Somos uma indústria atrasada em tecnologia, diz vice-presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Consic: necessidade de qualificação da mão de obra para o setor. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A indústria da construção civil é a mais atrasada em tecnologia e vai perder mercado doméstico para engenheiros estrangeiros se não adotar novas tecnologias em seus processos, afirmou nesta terça-feira (13/08) o vice-presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura, Luiz Augusto Contier. “Somos uma indústria atrasada em cadeia. Qualquer indústria tem pelo menos um robô, nós não”, disse ele.

Ele participou da reunião do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). No encontro, empresários do setor debateram o uso do método BIM (Modelagem de Informação da Construção), conceito que envolve a modelagem das informações do edifício, criando um modelo digital integrado que abrange todo o ciclo de vida da edificação.

Contier avaliou que o conceito ainda é pouco usado no Brasil por falta de normas, “mas não é um impeditivo para fazer projetos”. Para isso, disse ele, é preciso que todos se envolvam. “Precisamos do BIM”, explicou. “Mas uma andorinha só não faz verão. Todos precisam aderir senão vamos importar não só médicos, mas também engenheiros estrangeiros”, alertou.

Carlos Oliveira Lima, presidente do Consic, endossou o apelo de Contier e ainda alertou para a necessidade de criar normas para a aplicação do BIM tendo em vista o uso de conteúdo nacional. “Precisamos nacionalizar o BIM. Como vamos trabalhar tudo isso com material nacional? Precisamos avançar rapidamente nisso”, disse Oliveira Lima.

Falta de capacitação

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José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic)

Os membros do Consic ainda discutiram sobre a falta de capacitação de profissionais da construção para o uso do sistema BIM. Os empresários devem enviar ao presidente da Fiesp, Paulo Skaf, uma proposta para formação de pessoal para a criação de projetos com base no BIM.

Também participaram do encontro o Coronel Alexandre Fitzner do Nascimento e o Tenente-Coronel Washington Gultenberg Luke, ambos do quadro de engenheiros militares do Exército Brasileiro e o professor da Universidade Federal Fluminense Sergio Roberto Leusin de Amorim e o diretor das Indústrias Intensivas em mão-de-obra e Recursos Naturais do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Marcos Otavio Bezerra Prates.