O Brasil tem muito diagnóstico sobre educação, mas pouca solução”, pontuou Walter Vicioni, superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP.

Para ele, é preciso fazer rupturas para conseguir resultados diferentes. “Entendemos que as entidades educacionais da indústria precisam de uma formação básica sólida para formar os novos profissionais, por isso optamos por um modelo que estimule o aluno a construir o conhecimento e a empreender”.

Para alcançar esse objetivo, a rede Sesi-SP passará, a partir do próximo ano, a conectar as disciplinas a partir de eixos integradores, uma forma de relacionar diferentes conteúdos e aproximá-los do cotidiano do aluno. Na outra ponta, a entidade pretende investir fortemente na formação do docente. Tanto que criou, recentemente, a Faculdade Sesi-SP de Educação, no bairro da Vila Leopoldina, na capital, para formar professores por área de conhecimento e incentivar a prática de ensino.

“Nossos estudantes terão a oportunidade de realizar residência educacional de 20 horas por semana, o que sintetiza a essência do ‘fazer educacional’. Ao final do curso, poderão ser integrados ao corpo docente da instituição”, explica o superintendente do Sesi-SP. A criação de um laboratório de fabricação digital, o Fab Lab Escola Sesi-SP – conectado a uma rede com outros 60 espaços similares espalhados pelo mundo – e a difusão da ciência e tecnologia por meio da robótica e torneios locais e internacionais completam as recentes novidades implementadas pela instituição.

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Vicioni: disciplinas organizadas a partir de eixos integradores em nome do futuro da educação. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Eduardo Gomide, cofundador do Grupo Educacional Weducation, com escolas em São Paulo e São José dos Campos, destacou que os ambientes pedagógicos necessitam motivar alunos com grandes habilidades digitais, mas pouca paciência para aulas expositivas tradicionais. “A educação pressupõe metodologia pedagógica, por isso adotamos tecnologia sofisticada em sala de aula”, explicou Gomide. Junto com a Google, o grupo redefiniu os ambientes pedagógicos para integrar o conhecimento às novas ferramentas digitais.

Na opinião de Alexandre Campos Silva, Education Partner Manager no Google for Education, a tecnologia necessita ser integrada ao ambiente escolar porque sua massificação é um fenômeno mundial, que nasceu da proximidade com a academia. “Nem todos sabem, mas o Google nasceu de um projeto de doutorado de dois engenheiros da Universidade de Stanford, na Califórnia, que desejavam juntar todo o conhecimento do mundo em um buscador”, contou Silva. “E só deu certo porque o orientador acreditou que a ideia, inicialmente maluca, era inovadora”, completou.

Segundo ele, o grande desafio do futuro – que está bem próximo – será formar jovens que irão trabalhar em carreiras que ainda nem existem hoje porque o mundo está em permanente transformação.


‘Os brasileiros me ajudam todos os dias, nem que seja com uma palavra’, diz refugiado sírio em palestra no Congresso do CJE

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Hora de aprender com quem veio de longe e precisou empreender na marra, fora de seu país. Na primeira palestra da tarde no Congresso do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, foi aberto espaço para que quatro imigrantes falassem sobre “A reinvenção na adversidade”. O evento segue até o final desta terça-feira (01/11) na sede da Fiesp, em São Paulo. O debate foi moderado pelo membro do CJE Henrique Olivan.

Thái Quang Nghiã, fundador da fabricante de bolsas e calçados Goóc, falou sobre o seu passado de dificuldades no então Vietnã do Norte, o que levou sua família a enviá-lo para fora, por medo que suas posições críticas ao regime lhe causassem problemas.

Isso foi em 1978. Na viagem, seu navio teve que ser resgatado. A ajuda veio de um barco brasileiro. Depois de um período em Cingapura esperando a liberação de documentos, chegou ao Brasil em 1979, em pleno Carnaval. E isso sem estrutura para receber imigrantes. Aos 21 anos, sem família e sem falar português, sendo o vietnamita diferente de todos os outros idiomas.

