14º Encontro de Energia: painel debate soluções de eficiência energética

Patricia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

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Isac Roizenblatt, da Abilux: tecnologia dos leds vieio para ficar. Foto: Everton Amaro/Fiesp

No segundo dia do 14º Encontro de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), 06/08, o painel sobre “Inovação Tecnológica e Eficiência Energética” reuniu profissionais do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID),  da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux) e da empresa Expertise, Consultoria e Ordenamento em Energia Eficiente (Ecoee) no hotel Unique, em São Paulo.

Para o diretor da Abilux, Isac Roizenblatt, o sistema de iluminação vai se transformar totalmente. “Temos de investir em iluminação de longa duração, como no Japão, em que 68% da iluminação são com lâmpadas de leds. Isso é uma decisão política rumo à melhoria, além da consciência da população.”

“Os leds estão superando as outras tecnologias. Esta tecnologia veio para ficar na indústria, farmácia, hospitais, iluminação pública, dentre outros lugares. Outra tecnologia que está se ampliando é a isoleds, que tem espessura de uma folha de papel e baixo consumo se comparado com a nível de iluminação”, disse Roizenblatt, para quem o Brasil deve investir mais em iluminação compatível com sustentabilidade e economia.

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Cyro Bocuzzi, diretor da Ecoee: "por falta de planejamento da demanda, consumidores comerciais e industriais pagam mais do que necessitam". Foto: Everton Amaro/Fiesp

Segundo o diretor da Ecoee, Cyro Bocuzzi, para que haja inovação tecnológica e eficiência energética, é necessário haver prioridade mundial, progresso tecnológico, equipamentos que usem menos energia, gerenciamento de demandas, dentre outras ações.  “Por falta de planejamento da demanda, muitos consumidores comerciais e industriais pagam mais do que necessitam de energia. É necessário que se faça um enfileiramento digital dos equipamentos para que o uso de energia seja menor”, alerta.

Bocuzzi abordou, ainda, a tecnologia “eCurv”, com patente americana e que deve operar tão logo no Brasil. “Esta tecnologia proporciona inteligência acionável para desempenho aprimorado. Sem contar que os sistemas têm fluxos de informação, análise de ciclo de vida, medições contínuas e elaboração de relatórios em tempo real. Estamos falando de um sistema completamente diferente com integração de software, que pode trabalhar isoladamente ou não, dependendo da demanda. Os resultados principais são: a mudança imperceptível na eletricidade menores custos com serviços elétricos”, concluiu.

Por que inovar?

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Enrique Rodriguez Flores, do BID: papel do Energy Innovation Center. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Enrique Rodriguez Flores, especialista regional em energia do BID, disse que a divisão da Energy Innovation Center trabalha para levar acesso às tecnologias e melhorar o mundo. “Temos um banco de dados com 26 países latino-americanos, com sistema de incentivo de energia. Além disso, focamos em publicar nossos estudos tecnológicos modernos na mídia. Nesse sentido, trabalhamos com programas de capacitação em eficiência energética, gás natural, energia marina, dentre outros”, explicou.

Já o diretor geral do Cepel, Albert Geber de Melo, apresentou projeções de pesquisas elétricas do Brasil e do mundo. “Não há desenvolvimento sustentável sem energia sustentável. O desenvolvimento sustentável é o progresso que procura atender às necessidades do presente”, disse.

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Albert Geber de Melo: atuação do Cepel. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Geber acrescentou que o Cepel tem reconhecimento internacional pelo seu sistema de planejamento das operações desenvolvidas no Brasil. Ele citou inclusive o caso da hidrelétrica de Itaipu.

“Não basta encontrar uma solução de equilíbrio. Temos de ter soluções com compromisso. Nesse sentido, primeiro temos de reconhecer os recursos e depois ter uma visão de longo, médio e, por fim, curto prazo para planejar as soluções. Ainda temos um grande potencial a ser desenvolvido no Brasil e o Cepel tem trabalhado em pesquisa com otimização de linhas de longa distância.”



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