Na CIIE, empresários brasileiros participam de rodada de negócios com compradores de Hunan

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp, de Shanghai
Os 120 empresários que compõem a comitiva da Fiesp e do Ciesp à China Internacional Import Expo (CIIE) participaram nesta quarta-feira (7 de novembro) de uma nova rodada de negócios.Em encontro organizado pelos próprios compradores, as empresas brasileiras puderam exibir seus produtos e conhecer melhor as necessidades do governo da província de Hunan, a oitava economia chinesa.

Para o 2° vice-presidente e chefe da missão da Fiesp à China, José Ricardo Roriz, a feira de importação está sendo essencial para compensar a distância física entre os dois países.”Tenho certeza que os empresários brasileiros voltarão ao Brasil com uma outra visão sobre o potencial de comércio que a China representa para São Paulo e para o Brasil”, afirmou.

Roriz assinalou ainda que a parceria com a província chinesa, localizada na região Norte do país, deve perdurar por um longo prazo. Ele usou como exemplo a alta tecnologia para o setor de transportes de Hunan como uma importante parceria para o desenvolvimento de grandes projetos que o Brasil necessita.

Encontro da missão da Fiesp com o governo da província de Hunan. Foto: Mayara Baggio/Fiesp

Encontro da missão da Fiesp com o governo da província de Hunan. Foto: Mayara Baggio/Fiesp

Em Shanghai, seminário preparatório dá dicas de acesso ao mercado chinês

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp, de Shanghai

Um dia antes da abertura oficial da China Internacional Import Expo (CIIE 2018), na última segunda-feira (5 de novembro) em Shanghai, a comitiva de empresários da Fiesp e do Ciesp participou de um novo seminário preparatório com dicas de acesso à segunda maior economia do mundo.

Durante o encontro, aberto pelo 2°vice-presidente das entidades e chefe da missão à China, José Ricardo Roriz e mediado pelo diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex), Harry Chiang, o embaixador do Brasil na China, Marcos Caramuru de Paiva, contou como a feira de importação proposta pelo governo chinês tende a apresentar aos estrangeiros os novos consumidores chineses, que cada vez mais buscam produtos saudáveis e originais.

“Os jovens de 20 e 30 anos já cresceram internacionalizados, vão ao exterior uma ou duas vezes ao ano e mudam de preferências rapidamente. Eles querem produtos variados e interessantes”, explicou o embaixador.

Os empresários puderam conhecer ainda a experiência do vice-gerente regional da Dezan Shira & Associates, Riccardo Benussi, especializado em assessorar empresas da América do Norte e do Sul com investimentos na China, incluindo instalação de escritórios e registro de marcas, estratégia importante para as empresas que desejam fazer parte do mercado chinês.

David Chau, diretor da companhia logística Cohesion, detalhou fases do crescimento do transporte marítimo na cidade de Shanghai, cenário que ele acompanha desde os anos 90. Chau tratou de temas como regras para aprovação de rótulos, produtos e certificações. Nesse sentido, a professora e pesquisadora da Shanghai University of Internacional Business and Economics Zhang Juan mostrou como a zona de livre comércio de Shanghai tem buscado constantemente soluções inovadoras para as políticas comerciais da região.

Na sequência, houve uma apresentação sobre a estrutura e cobertura do Bank of China para os empresários estrangeiros

O economista da Hong Kong Trade Development Council em Shanghai (HKTDC) Louis Chan, por sua vez, trouxe o destino de Hong Kong com o mais uma opção de investimento aos empresários brasileiros. “Somos uma cidade que recepciona 65 milhões de turistas por ano, 44 milhões só da China. Um país forte em alimentos como o Brasil seria um fornecedor bem-vindo para nossa rede de 14.000 restaurantes”, afirmou.

Para tratar da área de e-commerce na China, a delegação acompanhou a experiência da representante da agência de marketing digital Web2Asia, Renata Thiébaul, e da executiva da Tmall Global, do grupo Alibaba, Victoria Stive.

Seminário em Shanghai prepara empresários da missão da Fiesp e do Ciesp para negociar com a China. Foto: Mayara Baggio/FIesp

Seminário em Shanghai prepara empresários da missão da Fiesp e do Ciesp para negociar com a China. Foto: Mayara Baggio/FIesp

Com ministros Aloysio Nunes, Marcos Jorge e Maggi, missão prospectiva da Fiesp inicia atividades em Shanghai

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp, de Shanghai

Na manhã deste domingo (4 de novembro) os 120 participantes da missão prospectiva de negócios da Fiesp à China Internacional Import Expo (CIIE) deram início a suas atividades em Shanghai.

Durante um encontro de alinhamento e boas-vindas realizado no hotel oficial da delegação brasileira na cidade chinesa, os empresários receberam o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Marcos Jorge, e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi.

Na avaliação do chefe da delegação empresarial e 2º vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz, o grande objetivo dessa missão é colocar as pequenas e médias empresas brasileiras na lista de compras do mercado chinês, o maior do mundo. “Algumas empresas não projetavam exportações e após intensa preparação estão aqui. Trata-se de uma importante mudança cultural sobre a importância de desenvolver novos mercados”, afirmou.

