‘A sustentabilidade não é um artigo de luxo, mas uma necessidade’, diz coordenador adjunto do BioBrasil em simpósio na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A palavra de ordem é convergência. Isso em nome do desenvolvimento sustentável. Essas e outras ideias foram debatidas no Simpósio Internacional de Bioeconomia, realizado nesta sexta-feira (09/12), na sede da Fiesp, em São Paulo. E com direito à análise de como o país se encontra diante da discussão em painel sobre “O Brasil e o Panorama Global da Bioeconomia”.

O debate foi moderado pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), João Carlos Basílio da Silva. E teve a participação de personalidades como o coordenador adjunto do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria da Fiesp (BioBrasil), Eduardo Giacomazzi.

“A grande questão colocada pela União Europeia é como usar melhor os recursos disponíveis, descobrindo ainda usos para aqueles recursos que a gente não utiliza atualmente”, explicou Giacomazzi.

Isso num cenário de “convergências tecnológicas em nome do futuro”. “Convergência é a palavra de ordem”, disse. “Estamos falando de práticas como a substituição de combustíveis e a adoção do carbono neutro até 2050”.

Para Giacomazzi, alguns temas importantes dessa agenda do futuro, como o uso da nanotecnologia, ainda estão “soltos dentro da indústria”. “São grandes os desafios para uma transição de modelo econômico”, afirmou. “Precisamos rever os subsídios aos combustíveis, por exemplo. A sustentabilidade não é um artigo de luxo, mas uma necessidade”.

Giacomazzi: “São grandes os desafios para uma transição de modelo econômico”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Nesse contexto, entre os temas que vão ganhar espaço mais adiante estão os novos sistemas alimentares, as cidades com bio princípios, a cultura sustentável, a fotossíntese artificial, as biorefinarias e a maior participação dos cidadãos nessas discussões.

“O Brasil tem duas plantas de etanol de segunda geração, por exemplo, com 120 milhões de litros por ano de produção”, disse Giacomazzi. “O desafio não é ter a planta, mas estabelecer uma cadeia sustentável para dar vazão ao que é produzido”.

Manifesto de Utrecht

Consultor de Ciência, Tecnologia e Inovação do Consulado da Holanda em São Paulo, Ernst Jan Bakker apresentou as linhas gerais do Manifesto de Utrecht, elaborado num evento na cidade de mesmo nome em seu país em abril, o Bioeconomy Utrecht 2016.

“O manifesto foi elaborado em quatro capítulos que destacam a necessidade de agir já em nome da transição para a bioeconomia, enfrentando os desafios para tanto e estabelecendo formas de agir nesse sentido”, afirmou. “O foco está na educação, treinamento e comunicação, integração, diálogo e conscientização da população, com monitoramento dos impactos ao meio ambiente”.

De acordo com Bakker, é preciso explicar o que é bioeconomia às pessoas.

Inovação

Também debatedora do painel, a sócia-diretora da 14Bisness, Diana Jungmann, destacou que a bioeconomia “é a economia do século 21, baseada em inovação e voltada para a sustentabilidade”.

“Teremos cada vez mais gente no mundo, com a expectativa de 9,6 bilhões de habitantes em 2100”, explicou Diana.

Mais: em 2030, mais de 60% da população viverá nos centros urbanos, com menos suprimentos de água. “Já somos um planeta sedento por energia e diante do aumento da mobilidade urbana e da degradação dos recursos naturais”, afirmou.

Assim, a pressão é grande “para acharmos soluções baseadas na ciência e na tecnologia”. “Temos que produzir mais alimentos, mas de forma sustentável, usar formas renováveis de energia”.

Diana citou ainda pesquisa realizada em 2014 pela Confederação Nacional da Indústria que aponta que a imagem sobre a bioeconomia é positiva para 92,2% dos brasileiros entrevistados. “Por outro lado, 76,9% discordam que o Brasil aproveita o potencial da bioeconomia”, explicou.

Fiesp avança na discussão sobre novo conselho nacional de ciência, tecnologia e inovação

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

A reunião desta sexta-feira (1/4) do Conselho Superior de Inovação e Competividade da Fiesp (Conic) retomou a discussão sobre a estrutura de estímulo à pesquisa no Brasil. O tema “Co-criação de uma proposta de institucionalidade, com capacidade real de decisão quanto a definição de prioridades e resolução de conflitos, na esfera da CT&I no Brasil” começou a ser debatido no encontro anterior do conselho, em 11 de março.

Novamente a apresentação inicial ficou a cargo do conselheiro Mauricio Mendonça, que relatou ter participado de novas reuniões para discutir o assunto e propôs um brainstorm, para, com foco num nível mais amplo da institucionalidade, criar um documento a respeito de um novo Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, já pensando em termos, por exemplo, de escopo e composição.

O presidente do Conic, Rodrigo Loures, propôs a discussão sobre a conveniência de pensar a questão da institucionalidade em termos de Brasil e de São Paulo. Também defendeu a aceleração do trabalho, para que seja feito um desenho rápido de uma nova institucionalidade para se ocupar da inovação e do empreendedorismo, que considera que deva estar muito presente na proposta. Na opinião de Loures, apoiada por diversos conselheiros, a Presidência da República deveria ver a questão da inovação e do empreendedorismo como imperativo, e talvez isso ocorra a partir de 2019, com o novo Governo, ou antes, a partir de uma mudança política.

Competências

Em sua apresentação, Mendonça listou diversos pontos que acha importantes para a discussão, entre eles a lista de competências que um conselho deve conter, enquanto sistema de governança. Uma delas, central, é a capacidade de dialogar com outras políticas e instituições não diretamente dentro do sistema de tecnologia. Outra é conseguir comunicar uma visão de longo prazo e alinhá-las aos diversos atores.

Também defende a criação de conhecimento básico apropriado e a capacidade de desenvolver políticas horizontais (mas com coerência com as verticais). Outra questão a ser considerada é como o sistema aprende consigo mesmo e melhora sua capacidade de governança. E é preciso desenvolver interfaces pragmáticas entre o setor público e o privado.

Na mesa da reunião do Conic estavam também os conselheiros Roberto do Rio Branco e Paulo Bornhausen.

Mauricio Mendonça listou na reunião do Conic pontos para a discussão. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Celso Lafer, ex-presidente da Fapesp, fala na Fiesp sobre importância do amparo à pesquisa

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Ao frisar que “é pela ciência que se vence” e que conhecimento é poder, frase do filósofo e ensaísta Francis Bacon, o professor Celso Lafer, ex-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), abriu sua participação no Conselho de Estudos Avançados (Consea), em 21 de setembro, para tratar da importância do amparo à pesquisa. O presidente do Consea, Ruy Martins Altenfelder, reforçou a importância de discutir pesquisa e desenvolvimento no âmbito da indústria paulista.

Acadêmico, em sua introdução Lafer frisou que a pesquisa é um dos pilares do mundo contemporâneo – em parte, em função da velocidade com que a cultura científica da pesquisa básica e aplicada impacta e amplia o horizonte do conhecimento. Outro fator apontado é a transposição de barreiras, como a clonagem e a espacial, que modifica a vida do ser humano. Por isso, “a possibilidade de uma sociedade exercer o controle dos seus rumos passa pela capacitação cientifica e tecnológica, ou seja, pela sua capacidade de avaliar e produzir conhecimento e explorar o seu potencial de aplicação”. Lafer exemplificou com temas sociais e essenciais, tais como matriz energética, oferta de alimentos, redução da pobreza, escassez de água e mudança climática, que passam pela capacitação cientifica e tecnológica.

Com essa avaliação em perspectiva, o professor demonstrou que hoje não se vende mais caixa de papelão, há um conhecimento agregado aliado à eficácia. “Vende-se o projeto de uma caixa de papelão ondulado capaz de transportar frutas, de manter sua qualidade, de suportar a refrigeração, de poder ser transportada em containers”, avaliando que a academia não está alheia ao que afeta a competitividade da indústria.

Ao refletir sobre o pioneirismo do Estado de São Paulo no reconhecimento da importância ao respaldo à pesquisa no País, rumo a novos conhecimentos, citou a criação da Universidade de São Paulo (USP) e a própria Fapesp.

A proximidade entre os campi e o parque industrial distingue São Paulo de outros parques brasileiros. Segundo Lafer, o Estado produz quase metade da ciência feita no País, e as empresas são a principal fonte de recursos no Estado, respondendo por aproximadamente 61%. Em contraponto, a participação do governo estadual na composição do financiamento total da pesquisa é superior ao reservado pelo governo federal. “A intensidade da preocupação com a pesquisa medida em participação no Produto Interno Bruto (PIB) é muito mais significativa em São Paulo, que é de 1,6%, comparável à Espanha, Portugal e China. Aqui, os gastos em pesquisa e desenvolvimento são dez vezes maiores do que o segundo colocado nacional, o Rio de Janeiro, e 23 vezes mais do que Minas Gerais, na terceira posição. Com alta produção de artigos científicos, mais do que qualquer outro país da América Latina, São Paulo produz o dobro da Argentina.

Reunião do Consea com a participação do ex-presidente da Fapesp Celso Lafer. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Ao fazer referência a indicadores, o apoio à pesquisa com vistas a sua aplicação recebeu, nos últimos anos, mais da metade dos recursos totais. Em 2014, o valor, de R$ 1 bilhão e 200 milhões, foi voltado a diversas áreas do conhecimento, especialmente a saúde, contemplada com 28% do total. Nesse mesmo ano, a Fundação contratou 11.609 projetos de pesquisa e manteve 11.179 bolsas de iniciação científica ao pós-doutorado.

Nesse balanço, o professor Celso Lafer frisou a conexão entre o mundo da produção e do conhecimento, e exemplificou com o Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), que intensificou o relacionamento entre as universidades e os institutos de pesquisa, com empresas localizadas em São Paulo e no exterior. Desde seu lançamento, em 1995, 340 projetos de instituições foram aprovados com empresas do porte da Petrobras, Braskem, Microsoft, Biolab, CSN, Rhodia, Suzano, entre outras.

Lafer enfatizou alguns programas, como a Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), com foco em inovação que, em 2014, desembolsou R$ 23,4 milhões. Foram 3.410 projetos apoiados desde sua criação, em 1997, em 120 cidades. Entre os benefícios elencados, a geração de empregos e o aumento da atividade econômica nos municípios parceiros.

O campo da Engenharia também mereceu programas de longo prazo, com disponibilidade de recursos, para os centros de excelência aplicados à inovação em gás natural, com a BG Brasil; em química sustentável, com a GSK; em bem-estar e comportamento humano, com a Natura; e engenharia urbana com a Peugeot-Citröen.

O ex-presidente da Fapesp apontou três grandes programas multidisciplinares, em rede, vitais à economia brasileira e ao mundo dos negócios. O primeiro deles é o Biota, voltado à biodiversidade do Estado, a fim de avaliar oportunidades de exploração sustentável e subsídio à formulação das políticas de conservação dos remanescentes industriais. “O Biota tem papel, no plano internacional, com a Convenção da Biodiversidade, que foi assinado no encontro do Rio, em 1992”, avaliou.

O Bioen, Programa de Bioenergia, criado em 2008, “é auxiliar na mudança da produtividade de cana e desenvolvimento de novas oportunidades, com o aproveitamento da biomassa na geração de energia”, sinalizou.

O terceiro, a Mudança do Clima, programa surgido também em 2008, fundamental na compreensão das consequências econômicas do fenômeno e como ele incide na América do Sul e no Brasil. Ao citar o papel da ciência na diplomacia, Lafer lembrou que, quando esteve à frente da Rio 92, demonstrou-se a necessidade do domínio dos dados de base da mudança climática, sem os quais não se poderia ter capacitação diplomática na condução do processo.

Como grande capital nos oitos anos que esteve à frente da Fapesp, Lafer citou a internacionalização da Fundação. “A ciência não se faz hoje de maneira isolada”, apontando para a interação com pesquisadores de outros países diante do nível alcançado por São Paulo que pode fazer essa troca hoje “em pé de igualdade”. Em sua gestão, foram celebrados mais de 130 novos acordos de cooperação com universidades, agências de financiamento, institutos de pesquisa e empresas de outros países, colocando o Estado no mapa mundial da Ciência, repercutindo na pesquisa produzida em São Paulo. “O Conselho Nacional de Pesquisa, CNPq, seu equivalente federal, tem 46, quase três vezes menos do que a Fapesp”, exemplificou.

Celso Lafer esteve à frente da Fapesp desde 2007 até este ano. Advogado, membro da Academia Brasileira de Letras, foi ex-ministro das Relações Exteriores em duas ocasiões e, ainda, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Também foi embaixador do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) e junto à Organização das Nações Unidas (ONU). À frente do Itamaraty, foi responsável pela organização da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (a Rio 92, ou ECO92) que, no Rio de Janeiro, reuniu mais de cem chefes de Estado.

Homenagem

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, participou do final da reunião para cumprimentar o professor Lafer, que foi homenageado pelo presidente do Consea, Ruy Altenfelder, por sua dinâmica e competente gestão na presidência da Fapesp.

Escola móvel de Nanotecnologia do Senai-SP é destaque da 67ª Reunião Anual da SBPC

Isabela Barros

A escola móvel de Nanotecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) foi uma das estrelas da 67ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) na Universidade Federal de São Carlos (UFScar), na cidade de mesmo nome, no interior paulista. Tanto que atraiu as atenções de uma média de 400 pessoas por dia, com 700 visitantes registrados neste sábado (18/07), quando foi encerrado o evento.

Uma das 80 escolas móveis do Senai-SP, a unidade de Nanotecnologia tem como objetivo oferecer o primeiro contato de estudantes e curiosos de modo geral com a área, que consiste no estudo da manipulação da matéria em escala atômica e molecular.

A estrutura faz sucesso, entre outros motivos, por expor diversos equipamentos utilizados nesta área da ciência, assim como demonstrar ao público diversos produtos que já utilizam a nanotecnologia como, por exemplo, camisetas com nanopartículas e cosméticos com nanocápsulas. “O material com nanotecnologia é muito eficaz, pois o tamanho reduzido de nanocápsulas e nanopartículas torna a sua ação mais rápida e certeira”, explica o especialista em Educação Profissional do Senai-SP Dario Jose Alves. “Uma nanocápsula rica em ômega 3, por exemplo, pode ser conduzida a só se romper no intestino ao invés do estômago por ser pré-programada a só abrir em pH básico (o do intestino), evitando perdas”.

A escola móvel de Nanotecnologia do Senai-SP durante a SBPC, em São Carlos: para despertar o interesse pela ciência. Foto: Divulgação

 

Há ainda microscópios variados e até um analisador que avalia o tamanho de partículas em solução verificando se a mesma encontra-se em escala nanométrica. “Dá para rastrear a existência de uma partícula específica num vidro de xampu, por exemplo”, afirma Alves.

Quer mais? Uma maleta de experiências exposta na escola móvel oferece possibilidades de uma maior aproximação dos visitantes com a área. Um dos experimentos é tornar impermeáveis superfícies de materiais. “É só colocar um determinado produto e os materiais ficam assim”, diz Alves. “É um procedimento usado com roupas do Exército, tênis e vidros de carro”.

Por aí

Uma das meninas dos olhos do Senai-SP, a escola móvel de Nanotecnologia é alvo de convites para a participação em congressos e eventos científicos até mesmo fora de São Paulo. “Já levamos a unidade para Brasília e para Florianópolis, estão sempre chamando a gente”, conta Alves.

