CDES apresenta agenda para ações de longo prazo

Agência Indusnet Fiesp,

Benjamin Steinbruch, no exercício da presidência da Fiesp

A Fiesp abrigou nesta quinta-feira (19) reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), órgão consultivo da Presidência da República formado por representantes de diversos setores da sociedade.

Benjamin Steinbruch, no exercício da presidência da Fiesp, exaltou a importância do Conselhão, que classificou como “heterogêneo e diferenciado, com rica representatividade da sociedade brasileira”. E lembrou que teve “a honra de participar” do órgão durante o primeiro mandato do governo Luís Inácio Lula da Silva: “Aprendi muito, essa foi uma das primeiras experiências políticas que tive”.

O Conselho apresentou a Agenda para o Novo Ciclo de Desenvolvimento, documento que foi entregue ao Presidente Lula em junho e que funciona como guia para ações de longo prazo.

“Os consensos sistematizados na Agenda podem servir como uma semente de orientação para o próximo governo”, declarou Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais e secretário-executivo do CDES.

Também participaram da reunião os conselheiros do órgão José Lopez Feijóo, vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), e Paulo Godoy, presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB).

Inovação tecnológica

Alexandre Padilha, secretário-executivo do Conselho e ministro das Relações Institucionais

O aumento do investimento privado em inovação tecnológica é uma das prioridades apontadas pelo CDES para o desenvolvimento do Brasil nos próximos anos.

“Nós não temos uma meta, mas é preciso chegar a patamares mais parecidos com os de outros países”, apontou Padilha. O ministro também afirmou que o setor público tem de aumentar os investimentos em educação: atualmente respondem por 0,59% do PIB, abaixo dos 0,7% de outros países.Alexandre Padilha, secretário-executivo do Conselho e ministro das Relações Institucionais, afirmou que os aportes do setor privado no País, em inovação, correspondem a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto em lugares como Japão, Alemanha e Estados Unidos, o valor é até quatro vezes maior.

Pré-sal
Padilha chamou atenção para o caso do pré-sal, já que a Petrobras é referência mundial em exploração de petróleo em águas profundas. “Há um grande espaço para a produção de conteúdo nacional”, explicou, citando estimativas de que o Brasil consume 20% da produção mundial de equipamentos de exploração em águas profundas, e deve aumentar este percentual.

O documento pede ampliação do financiamento da produção para exportação e a criação de novos agentes de fomento, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal (CEF).

Além da inovação, a Agenda aponta a necessidade de investimentos em educação – consenso entre os conselheiros. Outros temas primordiais são iniciativas relacionadas às áreas de sustentabilidade ambiental, políticas sociais e infraestrutura, além das reformas fiscal, política e tributária.