Abertura de mercado para as nozes e castanhas do Brasil em debate na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Hora de abrir mercado para as nozes e castanhas.  Para debater as potencialidades nesse campo, foi realizado, nesta segunda-feira (29/08), na sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), em São Paulo, o V Encontro Brasileiro e I Encontro Latino Americano de Nozes e Castanhas.

“Mais do que um encontro, aqui temos o sonho de transformar essa atividade, vista por muitos como de fundo de quintal, em negócio”, disse o vice-presidente do Ciesp e diretor de Nozes e Castanhas do Departamento de Agronegócio da Fiesp (Deagro), José Eduardo Camargo. “O potencial é muito grande”.

Também presente à abertura do evento, o presidente do Conselho Superior de Agronegócio (Cosag) da Fiesp, João de Almeida Sampaio Filho, lembrou da participação de Camargo num evento do setor, há alguns anos. “Na época, havia uma sensação de euforia em vários setores, como algodão e eucalipto, por exemplo. Todo mundo citando boa rentabilidade de produção em sua área”, disse. “Quando o Camargo levantou a mão e contou o que estava acontecendo com as nozes e castanhas, todos ficaram quietos. São muitas as oportunidades”, explicou.

Para Sampaio Filho, há espaço para novas culturas em São Paulo.  “Olhamos muito para a soja e para a laranja, mas cabe diversificação”, afirmou. “As castanhas e nozes têm tudo para emplacar no estado, pois aqui temos gente preparada para produzir e mercado consumidor”.

>> Ouça boletim sobre o encontro de nozes e castanhas

Nessa linha de oportunidades, foi apresentado um panorama dos destaques nacionais na área.

Representante da Pecanita Agroindustrial, do Rio Grande do Sul, Claiton Wallauer destacou a produção da noz pecan. “A noz pecan ainda é pouco conhecia no Brasil”, disse. “A nossa meta é trazer cada vez mais renda para o pequeno agricultor, assumir o desafio da sustentabilidade do campo”, explicou.

Segundo Wallauer, o crescimento da produção, no caso da pecan, é de 500 a 600 hectares por ano em novas áreas de cultivo.

A floresta em pé

Gerente de Desenvolvimento do Ciex do Amazonas, Daniel Benzecry destacou a produção de Castanha do Brasil ou do Pará.

“A castanha do Brasil é o principal produto ecologicamente amigável que se conhece hoje, a maior fonte de renda do interior do Amazonas”, disse.

De acordo com Benzecry, a coleta da castanha depende da floresta, da preservação das árvores. “Quem trabalha com castanha do Brasil tem interesse de manter a floresta em pé”, explicou.

Uma curiosidade: a Bolívia, dona tem 70% da produção mundial, segundo números de 2015, é uma grande compradora da castanha do Brasil. “Cerca de 90% da castanha com casca que sai do Brasil vai para a Bolívia e para o Peru, com 17 mil toneladas exportadas por ano para os dois países”, disse. “Assim temos uma ideia do nosso potencial, do quanto nós podemos processar aqui”.

As possibilidades são grandes também quando o assunto envolve macadâmia. Segundo Ricardo Picard, da Tribeca Agroindustrial e Comercial, do Rio de Janeiro, a noz representa 2% das vendas mundiais da área. “Temos experiências boas no Brasil, onde pequenas e médias empresas podem ter um bom retorno a médio prazo, com a produção podendo durar 70 anos”.

A macadâmia é originária da Austrália e o consumo do alimento no Brasil é de três gramas por pessoa por ano.

Com vocês, o baru

Diretor comercial da Flora do Cerrado, de Goiás, Peter Oliveira é um entusiasta do baru, castanha extraída do fruto de uma árvore, o baruzeiro, considerada um símbolo do cerrado brasileiro.

“O baru vem ganhando espaço, é uma joia do cerrado”, disse. “Entre os benefícios para quem consome o produto estão o fato de que ele é antioxidante, rico em cálcio, fósforo e manganês, ajudando a combater a anemia e sendo capaz de fortalecer os ossos”.

Hoje, há produção do baru nos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins.

O exemplo do Chile

Do Centro Oeste brasileiro para o Chile, a experiência do país na produção de nozes foi apresentada pelo diretor embaixador para o Chile do International Nut and Died Fruit Council (INC), Siegfried Von Gehr.

Os chilenos conseguiram elevar as suas exportações do produto de US$ 20 milhões para US$ 300 milhões em dez anos. Hoje, o país é dono de 6% da produção mundial de nozes e de 11% das exportações.

A abertura do encontro na manhã desta segunda-feira na Fiesp: potencial grande de crescimento. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

“Vendemos para o exterior 90% da nossa produção”, explicou Gehr. “Somos um país pequeno, com 18 milhões de habitantes, não conseguimos consumidor tudo”.