De acordo com o especialista em Educação Profissional do Senai-SP, em 2015 a estrutura deve percorrer as escolas da instituição e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). “Queremos mostrar para a comunidade o que a gente está fazendo”, diz. “Despertar o interesse pela ciência entre os nossos alunos”.

Produção científica brasileira é a que mais cresce no mundo, diz presidente do CNPq

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Oliva falou sobre os desafios e oportunidades para a inovação no país (Foto: Helcio Nagamine)

A produção científica brasileira é a que mais cresce no mundo, segundo Glaucius Oliva, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O professor – titular do Instituto de Física de São Carlos e com doutorado pela Universidade de Londres – esteve nesta sexta-feira (17/05) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para reunião do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da entidade.

Oliva falou sobre os desafios e oportunidades para a inovação no país e também sobre a atual situação da produção científica nacional.

O dirigente afirmou que houve grandes avanços na pesquisa científica nas últimas décadas. “Na década de 1950, tínhamos pouquíssimos cientistas e pesquisadores no Brasil. Em 2010, formamos 40 mil mestres e 12 mil doutores – 2,7% da produção científica do mundo nascem no Brasil”, disse Oliva.

“É a que mais cresce no mundo”, garantiu.

Oliva afirmou que o país conta com recursos humanos qualificados em todas as áreas de conhecimento e em todas as regiões do país. O docente também apontou a inovação como principal caminho para o Brasil ser um país cada vez menos pobre.

Conhecimento e Inovação

“Nós já temos no Brasil os exemplos de sucesso de como transformar inovação e conhecimento em riqueza”, disse Oliva, lembrando a Petrobras, líder mundial em prospecção de óleo e gás em águas profundas, e a Embraer, que, segundo destacou, “desde que investiu em inovação, tornou-se uma das maiores fabricantes de aeronaves”.

Para o presidente do CNPq, ciência, tecnologia e inovação são os eixos estruturantes do desenvolvimento nacional.  “Desde que a Embrapa criou parcerias com grandes escolas de Agronomia, o Brasil é líder mundial em pesquisa e desenvolvimento em agropecuária tropical.”

Oliva também abordou os principais desafios da área. “Avançar em direção à economia do conhecimento e também transitar para a economia de baixo carbono e sustentável são os atuais obstáculos que enfrentamos”, opinou.

‘Ciência sem Fronteiras’

Durante sua participação no conselho, o presidente do CNPq falou sobre o programa “Ciência Sem Fronteiras”, que deverá oferecer 100 mil bolsas para estudantes brasileiros no exterior.

“Com o programa queremos aumentar a presença de estudantes e pesquisadores brasileiros em instituições de excelência no exterior e fortalecer a internacionalização das universidades brasileiras”, disse Oliva.

“Empresas como a Petrobras e a Vale já estão aderindo ao programa, o que mostra sua importância”, encerrou.

Faltam recursos para pesquisa no agronegócio, na análise do Deagro/Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Imagem do texto publicado na Folha de S. Paulo.

Entre os dias 25 e 26 de setembro, o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCT) realizou um balanço do orçamento aprovado para investimentos em pesquisa direcionados aos vários setores da economia por meio de seus respectivos fundos setoriais. O orçamento disponibilizado pelo MCT para a pesquisa em agronegócio, através do fundo setorial do setor, foi de R$ 71,3 milhões.

O montante (divulgado em 2011 e que deveria ter sido aplicado ao longo de 2012) é indiscutivelmente baixo e muito aquém das necessidades do setor, na análise do Departamento do Agronegócio (Deagro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em posição divulgada em primeira mão na coluna de Mauro Zafalon, na Folha de S. Paulo de sexta-feira (12/10).

O orçamento disponibilizado por meio do Fundo Setorial do Agronegócio resulta da soma dos recursos aprovados pela Lei Orçamentária Anual (LOA) e das operações de crédito.  O valor, no entanto, representa 0,001% do Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio de 2011, que totalizou R$ 917,6 bilhões.

Um agravante para a situação foi o contingenciamento de R$ 38 milhões ou 53% do orçamento inicial, restando apenas R$ 33,3 milhões para empenho em projetos em 2012. Desse total, R$ 20,7 milhões foram utilizados para pagar compromissos assumidos em anos anteriores e para as despesas de administração do Fundo.

O resultado é um saldo líquido de apenas R$ 12,6 milhões para novos projetos, muito abaixo dos já insuficientes R$ 71,3 milhões previstos inicialmente.

Na avaliação do Deagro/Fiesp, se o cenário já é preocupante o suficiente, acrescenta-se a ele que, com apenas três meses para findar o ano calendário de aplicação deste recurso, não deverá haver tempo hábil para avaliar os inúmeros novos projetos que estão parados, uma vez que a primeira reunião realizada pelo Comitê Gestor do Fundo foi justamente essa de 26 de setembro.

Portanto, dos R$ 12,6 milhões disponíveis no Fundo Setorial do Agronegócio para investimentos em pesquisa e inovação, nenhum centavo deverá ser gasto em novos projetos.

Para 2013, estima-se um volume de recurso para investimentos no agronegócio de R$ 81,3 milhões, o que equivale a 2,3% do montante total de recurso do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Fica a dúvida, questiona o Deagro, se ocorrerão novos cortes, como vem acontecendo desde 2010.

“A Fiesp defende o incremento e a efetiva disponibilização desses recursos e que os mesmos tenham critérios mais objetivos para que sejam aplicados, respeitando a interação entre o setor privado, o governo e a academia, para que cumpram com o objetivo de gerar benefícios a toda a sociedade brasileira”, posiciona-se a entidade na coluna de Zafalon.

Instituto de Neurociência aposta na prática da ciência como método de ensino em Natal

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Não há melhor qualificação para o jovem que entra no mercado de trabalho do que a boa escolaridade. O alerta feito por Wanda Engel, superintendente do Instituto Unibanco, reflete o universo do Ensino Médio brasileiro.

Apesar dos 8,2 millhões de alunos que frequentam a sala de aula, somente 1,8 milhão conclui o ciclo. Nesse funil, 1,6 milhão segue para a Educação para Jovens e Adultos (EJA) com inscritos triplicados nos últimos anos. Ou seja, metade se perde pelo meio do caminho.

Para atender à demanda, existem 24 mil escolas, quase 86% delas abrigadas nas redes públicas estaduais, somando 413 mil professores trabalhando com jovens na faixa etária de 15 a 17 anos. O noturno concentra 52% desses alunos, enquanto o vespertino se esvazia. O balanço foi apresentado por Engel ao participar do recente encontro do Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial) da Fiesp, no último dia 19.

Há reflexos econômicos: o Brasil deixa de crescer 0,5% ao ano em função do grande contingente de jovens que abandonam o curso. Em 40 anos, essa conta sobe para R$ 300 bilhões ou 16% do Produto Interno Bruto (PIB). “Um apagão da mão de obra”, avaliou Engel.

A conta da violência no Brasil, segundo dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), representa 10,5% do PIB. A taxa de desemprego não está descolada da deficiência escolar que se reflete em baixos salários e pobreza: cerca de 4,6 milhões de jovens se encontram fora do mercado de trabalho.

Para tentar driblar esse complexo mapeamento educacional, o Instituto Unibanco conta com dois programas. Um deles é o Entre Jovens complementar para alunos com dificuldades específicas em Português e Matemática, por meio de programas de tutoria em 356 unidades do País.

Já o Jovem de Futuro envolve aportes técnico e financeiro (R$ 100 ano/aluno) para implantação e avaliação de plano estratégico de melhoria de resultados com duração de três anos. Uma das sugestões da representante da instituição é aumentar a oferta do ensino profissionalizante, incentivando a monitoria e a Lei do Aprendiz.

