Conferência da ONU sobre mudança do clima confirma novo período de Quioto

Lucas Alves, de Doha, no Catar, para Agência Indusnet Fiesp

Com um resultado considerado pouco ambicioso pela maioria das partes, a 18ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP18), realizada nas últimas duas semanas, no Catar, adotou um segundo período de compromissos para os países desenvolvidos (chamado de Anexo 1), por meio do Protocolo de Quioto, para cumprimento de metas de redução de emissão de gases de efeito estufa, entre 2013 e 2020.”]

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que acompanhou as negociações em Doha por meio de uma equipe técnica, considera que, embora pouco satisfatória, a decisão pela manutenção de Quioto como instrumento legal no combate as emissões de gases que provocam o efeito estufa é essencial para um futuro acordo que devera ser negociado até 2015.

“A continuidade do Protocolo é uma decisão importante para não haver uma lacuna no processo e, assim, evitar abrir margem para que os países retrocedam a tudo aquilo que vem sendo negociado nos últimos anos”, defendeu o segundo vice-presidente da Fiesp e coordenador do Comitê de Mudança do Clima da entidade, João Guilherme Sabino Ometto.

Além de ter estabelecido um período de oito anos de compromissos – muitos países defendiam que fossem apenas cinco anos –, Quioto definiu uma meta agregada de redução de emissões pelos países desenvolvidos de 18%, considerando 1990 como ano-base. Entretanto, as nações que aderiram a este segundo período deverão se esforçar para revisar, de maneira ambiciosa, suas metas, de pelo menos 25 a 40%.

O segundo período do Protocolo de Quioto foi aceito pelos seguintes países: Austrália, Belarus, Cazaquistão, Mônaco, Noruega, Suíça, Ucrânia e pela União Europeia. Ficaram de fora nações importantes como os Estados Unidos, Japão e Rússia.

Pós-2015

Em Doha, as discussões também avançaram para a elaboração de um novo acordo global, que deverá ser concluído ate 2015 para entrar em vigor em 2020, reunindo todos os países que participam da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, em inglês), previsto na Plataforma de Durban (definido na COP17, realizado no ano passado, na África do Sul).

De acordo com a agenda do novo acordo, no ano que vem deverão ser identificadas e exploradas opções de ações que levem a medidas de mitigação mais elevadas, com o objetivo de reduzir as emissões pré-2020. Na decisão, está explicita a forte preocupação com as atuais promessas de redução de emissões (pouco ambiciosas) que poderão comprometer os esforços para que se evite o aumento da temperatura em 2ºC, segundo observou a equipe da Fiesp em Doha.

A COP18 também marcou o encerramento de um importante trilho de negociação, iniciado em Bali, em 2007, o chamado Acordo de Longo Prazo (LCA em inglês). Com o fim deste mandato, as pendências de caráter técnico serão discutidas no âmbito de dois grupos de trabalho, o SBI e o SBSTA, enquanto que as decisões politicas serão tomadas no âmbito do secretariado da COP.

Desta maneira, o pacote com todas as decisões da COP18, chamado de “The Gateway a Second Commitment Period”, deverá ser publicado nos próximos dias.

Fiesp participa da Conferência do Clima em Doha

Lucas Alves, de Doha, para Agência Indusnet Fiesp

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que se realiza de 26 de novembro ao dia 7 de dezembro, em Doha, no Catar, deverá trazer importantes avanços na agenda climática. Esta é a expectativa da equipe da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que acompanha o tema e que participa da cúpula no Oriente Médio.

Duas decisões deverão ser definidas em Doha: o segundo período de compromisso dos países desenvolvidos no Protocolo de Quioto, e o encerramento do LCA (Compromissos de Longo Prazo), que é o processo iniciado em Bali, em 2007, e que permitiu uma série de progressos na negociação internacional.

“Entendemos que é muito importante termos um novo período de compromissos para que o processo não se enfraqueça e não tenhamos uma lacuna entre o primeiro período de Quioto e o novo acordo previsto na Plataforma de Durban”, afirma o segundo vice-presidente da Fiesp e coordenador do Comitê de Mudança do Clima, João Guilherme Sabino Ometto.

Durante a reunião preparatória para a COP18, organizada pelo governo brasileiro, há duas semanas, em Brasília, o embaixador André Correa do Lago, destacou que tais definições exigirão um interesse redobrado dos países. “A negociação de mudança do clima é uma negociação de modelo de desenvolvimento econômico. A grande questão é justamente o impacto econômico das medidas para combater a mudança do clima”, pondera.

A Fiesp acompanhará todas as decisões tomadas durante a COP18 e analisará seus desdobramentos, com foco no setor produtivo brasileiro. “Justamente por ser uma negociação de modelo de desenvolvimento econômico, como bem disse o embaixador, as definições desta agenda impactarão sobremaneira as atividades industriais”, reitera Ometto.