As explicações para o bom desempenho na área? Uma combinação de clima e vontade do governo e da iniciativa privada. “Temos um clima mediterrâneo na zona central do Chile, muito propício à agricultura”, disse Gehr. “E incentivamos a produção de muitas formas, como a partir de uma lei que só permite a venda de alimentos saudáveis, como frutos secos e sementes, nas escolas chilenas”, afirmou. “Combatemos a obesidade infantil e valorizamos o consumo desses alimentos”.

Para o presidente do Datagro, Plínio Nastari, o Chile “deve servir de inspiração para o Brasil”. “O crescimento médio no consumo das nozes e castanhas no mundo está entre 6% e 8% ao ano”, disse. “Temos espaço para crescer”.

O Brasil exportou US$ 150 milhões em castanhas e nozes em 2015, sendo a castanha de caju o principal item nacional a ser vendido lá fora. “Não estamos falando de produtos exóticos, mas de alimentos com alto potencial de negócios”.

‘Temos muito o que crescer’, afirma 3º vice-presidente do Ciesp sobre mercado de nozes e castanhas no Brasil

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O potencial de mercado é enorme. Basta parar e observar que, assim como você, mais pessoas incluem, todos os dias, as nozes e castanhas como opção saudável de alimentação. Uma escolha que, do campo à mesa, tem tudo para ganhar força no Brasil. Para debater o assunto e apresentar os exemplos das empresas e as mais recentes pesquisas acadêmicas na área, será realizado, nesta segunda-feira (29/08), o V Encontro Brasileiro e I Encontro Latino Americano de Nozes e Castanhas. O evento será na sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), na Avenida Paulista, das 8h às 15h30.

“Em 2015, o Brasil exportou US$ 135 milhões em nozes. No Chile, esse valor foi de US$ 300 milhões”, afirma o 3º vice-presidente do Ciesp e diretor de Nozes e Castanhas do Departamento de Agronegócio da Fiesp (Deagro), José Eduardo Camargo. “Temos muito o que crescer: no Chile, o aumento das vendas externas foi de 15 vezes nos últimos dez anos”.

Para exemplificar o que diz, Camargo conta que, somente no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, as exportações de nozes foram de US$ 7,2 bilhões em 2015. “Podemos abrir mercado, criar uma nova fonte de negócios para o Brasil”.

Segundo ele, para chegarmos lá é preciso que exista uma união entre “os agricultores, os industriais e o governo”. “Segundo o International Nut and Died Fruit Council (INC), o crescimento anual de nozes e castanhas é de 8% em todo o mundo, com um aumento de preço em dólares de 400% nos últimos dez anos”, afirma.

Além disso, a indústria de alimentos cada vez mais usa esses itens em seus produtos, como pães e biscoitos, por exemplo.

Participação Internacional

Nessa linha de expansão, o V Encontro Brasileiro e I Encontro Latino Americano de Nozes e Castanhas receberá empresas brasileiras e da Argentina, Bolívia, Chile e Equador.

Nos painéis de debates, destaque para a experiência chilena, o potencial de mercado na área na América Latina, produtos e distribuição e ações bem-sucedidas de empresas produtoras.

Para saber mais sobre o evento, só clicar aqui.

Em seminário, Chile apresenta oportunidades de negócios e investimentos

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

No seminário “Chile e Brasil – Ampliando Negócios e Investimentos”, realizado nesta terça-feira (04/11) no hotel Intercontinental, em São Paulo, autoridades da área econômica e de comércio exterior do Chile apresentaram oportunidades para aumentar as relações comerciais com os anfitriões. O evento foi realizado pela agência ProChile e pelo Centro e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo Ciesp e Fiesp).

Ministro de Economia, Fomento e Turismo do Chile, Luis Felipe Céspedes: governo de seu país está empenhado em estabelecer políticas para aumentar a confiança dos parceiros econômicos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Na abertura dos trabalhos, o embaixador do Chile no Brasil, Jaime Gazmuri, disse que a visita de presidente Michelle Bachelet, em junho deste ano, inaugurou um novo momento nas relações bilaterais. “O Brasil é principal sócio econômico do Chile na América Latina”, destacou, reforçando que há um amplas oportunidades para que empresas brasileiras se instalem no Chile e possam acessar outros mercados de forma mais competitiva.

O ministro de Economia, Fomento e Turismo do Chile, Luis Felipe Céspedes, explicou que os dois países têm desafios similares na economia diante da crise global e que o governo chileno tem o compromisso de diminuir as desigualdades sociais sem mexer na solidez de políticas fiscais que vêm se mantendo há muitos anos.

Céspedes assinalou que a estratégia para crescimento da economia chilena passa por parcerias público-privadas e que há áreas com muito potencial para atrair capital estrangeiro, mencionando setores como turismo, infraestrutura, logística e mineração. Nessa última, a estratégia passa por credenciar o Chile – o maior produtor de cobre do mundo – como um grande prestador de soluções tecnológicas e de robótica na exploração de jazidas.

Ele disse ainda que o governo está empenhado em estabelecer políticas para 15 a 20 anos, que aumentem a confiança dos parceiros econômicos. “Isso é o que os investidores buscam. Ter perspectivas de longo prazo.”

“Queremos permitir que o investidor estrangeiro invista e possa transformar o Chile em uma plataforma para chegar ao outro lado do mundo.”

Representando o presidente Paulo Skaf, o vice-presidente do Ciesp, Abdo Antonio Hadade, recordou que a Fiesp tem feito esforço muito grande para o sucesso das relações com o vizinho sul-americano e que na gestão do presidente Skaf foram feitos 28 encontros de negócios com autoridades e empresários do Chile. “Temos muito interesse que o nosso país tenha esse relacionamento com o Chile.”

Abdo Hadade propôs uma missão empresarial brasileira ao Chile no ano de 2015. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

“Proponho que no próximo ano o Brasil faça uma missão econômica ao Chile”, sugeriu Hadade, ressaltando que o país do Pacífico tem relações comerciais com muitas nações em todo o mundo e que pode servir como uma porta de entrada para negócios brasileiros. “Tudo que precisarem aqui estamos à disposição para ajudar no relacionamento entre os dois países”, disse o vice-presidente do Ciesp.

Jorge Pizarro Crisit, vice-presidente do Comitê de Investimentos Estrangeiros no Chile (CIE), apresentou indicadores que, segundo ele, estimulam o investimento estrangeiro: a posição 33 no Índice de Competitividade Global e o décimo-terceiro lugar em um ranking que avaliou o ambiente de negócios de 82 países.

Segundo ele, uma das oportunidades está na área de energia, observando que uma lei recente obriga o país a aumentar a geração de energia renovável em sua matriz.

Entre os requisitos do governo chileno, nesse trabalho de prospecção de capital externo, estão investimentos que agreguem valor, energizem mercados altamente concentrados, gerem empregos de qualidade e permitam o desenvolvimento do capital humano local.

“Considerem o comitê como parceiro para entrar no Chile”, convidou Pizarro.

Rafael Sabat Méndez, subdiretor Internacional do ProChile, lembrou que a agência tem como missão principal apoiar as pequenas e médias empresas, contando com uma rede de 50 escritórios comerciais no mundo para apoiar o processo de exportação e internacionalização, inclusive em São Paulo. “O Brasil é o quarto parceiro comercial do Chile no mundo”, ressaltou.

 

Três ouros para Verônica Hipólito nos Jogos Para-sulamericanos do Chile

Agência Indusnet Fiesp

A atleta paralímpica do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), Verônica Hipólito, disputou três provas no Jogos Para-sulamericanos e conquistou três medalhas de ouro. Os jogos foram realizados em Santiago, no Chile, de 27 a 30 de março.

Na primeira prova que disputou, no dia 28 de março, Verônica fez o melhor tempo nos 200 m, classe T38 (categoria para pessoas com deficiência neuromotora), prova em que a atleta foi campeã mundial no ano passado, em Lyon, na França. No dia 30, foi a primeira nos 100m e no salto em distância. Mesmo com os resultados, a atleta, de apenas 17 anos, pretende melhorar ainda mais suas marcas.

“Ganhei todas as provas que fiz no Chile, mas sei que preciso melhorar os meus tempos para brigar por medalhas no Open de São Paulo, em abril”, disse Verônica, em entrevista para o Comitê Paralímpico Brasileiro.

O Brasil terminou em segundo lugar na classificação geral na competição, com 104 medalhas, atrás apenas da Argentina, com 112. O maior número de medalhas douradas brasileiras vieram do Atletismo, esporte que trouxe 15 ouros para o país. Ao todo, cerca de 600 atletas disputaram os Jogos Para-sulamericanos, nas modalidades de atletismo, bocha, basquete em cadeira de rodas, halterofilismo, natação, tênis e tênis de mesa.

Destaque do triatlo brasileiro, atleta do Sesi-SP quer medalha na Olimpíada de 2016

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Depois de vencer pela segundo ano consecutivo e pela quarta vez em sua carreira o Ironman 70.3 Pucón, competição de triatlo disputada no Chile, o atleta do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) Reinaldo Colucci passa agora a dar atenção total aos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro.