“Sempre gostei de estudar e de ler”, disse Nghiã. Sem saber o que fazer, e como falava um pouco de francês, começou a fazer a chamada tradução triangular:  do vietnamita para o francês e então para o português. Depois, foi atrás dos cursos do Sesi-SP e do Senai-SP, pelo que agradeceu aos paulistas. E então entrou na USP, quatro anos depois de chegar ao Brasil. Até que veio o Plano Cruzado, em 1986. “Um amigo para quem tinha emprestado dinheiro quebrou, não conseguiu saldar a dívida e me deu máquinas em troca”, afirmou. “Foi então que me senti empurrado a começar um negócio, mesmo sem ter planejado”. Assim, vendeu a sua produção inicial de bolsas rapidamente e concluiu que seria melhor empreender, ganhando mais do que deixando o dinheiro no banco e, de quebra, não tendo chefe.

Tantos anos depois, ele reflete que muito aprendeu sobre tolerância e diversidade no Brasil. “Mesmo com a crise, tudo segue bem na minha família”, contou. “Até a minha ex convive bem com a minha mulher”, brincou. “Com os meus parentes que vivem fora do Brasil não é assim, não há tanta tolerância e diálogo”.

‘O Brasil me escolheu’

Refugiado sírio vindo de Damasco, Talal Altinawi tem um restaurante de comida árabe na capital paulista. Prestes a completar três anos no Brasil, ele fugiu da guerra e veio com a mulher e os filhos. Tinha somente noções do que é o país e veio para cá porque as portas estavam abertas para a entrada de sírios sem documentos. “Por isso escolhi o Brasil. Ou o Brasil me escolheu”. Antes, fez uma escala de dez meses em Beirute, no Líbano.

Decidiu ficar em São Paulo e foi recebido por três meses por um brasileiro descendente de sírios. Começou em fevereiro de 2014 um negócio de roupas para vender na Feira da Madrugada, no Brás, o que durou até agosto. Em maio já trabalhava como engenheiro, sua área de formação, mas meses depois a empresa fechou. Agora trabalha como cozinheiro. “Fiz uma festa de aniversário e recebi a sugestão de fazer comida árabe como negócio”, afirmou. “Comecei com eventos como a Festa da Imigração e aniversários”.

O dinheiro para abrir seu restaurante, seu próximo passo, num total de R$ 72.000, foi arrecadado num site de crowdfunding, mais que os R$ 60.000 de sua meta inicial. Em janeiro de 2016, com os recursos em mão, escolheu o Brooklin para instalar o restaurante, porque em outubro tinha feito palestra num colégio do bairro, que ofereceu bolsa de estudos para os seus filhos.

“Minha vida é boa, mas eu quero que fique melhor”, afirmou Altinawi.

Também sírio, Anas Obeid é outro empreendedor que diz ter sido escolhido pelo Brasil. Depois de ter ido para o Líbano sem passaporte, foi ao consulado brasileiro e conseguiu passaporte do país. Um ano e quatro meses depois, sente-se bem aqui. Jornalista, começou a enviar reportagens para uma publicação em Londres. Paralelamente, cozinhava. “Indo a um evento, aluguei um box para vender produtos árabes, ainda sem saber o que seria”, contou. “Na Síria é comum fazer na hora os perfumes, misturando as essências e o fixador. Quis fazer o mesmo aqui e trabalho com isso até hoje”.

Para ele, o segredo é “trabalhar mais e gastar menos”. “Os brasileiros me ajudam todos os dias, nem que seja com uma palavra”, disse.

Direto do Bênim

Vinda do Bênim, na África, Ozias Japhette La Blessed chegou aqui num programa de estudos para a graduação em Design Gráfico. Além disso, estudou português. Encontrou no Brasil estereótipos sobre a África com as quais não se identificava.

Assim, juntou-se a outras meninas conterrâneas e começou a apresentar em Bauru, no interior paulista, desfiles culturais. O próximo passo foi abrir a sua marca, a Modukpê, confecção especializada em roupas de inspiração africana.

“Tinha um sonho de menina de trabalhar com moda”, contou. “E faltava um trabalho com moda africana no Brasil”.

