Paulo Skaf na CBN: ‘Temos tudo para um início da recuperação da economia’

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, foi um dos destaques da primeira reportagem da série “Brasil na Corda Bomba”, da Rádio CBN, veiculada na noite de 02 de janeiro de 2017, sobre perspectivas para a economia brasileira.

Segundo Skaf, “temos tudo para um início da recuperação da economia em 2017. Para isso é necessário reduzir significativamente os juros e que reapareça o crédito. Essa combinação somada à votação das reformas estruturais que o Brasil tanto espera há décadas, sem dúvida nenhuma vai retomar a geração de emprego, mais consumo e mais investimentos”.


PIB da indústria cai 4% em 2016, mostra nova previsão da Fiesp

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A revisão feita pela Fiesp em janeiro de 2016 das previsões para o PIB divulgadas em dezembro do ano passado mostra números ainda piores. A queda no PIB da indústria deve ser de 4%. Para a indústria de transformação, a baixa deve ficar em 7%. A previsão para o PIB brasileiro é de retração de 3%.

Segundo Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, a perda de credibilidade do governo afeta muito a economia. “Sem confiança, sem credibilidade, não há investimentos, e o consumo se retrai”, explicou Skaf em entrevista à rádio CBN nesta terça-feira (12/1). Com isso, “a economia não roda”, e não há empregos, crescimento nem desenvolvimento.

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A Fiesp também revisou as previsões relativas a 2015. O PIB geral deve encolher 3,8% (contra -3,5% na estimativa anterior), e o da indústria, 7% (antes, -6%). Para a indústria de transformação, a nova previsão é de queda de 10,5% (contra -9,5%).

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Governo precisa criar uma política industrial de longo prazo, diz vice-presidente do Ciesp

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Vice-presidente do Ciesp, Rafael Cervone: Brasil não consegue recuperar a força sem recuperar a indústria. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp (Arquivo)

Estabelecer uma política industrial de longo prazo deve ser uma das prioridades do governo federal, defendeu o vice-presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Rafael Cervone Netto, em entrevista à radio CBN de Campinas, na manhã desta sexta-feira (16/01).

“Falta no Brasil um plano de governo, uma agenda de estado, com visão de longo prazo. O Brasil é um dos países que têm uma das maiores imprevisibilidades”, disse ele ao falar de mudanças constantes em leis que impactam os custos das empresas.

Cervone defendeu uma simplificação urgente da agenda tributária, o fim da guerra fiscal entre os estados e a manutenção da taxa cambial em níveis competitivos para os exportadores, sem tantas oscilações.

O vice-presidente do Ciesp pediu ainda um restabelecimento da agenda de comércio exterior com Estados Unidos e Europa e a retomada de negociações com o Mercosul em condições mais favoráveis.

Segundo Cervone, o país não aguenta mais observar o processo de desinsdustrialização. “Brasil não consegue recuperar a força sem recuperar a indústria, até porque a indústria paga melhores salários. O Brasil pode crescer rapidamente. O que a gente tem ouvido é que esse ajuste passa por aumento de impostos. Isso não se justifica”, ponderou.

“O grande problema, hoje, é que nunca enfrentamos o ambiente de negócios tão hostil ao trabalho, ao emprego. Precisamos ter um retorno de produtividade urgente”, reforçou Cervone.

>> Ouça a entrevista na íntegra no site da rádio CBN Campinas 

Folha: Skaf diz que câmbio reduz competitividade do Brasil para atender à ‘nova classe C’

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O caderno Ilustríssima, da Folha de S. Paulo, publicou no domingo (15/07) a reportagem “A menina dos olhos”, na qual afirma que a nova classe média é foco de interesse empresarial não só no Brasil – é objeto de livros e estudos que buscam mapear o perfil de um grupo de consumidores tão cobiçado quanto desconhecido.

A matéria de Vaguinaldo Marinheiro destaca que, para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, a indústria nacional só não se beneficiou ainda mais desse aumento do mercado consumidor por causa do câmbio, que desviou o dinheiro da nova classe média para produtos importados. “Esse é um bom momento para que as empresas brasileiras possam não só ganhar escala, mas ampliar sua especialização”, afirmou Skaf à Folha.

Câmbio

A defasagem cambial, de acordo com o presidente da Fiesp, é um dos um problemas que afeta a competitividade brasileira.

Em entrevista à rádio CBN na sexta-feira (13/07), Paulo Skaf analisou: “Se você pegar a fábrica mais moderna e competitiva do mundo hoje e colocar ela no Brasil, com energia cara, gás caro, juros altos, custo de logística caro, um câmbio que agora melhorou um pouco, mas ficou totalmente defasado durante anos e ainda continua defasado, mas melhorou um pouco, e todos esses custos, dificuldade na educação… enfim, toda essa somatória prejudica a competitividade. Qualquer fábrica aqui instalada sentiria a mesma coisa”.