Aos 28 anos, natural da cidade de Descalvado, São Paulo, Colucci já é quase um veterano na maior competição do planeta: ele competiu em Pequim, em 2008, e em Londres, em 2012, sem, entretanto, conquistar um “resultado relevante”.

Contudo, Colucci acredita que agora atingiu o nível ideal para conquistar a sua primeira medalha olímpica e enfrenta a partir de março o desafio de se classificar para a competição na capital carioca.

Segundo o competidor, em 2014 seu foco maior é a classificação para os jogos. “Desde que acabou a Olímpiada de 2012, meu foco passou a ser o Rio de Janeiro e uma medalha”, disse.

Antes de colocar a honraria no pescoço, o paulista precisa se classificar para a competição. Para tal, ele volta ao Chile em março, para os Jogos Sul-americanos, e depois viaja para a Cidade do Cabo, África do Sul, onde será realizado o Mundial de Ironman. Essa competição será a primeira a somar pontos para o ranking que definirá os 50 competidores dos jogos.

Colucci: atleta do Sesi-SP se diz pronto para encarar desafios novos desafios. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Colucci: atleta do Sesi-SP se diz pronto para encarar desafios novos desafios. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Para poder concretizar o sonho de ser medalhista olímpico, Colucci não descansa – treina sete dias por semana. É graças a essa rotina de treinamentos que seu desempenho em competições vem melhorando constantemente.

O atleta do Sesi-SP realiza entre dois e três treinos diários, cada um durando entre uma hora e duas. “Os treinos variam conforme a necessidade”, explica, “com dois dias de atividades regenerativas”.

Atleta completo

O esporte surgiu naturalmente na vida de Colucci. Ainda aos 5 anos, o futuro triatleta foi iniciado na natação pelo pai. Depois disso, vieram a corrida e o ciclismo.

“Considero meu desempenho bastante equilibrado. Atuo bem em diversas formas de percurso. Mas considero o ciclismo o meu ponto forte”.

Passado e futuro no Sesi-SP

Colucci tem uma história antiga no Sesi-SP. Aos sete anos estudava na unidade de Descalvado e em 2010, na cidade de São Carlos, voltou à instituição para participar do Programa Esporte de Rendimento.

O triatleta elogia o programa e o vê como uma importante ação para formar uma nova leva de competidores brasileiros de alto nível.

Para Colucci, a formatação do programa cria interação direta e constante entre atleta e aluno. “Vemos as crianças melhorando graças a essa proximidade. Eles veem que é possível disputar uma Olimpíada”.

Para o triatleta, essa proximidade é fundamental para a criação de uma nova geração de medalhistas e atletas de sucesso.

“Na mesma piscina em que treino, por exemplo, temos crianças e atletas que começam a se destacar. Assim aproximamos atletas de nível olímpico daqueles que estão dando seus primeiros passos”, diz. “Isso mostra para as crianças que elas podem ser bem sucedidas no esporte”, explica.

Como prova do reconhecimento de seu talento, o atleta foi recebido, nesta terça-feira (21/01), pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Sesi-SP, Paulo Skaf, na sede das duas entidades, na capital paulista.

Presidente da Fiesp recebe triatleta premiado do Sesi-SP

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), Paulo Skaf, recebeu, na manhã desta terça-feira (21/01), o triatleta do Sesi-SP Reinaldo Colucci.

Aos 28 anos, Colucci venceu, pela quarta vez em sua carreira, no início do ano, o Ironman 70.3 Pucón, importante competição do triatlo internacional, disputada no Chile.

Natural de Descalvado, no interior de São Paulo, ele é um dos grandes nomes do esporte nacional. Participou das Olimpíadas de 2008, em Pequim,  e de 2012, em Londres. Em 2011, foi medalhista de ouro no Pan-americano de Guadalajara, México.

Depois de mais essa conquista no currículo, Colucci começa agora a treinar especificamente para conseguir uma vaga nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.

Skaf e Colucci: reconhecimento do talento do atleta do Sesi-SP. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Skaf e Colucci: reconhecimento do talento do atleta do Sesi-SP. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Reinaldo Colucci é bicampeão no Ironman do Chile e mantém a hegemonia

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp 

Pelo segundo ano consecutivo, e pela quarta vez na carreira, o triatleta do Sesi-SP, Reinaldo Colucci, conquistou neste domingo (12/01) o título no Ironman 70.3 Pucón, no Chile, com o tempo de 3:58’20”, seguido pelo chileno Felipe “Pipo” Barraza, com 4:00’19”. Naquela que é conhecida como a “Corrida Mais Bonita do Mundo”, Reinaldo mostrou que enquanto estiver competindo, será o homem a ser batido. Em seis participações na competição, o brasileiro de Descalvado, interior de São Paulo, ganhou quatro vezes (2008, 2010, 2013 e 2014), além de dois vice-campeonatos. Após a competição, o atleta falou sobre a dificuldade deste ano e sua felicidade em conseguir mais um título.