Os próximos planos? Voltar para casa e abrir a sua confecção lá depois de formada, em 2017, mas “sempre mantendo o Brasil como uma base de comercialização”.

Para o coordenador do debate, foram apresentadas quatro histórias inspiradoras aos participantes do congresso. “Vimos quatro exemplos de pessoas que vieram, venceram, estão vencendo e encontrando novas formas de vencer”, afirmou Olivan.

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Os empreendedores que se estabeleceram no Brasil: lições de tolerância e superação. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

‘A vida que a gente quer depende do que a gente faz’, diz David Feffer em palestra no Congresso do CJE

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Errar é um caminho para acertar. Não deixar de ter sempre um olho no peixe e outro no gato. De investir nas pessoas e nas relações estabelecidas entre elas. Tudo isso sem perder o foco nos valores, nos propósitos para seguir adiante. Essas foram apenas algumas das reflexões apresentadas pelo presidente do Grupo Suzano, David Feffer, na manhã desta terça-feira (01/11), em palestra no Congresso do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp: “Reinvenção agora: Crie, ouse, compartilhe”. O evento segue até o final do dia na sede da federação, na Avenida Paulista, em São Paulo.

Grato pelo convite para participar do congresso e destacando que “a Fiesp é a mais importante federação das indústrias do país” ao lado do diretor titular do CJE, Luiz Hoffman, Feffer falou sobre a sua trajetória de empreendedor. “Cada um de nós tem uma memória de infância”, lembrou. “A minha é de máquinas, de indústria: ia para a fábrica aos sábados, com o meu pai, Max Feffer”.

Assim, começou a trabalhar aos 14 anos, na área de transportes na empresa. “Usávamos transporte terceirizado e, na época da safra da batata, não tínhamos transporte suficiente”, contou. “Sugeri ao meu pai que criássemos uma empresa de transportes e ele me disse para cuidar disso”, explicou. “Foi uma das primeiras lições de empreendedorismo que eu tive: nunca me saiu da memória a noção de ter uma ideia e acreditar nela”.

Também no campo das lições, Feffer lembrou a compra da Bahia Sul Celulose pela Suzano em 2001, “por valor maior do que havia sido autorizado”, após uma longa negociação. “Estava morrendo de medo de contar ao meu pai que havia passado do valor”, disse. “Pois ele me deu os parabéns e disse que, se o negócio é bom por 100, por 105 será bom também”, contou. “Ele me ouviu, confiou em mim. Aprendi a ouvir e a confiar nos times, nos jovens”.

Para Feffer, a inteligência artificial vai revolucionar a sociedade, numa mudança só comparada à revolução industrial. “Daqui a dez anos, nenhum processo industrial será igual ao que é feito hoje”, disse. “Temos esse desafio nas nossas empresas, essa mudança é feita com cabeças que pensam diferente”.

Estimular quem erra

Assim, em sua saga de empreendedor, Feffer diz que aprendeu que “o erro é o melhor caminho para o acerto”. “No passado, era comum punir que errava”, disse. “Hoje a gente tem que estimular quem erra e não taxar de incompetente quem cometeu a falha: há sempre ganho de experiência”.

Outra lição importante: “administrar as empresas com um olho no peixe e outro no gato”. “Cuidar do hoje para que os nossos negócios sejam os mais rentáveis. É assim que se constrói o caminho do futuro”.

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Feffer, à direita, ao lado de Luiz Hoffman: lições de empreendedorismo. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Diante disso, não dá para perder de vista os valores. “Não existe empresa bem sucedida sem valores e propósitos”, afirmou. “Não conheço nenhuma empresa sem propósito que deu certo”. E qual o propósito da Suzano? “Ser forte e gentil”, disse. “Somos fortes porque temos que fazer tudo de modo eficiente e gentis para agregar um grande número de pessoas às nossas ações”.

