Campanha em prol das vítimas das chuvas no RJ mobiliza CJE da Fiesp

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Em razão dos desastres naturais na Região Serrana do estado do Rio de Janeiro, o CJE da Fiesp, em parceria com a Ação Jovem BM&F Bovespa, Movimento Minha Ajuda – Sua Casa e os Novos Líderes está divulgando uma campanha para arrecadar doações para as vítimas fluminenses.

A página no Facebook do Minha Ajuda – Sua Casa já conta com mais de 7.000 pessoas, que doaram produtos enviados em mais de 90 caminhões para os municípios mais prejudicados:

  • Areal,
  • Bom Jardim,
  • Nova Friburgo,
  • Itaipava,
  • São José do Vale do Rio Preto,
  • Santa Rita,
  • Teresópolis.

Diversas outras entidades angariaram doações, mas não conseguiram enviá-las por dificuldades logísticas devido aos acessos terrestres prejudicados.

O Minha Ajuda – Sua Casa conseguiu helicópteros, contatos com pessoas da comunidade local e uma parceria com a Azul Linhas Aéreas, o que garante a entrega das doações aos necessitados.

“Isso mostra que podemos nos mobilizar de forma organizada, principalmente com a questão logística. Todos os envolvidos estão de alguma forma empenhados com a causa. E a Fiesp cada vez mais demonstra esforços em ajudar não apenas regionalmente, mas em nível nacional”, sinalizou Sylvio Gomide, diretor do CJE.

Todas as doações serão bem-vindas, entretanto, o mais urgente para as vítimas das chuvas são:

  • Água,
  • Produtos de higiene pessoal,
  • Comida para bebês,
  • Fraldas,
  • Medicamentos,
  • Produtos de limpeza,
  • Cloro.

As entidades contam com a sua ajuda. Sempre é tempo de tomar atitudes visando o bem comum, e só assim o Brasil será de fato um País de Todos.

Para o esclarecimento de dúvidas, o e-mail para contato é cje@fiesp.org.br.

Serviço:
Arrecadação de Donativos às Vítimas da Região Serrana do RJ
Local para doações: Shopping Cidade Jardim
Endereço: Av. Magalhães de Castro, 12.000 – Pista local da Marginal Pinheiros – São Paulo.
Página da Campanha no Facebook: http://www.facebook.com/minhaajudasuacasa

Chuvas e enchentes de verão causam prejuízo de R$ 3,4 bilhões às empresas de SP

Rose Matuck, Agência Indusnet Fiesp

Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, após o fim do verão passado, com 478 empresas na grande São Paulo, revelou que a cada mês de chuvas em excesso há uma perda de R$ 1,3 bilhão. Já os danos causados por enchentes são de R$ 2,1 bilhões.

Segundo o estudo, mais da metade das empresas apontaram como os principais problemas causados neste período: atraso na entrega de produtos, ausência ou atraso de pessoal. A consequência de tudo isso, perda de, aproximadamente, R$ 3,4 bilhões mensais.

“Enchentes acontecem no mundo todo, de tempos em tempos, mas aqui o problema é crônico, ocorre quase anualmente. Autoridades municipais e estaduais têm de manter rios limpos, construir piscinões, atuar sobre ocupações irregulares em áreas de risco”, afirma o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Para Skaf, a responsabilidade não é só dos governos; a sociedade civil pode e deve contribuir para que essa lamentável situação não se repita. “O Sesi-SP, além de ensinar aos seus alunos a respeitar o meio ambiente e a lidar corretamente com o lixo, ainda realiza ações comunitárias de conscientização. Agora o momento é de solidariedade, mas assim que passarmos essa fase crítica, temos de transformar os discursos em realidade para que no próximo verão não haja mais tragédias,” ressalta.

Efeitos das chuvas e enchentes nas empresas

Com base nas enchentes e chuvas do verão (2009/2010), a pesquisa ouviu empresas de todos os portes e diversos setores. Para 41% das empresas, o excesso de chuvas e enchentes tem afetado suas atividades. No entanto, para 39%, as chuvas enfrentadas nos meses de verão causam dificuldades com o transporte dos produtos das empresas, levando a atraso nas entregas.

Já para 24% o problema maior é a falta de pessoal ou o atraso de funcionários que trabalham na produção. Para 15% das empresas, o prejuízo está relacionado aos custos operacionais e, para 14%, a dificuldade enfrentada é o transporte de matérias-primas, causando a parada da produção.

