Iniciativas Sustentáveis: Cisco – Mais mulheres na TI

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Por Karen Pegorari Silveira

Cerca de 50% da população mundial é composta por mulheres, mas este número nem sempre se reflete na indústria de Tecnologia da Informação e Telecomunicações (TIC). Embora o setor continue em expansão, com constante demanda de emprego e mão-de-obra qualificada, este dinamismo não é expresso de forma igualitária entre os gêneros. Foi pensando nisso que a União Internacional de Telecomunicações (UIT) idealizou o Girls in ICT Day (“Dia das garotas de TIC”), um esforço global de sensibilização para capacitar e incentivar jovens mulheres a considerarem o ingresso nesta carreira. O evento acontece anualmente na última quinta-feira do mês de abril, conforme estabelecido pelos membros da UIT. A Cisco celebrou nos últimos três anos o Girls in ICT Day com eventos e atividades no Brasil e em todo o mundo.

Na Cisco do Brasil, a ideia é convidar as adolescentes para um dia diferente nos escritórios da companhia. O objetivo é apresentar melhor o setor e as oportunidades que a área pode gerar para elas no futuro. A agenda do evento conta com tours pelos escritórios da empresa em São Paulo e pelo Centro de Inovação do Rio de Janeiro, com apresentações, palestras e atividades práticas. O Girls in ICT Day da Cisco, que aconteceu ano passado, contou com a presença do presidente da companhia do Brasil, Rodrigo Dienstmann, e da diretora de Iniciativas de Transformação e Investimentos Estratégicos para o país, Nina Lualdi, além de sessões de executivas da companhia que falaram sobre suas trajetórias profissionais. O evento também contou com a participação de outros países da América Latina via telepresença – tecnologia de videoconferência em alta definição.

Podem participar deste evento qualquer mulher jovem que esteja no processo da tomada de decisão de sua carreira de estudos. A convocatória é coordenada através das instituições educativas que oferecem o programa Networking Academy, o programa global de educação da Cisco em parceria com instituições de ensino. E as instituições, por sua vez, escolhem as meninas que irão participar. Apesar de todas as jovens serem alunas do NetAcad, o evento não é restrito apenas a elas. Na edição de 2014 do Girls in ICT Day, a companhia também recebeu 27 meninas vindas de quatro escolas: Associação Comunitária Despertar, Centro Paula Souza, CIEE e Senac São Paulo.  No Rio, o evento aconteceu no Centro de Inovação IoE da Cisco Rio de Janeiro com o mesmo número de participantes das seguintes academias: Secretaria de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Instituto Federal do Rio de Janeiro e Senac Rio de Janeiro. A faixa etária é de 15 a 20 anos.

O Girls in ICT Day da Cisco contou com a participação de 170 jovens em 2013, em 10 escritórios da companhia na América Latina. Já em 2014, o número de participantes subiu para 250 garotas em 12 escritórios distribuídos pela América Latina e Caribe. Ao todo, nos últimos dois anos, a Cisco contou com a participação de 420 jovens da América Latina durante o Girls in ICT Day. Este ano pretendemos ter mais de 350 meninas em 14 escritórios da Cisco pela América Latina.

Ana Makhlouf, responsável pelo “Girls Day in ICT” e pelo Marketing e Responsabilidade Social Corporativa, da Cisco para a América Latina, diz que a cada ano participam mais garotas nos eventos da América Latina. “A retroalimentação das meninas é positiva e por várias ocasiões elas já comentaram que a experiência foi inspiradora para decidir entrar na carreira de tecnologia. Após o evento, elas puderam compreender a dimensão e a importância que a TI exerce nas diversas áreas profissionais, além de presumir os caminhos, sonhos e conclusões adquiridas pelas gestoras da Cisco, que compartilharam suas experiências profissionais ao alcançar a posição que almejavam”, comenta Ana.

Ao promover e conectar as profissionais mulheres em TIC, a Cisco tem buscado equiparar a razão de 50% entre os homens e mulheres no mercado de trabalho e proporcionar maior igualdade de gêneros nesta indústria.

Sobre a Cisco

A Cisco é uma indústria de Tecnologia da Informação, com sede em San José, CA, Estados Unidos. Conta com 75 mil colaboradores globais (500 apenas no Brasil) e cerca de um quarto de todos os funcionários são mulheres. Seu faturamento anual é de US$ 12,25 bilhões.

