Conselho Superior de Inovação e Competitividade da Fiesp discute estrutura de estímulo à pesquisa

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

A reunião desta sexta-feira (11/3) do Conselho Superior de Inovação e Competitividade da Fiesp (Conic) teve como tema “Co-criação de uma proposta de institucionalidade, com capacidade real de decisão quanto a definição de prioridades e resolução de conflitos, na esfera da CT&I no Brasil”. A apresentação do tema foi feita pelo conselheiro Mauricio Mendonça e foi seguida por um debate dos membros do Conic.

O presidente do Conic, Rodrigo Costa da Rocha Loures, explicou que a ideia é colher subsídios para criar posicionamento do conselho e eventualmente da Fiesp a respeito do tema da institucionalidade.

Em sua exposição, Mendonça creditou à falta de governança parte dos problemas no setor e defendeu a discussão sobre a reorganização institucional. Há, disse, uma fragmentação dos grupos de pesquisa e dos institutos de pesquisa. Mendonça traçou um da criação de entidades voltadas à pesquisa, frisando que faltou sua reorganização.

Mendonça considera que no modelo atual, o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia é o maior exemplo de ineficiência. Ligado à presidência, deveria ter papel de coordenação dos diferentes ministérios, mas não faz isso. O resultado é que a cada ano cada área faz seu orçamento e toca seus projetos. “E ano a ano ficamos para trás em termos de desenvolvimento tecnológico e econômico.”

Outro problema apontado por Mendonça é o grau de superposição (“absurdo”) das agências de fomento. Ele avalia que há um campo enorme para a discussão do financiamento. Dando como exemplo a discussão iniciada em 1999, ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso sobre se a Finep deveria se tornar um banco, disse que a sensação é de que a coisa não está progredindo.

Mendonça defendeu a discussão pragmática e realista sobre a criação de uma nova estrutura, que poderia levar ao fechamento ou fusão de instituições.

Participante da reunião, Celso Bergamini comentou que considera o grande obstáculo ao funcionamento das instituições do setor a discussão sobre quem é favorecido. Lembrou que os recursos são escassos, durante a crise ou fora dela, o que torna necessária a racionalidade.

Roberto Aluisio Paranhos do Rio Branco, vice-presidente do Conic, considerou oportuno e claro o diagnóstico de Mendonça. Disse que o espírito de juntar as forças e tentar enxugar as estruturas tanto no governo quanto no setor privado deve ser estimulado e que talvez seja o momento adequado para preparar propostas para quando o país sair da situação atual.

Um entrave à inovação, mencionado por Mendonça e por outros conselheiros presentes à reunião do Conic, é o modelo de incubação de empresas. “O Brasil criou um monte de incubadoras, algumas sensacionais, mas não conseguiu desincubar…”, afirmou. O modelo institucional, em sua opinião, tem que ser mais completo, para incorporar outras entidades que estimulem a passagem para a operação.

Celso Barbosa mencionou o exemplo da Alemanha, capaz de “empacotar” e levar ao mercado novas empresas. Marcello Pilar, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, disse que nos centros de incubação há a possibilidade dos pesquisadores desenvolverem suas ideias, mas poucos saem para o mercado. Lembrou que há entraves a superar, como a burocracia.

Paulo Bornhausen disse que nunca entendeu qual é efetivamente o papel do Brasil enquanto player de classe mundial em C&T. “Se faz de tudo, mal… Qual é nosso papel?” Considera importante também o que chamou de calibragem interna – estabelecer objetivos? Citou como exemplo Cingapura, que tem como objetivo a criação de empregos de qualidade (e já tem 51% dos empregos em áreas de tecnologia).

Reunião do Conselho Superior de Inovação e Competitividade da Fiesp em que foi discutida a estrutura de estímulo à pesquisa. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

“Falta investimento privado para o desenvolvimento da ciência e tecnologia no Brasil”, afirma cientista

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

Cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil é destinado à pesquisa e desenvolvimento, sendo que mais da metade dessa parcela provém do setor público, informou nesta quarta-feira (10/6) o professor doutor Mauro Rebelo. Esse percentual, segundo ele, ainda é muito baixo, sobretudo comparado a países como Japão e Estados Unidos, onde destina-se ao menos 4% para essa área de pesquisa.

