Copagrem debate propostas de alteração da tributação

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Em reunião plenária do Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem da Fiesp (Coágrem), realizada dia 8 de dezembro, houve destaque para criação de diversos grupos de trabalho, inclusive de sustentabilidade, divulgação da pesquisa Two Sides 2017 e debate sobre tributação e palestra motivacional.

Foram apresentados os resultados de Impressão e papel em um mundo digital – pesquisa internacional sobre preferências, atitudes e confiança dos consumidores – 2017 da Two Sides Brasil, com inúmeros dados interessantes, entre eles, a confiança demonstrada em relação ao impresso. Segundo Fábio Mortana, diretor adjunto do Copagrem, a pesquisa aplicada em dez países, com 11.000 pessoas, sendo 1.000 entrevistados brasileiros, trouxe como resultado o fato de 78% preferirem os livros impressos e 67% as revistas impressas em comparação com as versões digitais. Além do mais, 75% têm preocupação com a segurança de dados digitais, especialmente os fake News.

Para saber mais:

http://www.twosides.org.br/includes/files/upload/files/Brasil/Two_Sides_Print_and_Paper_In_A_Digital_World_Brazil.pdf

O debate sobre reforma tributária, liderado por André Kalup Vasconcelos (do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp), trouxe resultados do acompanhamento quanto às propostas sobre o tema, oferecendo posicionamentos e sugestões.

Vasconcelos apresentou detalhes sobre projeto do Executivo e da Receita Federal que unifica o PIS/Cofins em regime único. Já a proposta do Palácio do Planalto propõe a extinção do PIS/Cofins e a criação de tributo único em modelo bifásico, na saída do produto final da indústria e na saída do comercio varejista para o consumidor, com alíquotas próximas de 10% e 6%, respectivamente, e sem incidência nas exportações.

O terceiro modelo partiu do Legislativo, uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), espécie de reforma tributária, com extinção ou impacto nos tributos atuais, tais como PIS, Cofins, ICMS, IPI, ISS, mas com criação de outros, com maior participação na renda e propriedade na arrecadação ao invés da produção, como é hoje, com vistas a maior equidade em relação a essas fontes. Um dos impostos propostos substitui o ICMS, PIS, Cofins, IPI, por exemplo. Com ampla incidência, afeta em parte a autonomia dos Estados. Também há a proposta de criação de imposto seletivo, que pode repercutir na cadeia produtiva, reforma da faixa do Imposto de Renda, incorporação do CSLL no Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), segundo pontuou e exemplificou Vasconcelos.

Para Levi Ceregato (diretor titular do Copagrem) toda reforma é bem-vinda, mas frisou que é preciso atenção. Para a Fiesp, é importante estabelecer redução de carga tributária, mais a simplificação do sistema e a equidade tributária entre os setores.

No encerramento, os presentes participaram de palestra motivacional sobre O papel do líder na retomada do crescimento, com Erik Penna.