Reinaldo Colucci é bicampeão no Ironman do Chile. Foto: Wagner Araújo/Mundo Tri

“Foi uma corrida que me impressionou pelo nível de disputa e a competência dos competidores. Estou muito feliz e excitado com essa vitória. Ganhar aqui significa demais para mim. É muito especial”, declarou.

Reinaldo Colucci durante a “corrida mais bonita do mundo”. Foto: Wagner Araújo/Mundo Tri

Atual campeão, Colucci defendia a medalha de ouro em disputa com o atleta “da casa” Felipe Barraza Rojas. Na saída da água, quem liderava era outro chileno, Felipe Van de Wyngard. Na parte seguinte da prova, a pedalada, o brasileiro manteve-se no pelotão dos cinco melhores, guardando o gás final para a corrida, onde ultrapassou a todos e garantiu o primeiro lugar, com Barraza colado e chegando apenas um minuto depois. Foi a experiência de tantos mundiais que falou mais alto para o nosso triatleta fechar na frente e trazer mais um título para o Brasil.

O atleta agora volta aos treinamentos no Sesi-SP de São Carlos visando competições nacionais e o Mundial de Ironman na Cidade do Cabo, África do Sul, em 26 de abril. Esta competição será a primeira a somar pontos para o ranking que definirá os 50 competidores dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Confira a classificação oficial abaixo:

 

Observatório europeu busca apoio da indústria brasileira para telescópio no Chile

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A principal organização intergovernamental da Europa para pesquisas em astronomia está de volta ao Brasil em busca de investimentos e negócios que viabilizem seus projetos de telescópio no Chile.

O Observatório Europeu Sul (ESO na sigla em inglês) participa de uma série de reuniões na sede da Fiesp, nesta terça-feira (23), com o objetivo de apresentar seu ambicioso projeto de telescópio de enorme dimensão, o European Extremely Large Telescope (E-ELT).

Em maio deste ano, a delegação da ESO, acompanhada por empresários chilenos, esteve na Fiesp com o mesmo intuito de discutir a adesão brasileira ao projeto.

“Eu diria que o grande negócio para o ESO é construir o maior olho no céu”, disse Alistair McPherson, responsável pelo projeto do E-ELT. Com 42 metros de diâmetro, o telescópio será construído no topo de uma montanha de 3.000 metros no deserto do Chile. As operações devem começar a partir de 2018.

Representantes do ESO apresentaram os planos da organização para executivos de empresas do setor de construção civil, como as construtoras OAS e Queiroz Galvão, e instituições de tecnologia, como a Rede Paulista de Inovação e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica. O Grupo Gerdau também participou do encontro.

“Nós temos cientistas para desenharem o projeto, mas é a indústria que entrará com a manufatura”, acrescentou McPherson.

Negócios

Ainda segundo McPherson, o projeto E-ELT oferece oportunidades de negócios para empresas de tecnologia, no desenvolvimento de softwares, hardwares, detectores e dispositivos de segurança para garantir a operação do maior telescópio do mundo.

Já a indústria de infraestrutura pode fechar negócios para a geração de energia ao projeto e revestimento das instalações. Empresas de construção civil ganham espaço na construção de estradas e de estruturas do telescópio como a cúpula.

Adesão ao ESO

Desde 2010 tramita um processo de entrada do Brasil no ESO, organização que hoje conta com 15 países-membros e opera telescópios principalmente na Cordilheira dos Andes, no Chile.

A adesão brasileira tem, no entanto, divido opiniões desde então. De um lado, especialistas temem o País competir em desigualdade com os europeus. Na outra ponta estão os argumentos favoráveis de que a entrada do Brasil na organização seria a melhor maneira de desenvolver a astronomia do País.

Sesi-SP vence Universidad Católica e está a uma vitória do título Sul-Americano

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Ponteiro Murilo enfrenta bloqueio duplo do time chileno. Foto: Everton Amaro

 

O Sesi-SP está apenas há uma vitória da conquista, inédita, do título do Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões. Com o apoio da torcida, que lotou as arquibancadas do Sesi Vila Leopoldina, a equipe da indústria derrotou, nesta sexta-feira (5), o Universidad Católica, do Chile, por 3 sets a 0. Parciais: 25 a 10, 25 a 19 e 25 e 25 a 14, em 1h08 minutos de jogo. Partida válida pela 3º do torneio sul-americano.

