Seminário sobre Arbitragem Tributária

No dia 25/09/2018 a FIESP/CIESP, realizou Seminário sobre Arbitragem Tributária com participação de Professores Portugueses que fizeram exposição sobre a experiência de Portugal e outros países. Além disso, foi debatido também a indisponibilidade do crédito tributário.
O evento teve transmissão on line para as Diretorias Regionais do CIESP.

Acessem as apresentações utilizadas:

Apresentação – Phelippe Toledo Pires de Oliveira

Apresentação  – Andréa Mascitto


Indústrias de Minas e São Paulo se reúnem

Agência Indusnet Fiesp

Presidências e diretorias das principais entidades industriais de Minas Gerais (Fiemg e Ciemg) e de São Paulo (Fiesp e Ciesp) se reuniram nesta quarta-feira (19 de setembro) para trocar experiências, buscando verificar as melhores práticas das diversas áreas de atuação das Federações.

O encontro, no prédio da Fiesp e do Ciesp, teve a participação do presidente em exercício das duas entidades, José Ricardo Roriz, de seu 3º vice-presidente, Rafael Cervone Netto, do presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, e do presidente do Ciemg, Cássio Braga. Durante mais de duas horas, eles, mais diretores e gerentes de departamentos das entidades, trocaram informações sobre o papel e a atuação das Federações em seus Estados na defesa da indústria brasileira.

A indústria 4.0, o papel do jovem empresário no novo modelo de negócios e as startups são questões que entraram na agenda das entidades de forma permanente. O papel das diretorias regionais, tanto do Ciesp como da Ciemg, também foi apontado como fundamental para fortalecer o relacionamento dos Centros com as lideranças empresariais de cada Estado.

Reunião de dirigentes da Fiemg, do Ciemg, da Fiesp e do Ciesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Reunião de dirigentes da Fiemg, do Ciemg, da Fiesp e do Ciesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

“Mudanças estruturais são fundamentais para o Brasil sair desta crise”, diz Roriz no Ciesp Sorocaba

Carla Acquaviva, Agência Indusnet Fiesp

Na manhã de 14 de setembro, o presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, José Ricardo Roriz, participou da reunião plenária do Ciesp Sorocaba e palestrou sobre o “Cenário econômico recente, perspectivas e macrotendências mundiais”.

Segundo o presidente em exercício das entidades, o país tem hoje dois grandes desafios para voltar a crescer: fazer as reformas da Previdência e tributária e reduzir a taxa de desemprego. “As reformas são sim bastante necessárias, mas não adianta fazer as reformas e continuar com quase 13 milhões de pessoas desempregadas. É importante criar um ambiente de negócios favorável para que o país volte a crescer”, disse.

Roriz ressaltou também que o atual ciclo de recuperação está sendo um dos mais lentos da história da economia brasileira. “Alguns fatores estão contribuindo para que a recuperação seja lenta, tais como: as incertezas políticas acerca das eleições e das reformas, o tímido aumento da oferta de crédito, a pequena redução das taxas de juros, sendo que os spreads continuam altos, e a geração de emprego com baixa remuneração e vínculo informal”, pontuou.

O presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp observou que o desempenho econômico do país depende de seu grau de competitividade. “Um estudo realizado entre 43 países que representam 90% do PIB mundial identificou que o Brasil está em primeiro lugar em taxas de juros, spread bancário e volatilidade cambial. Na outra ponta, estamos nas piores posições em taxa de investimento e escolaridade”, resumiu.

Ele alertou para a necessidade de o Brasil fazer mudanças estruturais. “Temos que fazer o dever de casa diminuindo a carga tributária e a burocracia, que afetam a produtividade e a competitividade das empresas nacionais. As ações que tomarmos hoje terão reflexos daqui a alguns anos. Precisamos preparar as pessoas para terem empregabilidade no futuro, tendo em vista que o mundo passa por grandes transformações – que vão do crescimento da renda e das populações à mudanças no modo de produzir, consumir, se locomover e se relacionar”, disse.

Megatendências

Neste contexto, Roriz destacou oito megatendências mundiais que irão moldar a indústria e a sociedade em longo prazo e que se apresentam como oportunidades para as empresas brasileiras crescerem.

“No futuro teremos maior demanda por alimentos, uma vez que a população mundial está crescendo, e a renda em alguns países está aumentando. Também teremos uma maior demanda por energia, o que para nós é uma grande oportunidade, uma vez que o Brasil é uma dos países mais ricos do mundo em potencial energético de fontes renováveis e está entre os dez maiores produtores mundiais de energia eólica”, ressaltou.

Outras áreas que terão grande expansão no futuro são a de entretenimento e o turismo. “O setor de bens e serviços já representa uma parcela importante da economia brasileira, com aproximadamente 1 milhão de ocupações formais. Além disso, o aumento do consumo pode estimular a chamada economia criativa, com destaque para as áreas de cultura, software e games, mídia audiovisual, design, moda, arquitetura e publicidade. A impressora 3D, por exemplo, está mudando significativamente a indústria da moda”, explicou Roriz.

Outra megatendência é a mudança no padrão de produção, que no futuro terá que ter maior eficiência energética, ou seja, será necessário produzir mais com menor consumo de energia e redução da emissão de poluentes, visando o equilíbrio ambiental.

No âmbito urbano, serão necessárias novas formas de transporte, com gestão do trânsito por meio de “big data” (termo usado na área de tecnologia da informação que refere-se a um grande conjunto de dados armazenados), transporte público interconectado, além de veículos elétricos ou híbridos. “Serão investidos mais de US$ 230 bilhões em sistemas de saúde digitalmente interligados com diagnósticos remotos e monitoramento das pessoas; cerca de US$ 240 bilhões em plataformas de educação à distância, além de US$ 8 trilhões em casas modulares ou pré-fabricadas.  Outra demanda será a urbanização em áreas públicas e de lazer”, destaca Roriz, complementando que essas necessidades serão procedentes do surgimento de megacidades que exigirão infraestrutura mais moderna e competitiva para atender o crescimento e envelhecimento da população.

Roriz durante reunião plenária do Ciesp de Sorocaba. Foto: Kika Damasceno

Roriz durante reunião plenária do Ciesp de Sorocaba. Foto: Kika Damasceno

Sorocaba e região

Para o diretor titular do Ciesp Sorocaba, Erly Domingues de Syllos, independentemente de problemas políticos e da crise que afetou o setor industrial, Sorocaba está mais preparada para aproveitar as oportunidades.

“Hoje a cidade está em uma situação diferente de outras partes do país, primeiro porque temos mão de obra qualificada. Além disso, alguns segmentos, como os setores automotivo e de autopeças, que são fortes aqui, estão mostrando sinais de recuperação. Outro diferencial da região metropolitana de Sorocaba é a produção de equipamentos para um setor que está em franca expansão, que é o de energia eólica”, afirmou Erly.

Segundo ele, o cenário é fruto de um trabalho que já vem sendo realizado há alguns anos pelo Ciesp aliado ao poder público e às universidades. “Mas somente isso não basta, precisamos estar antenados com as tendências do futuro e como as empresas vão se preparar para a indústria 4.0, que é uma nova revolução industrias e para atender as demandas de mercado apresentadas pelo presidente em exercício”, completa o diretor titular do Ciesp Sorocaba.

‘Vamos estimular boas práticas para reduzir pré-conceitos’, afirma diretora titular de Responsabilidade Social da Fiesp e do Ciesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O mundo mudou e agir de modo socialmente responsável não é mais uma escolha por parte das empresas, mas uma questão de sobrevivência. Atenta a essas e outras transformações, a diretora titular do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp, do Núcleo de Responsabilidade Social (NRS) do Ciesp e vice-presidente do Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial), Grácia Fragalá, é uma voz incansável na busca pelo fim dos pré-conceitos na indústria paulista. Na entrevista abaixo, ela explica como o debate em torno da sustentabilidade vem ganhando força no setor, numa lógica de ganha-ganha na qual são beneficiados empresários, colaboradores e consumidores.

