Fiesp e Ciesp apresentam ferramentas para ajudar pequenas e médias nas exportações

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O seminário Ferramentas Online para Acesso das Pequenas e Médias Indústrias ao Comércio Exterior, realizado nesta quinta-feira (25/8) na Fiesp, reuniu centenas de empresários para lhes mostrar formas de iniciar ou melhorar a internacionalização dos negócios.

Vladimir Guilhamat, diretor titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp e diretor titular de comércio exterior do Ciesp, explicou as ações de ambas entidades no auxílio à exportação, destacando a promoção comercial, que inclui feiras, missões comerciais e rodadas de negócios. As 41 diretorias regionais e distritais do Ciesp no Estado distribuem o Certificado de Origem, necessário para todas as exportações, especialmente de manufaturados. As regionais, frisou, também são local de networking, pondo os empreendedores em contato com empresas com mais experiência em exportação.

Guilhamat explicou os dois tipos de certificados de origem, o primeiro deles para países com os quais haja acordos comerciais. Concede tratamento preferencial nas exportações. O Certificado Comum, também emitido pela Fiesp e pelo Ciesp, é um comprovante de procedência da mercadoria exportada.

Líder na emissão de Certificado de Origem no Brasil, a Fiesp é uma das poucas entidades a ter sistema próprio de emissão do documento, que considera as especificidades do Estado de São Paulo. Há também treinamento gratuito para o uso do Certificado de Origem. Guilhamat destacou a simplicidade de uso do site.

Falou também sobre o pioneirismo na adoção da tecnologia QR-Ccode, para identificação. Permite ganho de 40% no tempo de emissão do certificado de origem e possibilita a validação online. Destacou a importância do QR-code para o projeto de certificado de origem digital (COD).

Desenvolvido pelos países da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), o COD elimina completamente o papel. Projeto piloto com a Argentina está programado para começar em setembro. A Fiesp e o Ciesp participam do processo com algumas empresas. Até final de novembro a exportação para a Argentina deverá passar a usar o sistema digital, disse Guilhamat. As empresas (que precisam ter certificado digital A3) ou operadores logísticos com procuração podem usar o sistema.

Guilhamat explicou a Jornada São Paulo Exporta (SPEx), que já teve sete edições, destinada a disseminar a cultura exportadora para micro, pequenas e médias indústrias. Também há as Rodadas de Negócios entre indústrias e comerciais exportadoras, para facilitar a venda fora do Brasil.

Uma novidade é o balcão de atendimento sobre exportação que será instalado no aeroporto de Viracopos, voltado a empresas do Simples. Guilhamat destacou que a receita de exportação não é contada no limite do Simples.

Maurício Golfette de Paula, consultor de comércio exterior do Sebrae, explicou as ferramentas eletrônicas da entidade para apoio ao comércio exterior. Destacou a importância para a indústria de conhecer bem seus próprios processos para ser competitiva no mercado externo.

São quatro os produtos eletrônicos do Sebrae voltados ao comércio exterior, incluindo um aplicativo simulador de custo de importação, que permite calcular impostos e chegar ao valor limite de câmbio que permite lucro.

Outro produto são os cursos à distância (EAD) sobre importação e exportação. Exemplificou com o módulo Iniciando na Exportação, gratuito, com duração de três horas. O Diagnóstico de Internacionalização permite ao empresário analisar seu negócio – e sua própria capacidade de se voltar ao mercado externo. Gera um relatório para orientar ações para o planejamento da internacionalização de negócios (www.internacionalizacao.sebrae.com.br). A análise abrange produto, produção, logística, custos e competitividade, planejamento empresarial, promoção e comunicação.

Por último, há o Observatório Internacional Sebrae tem diversas informações sobre o tema. O consultor do Sebrae destacou que tudo nasce a partir do autoconhecimento.

Renato Lage, do sistema de pagamentos PayPal, destacou as novas formas de vender produtos, como loja virtuais, e de pagar, como celulares. Explicou o funcionamento do PayPal, destacando a segurança de seu uso. Nas transações online do PayPal pode ser usado o débito em conta corrente, cartões de crédito e o saldo na própria conta PayPal. As vendas podem ser feitas em 100 moedas, e o saldo pode incluir 26 moedas – por exemplo, vendas feitas no Brasil ficam em reais, mas as exportações geram saldo em dólares. As soluções são o e-commerce, com a opção de PayPal no encerramento da compra; o aplicativo e o celular; pagamentos por e-mail. Parceria com a Fiesp há desconto nas taxas (de 4,99% mais R$ 0,60, para 4% mais R$ 0,60 por transação). Nos pagamentos internacionais, a taxa cai para 3% mais R$ 0,60, contra 5,99% mais R$ 0,60).

Marco Antonio dos Reis, Diretor Titular Adjunto do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp (Dempi) fez a abertura e conduziu o seminário, que teve ainda palestra sobre produtos Serasa-Experian (relatórios internacionais). Rogério Rodrigues, economista e especialista de segmentos da empresa, disse que já se percebe o início de uma guinada no Brasil. Apresentou dados sobre as exportações do país. Houve ainda palestras do Banco do Brasil e do Google, sempre voltadas ao auxílio aos empresários que desejam a internacionalização.

Mesa de abertura do seminário Ferramentas Online para Acesso das Pequenas e Médias Indústrias ao Comércio Exterior. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp