SINDICATO RESPONSÁVEL: SINBEVIDROS – INCENTIVO À SUSTENTABILIDADE

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Por Karen Pegorari Silveira

O Brasil produz em média 2 milhões de toneladas de vidro por ano, e desse montante cerca de 20% é matéria-prima reciclada. Assim como nos demais processos de reciclagem, o valor do vidro reciclado varia de acordo com a pureza do material.

Na Alemanha, o índice de reciclagem em 2010 foi de 87%, correspondendo a 2,6 milhões de toneladas e em 2009 foi de 81%. Na Suíça o índice foi de 95% e nos EUA 40%.

Com este cenário, o SINBEVIDROS considera que a busca pelo desenvolvimento sustentável do setor é estrategicamente o grande desafio para aumentar a competitividade das empresas associadas, preparando-as para as novas exigências do mercado consumidor.

Para ajudar o setor a melhorar sua competitividade, o sindicato desenvolveu um programa próprio de avaliação ambiental denominado “SELO VERDE SINBEVIDROS”. Com o programa eles pretendem diagnosticar, avaliar e definir categorias para níveis de proatividade com que as empresas associadas gerenciam suas questões ambientais, bem como controlam a gestão de seus resíduos. Essas categorias são divididas em: Selo Verde SINBEVIDROS Bronze; Prata e Ouro.

O intuito do sindicato com o programa é que cada selo conquistado represente um incentivo para as empresas associadas desenvolverem mais ações que reduzam os impactos ambientais possíveis nos seus processos, aumentando assim as ações de reciclagem de resíduos, além de chamar a atenção para a destinação correta dos mesmos, quando esgotada todas as possibilidades da sua reutilização.

Para realizar os diagnósticos e as avaliações do Selo Verde, o SINBEVIDROS contratou os serviços da Rede SENAI-SP de Meio Ambiente, com sede na Escola SENAI Mario Amato em São Bernardo do Campo. Sua estrutura é composta por especialistas na área ambiental, laboratórios de meio ambiente e microbiologia e uma área de pesquisa e desenvolvimento que também atende ao Edital SENAI SESI de Inovação.

A visita de diagnóstico e avaliação tem as seguintes etapas:

Reunião de abertura com direção da empresa;
Diagnóstico e avaliação da documentação legal;
Visita às instalações da empresa;
Verificação da gestão de resíduos;
Reunião de encerramento.

O técnico do SENAI faz um relatório contendo os assuntos discutidos e as questões identificadas durante a visita para todas as empresas associadas participantes. Caberá ao SINBEVIDROS enviar o relatório e comunicar a empresa da pontuação alcançada e a data de entrega do selo conquistado e/ou do certificado de participação.

Para conhecer melhor essa e outras iniciativas do Sinbevidros, acesse www.sinbevidros.com.br.






Fiesp debate produção têxtil sustentável

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

O momento econômico do Brasil, com estímulo à exportação e desestímulo à importação em função do câmbio, suscita o debate sobre as regulamentações adotadas pelo mercado europeu quanto à área têxtil. A afirmação de Elias Miguel Haddad, coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário da Fiesp (Comtextil), abriu os debates da reunião plenária  desta terça-feira, 23.

Há uma preocupação crescente de governos, organizações não governamentais, consumidores em geral e setor industrial quanto à preservação da saúde e do meio ambiente com impactos no setor. O alerta de Regina Guidon de Assis – engenheira têxtil e representante no Brasil da Citeve, um centro de tecnologia também dedicado à certificação -, se deve à tendência mundial, com movimentos como o Fashion Revolution – ONG que incentiva as pessoas a saber quem fabricou suas roupas e se isso foi feito em condições adequadas de trabalho.

Cada país ou bloco econômico tem suas regulamentações e leis, como os Estados Unidos, a Europa e a Coreia, explicou a expositora, que alertou para uma segunda forma de controle de qualidade via organizações internacionais ou nacionais, como a ISO ou a ABNT. Há um terceiro patamar, que agrega rotulagens e certificações, ferramentas usadas para comunicação de determinadas características do produto, caso da Citeve, que lida com duas certificações, o Sustainable Textile Production (Step) e o Oeko-Tex Standard 100, sistema de certificação internacional para matérias-primas, produtos intermediários e produtos finais têxteis.