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Grácia: “A indústria ajuda na geração de trabalho digno, na oferta de ambientes que ofereçam segurança e diversidade.” Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Qual a importância da Responsabilidade Social para a competitividade das empresas?

O mundo passa por transformações importantes do ponto de vista econômico, político, social, cultural. Transformações que geram modelos novos de relacionamento entre os mercados, as organizações e a sociedade. Isso promove uma tendência crescente de aproximação dos interesses das empresas e dos consumidores. Assim, quando pensamos a partir do ponto de vista da competitividade, podemos falar de processos internos, de quando as empresas adotam um modelo mais sustentável de atuação. Outro ponto é o fato de que os produtos estão cada vez mais parecidos e o que faz o consumidor optar por um artigo e não por outro são as práticas sustentáveis e o comportamento corporativo. Se pode escolher, ele vai ficar com a empresa que trabalha com valores nos quais ele acredita.

Como a Fiesp e o Ciesp ajudam a indústria no que se refere à Sustentabilidade?

A Fiesp e o Ciesp têm um papel importantíssimo por estar em São Paulo, onde temos a maior concentração do PIB nacional. Ao estimular as indústrias a seguirem um padrão de trabalho mais responsável, de modo a agir segundo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, nós nos unimos a todos aqueles que já firmaram o compromisso de não deixar ninguém para trás. Agora, os ODS têm no setor privado um parceiro importante para atingir suas metas. É isso que a Fiesp e o Ciesp fazem: colocam as empresas nesse debate. A indústria ajuda na geração de trabalho digno, na oferta de ambientes que ofereçam segurança e diversidade, equidade de gênero, promoção da igualdade social e assim por diante. Nós ajudamos as empresas a adotarem práticas nesse sentido, divulgando e estimulando o que já é feito.

Quais práticas o Cores desenvolve para apoiar o segmento nos temas de Responsabilidade Social?

Do início de 2017 para cá, já organizamos 23 eventos em todo o estado para debater o assunto. Temos o nosso Boletim eletrônico de Sustentabilidade, enviado mensalmente para 15 mil contatos.

Além disso, fazemos uma aproximação com sindicatos e associações, queremos apresentar aos empresários o planejamento estratégico que consolidamos no ano passado sobre esses temas. Queremos capacitar a indústria para trabalhar de modo mais sustentável dentro do seu negócio, desenvolvendo ferramentas de gestão.

E como podemos avançar nesse debate?

Temos tido um apoio incondicional da presidência da Fiesp em relação aos temas de Desenvolvimento Sustentável.

Em paralelo, definimos que, como Sustentabilidade é um tema transversal, buscamos o alinhamento com outras áreas da casa. É o que temos construído agora: visito todos os departamentos e converso com os responsáveis pelas áreas. Inserimos o pilar social nas discussões dos outros departamentos, além da parceria com o Sesi e o Senai.

O que temos em vista daqui por diante?

O Consocial, o Cores e o NRS lançaram recentemente o Guia de Investimento Social Corporativo com o objetivo de orientar e estimular os empresários a fazerem investimentos em projetos sociais, fomentando o desenvolvimento sustentável. Apoiamos operacionalmente a iniciativa do Consocial de unir os empresários em prol da primeira infância e a intenção de criar um Movimento em torno do tema.

A imigração é um tema que também está no radar?

Sim. Como trabalhamos com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, estamos focados na igualdade social. Dessa forma, levamos o debate às indústrias e mostramos que inserir economicamente um refugiado no mercado de trabalho é uma oportunidade para todos. Nosso objetivo é estimular as boas práticas para reduzir todas as desigualdades e promover a diversidade no meio empresarial.

Iniciativas Sustentáveis: Fortex – Melhor Desempenho

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Por Karen Pegorari Silveira

Ajudar as pessoas que tiveram que sair de seus países e se encontram sem perspectivas de uma vida digna foi o principal estímulo para esta empresa de montagem de cabos eletroeletrônicos contratar mão de obra imigrante. Atualmente, a empresa conta com 38 colaboradores, sendo 2 refugiados e com pretensão de contratar mais.

O processo de contratação destes profissionais contou com o auxílio do Programa de Apoio para a Recolocação dos Refugiados (PARR), desenvolvido pela Consultoria EMDOC, que ofereceu opções de candidatos com o perfil solicitado pela empresa para entrevista; o passo seguinte foi escolher o candidato mais adequado à vaga e realizar a contratação.

De acordo com o diretor fabril, Samuel Bazilio da Silva, quando decidiram pela contratação destes profissionais, eles não esperavam uma relação direta com o desenvolvimento do negócio. “Já que eles não seriam contratados para cargos estratégicos da empresa, nossas expectativas se voltaram para o lado humano, de trazer experiências de vida diferentes e que pudessem influenciar positivamente aos demais colaboradores da empresa”, relata o executivo.

Porém, a diretora comercial, Joyce Bisaro Riggio, relata que todos foram surpreendidos. “Eles são profissionais com dedicação diferenciada, talvez, pela oportunidade de poder superar a sua história de vida ou pelo simples fato de serem agradecidos. Num primeiro momento, achamos que eles poderiam ter dificuldades. Depois, tivemos a confirmação que, nós brasileiros, somos realmente um povo aberto, receptivo e disposto a ajudar os estrangeiros. Logo nos primeiros dias, os demais colaboradores já estavam interessados em criar laços de amizade e em saber suas histórias de vida e como era cultura de seus países”, conta.

Como desafio os empresários citam a ambientação entre os colaboradores, já que são culturas diferentes e podem se chocar. Já como benefícios eles enxergam a dedicação e empenho, além da vontade de crescer profissionalmente.

Na área de produção da empresa, para onde estes colaboradores foram contratados, foi possível perceber a melhora no desempenho geral do grupo. “É uma área que necessita de muita concentração e estes colaboradores possuem essa característica. Eles foram colocados em posições estratégicas e o grupo passou a seguir melhor este exemplo”, conta a diretora Joyce.

Na visão da Fortex, a Responsabilidade Social é importante para tornar a empresa um lugar mais ético, transparente e humano. “Tornar a Responsabilidade Social uma prática constante contribui com a valorização de nossa marca e enriquece o prestígio de nosso negócio perante a sociedade”, diz a diretora.

Sobre a Fortex

Fundada em 2011, a Fortex Indústria iniciou suas atividades em um pequeno espaço de 40m² e com apenas 2 funcionários. Logo, o know-how de seus sócios na fabricação de chicotes elétricos e na área comercial posicionaram a empresa entre as mais conhecidas deste mercado. Hoje, a Fortex conta com uma área fabril de 500m², maquinário moderno e 38 colaboradores.

Iniciativas Sustentáveis: KS Foods – Oportunidade

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Por Karen Pegorari Silveira

Com o objetivo de oferecer oportunidade para imigrantes e refugiados estes sócios paulistas abriram as portas da sua indústria de pastéis congelados e contrataram 2 profissionais angolanos.

Em entrevista ao Boletim, a responsável de Marketing e Vendas da empresa, Karen Sato, contou que ela e os sócios foram imigrantes no Japão e trabalharam como operários. “Mesmo com estudo em jornalismo e engenharia, o trabalho lá era braçal. Tivemos que deixar amigos, família e a cultura que conhecíamos para nos aventurarmos em um país que pouco falávamos a língua e éramos discriminados; mas que também nos proporcionou oportunidades e um conhecimento com experiências enriquecedoras”, diz.

