Professores da Universidade de Oxford apresentam a instituição a jovens empreendedores

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Na manhã desta terça-feira (21/08) aconteceu, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), mais um encontro do Ciclo Grandes Universidades, promovido pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Fundação Estudar.

A convidada desta vez foi a Oxford University, uma das mais antigas universidades do mundo e a primeira instituição de ensino superior da Europa.

Pierre Ziade, diretor-titular-adjunto do CJE/Fiesp, deu as boas vindas aos convidados e ressaltou a importância da iniciativa, considerando o objetivo do Comitê de fazer os jovens empresários pensarem muito além de suas empresas, e sim no desenvolvimento do País.

“Quando se fala em desenvolvimento se fala em formação de pessoas. E vocês, da Universidade de Oxford são especialistas na formação de pessoas e líderes”, ressaltou Ziade.

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Ex-alunos da Universidade de Oxford contam suas experiências. Na foto, ao centro, o empresário Antônio Bonchristiano

A diretora-executiva da Fundação Estudar, Thais Junqueira, explicou o intuito dos encontros de trazer as informações sobre cursos das grandes universidades mundiais e reproduzir um pouco de seu ambiente, com a experiência de ex-alunos.

O economista e empresário Antônio Bonchristiano, conselheiro da Fundação Educar, contou como Oxford contribuiu no seu crescimento profissional. Bonchristiano foi o fundador do portal Submarino e é, atualmente, o vice-presidente e sócio da GP Investimentos. Graduado em Economia por Oxford, ele sente-se lisonjeado por fazer parte do conselho do College da Universidade.

O evento teve ainda a presença dos professores Andrew Hamilton, vice-reitor da Universidade de Oxford, e Gordon Clark, diretor internacional de graduação da Escola de Geografia e Meio Ambiente da Universidade de Oxford.

Celeiro de líderes

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Andrew Hamilton, vice-reitor da Universidade de Oxford

Ao apresentar um panorama sobre a instituição, cursos e intercâmbios internacionais, Hamilton apontou duas razões para a Universidade ser destaque no mundo.

“Além de ser uma das mais antigas – é tão antiga que não sabemos quando começou –, Oxford tem uma forte tradição na formação de líderes. Já formou 26 primeiros-ministros britânicos e também outros líderes no mundo, como o ex-presidente Bill Clinton, dos Estados Unidos, e o atual Primeiro-Ministro da Índia, Manmohan Singh.”

Hamilton atribui isso ao sistema tutorial aplicado em Oxford. De uma a duas vezes por semana, o aluno se encontra com um especialista no assunto que pesquisa ou estuda. “Eu digo que não tem como se esconder. Tem que não só mostrar o material que desenvolvem, mas expô-lo.” Essa metodologia, segundo o vice-reitor, traz um grande desenvolvimento como indivíduos. “Isso instila uma autoconfiança intelectual importante para os líderes.”

De Oxford saíram grandes avanços científicos – como a descoberta da Penicilina, a técnica de Raio-X, o mais recente tratamento para a Malária, entre outros – e alguns ganhadores do Prêmio Nobel.

Sustentabilidade Global

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Gordon Clark, diretor internacional de graduação da Escola de Geografia e Meio Ambiente da Universidade de Oxford

Em sua aula magna, intitulada O Mundo dos negócios e o meio ambiente na economia global, o professor Gordon Clark ressaltou o papel do Brasil no cenário global atual e afirmou que um dos principais desafios para o século 21 é assegurar e manter o desenvolvimento econômico.

Clark elencou o conceito  de “externalidade de preço”, isto é, atribuir-se um preço ao meio ambiente nas corporações, como ponto crucial nas decisões.

O especialista negou a crença de que meio ambiente e desenvolvimento são antagônicos. “Se bem administrados, podem ser complementares”, postulou. E defendeu a necessidade de se valorizar a integração global. “As barreiras só trazem empobrecimento global e degradação ambiental”, acrescentou.

Sobre as mudanças climáticas, Clark afirmou que sempre haverá vencedores e perdedores e citou exemplos. Na China há áreas com risco de desertificação e, no sul da Inglaterra, o aumento das chuvas beneficia algumas culturas. Para ele, a questão é como os vencedores poderão contribuir para os que perdem. Umas das sugestões seria um fluxo de capital de uma região para outra. Porém, isso deve ser pensado sempre a longo prazo.