Neurociência e cidadania

Referência mundial em pesquisa da interface entre cérebro e computadores, Miguel Ângelo Laporta Nicolelis apontou caminho alternativo: a utilização da Ciência para reforçar o que se ensina. O brasileiro, respeitado mundialmente, é diretor do Centro de Neurociência da Universidade Duke, na Carolina do Norte (EUA).

Por entender que a Ciência é por definição global e agente de transformação social, Nicolelis apostou na construção de projeto pioneiro no semi-árido nordestino. No município com os piores indicadores educacionais do país, Macaíba, periferia de Natal (Rio Grande do Norte), foi erguida escola brasileira com tecnologia de ponta e os melhores laboratórios do País para aprendizagem em tempo integral e incentivos como o Programa Jovem Cientista.

No Instituto de Neurociência (Edmond and Lily Safra International Institute of Neuroscience of Natal-ELS-IINN), Nicolelis desenvolve pesquisas em paralelo com seu laboratório americano. No projeto do complexo temático, a Cidade do Cérebro estará voltada à arte, à ciência e ao humanismo, graças a recursos que vêm, em sua maioria, da iniciativa privada.

Por que usar o método científico como ferramenta? “Ciência é testar no limite. É a essência da produção do conhecimento”, explicou o cientista. “Quando se adquire conhecimento, também se adquire voz”, concluiu.

“Somos todos educadores”, disse apontando três pilares para a educação eficiente que leva à felicidade pessoal: amor incondicional, entender que toda pergunta é cabível e que o aluno faz parte da gestão do seu próprio futuro.

A mais importante revista científica Science pela primeira vez elege para sua capa um brasileiro na edição que sairá em dezembro. Há mais de duas décadas nos Estados Unidos, Nicolelis é respeitado mundialmente e pode ser indicado ao Nobel.

Jovens competidores e seus coordenadores fazem avaliação positiva do torneio

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

O último dia de Olimpíada do Conhecimento 2011 (quinta-feira, 10) foi bastante agitado para os participantes. Ainda pela manhã, enquanto alguns já desmontavam seus equipamentos ao término de suas provas, outros ainda cumpriam atividades. Alheios à movimentação, competidores de algumas modalidades permaneceram concentrados por toda a tarde.

Regina Toledo Andrade, aluna do curso de Impressão Gráfica da Escola Senai João Martins Coube, de Bauru, já havia concluído suas tarefas e adorou a experiência. “Foi muito proveitoso, aprendi bastante. Treinei um ano para a competição e tive muito apoio em casa, em especial do meu tio, que também é do Senai”, contou.

Integrados

Fabiana Bonacina, Alex Massayuki e Luís Augusto: bom desempenho

A equipe formada por Fabiana Bonacina (17 anos), Alex Massayuki (18) e Luís Augusto Schiavon (17) veio da cidade de Pompeia (470 km da capital) para disputar a categoria Manufatura Integrada.

Confiantes, os alunos da Escola Senai Shunji Nishimura estavam contentes com o bom desempenho nos trabalhos executados.A equipe formada por Fabiana Bonacina (17 anos), Alex Massayuki (18) e Luís Augusto Schiavon (17) veio da cidade de Pompeia (470 km da capital) para disputar a categoria Manufatura Integrada.

“Tudo saiu dentro do planejado. Até os imprevistos aconteceram a nosso favor”, comemorou Luís Augusto, mecânico de usinagem. Alex, aluno do curso técnico em Eletroeletronica, celebrou também a presença de sua família no local das competições. “Me deu muita força”, disse. Fabiana completou: “Adquiri conhecimento e conheci bastante gente”.

Experiência

O êxito na Olimpíada do Conhecimento foi celebrado também pelos profissionais que avaliam e organizam as provas. O coordenador da modalidade Fresagem a CNC (Controle Numérico Computadorizado), Helcio Nascimento, exaltou o esforço de sua equipe.

Helcio Nascimento, instrutor do Senai Leopoldina e coordenador da modalidade Fresagem a CNC

“Este ano foi show de bola porque vínhamos fazendo um trabalho de melhorias há praticamente um ano. Temos 20 máquinas de 3,5 toneladas cada e realizamos a façanha de colocá-las em funcionamento em dois dias de trabalho extenuante, o que nos deu rentabilidade total”, comentou Nascimento, instrutor na Escola Senai Mariano Ferraz, no bairro paulistano de Vila Lepoldina.

O coordenador ressaltou o maior número de participantes na modalidade, de 26 em 2009 para 36 este ano. “Gradativamente a lista de competidores está aumentando, e isso é muito bom. Aumenta também o número de máquinas nas escolas e traz novas tecnologias.”

“Este ano foi show de bola porque vínhamos fazendo um trabalho de melhorias há praticamente um ano. Temos 20 máquinas de 3,5 toneladas cada e realizamos a façanha de colocá-las em funcionamento em dois dias de trabalho extenuante, o que nos deu rentabilidade total”, comentou Nascimento, instrutor na Escola Senai Mariano Ferraz, no bairro paulistano de Vila Lepoldina.

Segundo Nascimento, os jovens de 16 a 18 anos saem do Senai praticamente com vagas garantidas no mercado de trabalho. Se alguns alunos não ganham medalha, levam para sempre a experiência do trabalho em conjunto e o espírito de ajudar uns aos outros.

“Eles são bem trabalhados nas escolas não apenas para serem bons competidores, mas para serem bons profissionais, o que é fundamental. Não por acaso, o Brasil é o segundo melhor do mundo no WorldSkills 2011“, realçou, referindo-se à competição mundial de formação profissional.

Final

A cerimônia de encerramento da Olimpíada do Conhecimento 2011 acontece nesta sexta-feira (11), a partir das 15h, no Palácio de Convenções do Anhembi. Depois de uma semana intensa de competição e aprendizagem, os alunos e seus familiares vão torcer pelas melhores colocações, em uma emocionante festa que promete muitas emoções. Boa sorte a todos!

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São José do Rio Preto, Ourinhos e São Carlos vencem 3º Torneio do Sesi

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

As equipes Robotic Team, do Sesi São José do Rio Preto, Robotic School, de Ourinhos, e Asimov, da unidade de São Carlos, subiram ao pódio nesta sexta-feira (11) para receber os prêmios de 3º, 2º e 1º lugar, respectivamente, do 3º Torneio de Robótica 2011.

Na categoria “Melhor Projeto de Pesquisa”, os alunos da equipe Robobio, do Sesi de Presidente Prudente, ficaram em 3º lugar, seguidos pelo time Tecnodroyds, de Mogi Guaçu, na 2ª posição, e pela equipe Raio-X, de Garça, que levou a primeira colocação.

Em “Melhor Projeto de Robô”, a equipe Laranja Mecânica, do Sesi de Limeira, ficou em 3º lugar. Os alunos da unidade de Catanduva, o Sesi Lego Team, ocupou a 2ª posição, seguidos pelo grupo Sesi Lego Chairs, de Sertãozinho.

Para a etapa nacional do Torneio de Robótica, foram classificadas as equipes: Lego Team, de Catanduva, Sesi Pulsação Zoom, Araçatuba, Sesi Robotic Girls, Itapetininga, Tecnobody Sesi, Catumbi, Sesi Lego Chairs, Sertãozinho.

Sonho

O presidente da Fiesp e do Sesi, Paulo Skaf, classificou a terceira edição do Torneio de Robótica e o 4º São Paulo Skills Senai 2011 – eventos que aconteceram simultaneamente entre os dias 7 e 11 de novembro – como “a realização de um sonho.”

“É através da educação que as pessoas se emancipam, criam independência. É através da educação que as pessoas crescem e constroem patrimônio”, disse Skaf no encerramento dos dois eventos no Palácio de Convenções do Anhembi, na tarde desta sexta-feira (11/11).

Competição

Nesta 3ª edição do Torneio Sesi-SP de Robótica, o desafio das equipes participantes foi explorar o mundo moderno da Engenharia Biomédica, descobrindo inovações tecnológicas para reparar lesões, superar predisposições genéticas e maximizar o potencial do corpo.