Até 2019, todos os municípios do Brasil devem ter banda larga móvel, diz representante do ministério

Adriana Santos, Agência Indusnet Fiesp

O painel “4G no Brasil: investimentos na implantação de infraestrutura ante o novo perfil dos usuários”, um dos mais esperados do 5º Encontro de Telecomunicações, evento realizado nesta quarta-feira (07/08) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), reuniu representantes do Ministério das Comunicações, da Cisco, da Nokia e da NEC.

Ao abrir o debate, Aluizio Byrro, diretor da Fiesp, reforçou que a base dos usuários cresce vertiginosamente no Brasil, “assim como a demanda por banda larga móvel”. 

Antes de falar sobre 4G no Brasil, Artur Coimbra, do Ministério das Comunicações, lembrou que o “Plano Nacional de Banda Larga” (PNBL) foi lançado em 2010, com o objetivo de aumentar a banda larga no país, assim como a redução do preço, sendo esse último o principal gargalo identificado na época.  “Cada vez mais domicílios estão procurando acessos móveis em vez de banda larga fixa”, comentou Coimbra. O principal aspecto para essa decisão é a falta de cobertura das operadoras de serviço fixo.

De acordo com estudo apresentado por Coimbra, o preço médio da banda larga no Brasil – de R$59,90 – não atende a realidade econômica da população do Brasil.  Já os valores dos planos de banda larga móvel, como os pré-pagos, são viáveis, segundo ele, para quase todos os brasileiros. Por isso, os planos de banda larga móveis, além da falta de disponibilidade de cobertura, têm crescimento maior do que de os de banda larga fixa.
Até 2019, todos os municípios do Brasil devem ser atendidos por banda larga móvel, informou Coimbra.  Embora a adoção do 4G no Brasil ainda seja lenta,  ele disse acreditar que o crescimento se dará mais rápido do que aconteceu com a tecnologia 3G. “Temos que pensar em políticas para expandir a banda larga fixa no país. O 4G é uma ótima solução de emergência”, ressalvou.

Já o engenheiro de arquitetura da Cisco do Brasil, Igor Giangrossi, falou sobre desafios e tendências tecnológicas com foco na banda larga móvel. “ Hoje, o Brasil tem em torno de 265 milhões de celulares, mais do que um aparelho por pessoa”, pontuou Giangrossi.

“Desses 265 milhões, cerca de 80% dos planos contratados são pré-pagos. O índice de troca de operadoras é de 3 a 4% por mês. Ou seja, a cada 100 usuários de uma operadora, três ou quatro migram todo mês”, complementou o consultor. No entanto, apenas 26% desse vasto universo utiliza 3G. “O principal desafio é massificar o acesso a banda larga móvel em todo o país”, conclui.

A utilização de small cells (pequenos difusores ao invés de grandes antenas) para densificar as redes de dados foi defendida por Giangrossi. Além disso, o engenheiro mostrou alguns modelos de negócio que podem ser gerados tendo o Wifi como base, visando monetizar a banda larga.

O diretor de tecnologia da Nokia Solution Networks para a América Latina, Wilson Cardoso, prosseguiu o painel sobre 4G falando sobre a tecnologia LTE [Long Term Evolution – tecnologia própria para adoção do 4G] e sua penetração no mundo.  A rapidez que uma informação leva para sair de um smartphone e ir para a rede foi uma das vantagens do LTE apresentada por Cardoso.

Outro fato importante apresentado pelo representante da Nokia foi uma pesquisa que constatou que o consumidor está disposto a pagar mais por serviço de melhor qualidade. “O usuário de banda larga móvel é consciente da importância da entrega das bandas”, esclareceu Cardoso. “Até 2020, nós vamos precisar fornecer 1 gigabyte de informação personalizada por usuário por dia”, finalizou.

Na sequência, Alexandre Jann, da NEC do Brasil, falou sobre os desafios da implementação do 4G, assim como as expectativas de performance. “O usuário é móvel. Ele precisa estar sempre conectado para se comunicar. Essa necessidade se dá tanto dentro e casa quanto na rua”, observou Jann.

O crescimento da utilização das redes sociais no Brasil também foi destaque da apresentação do engenheiro da Nec do Brasil. “68% dos usuários do Facebook no mundo se conectam via banda móvel”. E um dos exemplos de aplicação para o 4G citados por Jann são os carros, que se tornaram ilhas de entretenimento e necessitam de conexão ágil e robusta com a internet.