Humanidade 2012: lideranças empresariais debatem caminhos para uma nova economia

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

No primeiro dia de programação do “Seminário Lideranças Empresariais”, nesta quinta-feira (20/06), no Rio, executivos de três grandes corporações debateram desafios e possíveis contribuições do setor empresarial para o equilíbrio entre os pilares social, ambiental e econômico no desenvolvimento sustentável.

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Empresários discutem alternativas sustentáveis para a economia

Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp); Eduardo Gouvêa, presidente da Firjan; e Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, participaram do evento.

Leia a seguir o resumo do painel:

Ricardo Antonio Mello Castanheira (CCR) – O vice-presidente de relações institucionais da CCR, uma das maiores empresas de concessão de infraestrutura do mundo em transporte, aeroportos, metrô, barcas, que administra 2.800 quilômetros de rodovias, disse que para prestar serviços de qualidade aos usuários é preciso pensar no equilíbrio entre os três modais de sustentabilidade.

“O que temos feito para transitar nessa economia verde são os mais de 80 programas nas áreas sociais e ambientais, com uma infraestrutura que pode ajudar evitando desperdício de recursos”, apontou o executivo da CCR.

Castanheira destacou ainda o desenvolvimento de asfalto ecológico, feito a partir de pneus usados, opção que, segundo ele, torna a rodovia mais segura e confortável aos usuários.

“A cada quilômetro pavimentado com asfalto ecológico, tira-se mil pneus usados de circulação. Cerca de 15% das rodovias administradas pela CCR são feitas com esse asfalto ecológico”, revelou.

O vice-presidente de Relações Institucionais da CCR incluiu também os programas de educação de trânsito e de saúde do caminhoneiro, além da inspeção veicular na cidade de São Paulo – “responsável pela baixa de 7% da emissão de carbono na capital paulista, segundo pesquisa realizada pela USP [Universidade de São Paulo]”, informou.

Jorge Soto (Braskem) – O diretor de sustentabilidade da Braskem informou que a indústria química está presente em 95% dos produtos e até dos serviços utilizados. “Estamos constantemente buscando algo novo para favorecer a sociedade, e as questões sociais e ambientais estão sendo cada vez mais lembradas.”

Soto apresentou ainda como exemplo concreto da Braskem o desenvolvimento de um polímero feito a partir de etanol de cana de açúcar, utilizado na produção de plásticos.

O diretor da Braskem alertou que é preciso ter consumidores conscientes no ato de comprar. “Mas também deve haver informação suficiente”, ressalvou.

Os consumidores do futuro, segundo ele, devem tomar privilegiar basear decisões de compra nas informações mais do que no preço. “Daqui a 20 anos, espero que o Brasil tenha capacidade de se tornar uma potência da economia verde.”

Milton Seligman (Ambev) – Segundo o vice-presidente de relações corporativas da multinacional de bebidas, desde 1994 o sistema de gestão ambiental está implantado em toda a companhia, o que apresentou resultados objetivos e concretos no aproveitamento de resíduos sólidos de 98,3%.

Seligman destacou a redução de 35% da emissão de CO2 nos últimos cinco anos. Já no mais importante insumo de produção da companhia, a água, houve redução de 33% de uso nos últimos dez anos. “Temos uma dependência de água na faixa de 92% em relação aos produtos fabricados, portanto, não há ninguém mais interessado na manutenção de volumes disponíveis deste recurso natural em qualidade e quantidade do que a Ambev.”

A forte reinserção das embalagens retornáveis também foi mencionada como ação ambiental que não pode ser feita apenas pelas companhias. “É preciso um esforço anticíclico, do descartável ao retornável”, disse o vice-presidente de relações corporativas da Ambev.

Humanidade 2012

O Humanidade 2012 é uma iniciativa é resultado de uma realização conjunta da Fiesp Sistema Firjan, Fundação Roberto Marinho, Sesi-Rio, Sesi-SP, Senai-Rio, Senai-SP, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal. O evento acontece no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, até 22 de junho, paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O objetivo é realçar o importante papel que o Brasil exerce hoje como um dos líderes globais no debate sobre o desenvolvimento sustentável.

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Pedágio por quilômetro rodado é mais justo e principal objetivo da CCR, afirma executivo

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Ricardo Castanheira, Vice Presidente Insitucional do Grupo CCR. (Foto: Everton Amaro)

Ricardo Castanheira, Vice Presidente Insitucional do Grupo CCR. (Foto: Everton Amaro)

Um passo extremamente importante para o sistema de transportes é a cobrança do pedágio por quilômetro rodado, afirmou nesta segunda-feira (21/05) Ricardo Castanheiras, vice-presidente institucional do Grupo CCR, ao participar do 7º Encontro de Logística Fiesp.

“É muito mais justo quando todos pagam pelo que usam. O pedágio hoje é caro porque sua forma de pagamento não é democrática. Este é um grande desafio que tomamos para nós, estamos investindo nisso. Evidentemente, é muito difícil de realizar, dadas as burocracias existentes”, afirmou Castanheiras.

Segundo o executivo, a concessionária Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) investe em pesquisas sobre o “free flow”, sistema de cobrança eletrônica de pedágio por quilômetro rodado que já funciona em mais de 20 países. “Nós precisamos transformar nossos pedágios em pedágios por quilômetros rodados. A CCR está estudando fortemente uma maneira”, completou Castanheiras.

A CCR é um dos cinco maiores grupos de concessão de rodovias do mundo, e opera, por meio da empresa STP, os meios eletrônicos de pagamento Sem Parar/Via Fácil e Onda Livre. A companhia liderou o consórcio vencedor para a operação e manutenção da Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo, operada pela Via Quatro, da qual a CCR tem 58% do capital.