Sesi-SP disputa terceira colocação no Campeonato Mundial de Clubes

Rodrigo Marinheiro, Agência Indusnet Fiesp

Murilo fura bloqueio triplo do time polonês

O Sesi-SP disputará a medalha de bronze no Campeonato Mundial de Clubes, em Doha, no Qatar, nesta sexta-feira (14).

Atual campeão brasileiro e sul-americano, o time da indústria foi derrotado, nesta quinta-feira (13), pelo Jastrzebski, da Polônia por 3 sets a 2. Parciais: 23 a 25, 25 a 18, 25 a 19, 13 a 25 e 13 a 15, em 1h55 minutos de jogo, no Ginásio Arpira Dome de Doha.

O destaque do jogo foi o oposto Wallace, que anotou 25 pontos (1 de saque e 24 em ataques). O bloqueador mais eficiente do time da indústria foi o levantador Sandro, com 4 pontos neste fundamento.

O time do Sesi-SP volta à quadra nesta sexta-feira (14), às 9 horas. O jogo será contra o perdedor da partida entre o favorito Trentino Diatec, da Itália, e o Zenit Kazan, da Rússia.

Apesar da derrota o presidente do Sesi-SP, Paulo Skaf, enalteceu a vontade dos atletas do time da indústria paulista. “Nossa equipe jogou bem e não seria injustiça se a vitória fosse nossa. Mas é possível tirarmos boas lições de partidas como a de hoje. O exemplo de perseverança que estes atletas dão aos alunos do Sesi-SP, aos amantes do voleibol e a todos os brasileiros, é algo notável”, disse Skaf.

Em apenas três anos de vida, o Sesi-SP realizou um feito muito importante para o vôlei nacional. Desde 1991 uma equipe brasileira não disputava uma semifinal do Mundial de Clubes. Na ocasião, o Frangosul terminou a competição na quarta colocação.

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Apesar da tristeza, time quer trazer medalha para o Brasil

Ricardo Amorim, Agência Indusnet Fiesp.

Mesmo chateados com a derrota na semifinal, os jogadores do Sesi-SP prometeram empenho em quadra para trazer uma medalha para o Brasil. “É nossa primeira vez no Mundial de Clubes e temos que tentar essa terceira colocação. Queremos muito essa medalha”, afirmou Murilo, capitão do time. Para o atleta, o quarto set foi determinante para o mau resultado. “Perdemos a cabeça e eles nos venceram por uma diferença muito grande (25 a 13). Conseguimos nos recuperar no tie-break, lideramos até o oitavo ponto, mas eles foram bem nos contra-ataques e acabaram vencendo. Estão de parabéns”, concluiu. O técnico Giovane Gávio também fez questão de cumprimentar a equipe polonesa pela classificação à final e destacou o valor de subir ao pódio em um mundial. “Essa medalha é muito importante para nós e vamos buscá-la”, afirmou.

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Após jogo estratégico, Sesi-SP disputa a semifinal nesta quinta (13)

Ricardo Amorim, Agência Indusnet Fiesp

Wallace, Sidão e Léo Mineiro impedem jogada de ataque do time italiano

Em uma partida onde a estratégia dos técnicos ditou o ritmo dos sets, o Sesi-SP foi derrotado por 3 a 1 pelo Trentino, da Itália, nesta quarta-feira (12). Apesar do resultado, a equipe brasileira confirmou a classificação para as semifinais do Campeonato Mundial de Clubes, disputado em Doha, no Qatar. Com o segundo lugar do grupo B, o time da indústria volta à quadra nesta quinta (13), às 9h, horário de Brasília (15h em Doha), para enfrentar o primeiro colocado no grupo A, o KS Jastrzebski Wegiel, da Polônia.

Já matematicamente classificadas para o mata-mata que vale a vaga na final, as duas equipes adotaram táticas opostas no primeiro set. Enquanto os italianos entraram em quadra com o time reserva, o técnico brasileiro Giovane escalou sua formação principal. Com a boa atuação de seus jogadores, o Sesi-SP não teve muitas dificuldades para fechar a primeira parcial em 25 a 18. No segundo set, porém, os reservas italianos reagiram e conseguiram vencer por 25 a 23. “O time deles não tem apenas seis titulares, todos os 12 são excelentes e podem decidir”, afirmou o capitão Murilo após o jogo.

Com 1 a 1 no placar, foi a vez dos brasileiros começarem a pensar na semifinal e os jogadores passaram a se revezar em quadra. Com um ritmo mais forte, o Trentino acabou vencendo os dois sets seguintes, por 25 a 23 e 25 a 21. No quarto set, o Brasil atuou quase o tempo todo também com seus reservas.“Entramos para vencer, como sempre fazemos, mas a partir do momento em que eles fizeram 1 a 1, eu tive que pensar em preservar os meus atletas para a partida de amanhã (quinta), em que vai ser tudo ou nada. O campeonato de verdade começa agora”, resumiu Giovane.

