Senai Pirituba forma novos empreendedores na área de serviços

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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Centro de Treinamento Senai Jorge Mahfuz, em Pirituba

O Centro de Treinamento Senai Jorge Mahfuz, localizado no bairro de Pirituba (zona oeste de São Paulo), é um dos lugares onde os alunos podem se preparar para, literalmente, abrir as portas do sucesso. Entre os cursos com foco em manutenção elétrica de média tensão, cuja demanda é basicamente de empresas, a unidade é a única que oferece estrutura e treinamento para quem quer exercer a profissão de chaveiro.

No início do curso, em 2000, o Senai treinava apenas profissionais da área já empregados. Um ano depois abriu as portas para o público em geral, com aulas que totalizavam 60 horas. Desde 2008, quando o curso migrou da Escola Senai Mariano Ferraz (Vila Leopoldina) para o endereço atual, formaram-se cerca de 400 alunos.

Nesta mudança, a carga horária exigida aumentou para 72 horas, cumpridas atualmente por duas turmas de 10 pessoas que dividem a bem equipada sala de aula de segunda a sábado, em horários e dias alternados.

Muito além das chaves

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Wagner Magalhães, coordenador de atividades técnicas do Senai Pirituba

Segundo Wagner Magalhães, coordenador de atividades técnicas, a procura pelo curso é constante. “O crescente mercado de trabalho na área de serviços tem demandado estes profissionais, em especial as seguradoras. O chaveiro é muito requisitado no atendimento automotivo e residencial”, explica. Ele frisa que o aluno não se limita apenas a fazer chaves, mas também trocar segredos de portas,  fechaduras de carros, entre outros serviços.

Os interessados em frequentar o curso de chaveiro no Senai Pirituba devem ter o ensino fundamental completo e no mínimo 18 anos de idade, mas isso não significa que a maioria dos alunos esteja nesta faixa etária. Na sala de aula, aprendizes de diferentes gerações dividem bancadas e ferramentas com o mesmo objetivo: ingressar no mercado e empreender seus próprios negócios.

Por não exigir nenhuma outra formação anterior, o curso de chaveiro possibilita para o aluno mais jovem um início profissional. Já para os mais experientes, um meio de complementar a renda ou até mesmo a aposentadoria mensal. “Esse lado social do curso nos deixa contente, de inserir pessoas sem especialização e também reincluir aqueles que já tiveram muitas portas de trabalho fechadas por conta da idade avançada”, analisa Magalhães.