Ainda sobre pessoas, Feffer reforçou a importância de ter profissionais “de alta performance, competentes, alinhados e motivados” nas empresas. “Além disso, é preciso investir em relações de qualidade. O ambiente de trabalho não pode ser desagradável, pesado”, afirmou.  “Temos que ter relações leves, de qualidade, que persistem apesar de todos os percalços do caminho”, disse. “As relações de qualidade são maiores do que todos os problemas”.

Mais duas lições? “Se preparar para o pior e esperar o melhor. Em geral, o melhor acaba acontecendo”, disse. “Aprendi com o meu pai que a vida que a gente quer depende do que a gente faz”.



‘Temos que nos reinventar todos os dias’, afirma Skaf na abertura do Congresso do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

É tempo de mudar tudo. E descobrir novas possibilidades. Sob essa perspectiva, foi aberto, na manhã desta terça-feira (01/11), o Congresso do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp: “Reinvenção agora: Crie, ouse, compartilhe”. O evento segue até o final do dia no prédio da Fiesp, na Avenida Paulista, em São Paulo.

“A bandeira do trabalho de vocês hoje, de se reinventar, buscar caminhos, é fundamental”, disse o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, na abertura do congresso. “O nosso país passa por um momento em que há a necessidade de se recriar, o mundo passa por isso”, afirmou. “Temos que nos reinventar todos os dias”.

Segundo Skaf, enquanto aqui se discute juros e carga tributária, “lá fora se debate a indústria 4.0”. “Temos que estar alinhados com o que acontece no mundo”.

Para o presidente da Fiesp, o cenário político é de retomada da confiança no Brasil, de focar no crescimento do país. “Precisamos ter limites, orçamento, um teto. Como todos nós temos”, disse. “Estabelecer prioridades, mas ter um teto”.

Outra meta fundamental nesse momento é reduzir as taxas de juros, entre outras ações. “Uma única pessoa desempregada é um caso grave, imagine 12 milhões”.

>> Ouça boletim sobre o Congresso CJE

E isso para não falar do crescimento negativo. “O que faz despencar a arrecadação”, explicou. “Antes, faltava dinheiro, subiam os impostos, o que não pode mais acontecer”, afirmou. “Não podemos deixar de lado a inovação, a reinvenção”.

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Skaf na abertura do congresso: "Não podemos deixar de lado a inovação". Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


E por falar em reinvenção, Skaf destacou o trabalho do Senai-SP no que diz respeito à inovação. “Enquanto nós estamos preocupados com a crise, alguém tem que pensar no futuro, ir além da crise”, disse. “O Brasil é maior do que qualquer crise”.

Vários eventos num só

Diretor titular do CJE, Luiz Hoffman lembrou que o comitê foi criado há 12 anos, por Paulo Skaf. E destacou o fato de o congresso reunir  vários eventos num só, com espaço para consultoria, planejamento de negócios, networking, apresentação de negócios, palestras de inspiração e workshops. “Isso mais área de estilo de vida, com serviços como massagem, por exemplo”.

Para Hoffman, “todos queremos buscar um Brasil melhor”. “Somos um povo que se reinventa sempre”.

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Hoffman: “Somos um povo que se reinventa sempre”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Crianças já nascem conectadas, diz na Fiesp CEO da Netshoes

Agência Indusnet Fiesp

“No Brasil temos um ambiente hostil para o empreendedor. Mas aqui, é o ambiente propício para falar de empreendedorismo”, afirmou Márcio Kumruian, cofundador e CEO da Netshoes, durante reunião ordinária do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp (CJE), nesta quarta-feira (24/8). Entre suas dicas para o sucesso está a formação de um time que acredite nos valores e conceitos do negócio. “Estamos no meio de uma revolução. As crianças já nascem conectadas, e a Netshoes sabe que é importante acompanhar esta evolução”, concluiu.

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Márcio Kumruian em reunião do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp

“É preciso entender que tudo nesta vida tem uma causa e um efeito”, diz fundador da Totvs

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

Se vocês tivessem somente cinco dias de vida, o que vocês fariam? A pergunta foi feita por Ernesto Haberkorn, sócio fundador da Totvs e diretor da TI educacional, nesta quarta-feira (18/5), durante a reunião ordinária do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp (CJE).