Na Comunidade Europeia há o Regulamento nº 1907/2006 voltado ao Registro, Avaliação, Autorização e Restrição de substâncias químicas (Reach–Registration, Evaluation, Authorisation and Restriction of Chemicals). No Brasil, não há ainda legislação específica quanto à segurança química em têxteis, mas o tema já se encontra em discussão na ABNT para ser colocado depois em consulta pública.

Entre as vantagens da certificação, Regina Guidon de Assis citou a melhoria na organização e no controle dos processos produtivos, sua importância para as empresas exportadoras, a transparência dos processos, a valorização da imagem da empresa, além de ser importante ferramenta de comunicação e de diferenciação.

Assis também explicou a classificação dos produtos:

Classe I – Produtos e brinquedos têxteis para bebês e crianças de colo até 3 anos: roupas em geral, pijamas, roupa de cama, bonecos de pelúcia, etc.

Classe II – Têxteis que têm uma grande parte de sua superfície em contato com a pele: lingerie, roupa de cama, felpudos, camisas, calças, saias, meias, etc.

Classe III – Têxteis que não entram em contato direto com a pele ou apenas uma pequena extensão de sua superfície: jaquetas, casacos, agasalhos, etc.

Classe IV – Artigos de decoração: toalhas de mesa, cortinas, tecidos para móveis, tecidos para colchões etc.

Os países que mais possuem certificação pela Oeko-Tex são a China, na liderança, com mais de 3.000 empresas listadas, seguida por Alemanha, Turquia, Índia, Bangladesh, Itália, Hong Kong, Paquistão, Portugal e Japão. O Brasil conta com cerca de 25. Já os Estados Unidos possuem suas próprias normas.

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Reunião plenária do Comtextil, da Fiesp, que discutiu produção sustentável. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Simpósio internacional na Fiesp discute sustentabilidade

Graciliano Toni e Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

Na abertura do Simpósio sobre Padrões Globais de Sustentabilidade, Mario Hirose, diretor do Departamento do Meio Ambiente da Fiesp, deu as boas-vindas aos participantes em nome de Paulo Skaf, presidente da entidade, e ressaltou a liderança brasileira na agenda da sustentabilidade.

Para reforçar a noção da importância dedicada pela Fiesp ao tema, Hirose lembrou que o Departamento de Meio Ambiente da entidade tem mais de 40 anos e é anterior à criação da agência ambiental paulista, a Cetesb.

“A agenda ambiental é de suma importância para a indústria”, disse Hirose, “principalmente neste momento em que sabemos que a sustentabilidade é questão essencial para a sobrevivência do setor e sua competitividade”.

Hirose disse que a agenda ambiental faz parte do dia a dia das várias entidades do sistema Fiesp – Ciesp, Sesi-SP, Senai-SP. A sustentabilidade é tema de várias cadeiras do ensino dos serviços da indústria.

Ainda na abertura, Indranil Chakrabarti, conselheiro de desenvolvimento do DFID, do Reino Unido, órgão que tem como missão a erradicação da pobreza global, destacou o papel do setor privado para o desenvolvimento econômico e o combate à miséria. Como exemplo da atuação do DFID no Brasil, mencionou o trabalho de auxílio à mitigação de impactos sobre as pessoas da organização dos Jogos Olímpicos do Rio em 2016, com o fornecimento de informações sobre as melhores práticas.

Christian Robin, gerente de programas da Secretaria de Estado para Assuntos Econômicos da Suíça, falou sobre a importância dada em seu país aos produtos sustentáveis e aos selos de comércio justo (fair trade). A secretaria, explicou, financia projetos em grandes países emergentes e promove padrões de sustentabilidade.

Robin considera que a produção sustentável se tornou elemento importante na gestão da cadeia global de suprimentos e tem peso na sobrevivência de longo prazo das empresas.

Golfinhos e desmatamento

Alan Knight, gerente geral de responsabilidade corporativa do grupo ArcelorMittal, fez a plateia rir ao contar como foi sua estreia na defesa da sustentabilidade no mundo corporativo. Na entrevista de emprego para o grupo B&Q, de produtos madeireiros, apresentou sua ideia de compromisso com a sustentabilidade usando como exemplo a questão dos golfinhos mortos em redes de pescadores de atum, o que levou à pressão dos consumidores. “Quem liga para os golfinhos?”, perguntou seu futuro chefe. Conseguiu o emprego mostrando que sim, as pessoas, os compradores, ligavam.