Com o resultado, o Sesi-SP assumiu a liderança isolada do torneio, com seis pontos, em três jogos. Já o Universidad Catolica ocupa a 2ª colocação, com cinco pontos.

Dentro de quadra, o técnico Giovane Gávio contou com as boas jogadas de ataque do central Rodrigão, que comemorou a sua estreia no time. “Fiquei emocionado com o apoio dos jogadores e da torcida”, comentou. Na avaliação do central, a tranquilidade dos atletas brasileiros foi decisiva para vitória: “Soubemos manter a calma dentro de quadra”.

Sidão parte para ataque contra jogadores do Universidad Catolica. Foto: Everton Amaro

 

Destaque da partida, o ponteiro Murilo foi o maior pontuador da partida, com 13 pontos, seguido por Wallace (12) e Rodrigão (11).

Satisfeito com o resultado, o técnico Giovane Gávio pretende corrigir algumas falhas cometidas pelo Sesi-SP antes do jogo decisivo contra o UPCN, da Argentina. “No final da partida, a equipe cometeu erros importantes, que não podem ser cometidos contra a Argentina”, declarou Gávio. E completou: “Durante todo o campeonato, a equipe jogou sério e respeitou os seus adversários”.

O jogo

Em quadra, o campeão chileno, Universidad Catolica, não se intimidou com a força do voleibol brasileiro. No início da partida, a equipe chilena ficou um ponto à frente no placar, feito comemorado pelos jogadores e comissão técnica. Porém, as boas jogadas de ataque do ponta Murilo e o oposto Wallace, o Sesi-SP abriu 11 pontos no placar, fazendo 17 a 6. Com certa facilidade, o time brasileiro fechou a preliminar por 25 a 10.

Duelo entre jogadores do Sesi-SP (à esq.) e do Universad Catolica (à dir.). Foto: Everton Amaro

No segundo set, os jogadores chilenos esboçaram reação. Porém, os erros de saque, recepção e bloqueio do Universid Catolica impediram uma arrancada no placar. Em contrapartida, o bloqueio do Sesi-SP, formado por Sidão, Rodrigão e Wallace, reduziu as chances de ataque dos adversários, contribuindo para a vitória da equipe da indústria por 25 a 19.

A disputa acirrada pela liderança no placar marcou o inicio do terceiro e último set. Nos primeiros seis pontos, as equipes permaneceram empatadas no placar. Nervosos, os jogadores chilenos cometeram muitos erros de saque e desperdiçaram boas oportunidades de ataque. O Sesi-SP venceu o set por 25 a 14.

Ignacio Garcia, técnico do Universid Catolica, ficou muito satisfeito com o resultado. “Fizemos o melhor dentro de quadra. Jogamos de igual para igual, com a base da seleção brasileira de voleibol masculino. O nível profissional é muito diferente”. afirmou.

O time do Sesi-SP voltará às quadras neste domingo (7), contra o UPCN, da Argentina, às 18h30, no ginásio do Sesi Vila Leopoldina, pela última rodada do campeonato Sul-Americano. O jogo terá transmissão ao vivo do canal SporTV.

Serviço
11º Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões – Vôlei Masculino
Sesi-SP 3 x 0 Universidad Catolica, do Chile
Parciais: 25 a 10, 25 a 19 e 25 e 25 a 14, em 1h08 minutos de jogo
Local: Ginásio Sesi Vila Leopoldina
Endereço: Rua Carlos Weber, 835 – Vila Leopoldina, Capital

Ficha técnica

Sesi-SP: Rodrigão, Léo Mineiro, Sandrinho, Murilo, Sidão e Wallace. Líbero: Serginho
Entraram: Japa, Jotinha
Técnico: Giovane Gávio

Universidad Católica: Parraguierre, Momberg, Ferreyra, Nadalin, Caceres e Martinez. Líbero: Papagallo.
Entraram: Pacheco, Romero e Petit Bom.
Técnico: Miguel Lacamara

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Brasil melhora no Índice de Competitividade, mas segue atrás de Argentina e Chile

Agência Indusnet Fiesp

Vários fatores como a alta carga tributária, concentrada principalmente no setor industrial, além de juros e spread elevados, que encarecem o capital de giro das empresas, restringem o crédito ao setor privado e comprometem o nível de investimentos do País e ainda prejudicam o avanço da competitividade brasileira.

Este é um dos resultados apontados pelo Índice Fiesp de Competitividade das Nações (IC-Fiesp), que acompanha a evolução de 43 países responsáveis por mais de 90% do PIB mundial.

O índice revela também que o Brasil melhorou nos últimos anos em alguns quesitos, mas ainda há dificuldade em traduzir os esforços em resultados mais eficientes. O IC-Fiesp aponta, ainda, que os países desenvolvidos perderam competitividade no longo prazo, enquanto os países asiáticos são destaque em ganho de competitividade.