Após alguns anos dessa vivência no exterior, decidiram então solicitar ajuda ao Programa de Apoio para Recolocação de Refugiados (PARR), desenvolvido pela Consultoria EMDOC, para contratarem os novos profissionais. Uma seleção de pessoas interessadas em trabalhar na indústria alimentícia foi feita e avaliaram todos os candidatos da mesma forma que fazem com candidatos brasileiros. Cerca de 20 pessoas fizeram entrevista pessoal, depois de alguns dias 4 foram selecionados para um teste na produção e em seguida 2 profissionais foram registrados como primeiro emprego em carteira de trabalho aqui no Brasil, com todos os direitos e deveres dos colaboradores brasileiros.

Karen conta que antes dos novos colaboradores entrarem na empresa, a direção conversou com a equipe para que eles fossem tratados com todo respeito e igualdade. “Todos falavam português e a interação foi boa como com qualquer outro funcionário não imigrante”, relata.

Na visão dos sócios, os brasileiros têm um ritmo de produção mais acelerada, estão acostumados com o dia-a-dia de produção de indústria, já os imigrantes, muitas vezes, não têm nenhuma vivência com produção e precisam se acostumar. Em contrapartida, essa diversidade cria um ambiente multicultural e de igualdade muito positivo.

Para os empresários a inclusão social é vista como uma oportunidade de agregar valor à cultura da empresa, a diversidade social. “Contratamos estrangeiros com essa finalidade e há também a reintegração dos colaboradores do sistema penitenciário do regime semiaberto”, conta Karen.

Sobre a KS Foods
A indústria de pastéis congelados iniciou suas atividades em 1995 quando os sócios retornaram ao Brasil e compraram matrículas de feira livre. Com o sucesso nas feiras, expandiram participando de eventos e então ingressaram em uma rede varejista multinacional sendo pioneiro em pastel de feira dentro de hipermercado com 47 quiosques.

SINDICATO RESPONSÁVEL: SINDIENERGIA PELA SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO

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Por Karen Pegorari Silveira

Com o objetivo de qualificar a área de Segurança e Saúde do Trabalho (SST) das empresas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica e do segmento de gás natural, o Sindicato da Indústria da Energia desenvolveu ação em conjunto com gestores de SST das organizações e criou um Comitê.

São realizados encontros mensais, em que os agentes trocam experiências, atualizam-se sobre as regulamentações vigentes, consultas públicas e se organizam para levar contribuições técnicas aos órgãos reguladores, assembleia legislativa e prefeituras.

De acordo com o sindicato, o setor de energia precisa ter representatividade ativa junto às instituições públicas e privadas e do legislativo, de forma a fazer parte da elaboração dos regulamentos e legislação em Segurança e Saúde do Trabalho, por isso os estudos produzidos por esse Comitê é de extrema importância.

O Sindicato incentiva ainda que o grupo promova o intercâmbio de boas práticas, conforme aconteceu na última reunião, em que o gerente de Saúde e Qualidade de Vida da Comgás, Rogério Azevedo, relatou sobre os resultados positivos da gestão do plano de saúde oferecido aos colaboradores da companhia.

Para o diretor-presidente do Sindienergia, Luiz Sergio Assad, “esse tipo iniciativa de Responsabilidade Social é importante para que haja troca de conhecimento entre os profissionais das empresas associadas e para que eles possam se aprimorar e levar para suas empresas o conhecimento e inovações para um trabalho que estejam realizando, sempre com o foco nas pessoas, o ativo mais valioso de qualquer negócio”, diz.

Para conhecer todas as ações do Sindienergia acesse www.sindienergia.org.br

Artigo: O setor têxtil e o compromisso com a Responsabilidade Social

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foto: MARCELO SOUBHIA/AG/FOTOSITE

Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão das entidades da indústria (Fiesp/Ciesp/Sesi/Senai). As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor

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* Por Rafael Cervone Netto

Antes de iniciar a leitura deste artigo, sugiro uma breve reflexão para observar o ambiente a seu redor e perceber o quanto a indústria têxtil e de vestuário está presente em nossas vidas. Muito além das nossas roupas, os nossos produtos revestem móveis, protegem-nos do sol, estão em nossos calçados. Para além das fronteiras de nossa visão, percebemos que materiais têxteis estão presentes nos meios de transporte, nas edificações, no agronegócio e em muitos outros processos industriais. Se expandirmos ainda mais nossa observação, é possível notar que, não importa o tamanho de uma cidade, sempre haverá algum negócio relacionado ao setor, seja uma oficina de costura ou uma pequena loja de bairro. Seria difícil imaginar um mundo em que não houvesse produtos têxteis a nosso dispor para criarmos as mais variadas soluções e atendermos a diversas necessidades essenciais.

É por isso que nos orgulhamos tanto de representar um setor que conta com mais de 33 mil empresas em todo o território nacional e emprega, direta e indiretamente, cerca de 6 milhões de pessoas, é o quarto maior parque industrial do mundo e abriga a maior cadeia produtiva integrada do hemisfério ocidental. Tamanha capilaridade só demonstra a importância do setor em termos de empregabilidade, bem-estar social e responsabilidade ambiental.

Diante destas ordens de grandeza e de outros números conhecidos, torna-se evidente a importância do compromisso do setor com o desenvolvimento sustentável, norteado pelos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU e por nossa Visão de Futuro para 2030. É preciso muito engajamento para tornar a agenda positiva uma realidade presente em todas as regiões do país – e vontade de mudar para melhor é o que não falta.

Com o propósito de fazer com que a responsabilidade social seja cada vez mais presente na atuação das empresas, a Abit vem trabalhando em uma série de iniciativas para discussão e disseminação de melhores práticas. Nos últimos 5 anos, nota-se um aumento relevante na percepção de conceitos mais amplos de sustentabilidade por parte das empresas, assim como o interesse destinado a projetos e iniciativas que contemplam melhorias nas relações de trabalho e com o entorno, mesmo nossas empresas concorrendo, frequentemente e de maneira desleal, com países que não respeitam conceitos básicos de sustentabilidade e de trabalho decente. Algumas dessas iniciativas, são:

Condições de trabalho

É esperada a correta conduta de uma empresa em relação a tópicos relacionados a direitos trabalhistas, procedimentos contra a discriminação (por motivos de gênero, idade, nacionalidade, etnia, orientação sexual, origem social) abusos, assédios (moral e sexual) e permissão de livre associação. Todas as empresas do setor devem estar atentas às condições de trabalho que oferecem a seus funcionários.

Trabalho forçado ou análogo ao escravo

O combate ao trabalho forçado ou análogo ao escravo é realizado por meio do monitoramento das relações de trabalho internas e em fornecedores. Devem existir ferramentas capazes de detectar jornadas exaustivas (em que o trabalhador é submetido a esforço excessivo ou sobrecarga de trabalho que acarreta danos à sua saúde ou risco de vida), trabalho forçado (manter a pessoa no serviço por meio de fraudes, isolamento geográfico, ameaças e violências físicas e psicológicas), servidão por dívida (fazer o trabalhador contrair ilegalmente um débito e prendê-lo a ele) e contratação de trabalho estrangeiro irregular. Este tema é de estrema relevância, principalmente no segmento de confecção, uma vez que as empresas estão pulverizadas pelo território nacional, o que dificulta a fiscalização pelo poder público.

Trabalho infantil

O combate ao trabalho infantil parte do monitoramento das relações internas de trabalho, assim como dos fornecedores. Empresas de qualquer setor devem atender à legislação brasileira, que determina a proibição de contratação de menores de 16 anos, salvo na condição de contratos de aprendizagem.