Durante o mês de outubro, 726 alunos com idade entre 11 e 13 anos participaram de oito seletivas regionais realizadas em todo o estado. Os 40 melhores colocados disputaram o Campeonato Estadual de Robótica desde terça-feira (8) no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo.

Os alunos competidores construíram e programaram um robô para marcar pontos em disputas de 2,5 minutos num campo temático. Os grupos foram avaliados levando-se em conta quatro requisitos: realização das missões; apresentação do projeto de pesquisa; projeto do robô; e trabalho em equipe. Em relação à pesquisa, os alunos são estimulados a identificar um problema, buscar uma solução inovadora e compartilhar o resultado com a comunidade.

Pílula inteligente e sensor da equipe do Sesi Bebedouro evita exame de sangue e endoscopia

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Equipe Sesi Bebedouro durante o 4º dia de provas no Torneio de Robótica

Um grupo de seis adolescentes prometeu, na tarde desta quinta-feira (10), durante a fase estadual do 3º Torneio de Robótica do Sesi-SP,  “revolucionar” com um novo método de diagnósticos, dispensando exames, como eles mesmos dizem, “invasivos”.

Os alunos da unidade de Bebedouro do Sesi preparam durante três meses o projeto de um dispositivo (pílula) com microcâmera que, após ingerido, coleta amostra da saliva, registra em imagens o trajeto do aparelho digestório, além de medir temperatura do corpo e colher amostras do estômago para verificação de composição química.

O dispositivo pode ser ingerido por maiores de 12. Após percorrer o trajeto do aparelho digestório, a pílula com a microcâmera é expelida pelas fezes.

Os alunos Karolyne Justino de Souza (13 anos), Angela Ogata (13), Daniele Othon (12), Thaís Santos (13), Vitor Marciano (12) e Matheus Gomes (13) se inspiraram em modelos como a iPill, lançada por cientistas em 2008. Trata-se de um microprocessador, composto por bateria, rádio sem fio e reservatório, que permite a liberação de medicamento em uma região específica do corpo.

Nanobiossensor

Injetado abaixo da endoderme, no abdômen, o dispositivo nanobiossensor projetado pela equipe de Bebedouro entra em contato com a corrente sanguínea e monitora as alterações do organismo. “Do lado de fora, um equipamento faz a leitura dos dados em tempo real, e ainda com possibilidade conexão com bluetooth”, afirma Thaís Santos.

Essa conexão com biossensores já possível em Nanotecnologia. “O que a gente tá propondo está de acordo com a tecnologia atual e o que já existe em equipamentos”, acrescentou Thaís.

Longe de casa

A cidade de Bebedouro fica há mais de 390 quilômetros do capital paulista. E, pela primeira vez, a equipe de quatro meninas e dois meninos passa quatro dias fora de sua cidade desacompanhados de familiares, segundo Luis Fernando Granato, técnico do grupo e analista de suporte e informática do Sesi.

Os mentores da equipe Bebedouro@alunosesi são: Jonas Alexandre da Silva e Neusa Maria Pontelli de Medeiros, também professores do Sesi.

Quarenta times da capital e interior competem pela fase nacional do torneio do Sesi-SP

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

As unidades do Sesi de Catumbi, São Caetano do Sul, Vila das Mercês, Ipiranga, Santos, Cubatão, Santana de Paranaíba e Votorantim classificaram suas equipes para a disputa estadual da 3ª edição do Torneio Sesi-SP de Robótica, na segunda-feira (7).

Os nove projetos classificados são: Sesi Megamentes, de Votorantim; Tecnoids, de Santa de Parnaíba; BodyLego, de Cubatão; Wake UP, de São Caetano do Sul; Legobeach, de Santos; e Robonáticos, de Ipiranga. Os projetos Futuristic Mind, de Vila das Mercês; Sesi Slim, de São Caetano do Sul; e Tecnobody, de Catumbi, ocuparam a terceira, segunda e primeira colocação respectivamente.

Na 3ª edição do Torneio Sesi-SP de Robótica, o desafio das equipes participantes é explorar o mundo moderno da Engenharia Biomédica, descobrindo inovações tecnológicas para reparar lesões, superar predisposições genéticas e maximizar o potencial do corpo.

Durante o mês de outubro, 726 alunos com idade entre 11 e 13 anos participaram de oito seletivas regionais realizadas em todo o estado. Os 40 melhores colocados disputam o Campeonato Estadual de Robótica, desde terça-feira (8) no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Nesta quinta-feira (10) novembro sai o resultado das equipes classificadas e a premiação ocorrerá na sexta-feira (11).

Competição

Os alunos competidores construíram e programaram um robô para marcar pontos em disputas de 2,5 minutos num campo temático. Os grupos foram avaliados levando-se em conta quatro requisitos: realização das missões; apresentação do projeto de pesquisa; projeto do robô; e trabalho em equipe. Em relação à pesquisa, os alunos são estimulados a identificar um problema, buscar uma solução inovadora e compartilhar o resultado com a comunidade.

Confira a lista com as equipes classificadas no hotsite de Robótica.

Competições de tecnologia e inovação, do Senai-SP, tomam conta do Anhembi esta semana

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Em clima de festa, foi realizada na manhã desta segunda-feira (07/11), no Palácio de Convenções do Anhembi, na capital paulista, a solenidade de abertura do São Paulo Skills Senai 2011 – Olimpíada do Conhecimento, maior evento de educação profissional da América Latina.

Os 800 alunos competidores de 83 escolas do Senai, espalhadas por 62 cidades do estado de São Paulo, entraram no auditório pelo palco e foram ovacionados por professores, técnicos, diretores da entidade e autoridades de diversos municípios, além de aproximadamente 500 estudantes da rede que visitam o local das provas.

A cerimônia contou com a participação da orquestra Bachiana Sesi-SP, que executou o Hino Nacional no início. “Quero desejar a vocês, nossos ‘atletas’ da educação profissional, os melhores resultados com a plena demonstração de que somos uma forte indústria a serviço do Brasil”, afirmou Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Senai-SP, por meio de vídeo-mensagem. Ele cumpre agenda de compromissos da Fiesp na França e participará apenas do encerramento, na sexta-feira (11/11).

A Orquestra Filarmônica do Senai-SP executou o Hino Nacional na cerimônia de abertura

 

 

O diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni, acrescentou na abertura: “A presidente Dilma Rousseff ressalta que poucos países do mundo podem contar com essa parceria de qualificação do Senai. Temos a filosofia do aprender fazendo e formamos, além de excelentes profissionais, verdadeiros cidadãos que participarão ativamente da construção de um novo País”.

Maratona

Walter Vicioni, diretor regional do Senai-SP, falou na abertura do evento

Além da Olimpíada do Conhecimento, acontecem simultaneamente no Anhembi o Inova Senai e o 3º Torneio Sesi-SP de Robótica. A expectativa é que até sexta-feira (11) cerca de 50 mil visitantes passem pelo pavilhão de exposições, local das competições que têm entrada gratuita.

Os 64 mil metros quadrados de área abrigam 51 modalidades em 19 áreas tecnológicas da Olimpíada do Conhecimento, nas quais os alunos do Senai-SP vivenciam situações semelhantes às que enfrentarão na vida profissional.

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Alunas do Sesi-SP dão charme e ideias para uma vida melhor com tecnologia

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Equipe do Sesi Catumbi. O grupo conquistou primeiro lugar na etapa regional

O Pavilhão de Convenções do Anhembi recebeu 26 equipes de alunos do Sesi-SP que apresentaram nesta segunda-feira (7) seus projetos com tecnologia robótica para prevenir e remediar problemas de saúde. Mas os estandes que mais chamam atenção, pelo menos por conta do visual, são aqueles com toque feminino.