Knight falou sobre as dificuldades –como a participação ou não do setor privado—quando o Forest Stewardship Council (FSC) foi criado. Lembrou que havia uma guerra de relações públicas entre os setores industriais e as entidades conservacionistas, e 95% dos recursos eram gastos para outros fins que não encontrar soluções.

A fase da guerra passou, veio a colaboração entre setores, depois uma explosão no número de selos de certificação. Em sua opinião, essa disseminação confunde e desperdiça recursos, com os gerenciamentos separados. Para ilustrar o problema, mostrou a imagem de uma pessoa numa cozinha moderna. Depois a mesma imagem com o selo de certificação para cada produto mostrado. A mensagem é que a certificação não resolve o problema de ter mais de 7 bilhões de pessoas em busca de qualidade de vida.

Disse que a ArcelorMittal produz cerca de 10% do aço no mundo. A certificação das empresas de aço e mineração tende a ser processo mais rápido, graças às lições aprendidas em outros setores. “A certificação está vindo para o aço”, disse, lembrando que já há selos para o setor, como o do Steel Stewardship Forum.

Terminou sua apresentação dizendo que a agenda da sustentabilidade é uma das mais importantes. Perguntou quem ligava para os golfinhos, respondendo “nós”. E que ligava para o futuro? “Nós.”

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Primeiro painel do Simpósio sobre Padrões Globais de Sustentabilidade. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Desmatamento zero

O primeiro painel do simpósio teve a participação de Karin Kreider, diretora executiva da ONG inglesa de sustentabilidade Iseal Alliance, como moderadora. Em sua apresentação, lembrou que nos últimos cinco anos houve enorme crescimento no número de empresas que assumiram o compromisso de diminuir o desmatamento em suas cadeias de suprimentos. Deu como exemplo o grupo Bunge, forçado por seus investidores a assumir o compromisso de desmatamento zero na operação de soja e de outros produtos.

Kreider lembrou que a questão do desmatamento é crítica para a agenda climática por seu peso nas emissões de dióxido de carbono (CO2).

Nas conversas com o setor produtivo sobre desafios para padrões e certificação, a Iseal identificou demandas em relação à escalabilidade, eficiência, demonstração de impactos e interoperabilidade. Em resposta às questões levantadas, houve inovações em padrões e certificações, como mudanças na forma de auditar, novas fontes de informação e uso de tecnologia para melhorar a observação e combater fraudes.

Cássio Franco Moreira, chefe global de normas e certificação do WWF, frisou a importância de se chegar ao verdadeiro desmatamento zero no Brasil. Não adianta, disse, apenas seguir o Código Florestal [que determina a área legalmente desmatável em propriedades]. “Tem que ser desmatamento zero mesmo, em todo o Brasil”, o que inclui áreas de cerrado e outras. Lembrou que “30% a 40% das áreas de pastagens têm produtividade muito baixa”. A ocupação eficiente de tais áreas pela agricultura diminuiria a pressão sobre florestas.

Mathias Azeredo de Almeida, gerente de sustentabilidade do Grupo Marfrig, que tem operações no Brasil, Uruguai, Argentina e Estados Unidos, explicou a ação de sua empresa, depois de ter sido identificada pelo Greenpeace como fator de desmatamento da Amazônia. A partir de 2009, disse Almeida, a Marfrig foi a campo, mapeou seus fornecedores e passou a adotar uma política de restrições com cinco pontos. Dos 8.000 fornecedores, 2.000 foram bloqueados por descumprir alguma das exigências, como não atuar em áreas indígenas ou de conservação. Observou que o veto pela Marfrig não significa que os fornecedores não vendam para outros frigoríficos. Almeida defendeu a elevação do padrão de toda a cadeia da carne. Também afirmou que é preciso agir para defender o acesso da carne brasileira a mercados como o europeu – alguns países impedem a venda do produto do Brasil, mesmo os que são certificados.

O papel dos bancos na sustentabilidade foi o tema de Eduardo Lima, gerente de risco e sustentabilidade do HSBC. Ele explicou que muito mais que em suas compras, onde o banco pode fazer diferença é na concessão de crédito, considerando o risco ambiental dos projetos financiados.