Comentaristas e espectadores chegaram a se perguntar se ambas as equipes não haviam entrado para perder, já que o segundo colocado no grupo teria um jogo contra um adversário teoricamente mais fraco, o KS Jastrzebski Wegiel, enquanto o primeiro pegaria o Zenit Kazan, considerado mais consistente. “Se o Wegiel ficou em primeiro de seu grupo é porque tem qualidades e, inclusive, ganhou do Kazan. Então nós vamos jogar contra um time muito forte e será um jogo muito difícil. Como eu já falei, entramos para vencer, mas com o decorrer da partida tive que fazer uma escolha pensando no jogo seguinte e preferi poupar meus jogadores”, concluiu Giovane.

Caso vença o seu próximo compromisso, o Sesi-SP joga a final na sexta-feira (14) e pode se tornar o primeiro time brasileiro campeão do mundo.

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Sesi-SP estreia com vitória no Mundial de Clubes no Catar

Rodrigo Marinheiro, Agência Indusnet Fiesp

Oposto Wallace foi o maior pontuador da partida, com 16 finalizações

O time masculino de vôlei do Sesi-SP passou sem sustos pela equipe do Al-Arabi, representante do Catar, país sede do Mundial, neste domingo (9). O atual campeão sul-americano fez 3 sets a 0 com parciais de 25 a 20, 25 a 20 e 25 a 22, no Ginásio Aspire Dome, na capital Doha.

Com o resultado, o Sesi-SP assumiu a liderança do grupo B ao lado do Trentino, da Itália, atual bicampeão mundial e apontado como favorito para conquistar mais este torneio. Os italianos também venceram na estreia por 3 sets a 0 em jogo contra o Al-Ahly, do Egito, atual campeão africano. As parciais foram de 25 a 16, 25 a 22 e 25 a 22.

O meio de rede Rodrigão avaliou que o Sesi-SP fez um bom jogo, mas é importante que o rendimento da equipe melhore ao longo da competição. “Sabemos que temos que evoluir para encarar o Trentino na última rodada da primeira fase”, disse. “Mas o importante foi começar ganhando, o que tira um pouco daquela ansiedade natural que sempre surge antes do início de um campeonato tão importante como esse”, afirmou.

O capitão Murilo Endres acredita que a vitória sobre os donos da casa foi o primeiro passo para o título. “Sabíamos que a equipe do Al-Arabi tinha jogadores experientes e acostumados a disputar os mais importantes campeonatos da Europa. Foi uma grande vitória do Sesi-SP”.

O treinador Giovane Gávio ponderou que o time paulista esteve bem no contra-ataque e na defesa, mas que o momento é da equipe se concentrar no próximo jogo. “Hoje nós jogamos contra o Al-Arabi e o jogo acabou. Agora, nossas mentes estão voltadas para o Al-Ahly do Egito. Só depois vamos pensar na equipe italiana”, afirmou o comandante do Sesi-SP.

O próximo desafio do Sesi-SP, contra o egípcio Al-Ahly, acontece nesta segunda-feira, às 13h (de Brasília).

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Sesi-SP vence mais uma e fica próximo de disputar as semifinais do Mundial de Clubes

Rodrigo Marinheiro, Agência Indusnet Fiesp

Wallace, Rodrigão e Murilo: bloqueio triplo do Sesi-SP impede ataque do time egípcio

Em partida equilibrada e repleta de bolas rápidas, o vôlei masculino do Sesi-SP caminha para conquistar uma vaga nas semifinais do Mundial de Clubes, que acontece no Catar.

Nesta segunda-feira, o time da indústria venceu o campeão africano Al-Ahly, do Egito, por 3 sets a 1, parciais de 25 a 18, 27 a 25, 18 a 25 e 25 a 14, em 1h31 minutos de jogo.

Mais uma vez, o destaque da partida foi o oposto Wallace. O camisa 18 do time do Sesi-SP, que ontem marcou 16 vezes na vitória por 3 sets a 0 contra o Al-Arabi, do Catar, anotou 17 pontos no jogo contra o Al-Ahly.

“Podemos dizer que estamos na semifinal”, afirmou o ponteiro do Sesi-SP, Murilo Endres. E completou:“Hoje nós jogamos definitivamente melhor do que ontem. O Al-Ahly é um time bom. O saque deles funcionou muito bem e o número 4 (Abdelhay) fez uma boa partida”, disse o capitão do time da indústria, eleito como o melhor jogador do mundo em 2010.

Para o treinador do Sesi-SP, Giovane Gávio, o mais importante foi a vitória. “Nós começamos a partida com os nossos jogadores principais porque sabíamos que os egípcios poderiam complicar as coisas, igual fizeram no terceiro set”, ressaltou o técnico.

O Sesi-SP volta à quadra nesta quarta-feira, dia 12, às 13 horas (de Brasília) contra os italianos bicampeões mundiais do Trentino BetClic. O jogo será transmitido ao vivo pelo canal Band Sports e no site da Federação Internacional de Voleibol.

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