Haberkorn foi convidado para dar dicas sobre empreendedorismo e gestão para os participantes da reunião. Ele aproveitou para apresentar o seu livro “Dicas de como chegar lá!”. Dentre as questões apresentadas por ele estão: cuidar da espiritualidade; fazer esporte; cumprir metas; estudar sempre; não ter inimigos; dormir suficiente; fazer do trabalho um lazer; cuidar da alimentação e ter muita persistência na vida e nos negócios.

“Antes de tudo, vocês precisam fazer o que gostam. Assim nunca terão problemas”, brincou Haberkorn, no início de sua participação. Para ele, dono de empresa tem que saber mandar e cobrar na hora certa. “É fundamental saber ser líder para ir bem nos negócios.” Ter firmeza, calma e saber perguntar e argumentar são as suas dicas para se sair bem neste papel.

Segundo ele, para investir, inovar e empreender são necessários atributos como inteligência, e, principalmente, liderança. Além disso, Haberkorn destacou a importância de saber dividir seus sonhos com outros empreendedores. “Às vezes dividir é multiplicar.”

O empresário também ressaltou a importância da tecnologia tanto para gestão empresarial como para a criação de novos negócios. “A Tecnologia da Informação (TI) e a tecnologia de software são sinônimos de eficiência e sempre serão aceitos, se funcionarem.”

Sobre a evolução profissional, o empresário enfatizou a necessidade de o empreendedor ter experiência profissional em grandes empresas antes de partir para a criação de um negócio próprio. “Nas empresas, aprendemos a ser corporativos, a cumprir prazos, a tratar orçamentos, a respeitar hierarquia”, explicou.

Ele lembrou a trajetória que o tornou empresário. “Se não fosse por eu ter sido despedido em 1976 e com minha mulher grávida, não teria apostado tudo neste negócio. É preciso entender que tudo nesta vida tem uma causa e um efeito”, concluiu.

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Ernesto Haberkorn, da Totvs, durante palestra no Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Em workshop na Fiesp, presidente de empresa de logística fala sobre gestão avançada de performance

Dicas de gestão de Gennaro Oddone– obrigação de planejar
– necessidade de distribuir e organizar o trabalho
– necessidade de monitorar as pessoas
para controlar resultados
– comprometimento no modelo de gestão/direção
– alinhamento de interesses entre diretoria e
acionistas
– divulgar resultados, estratégias e objetivos
– comunicar com clareza
– priorizar a formação de um time
– ter pessoas apaixonadas e definidas
– atribuir responsabilidades
– praticar a tolerância
– focar nos processos, criar e analisar cenários
alternativos
– comemorar resultados com a equipe

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

“Mais do que o salário, você sente que a empresa faz algum sentido para sua vida?” A pergunta foi feita pelo presidente da Tegma Gestão Logística S/A, Gennaro Oddone, aos participantes do workshop “Gestão Avançada de Performance – da estratégia à execução”. O encontro, realizado nesta quinta-feira (7/4), foi promovido pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

À frente da presidência da Tegma desde 2003, Gennaro conta que quando assumiu teve como desafios o desenvolvimento da estratégia, gestão de cultura e competências pessoais. Ele lembra que à época, a empresa comprou uma concorrente e, como em toda junção de empresas, a maior preocupação foi o destino dos funcionários. “Mexer na estrutura é inevitável. É fundamental falar com transparência das possíveis demissões”, exemplificou.

Segundo ele, não seria nada inteligente despedir somente o lado da empresa adquirida. “É preciso avaliar, e com muita estratégia, as competências de cada colaborador. Não podemos conduzir as ações de forma simplista”, enfatiza.

Para o especialista em gestão, o mais importante em uma empresa é o processo de desenvolvimento organizacional, que envolve pessoas, clientes, fornecedores e qualidade. Sendo assim, ele traz boas dicas de como elaborar um bom plano de execução.

Ele traz como experiência que aprender com os erros para tomar medidas corretivas é um caminho a não se perder de vista. “É nosso papel como líder identificar problemas para as pessoas resolverem, manter a cultura e inspirar a equipe.”

