Melhor desempenho da construção passa por aumento na produtividade

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Melhoria na produtividade e fomento à inovação. Esses são os dois caminhos apontados por Milton Anauate, consultor na Presidência da Caixa Econômica Federal, e Roberto de Souza, presidente do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), para que a indústria da construção passe a atingir números mais favoráveis.

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Cadeia produtiva da construção precisa ajustar processos, destacaram convidados. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Ambos participaram como convidados da reunião do Grupo de Trabalho sobre Construção Industrializada formado pelo Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O encontro ocorreu na tarde desta terça-feira (19/08), na sede da entidade.

Para Anauate, 2014 deve ser o ano para o setor “arrumar a casa”. Em sua visão, a cadeia produtiva da construção atualmente precisa ajustar processos, visando o aumento da produtividade, com aprimoramento da qualidade das obras.

Apesar do desempenho recente ser abaixo do esperado, o consultor da Caixa disse que o setor deve crescer em 2015.

Ainda durante a exposição, Anauate abordou temas relacionados ao “preconceito” do consumidor na ampliação e manutenção da unidade habitacional, a participação da Caixa no programa federal Minha Casa Minha Vida e o desconhecimento de empresas estrangeiros das normas PBQP-H e SINAT.

Inovação como caminho para a cadeia produtiva

Em seguida, Roberto de Souza, presidente do CTE, falou sobre caminhos para a competitividade e a importância da industrialização no setor da construção.

Para ele, a melhoria da situação da cadeia passa pela melhoria da produtividade.

“O aumento da produtividade é central. Nossa produção é baixa e artesanal”, classificou o presidente do CTE. “Para atingirmos o nível necessário, precisamos de governança, planejamento e gestão empresarial, inovação, capacitação profissional, com desenvolvimento integrado entre atores”.

Além disso, Souza ressaltou a importância de uma mobilização da cadeia produtiva da construção para superar barreiras rumo à industrialização, trabalhando a questão tributária, com promoção de núcleos e ecossistemas de inovação.