Usando um imenso chapéu cor de rosa estampado com corações, Gabriela Lourenzato Guarda, 13 anos, aluna do Sesi de Catumbi, fala com clareza sobre o projeto de software e chip para desfibriladores desenvolvido pelo seu grupo, composto por cinco meninas e apenas um menino.

“A gente percebeu que os nossos professores da escola estavam sofrendo com muitos problemas de coração, então pensamos como poderíamos desenvolver uma tecnologia para melhorar no diagnóstico de problemas desse tipo”, contou Gabriela, programadora do robô que competiu nesta segunda-feira com os 25 grupos no circuito temático.

Alunos do Sesi aguardam resultado de uma das etapas de classificação

 

O grupo de Gabriela desenvolveu o Desfibrilador Tecnobody, projeto que levou dois meses para ficar pronto. A proposta é utilizar o equipamento para enviar com antecedência ao hospital dados do eletrocardiograma feito no momento em que o desfibrilador é usado em vitimas de parada cardíaca. A operação pouparia tempo, uma vez que o hospital receberia as informações do paciente antes mesmo de sua chega à emergência.

Projetos inovadores para saúde

Na 3ª edição do Torneio Sesi-SP de Robótica, o desafio das equipes participantes é explorar o mundo moderno da Engenharia Biomédica, descobrindo inovações tecnológicas para reparar lesões, superar predisposições genéticas e maximizar o potencial do corpo.

A equipe do Sesi de Vila das Mercês idealizou um projeto para facilitar a rotina de pacientes com próteses de metal. O grupo, cuja formação predominante também é de meninas, elaborou o robô Futuristic Mind, um equipamento instalado na porta giratória dos bancos que, com uma luz infravermelha, visualiza de forma exata a pessoa que possui um objeto ameaçador, dispensando suspeitas em portadores de próteses de metal, segundo Gabriela Silva, líder da equipe de seis integrantes, dos quais apenas dois são meninos.

Juízes avaliam desempenho de alunos durante circuito com robôs

 

“Pensamos em fazer algo com detector de metais porque o pai de uma das meninas do grupo tem uma prótese de titânio na perna e tem muita dificuldade de entrar em um banco”, explicou a líder sobre a história de Gabriella Borges, 13 anos, construtora de robôs. A equipe de Vila das Mercês preparou a pesquisa, o projeto e o robô do Futuristic Mind em pouco mais de um mês. “Nas últimas três semanas ficamos 10 horas na escola para conseguir fazer o projeto”, lembrou Gabriela Lima, organizadora da equipe.

Paqueras e maquiagens

Equipe Futuristic Mind do Sesi Vila das Mercês, no primeiro dia de competição

A equipe do Sesi de Catumbi conta com Giovanna Soler Affonso (12 anos), como líder, Giovanna Folha Carlomagno (12), como programadora, Lorena Lourenzato Guarda (12) e Gabriela Yuta (13), como construtores, e Gabriela Forte Veríssimo (12), como organizadora.

O coro feminino ainda é engrossado pela técnica Cintia Khalil Ortiz e pela mentora Adriana Lupion. Ao todo são sete mulheres para se comunicarem com Gabriel Yuta, o único menino da turma.

“Foi legal trabalhar com elas, menos quando ficavam falando sobre meninos. Aí era difícil. Mas quero trabalhar de novo com elas”, desabafou Yuta sobre suas colegas de equipe e alunas do Sesi.

Cintia Khalil Ortiz, professora e técnica responsável pela equipe, confere à Yuta o mérito de equilíbrio do grupo: “O bom é que ele é uma pessoa maravilhosa, ele é calmo. Além de ele ser o único menino, ele é o apaziguador da equipe”.

Enquanto isso, na equipe de Vila das Mercês, os meninos Kalel Adolfo (13 anos), programador, e Pedro Matos (12), líder do grupo, esquecem da calma quando estão esperando as quatro meninas terminarem de se maquiar. Dentro do estande todo preto, decorado com luzes neon, cartazes e CDs em forma de tapete, Pedro reclamava da demora das meninas em aprontar o cabelo: “Eu passei a tinta rapidinho no meu cabelo. Elas ficaram horas se arrumando. Precisei bater na porta pra saírem”.

Meninos e meninas disputam nesta última etapa regional nove vagas na classificação para a competição estadual que começa nesta terça-feira (8). Confira a lista com as equipes classificadas no hotsite de Robótica.

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Olimpíada do Conhecimento vira atração para alunos da rede pública de ensino

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Bruno Jorge e Thaiane Delcidio, estudantes do Senai Anchieta, conduziram a visita de alunos do ensino médio (de camiseta azul, ao fundo) na Olimpíada do Conhecimento

A Olimpíada do Conhecimento começou nesta segunda-feira (7), e os participantes já estavam empenhados nos preparativos da competição há bastante tempo. No domingo eles fizeram a pré-ambientação no centro de exposições do Anhembi, onde o evento segue até sexta-feira (11).

Mesmo com toda a movimentação de estudantes e visitantes, os competidores mantiveram o foco e a concentração nas provas práticas. E em todos os espaços reservados para as modalidades, existe uma pequena arquibancada para realização de palestras sobre aprendizagem industrial.

Jovens assistiram às palestras ao lado das áreas de competição na Olimpíada do Conhecimento

As escolas Senai de São Paulo organizaram e conduziram visitas de estudantes da rede pública de ensino à Olimpíada do Conhecimento. Os grupos seguem roteiros de apresentações realizadas por professores e técnicos, com fotos e vídeos.

Thaiane Delcidio, 19 anos e Bruno Jorge, 20, cursam Engenharia Mecatrônica na Escola e Faculdade de Tecnologia Senai Anchieta. À tarde, monitoraram um grupo de jovens estudantes do ensino médio. “Viemos em quatro ônibus, com cerca de 150 visitantes. Hoje foi dia de ajudarmos a mostrar as atividades e os cursos do Senai para quem não conhecia”, contou a voluntária.

Entre eles estava Karina Regina dos Santos, de 16 anos, aluna do 1º ano do ensino médio que percorreu o evento com os monitores e gostou do ambiente.

“Os guias são bem legais, eles nos incentivam e apresentam as várias opções de cursos e as profissões. Só precisamos aproveitar as oportunidades”, afirmou Karina, que pretende ingressar no Senai mas ainda não optou pelo curso. “Estou pensando ainda”, completou a jovem.

Linha do tempo

Ambiente da década de 60 mostra o torno no qual o ex-presidente Lula tinha aulas no Senai

Na entrada do pavilhão, um estande curioso e ao mesmo tempo histórico atrai olhares. Recriado em três partes, o espaço temático exibe na mesma área o maquinário utilizado no Senai desde a fundação da entidade.

A primeira recorda a década de 60, e abriga também o torno no qual operava o ex-aluno do Senai e ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Logo adiante estão expostas as máquinas da década de 80, em ambiente fiel à época, e um exemplar utilizado atualmente, moderno e com desenho arrojado que oferece total segurança ao profissional.

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Última etapa regional da 3º edição do Torneio Sesi-SP de Robótica acontece em SP

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Nesta segunda-feira (7), 26 equipes da região da Baixada Santista, Capital e do grande ABC disputarão as últimas nove vagas da etapa estadual da 3º edição do Torneio Sesi-SP de Robótica. O evento se propõe a estimular a criatividade e o raciocínio lógico dos estudantes da instituição.

Durante o mês de outubro, 726 alunos com idade entre 11 e 13 anos participaram de oito seletivas regionais realizadas em todo o estado. Os 40 melhores colocados disputarão o Campeonato Estadual de Robótica, entre os dias 8 e 9 de novembro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo.