Outro prejuízo citado por 4% das empresas está relacionado à carga, enquanto que, para 3%, o estoque e maquinário foram prejudicados devido à inundação da fábrica.

Na estratificação por porte, enquanto 43% das pequenas empresas tiveram dificuldades no transportes de seus produtos (atrasos), 50% das grandes empresas não foram afetadas pelo excesso de chuvas e enchentes.

Valor dos prejuízos

A pesquisa também mensurou os prejuízos sofridos pelas empresas. As mais afetadas em seu faturamento mensal (19%) apontam danos no estoque e maquinário, bem como prejuízos por dia parados para limpeza.

Nesse caso, o valor médio das perdas é de 6,5%. Já para 47% das empresas que sofreram perdas devido à grande quantidade de chuvas nos últimos anos, causando problemas no transporte e fornecimento de matérias-primas, ausência ou atraso do pessoal, o valor médio das perdas é de 4,2% do faturamento mensal.

Na divisão por porte, 18% das pequenas empresas tiveram danos de em média 7,1% de seu faturamento. Para 22% das médias empresas, as perdas ficaram em média 5,5%, enquanto que para 8% das grandes o lucro ficou em média 4,5% mais baixo.

Os maiores problemas

Segundo o levantamento do Depecon, as empresas apontaram como os principais problemas: transporte, fornecimento de matérias-primas, ausência ou atraso do pessoal. Para 47% das empresas, esses fatores equivalem a um prejuízo médio de 4,2% de seu faturamento mensal.

Quando analisado por porte, 48% das pequenas empresas revelam que esses danos ocasionaram perdas de em média 4,6% de seu faturamento, enquanto que para 47% das médias a perda foi em média de 2,7%. Já para 35% das grandes, o valor é de 7,2% em média.

Defesa Civil treina técnicos da Região Metropolitana de São Paulo

Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp

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Dagmar Cupaiolo, vice-presidente e diretor-adjunto do Deseg. Foto: Vitor Salgado

A aproximação do período de chuvas de verão já coloca em alerta profissionais que trabalham com a segurança da população. Com este propósito, a Fiesp está recebendo nestas terça e quarta-feira (29 e 30) o ciclo de palestras Administração de Emergências, destinado aos técnicos da Defesa Civil.

Dagmar Cupaiolo, vice-presidente da Fiesp e diretor-adjunto do Departamento de Segurança (Deseg) da Fiesp, destacou a importância do evento, especialmente para as cidades da Região Metropolitana de São Paulo representadas no treinamento.

“Nosso senso de responsabilidade nos apontou a necessidade de criarmos na Fiesp dois departamentos: o de Segurança e o de Defesa”, explicou.

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Major Luiz Carlos França, coord. da Defesa Civil do Estado de São Paulo. Foto: Vitor Salgado

O coordenador da Defesa Civil do Estado de São Paulo, major Luiz Carlos França, disse que “estamos imbuídos do sentimento de solidariedade pelo ser humano e temos colecionado muitas experiências neste sentido”.

Segundo a prefeita de Juquitiba, Maria Aparecida Pires, o trabalho da Defesa Civil foi “fundamental” para minimizar os desastres naturais que atingiram a cidade. E reconheceu: “A gente só valoriza quando conhecemos ou passamos por uma necessidade”.

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Coronel Luiz Massao Kita, secretário-chefe da Casa Militar. Foto: Vitor Salgado

O secretário-chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Defesa Civil, Coronel Luiz Massao Kita, destacou a necessidade de preparo de técnicos devido às constantes alterações climáticas.

De acordo com o coronel, nos últimos anos, 70% das mortes em escorregamentos e 50% dos afogamentos fatais ocorreram na Região Metropolitana de São Paulo.


Parceria

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Maria Aparecida Pires, prefeita de Juquitiba. Foto: Vitor Salgado

O Departamento da Indústria de Defesa (Comdefesa) da Fiesp desenvolveu projeto de parceria para apoiar os trabalhos da Defesa Civil. Conforme a gerente do Comdefesa, Maura Curci, a ideia é planejar e organizar ações emergenciais.

“Podemos montar uma grande rede que estará sempre pronta para atender qualquer eventualidade. Basta sermos acionados”, relatou. O projeto, em vias de formalização, deverá ter seus detalhes divulgados brevemente.

Palestras

O ciclo de palestras da Defesa Civil tem como objetivo desenvolver estudos voltados à atuação dos agentes, preservar a vida e incentivar a participação da comunidade em núcleos em áreas de risco.