Por fim, Gennaro apresentou premissas básicas (veja quadro acima) para praticar de forma positiva a gestão.

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Workshop do CJE "Gestão Avançada de Performance – da estratégia à execução". Foto: Rubens Terzella/Fiesp

Fiesp realiza workshop sobre ferramentas digitais para geração de negócios

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

“Como podemos usar as mídias sociais para novos negócios?”, foi a provocação inicial da especialista em redes sociais e inovação Carla Falcão à plateia do workshop “Mídias Sociais, alternativas para potencializar seus negócios”. O encontro, realizado nesta terça-feira (15/3), foi promovido pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Segundo Carla, as grandes melhorias nos negócios acontecem em momentos de crise como o que estamos vivendo no país. “Não basta querer vender um serviço. É preciso encontrar um nicho de mercado, testar públicos até chegar no alvo certo”, explicou.

Para a especialista, os empreendedores estão mais preocupados em vender o seu produto. “Diferentemente do que se apresenta muito nas redes, o mais importante é vender a solução, e não o serviço.” Ela propõe a produção de conteúdo com dicas de como o produto pode ajudar a resolver o problema do cliente. “E para isso, nem precisa ter uma grande verba. Basta pensar em uma campanha que realmente desperte o interesse em comprar”, enfatiza.

Carla disse que a liderança nas mídias sociais deve ser trabalhada no sentido de envolver o ser humano. Ela aconselha não estar a todo custo em todas as redes. “É fundamental estudar o universo do seu público alvo, para então ser inserido neste espaço.”

De acordo com Carla, estar nas redes sociais é uma forma de se sentir incluído, fazendo parte. “É hormonal, todo mundo quer de alguma forma que sua opinião gere compartilhamentos e discussões”, afirma. Ela sugere como ação vestir a camisa do cliente. “Quando fazemos isso, conseguimos vender mais. Estamos tão acostumados a nos programar para os novos negócios que esquecemos de como é estar no lugar do cliente”, lembra.

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Carla Falcão: “Diferentemente do que se apresenta muito nas redes, o mais importante é vender a solução, e não o serviço.” Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


“A maioria dos erros na saúde é do processo e não do profissional”, afirma Paulo Chapchap

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

“É fundamental a disseminação do conhecimento. Quanto mais compartilhamos, mais o conhecimento cresce”, destacou o superintendente de estratégia corporativa do Hospital Sírio-Libanês, Paulo Chapchap, durante a reunião ordinária do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na noite de quarta-feira (24/2).

Doutor em Clínica Cirúrgica pela Universidade de São Paulo (USP), Chapchap recebeu o Prêmio Conselho Acadêmico, da Sociedade Brasileira de Pediatria (2001) e o Prêmio Rockefeller, da Faculdade de Medicina da USP (1978). É especialista em transplantes de fígado, sendo conselheiro da International Liver Transplantation Society (ILTS) desde 2004. Atuou como professor visitante na Universidade de Pittsburg (EUA).

O médico contou que toda sua família tem formação em engenharia e desde criança estava predestinado a ser um engenheiro. “Daí veio da fase do vestibular e foi muito cruel. Passei em engenharia como a família queria. A razão que me levou à medicina e a contrariar todos foi a insegurança de não ter a melhor nota na área que todos dominavam”, declarou.

Segundo ele, enfrentar a medicina da USP foi muito difícil. “Vocês têm noção do que é ter a disciplina Parasitologia? De em pleno sábado o dia inteiro examinar parasitas intestinais?”, brincou.

Chapchap conta que acabou se apaixonando por medicina. Como médico, tem a obrigação moral de retribuir à sociedade, de conhecer para cuidar. “Nosso propósito é cuidar da saúde de cada um como se fosse a única da sociedade como um todo e do planeta, para as futuras gerações”, disse, referindo-se à postura do Hospital Sírio Libanês.