Responsabilidade Social

Ações e projetos voluntários, internos e externos, devem gerar impactos sociais positivos. Programas de capacitação e desenvolvimento, estímulo à promoção de exercícios físicos, doações de produtos e recursos financeiros para organizações da sociedade e mobilização do trabalho voluntário são exemplos destas ações. O engajamento de todas as empresas do setor é essencial para a garantia do bem-estar coletivo.

Comunidade

Considera-se essencial o mapeamento e o monitoramento dos impactos da empresa em seu entorno, uma vez que ruídos e odor, por exemplo, podem afetar a vida nas comunidades vizinhas, além de representar riscos para a imagem da empresa. O tema do trabalho decente é prioritário para a Abit, por questões de dignidade humana e econômicas, principalmente em relação ao setor de vestuário, visto que é intensivo em mão de obra.

Conferências Anuais da Organização Internacional do Trabalho

A sensibilidade do setor de vestuário em relação a condições de trabalho é evidenciada em espaços de enorme relevância sobre o tema, como as Conferências Anuais da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que teve como principal tema, em 2014, o Trabalho Forçado e, em 2016, as Cadeias Globais de Valor. Ainda em 2014, a OIT organizou um Fórum de Diálogo Global sobre salários e tempo de trabalho nos setores de têxteis, vestuário, couro e calçados.

A Abit teve a oportunidade de participar desses encontros e reforçar que, em um setor intensivo em mão de obra, no qual há grande concorrência e os produtos são cada vez mais globais, é fundamental que as condições sociais, trabalhistas e ambientais de produção respeitem um patamar mínimo internacional, considerando o nível de desenvolvimento de cada país.

Manufatura Avançada ou 4.0

A indústria e o varejo de produtos têxteis e confeccionados estão passando por grandes mudanças, e é sabido que a competitividade das empresas dependerá de novos padrões de produção, assim como novas relações de trabalho e comercialização ao longo da cadeia de valor. Entre outros benefícios, estratégias de sustentabilidade proporcionarão processos mais eficientes, redução de custos, diferenciação no mercado e relacionamentos mais sólidos e de longo prazo entre empresas de diferentes elos da cadeia. Isto é, o potencial da sustentabilidade como impulsionadora da competitividade é incontestável.

A indústria têxtil e de confecção já deu início a um grande salto qualitativo em direção às categorias de maior emprego de ciência e tecnologia, capacitando-se para desenvolver sistemas cyberfísicos, Internet das Coisas e dos Serviços, e automação modular em suas linhas fabris, inserindo-se no novo universo da manufatura avançada e da economia digital.

A diversidade de produtos com tecnologias vestíveis e o emprego de biotecnologias e materiais inovadores criarão demandas por têxteis inteligentes e funcionais, aumentando exponencialmente a diversidade e a intensidade tecnológica de fios, tecidos e roupas, exigidos para atender às novas necessidades de consumo, para as quais devem convergir cadeias produtivas economicamente viáveis, socialmente justas, politicamente corretas e ambientalmente sustentáveis, agregando valores ao planeta e à sociedade.

Entretanto, este enorme esforço de nada adiantará se não nos valermos de toda esta tecnologia para valorizar e alçar a um novo patamar aquele que é, certamente e de longe, o nosso maior patrimônio : o ser-humano – aquele que faz e continuará fazendo toda a diferença para o sucesso e o futuro da nossa humanidade. Que tenhamos a consciência e a sensibilidade de sempre valorizá-lo e agradecê-lo por todas as nossas conquistas!

*Rafael Cervone Netto é 3º vice-presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP/CIESP), engenheiro têxtil, membro do ITMF -International Textiles Manufactures Federation, membro do CONEX – Conselho de Comercio Exterior (MDIC), que assessora o Comitê Executivo de Gestão do Conselho de Ministros da CAMEX, presidente emérito do Conselho de Administração, da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção – ABIT.

Balança comercial paulista tem superávit de US$ 3,2 bi de janeiro a setembro

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

A balança comercial paulista acumulou um superávit de US$ 3,2 bilhões nos primeiros nove meses de 2017. No período, as exportações do Estado avançaram 11,1%, para US$ 43,9 bilhões, enquanto as importações cresceram 5,3%, para US$ 40,7 bilhões, em comparação com os mesmos meses de 2016. Os dados são do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) e do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp sobre o desempenho das 39 diretorias regionais do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

A diretoria regional de São Paulo foi a principal exportadora do Estado, com destaque para a venda de açúcar e grãos. Os embarques totais desta regional somaram US$ 6,2 bilhões de janeiro a setembro, retração de 6,4% na comparação interanual. Do lado das importações, a pauta da regional de São Paulo foi encabeçada por combustíveis, máquinas e materiais elétricos, somando US$ 7,6 bilhões, número 8,9% maior que igual período de 2016.

Na segunda posição no ranking de principais exportadores do Estado, a diretoria regional de São José dos Campos se destaca pelo crescimento das exportações no período analisado, da ordem de 31,0%, com relação a 2016. Na contramão, as importações desta diretoria regional recuaram 42,1% na mesma base de comparação, o que resultou no maior saldo comercial dentre todas as regionais do Estado: US$ 4,3 bilhões, com crescimento de 191% sobre o saldo apurado em igual período do ano anterior.

Foram destaque também as diretorias regionais de São Bernardo do Campo, quarta maior exportadora do Estado, com crescimento expressivo tanto das exportações quanto das importações (25,8 e 23,3%, respectivamente), como reflexo da retomada do setor automobilístico, e de Campinas, que apresentou a segunda maior corrente de comércio dentre as regiões analisadas pela Fiesp, sobretudo em virtude do aumento de 33,3%, das importações de máquinas e aparelhos elétricos, sempre em comparação com o mesmo período de 2016.

Na opinião do diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, os resultados da balança comercial paulista nos primeiros nove meses do ano refletem o bom desempenho do setor exportador como um todo, tanto de produtos básicos como de manufaturados. O crescimento das importações, sobretudo de bens de capital e de insumos, também é um indicador positivo, de retomada gradual da atividade econômica no Estado e, consequentemente, de todo o Brasil.

De janeiro a setembro de 2017, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 53,3 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Trata-se de um saldo recorde, superior inclusive ao número total registrado no ano de 2016. Foram US$ 164,6 bilhões em exportações e US$ 111,3 bilhões em importações, aumentos de 18,1% e 7,9%, respectivamente, na comparação interanual.

Paulo Skaf é reeleito presidente da Fiesp e do Ciesp

Agência Indusnet Fiesp

Paulo Skaf foi reeleito, nesta segunda-feira (7 de agosto), para dirigir a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) pelos próximos quatro anos, de 2018 a 2021. Ele também foi reeleito para presidir o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), pelo mesmo período.

