Comitê do Desporto da Fiesp pede apoio a Aldo Rebelo para fortalecimento da indústria

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

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Aldo Rebelo: isenção fiscal não é tabu. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, participou na manhã desta segunda-feira (31/03) da reunião plenária do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Entre os convidados, o secretário municipal de esportes Celso Jatene e o presidente do Conselho Superior do Desporto da Fiesp, Emerson Fittipaldi, e representantes da indústria e associações esportivas. A reunião foi presidida pelo coordenador do comitê, Mario Frugiuele.

Na pauta do encontro, a série de dificuldades que os fabricantes de produtos esportivos de alto rendimento enfrentam para obter homologações exigidas por organismos internacionais, um dos requisitos para ser fornecedor dos Jogos Olímpicos Rio-2016, segundo sustentaram os representantes do Grupo de Trabalho e Normalização e Selo de Qualidade do Code.

Aldo Rebelo ressaltou a importância de valorizar as marcas nacionais e destacou que a cultura de afirmação das marcas nacionais deve ser um esforço conjunto.

“Sem xenofobia, mas sendo realistas e lutando pelo que é nosso. O Brasil precisa dessas marcas internas e no mundo”, afirmou, questionando em seguida: “Por que o Japão e a América podem ter uma marca mundial de equipamentos e materiais esportivos e o Brasil não pode ter? Qual o esforço que precisa ser feito? Qual o passo precisa ser dado para que a gente possa competir com o mundo, com nossa indústria, com nossa marca, com nossa renda?”

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Aldo Rebelo questionou o que o governo precisa fazer para apoiar processo de homologação dos produtos brasileiros. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Renúncia fiscal

Rebelo disse saber que a principal queixa da indústria está na questão tributária. Segundo ele, por parte do governo, não há tabu contra a isenção fiscal.

Como exemplo, citou o setor automotivo que, mesmo sem marcas brasileiras, conseguir a manter a fabricação em território nacional. “Você calcula qual o interesse público e nacional na renúncia fiscal e na isenção que se oferece, pois você ganha competitividade e dá emprego. Acho que o mundo inteiro faz esse cálculo. E nós precisamos fazer.”

Sobre a questão de homologação internacional das marcas brasileiras, o ministro do Esporte destacou ainda que é preciso dar celeridade ao processo. “O que o governo precisa fazer?”, questionou.

“Temos que cuidar disso. E faremos o que estiver ao nosso alcance para ocupar o espaço correspondente às nossas ambições legítimas. Somos uma das 10 maiores economia do mundo, uma economia razoavelmente sofisticada. Temos várias áreas de excelência na indústria. E o governo tem a obrigação de fazer todo o esforço para apoiar, obedecendo uma estratégia”, disse Rebelo.

Code: à disposição

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Mario Frugiuele: iniciativa privada precisa estar lado a lado com a área federal. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O coordenador do Code, Mario Frugiuele, afirmou que a Fiesp, por meio do Comitê, estará se unindo aos esforços do governo para o desenvolvimento do desporto no Brasil. “Vamos responder a esse chamado. A iniciativa privada precisa estar lado a lado com a área federal, pois estamos falando de Brasil”, afirmou.

“E, com certeza, o Code e a Fiesp estarão à disposição para desenvolver trabalhos, atividades e eventos necessários para o bom desenvolvimento da produção da indústria, dos serviços da área do esporte”, destacou Frugiuele.

Normas para produtos de lazer e treinamento

Outro ponto apresentado na reunião é a falta de uma norma nacional para a fabricação de produtos esportivos ligados ao lazer e treinamento.

Um dos convidados da reunião, o presidente da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Pedro Buzzato, afirmou que a instituição está aberta para criar uma comissão para desenvolver normas para a área do esporte.