Projeções do futuro

Segundo Chachap, estamos ficando mais velhos. A previsão de aumento da população idosa (com mais de 60 anos) em 2030 é de 18,6% da população total (em 2015 foi de 11,7%).

“Temos que equalizar as coisas básicas, e como não fazemos, criamos as desigualdades”, alerta. É fundamental investirmos no futuro. “Líderes estadistas comandam instituições colaborativas, e instituições mais colaborativas são mais sustentáveis”, enfatiza.

“É fundamental que um profissional de saúde se prepare para falar com um paciente, sobre qualquer assunto, principalmente sobre diagnósticos e tratamentos”. Para ele, é premissa básica ter como valores o calor humano; excelência; pioneirismo; conhecimento; transparência e filantropia.

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O médico Paulo Chapchap durante reunião do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Testar é a melhor maneira de utilizar as mídias sociais para alavancar negócios

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

Quem não sabe muito bem como utilizar Facebook, Instagram, Linkedin e outras ferramentas sociais para alavancar seus negócios não tem outra saída que não testar. Esse  foi o principal conselho dado pela especialista em mídias sociais Carla Falcão, durante o Congresso CJE Superação pelo Conhecimento, realizado nesta segunda-feira (9/11) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Apesar de trabalhar há dez nos com marketing digital, Falcão conta que aprendeu mais sobre o funcionamento das ferramentas há cinco anos, quando resolveu criar um blog sobre culinária. “Quando o Facebook pegou aqui no Brasil eu o odiava”, brinca. “Eu tive que aprender a utilizar essas novas ferramentas e meu blog foi criado para isso. Então, coloquei a mão na massa, e esta é minha primeira dica: é fuçando que a gente aprende. Por isso, fucem, testem bastante.”

Não é um teste aleatório, contudo. A especialista explica que antes de sair por aí postando inúmeros memes e compartilhando vídeos engraçados, a empresa precisa definir com clareza quais seus objetivos, seu público estratégico e qual resultado quer atingir. Perguntas como “quero acesso ao meu site ou visitas pessoais à minha loja?”; “quero dois milhões de seguidores ou dois mil compradores?” podem ajudar a estabelecer essas resoluções. O próximo passo é a pesquisa.

“Redes sociais são como países. É preciso entender quem são seus cidadãos, sua cultura. Uma [rede] é mais texto, outra imagem, uma pode gíria, a outra não. Mas só se conhece a Itália indo à Itália”, compara Falcão. “Não existe fórmula mágica, tem que avaliar e criar a sua própria receita. Os ingredientes estão aqui: conheça as ferramentas, seu cliente, analise o que ele compra, o que você vende e a partir daí experimente conteúdo, horários, mídia, postagens. Teste, teste, teste!”

Veja outras dicas da especialista:

– Vasculhe sua rede. Veja quem já fala sobre seu produto / serviço. Pesquise as hashtags relacionadas a sua área, sua marca, com seu nome e também os dos seus concorrentes;

– Defina o que vai fazer: vídeo, texto ou foto. Uma vez definido, mantenha-o. Ative e não pare.

– Faça gestão dos comentários. Responda rápido, dê feedback, mostre ao cliente que você o escuta. “Os clientes adoram quando a marca responde, brinca. A gente precisa de feedback, [somos] iguais a um bebezinho chorão. Porque quando a gente comenta ou publica em uma fan page, queremos atenção”, explica Falcão.

– Monitore. Uma vez por mês utilize as ferramentas estatísticas para analisar quem acessa seu conteúdo, por quanto tempo ficam, o que fazem com aquela informação. Faça a análises e as utilize para estratégias futuras.

– Pense como pensa seu cliente. Descubra o que ele está buscando, transforme em conteúdo e o atraia para si.

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Carla Falcão durante palestra sobre mídias sociais no Congresso CJE Superação pelo Conhecimento. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Aumentar base de lutadores e inclusão social é plano do UFC no Brasil, diz presidente

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Aumentar a base de praticantes e, no médio prazo, ter entre cinco e seis lutadores brasileiros em condições de lutar em cada uma das 10 categorias do UFC. Esse é o plano da organização do Brasil para o futuro, afirmou nesta segunda-feira (9) o presidente do UFC Brasil, Giovani Decker, durante o Congresso CJE Superação pelo Conhecimento, do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp,realizado na sede da entidade.