“O que falta no Brasil é investimento privado para o desenvolvimento de ciência e tecnologia. Para o desenvolvimento de tecnologia a partir da ciência que a gente já faz”, afirmou Rebelo, que também é sócio da Bio Bureau Biotecnologia. Ele participou do Festival Internacional de Biotecnologia (Biofest), organizado pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) durante a Semana de Meio Ambiente, também realizado na sede das entidades.

Professor Mauro Rebelo durante Biofest na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Segundo ele, o potencial de biodiversidade do Brasil tem aumentando exponencialmente nos últimos cinco anos, com a chegada de novas tecnologias e investimentos para essa transformação.  “Biodiversidade é a nossa vantagem competitiva. Biotecnologia é a chave para desbloquear esse potencial competitivo do Brasil. Para isso, a conservação dos ambientes é um pré-requisito”, alertou.

Conservação

É necessário que as discussões sobre o desenvolvimento sustentável considerem os aspectos da conservação dos ambientes naturais e da biodiversidade, tendo em vista minimizar potenciais impactos para os ecossistemas, como o comprometimento de cadeias produtivas, do agronegócio e da própria sociedade.

A análise foi feita pelo diretor titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Nelson Pereira dos Reis, que também participou do Biofest. Nesta quinta-feira (11/6), deve ser apresentado durante o festival, um estudo em bioenergia conduzido pela Fapesp.

Nelson Pereira dos Reis destacou a vantagem competitiva que o Brasil possui no âmbito da biodiversidade, biotecnologia e bioeconomia.

“O Brasil tem ampla biodiversidade, o que nos permite desenvolver de forma bastante competitiva perante os mercados internacionais. Com essa visão, o Biofest busca promover discussões com especialistas, representantes dos órgãos governamentais, agências de fomento à pesquisa, academia e indústria, para fazermos um marco na discussão do assunto também na Fiesp”, disse Reis.

 

Nelson Pereira dos Reis (centro), diretor do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp.Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

BioBrasil

Para acompanhar e estimular o setor, a Fiesp criou um Comitê de Biotecnologia (BioBrasil) em 2012. Eduardo Giacomazzi, coordenador da divisão, afirmou durante o evento desta quarta-feira que o objetivo do Comitê é unir indústria, governo e academia na discussão sobre o assunto, que, segundo ele, faz parte de uma mobilização multissetorial.

“Em relação à biodiversidade, mais do que esse tema ser importante para a indústria ou para a academia, ele é importante para a humanidade, acho que essa é uma contribuição da nossa geração, que agora assume a responsabilidade de como conduzir esse processo a partir dessa mobilização”, comentou Giacomazzi.

É necessário esforço para acelerar a inovação, diz vice-presidente de conselho da Fiesp

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Em comparação com outros países, o Brasil está defasado nas políticas públicas de fomento à inovação, de acordo com o vice-presidente do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Roberto Aluisio Paranhos do Rio Branco. E, para mudar esse quadro, segundo ele, é preciso estimular os ecossistemas regionais de inovação.

A partir desse entendimento em comum, a Fiesp vem buscando integrar-se com outras instituições para elaborar propostas que criem ambientes mais favoráveis à inovação. “Essa articulação ocorreu de forma natural, uma vez que sempre estamos nos encontrando em diferentes seminários e palestras. E constatamos a falta de uma ação estratégica e a necessidade de uma união de esforços para alcançar esta aceleração”, explica Paranhos.

Roberto Aluisio Paranhos do Rio Branco: é muito importante estimular os ecossistemas regionais de inovação e desenvolver as locações que muitas dessas cidades já têm. E assim criar, de forma mais rápida, novos empregos e melhorar a competitividade de nossas empresas. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Um dos passos nesse destino é a realização do seminário “Estratégias para a Inovação e Empreendedorismo”, na terça-feira (07/10), em que a Fiesp, por intermédio do Conic e do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec), reúne empresários, investidores, pesquisadores em Ciência e Tecnologia, associações, sindicatos, universidades e órgãos governamentais e não governamentais com interesse no assunto.