Além disso, Roriz frisou a importância do engajamento industrial para a economia do país. “Quanto você agrega valor aos produtos, você cria empregos de qualidade. Quanto mais sofisticada for a nossa exportação, com produtos elaborados e manufaturados, maior será nossa contribuição para a balança comercial brasileira”, completou.

Do Itamaraty, o ministro Aloysio Nunes falou da extraordinária mudança pela qual a China passou nos últimos anos, tornando-se um mercado exigente e sofisticado, e de como o Brasil está presente na economia chinesa por meio dos acordos e grupos internacionais. “A China é hoje um parceiro incontornável que não pode ser afastado ou subestimado. Só no ano passado foram US$ 20 bilhões em negócios, e nos primeiros nove meses deste ano já ultrapassamos essa marca”, detalhou. Na visão do ministro, a visita da delegação brasileira mostra apetite de exposição, de encontrar pessoas, prospectar mercados e agregar valor aos produtos nacionais, a receita para uma nova inserção internacional, que ele chamou de mais ampla e competitiva.

O ministro Blairo Maggi, por sua vez, considerou encantador estar na China. Para ele, apesar do regime diferente, a mentalidade chinesa de desenvolvimento ajuda a compreender como devemos planejar o futuro. “Até 2030, o aumento de renda é praticamente estático em todo o mundo, menos na China. As perspectivas são de que o mercado chinês compre 50 milhões de suínos nos próximos anos, por exemplo. Mais do que o total produzido pelo Brasil atualmente”, disse.

Já Marcos Jorge falou da China como permanente parceiro estratégico do Brasil, mesmo durante momentos de tensão comercial. O responsável pelo MDIC observou ainda um recente aumento da disposição do empresariado brasileiro por um movimento de expansão de mercado, também na área de serviços.

Na visão do embaixador do Brasil na China, Marcos Caramuru de Paiva, o diálogo diplomático brasileiro com a China é positivo. “Com essa feira, para além das questões políticas, a China mostra uma disposição de cooperação em relação ao mundo, esperando dos países parceiros uma ampliação do volume de negócios. Fiquei particularmente satisfeito em ver como Brasil reagiu a esse chamado, com uma delegação dessa dimensão e real interesse em negócios”, afirmou.

Para o embaixador e presidente da Apex-Brasil, Roberto Jaguaribe, o Brasil tem complementariedades evidentes com a China, com posições semelhantes e coordenadas sobre diferentes temas da política internacional. “A China é distante, diferente e complicada, a língua não é fácil, mas já conquistou a posição de maior mercado consolidado do mundo e daqui 12 anos, 2030, terá o dobro do tamanho”, frisou. Jaguaribe apontou ainda que, apesar de sua dimensão e estrutura poderosa, a China tem um futuro previsível de demandas muito pesadas em áreas como agricultura, energia e minérios, nas quais o Brasil é forte.

Finalmente, o vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), Gedeão Silveira Pereira, chamou a atenção da delegação da Fiesp para o crescente consumo que a China agrega anualmente, o volume de um país como a Argentina. “Viemos com uma postura inovadora, para além da soja, na tentativa de criar mercado para os setores de frutas e lácteo”, defendeu.

Reunião no primeiro dia de atividades da missão prospectiva da Fiesp a Shanghai. Foto: Mayara Baggio/Fiesp

Reunião no primeiro dia de atividades da missão prospectiva da Fiesp a Shanghai. Foto: Mayara Baggio/Fiesp

Vinte anos do CAT do Sesi Jaú tem homenagem a Ruy Martins Altenfelder

Agência Indusnet Fiesp

Criado no dia 17 de julho de 1992, o Centro de Atividades (CAT) do Sesi-SP no município de Jaú comemorou seu aniversário de 20 anos com homenagens ao patrono Ruy Martins Altenfelder Silva, membro do Conselho Administrativo e Fiscal do Instituto Roberto Simonsen (IRS).

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O patrono Ruy Altenfelder (de terno escuro) recebe homenagem na comemoração dos 20 anos do Cat Sesi de Jaú

As homenagens a Altenfelder tiveram início no dia 16/07, com uma reunião no Rotary Club, e prosseguiram no dia seguinte, data do 20º aniversário do CAT, com uma missa campal seguida de almoço que contou com a presença de professores, antigos e atuais, do CAT do Sesi Jaú, entre representantes da comunidade e de outros municípios como Bauru e São José do Rio Preto.

“Representando o Sesi-SP estava José Felício Castellano, que fez um pronunciamento que emocionou a todos”, relembra Altenfelder, também presidente do Conselho de Administração do Centro de Integração Empresa Escola (CIEE-SP).

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544803020“O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, pediu que eu falasse em nome dele. E falei da revolução  com a nova metodologia educacional e da integração entre o Sesi e o Senai”, comenta o homenageado.

“O CAT do Sesi Jaú é um exemplo de trabalho sério e competente, formando professores e garantindo às crianças e também aos menos jovens um local onde as famílias se reúnem para receber ensinamentos de bem-estar”, conclui Altenfelder.

As comemorações foram encerradas com um show da cantora Maria Alcina no Teatro Municipal de Jaú.