Chapa eleita na Fiesp

Presidente

Paulo Antonio Skaf

1º Vice-Presidente

Benjamin Steinbruch

2º Vice-Presidente

José Ricardo Roriz Coelho

3º Vice-Presidente

Rafael Cervone Netto

Vice-Presidentes

Antonio Carlos Botelho Megale

Carlos Antonio Cavalcante

Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio

Carlos Eduardo Uchôa Fagundes

Dagmar Oswaldo Cupaiolo

Eduardo Ribeiro Capobianco

Elias Miguel Haddad

Humberto Barbato Neto

João Carlos Marchesan

João Guilherme Sabino Ometto

José Antonio Fernandes Martins

José Carlos de Oliveira Lima

Josué Christiano Gomes da Silva

Levi Ceregato

Milton Antonio Bogus

Morvan Figueiredo de Paula e Silva

Nelson Pereira dos Reis

Nicolau Jacob Neto

Ricardo Lerner

Roberto Della Manna

Salo Davi Seibel

1º Diretor Secretário

Vandermir Francesconi Junior

2º Diretor Secretário

Nilton Torres de Bastos

3º Diretor Secretário

Ronaldo Koloszuk Rodrigues

1º Diretor Financeiro

Ruy Salvari Baumer

2º Diretor Financeiro

Sylvio Alves de Barros Filho

3º Diretor Financeiro

Antonio Carlos Teixeira Álvares

Diretores

Afonso Gonzaga

Agnaldo Alvaro Giolo

Algemir Tonello

André Luiz Pompéia Sturm

Angelo Andrea Matarazzo

Anibal do Vale

Antero José Pereira

Antero Saraiva Junior

Antonio Carlos Fiola Silva

Antonio Carlos Henriques

Boris Tabacof

Carlos Alberto Cordeiro

Carlos Alberto da Silva Correa

Carlos Eduardo Marchesi Trombini

Carlos Erane de Aguiar

Carlos Frederico Hackerott

Carlos Humberto Mendes de Carvalho

Carlos Roberto Afonso Prudencio

Celso de Freitas Gonçalves

Christian Mattar Saigh

Cid Maraia de Almeida

Dalton Carlos Heringer

Dan Ioschpe

Decio Augusto da Costa

Denis Perez Martins

Dialino dos Santos Rosário

Dimas de Melo Pimenta II

Domingos Moreira Cordeiro

Edgar Solano Marreiros

Edivar Vilela de Queiroz

Eduardo Rodrigues Machado Luz

Elcio Carlos Languidi

Fernando Antonio Gomes Martins

Fernando Aparecido Pereira Leite

Fernando Bomfiglio

Fernando Bueno

Fernando Emilio Jafet

Fernando Filizola

Fernando Greiber

Geraldo Ribeiro do Valle Haenel

Getulio Ursulino Netto

Gilberto Neto Marianno

Heitor Alves Filho

Hermes Soncini

Hideyo Uchinaka

Humberto Cereser

Ivan Roberto Burian

Jacyr da Silva Costa Filho

Jairo Candido

João Augusto Moliane

João Carlos Basilio da Silva

José Antonio Baggio

José Carlos Brigagão do Couto

José Silvio Valdissera

José Velloso Dias Cardoso

Luciano Nitrini Guidolin

Luiz Antonio dos Santos Pretti

Luiz Carlos Lozio

Manoel Canosa Miguez

Marcelo Campos Ometto

Marcio Frugiuele

Marcio Giusti

Marco Antonio de Almeida

Marcos de Mattos Pimenta

Mario Sergio Cutait

Massimo Andrea Giavina-Bianchi

Mauro Isaac Aisemberg

Milton Pessoa Rezende

Narciso Moreira Preto

Nelson Abrão Grunebaum

Nelson Antonio Braido

Nelson Antunes

Nelson Augusto Mussolini

Nelson Ferreira Dias

Paulo Camillo Vargas Penna

Paulo Henrique Fraccaro

Paulo Vieira

Pedro Bemvindo Rodrigues

Pedro Constantino Evangelinos

Pedro Guimarães Fernandes

Pierre Alain Stauffenegger

Renato José Giusti

Ricardo Oliveira Selmi

Rinaldo Dini

Roberto Kikuo Imai

Rodolfo Galvani Junior

Ronald Moris Masijah

Samir Nakad

Ubirajara D’Ambrosio

Walter Gimenes Felix

Wayner Machado da Silva

Wilson José Farhat Junior

 

 

Conselho Fiscal

Efetivos

Aluisio Abdalla

Paulo Henrique Schoueri

Nelson Abbud João

 

Suplentes

Nelson Gagliardi

Valter Peres Fortunato

Newton José Soares Cavalieri

 

Delegados Representantes junto à CNI

 

Efetivos

Paulo Antonio Skaf

Carlos Eduardo Moreira Ferreira

 

Suplentes

Eduardo Caram Patrus

Synesio Batista da Costa

Ação Fiesp – Gestão Sustentável Da Cadeia De Fornecedores

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Evento na cidade de Rio Claro (SP)

Por Raquel Sajonc com colaboração de Amanda Alves de Melo

O projeto “Jornada da Indústria pela Sustentabilidade” deu foco às atividades deste ano na “Cadeia de Fornecedores”. Foram desenvolvidos seminários e workshops em três municípios do estado São Paulo: Taubaté (alcançando cidades do Vale do Paraíba); São Bernardo do Campo (do ABC Paulista) e Rio Claro (da região de Campinas). Os eventos reuniram cerca de 90 profissionais da indústria paulista nas unidades do Sesi e Ciesp, onde foram realizadas as atividades.

O objetivo do projeto este ano foi orientar e promover o diálogo entre pequenas, médias e grandes empresas de diversos ramos ou segmentos de negócios sobre boas práticas de sustentabilidade à estratégia de compras.

A Engenheira Ambiental do Grupo Antonlin, Laila Cristine Resende, participou do evento em Taubaté e ficou satisfeita com o conhecimento que adquiriu. Para ela foi uma oportunidade de reciclagem. “Foi um evento muito importante que veio reforçar nossa responsabilidade perante às escolhas e cuidado com as parcerias firmadas junto a fornecedores. Para que se consiga fornecer um produto que preze sustentabilidade, vemos que o caminho é muito mais que garantir o nosso processo de fabricação, temos que literalmente dar o peixe, ensinar a pescar e ajudar a cuidar do rio. ”, ressaltou.

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Evento em São Bernardo do Campo (SP)

A “Jornada da Indústria pela Sustentabilidade” é uma iniciativa da Fiesp, Ciesp e Sesi SP que, para acontecer de forma bem-sucedida, necessita das parcerias das Diretorias Regionais do Ciesp (DR) e dos Centros Atividades do Sesi (CAT). A diretora geral do Sesi de Taubaté, Roberta Borrego, foi uma dessas parceiras que atuou com muita dedicação para realizar o evento na sua cidade e atender as indústrias da região. “Este evento foi de suma importância para as indústrias de nossa região que participaram. Muitas indústrias saíram do evento já com o esboço do projeto e ideias para implantação de ações em suas empresas. Parabenizamos a FIESP e o CIESP SP pela iniciativa e agradecemos a oportunidade de sediar o evento”, comenta.

No encontro de São Bernardo do Campo a participação das indústrias superou as expectativas. Cerca de 30 profissionais do setor produtivo interessados em integrar ações e processos de sustentabilidade em suas cadeias produtivas e de relacionamento com os fornecedores participaram do evento.

O diretor de Centro de Atividades (Centro de Atividades) do SESI de São Bernardo do Campo, Sérgio Moretti, mencionou a importância da participação dos profissionais da indústria no projeto. “O interesse e a qualidade profissional dos participantes da Jornada em São Bernardo do Campo foi o diferencial marcante nesse evento e, com certeza, a aplicabilidade dos conteúdos e práticas nele apresentados contribuirão fortemente para o aprimoramento do compromisso dos integrantes da cadeia de fornecedores em prol da sustentabilidade”, ressaltou.

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Evento em Taubaté (SP)

A média de satisfação dos participantes dos seminários e workshops da “Jornada pela Indústria pela Sustentabilidade” deste ano, que trouxe o tema “Gestão Sustentável da Cadeia de Fornecimento”, alcançou 93.2%. Os pontos mais elogiados pelos profissionais foram a organização dos eventos, o conteúdo e a experiência dos palestrantes e atendimento da equipe organizadora.

O projeto teve início no ano de 2013 e já realizou diversos encontros e capacitações na capital e em municípios do interior do Estado de São Paulo, como Campinas, Marília e Sertãozinho.

Para conhecer mais, acesse: http://www.fiesp.com.br/jornada-da-industria-pela-sustentabilidade/

Entrevista: Riscos e Consequências na Cadeia de Fornecedores

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Por Karen Pegorari Silveira

O especialista em Sustentabilidade Empresarial, Vitor Seravalli*, comenta sobre os riscos e consequências para as indústrias que não se preocupam com sua cadeia de fornecedores em um cenário com mercado e consumidores cada vez mais exigentes.

Segundo ele, podem ocorrer sanções legais e outras restrições, até o limite em que a empresa perca a sua licença para operar.

Saiba mais na íntegra da entrevista:

Em um cenário com mercado e consumidores cada vez mais exigentes, desenvolver a cadeia de valor requer mais do que preocupar-se com suas práticas socialmente responsáveis e eventuais impactos que elas podem causar. Diante disso se torna cada vez mais importante conhecer quem são e como trabalha sua cadeia de valor. Neste caso, como o gestor pode avaliar se o seu fornecedor de insumos e mão de obra opera dentro das normas socioambientais?

Vitor Seravalli: De acordo com as possibilidades de cada empresa e dos recursos disponíveis às mãos dos gestores, níveis diferentes de sistematização podem ser implementados em processos de aquisição de produtos ou serviços. Desde um simples questionário de preenchimento obrigatório com perguntas específicas, até cláusulas contratuais e formalização de compromissos, como adesão de códigos de conduta, etc., são práticas preventivas que contribuirão para que os riscos aos negócios em cadeia de suprimentos sejam reduzidos.

Evidentemente, quando a empresa tem uma gestão da ética em seus negócios de acordo com valores e princípios bem estabelecidos, o caminho é mais simples. Porém, é sempre necessário o monitoramento constante por meio de indicadores, ou mesmo auditorias estruturadas.

Quais os principais riscos e consequências para quem não se preocupa com a escolha dos seus fornecedores? Pode citar alguns exemplos?

Vitor Seravalli: Para empresas que apenas se preocupam com questões financeiras em detrimento de outras questões socioambientais mais amplas, inúmeros são os riscos potenciais aos seus negócios, uma vez que as mesmas são corresponsáveis por tudo o que vier a acontecer em sua cadeia de valor. Entre os possíveis problemas, podem ser citados:  a destinação inadequada de resíduos com danos ao meio ambiente, relacionamentos não éticos entre os fornecedores e seus stakeholders, sonegação de impostos, desrespeito aos direitos humanos, etc. Além disso, podem ocorrer sanções legais e outras restrições, até o limite em que a empresa perca a sua licença para operar.

Existe uma mobilização mundial em torno de matéria-prima certificada – como o algodão por exemplo, e o Brasil é atualmente o maior fornecedor deste insumo. Em contrapartida, o interesse nacional por esse mesmo algodão certificado ainda deixa a desejar no país. Por que muitas indústrias ainda não desenvolveram a consciência de utilizar somente matéria-prima sustentável em sua cadeia e como é possível instruí-las?

Vitor Seravalli: Eu acredito que seja uma questão basicamente cultural, mas já é possível observar uma tendência para utilização de insumos certificados e que estejam de acordo com normas e regulamentações aceitas internacionalmente. Contudo, não se trata de um passe de mágica. Para que esta tendência se materialize e a mudança ocorra mais rapidamente, as empresas precisarão considerar a adesão e a valorização das certificações como um compromisso espontâneo baseado em princípios da sustentabilidade. Nesse contexto, os diversos segmentos industriais, legitimamente representados por sindicatos e federações, tem papel importante para a conscientização, instrumentalização e capacitação para que todos compreendam essa tendência e busquem adesão.

Segundo especialistas, as companhias que de fato se preocupam com a sustentabilidade, enxergam as questões socioambientais como parte da empresa e fazem da sustentabilidade uma estratégia de negócio. No entanto, nem sempre as empresas conseguem engajar lideranças, sócios e colaboradores neste pensamento. Como é possível disseminar esta ideologia dentro da empresa a fim de alcançar a sustentabilidade em toda a companhia?

Vitor Seravalli: As empresas que são bem-sucedidas na implementação da sustentabilidade como estratégia de negócios, entendem a importância de uma orientação com foco claro para resultados em todas as suas iniciativas. Por mais benéfico que um investimento em sustentabilidade seja, é fundamental que ao seu final ele agregue, além de valores intangíveis, também valores que possam se materializar em resultados econômicos e financeiros, ganhos de mercado, redução de custos, maior acesso a capitais restritos, pois estes resultados são percebidos e reconhecidos por todos os stakeholders da organização.

Não é à toa, que uma das áreas mais prioritárias do desenvolvimento sustentável é a cadeia de valor, pois afinal, ela representa o completo ciclo de vida de qualquer negócio.

 *Vitor Seravalli é sócio-diretor da Seravalli Consulting.

Mais uma vez, dinheiro do 13º vai para quitação de dívidas

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp 

Pesquisa realizada pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), aponta que 45% dos entrevistados que esperam receber o 13º salário pretendem utilizar o dinheiro para pagar dívidas. E 19% planejam poupar os recursos.

De acordo com o diretor do Depecon, Paulo Francini, a queda real do rendimento, o medo de perder o emprego e o maior endividamento, principalmente com o uso de cartão de crédito, são fatores que fazem com que as pessoas aproveitem a verba extra para quitar dívidas. “Quem entra na ciranda do pagamento do cartão de crédito em atraso, não consegue pagar a taxa absurda de 400% ao ano. Quando entra um dinheiro extra, a prioridade é liquidar a dívida mesmo”, explica.

Para Francini, o brasileiro é um “herói por conviver com a taxa de juros reais mais alta do mundo”.

Dados do levantamento indicam que o espírito natalino não foi o bastante para estimular gastos, e 86% dos entrevistados declararam estar menos dispostos ou sem condições de contrair novas dívidas. Resultado similar ao registrado no mesmo levantamento em 2015, quando o percentual foi de 89%.

A proporção de pessoas que pretendem manter a tradição da compra de presentes de natal (13%) é a menor desde a primeira edição da pesquisa, em 2009.

>> Ouça entrevista com Francini

Para 20% das pessoas que pretendem comprar presentes, seu valor será semelhante ao do ano passado, enquanto 19% garantem que será mais barato. “Qual é o pai ou a mãe que não quer comprar um presente para seu filho?  Mas, mais uma vez, vai comprar lembrancinha, gastar pouco.”

Pesquisa

Esta pesquisa foi encomendada por Fiesp e Ciesp à Ipsos Public Affairs, realizada em âmbito nacional, com amostra de 1.200 pessoas entre os dias 1º e 12 de outubro de 2016.

Clique aqui para ter acesso à íntegra do levantamento.

Queda menor do nível de emprego em outubro faz Fiesp e Ciesp reverem projeção para o ano

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp 

A pesquisa de Nível de Emprego de outubro, divulgada nesta sexta-feira (18/11) pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), indica que a indústria paulista perdeu 6.500 postos de trabalho, o que representa um recuo de 0,28%, em relação ao mês de setembro. Desde o início do ano, o total acumulado é de 92 mil demissões.

De acordo com o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini, o resultado da pesquisa levou à revisão da projeção, feita pelas entidades, de 165 mil postos de trabalho a menos na indústria paulista em 2016. “Continuamos perdendo, mas de forma atenuada e devemos chegar a, no máximo, 150 mil demissões”.

O diretor afirma, no entanto, que a situação da indústria é muito grave e que ser melhor do que 2015 – quando foram registrados 235 mil postos de trabalho a menos – é quase uma obrigação do setor. “Não conseguimos ver ainda a marca do que poderíamos chamar de recuperação e retorno do crescimento. Melancolicamente caminhamos para mais um final de ano negativo na economia brasileira e na indústria de transformação.”

