Sistemas de PPP são destaque durante visita de Lord Luder à Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Em visita de dois dias ao Brasil, o “prefeito” da City de Londres, Lord Ian Luder, acompanhado da sua delegação, esteve nesta terça-feira (5) na sede da Fiesp para encontro com diretores e o presidente da entidade, Paulo Skaf.

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Da esq. p/ dir.: Lord Ian Luder, Paulo Skaf e Rubens Barbosa. Foto: Kenia Hernandez/Fiesp

O objetivo principal de sua vinda a São Paulo é reforçar as relações comerciais entre a City de Londres e o Brasil, oferecendo dentre diversos negócios a expertise, especialmente em Parcerias Público-Privadas (PPPs).

“Atualmente temos cerca de 900 projetos em PPPs e gostaríamos de saber como podemos ajudar a desenvolver a área aqui no Brasil”, disse o diretor sênior da KPMG, Tim Treharne.

Segundo Treharne, o ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, sugeriu, em encontro na segunda-feira (4), o envolvimento britânico nos aspectos de infraestrutura brasileiros.


Referência

Durante o encontro, a participação do setor privado na construção e administração de presídios ganhou destaque. O Reino Unido – conhecido por contratos de PPP para a construção, operação e manutenção de presídios – “pode servir de referência para o Brasil”, de acordo com Luder.

Apesar do marco legal consolidado, somente os estados de Minas Gerais e Pernambuco possuem projetos de parcerias público-privadas para presídios. No Brasil ainda não há, em operação, nenhum presídio administrado por meio de PPP.

“Os entraves que temos no País é a falta de garantias e informação por parte dos governos federal e estadual, o que deixa o setor privado – maior investidor – com receio de participar da privatização de presídios”, disse o embaixador Rubens Barbosa.

“Há muito o que se explorar na parceria entre nossos países. Vamos estreitar nossos laços com mais contato e mais encontros como estamos fazendo”, afirmou Luder, referindo-se à visita de Skaf à Londres, no próximo dia 22.

Sistema bancário

Em encontro privado com o presidente Skaf, o britânico disse ter se encontrado com diretores de bancos nacionais com a intenção de atraí-los para Londres e se posicionou contrário à proposta divulgada pela União Européia de enrijecer a regulação para o setor financeiro.

“Fomos atingidos fortemente pela crise internacional. Precisamos reverter esse quadro e queremos mostrar para a América Latina que o Reino Unido é uma ótima porta de entrada na União Européia”, explicou.

Corrente comercial

Em 2008, o Brasil exportou cerca de US$ 3,7 bilhões para o Reino Unido e importou US$ 2,5 bilhões, tornando-se superavitário em US$ 1,2 bilhões.