Representantes do setor discutem alternativas para comercialização de energia no 14º Encontro de Energia da Fiesp

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

“Criação do mercado secundário e tendências do mercado livre” foi o tema de debate conduzido pelo diretor da divisão de Energia do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Luiz Sergio Assad, no segundo dia do 14º Encontro de Energia da entidade, na manhã desta terça-feira (06/08).

O conselheiro da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Luciano Freire, destacou algumas resoluções normativas e explicou as ações de agenda da CCE para os próximos anos.

Entre os tópicos, destacou o programa “White paper: construindo um mercado inteligente de energia”, que consiste, entre outras coisas, em desenvolver produtos para facilitar o funcionamento do mercado, organizar o monitoramento do mesmo e estudar a viabilização da ‘clearing house’. “Entendemos que esse é o caminho para trazer mais segurança e competitividade, para tornar esse mercado mais sustentável”, afirmou.

Freire: mais competitividade por um mercado mais sustentável. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Freire: mais competitividade para tornar mercado mais sustentável. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Ao citar os smart grids, Freire disse que há medidas recentes para o desenvolvimento dessa nova fonte de mercado. “Entendo isso como uma série de novas oportunidades que temos pela frente”, disse ao destacar que acredita no mercado integrado. “Há sinergia entre todos esses mercados, então, para mim, faz todo sentido trabalhar isso em conjunto”, concluiu.

O presidente da Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE), Victor Kodja, concorda com Freire e acredita o sistema de clearing house é a melhor opção para o mercado. “O clearing dá garantias hoje não existentes no mercado, além de trazer inovação para o setor e de ser uma importante ferramenta para a participação de investidores financeiro”, explicou.

Bolsa de Energia

Kodja: "clearing house" é melhor opção para o setor. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Kodja: "clearing house" é melhor opção para o mercado. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Outra opção bastante viável para o mercado, segundo Kodja, é a ‘Bolsa de Energia’. “Há uma convergência dos objetivos das ideias do mercado sobre o que é necessário para o desenvolvimento dessa ideia”, afirmou.

O presidente da Brix (bolsa eletrônica de energia), Marcelo Mello, também acredita que hoje o “caminho do mercado é a clearing house”. “Esse me parece o caminho correto para o mercado trilhar”, afirmou.

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