Exportação da indústria registra queda, e participação de importados segue praticamente estável

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

O Coeficiente de Exportação (CE) da indústria de transformação, medido pelos departamentos de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) e Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp e do Ciesp, fechou o terceiro trimestre de 2016 em 20,1%, uma retração de 0,8 ponto percentual (p.p.) no acumulado de julho a setembro em relação ao segundo trimestre do ano.

O relatório mostra que no período analisado, o envio de produtos brasileiros para o exterior caiu 5,1% (em quantum), na passagem do segundo trimestre para o terceiro trimestre, enquanto a produção industrial contraiu em 1,4%.

Já o Coeficiente de Importação (CI) teve um pequeno aumento de 0,3 p.p. e passou para 20,3% no terceiro trimestre, ante 20,0% do segundo trimestre. Isso porque houve expansão de 2,0% das importações (em quantum), acompanhada de um consumo aparente praticamente estável (crescimento de 0,1%).

Thomaz Zanotto, diretor titular do Derex, afirma que os resultados traduzem a valorização do Real ao longo do ano. “As exportações da indústria se beneficiaram de um nível mais realista da taxa de câmbio em 2015, mas que se reverteu ao longo de 2016. Assim, o pequeno aumento da participação das importações no consumo é reflexo mais da valorização do Real do que da recuperação econômica, uma vez que não houve aumento do coeficiente em setores de bens de capital, como de máquinas e equipamentos”, observou.

Setores

Dos 21 setores analisados pelo Coeficiente de Exportação e Importação (CEI) da Fiesp e do Ciesp, seis tiveram crescimento do CE no terceiro trimestre de 2016, na comparação com o segundo. Quatro setores permaneceram estáveis (0,0 p.p. de variação) e outros 11 registraram quedas. Os setores mais positivos foram os produtos de fumo (alta de 11,1 p.p.), madeira (2,7 p.p.) e celulose e papel (0,5 p.p.). No entanto, as maiores retrações ocorreram em metalurgia (-6,0 p.p.); produtos têxteis (-3,3 p.p.) e derivados de petróleo e biocombustíveis (-2,0 p.p.).

No CI, houve crescimento em 14 setores analisados e cinco registraram queda. Os destaques mais positivos foram os setores de produtos de fumo (alta de 5,2 p.p.), derivados de petróleo e biocombustíveis (4,7 p.p.) e produtos têxteis (2,0 p.p.). As retrações mais acentuadas ocorreram em máquinas e equipamentos (-3,9 p.p.); metalurgia (-2,9 p.p.) e artigos de vestuário (-1,4 p.p.).

Clique aqui para ter acesso à pesquisa  completa.

Metodologia

Depecon e Derex relançaram neste ano os Coeficientes de Importação e Exportação da indústria brasileira (CEI).

O levantamento tem como objetivo analisar de forma integrada a produção industrial e o comércio exterior. O Coeficiente de Exportação (CE) mede a proporção da produção que é enviada para fora do Brasil, enquanto o Coeficiente de Importação (CI) mede a proporção de produtos consumidos internamente, porém fabricados fora das fronteiras do país.

A nova metodologia desconsidera as sazonalidades, permitindo uma comparação entre meses sem influência de fatores pontuais e característicos de certas épocas do ano.


Coeficiente de Importação, medido pela Fiesp, sobe 1 ponto percentual no segundo trimestre

Agência Indusnet Fiesp

O Coeficiente de Exportação (CE) da indústria de transformação, medido pelos departamentos de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) e Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, fechou o segundo trimestre de 2016 em 20,9%, variação de 0,1 ponto percentual (pp) no acumulado de abril a junho em relação aos três primeiros meses do ano.

O relatório mostra que no período analisado, o envio de produtos brasileiros para o exterior cresceu 0,5% (em quantum) enquanto a produção nacional teve expansão de 1,1%.

O diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, afirma que os números ainda são resultado do período em que a taxa de câmbio esteve mais desvalorizada. “O pequeno aumento das exportações ainda é reflexo de um período de 12 meses em que a taxa média de câmbio esteve acima dos R$ 3,70. Porém, desde o começo de 2016, já observamos uma valorização cambial em torno de 15%, o que tende a estimular a retomada das importações.”

Zanotto destaca que os resultados são melhores no tocante às exportações versus importações nos bens de ciclo mais longo, ou seja, nos negócios fechados ainda com câmbio mais favorável. E há uma piora nos números dos bens de ciclo mais curto, como calçados, refletindo já a mudança do câmbio

Houve alta de 1,0 pp no Coeficiente de Importação (CI), que passou de 19,1% no primeiro trimestre de 2016 para 20,1% no segundo, nível semelhante aos 20,3% do mesmo período de 2015.

A análise das variáveis que compõem o coeficiente mostra que a alta se deve à expansão de 7,6% das importações (em quantum) e ao aumento de 2,4% no consumo aparente. “Olhando o CI, começamos infelizmente a sentir um pouco os efeitos do câmbio no comércio exterior brasileiro”, diz Zanotto. “As luzes amarelas estão se acendendo no tocante à apreciação do real versus o dólar, principalmente num cenário externo em que há excesso de produção e recursos e juros muito baixos.”

As mudanças são muito pequenas ainda, na opinião de Zanotto. É preciso, diz, esperar mais um trimestre, mas a tendência à redução das exportações e aumento das importações deve se acentuar.

Câmbio

Na análise de Zanotto, o Brasil vai na contramão do que se faz no mundo, em que os países tomam medidas muito fortes para recuperar sua indústria e usam o câmbio como principal arma no comércio exterior. Todos mantêm suas moedas o máximo possível desvalorizadas. “Nós infelizmente caminhamos no sentido inverso. Quando se valoriza o câmbio se taxa o trabalho aqui e suas exportações e subsidiando o trabalho lá fora e as importações. Foi o que se fez de forma quase suicida entre 2006 e 2013, mais ou menos, e o resultado foi o que vimos. E no entanto estamos deixando o câmbio se apreciar de novo. Para nós isso é sinal de preocupação.” Zanotto destaca também o prejuízo provocado pela volatilidade, com a variação rápida das cotações.

Setores

Dos 21 setores analisados pelo Coeficiente de Exportação e Importação (CEI) da Fiesp, 10 tiveram crescimento do CE no segundo trimestre de 2016, na comparação com o primeiro. Houve estabilidade (0,0 pp de variação) em 2, e em 9 ocorreu queda. Os destaques mais positivos foram os setores de produtos de fumo (alta de 3,6 pp) e indústrias diversas (1,9 pp). A retração mais acentuada (-7,4 pp) foi registrada em produtos têxteis.

No CI, houve crescimento em 12 dos setores analisados, e 9 apresentaram retração. As maiores variações positivas foram registradas pelos setores de derivados do petróleo, biocombustíveis e coque (4,9pp) e máquinas e equipamentos (4,4 pp). As maiores quedas foram do setor de farmoquímicos farmacêuticos (-2,6 pp) e couros, artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-0,8 pp).

Clique aqui para ver a tabela completa dos setores.

Metodologia

Depecon e Derex relançaram neste ano os Coeficientes de Importação e Exportação da indústria brasileira (CEI).

O levantamento tem como objetivo analisar de forma integrada a produção industrial e o comércio exterior. O Coeficiente de Exportação (CE) mede a proporção da produção que é enviada para fora do Brasil, enquanto o Coeficiente de Importação (CI) mede a proporção de produtos consumidos internamente, porém fabricados fora das fronteiras do país.

A nova metodologia desconsidera as sazonalidades, permitindo uma comparação entre meses sem influência de fatores pontuais e característicos de certas épocas do ano.

Além das médias trimestrais, o CEI é atualizado mensalmente e pode ser conferido em http://www.fiesp.com.br/indices-pesquisas-e-publicacoes/coeficiente-de-exportacao-e-importacao/

Influência do câmbio ainda é baixa e plataformas de petróleo impulsionam exportações

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

As plataformas de exploração de petróleo que foram comercializadas ao longo do ano passado ajudaram a incrementar o Coeficiente de Exportações (CE) da indústria geral brasileira, que fechou 2013 em 20,6%, um acréscimo de 0,33 ponto percentual (p.p.) em relação a 2012. O dado está na análise dos Coeficientes de Exportação e Importação (CEI) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), divulgados na tarde desta quinta-feira (20/02) pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da entidade.

O aumento de 0,8 p.p. do Coeficiente de Exportação dos manufaturados foi o grande responsável pelo resultado positivo da indústria geral, uma vez que a atividade extrativa mostrou redução de quase cinco pontos percentuais no mesmo período. No entanto, se não fosse o aumento significativo gerado pela venda de sete plataformas de exploração de petróleo – contra duas exportadas em 2012 – o CE teria mostrado retração de 0,3 p.p.

O estudo também aponta que o efeitos do enfraquecimento do Real ainda não foram sentidos pelos exportadores, apesar da moeda ter desvalorizado cerca de 15% nos últimos doze meses.

Baixa competitividade

Segundo o diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, isso acontece porque o cenário de baixa competitividade das exportações brasileiras, “decorrente dos elevados custos de capital, impostos, infraestrutura e logística, neutraliza os efeitos da desvalorização do Real e não contribui de forma mais efetiva para aumentar a presença dos produtos brasileiros no exterior”.

“A manutenção de um câmbio desvalorizado é essencial para que essa inércia exportadora sofra uma mudança positiva no médio prazo”, explica.

Zanotto: oportunidades nas áreas de saúde, segurança, defesa e construção civil. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Zanotto: “A manutenção de um câmbio desvalorizado é essencial para que essa inércia exportadora sofra uma mudança positiva no médio prazo”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O dólar mais caro também não inibiu a entrada de produtos estrangeiros no país. O Coeficiente de Importação (CI) da indústria geral extrapolou a barreira dos 25%, atingindo a marca histórica de 25,2% no final de 2013.

Os importados também dominaram o aproveitamento da expansão do consumo aparente, que foi de 2,6%. Na comparação interanual, é possível observar que a indústria brasileira absorveu apenas 10,7% dessa expansão, enquanto os produtos estrangeiros responderam por 89,3% do aumento do consumo.

“Mesmo com a recente desvalorização do Real, as importações continuaram a crescer. Isso se deve a fatores estruturais da economia brasileira, como a relação da indústria doméstica com os insumos importados”, comenta Zanotto.

“No que se refere ao consumo, o ciclo de apreciação cambial dos últimos anos exerceu forte influência em alguns setores, como por exemplo, eletrônicos e máquinas e equipamento. Assim, o produto nacional das indústrias afetadas passou a ser substituído pelo produto estrangeiro.”

Setores

Além do crescimento do CE do setor de “outros equipamentos de transportes” – que engloba as plataformas de petróleo – com aumento recorde de 43,1 p.p., outros dez setores apresentaram alta do indicador, entre eles, o de couro e de celulose, com elevações de 5,8 p.p. e 2,2 p.p., respectivamente.

Já entre os 22 setores que registraram queda no CE, as mais significativas ocorreram em máquinas e equipamentos para extração mineração e construção (-9,9 p.p.), aeronaves (-7,9 p.p.) e tratores e máquinas para a agricultura (-7,1 p.p.).

Em 2013, 17 dos 33 setores registraram aumento do CI em face ao mesmo período do ano anterior. Novamente, o destaque foi para o setor de “outros equipamentos de transportes”, com alta de 17,4 pontos percentuais. Demais setores que mostraram expansão foram os de produtos farmacêuticos (+7,4 p.p.) e equipamentos de instrumentação médico-hospitalar (+ 4,6p.p.).

Entre os segmentos que registraram redução do CI, destacam-se os de máquinas e equipamentos para extração mineração e construção ( -9,7 p.p.) e aeronaves (-5,4 p.p.).

Para acessar os resultados detalhados, clique aqui.

Desvalorização do câmbio não inibe entrada de importados, aponta estudo da Fiesp

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

Os resultados da análise dos Coeficientes de Exportação e Importação (CEI) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp, divulgados nesta quinta-feira (21/11), pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da entidade, mostram que a queda do real perante ao dólar não diminuiu a entrada de importados no mercado brasileiro.

Entre os meses de julho e setembro, a demanda doméstica cresceu 4,1%, porém, deste montante, apenas 17,6% foi absorvido por produtos nacionais. A grande fatia, de 82,4%, foi dominada por produtos fabricados fora das fronteiras brasileiras. O efeito da desvalorização do real – que passou de R$ 1,99 a R$ 2,33 para cada US$ 1 – não afetou o Coeficiente de Importação (CI), segundo o diretor do Derex, Roberto Giannetti, pois se leva cerca de seis meses para que os efeitos de uma mudança cambial sejam absorvidos pela economia.

“Mais importante que isso, porém, é que o ganho de competitividade da moeda brasileira não ocorreu em relação às moedas de outros países com os quais o Brasil possui grande volume de comércio”, explica Giannetti. “China, Japão e outras nações asiáticas e sul-americanas também sofreram depreciação de suas moedas perante o dólar americano. Houve, portanto, uma desvalorização geral e no mesmo período, o que roubou a competitividade da indústria brasileira.”

O diretor também ressalta que o cálculo dos coeficientes não considera o efeito preço, ou seja, as variações no valor das exportações e importações. Por isso, o déficit comercial registrado no ano não interfere nos resultados da análise.

O CI da indústria geral brasileira fechou o terceiro trimestre de 2013 em 24,7%, valor ligeiramente abaixo do registrado nos três meses imediatamente anteriores (24,8%). No entanto, na comparação interanual, o indicador manteve a trajetória de expansão, com um acréscimo de 2,44 p.p.

O Coeficiente de Exportação (CE), por sua vez, mantem uma tendência de estabilidade em bases anuais. Já na comparação com abril a junho deste ano, o indicador fechou o período com diferença negativa de 0,5 p.p., passando de 21% a 20,5%.

De acordo com a análise do Derex, parte dessa redução marginal pode ser atribuída à acomodação da indústria, após o forte desempenho do setor no segundo trimestre deste ano.

Setores

Dos 33 setores analisados, 19 registraram aumento do Coeficiente de Importação no terceiro trimestre de 2013 frente ao mesmo período do ano passado. O setor produtos farmacêuticos foi o destaque de maior alta, com 9,2 p.p., seguido pelos setores de equipamentos de instrumentação médico-hospitalar (+ 3,4 p.p.) e produtos de metal (+ 3,1 p.p.).

Entre os segmentos que registraram redução do coeficiente, destacam-se, o de máquina e equipamentos para a extração mineral e construção, com queda de 16,2 p.p. e os de máquinas e equipamentos para a agricultura (- 6 p.p.). Já o setor de aeronaves, que liderava esse ranking, encolheu 4,5 p.p. nas bases anuais.

Já na análise do CE, apenas nove apresentaram alta em relação a 2012, com destaque para equipamentos de transporte (+ 9 p.p.), celulose e papel (3,4 p.p.) e automóveis, caminhões e ônibus (3,2 p.p.). As reduções mais significativas do coeficiente ocorreram no setor de máquinas e equipamentos para extração mineral e construção (-10 p.p.), tratores e máquinas para agricultura (- 9,1 p.p.) e máquinas e equipamentos para fins industriais e comerciais (- 7,8 p.p.).

Exportação da indústria cresce, mas participação de importados bate novo recorde

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

Os resultados da análise dos Coeficientes de Exportação e Importação (CE e CI) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), divulgados nesta terça-feira (17/09), pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da entidade, mostram que apesar de o CE da indústria brasileira ter fechado o segundo trimestre do ano em 21%, a participação de produtos importados no consumo doméstico bateu novo recorde, atingindo 24,8%.

Na comparação com o mesmo período de 2012, o CE mostrou um acréscimo de 0,5 ponto percentual, registrando, assim, o quarto maior resultado da série histórica trimestral, que começou em 2006. O maior resultado para o CE foi o registrado no terceiro trimestre deste mesmo ano, com 22,3%. O CE para a indústria de transformação também atingiu um bom resultado, fechando o período entre abril e junho de 2013 em 18,8%.

Segundo a análise do Derex, o indicador referente às exportações brasileiras interrompeu a trajetória de arrefecimento do setor industrial, mas isso não significa que a indústria se recuperou totalmente do período difícil pelo qual está passando. “Essa elevação pode ter sido motivada pelo efeito cambial que, ao desvalorizar o Real, garantiu uma vantagem às exportações de produtos brasileiros”, explica o diretor do departamento, Roberto Giannetti. “Porém, a dificuldade da indústria doméstica continua bastante evidente. Basta notar o crescimento permanente – semestre por semestre – e de forma gradual do Coeficiente de Importação.”

Apesar de ter crescido apenas 0,8 p.p na comparação interanual, o CI já representa quase um quarto (24,8%) de tudo o que é consumido no Brasil. Ou seja, a cada quatro produtos vendidos em território brasileiro, um é produzido fora do país. O indicador para indústria geral bate, novamente, seu recorde na série história. Já o CI da indústria de transformação fechou o período em 23,4%, registrando aumento de 0,8 p.p..

“Isso é uma prova inconteste da desindustrialização do país. Não conseguimos competir com os produtos importados, seja por causa do dólar ou pelas dificuldades do Custo Brasil”, explica Giannetti que acrescenta à lista de dificuldades da indústria brasileira os “elevados custos com logística, impostos e oneradas taxas de juros no mercado financeiro”. “Com isso, o empresário não consegue competir de maneira e condições ideais com seus colegas do exterior.”

Setores

Dos 33 setores analisados, metade registrou aumento do Coeficiente de Importação no segundo trimestre de 2013 frente ao mesmo período do ano passado. O setor de outros equipamentos de transporte foi, novamente, o de maior destaque com alta de 7,4 p.p., seguidos pelos setores de produtos farmacêuticos (+ 7,36 p.p.) e autopeças (+ 3,3 p.p.).

Entre os segmentos que registraram redução do coeficiente, destaca-se, outra vez, o de aeronaves, com baixa de 12 p.p. em bases anuais. Segundo análise da Fiesp, tal resultado se alinha ao desempenho das exportações de aviões, uma vez que o setor é intensivo em insumos importados.

Já na análise do Coeficiente de Exportação, 14 apresentaram alta em relação a 2012, com destaque para equipamentos de transporte (+ 41 p.p.) e metalurgia de metais não ferrosos ( +7,8 p.p.). As reduções mais significativas do CE ocorreram na divisão de aeronaves (- 16,8 p.p.) e ferro-gusa e ferroligas (- 14 p.p.) na mesma base de comparação.

Veja o índice na íntegra abaixo ou acesse aqui.


Exportação da indústria perde força e importados seguem ganhando mercado brasileiro

Agência Indusnet Fiesp 

A participação das exportações na produção total da indústria brasileira iniciou o ano de 2013 em 18,2%, perdendo o ritmo de crescimento interanual observado no primeiro trimestre dos últimos três anos. Ao mesmo tempo, a presença de importados no consumo doméstico atingiu 24,1% no mesmo período. Um recorde dentro da série histórica, iniciada em 2003.

Os dados são resultados da análise dos Coeficientes de Exportação e Importação (CEI) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), divulgada nesta quarta-feira (15/05), pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da entidade.

Na comparação entre trimestres, o Coeficiente de Exportação (CE) apresentou queda – de 2,2 p.p. – passando de 20,4% entre outubro e dezembro de 2012, para 18,2% entre janeiro e março de 2013. Já na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o CE registra queda de 0,8 p.p..

Para o diretor do Derex, Roberto Giannetti, a queda de parcela exportada é consequência da perda de competitividade do manufaturado brasileiro no mercado mundial. “E isso não se deve apenas a questões estruturais de carga tributária e infraestrutura, mas também da política cambial pouco ativa, que mantém o real apreciado frente ao dólar”, explica.

Embora a participação de produtos internacionais no mercado brasileiro nos três primeiros meses do ano tenha registrado estabilidade frente ao trimestre anterior, o quantum importado apontou aumento de 9,1% em relação ao mesmo período de 2012. Nesta mesma comparação, as exportações caíram 4,9%.

Setores

A maioria dos segmentos produtivos da indústria de transformação registrou aumento do CI em 2013 frente ao mesmo período do ano anterior. O setor de produtos farmacêuticos mostrou a maior alta (+7,4 p.p.), seguido por preparações e artefatos de couro (+7,0 p.p.).

Entre os segmentos que registraram redução do coeficiente, destaca-se o de aeronaves, com baixa de 8,7 p.p. em bases anuais. Segundo análise da Fiesp, tal resultado se alinha ao desempenho das exportações de aviões, uma vez que o setor é intensivo em insumos importados.

Dos 32 setores analisados pelo Coeficiente de Exportação, 12 apresentaram alta em relação a 2012, com destaque para equipamentos de transporte (+14,6 p.p.) e preparação e artefatos de couros (+11,7p.p.). As reduções mais significativas do CE ocorreram na divisão de aeronaves (-10,5 p.p.) e máquinas e equipamentos para extração mineral e construção (-7,2 p.p.) na mesma base de comparação.

Clique aqui para ver a análise completa dos Coeficientes de Exportação e Importação (CEI).

Consumo de produtos importados atinge nível de 23,4% no 3º tri de 2011

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

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Roberto Giannetti, diretor do Derex/Fiesp. Foto: Helcio Nagamine

A participação de mercadorias importadas no consumo brasileiro aumentou 0,5 ponto percentual e chegou a um patamar de 23,4% no terceiro trimestre de 2011, de acordo com os Coeficientes de Exportação e Importação (CEI) da Fiesp, divulgados nesta quinta-feira (10). Isso indica a persistente falta de fôlego da indústria para escoar sua produção no mercado local. As exportações também registraram alta no período.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2010, o nível de participação dos importados no consumo doméstico era de 22,7%, inferior em 0,7 ponto percentual.

Este movimento mostra que os importados, embora cresçam agora em menor ritmo dado o arrefecimento da economia, continuam se expandindo em ritmo superior em relação à produção industrial destinada ao mercado interno no Brasil e ao consumo aparente – que neste trimestre apresentou retração de 0,3% em relação ao mesmo período de 2010.

Já a participação das exportações sobre o total da produção industrial brasileira registrou elevação tanto para indústria geral quanto para a de transformação. A primeira (que compreende a indústria extrativa) expandiu-se de forma mais significativa em relação ao terceiro trimestre de 2010, com alta de 1,0%, enquanto a elevação da indústria de transformação foi de apenas 0,6%.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2010, o crescimento das exportações da indústria geral foi de 5,3%; a produção, por sua vez, aumentou apenas 0,1%. Em resumo, os dados do CEI mostram que a produção industrial para o mercado externo tem avançado, mas estagnado ou até recuado quando direcionadas ao mercado interno do país.

Setores

Dos 33 setores analisados pela Fiesp, 16 apresentaram alta em seu coeficiente de exportação, com destaque para indústrias extrativas, tratores e máquinas para agricultura, e máquinas para fins industriais e comerciais, que, neste terceiro trimestre, tiveram alta de 10%, 5,9% e 4,9%, respectivamente, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O estudo também mostrou que a participação dos importados no consumo aparente cresceu em 29 setores. As principais alta aconteceram nos setores de tratores e máquinas e equipamentos para agricultura (9%), metalurgia de metais não-ferrosos (4,6%), produtos diversos (3,9%) e artigos do vestuário (3,7%).

Os setores que apresentaram maior queda no coeficiente de importação foram siderurgia (3,6%) e equipamentos de instrumentação médico-hospitalar (2,1%).

Participação de produtos importados no consumo atinge nível recorde de 22,9%

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A participação de mercadorias importadas no consumo brasileiro aumentou 1,3 ponto percentual no segundo trimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2010 e chegou a um patamar recorde na série histórica iniciada em 1997. Essa participação chegou a 22,9%, indicando a dificuldade dos produtos nacionais em concorrer com importados.

Os dados fazem parte do Coeficiente de Exportação e Importação (CEI), levantamento feito pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Derex), divulgado nesta quinta-feira (11). As exportações também registraram alta no período avaliado.

“Estamos atravessando um momento grave da indústria brasileira, principalmente por fatores externos, como o caso da sobrevalorização do real”, alertou o diretor do Derex, Roberto Giannetti da Fonseca.

No segundo trimestre de 2010, o nível de participação dos importados no consumo doméstico era de 20,7%, aumento de 2,2 pontos percentuais comparado com o mesmo período deste ano. Isso sinaliza que a indústria nacional não tem conseguido atender ao aumento da demanda no mercado local, que vem sendo atendida pelos importados.

A crise financeira nos Estados Unidos e na Europa, que por um lado desaquece a atividade exportadora, tem derrubado o dólar e barateado os importados, gerando um aumento no consumo brasileiro “de forma preocupante”, mostra o CEI.

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Roberto Giannetti da Fonseca, diretor do Derex

Em relação às exportações, a participação das vendas externas na receita do setor também cresceu de 17,7% no segundo trimestre de 2010 para 19,9% em igual período deste ano. Nos primeiros três meses do ano, o coeficiente de exportação chegou a 17,5%, 2,4 pontos percentuais a menos.

Apesar de mostrar expansão da atividade, Giannetti afirma que o crescimento é modesto e não pode ser encarado como positivo, já que se trata de um ajuste sazonal, dado o fortalecimento das vendas externas no agronegócio, como as commodities agrícolas e minerais, e na exportação esporádica de uma plataforma de petróleo.

“Às vezes as estatísticas enganam. Algumas pessoas, por exemplo, veem que as exportações crescem e falam que os exportadores estão chorando de barriga cheia. Mas o que significa para a indústria crescer a exportação de commodities? Muito pouco. Em manufaturados, ao contrário, nós temos um déficit de quase 100 bilhões de dólares por ano”, acrescentou.

Setores

De 31 setores da indústria avaliados pela Fiesp, 28 apresentaram alta em seu coeficiente de importação. O setor de máquinas e equipamentos para extração mineral se destacou entre os que mais consumiram importados, com variação positiva de 11 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre de 2010.

Em seguida vieram tratores e máquinas e equipamentos para agricultura e máquinas e equipamentos para fins industriais, com aumento de 8,8 e 7,5 pontos percentuais, respectivamente.

Quanto ao coeficiente de exportação, o levantamento ainda apurou que os setores de Outros Equipamentos de Transporte e de Indústria Extrativa contribuíram com 45% para o aumento da participação das vendas externas na receita da indústria na leitura anual.

No segundo trimestre do ano, a indústria produziu 2% a menos para o mercado interno contra o mesmo período de 2010, enquanto o consumo aparente cresceu 0,7% na comparação anual.

Câmbio

Para Giannetti, o problema do real excessivamente valorizado está no mercado futuro do dólar. Embora tenha elogiado as medida do governo para conter a valorização do Real, entre elas a taxação de até 25% sobre as operações de derivativos feitas por investidores estrangeiros, ele acredita que são necessários outros ajustes.

“Essas medidas para o mercado futuro de câmbio são muito importantes porque pela primeira vez o governo está atingindo o alvo certo que é o mercado futuro, onde de fato está se formando a taxa de câmbio no Brasil”, afirmou.

Um estudo do Derex da Fiesp aponta que o mercado futuro de câmbio no Brasil é cinco vezes superior às transações no mercado à vista, um fenômeno que não acontece nos outros países do G-7.

Importados absorvem dois terços do aumento do consumo brasileiro, revela Fiesp

Mariana Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

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Roberto Giannetti da Fonseca, diretor-titular do Derex/Fiesp

A produção industrial brasileira e as vendas no varejo seguiram a tendência de alta no 1º trimestre deste ano, mas um levantamento da Fiesp revela que o consumidor está gastando mais na compra de importados. A indústria nacional aproveitou apenas um terço (35,9%) do crescimento de 4% do consumo aparente, sobre o primeiro trimestre de 2010, enquanto os produtos estrangeiros captaram 64,1% do mercado interno.

Os Coeficientes de Exportação e Importação (CEI) da Fiesp foram divulgados nesta segunda-feira (9). Os dados são calculados trimestralmente pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da entidade.

“Vemos um mercado interno robusto, mas não é a produção brasileira que está se beneficiando disso”, avaliou Roberto Giannetti da Fonseca, diretor-titular do Derex. “Para reverter esse quadro precisamos de medidas macroeconômicas, como uma política industrial competitiva, e estímulos à reação dos empresários”, observou.

O coeficiente de exportação da indústria, que representa o volume total exportado sobre a produção, subiu 0,4 ponto percentual (de 17,1% para 17,5%) nos três primeiros meses do ano sobre o mesmo período de 2010, o que mantém o índice bem abaixo do patamar histórico para os primeiros trimestres – em torno de 21% em 2007. “O aumento ainda é tímido, com um viés anti-exportador”, concluiu Giannetti.

Já no coeficiente de importação da indústria, o avanço de 1,7 p.p. nesse mesmo período (de 19,9% para 21,6%) contribuiu para sustentar o índice em nível acima da média histórica, que gira em torno de 18%. Segundo Giannetti, a progressão acelerada desse coeficiente nos últimos dois anos caracteriza um processo de desindustrialização no Brasil.

Coeficientes de exportação e importação / 1º Trimestre de 2011

Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

“A desindustrialização ocorre quando há substituição da produção interna pela importada, e isso tem acontecido no Brasil de forma mais acelerada que em outros países”, avaliou. “A perda de competitividade da indústria é sistêmica, porque nesse processo o empresário deixa de investir e pode ficar defasado lá na frente. É preciso romper a inércia”, frisou.

Pela primeira vez, o levantamento fez um recorte para a indústria de transformação, que exclui a extrativa, e o cenário para o setor é mais modesto ainda em exportação. O coeficiente do volume exportado sobre o produzido obteve o segundo pior resultado da série (14,7%), considerando primeiros trimestres. Houve alta de 0,7 p.p. em relação ao acumulado de janeiro a março de 2010, mas o índice ficou 1,2 p.p. abaixo do registrado no último trimestre do ano passado.

Já a taxa de importados sobre o consumo aparente é semelhante à da indústria geral (20,4%). Se comparada ao movimento da exportação, subiu mais em relação ao 1° trimestre de 2010 (1,8 p.p.) e caiu menos sobre os últimos três meses do ano passado (0,8 p.p.).

Setores

Em exportação, 16 dos 33 setores analisados pela pesquisa estão retomando o patamar pré-crise. Os principais são ferro-gusa e ferroligas (51,5%), máquinas para agricultura (33,3%) e siderurgia (20,5%). Já segmentos como o de aeronaves (32,8%), calçados (18,8%) e produtos de madeira (22,2%) ainda não retomaram o ritmo anterior à crise financeira de 2008.

A maioria dos setores (26) continua apresentando alta no coeficiente de importação. Os principais são máquinas, aparelhos e materiais elétricos (33,5%), produtos de couro (30,7%) e máquinas industriais 49,2%. A metalurgia de metais não-ferrosos (31,8%), a fabricação de aeronaves (38,2%) e de equipamentos médico-hospitalares (60,8%) são três dos seis setores que estabilizaram ou diminuíram o coeficiente de importação.

Importados batem recorde e já respondem por 21,8% do consumo do País

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp

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Roberto Giannetti, diretor do Derex, apresenta o resultado do Coeficiente de Exportação e Importação

A forte retomada do consumo doméstico marcou o ano de 2010, mas não foi acompanhada, na mesma magnitude, pelo crescimento da produção industrial. Desta forma, a expansão da demanda interna do ano passado se tornou mais intensiva em importações, concluiu a Fiesp ao divulgar os resultados do Coeficiente de Exportação e Importação (CEI), nesta segunda-feira (14).

As importações totais da indústria sobre o consumo aparente do País (Coeficiente de Importação – CI) atingiram o maior patamar histórico: 21,8%. Este valor superou em 3,5 pontos percentuais o CI de 2009, sendo também a maior variação histórica entre os anos analisados. Na comparação com 2008, a alta foi de 1,7 ponto percentual, ou seja, o CI recuperou e até ultrapassou o nível pré-crise.

Por outro lado, de acordo com o levantamento da Fiesp, o total exportado em relação a toda produção industrial do País (Coeficiente de Exportação – CE) apresentou tímida alta comparada a 2009, de apenas 0,9 ponto percentual, atingindo 18,9%. Valor este inferior ao registrado em 2008, quando 19,6% da produção foi exportada, o que representa queda de 0,7 ponto percentual.

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Avanço das importações

No caso do CI, a expansão da economia brasileira, em conjunto com outras variáveis que ferem a competitividade da indústria nacional, como o câmbio valorizado e os benefícios fiscais concedidos por alguns Estados para os bens importados, explica o ganho de competitividade e consequente avanço das importações sobre a produção doméstica.

“O câmbio ainda é um dos principais vilões do aumento da penetração dos importados no País. De cada cinco  produtos têxteis vendidos no Brasil, pelo menos um é importado”, explicou o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540266771Segundo o dirigente da Fiesp, a ligeira alta de 0,9 ponto percentual sobre 2009 se deve ao fato de o ano anterior ter sido marcado pela crise internacional, portanto de fraco crescimento dos principais parceiros do Brasil, como Estados Unidos e Argentina, e com a produção concentrada no mercado doméstico.

A retomada do crescimento, em especial do vizinho sul-americano, permitiu um fôlego exportador um pouco maior de alguns setores, como o automotivo. No entanto, o setor de indústrias extrativas, que amplia consistentemente sua parcela exportada, é o grande destaque do aumento do CE.

“A constante elevada demanda dos chineses por minério de ferro garante o aumento da exportação do produto ano após ano, tornando a pauta exportadora também cada vez mais dependente deste bem”, concluiu Giannetti.

Veja aqui o estudo completo.