Ao final do evento, a Fiesp e outras instituições assinam um documento que será apresentado aos dois candidatos que disputam o segundo turno das eleições presidenciais.

Nessa entrevista, o vice-presidente do Conic fala sobre os problemas e os desafios nesse setor.

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O que são os chamados ecossistemas regionais de inovação?

Roberto Aluisio Paranhos do Rio Branco – Os ecossistemas regionais de inovação têm no Silicon Valley o mais conhecido modelo de sucesso. E eles são justamente o resultado de um ambiente adequado para o desenvolvimento para inovação e, consequentemente, com empreendedorismo. Como sabemos, não adianta inovar sem se transformar numa atividade empreendedora.

Aqui no Brasil, já temos, só para citar, vários modelos que estão avançando com sucesso em Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e no sul do Brasil. E aqui em São Paulo, o município de São José dos Campos – graças ao ITA e à Embraer – se tornou um polo inovador e surgiram vários outros em Campinas, Sorocaba, São Carlos do Pinhal, entre outros.

O próprio estado de São Paulo possui um programa dentro da área de Ciência e Tecnologia que tem avançado de forma muito positiva: o TecSampa.

Por que a Fiesp, por intermédio do Conic e do Decomtec, entende ser importante que o país venha a implantar esses ecossistemas?

Roberto Aluisio Paranhos do Rio Branco – A Fiesp, por meio do Conic e do Decomtec, tem atuado muito forte em inovação e também procurou ampliar seu esforço nesse sentido junto com o Senai-SP [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo]. E os jovens empresários da casa têm tido respostas muito fortes, levando com o Senai-SP 10 mil jovens ao Anhembi recentemente [no Festemp], buscando o desenvolvimento com as suas ideias, procurando levar uma ação empreendedora e buscando, inclusive – o que é fundamental nesse processo, através de associações chamadas Angels – os investidores para transformar essas ideias em novas empresas.

A Fiesp, o Ciesp [Centro das Indústrias do Estado de São Paulo] e o Senai-SP entendem que é muito importante estimular os ecossistemas regionais de inovação e desenvolver as locações que muitas dessas cidades já têm. E assim criar, de forma mais rápida, novos empregos e melhorar a competitividade de nossas empresas.

No seu entendimento, são suficientes as políticas públicas de fomento à inovação em vigor?

Roberto Aluisio Paranhos do Rio Branco – Movimentos como o Movimento Empresarial para Inovação (MEI) ajudaram de forma decisiva os governos – principalmente o federal – a ampliar as políticas públicas e os mecanismos para ampliar a inovação, inclusive aumentando os recursos financeiros para que isto aconteça.

Há alguns anos, o Ministério de Ciência e Tecnologia procurou fazer um programa para criar núcleos de desenvolvimento para a inovação, programa tímido que acabou evoluindo para a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que hoje teria uma dotação de R$ 32 bilhões a serem gastos ao longo de alguns anos. Também esse movimento foi fundamental para criar o programa Ciência sem Fronteiras. Além dos importantes programas que os vários estados têm criado como é o caso de São Paulo.

Apesar disso tudo, esse universo de ações e entidades que temos não são suficientes. Mas já temos um ambiente – pelo menos no mundo dos empresários, da academia e dos próprios órgãos de governo – em que a inovação é fundamental para o desenvolvimento do país e para os cargos de mais competitividade.

O que é preciso, então, para que o Brasil evolua?

Roberto Aluisio Paranhos do Rio Branco – O que falta para que possamos melhorar e procurar nos equiparar não só aos países desenvolvidos, mas a países como China e Coreia, é acelerar esse processo e ampliar a cultura para o empreendedorismo neste país. E desburocratizar os mecanismos de governo, procurando não só atender grandes empresas, mas atingir as pequenas e médias empresas, como tem procurado fazer o Sebrae [Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas].