Deu como exemplo de riscos ambientais uma operação que seja obrigada a fechar por ser poluente ou porque foi implantada em território indígena.

O HSBC, disse, exige certificação do FSC ou PCFC para liberação de crédito para projetos agropecuários florestais ou de óleo de palma – e isso em toda a cadeia de custódia. No caso da soja, estimula, mas não exige o certificado. E em pecuária, também apoia a certificação dos clientes, mas considera que não há volume suficiente para torná-la obrigatória.

Eric Shayer, especialista ambiental sênior do IFC, braço do Banco Mundial para o desenvolvimento, destacou o desafio representado pelo agronegócio para a proteção dos biomas. A atividade econômica avança cada vez mais para as regiões de fronteira. O agronegócio é grande e diversificado, numa cadeia com enorme número de agentes, com impacto difuso. A questão é como coordenar a cadeia.

O IFC, disse, tem padrões sociais e ambientais de desenvolvimento. E nunca financia projetos em áreas que exijam desmatamento.

Grandes empresas, como Klabin e Marfrig, as líderes, apresentam essa responsabilidade. Para as não tão sofisticadas, o IFC procura oferecer ferramentas que permitam a adoção das melhores práticas.

Vê como grande desafio para os padrões e certificações a integração mais profunda com as políticas públicas.

O simpósio teve mais uma lista extensa de painéis e expositores.

Compras sustentáveis

João Carlos Redondo, diretor da divisão de Gestão Empresarial Ambiental da Fiesp, fez a palestra “Visão dos Líderes – Compras Sustentáveis: comprando para amanhã”.

Redondo evidenciou a importância das compras sustentáveis, com parcerias entre o governo, setor privado, universidades e sociedade civil, que, de acordo com ele, propiciam aumento do conhecimento. “Quanto maior o conhecimento acumulado e aplicado, maior a mudança e a geração de valor para o indivíduo e para a empresa”, explicou.

“A gente costuma dizer em sustentabilidade que estamos muito em uma sociedade do “ter”, com um consumo exagerado muitas vezes, mas estamos buscando um consumo consciente”, comentou o palestrante.

Sobre consumo e relação de valores, Redondo afirmou que existem três grandes indutores de processos dentro da produção de consumo sustentável: as questões regulatórias, ambientais e de mercado. Para ele, a questão regulatória é um grande no processo de transformação e evolução, mas não pode impedir a inovação. As questões ambientais acontecem do ponto de vista de recursos, de tecnologia, de conservação e uso de insumos que precisam ser conciliados. “Pior do que você ter uma regulação que te penalize é você ter um cliente que não compra o seu produto ou seu serviço. Não há penalidade maior que essa para quem deseja empreender”, afirmou Redondo em relação às questões de mercado e consumo.

De acordo com Redondo, o conceito de produção mais limpa surgiu já há algum tempo, mas ecoeficiência é um conceito relativamente mais novo, com algumas exigências de certificações e qualidade de produção com respeito ao meio ambiente.

Ele explicou também que a produção afeta o consumo, por exemplo, por meio do design dos produtos e dos apelos do marketing, e o consumo afeta a produção, na medida em que as escolhas e demandas dos consumidores influenciam as decisões dos produtores.

“O consumidor pode exigir produtos que tenham características que façam mais sentido para o dia a dia dele. Então, ao mesmo tempo em que o consumidor demanda por uma tecnologia nova ou acelera o ciclo de vida de um determinado produto, tornando-o obsoleto mais rápido, ele induz os produtores a se tornarem mais competitivos”, disse.

Segundo João Carlos Redondo, em relação aos negócios, as tendências em produção e consumo sustentável têm crescido. “As operações precisam ser mais eficientes e produtivas, com menos resíduos e mais produção. Compras públicas sustentáveis, gestão sustentável na cadeia de valor e inovação para sustentabilidade são outros desafios importantes”.


Iniciativas Sustentáveis: Cargill – Certificação da cadeia de suprimentos

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Por Karen Pegorari Silveira

O óleo de palma é um dos óleos vegetais mais consumidos no mundo, um hectare da palmeira produz, em média, 5 toneladas de óleo.