De acordo com Walter Vicioni, superintendente operacional do Sesi-SP, o torneio incentiva os estudantes a aprimorarem os seus conhecimentos nas áreas de ciência e tecnologia e, posteriormente, fortalece esse aprendizado nas oficinas e laboratórios do Senai-SP. “Em nosso modelo educacional, a partir do segundo ano do Ensino Médio do Sesi-SP, o aluno pode fazer, gratuitamente, um curso técnico do Senai-SP, aprofundando seu conhecimento tecnológico.”

Competição

Nesta temporada, o desafio das equipes participantes (Body Forward) é explorar o mundo moderno da Engenharia Biomédica, descobrindo maneiras inovadoras para reparar lesões, superar predisposições genéticas e maximizar o potencial do corpo.

Baseados neste conceito, os competidores deverão construir e programar um robô para marcar pontos em disputas de 2,5 minutos num campo temático. Desta forma, os alunos são estimulados a identificar um problema local, buscar soluções inovadoras e compartilhar o resultado de suas descobertas com a comunidade.

Os grupos serão avaliados levando-se em conta quatro requisitos: realização das missões; apresentação do projeto de pesquisa; projeto do robô; e trabalho em equipe. Em relação à pesquisa, os alunos são estimulados a identificar um problema, buscar uma solução inovadora e compartilhar o resultado com a comunidade.

Estudantes do Senai-SP participam da fase estadual da competição no Anhembi, de 7 a 11/11

Rosangela Gallardo, Agência Indusnet Fiesp

O Senai-SP promove, de 7 a 11 de novembro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, a fase estadual da Olimpíada do Conhecimento – São Paulo Skills (www.sp.senai.br/olimpiada), competição voltada a estudantes de cursos técnicos e de formação profissional das Escolas Senai do estado de São Paulo.

O evento é gratuito e aberto à visitação pública, nos seguintes horários: dia 7/11, das 14h às 17h; dias 8 e 9/11, das 9h às 17h; e dia 10, das 9h às 11h. No dia 11, será realizada a premiação, a partir das 15h.

Setecentos e sessenta e três alunos de 83 unidades da instituição participam do evento que ocupará 60 mil metros quadrados do Pavilhão de Exposições do Anhembi. Os estudantes serão testados em 50 ocupações profissionais, que representam 19 áreas tecnológicas, e os visitantes podem acompanhar, em tempo real, o desenvolvimento de cada tarefa.

Paralelamente à competição acontecerá o Inova Senai, no qual serão apresentados projetos e invenções de aplicação industrial, desenvolvidos por estudantes e docentes paulistas da instituição.

Provas de excelência

Idealizada para promover e incentivar o ensino profissional no país, a Olimpíada do Conhecimento é uma versão do antigo Torneio Nacional de Formação Profissional, criado em 1982. Durante sua realização são programadas provas teóricas e práticas. Todas as fases são acompanhadas por especialistas, que avaliam o desempenho dos candidatos em cada etapa da elaboração do trabalho.

Sai vitorioso o concorrente que obtém melhor pontuação durante o desenvolvimento das tarefas apresentadas. O cenário das atividades reproduz o ambiente real de trabalho, com ferramentas, equipamentos e situações correlatas à área tecnológica avaliada. A premiação contemplará os três melhores trabalhos de cada uma das ocupações avaliadas e será realizada no dia 11 de novembro, a partir das 15h, no Palácio de Convenções do Anhembi – Grande Auditório.

Durante a Olimpíada do Conhecimento, o Senai-SP também fará uma mostra da capacitação oferecida em suas Escolas Móveis. Quatro das 70 unidades volantes da instituição estarão abertas à visitação pública.

Etapa Nacional

Os melhores colocados na seletiva paulista garantem o passaporte para a etapa nacional, que reúne alunos de unidades do Senai de todo o país. Na última edição realizada no Rio de Janeiro, no ano passado, São Paulo foi o grande vitorioso, conquistando 33 medalhas, sendo 18 de ouro, sete de prata e oito de bronze.

A conquista deste pódio abre portas para a participação na olimpíada internacional, o WorldSkills Competitions 2013 (http://www.worldskills.com/), que se realizará na Alemanha.

Promovido há aproximadamente 50 anos, esse torneio ocorre a cada dois anos com o objetivo de fomentar o intercâmbio entre estudantes ou jovens profissionais de várias regiões do mundo, que buscam o aprimoramento profissional por meio da troca de experiências e do contato com novas competências.

Antes de chegar a essa etapa, os alunos passam por uma maratona de treinamentos, que visa reforçar a execução de exercícios teóricos com alto grau de dificuldade e domínio das tarefas práticas. Complementa a preparação o acompanhamento nutricional, físico e psicológico de cada participante.

Confira aqui as modalidades competitivas da Olimpíada do Conhecimento 2011

Serviço
Olimpíada do Conhecimento
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi – Av. Olavo Fontoura, 1209, Capital
Visitação: de 7 a 10 de novembro de 2011
Data/horário: dia 7/11, das 14h às 17h; dias 8 e 9/11, das 9h às 17h; e dia 10, das 9h às 11h
Entrada franca

Premiação
Local: Palácio de Convenções do Anhembi – Grande Auditório, Capital
Data/horário: 11 de novembro de 2011, a partir das 15h

Especialistas do Brasil e exterior estão na 1ª Semana Tecnológica de Inovação do Senai-SP

Agência Indusnet Fiesp

Microscópio Confocal modelo Axio, da Carl Zeiss

 

O Senai-SP promove até 3 de junho, na Escola Senai Suíço-Brasileira, em Santo Amaro, na capital paulista, a 1ª Semana Tecnológica de Inovação em Microtécnica e Nanotecnologia.

O evento marca a parceria com o Centre Suisse d’Eletronique et de Microtechnique (CSEM), referência internacional em pesquisa aplicada, gestão da inovação e transferência tecnológica, e o início da atuação da entidade em duas áreas estratégicas para a competitividade e o desenvolvimento da indústria paulista e do País.

Máquina de medição por coordenada modelo Duramax, da Carl Zeiss

 

As palestras abordam aspectos que vão desde os modelos de negócio para inovação no Brasil, passando pelo detalhamento de tecnologias em uso nos centros mais desenvolvidos da Europa, até técnicas de medições na escala nanotécnica.

Para que os participantes conheçam aplicações já adotadas no mercado, foi montada área de exposições com produtos e soluções desenvolvidas por empresas que já atuam com essas tecnologias.

Mercado no futuro

Segundo Osvaldo Lahoz Maia, gerente de Inovação e de Tecnologia do Senai-SP, as aplicações da microtécnica são infinitas quando relacionadas a microdispositivos, tais como sensores, microbombas de infusão e componentes inteligentes para as indústrias automotiva e aeroespacial. Já a Nanotecnologia permite que os produtos fabricados na escala do bilionésimo de milímetro possam ser aferidos e controlados.

Bruno Vale, da Carl Zeiss, discute “Microscopia de luz aplicada à ciência de materiais” durante palestra a alunos e visitantes da feira, na Escola Senai Suiço-Brasileira

“Indústrias das áreas química, de microeletrônica, metalmecânica e dos segmentos de fármacos e cosméticos já são grandes demandantes dessas novas tecnologias”, explica Maia. “Os resultados são tecidos inteligentes, sensores sofisticados e materiais cada vez mais resistentes, leves e econômicos”, completa.

Com a parceria com o CSEM, o Senai-SP passa a integrar o grupo de instituições de ensino de vanguarda, que estão se antecipando às demandas por profissionais altamente qualificados. “São eles que farão a diferença no mercado de trabalho dos próximos dez anos”, reitera Maia.

“É preciso revolucionar ensinos básico e superior”, afirma professor da UFRJ

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e secretário-geral da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Informação (CNCTI), Luiz Davidovich, foi o convidado da 39ª reunião do Conselho Superior de Tecnologia e Competitividade (Contec) da Fiesp, na sexta-feira (12).

