‘Trabalhe e trabalhe para que aconteça’, diz 2º colocado no Acelera Startup da Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Não foram apenas os palestrantes do Acelera Startup as principais atrações dos dois dias de evento de empreendedorismo, em maio deste ano. Júnior Valverde, idealizador d do Carrega+, ficou rapidamente conhecido entre os competidores do concurso realizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Sempre que faltava uma tomada e o celular de algum participante começava a indicar falta de bateria, Júnior era rapidamente procurado.

Ele e sua criação fizeram sucesso não apenas entre os empreendedores que participaram do Acelera, como também foram bem acolhidos pela banca que escolheu os vencedores do concurso. Tanto que o jovem empreendedor ficou com a segunda colocação na disputa.

Júnior: oportunidade de negócios divulgada ainda durante a competição. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Júnior: oportunidade de negócios divulgada ainda durante a competição. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


O Carrega+, uma empresa criada para produzir carregadores portáteis de celulares e tablets, leva em consideração a necessidade de quem precisa ter à sua disposição um dispositivo móvel durante o dia todo.

Confira abaixo a entrevista com o empreendedor:

Fiesp – O que representou para você, como empreendedor e criador do Carrega+, ter o seu projeto entre os três melhores do Acelera Startup?

Júnior – Isso nos trouxe ainda mais certeza de que a nossa ideia é realmente inovadora. Nos mostrou que valeu a pena. Fora o reconhecimento pessoal, o Acelera trouxe para a Carrega+ muita credibilidade no mercado. Além de abrir portas importantes para quem está começando.

O que você pensa sobre o atual estágio da cultura empreendedora brasileira? Estamos muito atrás dos países mais desenvolvidos do mundo neste quesito?

Acredito que o novo conceito de empresa, o “Startup”, vem alavancando uma geração de empreendedores. Esse espírito de inovar e ter seu próprio negócio vem aumentando a cada dia e as novas tecnologias nos possibilitam pensar “fora da caixa”, transformando uma ideia em negócios.

Como o Acelera Startup ajuda pessoas inovadoras a tornarem suas ideias reais para o mercado?

O Acelera tem um ótimo conceito de projeto. A maior banca de investidores da América Latina, com um suporte aos premiados digno da Fiesp.  O CJE aproxima e indica parceiros e novos clientes para que o seu projeto possa ganhar corpo, e no momento exato, transformar aquele “namoro” com um investidor em casamento.

Você esperava que seu projeto conquistasse a colocação que conseguiu? Por que?

Estava confiante, pois durante o concurso acabei conhecendo inúmeras pessoas que estavam com falta de bateria nos celulares. A necessidade das pessoas nos proporcionou uma visibilidade e um marketing direto. As pessoas falavam, “Olha, aquele é Junior, ele salvou minha vida! Se precisar carregar seu celular ele tem as soluções.”

Que dica você daria para um empreendedor que gostaria de seguir seus passos?

Sonhe, acredite. Trabalhe, trabalhe e trabalhe para que aconteça. Nada nem ninguém tornará seu sonho realidade a não ser você mesmo.

Quais são as maiores dificuldades do empreendedor brasileiro?

Acredito que a falta de apoio e de dinheiro. Existe uma forte burocracia para os jovens se capitalizarem e poderem trabalhar pelo seu próprio negócio. Sua empresa lhe exigirá tempo integral, muitas vezes demora para vir um retorno. Não é todo mundo que aceita correr grandes riscos, trocar o certo pelo incerto.


Alunos do Sesi-SP estão entre os finalistas de concurso mundial de ciências do Google

Agência Indusnet Fiesp

É hora de torcer para um grupo de alunos do Centro Educacional do Serviço Social da Indústria de São Paulo, em Votuporanga, no interior de São Paulo. Eles estão entre os 90 finalistas do Google Science Fair, concurso científico aberto para participantes do mundo inteiro. No próximo dia 27 de junho, os organizadores da disputa vão divulgar os 15 finalistas que participarão da cerimônia de premiação dos vencedores, a ser realizada na Califórnia, Estados Unidos, onde fica o Google.

O projeto dos alunos do Sesi-SP, que já ficou conhecido como “celular salva-vidas”, envolve um sensor que, colocado em telefones móveis de modo acoplado, indica a intensidade dos raios solares, lembrando os usuários dos riscos de ficar sob o sol sem proteção nos horários mais críticos. A novidade serviria para ajudar a combater o câncer de pele. Fazem parte da equipe finalista os estudantes Amanda Ruiz, de 14 anos, Isabela dos Santos e Otávio Martins, ambos com 13 anos. Para o futuro, os três já disseram que querem estudar Engenharia Mecânica.

Outros dois projetos brasileiros estão entre os finalistas do Google Science Fair. O concurso tem como meta discutir soluções que possam “mudar o mundo”. Para os vencedores, o prêmio será uma viagem de dez dias para as Ilhas Galápagos e um montante de US$ 50 mil em financiamento para a educação.

A participação dos estudantes do Sesi foi destacada em reportagem da revista Galileu. Para ler, só clicar aqui.

Alunos do Sesi Votuporanga foram destacados em reportagem do site da revista Galileu. Foto: Reprodução Site

Alunos do Sesi Votuporanga foram destacados em reportagem do site da revista Galileu. Foto: Reprodução Site

Tráfego de dados na telefonia móvel está ‘explodindo’ e exige mais investimento das operadoras, afirma diretor da Fiesp

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Há trinta anos, ninguém poderia imaginar que teríamos hoje 6 bilhões de telefones celulares funcionando no mundo. Desde o início da operação da telefonia móvel no Japão, em 1979, e nos Estados Unidos, em 1983, muita coisa mudou e o avanço ininterrupto das tecnologias continua. Do primeiro aparelho celular – que pesava mais de um quilo – ao advento da tecnologia 3G, presente em mais de 1,2 bilhões de aparelhos, a demanda por evolução tecnológica das operadoras é permanente, mas ainda há muitos desafios pela frente.

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Da esq. p/a dir.: Roberto Medeiros, diretor sênior de Tecnologia da Qualcomm para a América Latina; Amadeu Castro Neto, representante da GSM Association no Brasil; Maximiliano Salvadori Martinhão, secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações; Gilson Rondinelli Filho, diretor da Divisão de Telecomunicações do Deinfra/Fiesp; Antonio Carlos Valente da Silva, presidente do Grupo Telefônica no Brasil e Janilson Bezerra da Silva Junior, diretor de Inovação Técnica da Tim. Foto: Everton Amaro

“O tráfego de dados está explodindo nas redes móveis, tem dobrado a cada ano; e a indústria está se preparando para este desafio e o incremento de mil vezes até 2020”, afirmou nesta terça-feira (25/09) Gilson Rondinelli Filho, diretor da Divisão de Telecomunicações do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, durante o “IV Seminário de Telecomunicações da Fiesp – Qual o futuro das nossas telecomunicações?”. Para isso, ele apontou, será necessário mais espectro (recurso de transmissão de serviços sem fio) e maior investimento das operadoras.

De acordo com Maximiliano Salvadori Martinhão, secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, o Brasil precisa de espectro de 1080 MHz até 2020. “Hoje, no Brasil, existe um conjunto de faixas disponíveis que poderiam rapidamente ser colocadas à disposição para atender às demandas do volume de tráfego”, informou.

O secretário ressaltou a necessidade de um trabalho entre os setores de radiofusão e telecomunicações, para averiguar de que maneira inserir a banda larga móvel na faixa 700 MHz sem prejudicar os sistemas de Tv digital.

Preços e tributos

Perguntado se o valor do serviço de telefonia móvel no Brasil era caro ou barato, Janilson Bezerra Junior, diretor de Inovação Técnica da Tim, rebateu com outra pergunta: com ou sem imposto? E esclareceu que, sem o fator tributo, os valores praticados atualmente são aderentes com a realidade do mundo.

“Estudo da GSM Association mostra que o Brasil tem um dos serviços mais competitivos do mundo, e estamos em um mercado muito pautado pela competição entre as empresas de telefonia”, explicou o diretor, ao ressaltar a existência de quatro grandes operadoras que fazem concorrência agressiva.

Para Bezerra Junior, sem impostos, o Brasil tem uma das tarifas mais baratas do mundo. “O tributo é que encareceu muito a nossa conta, chega a corresponder quase a 50% do valor da despesa. É uma taxa similar a muitos outros serviços, como a energia elétrica, tem um impacto muito grande”, justificou, alegando ainda que este fator impede a massificação dos serviços.