Devido à grande demanda, o Governo Federal criou, em 2010, o Programa de Produção Sustentável de Óleo de Palma no Brasil para disciplinar a expansão da produção de óleo e ofertar instrumentos para garantir uma produção em bases ambientais e sociais sustentáveis, já que o plantio da palma é considerado um dos maiores responsáveis por desmatamentos destrutivos atualmente, principalmente nos países que mais o produzem, Indonésia e Malásia, e sacrificam suas florestas e riquezas de biodiversidade.

Após diversas denúncias e polêmicas em torno da compra de óleo de palma desses fornecedores, muitas empresas passaram a procurar produtores certificados através de critérios internacionais.

A Cargill é uma dessas empresas e suas unidades em Mairinque (SP) e Itumbiara (GO) foram as primeiras na América Latina a serem certificadas sob os princípios e critérios do RSPO (Roundtable on Sustainable Palm Oil – Mesa Redonda para Óleo de Palma Sustentável, em tradução livre).

Para o gerente de Originação & Trading de Foods Brasil da Cargill, João Paes de Almeida, a certificação integra os compromissos globais da empresa em relação à cadeia de suprimento de palma ao mesmo tempo em que atende as intenções e os compromissos dos seus clientes. “A Cargill mantém refinarias ou plantações certificadas na América do Norte, Europa e Ásia e, a partir de agora, a América do Sul também pode contar conosco, oferecendo soluções e ingredientes que contém uma matéria-prima sustentável”, informa Almeida.

O diretor da unidade de negócio Foods Brasil da Cargill, Rubens Pereira, acredita que essa é uma grande conquista. “Para a Cargill, a construção de cadeias de suprimentos responsáveis é um compromisso global e nós endossamos o RSPO como o padrão primário global de sustentabilidade para produtos de óleo de palma, além de apoiarmos seus esforços para desenvolver mecanismos que diferenciem esses produtos como sustentáveis”, afirma Pereira.

As instalações da Cargill na Europa, Malásia, Estados Unidos e Austrália também já receberam a certificação da cadeia de suprimentos e podem oferecer produtos RSPO para os clientes. Além disso, suas plantações de óleo de palma na Indonésia – PT Harapan Sawit Lestari, no oeste de Kalimantan, e PT Hindoli, no sul de Sumatra – receberam a certificação RSPO, além de outra fazenda no oeste de Kalimantan, que está em processo de certificação.

A empresa também atua no processamento e na comercialização do óleo de palmiste, da oleina e da esterina e tem como compromisso a produção e o abastecimento de palma sustentável, que incluem a conservação da biodiversidade, a redução de gases de efeito estufa, a melhoria dos meios de subsistência e a segurança alimentar.

Sobre a Cargill

A Cargill produz e comercializa internacionalmente produtos e serviços alimentícios, agrícolas, financeiros e industriais. Em 67 países contam com 143 mil funcionários. No Brasil desde 1965, é uma das maiores indústrias de alimentos do País. Com sede em São Paulo (SP), a empresa está presente em 16 Estados brasileiros por meio de unidades industriais e escritórios e consta com mais de 9 mil funcionários.

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Workshop na Fiesp/Ciesp vai abordar Certificação de Conteúdo Local

Odair Souza, Agência Indusnet Fiesp

Fiesp, o Ciesp, a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) e as operadoras patrocinadoras do Cadastro de Fornecedores CadFor (Anadarko, BG, BP, Chevron, El Paso, Maersk, Repsol Sinopec, Shell e Statoil) promoverão o workshop “Certificação de Conteúdo Local nos empreendimentos de exploração e produção de petróleo e gás no Brasil”, na próxima quarta-feira (14). O evento será realizado na sede da Fiesp/Ciesp, em São Paulo.

Em função das atuais regras da Agência Nacional do Petróleo (ANP) exigindo a apresentação da certificação de conteúdo local dos fornecedores de bens e serviços, as operadoras participantes do CadFor têm interesse em buscar fornecedores com esta certificação.

Com vagas limitadas e inscrição gratuita, o evento tem por objetivo apresentar aos potenciais fornecedores nacionais do setor de petróleo e gás os mecanismos de obtenção da certificação de conteúdo local, além de informar sobre os desafios e as oportunidades ligados ao tema.

Serviço

Local: Sede da Fiesp/Ciesp
Endereço: Av. Paulista, 1313, capital
Data/horário: 14 de março, às 14h