Dentre as referências internacionais, quais os modelos que devem ser observados com atenção pelo país?

Roberto Aluisio Paranhos do Rio Branco – Para todos, é muito visível que os Estados Unidos (EUA) são um modelo referencial para todo o mundo. O próprio Mercado Comum Europeu tem sido um modelo importante. E os vários países da Comunidade Europeia têm modelos de grande sucesso.

Na Ásia, vemos a China e a Índia com um esforço muito mais bem sucedido que o nosso. Os EUA, por seu próprio ambiente e cultura de empreendedorismo, já atraem gente do mundo todo e inclusive brasileiros, para as startups, transformando ideias em negócios de grande sucesso.

Vemos muitos países – Canadá, Israel e Inglaterra, por exemplo – com ambientes extremamente favoráveis para a inovação, em que as startups criam novas e importantes empresas. Até o Chile criou um programa oferecendo US$ 40 mil para estrangeiros que quisessem ir para lá para iniciarem suas startups.

Se compararmos a muitos desses países, o Brasil está muito atrasado, com problemas burocráticos que atrapalham muito o desenvolvimento.

A Fiesp, por intermédio do Conic e do Decomtec, juntou um coletivo de entidades que atuam em áreas como Pesquisa & Desenvolvimento & Inovação (P&D&I), em investimentos, aceleração de projetos e incubação tecnológica. Por quê?

Roberto Aluisio Paranhos do Rio Branco – Nós todos temos vivido o esforço de ampliar a inovação, estimulando o empreendedorismo e buscando maior competitividade. Temos participado de numerosos encontros, em que organismos de governo e a academia têm trazido respostas a necessidades que o setor produtivo e que os empresários têm apresentado, com novos programas e novos recursos.

Roberto Aluisio Paranhos Rio Branco: o que procuramos conversar com várias entidades é unir os nossos esforços para ter uma estratégia de curto, médio e longo prazo.Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Mas o que nós temos sentido é uma falta de estratégia, dando prioridade para os setores de maior interesse que hoje sofrem com a desleal concorrência de alguns países – principalmente a China –, que provocam uma enorme desindustrialização em nosso país.

Isso falando do setor industrial, que pode ter uma importante recuperação com a inovação, fator que pode nos dar uma melhoria importante na nossa competitividade. É claro que a inovação é abrangente, não é só tecnológica e passa por inúmeros setores, serviços e a própria moda. A mera mudança de uma embalagem é suficiente para ampliar os negócios e sermos mais competitivos.

Nesses encontros que mencionamos estão presentes muitas entidades de fomento e de financiamento à Pesquisa e Desenvolvimento e Inovação (P&D&I). Como dissemos, fica claro que a falta de estratégias leva a sermos dispersivos, a não usar nossos esforços e os recursos financeiros de forma eficiente.

O que procuramos conversar com várias entidades é unir os nossos esforços para ter uma estratégia de curto, médio e longo prazo. Ações que, em primeiro lugar, estão exclusivamente no poder de decisão do lado empresarial, do lado produtivo, e outras que estão nas mãos do governo.

Desta forma, buscar soluções para desburocratizar recursos financeiros, mesmo aqueles que não têm excessivas garantias demandadas pelos órgãos do governo, e como atingir, inclusive, o Congresso que, muitas vezes, vota sem conhecimento e, portanto, errado.

É necessário fazer um esforço maior para acelerar o processo de inovação e empreendedorismo em nosso país, pois há uma unanimidade: estamos atrasados e temos que recuperar o tempo perdido.

Quais são as instituições que fazem parte desse esforço e como aconteceu essa articulação?

Roberto Aluisio Paranhos do Rio Branco – Nesse encontro, nesta direção de juntarmos esforços estão Anpei [Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras], Anprotec [Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores], Abipti [Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação], Sebrae-SP, Desenvolve SP [Agência de Desenvolvimento Paulista] e a Fortec [Associação Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia].

Essa articulação ocorreu de forma natural, uma vez que sempre estamos nos encontrando em diferentes seminários e palestras. E constatamos a falta de uma ação estratégica e a necessidade de uma união de esforços para alcançar esta aceleração.

Está programada, ao final do seminário, a assinatura de um documento com as demandas por novas estratégias e ações. Qual é a finalidade desse documento?

Roberto Aluisio Paranhos do Rio Branco – Conversamos com outras entidades que sentem a mesma necessidade. E o intuito é ampliar a cultura de inovação e acelerar este processo, tendo o maior número possível de entidades que, não abandonando o interesse de seus associados, estarão unindo os esforços para serem mais unidas nas causas maiores.

Com a assinatura, quais são os passos seguintes?

Roberto Aluisio Paranhos do Rio Branco – O objetivo é fazer chegar esse documento aos presidenciáveis neste segundo turno. Apenas estaremos relembrando algumas ações necessárias para melhorar os resultados de todos os programas existentes para inovação. E recomendando ampliar os esforços para a criação dos ecossistemas regionais de inovação e somar nossos esforços, do lado produtivo, com os do governo, buscando inovar mais o nosso país e empreender mais, sempre buscando melhorar de forma decisiva a nossa competitividade.

De que modo as instituições e os interessados no tema da inovação devem atuar para que no ano de 2015, com a posse de um governo respaldado pelas urnas, as políticas e investimentos em inovação possam tomar um caminho mais assertivo dentro de um projeto de médio e longo prazo?

Roberto Aluisio Paranhos do Rio Branco – O objetivo desse encontro é dar partida a um esforço conjunto dessas entidades e de muitas outras, realizando encontros periódicos onde poderemos estar definindo prioridades nas áreas que devemos atuar e fazendo com que esses programas já existentes estejam mais adequados a essas necessidades.

Isto exigirá um esforço e um diálogo constante com o governo, fazendo com que esses programas sejam simplificados, possam atender melhor, como já dissemos, à pequena e média empresa, e também buscando essa aceleração para que voltemos a ser mais eficientes, mais competitivos e ampliando a cultura da inovação e empreendedorismo em nosso pais.

Um dos maiores desafios é que os meios de comunicação possam fazer chegar a diferentes públicos alvos: o consumidor, os setores produtivos e os governantes e representantes no Congresso Nacional.

Portanto, a partir de janeiro de 2015, vamos buscar com o novo governo uma ação conjunta que resulte alcançar os objetivos mencionados, de modo a transformar a inovação e o empreendedorismo em nosso país ao nível do países desenvolvidos.

Gestão pública da inovação é prioridade do Conic/Fiesp em 2013 , diz Rodrigo Rocha Loures

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Rodrigo Loures, presidente do Conic. Foto: Everton Amaro/FIESP

O principal objetivo do Conselho Superior de Inovação de Tecnologia (Conic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) no ano de 2013, de acordo com Rodrigo Rocha Loures, presidente do organismo, é agir para garantir política pública eficiente e o melhor funcionamento de agências do governo voltadas para a inovação, desenvolvimento e pesquisa.

“Vamos atacar essa questão da gestão publica no sentido de desenvolver ações para melhores políticas públicas. Essa é uma prioridade nossa”, afirmou Loures durante a reunião do conselho realizada nesta sexta-feira (08/03) – a primeira do ano.

O presidente do Conic acrescentou que outra prioridade é “dar atenção e estimular” a aplicação do Observatório de Ciência e Tecnologia, método usado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) para apresentar as novidades em tecnologia e inovação encontradas em feiras locais e internacionais.

Em 2012, o método envolveu 50 especialistas do Senai em visitas a feiras dentro e fora do país. Segundo Nivaldo Freitas, representante da Diretoria Técnica (Ditec) do Senai-SP, cerca de 15 eventos foram visitados.

Para o ano de 2013, segundo Freitas, a instituição de ensino pretende envolver 80 especialistas. O projeto tem como principal objetivo proporcionar conhecimento aos alunos e, principalmente, às pequenas e médias empresas por meio de workshops.