>> Ouça a análise de Paulo Francini

Setores e regiões

Em outubro, dos 22 setores apurados pela pesquisa, 13 (59%) demitiram, cinco apresentaram estabilidade e quatro registraram contratações. Três setores se destacam no caso de perda de vagas: Outros Equipamentos de Transporte (-2.045 vagas); Veículos automotores (-1.522) e Produtos Alimentícios (-885).

Das 36 Diretorias Regionais do Ciesp incluídas na pesquisa, 18 (50%) registraram queda, com destaque para Limeira (-4,31%), Santa Bárbara d’Oeste (-3,46%) e São José dos Campos (-2,56%). A quantidade de Diretorias com índices negativos, no entanto, é menor do que a registrada pela pesquisa no mês de outubro dos três anos anteriores (20 negativas em 2013, 30 em 2014 e 31 em 2015).

Para 12 (33%) das regionais o saldo de postos de trabalho foi positivo, com destaque para Matão, que registra contratações pelo segundo mês consecutivo, (1,92%), Santos (1,75%) e Santo André (0,90%).

Para conferir a íntegra da pesquisa, só clicar aqui.


‘Temos muito o que crescer’, afirma 3º vice-presidente do Ciesp sobre mercado de nozes e castanhas no Brasil

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O potencial de mercado é enorme. Basta parar e observar que, assim como você, mais pessoas incluem, todos os dias, as nozes e castanhas como opção saudável de alimentação. Uma escolha que, do campo à mesa, tem tudo para ganhar força no Brasil. Para debater o assunto e apresentar os exemplos das empresas e as mais recentes pesquisas acadêmicas na área, será realizado, nesta segunda-feira (29/08), o V Encontro Brasileiro e I Encontro Latino Americano de Nozes e Castanhas. O evento será na sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), na Avenida Paulista, das 8h às 15h30.

“Em 2015, o Brasil exportou US$ 135 milhões em nozes. No Chile, esse valor foi de US$ 300 milhões”, afirma o 3º vice-presidente do Ciesp e diretor de Nozes e Castanhas do Departamento de Agronegócio da Fiesp (Deagro), José Eduardo Camargo. “Temos muito o que crescer: no Chile, o aumento das vendas externas foi de 15 vezes nos últimos dez anos”.

Para exemplificar o que diz, Camargo conta que, somente no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, as exportações de nozes foram de US$ 7,2 bilhões em 2015. “Podemos abrir mercado, criar uma nova fonte de negócios para o Brasil”.

Segundo ele, para chegarmos lá é preciso que exista uma união entre “os agricultores, os industriais e o governo”. “Segundo o International Nut and Died Fruit Council (INC), o crescimento anual de nozes e castanhas é de 8% em todo o mundo, com um aumento de preço em dólares de 400% nos últimos dez anos”, afirma.

Além disso, a indústria de alimentos cada vez mais usa esses itens em seus produtos, como pães e biscoitos, por exemplo.

Participação Internacional

Nessa linha de expansão, o V Encontro Brasileiro e I Encontro Latino Americano de Nozes e Castanhas receberá empresas brasileiras e da Argentina, Bolívia, Chile e Equador.

Nos painéis de debates, destaque para a experiência chilena, o potencial de mercado na área na América Latina, produtos e distribuição e ações bem-sucedidas de empresas produtoras.

Para saber mais sobre o evento, só clicar aqui.

Morre Mario Amato, presidente emérito da Fiesp e do Ciesp

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Mario Amato, presidente da Fiesp e do Ciesp de 1986 a 1992

Referência no meio empresarial brasileiro, Mario Amato, presidente emérito da Fiesp e do Ciesp, morreu no dia 26 de maio. Tinha 97 anos. Amato presidiu as entidades da indústria paulista de 1986 a 1992.

“Mario Amato foi um líder empresarial que deu uma importante contribuição para a história do Brasil”, declarou Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

Fiesp e Ciesp lançam atualização do aplicativo Inteligência de Mercado da Indústria

Agência Indusnet Fiesp

Desenvolvido pela Fiesp e pelo Ciesp, o aplicativo Inteligência de Mercado da Indústria acaba de ser atualizado, com os dados mais recentes disponíveis, de 2015. O programa possibilita acesso direto aos dados demográficos, econômicos e relativos ao consumo e à estrutura de distribuição de todas as regiões e municípios do Brasil.

Útil para o planejamento estratégico, o aplicativo ajuda a definir a alocação de verbas. A análise dos dados do aplicativo também pode mostrar novos mercados, que tenham passado despercebidos, com novas oportunidades de negócios.

Marketing e área comercial estão entre os usuários prioritários numa empresa.

O aplicativo supre a necessidade crítica de obtenção de dados, sua manipulação e interpretação, especialmente para indústrias de menor porte.

Estrutura

O aplicativo é dividido em dois grandes módulos de consulta, que se complementam na busca e interpretação das informações.

O primeiro módulo, Demanda de Produtos, tem dados sobre o valor gasto pelas famílias brasileiras para 69 categorias e mais de 3.630 produtos e serviços segmentados por região.

Por exemplo, é possível saber quanto as famílias gastam por ano em determinado produto – e também quanto isso representa em relação ao consumo total do mesmo item no Brasil todo. Permite ainda saber o consumo dividido por faixa de renda, a frequência de compra e a despesa média anual com o produto.

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Aplicativo Inteligência de Mercado da Indústria permite o cruzamento de diversos dados

O segundo, Canais de Comercialização, traz dados cadastrais de estabelecimentos comerciais (Atacado, Varejo e Representantes) e da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) em que a empresa atua. Também indica sua localização e porte. Apresenta ainda dados socioeconômicos dos 5.562 municípios brasileiros, inclusive com o Indicador Fiesp de Dinamismo Econômico Municipal.

Esse ranking, com 10 categorias, mostra a dinâmica socioeconômica de todos os municípios paulistas.

A partir destas informações é possível tomar decisões e elaborar planos de ação para:

  • Verificar o seu tamanho de mercado, potencial de mercado e participação (market share);
  • Prospectar novos mercados por meio da contratação de novos canais de distribuição/empresas comerciais;
  • Analisar e modificar a cobertura de vendas atual para aumentar sua eficácia;
  • Melhorar a estrutura e otimizar a ação da força de vendas;
  • Contratar novos canais/representantes de vendas em novas regiões.

Clique aqui para instalar em seu computador o aplicativo Inteligência de Mercado da Indústria

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Dados detalhados auxiliam o planejamento das empresas

Atividade industrial de SP cai 6,1% em 2015, segundo pesquisa da Fiesp e do Ciesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539765350Com exceção da forte queda de 9,3% em 2009, ano da crise, a queda de 6,1% na passagem de 2014 para 2015, é o pior patamar da atividade industrial de São Paulo desde 2003, apura o Indicador de Nível de Atividade da Fiesp e do Ciesp – INA, divulgado nesta quarta-feira (3). Somente no último trimestre do ano passado, o desempenho do setor manufatureiro caiu 3% na comparação com o período anterior.
A variável Horas Trabalhadas na Produção despencou 12,9% na comparação anual e foi a principal influência negativa para o resultado de 2015, segundo o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp.

Paulo Francini, diretor do Depecon, afirma que a redução das horas trabalhadas na produção não indica exclusivamente uma queda do emprego no setor, mas a adoção de medidas como lay-off por parte de empresas, que é a suspensão do contrato de trabalho por tempo determinado.