“Com mais praticantes [do MMA], a tendência é que a gente tenha mais campeões e o esporte se retroalimenta”, disse Decker. “Inclusão social também é uma coisa que esse esporte pode trazer para o nosso país, que tem tanto problema de saúde e segurança”, completou.

Há cerca de sete meses como presidente da organização no Brasil, Decker disse ter sido sincero ao ser convidado para presidente o UFC Brasil. “Quando o UFC veio falar comigo, disse que não olhava todas as lutas, somente aquelas televisionadas. Mas a primeira coisa que eu fiz depois foi um grande estudo de quem era quem no MMA. Depois de sete meses, posso dizer que conheço já alguma coisa”, disse Decker. Ele foi o primeiro presidente brasileiro da Asics, terceira maior marca de calçados do mundo.

Outra ambição de Decker à frente do UFC é criar um centro de ciência para os atletas da modalidade MMA.

“Dos 42 eventos do UFC em 2015, 18% tiveram alteração no main event e co-main event [lutas principais] porque alguns atletas acabaram se machucando. A gente precisa trazer um centro de ciência, ver como estão fisicamente os atletas durante o camp de treinamento.”

Retorno de Anderson Silva

Questionado sobre o retorno de Anderson Silva ao UFC, Decker afirmou que o lutador, suspenso este ano pela Comissão Atlética do Estado de Nevada culpado por doping, pode retornar em fevereiro ou março deste ano.

“Tem um momento de discussões internas dentro da companhia. Fevereiro ou março. Pelo que vejo, ele está em forma, um dos dois meses que a gente escolher, ele deve voltar.”

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O presidente do UFC Brasil, Giovani Decker, fala durante o Congresso CJE Superação pelo Conhecimento. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Brasil no TUF dos EUA

Único campeão brasileiro do reality show The Ultimate Fighter do UFC nos Estados Unidos, Diego Brandão contou sua história para a plateia do congresso na Fiesp. O cearense radicado em Manaus contou como deixou de ganhar R$ 60 por semana como servente de pedreiro no Brasil para se tornar lutador profissional do UFC.

DB, como é chamado no UFC, foi para o Estados Unidos pela primeira em 2010, dar aulas de jiu-jitsu. Para iniciar sua carreira nos EUA, ele contou com a ajuda de Ivan Jatobá, fundador da New Idea Sports & Marketing, que assessora atletas de MMA e futebol no Brasil.

“Nos EUA eu fiz um pouco dinheiro e consegui mandar para a minha família. Quando tive a oportunidade de participar do TUF, tinha US$ 800 na conta e paguei US$ 600 na passagem para Nova York. Fui apenas com a intenção de entrar no reality show”, lembra Diego Brandão.

Ele contou ainda parte das reviravoltas que sofreu até vencer o TUF dos EUA. Lembrou da morte do pai em Manaus, dos momentos de dificuldade da família.

“Ganhava R$ 60 por semana para pagar aluguel, água, luz e dar de comer à minha filha. E lá nos Estados Unidos, os caras me viam comendo McDonalds e diziam que eu era maluco, porque a gente tinha que perder peso [para as lutas]. E eu comia McDonalds por US$1 e eles achavam que eu não iria bater o peso. Eu pensava: ´os caras não têm noção de onde eu vim’.”

No TUF dos EUA, Diego venceu todos os seus adversários por nocaute. Apesar disso, ele afirma que uma de suas lutas mais difíceis foi a final do reality, contra Dennis Bermudez, em Las Vegas.

“Hoje em dia, os fãs querem essa luta contra ele novamente. Eu estou aqui esperando”, finalizou.

Aos empreendedores que participaram do congresso na Fiesp, o lutador deu um conselho: “Todo mundo tem problema. Mas o que tiver para resolver hoje, resolva. Assim você vai eliminando e quebrando as barreiras dia a dia”.