Ele apresentou os resultados da Conferência ocorrida em maio deste ano e que reuniu cerca de 4.000 participantes em Brasília.

Com foco na proposta de ações para um plano estratégico de desenvolvimento Científico e Tecnológico Inovador (C&T&I) para os próximos 10 anos, o evento  teve sua estruturação alinhada a quatro eixos:

  • Sistema Nacional de Ciência Tecnologia e Inovação;
  • Inovação Tecnológica nas Empresas;
  • Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Áreas Estratégicas;
  • Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Social.

 

Para Davidovich, a presença importante do quarto item foi o destaque da 4ª CNCTI. “Ele surgiu da percepção de que para o Brasil ter um forte protagonismo internacional deve-se trabalhar na inclusão social”, assinalou.

A educação é também um ponto forte constante nos objetivos estratégicos definidos no pós-conferência, segundo o professor, que sublinhou: “Não se trata apenas de melhorar a qualidade, mas de realmente revolucionar o sistema em todos os níveis”.

Agregar valor

No Brasil, o número de cientistas e engenheiros atuantes em Pesquisa e Desenvolvimento é muito baixo, assim como a quantidade de patentes. Os investimentos empresariais em P&D no País não passam de 0,50%, enquanto Coréia e Japão ultrapassam os 2,60%.

Davidovich apresentou propostas para melhorar este panorama: promover revisão dos marcos legais, utilização de poder de compra do Estado e ampliação do investimento nacional em P&D e Inovação para 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020.

O professor pontuou, no entanto, que se não houver uma revolução na educação básica e no ensino superior, “esta conjuntura não vai mudar”. Entre as sugestões para a educação básica, Davidovich indicou as seguintes urgências:

  • Investimentos no setor devem atingir 10% do PIB em 2020;
  • Valorização do professor (salários adequados e dedicação exclusiva);
  • Turno integral de 8 horas nas escolas públicas.

 

No ensino superior, além da ampliação das escolas públicas com diversificação institucional e flexibilidade curricular, ele destacou a necessidade de:

  • Incentivar formação de engenheiros qualificados;
  • Reforçar o papel das instituições públicas de ensino superior na formação de professores para a educação básica;
  • Aumentar número de mestres e doutores em empresas, através de formação adequada e programas de estágio.

Sesi-SP abre Torneio de Robótica com alunos da rede

Agência Indusnet Fiesp

Com uma programação que se estende até o mês de novembro, o Sesi-SP promove o 2º Torneio de Robótica para estudantes das 5ª e 6ª séries da instituição. Participam do evento 816 competidores distribuídos em 102 times.

Nessa primeira etapa serão realizadas oito seletivas, sendo a primeira no dia 2 de setembro, no Centro de Atividades do Sesi de Cidade AE Carvalho. Os melhores colocados se classificarão para o campeonato estadual, que ocorrerá em novembro, no município de Indaiatuba.

Cada equipe terá como meta a programação e a construção de um robô para, posteriormente, conduzi-lo por um circuito com 11 missões relacionadas aos diferentes meios de transporte.

Os grupos serão avaliados levando-se em conta cinco requisitos:

  • Realização das missões;
  • Apresentação do projeto de pesquisa;
  • Programação de robô;
  • Trabalho em equipe;
  • Interação.

 

Em relação à pesquisa, os alunos são estimulados a identificar um problema local, buscar uma solução inovadora e compartilhar o resultado com a comunidade.

O primeiro Torneio de Robótica da entidade foi realizado no ano passado, no Pavilhão e Exposições do Anhembi, com 53 times. O desempenho das unidades do Sesi-SP garantiu participação no Campeonato Brasileiro de Robótica, que ocorreu no Espaço Cultural Catavento e reuniu 62 times.

A conquista do 3º lugar na classificação geral desse evento rendeu à equipe da escola Sesi de São José do Rio Preto vaga para o aberto da Ásia, realizado em Taiwan. O time brasileiro concorreu com outros 59 de 26 países e levou o prêmio de Melhor Técnico e Mentor de Equipe.

Incentivo

Segundo Walter Vicioni, superintendente operacional do Sesi-SP, o objetivo do evento é incentivar a ciência e a tecnologia desde os primeiros anos para, posteriormente, fortalecer esse conceito nas oficinas e laboratórios do Senai-SP.

“Em nosso modelo educacional, a partir do segundo ano do Ensino Médio do Sesi-SP, o aluno pode fazer, gratuitamente, um curso técnico do Senai-SP, aprofundando seu conhecimento tecnológico”, explica Vicioni.

Quanto à metodologia utilizada no Sesi-SP, as crianças são estimuladas a desenvolver competências e habilidades para a aplicação da ciência, desmistificando o uso da tecnologia na vida moderna.

Também são orientadas a desenvolver a criatividade e o raciocínio lógico. Os trabalhos na área de robótica são desenvolvidos com kits didáticos da Lego e supervisionado por professores de informática.

O evento tem como parceiro a ONG norte-americana For Inspiration and Recognition of Science and Technology (First), fundada em 1989 para estimular o ensino e a prática da ciência e a tecnologia entre os jovens. Mundialmente, a entidade congrega mais de 212 mil estudantes, 19,5 mil times, 17,5 mil robôs, 57 mil mentores e 33 mil voluntários.

Cronograma das seletivas

  • 02/09 – A.E.Carvalho – 14 times
  • 15/09 – São José dos Campos – 12 times
  • 21/09 – Marília – 10 times
  • 28/09 – Campinas – 15 times
  • 30/09 –Indaiatuba – 13 times
  • 05/10 – São José do Rio Preto – 11 times
  • 07/10 – São Carlos – 15 times
  • 14/10 – São Bernardo do Campo – 12 times
  • 17 e 18/11 – Estadual Sesi – Indaiatuba – 32 times

Alunos e professores do Senai-SP apresentam projetos e invenções no Espaço Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Cerveja de chocolate picante, chips de beterraba, fundo de piscina com controle eletrônico de altura, fechadura com módulo bluetooth, tênis repelente e torneira eletrônica.

Essas são algumas das invenções criadas por alunos e docentes do Senai-SP que podem ser conferidas até quinta-feira (2) no Inova Senai. A exposição, com entrada gratuita, acontece no Espaço Fiesp (Av. Paulista, 1313), das 10h às 19h.

Ao todo, estão expostos 86 trabalhos inéditos – 16 de docentes e 70 de alunos –, em forma de equipamentos, materiais ou pesquisa em processos, divididos em oito categorias. Os trabalhos foram desenvolvidos por alunos dos cursos de Aprendizagem Industrial, Técnico e Tecnólogo, e docentes de 41 escolas da instituição no estado de São Paulo.

A exposição ocupa cerca de 900 metros quadrados e apresenta projetos das áreas tecnológicas de alimentos, automação industrial, automotiva, borracha, cerâmica, construção civil, couro e calçados, energia, eletroeletrônica, informática, instrumentação, mecânica, metalurgia, meio ambiente, mobiliário, plásticos, produção gráfica, química, telecomunicações, têxtil e vestuário.

Premiação

Os projetos serão avaliados por especialistas das oito categorias inscritas – seis de alunos e duas de docentes. Os três melhores trabalhos de cada uma receberão medalha e certificado de participação.

Neste ano, a novidade é a criação de duas categorias transversais – design e segurança, que abrangerão todas as categorias e áreas tecnológicas. A premiação ocorrerá na sexta-feira (3), às 10h, no Teatro do Sesi São Paulo.

Embasado nos critérios de criatividade, originalidade e inovação, método científico, desenvolvimento do trabalho, demonstração, montagem final e resultados, o julgamento será realizado por comissão composta por representantes do meio acadêmico, instituições tecnológicas e empresas.

Os visitantes também poderão eleger os três trabalhos mais criativos. A votação será feita por meio de urna eletrônica instalada na recepção do Espaço Fiesp.

Confira as fotos do evento, clique aqui.