Coronel da SWAT compartilha experiências com empresários em reunião do CJE

Agência Indusnet Fiesp

Charles Saba, oficial da SWAT, mostrou como é o trabalho da corporação americana e conversou com empresários durante reunião do CJE da Fiesp

Convidado para a reunião do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, nesta quarta-feira (8), o brasileiro Charles Saba, coronel da SWAT (policia de elite norte-americana) e comandante do United States Police Instructor Teams (US-PIT) da entidade, apresentou um pouco de sua experiência para uma plateia de 100 empresários.

“Em nosso trabalho, deparamos com problemas de todos os tipos: além de normalmente trabalhar em ambientes perigosos, enfrentamos situações de cunho sociológico e até fazemos as vezes de padre”, afirmou.

Saba explicou que, apesar de parte da sociedade ter uma visão errônea da policia, o foco nas operações é mantido justamente para protegê-la. Em alusão com o dia a dia das empresas, enfatizou: “Sua atitude é que permeia a organização. A polícia e a mídia, juntamente com entidades sociais e a própria sociedade, criam o policiamento comunitário como uma empresa, com vários departamentos atuando em conjunto”.

Ao mostrar diversos vídeos com ações policiais, o comandante da SWAT lembrou a atitude do então prefeito de Nova Iorque, Rudolf Giuliani, ao executar durante a década de 1990 o programa Tolerância Zero, para acabar com a criminalidade na metrópole americana. “Hoje é uma cidade segura para seus moradores e turistas, não há mais marginalidade”, garantiu.

Mais eficiência, menos gastos

Charles Saba abordou ainda a relação entre armas de fogo e armas não letais. Explicou que um tiro mortal disparado em um bandido gera um custo de cerca de um milhão de dólares aos cofres públicos com hospital, medicamentos e outros procedimentos legais.

Já com o uso do Taser (arma que imobiliza o criminoso com choque elétrico), isso não acontece: prende-se o bandido com eficiência e reduz substancialmente o gasto que o governo teria com ele baleado. “No início de 2000, colocamos uma Taser na mão de cada policial. Em 2002, os danos aos policiais caíram 80%”, revelou Saba.

O representante da SWAT ratificou que se os gastos com segurança pública abaixam, há aumento de eficiência na operação e a atividade econômica do país cresce. “Se reduzirmos a violência em 2% em alguma área, os alugueis aumentam 6%, e todo mundo quer morar onde é seguro”, ilustrou.

Ao final, Charles Saba apresentou aos empresários o treinamento de executivos realizado em Orlando, na Flórida. Lá eles vivem uma semana como policiais americanos: participam do treinamento de tiro, de direção ofensiva e evasiva, além de fazer visitas oficiais à cadeia. Ao final do “curso”, o executivo vai para a rua vivenciar a rotina de um policial.