“Há fabricas que estiveram em processo de lay-off e em outros sistemas em que não há redução do emprego. E o número de horas trabalhadas tende a cair mais que o emprego por questões como o uso de banco de horas e outros mecanismos”, diz Francini.
>> Ouça boletim sobre o INA

No último trimestre de 2015, a indústria paulista amargou queda de 3% ante igual período anterior, praticamente metade das perdas registradas durante todo o ano.

Já o Nível de Utilização da Capacidade Instalada da indústria, o Nuci, ficou em 75,6% em dezembro de 2015 ante 75,7% em novembro do mesmo ano com ajuste sazonal. O resultado mostra que cerca de 25% da capacidade do setor manufatureiro está ociosa, patamar registrado somente em 2009.

O Depecon projeta ainda que a atividade industrial de São Paulo deve encerrar 2016 com queda de 5,3%.

“Ao olhar para as perspectivas, não conseguimos enxergar por onde vai ocorrer a saída para uma eventual melhora. Um dia [a crise] vai passar, porém não sabemos quando. Mas a intensidade dela é a maior que já vivemos”, afirma o diretor do Depecon.

Setores
O setor que registrou a maior queda de atividade em 2015 foi de veículos automotores ao despencar 15,1% no ano, na leitura sem ajuste sazonal, em meio a perdas de 28,4% na variável Total de Vendas Reais e de 28,1% em Horas Trabalhadas na Produção.

A indústria de máquinas e equipamentos também encerrou o ano no vermelho, com queda de 14,7%, sem ajuste sazonal. A variável Total de Vendas Reais também exerceu a maior influência negativa, com queda de 19,7% no ano, seguido por perdas de 17% em Horas Trabalhadas na Produção.

Na contramão das fortes perdas em diversos setores em 2015, o setor de celulose, papel e produtos de papel fechou o ano com uma variação ligeiramente positiva de 0,7%. O resultado foi influenciado principalmente pela alta de 10,8% na variável Total de Vendas Reais.


Percepção
A percepção do setor produtivo em relação à atividade industrial em geral estava menos pessimista em janeiro, segundo o Sensor da Fiesp e do Ciesp. O indicador ficou em 45,3 pontos ante 43,6 pontos registrados em dezembro, com ajuste sazonal.

Leituras em torno dos 50 pontos indicam percepção de estabilidade no nível de atividade. Abaixo dos 50,0 pontos, o Sensor sinaliza queda da atividade industrial para o mês; acima desse nível, expansão.

No caso da variável Estoque, leituras superiores a 50,0 pontos indicam estoque abaixo do desejável, ao passo que inferiores a 50,0 pontos indicam sobrestoque.

A variável Mercado, que compõe o índice, avançou, no entanto, em janeiro para 51,4 pontos versus 46,8 pontos em dezembro. O mesmo aconteceu com a percepção em relação ao componente Vendas, que melhorou para 52,6 pontos contra 48,3 pontos em dezembro.

O item Estoque ficou praticamente estável em 40,1 pontos no mês passado. Em dezembro, o indicador apontava 40 pontos. E a percepção quanto ao Emprego também se manteve em 42,1 pontos em janeiro.

A estabilidade também foi percebida na variável Investimento, que ficou em 43,8 pontos no mês passado contra 43,6 pontos em dezembro.

Rodadas de Negócios do Ciesp ajudam a driblar a crise em 2015

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

O Ciesp organizou ao longo do ano 16 rodadas de negócios em todo o Estado de São Paulo com um volume estimado em R$43,5 milhões. A iniciativa foi parte dos esforços da entidade em criar alternativas para atravessar a má fase da economia brasileira.

Conheça abaixo as principais ações do Ciesp em 2015.

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108º edição das Rodadas de Negócios foi realizada em 1º de outubro pela Ciesp sede e as distritais Norte, Leste, Sul e Oeste. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Rodadas de Negócios

Desde 2009, o Ciesp organiza as Rodadas de Negócio. Concebidas para enfrentar a época de baixa da economia e dar a empresas de pequeno, médio ou grande porte alternativas para fomentar seus negócios, teve sua importância renovada em 2015 – e ganhou papel na substituição de importações. Em 2015, foram realizadas 16 Rodadas de Negócios, com 19.268 reuniões, e um volume estimado de negociações em R$ 43, 5 milhões.

Encontro Itinerante

A Diretoria de Produtos, Serviços e Negócios do Ciesp realizou no ano 26 edições do Encontro Itinerante de Negócios, evento promovido por regionais do Ciesp e realizados em diversas cidades do interior do estado de São Paulo. O objetivo dos encontros é gerar networking e ampliar negócios.  As empresas participantes podem apresentar seus produtos e serviços e trocar cartões. Ao todo, foram 1.230 participantes.

Infraestrutura

Ainda este ano, o Departamento de Infraestrutura do Ciesp realizou 15 reuniões entre as empresas associadas e as distribuidoras de energia AES Eletropaulo, CPFL e Elektro para tratar dos problemas de fornecimento de energia elétrica. O departamento realizou também seminários sobre eficiência energética e energias renováveis, além de participar dos eventos Campetro, Competro e Campinas Energy, com painéis sobre petróleo e gás e energias renováveis, sala de crédito, encontros e rodadas de negócios na área. Em maio, foi assinado um acordo de cooperação entre o Ciesp e a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) com o objetivo de promover estudos, pesquisas e debates sobre questões operacionais, institucionais e burocrática, ou seja, pontos que envolvem as atividades portuárias.

Tecnologia

Outro termo de cooperação assinado em 2015 foi entre o Ciesp e a Associação Brasileira de Automação (GS1 do Brasil), que teve o intuito de levar aos associados da entidade mais conhecimento sobre as melhores práticas de automação, soluções e padrões de identificação de produtos. A GS1 padroniza seus sistemas de códigos no mundo inteiro, buscando implementar e disseminar padrões de identificação de produtos, como o código de barras.

Apoio à Inovação

Para capacitar e apoiar empresas na introdução ou aprimoramento do sistema de gestão da inovação, a Fiesp e o Ciesp, por meio da diretoria de Tecnologia (Detec), em parceria com o Senai-SP e a Universidade de São Paulo (USP), criaram o programa Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás (Nagi P&G), financiado pela Finep. Encerrado em outubro deste ano, o Nagi-PG foi dividido em 5 módulos, somando 116 horas entre capacitações coletivas e consultorias individuais.  Mais de 80 empresas concluíram o programa, nos 10 polos formados. Também houve a participação de 15 instituições apoiadoras, 20 consultores e bolsistas atuantes.

Mapeamento

Também em 2015, o Ciesp e o Centro Paula Souza assinaram um acordo cujo objetivo é mapear as necessidades técnicas e tecnológicas das empresas associadas à regional do Ciesp em Taubaté para realização de projetos colaborativos com as Escolas Técnicas (Etecs) e Faculdades de Tecnologia (Fatecs) estaduais do Vale do Paraíba e Litoral Norte.

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Missão cumprida! Hora de avaliar os resultados, na palestra de Paulo Storani no 12º Congresso Estadual de Empreendedorismo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE)

O Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) do Ciesp promoveu este ano o 12º Congresso Estadual de Empreendedorismo, na sede da Fiesp e do Ciesp em setembro. Na ocasião, houve a apresentação de cinco palestras e uma peça teatral, com um público de cerca de 350 pessoas. Entre os palestrantes, estiveram presentes o juiz federal William Douglas, o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, o professor Eugênio Mussak, e José Luiz Tejon e Paulo Storani, ex-capitão do Bope e consultor do filme “Tropa de Elite”.

Durante o ano o NJE realizou palestras, visitas técnicas e encontros como o Happy Business e a Semana do Jovem Empreendedor. No interior, são 34 NJEs regionais, que também promoveram eventos que estimulam o empreendedorismo.