Chile é ponte de negócios para produtos brasileiros atingirem o mundo, diz especialista

As empresas brasileiras podem se beneficiar dos 20 acordos comerciais que o Chile mantém com 56 países da Ásia, América Latina, União Europeia e os Estados Unidos.

Foi o que informou o gerente de Comércio Exterior da Sociedade de Fomento Industrial (Sofofa), Hugo Baierlein, em reunião nesta quarta-feira (9), na sede da Fiesp.

“A rede de acordos configura uma plataforma comercial eficiente para atingir mercados diversos com cerca de 4 bilhões de consumidores”, explicou Baierlein.

O seminário chamado “Chile: sua plataforma de investimentos na América Latina” reuniu empresários interessados em fazer negócios com o país vizinho, além de convidar brasileiros a utilizarem o Chile como ponte para exportarem seus produtos a terceiros países.

Em julho passado, a presidente chilena Michele Bachelet encontrou-se com o presidente Lula, na Fiesp, e aproveitou para afirmar sua vontade de estreitar relações com o mercado brasileiro, lembrando que ambos países têm enfrentado bem a crise.

“Áreas do nosso intercâmbio comercial vão recuperar o ritmo expansivo dos últimos anos. As economias do Brasil e do Chile vão sair fortalecidas da crise, mais fortes do que a de muitos países”, afirmou Bachelet na ocasião.


Balança comercial

Em 2008, a corrente de comércio entre Brasil e Chile foi de US$ 8,9 bilhões. Sendo a exportação brasileira de US$ 8,9 bilhões e a importação de US$ 4,1 bilhões, tornando o Brasil superavitário em US$ 629 milhões.

No primeiro semestre deste ano, o Brasil se manteve superavitário em US$ 43 milhões. Nesse período exportou US$ 231 milhões e importou US$ 187 milhões do Chile.

Chile é estratégia brasileira para alavancar exportação

Agência Indusnet Fiesp

As empresas brasileiras podem se beneficiar dos 20 acordos comerciais que o Chile mantém com 56 países da Ásia, América Latina, União Europeia e os Estados Unidos. Segundo a presidente chilena Michelle Bachelet, que esteve na Fiesp nesta quinta-feira (30) em encontro com Lula, os instrumentos dão acesso a 85% do PIB mundial e a 4 bilhões de consumidores.

“A rede de acordos configura uma plataforma comercial eficiente para atingir outros mercados”, afirmou Bachelet, convidando empresários brasileiros a utilizarem o Chile como ponte para exportarem seus produtos a terceiros países.

A contrapartida, segundo o ministro da Economia chileno, Hugo Lavados Montes, é submeter os produtos a um trabalho de agregação de valor, em percentuais que variam de acordo com o país e giram em torno de 40%.

Ponte para o mundo
O governo brasileiro é favorável à estratégia de internacionalização das empresas para alavancar a competitividade dos produtos nacionais. De acordo com Welber Barral, secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio (MDIC), o Brasil tem feito esforços para firmar acordos comerciais com vários parceiros econômicos e aprofundar os instrumentos já em vigor com algumas nações da América Latina. Porém, as negociações não têm progredido.

“As negociações regionais e multilaterais do país têm esbarrado em dois argumentos: quando é com parceiro desenvolvido, eles querem a negociação sem incluir agricultura, o que evidentemente não é aceitável, por ser um dos itens em que o Brasil é mais competitivo. Com os países em desenvolvimento, há um temor com relação ao tamanho e à competitividade da indústria brasileira”, explicou Barral.

Segundo o secretário, a dificuldade nas negociações com outros países abre espaço para o Brasil aumentar sua estratégia de internacionalização de empresas – e a que se mostra mais eficiente é a utilização do Chile como plataforma de exportação, com vantagens logísticas e comerciais.

“Para aproveitar a oportunidade, porém, é necessário agregar valor produtivo local, em alguns casos com mudança de classificação tarifária dos produtos. Isso será possível na medida em que conseguirmos, por meio de encontros como esse, maior integração produtiva”, ponderou Welber Barral.

A estratégia levou o governo brasileiro a incentivar mecanismos de integração. No caso do Chile, uma das ações junto à Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (Abdi) é a identificação de setores em que seja mais fácil a integração produtiva. Já a cooperação entre as zonas francas dos países, que entrará em vigor esse ano, permitirá maior competitividade dos produtos da Zona Franca de Manaus no mercado chileno.

Lula: Brasil pode ceder Copa América 2015 ao Chile

Agência Indusnet Fiesp

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se comprometeu, nesta quinta-feira (30), a conversar com os dirigentes do futebol brasileiro para que o País ceda a Copa América de 2015 ao Chile.

“É uma proposta viável. O Chile tem o direito de contribuir na organização de eventos esportivos”, afirmou Lula.

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, e o ex-presidente Lula

A afirmação foi uma resposta ao pedido feito pela presidente chilena, Michelle Bachelet, durante encontro bilateral realizado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Bachelet se mostrou confiante com a possibilidade de seu país sediar a competição esportiva latino-americana. “Seria uma forma justa de distribuição [das competições no continente]. Queremos os brasileiros em massa no Chile em 2015”, sugeriu.

Como contrapartida, Lula propôs uma troca: o Chile cederia a Copa América de 2019 ao Brasil

Michelle Bachelet defende Brasil para Conselho de Segurança da ONU

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Com discurso baseado no argumento de que a crise na economia global coloca os países emergentes diante de uma nova fase da política internacional, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, defendeu a entrada do Brasil no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (CSONU).

“Brasil e Chile têm insistido há muitos anos na necessidade de fortalecer organismos multilaterais. E reitero o compromisso do meu país em reconhecer o Brasil como um emergente muito poderoso no mundo que deve ter um assento permanente no Conselho de Segurança”, afirmou Bachelet, durante o Encontro Empresarial Brasil-Chile, realizado na sede da Fiesp, em São Paulo, nesta quinta-feira (30).

O CSONU tem poder para autorizar ações internacionais, entre elas: sanções econômicas e envio de forças armadas para solucionar conflitos. É formado por 15 países, sendo 5 deles membros permanentes (China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia) e os demais rotativos. A ampliação do número de assentos é um dos principais itens da agenda externa brasileira desde o início dos anos 1990, quando do fim da Guerra Fria.


Oportunidade histórica

Para a mandatária chilena, os países emergentes precisam estabelecer uma “agenda política clara e com objetivos bem definidos” para participar de discussões em um novo cenário da geopolítica pós-crise.

De acordo com Michelle Bachelet, a turbulência econômica coloca as nações em desenvolvimento “diante de uma oportunidade sem precedentes para influenciar na capacidade e responsabilidade da política internacional”.

“Se nós, emergentes, quisermos contribuir para a construção de acordos internacionais, teremos que redefinir e ampliar a perspectiva global”, indicou.

O tema deve ser debatido no próximo encontro dos chefes de Estado dos 12 países-membros da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), que em 10 de agosto se reúne em Quito, no Equador, para que Bachelet passe a presidência rotativa do bloco a Rafael Correa.

Empresários reforçam necessidade de aprimorar relações Brasil-Chile

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No que depender dos empresários que participam do Encontro Empresarial Brasil-Chile, que acontece na sede da Fiesp, nesta quinta-feira (30/07), as relações entre os países deve manter o nível de negociações que fizeram a corrente comercial avançar de US$ 2,7 bilhões, em 2003, para US$ 8,9 bilhões no ano passado.

Na avaliação de Roberto Giannetti da Fonseca, diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, o crescimento da pauta bilateral é sinal de que a aproximação entre os países é promissora.

“Empresários brasileiros e chilenos têm de trabalhar mais para aprimorar nossa relação comercial e melhorar o acesso ao mercado de nossos produtos, em harmonia para que essa relação se consolide cada vez mais”, sugeriu Giannetti.

O dirigente classificou o Chile “exemplo de competência em negociações internacionais”, e indicou a Fiesp como espaço diplomático para o fomento comercial aos empreendedores do vizinho sul-americano. “Nossa área de relações internacionais e comércio exterior está integralmente à disposição dos empresários chilenos, para apoiar e esclarecer qualquer iniciativa de melhoria da corrente de comércio e investimentos entre nossos países”, afirmou.

De acordo com Hermann von Muhlenbrock, representante da Sociedade de Fomento Industrial chilena (Sofofa), a troca de produtos será ampliada pelo corredor biocêanico. O Atlântico e o Pacífico serão aproximados por dois mil quilômetros de estrada, partindo do Mato Grosso do Sul, passando por Santa Cruz de La Sierra e Oruro – território boliviano –, até os portos chilenos de Arica (exportação de grãos) e Iquique, zona franca de escoamento de produtos industriais.

Muhlenbrock ressaltou o “compromisso” dos países em manter seus mercados abertos mesmo ante a crise financeira que balança a economia global. “Nossas relações passam por um momento excelente. E nossa responsabilidade, como empresários chilenos e brasileiros, é aproveitar todas as ações dos nossos governos para seguirmos trabalhando em conjunto pelo desenvolvimento do Chile e do Brasil”, declarou.